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O Projeto "Brasil: A história não contada" é um projeto de circulação de exposição imersiva, convidando o público a passear por uma outra construção da história brasileira _ uma construção mais real, consciente e participativa. Ele é composto por instalações interativas, projetadas para colocar os visitantes em contato direto com a Micro História. Cada setor é um convite para estudar e aprender a verdadeira história do Brasil e não mais uma história sobre o Brasil. Além da exposição, o projeto contempla rodas de conversas e oficinas de rap para jovens de periferia.
Exposições Imersivas: O projeto oferece instalações interativas e imersivas projetadas para colocar o público em contato direto com elementos históricos voltados para o contexto escravocrata brasileiro, assim como suas consequências. Cada instalação convida o visitante a vivenciar algo novo e emocionante, especialmente através de imagens e outras interferências artísticas projetadas do teto ao chão do espaço. Pesquisa Iconográfica: O projeto é, também, um compromisso com a informação, a verdade e a História. Portanto, uma das ações do projeto inclui pesquisas, levantamento de dados e curadoria da literatura da época – feita por uma equipe de profissionais qualificados, com lugar de fala e assertividade sobre o tema. Fortalecimento de narrativas inclusivas: O projeto promove a construção de narrativas afirmativas sobre medidas de combate ao racismo, destacando o impacto positivo da educação, da informação e da História na sociedade. As rodas de conversa e as palestras – realizadas por negros, negras, professores de História e pesquisadores – funcionam como um espaço de valorização e incentivo aos profissionais da área. Essas narrativas são fundamentais para inspirar as pessoas a se tornarem agentes de mudança em suas próprias comunidades. Análise do Rap como Mecanismo de Discurso Político de Informação e Resistência: O projeto também vai abranger a análise de músicas do gênero Rap. No contexto brasileiro, o rap tem um papel importante na sociedade, tanto como forma de expressão artística quanto como instrumento de luta política e social. O projeto pretende contextualizar como as letras desses artistas podem se tornar mecanismos de discurso político, inspirando e informando as pessoas para enfrentarem injustiças sociais e promovendo a resistência. Seu objetivo é estimular a troca de ideias sobre o assunto e desempenhar um papel ativo na mudança social, contribuindo para o fortalecimento e o crescimento do movimento.
Objetivo Geral É impulsionar a literatura de informação, do combate ao racismo, da democratização do acesso à educação inclusiva e da construção de uma consciência social mais ampla e responsável. Com suas ações interativas e reflexivas, os participantes são levados a refletir sobre as consequências assombrosas dos quase quatro séculos de escravidão, bem como sobre a importância do compromisso com a verdade, a educação e o resgate de narrativas apagadas. O projeto pauta-se também em evidências sobre o sucesso de exposições de arte multi-sensoriais e imersivas na captação da atenção e no engajamento do público, incluindo experiências positivas e recordações duradouras. Proporcionando ainda uma experiência de educação emocional, o projeto propõe uma reflexão mais profunda sobre nossas responsabilidades como indivíduos e cidadãos. Objetivos Específicos Produto Exposição de Artes - realização de exposição imersiva, que ocorrerá em 3 cidades, por ao menos 30 dias em cada local, utilizando a linguagem videomapping para contar a história das pessoas escravizadas e suas lutas pela liberdade; - criar um ambiente de reflexão sobre as condições sociais, políticas e culturais que promovem a discriminação e o racismo; - promover discussões e debate sobre temas relevantes para a formação de um espírito crítico em torno de questões relacionadas à liberdade, igualdade racial e direitos humanos; Produto Oficina/Workshop/Seminário Audiovisual - produzir material educativo com informações pertinentes para a disseminação do conhecimento sobre tais questões. - promover oficinas de RAP e audiovisual para incentivar as crianças a expressarem sua visão sobre o tema abordado; - promover oficinas de preparação para práticas de resistência pacífica, facilitando o exercício da cidadania - realizar diálogos com lideranças e representantes das comunidades para reforçar a conscientização sobre o tema. A duração das oficinas dependerá da quantidade de inscritos, visto a intenção de atender bem a todos, mas estima-se ao menos 1h30 por oficina.
"Tudo que fomos no passado, o que somos hoje e o que nós gostaríamos de ser no futuro tem a ver com a escravidão." Laurentino Gomes, ao construir tal afirmação, pôs em xeque não somente o legado do sistema escravista na construção do nosso país, mas também evidenciou o peso da prática na formação de um novo horizonte. Falar sobre o Brasil de 500 anos atrás é tão desafiador e complexo quanto falar sobre o Brasil contemporâneo, especialmente pelas mordaças que se perpetuam a nossa história. O continente brasileiro recebeu, durante os quase quatrocentos de escravidão, cerca de cinco milhões de cativos africanos _ o equivalente à população da Noruega e duas vezes o total de habitantes do Catar, sede da Copa do Mundo de 2022. Além disso, o Brasil _ entre todos os países que adotaram o sistema _ foi o que demorou mais tempo para encerrar o tráfico negreiro e o último a abolir a escravidão, em 1888. O sistema escravista, por si só, fincou raízes tão profundas e perigosas no solo brasileiro que podemos ver suas consequências tão vívidas quanto há três séculos. A prática não somente ecoa no cotidiano do povo brasileiro até os dias atuais, mas faz parte do nosso modo de viver. O fato de a abolição não ter sido projetada como um mecanismo de inclusão dos escravizados no corpo social _ escravizados esses que construíram o país em todos os seus ciclos e aspectos _ possibilitou a manutenção das suas amarras e limitações, agora apresentadas através de práticas diferentes das utilizadas no tempo da colonização. Pensando nisso, o projeto "Brasil: A História Não Contada" convida o público a passear por uma outra construção da história brasileira _ uma construção mais real, consciente e participativa. Ele é composto por instalações interativas, projetadas para colocar os visitantes em contato direto com a Micro História. Cada setor é um convite para estudar e aprender a verdadeira história do Brasil e não mais uma história sobre o Brasil. Para isso, precisamos valorizar o lugar de fala de negros e negras, bem como de especialistas sobre o tema. Por meio de rodas de conversas, artes plásticas, músicas, experiências sensoriais e pesquisas, os participantes poderão explorar e questionar a literatura de informação que surgiu durante a colonização, assim como narrativas que foram silenciadas e apagadas com o tempo. O projeto é, portanto, um convite ao aprendizado consciente, efetivo e inclusivo. É de conhecimento geral a história sobre o Brasil. Através do projeto "Brasil: A História Não Contada", buscamos contar a verdadeira história do país — uma história pautada no sistema escravista, silenciamento de narrativas históricas, apagamento de grupos sociais marginalizados e um processo de embranquecimento de posições sociais importantes para a sociedade. Através de uma perspectiva baseada na Micro História e na Literatura de Informação, o projeto visa evidenciar o real contexto histórico no qual o Brasil foi construído — quase quatrocentos anos de escravidão, um dos últimos países a encerrar o tráfico negreiro, último a abolir a escravidão e um projeto abolicionista falido e sem sucesso — assim como resgatar narrativas silenciadas, trazer visibilidade para profissionais negros e negras, além de viabilizar um movimento de informação e educação consciente. O projeto se conecta com os incivos do Art. 1º da Lei 8313/91 , o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a Lei 10.639/03 que incluiu as temáticas de história afro-brasileira e indígena na grade curricular de ensino fundamental — além de leis estaduais como a 12.288/10 do Estado de São Paulo. O projeto também se conecta ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que visa assegurar o direito à alimentação adequada dos alunos da rede pública. Com o objetivo de contribuir com a construção de um cenário nacional que seja mais inclusivo, o projeto trabalhará para promover uma educação intercultural e defender os direitos humanos. Sobre o Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos relacionados ao Programa de Fomento a Cultura, Rouanet: I _ apoiar a produção cultural de qualidade; II _ estimular o crescimento econômico, fortalecer o emprego e promover o desenvolvimento social, regional e municipal; III _ contribuir para a democratização do acesso aos bens culturais e serviços; IV _ incentivar os mecanismos de financiamento da produção, difusão e promoção de bens culturais; V _ promover o intercâmbio entre povos. A partir destes princípios, o projeto visa aprimorar e implementar medidas para garantir a diversidade de culturas, identidades e saberes no contexto da educação brasileira. Através do desenvolvimento de atividades que promovam esses valores fundamentais, o projeto almeja contribuir para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Além disso, o programa busca estimular a produção de bens culturais, incentivar a economia criativa e auxiliar na viabilização destes empreendimentos. Por fim, o programa se propõe a contribuir para o intercâmbio cultural entre as diversas comunidades brasileiras e também internacionais, promovendo assim um ambiente mais inclusivo e solidário. No que tange o Art. 3º da referida norma serão alcançados os seguintes incisos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)
Para as oficinas de rap, o oficineiro convidado para a atividade, apresentará a trilha de aprendizado educativo que será compartilhado com os jovens de comunidades. Esse material será criado no período da pré-produção. Na atividade serão discutidas as possibilidades de desenvolvimento de conteúdos e discussões sobre a aplicação de técnicas educativas para o rap e hip-hop. Os oficineiros irão orientar os jovens participantes com métodos e estratégias para criar conteúdos artísticos e educacionais, compartilhando o conhecimento adquirido pela prática dos mestres. A oficina de rap contribuirá para o desenvolvimento das habilidades de cada participante e permitirá a interação entre os mestres e alunos. Ao término do projeto, os jovens participantes irão produzir conteúdos artísticos e educacionais que serão compartilhados em uma plataforma digital de acordo com as orientações dos oficineiros.
O projeto Brasil: A história não contada, contemplará todas as medidas necessárias para que seja um projeto acessível a todos. No quesito ACESSIBILIDADE FÍSICA, ofereceremos locais específicos para o público com deficiência física e/ou mobilidade reduzida. No quesito ACESSIBILIDADE DIGITAL, garantiremos que o projeto contenha material acessível em diversas plataformas e formatos para que seja um conteúdo inclusivo. No quesito ACESSIBILIDADE AUDITIVA, trabalharemos com áudios legendados em libras/legenda em português e também tradução de material sonoro para português. No quesito ACESSIBILIDADE INTELECTUAL, contaremos com a parceria de profissionais especializados para que o material seja adequado às diversas habilidades intelectuais e/ou necessidades educacionais específicas. Também é importante mencionar que, durante a execução do projeto, realizaremos um monitoramento de todos os elementos para checar se estão sendo cumpridas as diretrizes e normas nacionais de acessibilidade. Ainda no quesito ACESSIBILIDADE VISUAL, serão adotadas as seguintes práticas: criação de conteúdo em alta leitura e tamanhos ajustáveis, cores contrastantes para que o material seja facilmente identificado por deficientes visuais, símbolos, ícones e pictogramas para facilitar o entendimento. Além disso, incluiremos recursos audiovisuais acessíveis para que todos os usuários possam interagir de forma satisfatória com o conteúdo.
Com o intuito de democratizarmos o acesso à cultura, o projeto Brasil: A história não contada será uma exposição totalmente gratuita para que consigamos impactar o máximo de pessoas possíveis. Além disso, as oficinas de RAP e projeção, serão realizadas para jovens de periferia e também serão gratuitas, mediante inscrição no site do projeto. Para promover a inclusão digital, a exposição contará com um sistema de interatividade que permitirá o uso de tecnologias móveis para despertar o interesse dos visitantes. As ferramentas digitais empregadas serão QR codes, Geolocalização e realidade aumentada. Estes dispositivos possibilitarão que os visitantes façam pesquisas mais profundas para conhecer melhor cada uma das obras expostas. Sendo assim, serão adotadas as seguintes medidas para atender o art. 28 da IN nº 01/2023, referidos nos incisos: Art. 28. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; (ESPECIFICAR AS AÇÕES PARALELAS) VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; IX - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;
Proponente: O Proponente será responsável pela administração do projeto, bem como terá poder decisório sobre todas as atividades e será responsável pelo mesmo. Pautado nas construções colaborativas, que tem como missão identificar, reconhecer, mapear, valorizar, impulsionar e fortalecer os negócios criativos do Nordeste, sobretudo de pequenos empreendedores, que utilizam a criatividade como ferramenta de diferenciação e geração de renda. Através da ocupação e transformação de espaços ociosos em territórios criativos, potentes e sustentáveis, o Coreto dá palco e visibilidade às marcas e artesãos, além de promover a aceleração dos negócios, criando condições para expansão no mercado. Um modelo de negócio pautado sobre os eixos economia criativa, sustentabilidade e diversidade, se consolidando como uma iniciativa transformadora, com um espaço físico de experiências criativas e colaborativas, que desperta na população um olhar sobre o consumo consciente e para o reconhecimento aos pequenos produtores. Lídice Berman Coordenação geral do projeto Currículo: Especialista em Territórios Criativos e Sustentáveis e referência nacional em Economia Criativa, Circular e Gestão Colaborativa, esteve à frente, nos últimos quinze anos, de movimentos criativos e colaborativos com foco na geração de valor e renda para o empreendedorismo nacional. Fundadora do Coreto Criativo - rede colaborativa com mais de 5k empreendedores nordestinos impactados, com mais de 500 marcas aceleradas. Comunicadora social da UNESCO-SOST UFBA, governança do comitê de gestão territorial com foco em Economia Circular do Banco do Nordeste, atualmente colaborando na área de inovação e comunicação da Rede Educare em São Paulo, referência no Brasil em projetos de transformação social e liderança do movimento de sustentabilidade e criatividade Reinventando Futuros. VJ Gabiru DIREÇÃO ARTÍSTICA E CURADORIA Currículo: Produtor de arte e tecnologia desde 1997. Experiência em produção cultural para a cena independente e redes digitais. Realização de projetos comemorativos e festivais no Brasil e América Latina, premiado em diversas edições do Festival de Cinema Latino Americano em Havana. Criação de programas e festivais digitais com experiências audiovisuais, realizações remotas e aplicação das novas tecnologias. Desde 2019 tem atuado com curadoria em projetos culturais e ligados à inovação, tais como a plataforma de streaming audiovisual FOCUS.BR. VJ Gabiru já desenvolveu trabalhos representativos para a curadoria das cenas brasileiras, a exemplo do artista Carlinhos Brown, do grupo de rap Racionais MCs e da banda Paralamas do Sucesso. Atualmente VJ Gabiru desenvolve projetos que envolvem curadoria em conjunto com a produção em audiovisual para diversas marcas, festivais e organismos culturais. VJ Gabiru também já foi responsável por produções de conteúdos audiovisuais para a instituição do Banco Interamericano de Desenvolvimento, assim como projetos realizados em parceria com o Ministério da Cultura e com o Ministério Público Federal. Além disso, VJ Gabiru também trabalha em parceria com a Embaixada do Japão no Brasil para produzir conteúdos audiovisuais para projetos culturais de cooperação entre ambos países. Como curador, VJ Gabiru se destaca pela sua capacidade de conectar várias áreas da cultura brasileira, criando projetos que contribuem para a valorização das nossas raízes. Ele já foi responsável por organizar o Festival Internacional de Artes Digitais e Tecnologia (FIAD), onde desenvolveu atividades para promover a cultura digital, assim como também trabalhou como curador de inúmeros eventos artísticos e culturais ao redor do Brasil. Os demais colaboradores deste projeto serão selecionados na fase de pré-produção do mesmo, visto atender as localidades, bem como o cronograma. Há, principalmente, a intenção de selecionar fornecedores locais, fomentando assim a economia da região beneficiada pelo projeto.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.