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A presente proposta tem como objetivo a elaboração de projetos integrados de restauro, revitalização e qualificação da primeira ponte ferroviária do Rio Grande do Sul, sobre o Rio dos Sinos, em São Leopoldo/RS, seu entorno e o resgate histórico, arquitetônico, urbano e social. As intervenções destinadas ao restauro e requalificação da ponte e seu entorno incluem projetos de: engenharia estrutural, revitalização arquitetônica, iluminação cênica e elétrica. Os projetos de urbanização da Orla compreendem iluminação urbana, elétrica, hidrossanitário, drenagem, acessibilidade, pavimentação de vias, ciclovias, calçadas, quadras esportivas, mobiliário urbano, paisagismo e comunicação visual. É um projeto de regeneração urbana e ambiental que afetará positivamente a qualidade de vida de seus habitantes, gerando efeitos sociais, econômicos e ambientais sistêmicos. Conectando as pessoas, a cultura, a história e a natureza em um círculo virtuoso de valorização.
A presente proposta deverá contemplar as seguintes pesquisas, levantamentos, ações e projetos abaixo. Pesquisas Histórica – Pesquisa sobre a história do início da colonização alemã no RS, em São Leopoldo, e a importância da ferrovia e da primeira ponte ferroviária do estado, sobre o Rio dos Sinos, na expansão desta colonização para o nordeste do estado. Referencial - Realizar extensa pesquisa mundial sobre projetos de qualificação de orlas de rios. Estudos preliminares – Levantamentos, Seminários e Oficinas Serão realizados as seguintes ações: - Levantamento in loco com a realização de desenhos e detalhamento da Ponte Férrea; - Levantamento Topográfico da área da Orla em estudo; - Levantamento Arqueológico: a elaboração e execução do projeto de pesquisa arqueológica compreenderá as atividades a seguir: Elaboração do Proj. de Pesquisa; Prospecção Arqueológica; Monitoramento Arqueológico; Curadoria do Acervo Arqueológico; Atividades de Educação Patrimonial; Pesq. Histórica; Elaboração de Relatórios Técnicos e Endosso Institucional. - Levantamento fotográfico detalhado da ponte férrea e do tercho da Orla, contemplando as margens Norte e Sul da Orla e o ambiente natural; - Elaboração de Seminários e Oficinas buscando resolver questões econômicas, sociais, culturais e ambientais para a área em estudo, de forma que a população possa usufruir e ser impactada positivamente pela área transformada. As oficinas participativas terão como público alvo moradores e empreendedores com interesse nas áreas a serem qualificadas, lideranças públicas e empresariais, colaboradores públicos das secretarias da Cultura, Turismo, Educação e Meio Ambiente e professores e alunos das redes de ensino pública e privada. Turismo Para o setor do turismo serão realizadas, através de consultoria especializada as seguintes ações: a) análise dos stakeholders – através de pesquisa focus group, para conhecer os objetivos de utilização da área urbana em questão, buscando saber como os principais atores sociais vislumbram o futuro econômico, social e cultural daquela área do projeto. b) análise da oferta turística - observar roteiros formatados e atrativos culturais de interesse da demanda turística real de forma a identificar como este novo projeto poderá se inserir e ofertar novos produtos como roteiros ou caminhos turísticos para a valorização da cultura, história e ambiente natural e qualificar os empreendimentos e atrativos do mercado turístico local; c) elaboração de material para a educação do turismo, patrimônio e meio ambiente a ser divulgado para a população. Mobilidade e Acessibilidade O projeto de acessibilidade desta proposta contemplará vários tipos de ações iniciando pela participação da comunidade na elaboração do plano de necessidades para o projeto urbano. Outro ponto importante será a ligação da população das duas margens do Rio através do restauro e revitalização da Ponte Férrea, onde a circulação será somente para pedestres e ciclistas, com rampas de acesso, piso podotátil, guarda corpo de proteção e iluminação funcional em suas pistas, comunicação visual adequada às Pessoas Com Deficiência/PCD e mobilidade reduzida. A orla em estudo poderá ser acessada tanto pela água, por meio de embarcações, quanto por terra. Neste sentido, serão elaboradas trapiches, rampas e estacionamentos para permitir a acessibilidade. O acesso a pé e de bicicleta será um elemento crucial para o sucesso deste projeto, onde a orla terá um calçadão dedicado para pedestres, para PCDs e ciclovias que terão um circuito que também abrangerá os diques (40Km), passando sobre a ponte férrea e orla do rio, criando um clima propício a diversas atividades. Estes circuitos darão acessibilidade a outros equipamentos como sanitários, quiosques comerciais, praças, quadras esportivas, churrasqueiras e academias ao ar livre. Toda a infraestrutura será projetada de acordo com as normas da ABNT. Projeto da Ponte: O Projeto de engenharia para recuperação e reforço da estrutura de ferro original da ponte histórica (primeira ponte ferroviária do RS) e seu prolongamento, no trecho retirado para impedir a travessia entre as comunidades, até a margem Norte do rio, com nova estrutura de aço, para permitir seu uso como ligação e passagem para pedestres e ciclistas, além da visualização e contemplação do rio. Serão realizados serviços de levantamento in loco, com desenhos e detalhamento da Ponte Tombada;diagnósticos técnicos estruturais e projetos: de Reforço da Estrutura de Concreto; de Recuperação de Estrutura Metálica; da Nova Estrutura Metálica; de Mesoestrutura e das Fundações. O Projeto de arquitetura e revitalização da ponte, com complementação do trecho inexistente na margem norte do rio, contemplará ciclovias, e via peatonal com áreas de fruição da paisagem, iluminação funcional, garantindo conforto e segurança visual e o projeto de iluminação artística, com cênas dinâmicas e programáveis, dando o destaque ao monumento histórico. Projeto de Qualificação da Orla Após a realização das pesquisas bibliográficas, levantamentos da ponte e da área das áreas da Orla serão realizados os seminários e oficinas com a participação da comunidade para o desenvolvimento de um programa de necessidades. Após estas ações iniciará o projeto da Orla que compreenderá os projetos de : arquitetura e urbanismo, eng. estrutural, paisagismo, acessibilidade, hidrossanitário, drenagem, elétrico e iluminação para recuperação da orla das margens Norte e Sul do Rio dos Sinos como ambiente cultural, entre as duas pontes históricas de ferro, c/ a criação de ciclovias sobre os diques, a retomada do desfrute do rio pela população, através de estruturas para lazer, para esportes terrestres e náuticos e para a valorização e utilização da ponte restaurada. Projeto de Comunicação Visual e Sinalização Viária O projeto de comunicação visual deverá contemplar placas para pedestres, indicações de equipamentos públicos, tipos de vegetação nativa e demais informações relevantes que surjam com o projeto. Já o projeto de sinalização Viária deverá contemplar todas as informações necessárias a mobilidade. Projeto de Educação Patrimonial Através dos produtos elaborados na revisão bibliográfica; pesquisa iconográfica; levantamentos cadastral, planialtimetrico, arqueológico, fotográfico e do escaneamento 3D da ponte será possível elaborar seminários e oficinas com a comunidade para definição do programa de necessidades do proj. de qualificação da Orla e para a elaboração de uma Cartilha de Educação Patrimonial a ser distribuída na rede escolar, museu do Trem e população em geral. Marketing e divulgação Será desenvolvido e alimentado um site para divulgação da Campanha de Restauração da Ponte dos Sinos, de qualificação do Parque da Orla e Ciclovias sobre a Ponte e sobre a extensa rede de diques, sua importância arquitetônica, histórica, cultural e ambiental; - registro fotográfico de todas as ações realizadas durante o processo deste projeto; - criação de uma cartilha de boas práticas de identificação, registro e salvaguarda, visando promover o entendimento da sociedade dos objetivos, do sentido e da importância sociocultural da preservação e valorização do patrimônio cultural e natural; - criação de maquete eletrônica da Ponte restaurada e do Parque da Orla com iluminação; – convite aos principais jornalistas e blogueiros de turismo para conhecer o futuro produto turístico; - avaliação de mídias conquistadas – acompanhamento dos principais veículos de comunicação para verificação de material divulgado; - divulgação do material produzido junto a iniciativa privada, buscando a sua sensibilização ao patrocínio da execução das obras (2ª etapa); - instalação de banners em locais estratégicos para divulgação do patrimônio histórico e natural em estudo.
Objetivo Geral O objetivo deste projeto é restaurar a primeira ponte ferroviária do Rio Grande do Sul e revitalizar o espaço do seu entorno, através do paisagismo e urbanismo, fazendo a conexão com o centro histórico da cidade, tão próximo, mas ao mesmo tempo distante, devido a barreira física criada pela necessária construção dos diques contra as cheias do Rio dos Sinos. Para o restauro e revitalização da ponte, usaremos o conceito de paisagem cultural, por excelência, relacionando uma construção histórica _ a ponte de ferro _ diretamente à um elemento natural - o Rio dos Sinos, abrangendo duas dimensões: uma natural, o sítio físico, ambiental, o rio e suas margens e a vegetação; a segunda, a cultura humana, cujas necessidades geraram a construção da ponte, com o significado metafórico do rio a ser cruzado, o significado social, econômico, histórico e geográfico desta travessia. Este projeto atuará como instrumento indutor do desenvolvimento e de melhorias urbanas, que por meio de ações propositivas venham a requalificar e integrar espaços anteriormente subutilizados e, como aspecto sócio ambiental e cultural, sensibilizar e educar a população para a importância e significado do Patrimônio Histórico; promoverá o desenvolvimento social nos bairros Santos Dumont (Programa RS Seguro) e Rio dos Sinos; valorizará turisticamente os recursos paisagísticos e patrimoniais, com melhorias da infraestrutura urbana e social, contribuindo para a excelência da paisagem cultural da Orla do Rio dos Sinos. Objetivos Específicos O objetivo maior deste projeto é a restauração da ponte ferroviária e sua revitalização, juntamente com a área do entorno, margens do rio dos Sinos, que abrigarão locais de lazer. Para tanto, nesta primeira etapa, serão elaborados os projetos técnicos para alcançar aqueles resultados, possibilitando a licitação ou contratação das obras necessárias. Os objetivos específicos deste projeto são: Objetivo 1: Patrimônio Histórico: Restauro, Proteção, Preservação e Valorização Realização de projetos: 1.1 Arquitetônico de revitalização da Ponte Férrea: complementação arquitetônica do trecho faltante e ciclovias sobre os diques e ponte; 1.2 Iluminação funcional e cênica; 1.3 Elétrico; 1.4 Acessibilidade Universal; 1.5 Projeto de Engenharia de Reforço da Estrutura de Concreto; 1.6 Projeto de Engenharia de Recuperação de Estrutura Metálica; 1.7 Projeto de Engenharia de Nova Estrutura Metálica; 1.8 Projeto de Engenharia de Mesoestrutura; 1.9 Projeto de Engenharia das Fundações; 1.10 Emissão de Relatórios, Notas Técnicas e Memoriais Descritivos (Cálculos e Quantitativos) Objetivo 2: O Meio Ambiente Realização de projetos que funcionem não apenas como um plano de regeneração, mas como um ambiente aberto, vivo e permanente de educação ambiental. Serão realizados projetos de: 2.1 Preservação da vegetação natural; 2.2 Preservação de parques; 2.3 Introdução de espécies adaptadas a situações específicas para cada setor (áreas sujeitas a cheias naturais ou áreas secas mais elevadas). Objetivo 3: Urbanização e Paisagismo Realização de projetos: 3.1 Estrutura de Apoio à Atividades Náuticas: cais e depósitos; 3.2 Ciclovias sobre os diques (estruturas de contenção das cheias) e sobre a ponte férrea; 3.2 Pista de caminhada; 3.3 Academia ao ar livre; 3.4 Quadras esportivas; 3.5 Playground; 3.6 Praças; 3.7 Quiosques comerciais; 3.8 Churrasqueiras; 3.9 Sanitários públicos; 3.10 Mobiliário urbano; 3.11 Paisagismo e arborização; 3.11 Comunicação visual acessível; 3.13 Estacionamento; 3.14 Acessibilidade Universal. Objetivo 4: Infraestrutura e Equipamentos Realização de projetos: 4.1 Saneamento (hidrossanitário e drenagem); 4.2 Estrutura viária; 4.3 Iluminação urbana; 4.4 Elétrica; 4.3 Trapiches e rampas de acesso ao rio. Objetivo 5: Comunidade: Envolvimento da População 5.1 Promover ações de sensibilização, informação, comunicação e consulta popular; 5.2 Promover o envolvimento de agentes públicos e privados (poder público municipal, associações e empresas) no início do processo, através de entrevistas e visitas de campo, conjugados com oficinas de desenvolvimento do programa de necessidades estimulando a sua aprticipação ativa para a elaboração do projeto, conservação e governança das áreas a serem qualificadas; 5.3 Elaborar ações de Educação Patrimonial e Sustentabilidade; 5.4 Promover o desenvolvimento social do Centro Histórico próximo área revitalizada; 5.6 Promover a integração e desenvolvimento social nos bairros Santos Dumont (Programa RS Seguro), Rio dos Sinos (outro lado da margem do rio) e área central da cidade. Objetivo 6: Cultura: Promoção e divulgação da história e da cultura alemã 6.1 Realização de programas de Educação Patrimonial, voltados às escolas do Ensino Fundamental e Médio do município, contribuindo para perpetuar a visão de sustentabilidade do Patrimônio Histórico na perspectiva sociocultural do desenvolvimento local; Objetivo 7: Turismo 7.1 Projetar ponto de informação turística na Orla; 7.2 Projetos de requalificação urbanística da Orla, ciclovias e revitalização da ponte férrea, objetivarão também a promoção e acolhimento turístico, contribuindo para a excelência de sua experiência. 7.3 Ações de Marketing e divulgação;
A presente proposta está enquadrada nos incisos dos seguintes Artigos: Artigo 1º V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Artigo 3º III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural;d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999). JUSTIFICATIVA A Ferrovia e a Ponte O projeto de Restauro e Revitalização da Ponte da Viação Férrea e entormo tem tripla relevância. A primeira razão é ter sido a primeira ponte ferroviária construída no RGS, em 1876; a segunda razão: ser a única ferrovia, dentre as primeiras, cuja importância foi econômica, pois as demais ferrovias foram estratégicas, quanto à distribuição no território e, a terceira razão, foi possibilitar a expansão cultural e econômica da colonização alemã para o nordeste do estado, estimulando a criação de cidades e municípios, indo gradativamente à Novo Hamburgo (em 1876 _ quando é inaugurada a ponte), atingindo as cidades de Taquara, em 1903 e finalmente Canela, em 1922. Seu primeiro trecho, de Porto Alegre à São Leopoldo, foi iniciado em 1871, há 150 anos, e inaugurado em 1874, cujo sesquicentenário coincidirá com os 200 Anos da Imigração Alemã, em 2024. O segundo trecho, até Novo Hamburgo, cruzando o rio dos Sinos, é inaugurado em 1876. Este, portanto, o ano de inauguração da Ponte dos Sinos. Uma vez restaurada, a Ponte dos Sinos contribuirá com a mobilidade e acessibilidade urbana, pelo uso de pedestres e ciclistas, permitindo acesso ao centro pelos moradores dos bairros próximos às áreas ribeirinhas, de maneira rápida e sustentável, adiante dos diques, na margem norte do rio e à rede de ciclovias, sobre os diques, em projeto, com 40 km de extensão total, do Parque do Trabalhador à Novo Hamburgo, em segurança, sem cruzamentos e tráfego automotivo. A importância deste Projeto é, portanto, a realização da primeira etapa do projeto de sua restauração, através de pesquisas multidisciplinares, e levantamentos que permitirão o conhecimento e desenvolvimento de projetos específicos de história, da cultura, e de engenharia ferroviária e arquitetura, tornando-a reconhecida pela comunidade, angariando sua simpatia e sensibilização por sua vinculação com a história da imigração alemã e pelos benefícios que trará à cidade. O projeto Ponte dos Sinos beneficiará todo o Estado do Rio Grande do Sul, por sua importância histórica, geográfica e econômica em relação à região nordeste do estado. Ainda trará benefícios aos turistas, pesquisadores, historiadores, especialistas e estudiosos da história ferroviária, a comunidade regional de imigração alemã e, em especial, a comunidade Leopoldense, com seus alunos da rede escolar e universidades, pelo conhecimento e apropriação de sua história e também pela sensibilização dos contribuintes e patrocinadores em relação à futura restauração da Ponte dos Sinos e revitalização de seu entorno. A restauração da antiga ponte da Viação Férrea - Ponte dos Sinos, permitirá sua inserção no Projeto de Qualificação da Orla do Rio dos Sinos (Prefeitura Municipal), cujo objetivo é possibilitar a visão do rio e a integração da comunidade com o mesmo, preservando seu patrimônio histórico, cultural e natural, além de prover maior qualidade ao espaço público da cidade de São Leopoldo. A paisagem natural: o Rio A maior parte das cidades brasileiras surgiram às margens dos rios, o que revela o seu importante papel histórico. A o longo do tempo a natureza foi sendo modificada para atender as necessidades da vida cotidiana. A ação humana é no sentido de dominá-lo, procurando conter o rio, sufocando-o e suprimindo-o da superfície urbana. Com o tempo os rios urbanos foram sendo ofuscados por intervenções e hoje têm a sua identidade escondida, cancelando os traços deixados pelo tempo passado e perdendo sua forma e morfologia original. O abandono dos rios é uma realidade, os que antes eram elementos estruturadores acabaram ficando em segundo plano no meio urbano e hoje são mal compreendidos. Não foi diferente com o rio dos Sinos que, devido a grandes enchentes ocorridas no passado, foi contido através de uma grande extensão de diques. Raramente vemos a hidrografia de nossas cidades vinculada a parques e espaços verdes, o que acontece é a sobreposição dos sistemas de infraestrutura tradicional. Sob os aspectos físicos, os rios são elementos importantes da cidade, podendo enriquecer a construção da paisagem urbana. Em paralelo, é cada vez mais visível a falta de áreas verdes e de espaços públicos que assegurem a qualidade de vida, o lazer e a socialização dos indivíduos nas cidades. Reintegrar o Rio dos Sinos novamente à paisagem da cidade e fornecer uma relação humana com a água de forma includente, são desafios para cidade de São Leopoldo, dentre outras cidades brasileiras. Essa proposta fortalecerá a cultura local e ainda devolverá parte da natureza pertencente ao território para o desfrute de todos. Revelar o rio em meio à cidade será buscar uma volta ao passado, retomar uma cultura que está na memória coletiva. É dar oportunidade à população de participar da cidade, de unir os fragmentos deixados pelo século passado. Com a presente proposta será possível a compreensão sócio histórica daquele local, resignificando a história no contexto contemporâneo, proporcionando maior interação entre os diferentes grupos humanos e diferentes momentos da história, fortalecendo a identidade cultural dos locais e da região, de modo que a cultura passará a ser um dos interesses que compõem também a experiência turística. Ao promover a valorização e fruição do Patrimônio Histórico e Natural do município, o projeto fortalecerá a identidade cultural da comunidade, valorizando suas tradições, espaços, saberes e edificações e a comunidade perceberá o valor da própria história, favorecendo a ampliação da autoestima de cada indivíduo. Trata-se de um projeto de integração que traz elementos dos ambientes naturais, construídos e de patrimônio histórico, permitindo que as pessoas se reúnam e aproveitem este novo espaço, equipado com bares, cafés, áreas esportivas, sanitários, entre outros, tornando-se um ativo importante, um elemento de sustentabilidade agregando valor a paisagem urbana.
URBANISMO E MOBILIDADE HOJE Houve um impulso bem-vindo na melhoria do acesso de pedestres em todo o ambiente construído. Desde simples direitos de passagem que conectam vias de pedestres díspares através das cidades, até a presença crescente de caminhos de uso compartilhado nas rodovias. A construção e demarcação de ciclovias nas cidades também. s Entramos em uma era em que o único foco não são mais apenas os automóveis; todos os viajantes são considerados. Da mesma forma, os projetistas estão interessados em como minimizar o impacto de novas estruturas para pedestres. O reaproveitamento de pontes ferroviárias inativas geralmente proporcionam interconexão funcional, ao mesmo tempo que reduzem os efeitos de novas construções. Neste sentido a Ponte dos Sinos fornecerá acesso com caminho de pedestres e via de ciclistas em uma estrutura existente, que será estendida à linha de diques, que já existe há décadas, incorporando um longo e instigante percurso de ciclovia, percorrendo muitas paisagens e visuais junto ao Rio dos Sinos. As pontes não são apenas estruturas funcionais que atravessam rios ou barreiras. Pontes também frequentemente funcionam como marcos. Devidamente iluminado, elas caracterizam a aparência noturna de uma vila, cidade ou de uma região inteira. Uma boa iluminação é importante em tais aplicações para destacar adequadamente a arquitetura e também para criar um ambiente atraente para os transeuntes no escuro. Diferentes construções de pontes como pontes de vigas, pontes de cabos ou pontes históricas em ferro requerem iluminação própria conceitual, artística e funcional. Os benefícios gerados pelo projeto refletirão diretamente na economia local, especialmente no setores do turismo e de mobilidade urbana. Os principais impactos sociais são aqueles decorrentes dos impactos econômicos positivos. Após a execução do projeto, estima-se que a visitação à orla do Rio dos Sinos aumente significativamente, considerando a possibilidade de criação de um parque como espaço de permanência e contemplação da cidade, do rio e do patrimônio restaurado. Na medida em que se prevê uma ampliação do fluxo de pessoas naquela região, a consequência é um impulso para a revitalização gradual da área. Além disso, há a possibilidade de geração de renda em setores indiretos, em especial bares, cafés e restaurantes. Uma das questões impactantes do projeto refere-se à mobilidade urbana, em especial com relação à comunidade que reside ao norte do rio. Atualmente, o meio de travessia mais próximo para esses moradores é a ponte da Av. Mauá, voltada para o uso de automóveis. O restauro da antiga ponte férrea e sua conversão em uma passagem de pedestres e ciclistas amplia o acesso dessas pessoas à região central da cidade, proporcionando aos mesmos mais oportunidades de lazer e de emprego. O plano de mobilidade deste projeto se amplia para além da área do parque pela inclusão de toda a cidade de São Leopoldo, através das ciclovias que se estendem pela orla do Rio dos Sinos e diques de conteção das águas. PROJETO PARQUE DA ORLA E PONTE DOS SINOS RESULTADOS ESPERADOS: O LEGADO – Estes levantamentos históricos e cadastrais, serão disponibilizados para divulgação do patrimônio e sua importância histórica e cultural e na cartilha educacional contendo:a) Revisão de informações e sistematização de referências bibliográficas sobre a história da ponte; b) Descrição e histórico arquitetônico, contendo descrição da área do entorno para o Parque da Orla; c) Levantamento do Patrimônio Histórico Arquitetônico – Levantamento e digitalização 3D da estrutura da ponte e da área da Orla a ser qualificada; d) Descrição e caracterização da arq. industrial: tipologia, implantação, características particulares; e) Dados técnicos, materiais e sistemas construtivos; f) Minucioso levantamento fotográfico sobre a ponte, destacando seu atual estado de conservação, materiais e técnicas empregados, e características que tornam o bem único, de valor histórico da arquitetura industrial; g) Urbanização, Acessibilidade e Mobilidade Urbana no entorno, com projeto do Parque da Orla e restauro da Ponte Férrea, possibilitando a ligação entre as margens e sua população. Demais resultados quanto aos aspectos: SOCIAIS - Sensibilização da sociedade quanto a valorização histórica e cultural da ponte férrea e suas margens, através do conhecimento e memória histórica, cultural e natural; ECONÔMICOS – demonstrar à comunidade as possibilidades econômicas que virão com a implantação do projeto como um todo, suas áreas de turismo e lazer, com a criação de serviços de gastronomia, passeios aquáticos e de lazer; a criação de pequenos comércios, quadras esportivas, praças, academias ao ar livre, sanitários e de mobilidade e tempo, pela travessia a pé ou de bicicleta, aproximando os dois bairros; SIMBÓLICOS – Trens em movimento simbolizam viagens e mudança. Uma ponte antiga ferroviária, desativada, e outra atual, lado a lado, em linhas paralelas, passado e presente, numa travessia representando união, ligação, convívio. Também representando transposição de um obstáculo, para a realização de um sonho! LOCAIS – obtenção de apoio das comunidades locais, através do conhecimento e da memória histórica, cultural e natural, para os passos seguintes das obras, e desenvolvimento econômico a partir do turismo, serviços e comércio; REGIONAIS – reconhecimento da importância que esta ponte teve na expansão da imigração alemã e no desenvolvimento regional através do transporte ferroviário, contribuindo para a ocupação do território e o desenvolvimento do Estado.
Detalhamento dos produtos do projeto: PRODUTO 1 – Patrimônio arquitetônico e histórico - Restauro e revitalização da Ponte 1.1 Serviços de engenharia: Produto 1.1.1 – Levantamento in loco com levantamento fotográfico e elaboração de desenhos e detalhamentos da estrutura. Produto 1.1.2 – Diagnóstico da situação existente – relatório analítico dos levantamentos e documentos coletados. Produto 1.1.3 - Proj. de Reforço Estrutural do Concreto Produto 1.1.4 – Proj. de Recuperação das Estruturas Metálicas (cabeceiras da Ponte) Produto 1.1.5 – Proj. de Mesoestrutura Produto 1.1.6 – Proj. da Nova Estrutura Metálica (cabeceiras da ponte) Produto 1.1.7 - Proj. das Fundações (cabeceiras) Produto 1.1.8 – Emissão de Relatórios, Notas Técnicas e Memoriais Descritivos 1.2 Serviços de arquitetura: Produto 1.2.1 – Pesquisa sobre a Ponte e apresentação do levantamento do Produto 1.1.1 sob a forma de fichas individuais tamanho A4 ou pranchas, contendo as fotografias digitais impressas em cores e planta esquemática da estrutura com indicação do ponto de tomada e ângulo da foto, com número de ordem, número total de fotos, autor e data. Os registros fotográficos deverão contemplar foto aérea, perfil da Ponte, panorâmicas dos espaços públicos e elementos de destaque. Produto 1.2.2 – Projeto Arquitetônico de Revitalização da Ponte e novas cabeceiras Produto 1.2.3 – Projeto de Iluminação Funcional (para a passagem de pedestres e ciclovias) Produto 1.2.4 – Projeto de Iluminação Cênica da Estrutura Produto 1.2.5 – Projeto de Comunicação Visual Produto 1.2.6 – Maquete eletrônica da Ponte iluminada Produto 1.2.7 – Projeto Elétrico 1.3 Serviços de Arqueologia: Produto 1.3.1 - Prospecção Arqueológica Produto 1.3.2 - Monitoramento Arqueológico Produto 1.3.3 - Curadoria do Acervo Arqueológico Produto 1.3.4 - Elaboração de Relatórios Técnicos e Endosso Institucional Produto 1.3.5 - Atividades de Educação Patrimonial PRODUTO 2 – Parque da Orla do Rio dos Sinos 2.1 Urbanismo: 2.1.1 – Levantamento de Dados Produto 2.1.1.1 – Levantamento Topográfico Produto 2.1.1.2 - Levantamento Fotográfico Produto 2.1.1.3 – Relatório de informações sobre a disponibilidade e características de atendimento do projeto pelos serviços públicos (água, esgoto, e energia elétrica) Produto 2.1.1.4 – Seminários e Oficinas - Programa de Necessidades formulado junto à comunidade e órgão competentes através de seminários e oficinas. Apresentação de desenhos com organograma funcional e esquemas básicos, memorial descritivo e planilhas : relação ambientes/usuários/atividades/equipamentos/mobiliário, incluindo características, dimensões e quantidades. Produto 2.1.1.5 – Proj. Urbano Produto 2.1.1.6 – Proj. de Mobiliário Urbano Produto 2.1.1.7 - Proj. de Mobilidade e Acessibilidade Produto 2.1.1.8 – Consultoria em Estudos Hidrológicos 2.2 Arquitetura de Edificações: Produto 2.2.1 - Projeto de Edificações (quiosques, coberturas, mirantes, sanitários públicos, quadras esportivas e trapiche de lazer) Produto 2.2.2 - Projeto de Acessibilidade (incluso no Produto2.1.1.6) Produto 2.2.3 - Projeto de Comunicação Visual (incluso no Produto 2.5.4) Produto 2.2.4 – Projetos de Cais e Depósitos (Estruturas de apoio a Atividades Náuticas) 2.3 Arquitetura Paisagística: Produto 2.3.1 – Levantamento das espécies nativas Produto 2.3.2 – Prospecção e Inventário Paisagístico Produto 2.3.3 - Proj. de Arquitetura Paisagística (plantas, memoriais descritivos e orçamentação) 2.4 Estruturas Produto 2.4.1 Proj. estrutural das edificações projetadas 2.5 Instalações e Equipamentos: Produto 2.5.1 - Proj. de Drenagem Produto 2.5.2 - Proj. de Pavimentação Produto 2.5.3 – Proj. de Iluminação Urbana Produto 2.5.4 – Proj. de Comunicação Visual Produto 2.5.5 – Proj. de Sinalização Viária Produto 2.5.6 – Proj. de Rede de Abastecimento de Água Produto 2.5.7 – Proj. de Rede de Coleta e Tratamento de Esgoto Produto 2.5.8 – Proj. de Rede de Energia Elétrica e Comunicação 2.6 Relatórios Técnicos Urbanísticos: Produto 2.6.1 – Memorial Descritivo Urbanístico Produto 2.6.2 – Caderno de Especificações e Encargos Produto 2.6.3 – Orçamento Sintético Produto 2.6.4 – Orçamento Analítico Produto 2.6.5 – Cronograma 2.7 Material Gráfico e Digital: Produto 2.7.1 – Maquete eletrônica do Parque da Orla e Ponte Férrea Produto 2.7.1 - Material gráfico e digital para apresentação na captação de recursos junto ao patrocinadores e público em geral para executar a Etapa 2 de execução das obras. 2.8 Turismo: Produto 2.8.1 - Criação de organização coletiva para que, através da cooperação de base local, seja possível desenvolver uma agenda estratégica propositiva de ações de preservação, valorização e o uso turístico do patrimônio. A etapa se desenvolverá através de Análise de stakeholders; Seminário “Governança Integrada e Participativa do Território Cultural”. Produto 2.8.2 - Inovação no Turismo Cultural de Base Comunitária através da criação de novos produtos turísticos nos territórios revitalizados envolvendo moradores e empreendedores locais. A etapa se desenvolverá através de: Análise do ambiente turístico sustentável com foco no mercado; Oficina Participativa de Roteirização Turística; Preparação dos empreendimentos / equipamentos turísticos / pessoas envolvidas. Produto 2.8.3 - Criação e implantação de mecanismos de comunicação para disseminar nas redes sociais digitais conteúdos relevantes sobre a valorização do patrimônio cultural contribuindo para ampliar a consciência de preservação e desenvolvimento sustentável do território. A etapa se desenvolverá através de consultoria especializada em mídias de redes sociais digitais. Produto 2.8.4 - Educação Patrimonial: Desenvolvimento de ação coordenada de educação patrimonial e de sustentabilidade voltada aos alunos das escolas do Ensino Fundamental e Médio de São Leopoldo, para garantir a perenidade das iniciativas de preservação e a sustentabilidade do patrimônio cultural. Produto 2.8.4.1 - Criação de roteiro pedagógico de experiência e vivência junto ao patrimônio para estimular a consciência de preservação e valorização do Patrimônio Sustentável nos alunos do Município. Produto 2.8.4.2 - Criação de material impresso e virtual de apoio a Educação Patrimonial e de Sustentabilidade. 2.9 Marketing e Divulgação Produto 2.9.1 – Maquete eletrônica diurna e noturna do Parque da Orla e Ponte Férrea com Iluminação Cênica Produto 2.9.2 - Material gráfico e digital p/ apresentação na captação de recursos junto ao patrocinadores e público em geral para executar a Etapa 2 de execução das obras. Produto 2.9.3 – Cartilha Educacional Produto 2.9.4 – Consultoria Especializada (mídias e imprensa) 3.0 Estudos e Pesquisas 3.1 Pesquisa Histórica do Município 3.2 Análise Jurídica e Legal da documentação relativa a tutela e propriedade da Ponte da Viação Férrea. 3.3 Pesquisa Referencial de Orlas e Pontes Outras atividades: Coordenação e compatibilização dos projetos: Subetapa desenvolvida ao longo de todo o processo de elaboração do proj. envolvendo a atividade técnica que consiste em coordenar e compatibilizar o projeto arquitetônico, urbanístico ou paisagístico com os demais projetos a ele complementares, podendo ainda incluir a análise das alternativas de viabilização do empreendimento (definição dada pela Resolução CAU/BR nº 51, de 2013). Coordenação e Gerenciamento Técnico: Subetapa ou atividade que consiste no gerenciamento das atividades técnicas desenvolvidas por profissionais de diferentes formações profissionais, as quais se destinam à consecução de plano, estudo, projeto, obra ou serviço técnico (definição dada pela Resolução CAU/BR nº 51, de 2013). Gestão financeira dos recursos: Realizar os pagamentos necessários e fazer a prestação de contas no sistema SALICWEB. Apresentar relatórios trimestrais e finais. A documentação original deverá ser guardada por até dez anos para qualquer eventual auditoria.
A presente proposta prevê a acessibilidade desde sua concepção ao reintegrar a antiga ponte ferroviária à malha urbana da cidade, como meio de locomoção para pedestres e ciclistas possibilitando a união entre as margens do rio e sua população e, ainda, o retorno à visibilidade e acessibilidade às margens do rio dos Sinos, suas águas, hoje impedidas pela construção dos diques de contenção para evitar inundações nas épocas de cheias do rio dos Sinos. Acessibilidade FÍSICA A acessibilidade arquitetônica projetará a revitalização da Ponte Férrea de forma a possibilitar a circulação somente de pedestres e ciclistas, com piso podotátil, guarda corpo de proteção e iluminação funcional em suas pistas, bem como comunicação visual adequada também às Pessoas Com Deficiência/PCD e mobilidade reduzida. A orla em estudo poderá ser acessada tanto pela água, por meio de embarcações, quanto por terra. Neste sentido, serão elaboradas trapiches e rampas para permitir a acessibilidade. O acesso a pé e de bicicleta será um elemento crucial para o sucesso deste projeto, onde a orla terá um calçadão (de acordo com as normas de acessibilidade) dedicado para pedestres, para PCDs e ciclovias que terão um grande circuito que também abrangerá os diques, com extensão aproximada de 40Km, passando sobre a ponte férrea e orla do rio, criando um clima propício a diversas atividades. Estes circuitos darão acessibilidade a outros equipamentos como sanitários, quiosques comerciais, praças, quadras esportivas, churrasqueiras e academias ao ar livre. Acessibilidade VISUAL NOTURNA A boa acessibilidade visual noturna será estabelecida através de um sistema de iluminação urbana que proporcione boa visisbilidade para os usuários usufruirem destes espaços de forma segura e confortável. Acessibilidade de CONTEÚDO Acessibilidade nas comunicações serão realizadas através de placas informativas de fácil entendimento para o maior número de pessoas possível, utilizando-se vários recursos (legendas descritivas, Braille, QRCode com vídeo descrição) para as informações necessárias de localização e sobre o patrimônio histórico e natural (informações sobre a vegetação nativa entre outras), possibilitando informações que contemplem a Educação Patrimonial e Natural. Acessibilidade NATURALA acessibilidade natural, buscando evitar as barreiras que a própria natureza produz como vegetação irregular nativa que permanecerá, árvores que viram obstáculos no caminho ou fecham trilhas, terra, areia, água…
As cidades buscam qualificar-se em prol do meio ambiente e da saúde da população e, neste sentido, projetos de transformação urbana desempenham um papel importante. Diferentes formas de intervenções nas cidades podem alterar áreas construídas ou espaços públicos com o objetivo de tratar questões sociais ou até reativar a economia local. Esses processos surgem da necessidade de resolver questões econômicas, sociais ou ambientais. Para que a população possa usufruir e ser impactada de forma positiva pela área transformada, o planejamento deve apoiar-se na participação da comunidade. A presente proposta tem como primeira etapa de acessibilidade a efetiva participação cidadã nas decisões do programa de necessidades do Projeto do Restauro da Ponte Férrea e de Qualificação da Orla do Rio dos Sinos, que fortalecerá o estreitamento das relações entre a sociedade civil organizada, iniciativa privada e os Poderes Públicos (três esferas), favorecendo as políticas públicas, bem como o cumprimento das normas legais. Essa participação permeará todo o processo de desenvolvimento e implementação do Projeto, pois a resolução de conflitos entre interesses só se viabiliza e se sustenta com a participação ativa e o envolvimento dos diferentes atores em diálogos, negociações e acordos. A participação mais efetiva se dará na etapa do planejamento participativo (oficinas e seminários). Lembramdo que a qualidade e a legitimidade da participação ao longo do processo decorrem também da credibilidade e legitimidade da atmosfera pública e política local, e vice-versa. Ou seja, a credibilidade e a legitimidade da atmosfera pública e política local levam a uma maior participação cidadã. Os atores sociais que compõem as partes interessadas serão os indivíduos, grupos ou organizações que têm interesses ou que sejam/serão potencialmente impactados pelos resultados deste projeto. As diferentes maneiras de envolver esses atores nos processos participativos, se darão desde a ‘comunicação’, onde não existe participação real, até a ‘negociação’, na qual o poder de decisão é compartilhado entre as partes interessadas. Entre os diferentes graus de envolvimento das partes no processo, existem várias maneiras de promover a participação social. O nível de participação poderá variar em cada fase do desenvolvimento e implantação deste Projeto. Grau de envolvimento nos processos participativos: 1 – Informações a serem dadas aos atores sociais envolvidos (chamamento dos atores através das mídias); 2 – Seminário: Apresentação do projeto para os atores sociais envolvidos e coleta de sugestões; 3 – Oficina 1: Apresentação do projeto para os atores sociais dispostos a envolver-se com ele, e coleta das sugestões apresentadas; 4 – Oficina 2: Definição da cooperação entre os atores sociais envolvidos para um acordo, a fim de assumirem, por acordo, as soluções e sua implementação; 5 - Tomadas de decisão, visando ao desenvolvimento e implementação de ações pelos atores sociais envolvidos e sua implementação através da elaboração dos projetos executivos. E, por fim, a presente proposta visa a democratização do acesso que se fará de forma integral e gratuita, unindo novamente a população das duas margens do rio e turistas, com acesso total a todos espaços ali construídos, mobiliário, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, diurna e noturnamente, com segurança e autonomia, por pessoas de todas as faixas hetárias, bem como aquelas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
A Instituição participará nos seguintes serviços: 1 - Coordenação do projeto: Compat. de projetos; Gestão financeira dos recursos; Coord. e gerenciamento técnico. 2 – Estudos preliminares: Levantamento Fotográfico. 3 – Produção/Execução: Proj. Arquitetônico de revitalização da Ponte; Proj. de Iluminação Funcional e Cênica; Maquete Eletrônica com cenas de iluminação artística, datas comemorativas e para as campanhas de conscientização. 4 - Projetos de Urbanização do Parque da Orla: Urbanização, Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Novas estruturas (quiosques, coberturas, mirantes, sanitários públicos, quadras esportivas e trapiche de lazer); Mobiliário Urbano; Iluminação Urbana; Projeto de vias, ciclovias e calçadas e Comunicação Visual; 5 - Proj. Arquitetônico de Estruturas de Apoio à Atividades Náuticas: Cais e Depósitos; 6 - Material de Divulgação: Maquete Eletrônica Geral; Material para a captação de recursos. Currículo dos principais participantes: Coordenação: Anna Hennes Graduação e mestrado em Arq. e Urb. na área de Economia e Habitabilidade (c/ ênfase em Luminotécnica e Eficiência Energética) pela UFRGS. Consultora técnica para a estruturação de Plano Municipal de Gestão da Energia Elétrica/PLAMGE, certificada pela Eletrobrás/IBAM. Implantou e coordenou o Curso de Arq. e Urb. na UNISC. Foi professora de graduação em diversas universidades. Ministrou cursos de especialização em Luminotécnica através do sistema PAP/CREA no RS e cursos de pós-graduação em Iluminação e Eficiência Energética na UniRitter, Unifra e Univates. Realizou pesquisas através da Rede ALFA-MAVILLE da Comunidade Europeia. Responsável pelo projeto luminotécnico da equipe premiada no Concurso OTEC de Eficiência Energética para Ed. Existentes – Edição IBOPE/SP. Presidente do Alfa Ideias Instituto. Diretora da empresa H&S Arquitetos Associados Ltda., atuando na execução, coordenação, supervisão, direção e elaboração de projetos nas áreas de arquitetura e urbanismo, interiores, patrimônio histórico, restauração, iluminação e eficiência energética. Possui capacitação pelo Programa de Formação em Gestão de Projetos Urbanos do Ministério das Cidades, em: Gestão de Projetos Urbanos, Reabilitação Urbana com Foco em Áreas Centrais. Administração: Plínio Carlos Souza Corrêa Junior Historiador formado pelo Centro Universitário La Salle, cursando Arq. e Urb. na UFRGS e cursando Pós Graduação em Contabilidade Pública e Auditoria. Atua na área de gestão de finanças públicas, no CRECI/RS. Neste órgão, trabalhou na organização das despesas e na prestação de contas e, atualmente, é responsável pelo gerenciamento e controle da arrecadação da autarquia, agindo em colaboração direta com os órgãos de controle do sistema COFECI-CRECI e da Controladoria Geral da União. Possui cursos na área de Gestão Pública, Controladoria, Auditoria, Gestão de Riscos e Compliance. Acústica: Dr. Flávio Maya Simões, Arq. Doutor em Estruturas e Fundações pela Universidade de Sevilha - Espanha. Foi professor titular de Conforto Ambiental/ Acústica na UniRitter por 14 anos. Sócio Gerente da empresa Atelier Sul - Acústica e Arquitetura com ampla experiência em Projetos e Obras de Isolamento e Condicionamento Acústico de Teatros, Auditórios, Cinemas, Estúdios, Igrejas, Bares, Supermercados, Indústrias, Residências e Barreiras Acústicas Urbanas. Arq. Diego Buselatto de Oliveira Arq. e Urb. formado pela UniRitter, atua na área da Acústica Arquitetônica. Sócio da empresa Atelier Sul – Acústica e Arquitetura, com ampla experiência em projetos e obras de Isolamento e Condicionamento Acústico. Acessibilidade: Marco Schuck Arq. e Urb., especialista em Desenho Urbano pela UFRGS. Atua na área pública, em fiscalização de obras na mesma universidade. Elaborou o Guia de Identificação de Necessidades para Pessoas com Deficiência para a UFRGS. É sócio do escritório H&S Arquitetos Associados Ltda. Atuou como professor no Curso de Arq. e Urb., na UNISC. Equipe externa ao Instituto: Estrutural da Ponte Férrea: Safe Way Engenharia Atua em consultoria na área de infraestrutura ferroviária com ampla experiência na área de atuação realizando: Levantamento in loco de obras de arte especiais; verificação estrutural de obras de arte especiais segundo critérios da AREMA (American Railway Engineering and Maintenance Association); fiscalização e acompanhamento de obras de manutenção em pontes, túneis e viadutos; inspeção de campo de obras de arte especiais com registro das informações pertinentes com objetivo de detecção de patologias nas estruturas; implantação de modelo de gestão da manutenção de obras de arte especiais, definindo a periodicidade e um formulário para as inspeções, inteligência para análise das informações coletadas nas inspeções e definição de modelo para priorização das patologias; projetos de reforço estrutural e aumento de capacidade de obras de arte especiais, macro drenagem e bueiros, taludes, cortinas atirantadas, solo grampeado, solo reforçado com geossintéticos e muros de gabiões ou de concreto armado. Arqueologia: Fabrício Vicroski Graduação em História pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de Erechim. Mestre e Doutorando em História Regional pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Co-líder do Núcleo de Pré-História e Arqueologia (NuPHA/PPGH/UPF). Especialista em restauração de cerâmica arqueológica (IILA/IPHAN). Atua na área de pesquisa e preservação do patrimônio cultural, desenvolvendo atividades como pesquisa de campo e laboratório, elaboração de relatórios técnicos, desenvolvimento de material educativo e informativo. Turismo: Regina Cardona de Assis Mestre em Turismo pela UCS/RS; Bacharel em Turismo pela PUC/RS; Auditora da ABNT NBR 15.401 (2006) Gestão da Sustentabilidade em Meio de Hospedagem; Consultora do SEBRAE nas áreas: Planejamento de Destinos Turísticos Sustentáveis; Formatação e Comercialização de Roteiros Turísticos; Agência de Viagem e Governança local; Turismóloga responsável pela Rota de Turismo Acessível de Porto Alegre; Caminho do Gol (Copa 2014); Diretora da Interface Hospitalidade. Atua principalmente nos seguintes temas: hospitalidade, demanda turística, acessibilidade, sustentabilidade e gestão de negócios turísticos. Paisagismo: Beatriz Fedrizzi Possui graduação em Agronomia pela UFRGS, mestrado e doutorado em Paisagismo – Swedish University Of Agricultural Sciences (1991 e 1997), Atualmente é professora associada da UFRGS. Tem experiência na área de Interrelação Homem-Ambiente, com ênfase em Psicologia Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: paisagismo, psicologia ambiental, pátio escolar, projeto paisagístico e organização espacial. História: Márcio Linck Licenciatura Plena em História pela UNISINOS. Fundador da Assoc. Leopoldense de Preservação Histórica e Ferroviária em 1997. Autor de inúmeros artigos para diversos veículos de comunicação como Jornal Vale dos Sinos, Revista Rua Grande, Revista São Leopoldo, Revista News, periódicos diversos, blogs e sites, com destaque para a ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Geologia e Hidrologia: Antônio Geske Graduação em Geologia pela UFRGS. Pós graduação em Desarrollo Integrado de Águas y Tierras, EDIBAP CIDIAT, Brasília/DF. Curso de Hidrologia Aplicada pelo Instituto Geológico Y Minero de España. Geologia Marinha, da Diretoria de Hidrografia e Navegação do Ministério da Marinha, 1978 OPERAÇÃO GEOMAR V. Coordenador geral da retomada do Projeto de contenção de enchentes do rio dos Sinos em São Leopoldo, sendo responsável pela execução de várias obras destinadas a conter as cheias do rio dos Sinos. Captação de recursos e prestação de contas: Juliana Wink Geske Graduação em Adm. de Empresas e Pós Graduação em Controladoria e Finanças pela PUC/RS. Experiencia profissional em funções operacionais na área administrativa financeira e prestação de contas em projetos com lei de Incentivo Fiscal em diversas empresas.
PROJETO ARQUIVADO.