Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 2317216Projeto não executado por insuficiência de captação de recursosMecenato

Preservação material e virtual do trem “Toshiba” da E. F. Sorocabana

ASSOCIACAO MOVIMENTO DE PRESERVACAO FERROVIARIA DO TRECHO SOROCABANA
Solicitado
R$ 472,3 mil
Aprovado
R$ 472,3 mil
Captado
R$ 60,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

12.7%

Classificação

Área
—
Segmento
PreservaçãoRegistroPromoção d Acervo d Museu/Memór
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Museus e memória
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
Sorocaba
Início
2023-12-01
Término

Resumo

O projeto propõe o resgate do Trem Unidade Elétrico conhecido como "Toshiba".Fabricado no Japão em 1958 para a antiga Estrada de Ferro Sorocabana, é formado por três veículos: um carro-motor e dois carros-reboque. Em um de seus carros será montada uma exposição temporária e um simulador, instalado em uma das cabines de comando, onde o visitante terá a experiência de conduzir o trem em uma viagem virtual.

Sinopse

Os trabalhos serão iniciados pela execução das operações de transporte que levará o trem 002, de Salvador/BA, para Sorocaba-SP. Concomitantemente aos preparativos para execução do transporte, será feito um levantamento de documentação textual, iconográfica e técnica (plantas) sobre o trem Toshiba e as edificações da E. F. Sorocabana existentes no trecho São Paulo – Sorocaba na década de 1950, nos arquivos do DNIT, na Superintendência Regional de São Paulo, e da CPTM e no acervo iconográfico do Arquivo Público do Estado de São Paulo – APESP que, atualmente, constituem a maior fonte de pesquisa sobre o assunto. Parte do material coletado irá compor a exposição virtual e servirá de base para a produção dos gráficos destinados ao simulador e parte das plantas técnicas será utilizada nas etapas futuras de elaboração e execução dos restauros. Concluído o levantamento se dará início à produção dos gráficos e dos painéis digitais. No final da década de 1950, o trecho entre São Paulo e Sorocaba, percorrido em 105 quilômetros de via férrea, era dotado de 37 estações e paradas. Buscando ofertar uma simulação com duração máxima de 20 minutos de viagem, foram selecionados os pontos de parada mais significativos – cuja relação segue abaixo – os quais se fazem representativos pela arquitetura das estações; pela ocupação industrial e urbana do entorno; e pela importância na operação da ferrovia, seja pela presença de estruturas necessárias ao seu funcionamento, seja pela existência de entroncamentos relevantes. 1. Júlio Prestes 2. Presidente Altino (entroncamento do Ramal de Santos) 3. Amador Bueno 4. Maylasky 5. São Roque 6. Mairinque (entroncamento dos Ramais de Santos e Campinas) 7. Pantojo (subestação de alimentação das linhas de contato) 8. Alumínio 9. Brigadeiro Tobias 10. Sorocaba A exposição temporária “O Trem Toshiba” será feita dentro do trem, no salão do mesmo carro em que será montado o simulador. Doze painéis A4 com QR Codes serão disponibilizados ao longo do salão para acessar 24 painéis digitais, cujos temas seguem abaixo relacionados. As artes gráficas contarão com textos e serão ilustradas com fotos, material técnico (plantas e desenhos) e reproduções de artigos de jornal de época. 1. Formação da malha ferroviária da Região Metropolitana de São Paulo; 2. O adensamento populacional e os primórdios do transporte suburbano na capital paulista (1880 – 1920); 3. A aceleração do crescimento populacional nas décadas de 1930 a 1950 e a saturação da estrutura ferroviária existente; 4. Os investimentos feitos na década de 1950: o início da transformação da malha existente em grandes corredores de transporte urbano; 5. A formação da atual Região Metropolitana de São Paulo (1960 – 1980): o surto de adensamento populacional e a nova saturação do sistema; 6. A criação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos; 7. O processo de estadualização do serviço de transporte metropolitano: nasce a CPTM; 8. CPTM: a transformação do serviço metropolitano; 9. Ferrovias de transporte urbano erradicadas (1885 – 1968); 10. Os primeiros passos do transporte urbano na Estrada de Ferro Sorocabana (1920 – 1940); 11. O primeiro TUE paulista: Trem “Carmem Miranda” (1945); 12. A Sorocabana frente a aceleração do crescimento populacional nas décadas de 1940 e 1950; 13. A compra dos trens Toshiba (1957/58); 14. Aspectos originais do trem japonês (1957/58); 15. Horários e itinerários do novo trem (1958 – 1971); 16. Serviços além da região metropolitana (1958 – 1971); 17. A formação da Fepasa (1971); 18. O “Toshiba em serviço nos primeiros anos da Fepasa (1972 – 1985); 19. A saturação do sistema e a reformulação do serviço de subúrbio feita pela Fepasa (1976 – 1985); 20. Sobrevida para os trens “Toshiba” (1986 – 1996); 21. O “Toshiba” a serviço da CPTM (1996 – 2010); 22. O fim da operação comercial em São Paulo; 23. Breve passagem por Salvador; 24. Preservando o “Toshiba”. Após transporte até Sorocaba, o trem CTB 002 será instalado no Centro de Memória Ferroviária. Os carros que compõem o referido trem receberão higienização interna e externa, com lavagem com detergente, desengraxante e sabão em pó. Eventuais peças que se soltarem durante o transporte serão remontadas ou removidas. Sete janelas que foram subtraídas durante o período de paralisação do trem em Salvador serão confeccionadas e reinstaladas. Na sequência, será instalado, por profissional especializado, o simulador ferroviário, na cabine nº 1 do trem, com a montagem das ligações (cabos, conexões, wireless, etc) entre o hardware e o painel de comando original, de forma a permitir, pelo visitante, a experiência de conduzir o trem em uma viagem virtual, com gráficos digitais, entre São Paulo e Sorocaba na época em que foram adquiridos (1958). Nesta etapa também será fixada a tela de led modular no para-brisa da cabine correspondente. As três palestras propostas serão realizadas no auditório do Centro de Memória Ferroviária de Sorocaba, onde estará alocado o trem, com capacidade para 30 pessoas cada uma. As apresentações terão transmissão on-line pelo site do projeto para maior acessibilização ao público. Encerrado o período da exposição temporária, todo seu conteúdo será disponibilizado no site.

Objetivos

Geral: · Garantir a preservação histórica de um elemento representativos da evolução tecnológica da ferrovia paulista e da transformação da malha ferroviária da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em grandes corredores de transporte urbano. Específico: · Difundir a importância do trem "Toshiba" no contexto do transporte metropolitano, seja como bem material ferroviário, seja como bem cultural capaz de remeter a centenas de histórias de pessoas e famílias que dele se utilizaram na medida em que contribuiu sensivelmente para a mudança nas relações sociais, realizando uma exposição temporária e um ciclo de palestras sobre o assunto, cujos conteúdos serão disponibilizados permanentemente na internet ao término do projeto; · Oferecer ao cidadão a experiência de conduzir um trem da década de 1950 em uma viagem virtual entre São Paulo e Sorocaba por meio da montagem de um simulador em uma das cabines de comando do trem; · Oferecer ao cidadão bens históricos visitáveis, por meio de visitas monitoradas ao trem CTB C002 no Centro de Memória Ferroviária de Sorocaba, inclusive após o encerramento desta ação, em dias e horários determinados pela entidade administradora do espaço; · Assegurar, com a conclusão deste projeto, a salvaguarda de uma composição completa do trem "Toshiba" para futuro projeto de restauro, com a perspectiva de se ter uma unidade em funcionamento.

Justificativa

O projeto justifica-se pelo benefício que oferece à preservação da memória ferroviária paulista e brasileira, ao assegurar a salvaguarda de um símbolo do serviço ferroviário urbano de passageiros da Estrada de Ferro Sorocabana, fundamental para o estabelecimento e desenvolvimento das relações socioeconômicas na região por ele atendida. Não obstante, os bens objetos deste projeto representam o saber de uma época, traduzido na técnica empregada em sua construção e acabamento. Desta forma, fazem-se como elemento difusor da tecnologia e da cultura, especialmente para os estudiosos no assunto e demais interessados, da atual e das futuras gerações. Optou-se por centrar esforços, neste momento, na salvaguarda da composição que reunisse melhor perspectiva de restauro funcional futuro, por conta da necessidade de remoção do local onde se encontra e da degradação a que está sujeita, visto que um projeto de restauro completo consumiria, em período exíguo, grande montante de recursos para sua execução. No modelo apresentado neste projeto, deseja-se resgatar a composição, a transportando de onde se encontra para um local seguro, a salvo de incêndios e vândalos; ao mesmo tempo em que ofereceremos ao público a oportunidade de visitá-la "in loco" e de conhecer sua história por meio da exposição virtual permanente, amplamente acessível via web. Dessa forma, cessaremos riscos de danos irreversíveis ao bem e estabilizaremos os processos de degradação _ garantindo a sobrevivência do trem para futuros projetos de restauro. O resgate da composição permitirá a preservação do trem "Toshiba" com finalidade museológica. Futuramente, como o estado de conservação do trem nº 002 da CTB permite o funcionamento em vias férreas eletrificadas, pretende-se, também, o uso para exposição estática, com a perspectiva de se tê-lo em funcionamento, como trem "Rio Claro" da Ferrovia Paulista S/A _ Fepasa. Desta forma, será atendido um dos principais recortes temporais de sua existência no transporte urbano de passageiros em São Paulo. A importância do bem envolvido neste projeto e a necessidade de preservação do mesmo justifica o uso de recursos incentivados pela Lei de Incentivo à Cultura, estando em conformidade com o subitem h (preservação, restauração, conservação, salvaguarda, identificação, registro, educação patrimonial e acervos do patrimônio cultural material e imaterial; (art. 18, § 3º, alínea g)), do item V, do Anexo IV (Áreas e Segmentos Culturais) da Instrução Normativa MINC Nº 1 de 10 de abril de 2023.

Estratégia de execução

Histórico dos trens "Toshiba" A aquisição dos Trens-Unidade Elétricos (TUE) “Toshiba” se deu num contexto de significativos investimentos no serviço de transporte suburbano, empreendidos pelo poder público nas três estradas de ferro que entrecortavam a capital paulista e os municípios próximos, com objetivo de atender à crescente demanda de deslocamento da população residente na região. O plano de aquisições e intervenções na infraestrutura iniciado em meados da década de 1950 se deu na Estrada de Ferro Sorocabana com a aquisição destes trens, na Estrada de Ferro Santos a Jundiaí também com a aquisição de TUE’s e com a construção de novos edifícios para estações e adaptação de outros já existentes e na E. F. Central do Brasil com a implantação do sistema de eletrificação no trecho Roosevelt (Brás) – Mogi das Cruzes. Este conjunto de ações caracteriza o início do processo de transformação da malha ferroviária da atual Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, originalmente concebida para o transporte de cargas, em grandes corredores de transporte urbano que atualmente integram o sistema operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM e pela ViaMobilidade. Para atender à demanda em seu trecho, que corta a região oeste da RMSP, em 1953 a Sorocabana abriu uma concorrência para o fornecimento de vinte trens-unidade elétricos, semelhantes às quatro unidades já existentes, fabricadas pela Pullman Standard, EUA, em 1945. A quantidade seria elevada para trinta até a assinatura do contrato com a empresa vencedora do certame, em 26 de dezembro de 1956: a Kawasaki Rolling Stock Ltda., de Kobe, no Japão, que liderou o consórcio formado por Tokyio Shibaura (Toshiba, fornecedora da parte elétrica); Kawasaki Heavy Industries (caixas metálicas) e Tokiu Car Co. (truques). Cada TUE era composto de dois carros-reboque acoplados a um carro-motor central, podendo trabalhar quatro unidades em tração múltipla, totalizando doze carros. Eles tinham condições de trafegar em curvas com até 245 metros de raio e rampas de até 2%, com velocidade máxima de 80 km/h. A encomenda consistiu na entrega de 30 trens-unidade (60 carros reboque e 30 carros motores), que foram transportados pelo navio japonês Kantumaru e descarregados no Porto de Santos/SP, sendo rebocados até Sorocaba/SP via ferrovia Mairinque-Santos e colocados em funcionamento a partir do dia 7 de abril de 1958. Os trens “Toshiba” tinham acabamento refinado, dotados de banheiros e poltronas de couro, e por isso acabaram escalados, muitas vezes, para trens de média (São Paulo – Botucatu e São Paulo – Iperó) e longa distância (São Paulo – Assis e São Paulo – Itapetininga), neste caso em feriados, como trem “bis”. No momento da formação da Ferrovia Paulista S.A – Fepasa, em 1971 – empresa que unificou sob mesma administração as cinco ferrovias de propriedade do Governo do Estado de São Paulo (Sorocabana, Paulista, Araraquara, Mogiana e São Paulo-Minas) –, os trens “Toshiba” já apresentavam sinais de desgaste, fruto do vandalismo e da superlotação a que eram submetidos nas linhas da Grande São Paulo. O luxo e o conforto dos bancos estofados deram lugar a bancos fixos transversais de madeira, por exemplo. Com o sistema de trens suburbanos da ex-Sorocabana próximo de um colapso, o objetivo era meramente transportar o maior número de pessoas, mesmo que em condições mínimas de conforto e até mesmo de segurança. A Fepasa recuperou várias unidades que, receberam nova comunicação visual, nas cores azul e platina, em substituição ao verde da Sorocabana. Até que em 1978, com a chegada dos trens franceses do consórcio MTE-Francorail-Cobrasma e a remodelação do trecho Júlio Prestes-Itapevi em bitola larga (1,60m), as unidades japonesas, que permaneceram em bitola métrica (1,00m), começaram a ser relegadas para linhas secundárias, como as extensões Mairinque – Itapevi e Jurubatuba – Varginha, além de uma experiência com tração diesel no litoral, batizada de Trem Intra-Metropolitano (TIM). Na segunda metade da década de 1980 houve uma nova iniciativa de recuperação de algumas unidades japonesas pela Fepasa, cujo projeto de redesign foi desenvolvido pelo Grupo Associado de Pesquisa e Planejamento Ltda. – GAPP, para execução pelas oficinas de Sorocaba (equipamentos eletromecânicos) e de Rio Claro (caldeiraria) – o que valeu a essas composições o apelido de “Trem Rio Claro" –, e pela Mafersa, de forma terceirizada, na planta de Minas Gerais. As principais melhorias adotadas foram: ampliação da cabine de comando com vista panorâmica, para maior visibilidade pelo maquinista; console de controle com padrões ergonômicos, modernizado e de melhor performance; e salão de passageiros similar ao dos trens do Metrô de São Paulo, em fiberglass. Foram modernizadas 30 unidades (10 composições) entre 1985 e 1987. A apresentação do primeiro trem “Toshiba – Rio Claro” ocorreu em 21 de junho de 1985. Esses trens passaram a ter as codificações de série 5600 e 5800, conforme a execução do redesign. Em 1996, as linhas de trens metropolitanos da Fepasa são transferidas à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), criada em 1992 pelo Governo do Estado para administrar especificamente o transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Nesse âmbito, são transferidas à nova empresa sete composições, em operação nos trechos Ana Costa (Santos) – São Vicente (TIM), Jurubatuba – Varginha, Mairinque – Amador Bueno e Amador Bueno – Itapevi. Pela precariedade dos serviços e incompatibilidade desses trechos com o restante da malha CPTM (em bitola 1,60m), foram paulatinamente descontinuados entre 1997 e 2010. É quando, finalmente, após 52 anos de serviço ininterrupto, os últimos três TUEs “Toshiba” – que naquele momento eram os últimos trens unidade-elétricos em bitola métrica do estado – são desligados pela CPTM em 30 de abril de 2010, com a paralisação da extensão operacional Itapevi-Amador Bueno para as obras de modernização e alargamento da bitola. Das três composições de trens “Toshiba” que eram utilizadas naquele trecho de aproximadamente 6 km, uma foi posteriormente sucateada, restando ainda duas pertencentes à CPTM e desativadas no pátio de Presidente Altino, em Osasco/SP. Destas, uma composição (número 4807) foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em outubro de 2021, junto com outros bens representantes da tração elétrica sobre trilhos relacionadas no processo 81677/2018, mas já encontra-se vandalizada, com difícil perspectiva de restauração funcional futura. Outros três trens “Toshiba” que pertenciam à CPTM ganharam uma sobrevida em Salvador, na Bahia, pela Companhia de Transportes de Salvador (CTS) – atual Companhia de Transportes da Bahia (CTB), onde trafegaram no trecho Calçada – Paripe de 2007 até 2021. Tratava-se de uma rede de bitola métrica com 13,5 km de extensão originária da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB) e transferida pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) à Prefeitura de Salvador em 2005, que a repassou ao Governo do Estado da Bahia em 2011. Das três unidades repassadas pela CPTM à CTS/CTB, uma foi sucateada após o encerramento das operações em 15 de fevereiro de 2021 e dois encontram-se desativados. Dos 30 trens construídos pela Kawasaki-Toshiba à EF Sorocabana, 26 já foram sucateados ou encontram-se incompletos (carros avulsos) e em condições irrecuperáveis, restando apenas quatro composições para preservação. De forma a preservar uma unidade de três carros do trem “Toshiba”, com objetivo futuro de restaurá-lo conforme o projeto “Rio Claro” da Fepasa, a Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária solicitou, da CTB, a doação da composição 002, ao que foi atendida pela doadora e cabendo à donatária, agora, a viabilização das operações de transporte e a realização das demais etapas por intermédio de leis de incentivo, no que se insere o presente projeto.

Especificação técnica

Especificações mencionadas em ETAPAS DE TRABALHO.

Acessibilidade

Produto principal: Bem Móvel - Restauração / Preservação / Aquisição: Patrimônio Cultural - Preservação de Patrimônio Material Para este produto não cabe ações de acessibilidade, uma vez que trata-se apenas do resgate (traslado Salvador/BA - Sorocaba/SP) do trem "Toshiba" com a finalidade de preserva-lo na sede da Associação Movimento de Preservação Ferroviária do Trecho Sorocabana Produto secundário: Exposição de Artes: Patrimônio Cultural - Ações educativo-culturais Para o acesso ao interior do carro que sediará a exposição e o simulador será montada uma rampa em metalon com inclinação máxima de 8,33%, conforme indicado na NBR 9050:2020. Para o atendimento de deficientes visuais será produzido um áudio descritivo do trem “Toshiba” e da viagem simulada e uma locução com o resumo do histórico apresentado nos painéis virtuais. Três pontos dentro do carro onde será montada a exposição temporária serão escolhidos para a instalação de fones de ouvido: dois no salão para acesso à áudio descrição do trem (aspectos externos e internos do salão) e à locução do histórico; e um na cabine de comando para acesso à áudio descrição da cabine e da viagem simulada. A condução do portador de deficiência visual até o interior do carro e por dentro dele até a cabine de comando será feita pelos munitores contratados para a exposição, a fim de se evitar intervenções mais severas no piso do carro, o qual deverá ser removido posteriormente, tendo em vista o curto período em que será necessária (45 dias corridos).

Democratização do acesso

Todas as ações para democratização de acesso previstas neste projeto serão de acesso gratuito e permitirão registros audiovisuais sem restrição e visão atender os seguintes incisos do art. 28 da IN nº 01/2023: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; · Instalação e exposição do trem CTB 002 no Centro de Memória Ferroviária de Sorocaba/SP, com acesso gratuito, por tempo indeterminado, até que se iniciem os futuros trabalhos de restauro; · Montagem, no interior de um de seus carros, de uma exposição temporária, contando com 24 painéis virtuais informativos e um simulador, instalado em uma das cabines de comando com acesso gratuito e vigência de 45 dias; · Montagem de site institucional dedicado integralmente ao projeto, vinculado à página do MPF-Sorocabana, com exposição permanente dos painéis apresentados na exposição temporária, diário de bordo das operações de transporte dos carros e vídeos das palestras, tal como feito para o Projeto EFS Ouro Verde – 80 anos, executado em 2021/2022 (veja em: mpfsorocabana.org.br/ouroverde); · Realização de três palestras presenciais no Centro de Memória Ferroviária, para até 30 pessoas (cada uma), com transmissão via redes sociais, ministrada pelos pesquisadores abaixo listados, cuja temática será: 1) a história do transporte metropolitano sobre trilhos em São Paulo; 2) Os trens Toshiba: da chegada a São Paulo à preservação; 3) A relevância da preservação do patrimônio ferroviário móvel para a memória paulista e nacional. 1) Rafael Prudente Corrêa Tassi – consultor em atividades correlatas ao patrimônio ferroviário com foco em: levantamentos documentais; produção de conhecimento através de publicações e relatórios; elaboração de projetos de intervenção em bens de valor histórico, móveis e imóveis; e na atuação junto a órgão de preservação do patrimônio histórico e agentes do setor ferroviário (público e privado); autor de diversos artigos relacionados ao tema e do livro “Locomotivas Elétricas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro”; 2) Eric Mantuan Cezar de Camargo – Jornalista, pesquisador ferroviário e vice-presidente da Associação Movimento de Preservação Ferroviária do Trecho Sorocabana, proponente deste projeto; 3) A definir

Ficha técnica

Eric Mantuan (vice presente da instituição proponente / Coordenador Geral do projeto) Atividades a serem desenvolvidas no projeto: - Coordenação geral - Coordenação da operação de transporte Salvador/BA - Sorocaba/SP - Acompanhamento da execução de limpeza e manutenção do trem - Acompanhamento da execução das atividades de comunicação e de montagem do site Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade de Sorocaba (Uniso). Experiência profissional em patrimônio ferroviário: vice-presidente com mandato eletivo (2022-2025) na Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária. Coordenador geral do Projeto Executivo de Restauração do Trem Ouro Verde da EF Sorocabana, contemplado pelo ProAC Expresso nº 49/2022 (2022/2023 - Em andamento). Coordenador geral do projeto EFS Ouro Verde – 80 Anos, aprovado pelo ProAC Expresso ICMS - nº 28.501 (2020/2022). Representante responsável pela Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária no Termo de Parceria 24/2019 – Manutenção, operação, modernização e preparação da Locomotiva a Vapor EFS nº 58 para Trem Turístico firmado com a Prefeitura de Sorocaba (2019/2022). Coordenador geral do projeto "Restauração da Locomotiva a Vapor EFS nº 58" contemplado pelo Proac Expresso LAB nº 59/2020 - Prêmio Benedito Lima de Toledo de Patrimônio Material do Governo do Estado de São Paulo (2021/2022); Coordenador dos projetos de restauração da Locomotiva Elétrica Westinghouse n° 2041 da EF Sorocabana; Locomotiva Diesel-Mecânica Whitcomb n° 3036 da EF Sorocabana; Carro de passageiros Luxo – The Budd Company (série 500) nº C-509 da EF Sorocabana (2018 a 2022); Produção do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Trem dos Operários – Trem Turístico-Cultural Sorocaba a Votorantim (2017); Organização da mostra Raízes da Linha 8 – Maquetes e Memórias, para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dentro do evento 150 Anos de História em Miniatura II - CPTM 25 Anos, na Estação Júlio Prestes, em São Paulo (2017); organizador da Semana do Ferroviário, em parceria com a Secretaria da Cultura (Secult) de Sorocaba, entre 2015 e 2018. Atua também na redação e elaboração de pedidos de tombamento de bens ferroviários móveis e imóveis, como a vila Ferroviária de Brigadeiro Tobias, junto ao Conselho Municipal de Patrimônio Histórico de Sorocaba (CMDP) em 2018. Rafael Prudente Corrêa Tassi (Coordenador Técnico e Pesquisador Responsável) Atividades a serem desenvolvidas no projeto: - Coordenação da montagem / desmontagem da exposição; - Execução do levantamento de documentação textual, iconográfica e técnica (plantas); - Preparação de conteúdo e confecção da arte dos paineis virtuais - Acompanhamento da produção dos gráficas para simulação Graduado em Relações Públicas pela FAAP. Graduando em Licenciatura em História na UNIP (último semestre). Experiência profissional (principais trabalhos): Elaboração e execução do Projeto Executivo de Restauração do Trem Ouro Verde da EF Sorocabana, contemplado pelo ProAC Expresso nº 49/2022 (2022/2023 - Em andamento); Levantamento de dados, produção de conteúdo histórico e realização de palestra alusiva ao centenário da inauguração da eletrificação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Louveira-SP (2021); Levantamento de dados para implantação do Trem Inter Cidades entre São Paulo e Campinas (2021); Consultoria para identificação, organização e diagnóstico do conjunto de plantas e mapas ferroviários não tratados, alocados no complexo de edificações da extinta Rede Ferroviária Federal - RFFSA, na estação da Luz, no município de São Paulo/SP, de janeiro a setembro de 2021. Contratante: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT; Identificação de bens históricos móveis da extinta Rede Ferroviária Federal S. A. alocados no estado de São Paulo (2020); Elaboração e execução do projeto “Trem Ouro Verde – 80 anos” (PROAC-ICMS nº 28501) (2019-2021); Consultoria para elaboração de plano de classificação de documentos relacionados à Atividade Fim; Montagem e coordenação de equipe para as seções de Triagem de Documentos e classificação de documentos de Atividade Fim; Coordenação da equipe de classificação de documentos de Atividade Meio para execução do contrato de Organização de Acervo Documental Arquivístico da extinta Rede Ferroviária Federal S. A. – SR-4 / Fepasa, de setembro de 2018 a março de 2020. Empreendedor: Ministério dos Transportes - Inventariança da Extinta Rede Ferroviária Federal S. A.; Contratante: Phases Arquivos; Pesquisa histórico-ferroviária para desenvolvimento do diagnóstico arqueológico interventivo e prospecção arqueológica para ampliação e construção de 11 pátios ferroviários no trecho Paulínia (SP) – Brasília (DF) (2015); Gestão de contrato e coordenação de pesquisa e trabalho de campo para consultoria para identificação de bens históricos móveis da Estrada de Ferro Campos do Jordão (2014/2015); Coordenação para pesquisa histórico-ferroviária para desenvolvimento do diagnóstico arqueológico da área impactada pela implantação do SEDA – Sistema de Escoamento Dutoviário de Álcool e Derivados (2013). Autor do livro “Locomotivas Elétricas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro” (Memoria do Trem, 2015) e de diversos artigos publicados na Revista Ferrovia entre 2017 e 2023.

Providência

PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.

2025-10-31
Locais de realização (1)
Sorocaba São Paulo