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Realizar uma mostra temática reunindo artistas e grupos tradicionais da Região Amazônica em duas cidades brasileiras, com objetos e instalações artísticas ou interativas relacionadas a movimentos de valorização de manifestações culturais populares locais, como danças, músicas, artesanato, festas tradicionais, vestuário e arte popular.
Não se aplica.
Geral Mostrar e divulgar a riqueza da cultura amazônica exibindo obras de artistas amazônicos de certidão e de coração, lado a lado com objetos e instalações que representam manifestações culturais dessa região, estabelecendo um diálogo com questões atuais que desafiam o futuro do bioma e do Norte do Brasil; Formar novos públicos e conscientizar sobre a importância das artes e da cultura regional amazônica na abordagem de questões e desafios atuais da Amazônia, fortalecendo as noções de identidade, cidadania e sustentabilidade. Específico Realizar exposição inédita, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, exibindo obras de artistas em ascensão no cenário nacional - nascidos ou que vivem na Amazônia há anos retratando a região - lado a lado com objetos e instalações artísticas ou interativas relacionadas a movimentos de valorização de manifestações culturais populares locais, como danças, músicas, artesanato, festas tradicionais, vestuário e arte popular. Área expositiva 400 m², e duração de 03 meses em cada cidade.
Há muitas Amazônias dentro de uma só, e a mostra Banzeiros - Criações Amazônicas é uma oportunidade de trazer ao público da Região Sudeste do país, toda a pluralidade cultural existente na maior floresta tropical do planeta, reafirmando origens e ancestralidades de seu povo em obras de diferentes artistas e nas manifestações culturais espalhadas pelos nove estados da chamada Amazônia Legal. Temos a floresta e sua diversidade biológica, e temos 25 milhões de pessoas vivendo na parte brasileira do bioma, distribuídas por cidades, reservas extrativistas, em quilombos, vivendo próximas a rios ou em aldeias indígenas. São diferentes visões sobre ecossistemas naturais e urbanos que pretendemos mostrar para inspirar visitantes, surpreender e proporcionar novas perspectivas sobre as riquezas e os desafios de moradores e comunidades locais amazônicas. A narrativa de Banzeiros pretende expandir as diferentes formas de arte presentes na Amazônia e que, muitas vezes, ficam restritas a museus e galerias, ou mesmo presente apenas nas ruas. Ao colocar as obras lado a lado, em um mesmo espaço, rompem-se barreiras invisíveis entre a arte contemporânea e a arte popular. A exposição se torna, portanto, um inovador instrumento de diálogo e inclusão, uma poderosa ferramenta de comunicação que reforça a importância de se manter a floresta em pé para a manutenção do sistema climático global; de que é importante manter viva a essência dos amazônidas, que são transformados e transformadas pela floresta, traduzindo a floresta em arte. Ainda, estimula a continuidade histórica de comunidades que se reconhece como tal e corporificam seus ideais e valores, transcendendo as gerações. Dessa forma, será promovida também a cidadania, a ética e a responsabilidade de todos sobre os saberes, sobre seu lugar e sobre elas mesmas. Constituem ícones que personalizam de cidades a povoados, que são os pontos referenciais nos percursos do dia-a-dia e por isso são tão importantes fatores de coesão social, de orientação e identidade. As manifestações populares que fazem parte de uma herança cultural intangível, integrando o cotidiano das comunidades - transmitidas oralmente, através de ritos, festas ou tradições também devem ser reconhecidas como práticas singulares de um povo, e por isso valorizadas, identificadas e preservadas. Técnicas de produção de cerâmicas, de instrumentos musicais, de artefatos indígenas, assim como a representação de ritmos e festividades únicos, incluindo indumentárias de diversas manifestações culturais amazônicas compõem o acervo da exposição. Cada peça, obra, objeto e instalação da exposição trará relatos em primeira pessoa de um dos "guardiões" destas práticas e saberes, fortalecendo a cultura imaterial como fonte de identidade que carrega em sua história as relações com o meio ambiente, crenças, geografia, trabalho, alimentação, comércio, música e tantos outros elementos que definem o modo de ser, de pensar e agir daquela comunidade. A exposição Banzeiros - Criações Amazônicas pretende mostrar a riqueza da cultural imaterial da região, relacionando-a a movimentos de resgate da cultura local e hábitos atuais do povo por meio das diferentes formas de manifestação cultural: danças, músicas, artesanato, culinária, festas tradicionais, jogos, vestuário e arte popular. A narrativa é pontuada por depoimentos de artesãos, músicos, costureiras, escritores, historiadores e todos aqueles envolvidos diretamente com a cultura local e suas manifestações. A solicitação de apoio junto ao Ministério da Cultura, através da Lei Federal, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura. Sobre o enquadramento no Artigo 1o da Lei 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exerci´cio dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalizaça~o da produça~o cultural e arti´stica brasileira, com valorizaça~o de recursos humanos e conteu´dos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestaço~es culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produça~o e difusa~o de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memo´ria;IX - priorizar o produto cultural origina´rio do Pai´s. Sobre o enquadramento no Artigo 3o da Lei 8.313/91:II - fomento à produção cultural e arti´stica, mediante: c) realizaça~o de exposições, festivais de arte, espeta´culos de artes cênicas, de mu´sica e de folclore;
Proposta museográfica e relação de artistas/manifestações pré-selecionadas anexadas no campo de documentos da proposta. Exposição ocupando área expositiva de 400 m², dividida em dois módulos: ÁREA "NATUREZA"A área "Natureza" trará para manifestações e artistas que se aproximam mais de temas sobre floresta, animais e nossa relação com os recursos natureza. Na Amazônia, os povos tradicionais e indígenas se estabeleceram há séculos e até milênios, moldando esse bioma com suas culturas e singularidades. Seus variados modos de vida influenciam diretamente a manutenção dos serviços ecossistêmicos. Todos os seus conhecimentos também são de extrema importância para a conservação da Amazônia. Essa diversidade de pensamentos faz parte da cultura e do fortalecimento da identidade de cada povo. Fazem parte desta área obras dos Artistas Denilson Baniwa, Roberta Carvalho, Uýra Sodoma, Yaka Hunikuin, Tacumã Kuikuro; Manifestações populares: Artesanato em buriti, Bonecas Karajá, Festival do Sairé, Cordão da Bicharada. ÁREA "GENTE E TERRITÓRIOS"A área "Gente e Territórios" foca na interação entre as pessoas, seus grupos e culturas, em conexão com as questões sociais que emergem dos territórios que habitam. O território, tal como conceituado pela geógrafa Bertha Becker, é construído socialmente, assumindo as características contraditórias de cada sociedade. A territorialidade corresponde às relações sociais multidimensionais, efetivadas em diferentes situações da vida cotidiana. O território é o local de reprodução social, política e econômica das nossas relações, assumindo distintos significados ao longo do tempo, de acordo com as transformações sociais. Em um momento de grandes transformações, a Amazônia é ressignificada de tempos em tempos pelas expressões dos seus artistas e pelas manifestações culturais que ganham suas ruas. Fazem parte desta área obras dos Artistas Gê Viana, Keila Sankofa, PV dias, Rafael Bqueer, Sebá Tapajós, Bruno Kelly, Marcela Bomfim; Manifestações populares: Reggae, Boi bumbá maranhense, Tambor de Crioula, Rendeiras, Cordão do Fofão, Cacuriá, Mestres da Guitarrada, Tecnobrega, Carimbó, Marujada, Marabaixo, Toada, Bloco dos Caretas.
PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTEAcessibilidade física: O local a ser selecionado para a realização das mostras deverá atender às obrigações de acessibilidade arquitetônica, com elevadores, banheiros acessíveis, e rampa de acesso à cadeirantes. As experiências expográficas serão providas com sinalização no piso e paredes, mobiliários e equipamentos adequados aos públicos específicos com deficiência. Rubrica: Desenvolvimento/Material multissensorial Acessibilidade para PcD visual: audiodescrição, áudio-guiaRubrica: Desenvolvimento/Material multissensorial Acessibilidade para PcD auditiva: vídeo-libras, intérprete de librasRubrica: Desenvolvimento/Material multissensorial Acessibilidade para PcD intelectual: Monitores qualificados para atendimento de público especial.Rubrica na planilha: Monitor
Para atendimento ao Artigo 27 da IN 01/2023: O acesso às exposições será gratuito a todos os públicos em todos os dias e horários. Para atendimento ao Artigo 28 da IN 01/2023: PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTE - optamos pelo Inciso IV, disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal.
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional. Coordenação geral: Outra Onda/Leonardo Menezes e Eduardo Carvalho (proponente) Comitê consultivo curatorial Vanessa Gabriel (Amapá): Jornalista formada pela Universidade Federal do Pará e tem mestrado em Ciências da Informação pela Universidade de São Paulo. Sua linha de pesquisa é sobre a participação do setor cultural e criativo da Amazônia no desenvolvimento de políticas nacionais de cultura por meio das plataformas digitais. Vanessa mora no Reino Unido desde 2011, trabalhou no British Council gerenciando e implementando projetos na área de capacitação para o setor criativo no Oriente Médio e nas Américas, incluindo países como Brasil, Argentina, Colômbia, Jamaica, Cuba, Arábia Saudita, Líbano, Síria e Egito. Ela também trabalhou como gerente de Inovação na Queen Mary University e trabalhou em parcerias com organizações artísticas relevantes no Reino Unido, tais como Create London, The Roundhouse, Richmix e Olimpíadas Culturais (LOCOG). Criou o Instituto BR em Londres para desenvolver parcerias estratégicas na área de cultura e desenvolvimento social entre o Brasil e a Europa, com foco especial na região Amazônica. Ela fundou o Amazon Film Festival em parceria com Richmix e Kings College of London, que mostra obras produzidas e dirigidas por profissionais da região. Foi co-curadora da exposição "For those who are to come", uma mostra com fotógrafos da Amazônia apresentada na conferência do clima da ONU, a COP 26, em Glasgow. Alem disso, presta consultoria para instituições culturais do Reino Unido sobre a região para que mais artistas locais tenham a possibilidade de falar sobre as diversas Amazonias sob um ponto de vista local e descolonizado. O seu ultimo trabalho foi com o Science Museum de Manchester em 2022 e, atualmente, ela prepara a segunda edição do Amazon Film Festival. Takumã Kuikuro (Mato Grosso): É cineasta, membro da aldeia indígena Kuikuro, e atualmente vive na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu. Dirigiu o documentário As hiper mulheres (2011), junto a Leonardo Sette e Carlos Fausto. Teve filmes premiados em festivais como os de Gramado e Brasília, e no Presence Autochtone de Terres em Vues, em Montréal. Em 2017, recebeu o prêmio honorário Bolsista da Queen Mary University London. E foi, em 2019, o primeiro jurado indígena do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília. Marcela Bonfim (Rondônia): Marcela nasceu em Jaú (SP), mas mora em Porto Velho (Rondônia), desde 2010, quando seu trabalho como fotógrafa se tornou cada vez mais importante. É formada em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Em seu trabalho, Marcela retrata espaço às comunidades negras tradicionais da região amazônica, usando suas imagens para denunciar o racismo enfrentado por essas comunidades e a falta de políticas públicas do setor público para apoiá-las. Marcela é uma ativista pelos direitos dos negros e seu trabalho visa resgatar a história da diáspora africana na região, capítulo ainda invisível na história brasileira. Suas lentes também capturaram a resistência dessas comunidades para preservar e proteger sua cultura e tradições. Marcela foi indicada e selecionada pelo Prêmio PIPA, um dos mais prestigiados reconhecimentos da artista contemporânea brasileira. Suas fotos foram apresentadas na exposição "For those who are to come", mostra com fotógrafos da Amazônia exibida na conferência do clima da ONU, a COP 26, em Glasgow. Projeto expográfico: Renata Fonseca Pittigliani Atuou na empresa SuperUber e trabalhou ao lado de Gringo Cardia por mais de 20 anos. Participou dos projetos da Cidade da Música, Casa do Carnaval e Casa do Rio Vermelho em Salvador, Memorial Minas Gerais em Belo Horizonte, e Museu das Telecomunicações (Oi Futuro), no Rio de Janeiro, bem como de várias exposições temporárias, entre elas O poeta voador, no Museu do Amanhã. Atua com cenários para cinema, teatro, dança e shows. Coordenador de produção: Ricardo de Aquino É Produtor Cultural formado pela UFF e com Mestrado em Produção e Financiamento de Projetos Culturais, pela IESA Paris. Desde 2007, ele já atuou na produção de diversos ramos de projetos culturais, entre eles: mostras de cinema (Clint Eastwood: Clássico e Implacável (2011), A Magia dos Pixels (2023) e outras), festivais (Festival Villa-Lobos, 2012), peças de teatro (Sóbrios (2011) Gonzagão - A Lenda (2012) e exposições (Museu do Amanhã). Recentemente, tem se especializado em tornar os projetos acessíveis. Trabalhou como analista de expografia no Museu do Amanhã durante 3 anos e meio. Na última exposição produzida, no local, assinou como produtor e curador de acessibilidade.
PROJETO ARQUIVADO.