Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.
A exposição 80 anos de Naná Vasconcelos irá reunir parte do acervo do percussionista, incluindo todos os raftas utilizados pelo percussionista nas aberturas do Carnaval do Recife. Desta forma, teremos uma experiência sensorial em que foliões, turistas e recifenses poderão reviver no Recife Antigo parte do legado de um dos mais referenciados músicos pernambucanos de todos os tempos. Com uma trajetória internacional que inclui participações e gravações em cerca de 300 álbuns, ele se consagrou no Recife ao ser convidado para abrir as festividades carnavalescas em um ritual com os batuqueiros de todas as nações de maracatu.
Terra, batuque, trovão Buscaremos fazer sessões no auditório do Centro de Artesanato e entre os filmes que pretendemos está o documentário dirigido por Eric Laurence, que conta de forma poética toda a trajetória de reencontro de Naná Vasconcelos com suas raízes nos anos em que passou a realizar a abertura do Carnaval do Recife. A realização de Terra, Batuque, Trovão foi uma produção da Prefeitura do Recife e fazia parte de um projeto mais amplo, envolvendo o músico e o diretor. Versão de 15 minutos: https://www.youtube.com/watch?v=pZThHqEmAks
Objetivos Objetivo Geral Desenvolver uma exposição com parte do acervo guardado pela família de Naná Vasconcelos, possibilitando no ano em que se comemora o aniversário de 80 anos do artista que os recifenses e turistas lembrem e conheçam mais da história de um dos nossos mais renomados músicos de todos os tempos. Objetivos específicos I - Criar uma mostra interativa, expondo durante o ano de 2024 parte do material deixado pelo músico, incluindo os raftas (roupas) utilizados pelo músico em todas as aberturas do Carnaval do Recife lideradas pelo percussionista. Restaurar e organizar parte do acervo deixado pelo músico Naná Vasconcelos, incluindo todas as roupas e instrumentos utilizados por Naná Vasconcelos nas aberturas do Carnaval do Recife. II - Contra-partida social: Exposição gratuita, em espaço com estrutura para acessibilidade e com desenvolvimento de um programa de visitações para que crianças e adolescentes de escolas públicas conheçam a exposição e a obra de Naná Vasconcelos.
Juvenal de Holanda Vasconcelos, conhecido como Naná Vasconcelos, músico e compositor é reconhecido internacionalmente como o maior percussionista do mundo. Naná é pernambucano do Recife, nasceu no dia 2 de agosto de 1944. O acervo do músico vem sendo mantido pela família, mas ainda não foi exposto ao público e necessita de manutenção, organização e a ideia dos organizadores do projeto é que essa mostra seja um primeiro passo no sentido de realizar uma série de atividades para valorizar o legado do percussionista., que completaria 80 anos em 2024 Neste sentido acreditamos que em relação ao Art. 1° da Lei 8313/91, a Exposição Naná 80 anos irá: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Em relação ao "Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos" o projeto se enquadra nos seguintes ítens: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
A exposição irá abordar a relação do Recife com a música do percussionista. Aos 12 anos, Naná Vasconcelos já tocava bangô e maracás nos bailes do clube misto carnavalesco Batutas de São José, no Recife. Por causa da idade, Naná precisava de autorização de seu pai para tocar nos bailes e não podia nem descer do palco. Foi percussionista da Banda Municipal do Recife. Tocou maracás também em gravações na gravadora Rozenblit, em discos de frevo com Nelson Ferreira e acompanhou algumas vezes os cubanos da Sonora Matancera, com Bievenido Granada, El Bigode que canta, que vinha gravar no estúdio da Estrada dos Remédios. Começou a se interessar pelo berimbau, casualmente, depois de participar do musical folclórico Memórias de Outros Cantores, realizado em 1966 no Recife. Veio a se tornar conhecido por sua relação com o berimbau, tornando conhecido internacionalmente o instrumento de percussão, de origem africana, com o qual se acompanha a capoeira. Antes de Naná, a percussão limitava-se aos tocadores de pandeiros, tambores, tumbadores, maracás e bangôs. Ele percebeu as possibilidades do berimbau e empenhou-se em explorar todas as potencialidades do instrumento, praticamente inserindo um novo instrumento em ritmos como o jazz. Uma de suas principais inspirações veio ao escutar Jimi Hendrix. O senso de liberdade que impregnava o trabalho do guitarrista americano mostrou-lhe as ilimitadas possibilidades do seu instrumento. Passou a tocar vários ritmos no berimbau, transportando a técnica usada na bateria para o instrumento, até então, usado apenas na capoeira. Viajou para o Rio de Janeiro em 1968, com uma passagem de ônibus presenteada por Capiba. Em 1969, no Rio de Janeiro, Naná Vasconcelos tornou-se o percussionista preferido pela maioria das estrelas da MPB (Música Popular Brasileira). Gravou com Milton Nascimento, Jards Macalé, Luiz Eça e a Sagrada Família, Som Imaginário, Gal Costa, Os Mutantes. Ao vê-lo tocando berimbau com Milton Nascimento, o argentino Gato Barbieri convidou Naná para participar das trilhas que compunha para os filmes Pindorama, de Arnaldo Jabor, e Minha namorada, de Zelito Viana. Com Barbieri, Naná ganharia o mundo, mas antes gravou, na Argentina, um LP (long-play), disco fonográfico, cuja trilha sonora é gravada em microssulcos, hoje substituído pelo CD (disco óptico), intitulado El incredible Naná com Augustin Perreyra Lucena. Do Rio de Janeiro foi em 1970, morar no exterior, primeiro na França, depois em Nova York, de onde passaria a administrar sua carreira de músico internacional. Falecido em 9 de março de 2016, Naná Vasconcelos já ganhou muitos prêmios, entre os quais o Grammy, em 1977, com Egberto Gismonti, no álbum Danças das Cabeças. Gravou cerca de 300 álbuns e tocou tanto com cantores regionais, quanto com o mais famoso músico nacional ou internacional, criando seus cenários e climas percussivos. Já tocou com celebridades como Miles Davis, Dom Cherry, Theloníus Monk, Jean-Luc Ponty, B.B. King, Gato Barbieri, Mongo Santamaría, Talking Heads, Pat Metheny. Sua obra é mais conhecida no exterior do que no Brasil. Conseguiu revolucionar o papel do percussionista e foi talvez o único músico que lotava teatros de todo o mundo se apresentando sozinho, apenas com instrumentos de percussão. No Recife, Naná Vasconcelos ganha ainda mais notoriedade ao voltar a se apresentar anualmente na abertura do Carnaval. Com o falecimento de Naná Vasconcelos, o espetáculo que reúne os batuqueiros de maracatu perde sua força e o Recife em 2024 muda a data de abertura, ainda tentando reencontrar um modo de se iniciar os festejos sem o reverenciado percussionista. A exposição Naná 80 chega neste momento, propondo um reencontro do público recifense, dos foliões e turistas, com o mais reverenciado percussionista brasileiro.
Exposição Naná 80 A exposição será formada por roupas de Naná Vasconcelos e instrumentos utilizados em todos os anos que ele foi a atração da abertura do Carnaval do Recife. Cada bata será acompanhada por uma fotografia ampliada do percussionista utilizando a vestimenta, em diversos momentos das festividades. No fundo do ambiente, haverá um painel com texto de apresentação e as informações técnicas da exposição. O evento receberá sessões do documentários sobre Naná Vasconcelos e o Carnaval do Recife no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco. Com curadoria de Augusto Soares, o evento será a primeira homenagem aos 80 anos do músico no Recife.
PRODUTO PRINCIPAL: EXPOSIÇÃO DE MÚSICA ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Será realizada a exposição em prédio equipado com toda a preparação para receber pessoas com deficiência física, incluindo elevador para deslocamento entre os andares.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Toda a equipe terá formação para lidar com as pessoas com deficiência visual.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Toda a equipe terá formação para lidar com as pessoas com deficiência auditiva.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Haverá formação para toda a equipe saber receber e tratar bem esse público. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todas as atividades serão desenvolvidas em prédio com estrutura para deficientes físicos, serão escolhidas áreas em que a estrutura seja adequada ao atendimento das pessoas com dificuldade de locomoção. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Acessibilidade para portadores de deficiência auditiva e visual, a equipe que fará a produção da exposição fará formação.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Acessibilidade para portadores de deficiência auditiva e visual, a equipe que fará a produção da exposição fará formação e haverá visita guiada para pessoas com deficiência auditiva.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Haverá formação para toda a equipe saber receber e tratar bem esse público.
A exposição Naná 80 Anos será inteiramente gratuita. O acervo ficará disponível para visitação em galeria no Recife Antigo, em prédio que tem elevador disponível. A área dispõe de boas facilidades para acesso por metrô, bicicleta e ônibus, gerando possibilidade para a circulação de moradores de todas as classes sociais, além dos turistas e foliões que lotam a região durante o período carnavalesco. Será contratada consultoria com especialista do tema de acessibilidade. O trabalho desta empresa será de realizar formação com todos os profissionais envolvidos na recepção e em todas as etapas da mostra com acesso ao público e desenvolver projeto interativo para facilitar a visitação de pessoas com deficiência auditiva que será disponibilizado através da internet.
Ricardo Leitão Ricardo Leitão (Recife/1950) é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Foi repórter do Diário da Noite e do Jornal do Commercio (Recife), da Revista Manchete (Rio de Janeiro), da Revista Veja e da Folha de S. Paulo (SP). Na administração pública, trabalhou como secretário de Imprensa do governo de Miguel Arraes e, no governo de Eduardo Campos, como secretário da Casa Civil, quando também coordenou a execução das obras para a Copa do Mundo de 2014, em Pernambuco. No governo de Paulo Câmara foi, durante oito anos, presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), uma empresa estatal. Na Cepe, desenvolveu iniciativas na área de edição e publicação de livros, que transformaram a empresa em uma das mais importantes editoras públicas do País, vencedora de prêmios nacionais como o Jabuti. No campo da literatura é também de se destacar a organização do Circuito Cultural Cepe que, de 2015 a 2022, percorreu anualmente de 10 a 12 cidades do interior de Pernambuco, com lançamento de livros, realização de seminários e palestras, estimulando o diálogo e a convivência entre autores pernambucanos, nordestinos e representantes do Sul e Sudeste. O Circuito foi visto como uma das mais bem sucedidas experiências de popularização da cultura literária no Brasil. Ricardo Leitão é hoje diretor da Araçá Comunicação e Produções Culturais, empresa sediada em Pernambuco e especializada na criação e execução de projetos na área da cultura. Paulo André Leitão Paulo André é jornalista, natural de Recife-PE (1976), casado e tem três filhos. Servidor concursado e aposentado do Banco Central. Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), trabalhou em jornais recifenses e, por 20 anos, exerceu funções na Rede Globo Nordeste, TV Tribuna e TV Universitária. O jornalista foi secretário de Comunicação Social na primeira gestão do prefeito João Paulo (PT), na Prefeitura do Recife. Paulo André é hoje diretor da Araçá Comunicação e Produções Culturais, empresa sediada em Pernambuco e especializada na criação e execução de projetos na área da cultura. Augusto Lins Soares É designer, jornalista e pesquisador, formado em arquitetura pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Cursou comunicação visual na mesma instituição, mas não se graduou. Em 1994, fez o Curso de Jornalismo em Revistas da Editora Abril e começou como diretor de arte na revista Superinteressante. De 1994 a 2016, trabalhou em outras revistas das editoras Abril e Globo Condé Nast, entre elas, Nova Beleza, Bravo! e Casa Vogue. Em 2007, criou e lançou a revista Dom – De outro modo pela Editora Peixes. De 2015 a 2016, foi editor da coluna quinzenal Confidencial no site da revista Casa Vogue, entrevistando personalidades do universo Vogue. Desde 2017, dedica-se a projetos de fotografia documental, sendo autor e organizador de três fotobiografias: Revela-te, Chico (Bem-Te-Vi, 2018 – sobre o músico Chico Buarque), O santo revelado (Cepe, 2019 – sobre o arcebispo Dom Helder Camara) e Sonia em fotobiografia (Edições Sesc/Cepe, 2022 – sobre a atriz Sonia Braga). Em 2021, também publicou os livros Thereza Eugênia – Portraits 1970-1980 (Barléu – retratos de artistas da MPB) e Meu caro Chico – Depoimentos (Francisco Alves – 60 depoimentos sobre o músico Chico Buarque). Em 2023, fez curadoria, expografia e design da exposição Recife nagô – Imagens e histórias do Ilê Obá Ogunté por Manoel Papai, Mateus Sá e Pierre Verger, sobre o terreiro mais antigo de Pernambuco, realizada no Museu da Cidade do Recife; em São Paulo, fez a expografia Ora, bolas! O futebol pelo mundo, em 2009, no Museu do Futebol; e fez a curadoria e expografia de O Gráfico Amador – Vanguarda da moderna tipografia brasileira, em 2001, e Resgatrando Rogério Caos – Primeira mostra de Rogério Duarte, em 2000, na ADG Brasil (Associação dos Designers Gráficos do Brasil). Em 2015, fez o curso Direção de Arte para Cinema na AIC (Academia Internacional de Cinema) e produziu o videoarte 4 x Christine sobre a artista plástica e designer Christine Yufon.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.