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PRONAC 2316945Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Tempos de Encanto

CAROLINA RODRIGUES DE LIMA
Solicitado
R$ 109,5 mil
Aprovado
R$ 109,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-06-14
Término
2024-09-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto de exposição proposto tem como objetivo celebrar a cultura afro-brasileira, desconstruir estereótipos prejudiciais relacionados à "magia negra", promover um diálogo entre arte e política, explorar a relação entre cultura, direito e Estado, e combater o racismo sistêmico. Além disso, o projeto enfatiza a diversidade religiosa do Brasil, enriquecendo a sociedade por meio de uma abordagem interdisciplinar que destaca as vivências do estado do Rio de Janeiro no século XX.

Sinopse

O projeto "Tempos de Encanto” visa promover um resgate da ancestralidade e os múltiplos sentidos da ideia de cura. Trata-se de uma exposição interdisciplinar que visa explorar as interações entre processos de cura, curandeirismo, capoeira e ancestralidade, destacando o potencial de ressignificação do termo "magia negra" como uma forma de sabedoria e ação política. A exposição contará com obras de artistas negros que abordarão temas interseccionais relacionados à memória, história, maternagem negra, espaço urbano e cultura racializada. A equipe selecionada será composta por indivíduos negros, com um compromisso firme com a equidade de gênero e a inclusão de pessoas LGBTQIA+. Isso garantirá acessibilidade e representatividade desde a fase de elaboração do projeto. Além disso, serão escolhidos sete artistas que trazem diversas experiências da cidade e do Brasil, com ênfase nas vivências cariocas e fluminense. O projeto visa atingir diretamente a comunidade artística, bem como o público em geral interessado em explorar as temáticas propostas, de modo que corrobore a parceria com escolas visando garantir a aplicação da Lei 10.639 de 2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas públicas e particulares. Indiretamente, o projeto busca impactar o cenário cultural atual, desafiando estereótipos e promovendo uma compreensão mais complexa das tradições culturais da população negra. O projeto tem o potencial de impactar o cenário cultural atual ao desafiar estereótipos e promover uma narrativa positiva e respeitosa das tradições culturais da população negra. Ao destacar o potencial de cura e sabedoria presente nesses elementos culturais, o projeto contribuirá para uma compreensão mais profunda e inclusiva da cultura afro-brasileira, enriquecendo o panorama artístico e cultural do país.

Objetivos

Objetivo Geral: Realização de uma exposição coletiva, com duração de 35 dias e acesso gratuito, no Centro Cultural Hélio Oiticica com a finalidade de promover o resgate da ancestralidade afro-brasileira e destacar o potencial de ressignificação do termo "magia negra" como sabedoria e ação política, contribuindo para uma compreensão mais profunda e inclusiva da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo sistêmico. Objetivos Específicos: Resgatar e celebrar as práticas de cura e curanderismo nas comunidades negras, preservando a diversidade cultural do Brasil.Desafiar estereótipos prejudiciais associados à "magia negra" e promover o conhecimento e empoderamento.Fomentar o diálogo entre arte e política, incentivando a reflexão sobre as práticas culturais como formas de resistência e transformação social.Oferecer uma perspectiva inovadora sobre como as práticas culturais influenciam o contexto político e legal.Servir como plataforma educacional para aprender sobre a história e importância das práticas de cura nas comunidades afro-brasileiras.Combater o racismo sistêmico, celebrando a contribuição cultural afro-brasileira e promovendo a igualdade de direitos.Publicação do catálogo como e-book, com registro ISBN, com acesso gratuito para todo o público.

Justificativa

O projeto de exposição proposto representa uma valiosa iniciativa interdisciplinar, destinada a enriquecer diversas esferas da nossa sociedade. Com um foco especial nas vivências do estado do Rio de Janeiro, que ao longo do século XX foi um verdadeiro laboratório das projeções nacionais institucionalizadas, este projeto busca explorar e destacar as particularidades regionais em uma série de eixos cruciais. Entre 1889 e 1945, ocorreram atos de perseguição e apreensão de artefatos litúrgicos em comunidades tradicionais de terreiro no Estado do Rio de Janeiro. Essa documentação, que envolve mais de duzentos casos e ainda está sendo pesquisada, está relacionada ao acervo conhecido como "Nosso Sagrado". Esse material é de grande importância no campo do patrimônio e da memória, pois foi o primeiro conjunto de bens a ser registrado no livro de tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico por Getúlio Vargas, em 1938. Originalmente chamado de "Coleção da Magia Negra" e abrigado pelo Museu da Polícia do Rio de Janeiro, o acervo foi transferido em 2021 para a guarda do Museu da República, em um esforço interdisciplinar que envolveu comunidades tradicionais de terreiro. É relevante notar que, embora os artefatos tenham sido apreendidos no Rio de Janeiro, a perseguição às comunidades tradicionais de terreiro ocorreu em todo o território nacional, e a compreensão dessas violações contribui para uma ampliar o debate acerca do racismo religioso. A exposição tem como missão celebrar e preservar a rica herança afrodescendente do Brasil, destacando práticas ancestrais de cura e curanderismo que têm raízes profundas nas comunidades negras. Isso não apenas honra a diversidade cultural do nosso país, mas também reconhece a contribuição significativa das comunidades afrodescendentes para a formação da nossa identidade nacional. Um segundo eixo fundamental é a desconstrução de estereótipos prejudiciais. O projeto desafia preconceitos historicamente associados à "magia negra" ao apresentá-la como uma fonte legítima de conhecimento e empoderamento. Isso desempenha um papel crucial na desconstrução de estigmas que há muito tempo afetam as práticas espirituais afro-brasileiras, promovendo assim uma sociedade mais justa e inclusiva. Além disso, o projeto promove um diálogo vibrante entre arte e política. Ele convida os visitantes a refletirem sobre como as práticas culturais podem ser veículos de resistência e transformação social, especialmente em um momento em que questões de justiça social e igualdade estão em destaque. Uma perspectiva inovadora é trazida à tona através da ênfase na dialética cultural, resultante de quatro anos de pesquisa intensa pelo curador Gabriel Reis. Esta abordagem revela as complexas interações entre direito, Estado e cultura, enriquecendo nossa compreensão sobre como as práticas culturais moldam e são moldadas pelo contexto político e legal. Ademais, a exposição funciona como uma poderosa plataforma educacional, fornecendo ao público a oportunidade de aprender sobre a história e a importância das práticas de cura nas comunidades afro-brasileiras. Isso é essencial para promover a conscientização e valorizar nossa rica diversidade cultural. O combate ao racismo sistêmico é uma das metas mais prementes deste projeto. Ao celebrar e afirmar a contribuição cultural afro-brasileira, a exposição desafia as narrativas que perpetuam a discriminação racial, promovendo assim a igualdade de direitos e oportunidades. Por fim, reconhecemos a diversidade religiosa do Brasil, destacando a importância das práticas de cura e espiritualidade nas comunidades afro-brasileiras. Isso contribui para a promoção da tolerância religiosa e do entendimento mútuo entre diferentes grupos religiosos. Diante deste cenário de relevância cultural, social e educacional, a captação de recursos é essencial para a realização bem-sucedida deste projeto. Os recursos solicitados serão direcionados para a pesquisa, curadoria, criação das exposições, material educativo e divulgação, garantindo que este projeto pioneiro possa alcançar seu pleno potencial na construção de uma sociedade mais inclusiva e justa. Este projeto não apenas cumpre com o espírito da Lei 10.639 de 2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas públicas e particulares, mas também contribui significativamente para a promoção da diversidade cultural e o combate ao racismo em nossa sociedade.

Especificação técnica

Exposição com duração de 2 meses com pretensão de realização no Espaço Hélio Oiticica, na região dentral do Rio de Janeiro. Entrada Gratuita e Classificação livre. Catálogo e-book com registro ISBN liberado em hotsite.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE FÍSICA: -PISO PODOTÁTIL (O ESPAÇO PREVISTO PARA A EXPOSIÇÃO POSSUI ACESSIBILIDADE NOS BANHEIROS) ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: -AUDIODESCRIÇÃO - INTÉRPRETE DE LIBRAS - TEXTOS EM BRAILE

Democratização do acesso

A exposição tem previsão de realização no Museu Hélio Oiticica, situado na região central do Rio de Janeiro, sendo acessível por diversos meios de transporte, incluindo metrô, VLT, ônibus e trem e pratica a entrada gratuita em seus espaços.

Ficha técnica

Equipe técnica Artistas Ayra Aziza Marlon Amaro Will Maia Joelington Rios Azizi Cypriano Mariana Maia Siwaju Lima Pandro Nobã Curadoria Carolina Rodrigues Gabriel Reis Melissa Alves Expografia Gisele de Paula Iolaos Costa Assessoria Jurídica Eduardo Mariano Costa Gabriel Reis Produção Bruno Oliveira Produção Gráfica Eduardo Mariano Costa

Providência

PROJETO ARQUIVADO.