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Realizar exposição sobre a vida e obra de Sergio Britto apresentando, com imagens e textos selecionados no Acervo Sergio Britto e outros arquivos, a arte cultural brasileira nas últimas décadas, com ênfase no teatro e na televisão, valorizando a diversidade artística brasileira, democratizando o acesso e formando novas plateias. Acompanha a publicação de catálogo na forma de fotobiografia.
Não se aplica.
GERAL • Homenagear Sergio Britto, ator, diretor, produtor, professor, apresentador de TV, roteirista de televisão, escritor, pela sua trajetória e contribuição cultural;• Valorizar os artistas brasileiros que com Sergio Britto, construíram parte importante da história e do desenvolvimento das artes no Brasil;• Contribuir para a formação de novos atores e pesquisadores da dramaturgia brasileira;• Democratizar o acesso à produção artística de Sergio Britto promovendo atividades educativas e distribuição gratuita de parte significativa dos livros a serem editados. ESPECÍFICOS PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTE: Realizar uma exposição sobre a vida e a obra de Sergio Britto na cidade do Rio de Janeiro, com duração de 03 meses, ocupando uma área expositiva de 500 m²; PRODUTO CATÁLAGO: Elaborar e produzir uma publicação na forma de fotobiografia, reunindo imagens e textos do Acervo Sergio Britto, com tiragem de 1.000 exemplares para distribuição gratuita.
Sergio Pedro Corrêa de Britto nasceu no Rio de Janeiro em uma família típica de Vila Isabel. Abandonou a medicina em 1945 para se dedicar ao teatro e tornou-se um dos maiores atores do Brasil. Com o passar do tempo e já com anos de carreira ouvia-se no meio teatral, nos críticos e na mídia um consenso: Sergio Britto tornara-se um dos maiores do teatro no país. Com formação de ator no Teatro Universitário, aos 20 anos, Sergio passou a fazer parte das companhias de maior importância do teatro brasileiro: o Teatro do Estudante de Pascoal Carlos Magno, o Teatro dos Doze (junto com Sérgio Cardoso), a CIA Maria Della Costa, o Teatro de Arena, o Teatro Brasileiro de Comédia — TBC. Na TV foi ator, diretor e realizador do Grande Teatro Tupi, responsável por levar durante nove anos cerca de 400 clássicos da dramaturgia nacional e mundial à recém-chegada televisão no Brasil, e com isso proporcionar a formação de um grupo de atores que viriam a se tornar a nata da cena brasileira como Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, Ítalo Rossi entre outros. Sua entrega às artes o levou a fundar uma companhia que ficou para a história pela sua importância vital: o Teatro dos Sete, junto com Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Ítalo Rossi e Gianni Ratto. E aí não parou: fundou a Torres e Britto (com Fernanda e Fernando) e o Teatro dos Quatro, com Mimina Roveda e Paulo Mamede, sempre desenvolvendo seu espírito de "homem de teatro". Durante mais de seis décadas permaneceu no palco, interpretando mais de 90 peças teatrais e ganhou vários prêmios, por exemplo, apenas para citar apenas um, com o espetáculo Última gravação de Krapp/Ato sem palavra, de Beckett, recebeu os prêmios Shell e Faz a Diferença como melhor ator. Dirigiu algumas óperas, como La Traviata, Carmen de Bizet, Macbeth entre outras, com igual talento.Foi também um dos fundadores da escola de formação CAL — Casa das Artes de Laranjeiras. Na TV Brasil, escreveu, dirigiu e apresentou o programa Arte com Sergio Britto, dedicado ao teatro e à arte de interpretar, por cerca de doze anos. Sergio Britto escreveu quatro livros: O palco dos outros: caderno de viagens, 1973-1992 (Rocco, 1993); Fábrica de ilusão: 50 anos de teatro (Salamandra; Funarte, 1996); O teatro & eu: memórias (Tinta Negra, 2010) — Prêmio Jabuti 2011 na categoria Biografia; Memória a dois (Funarte, 2016). O projeto aqui apresentado é uma homenagem ao grande Sergio Britto no seu centenário (1923_2011), tendo ele participado dos momentos decisivos do teatro brasileiro, da televisão, da ópera e do ensino das artes, em grande parte do século XX e na primeira década do século XXI. Sergio foi considerado, dentre os seus companheiros de geração, a personalidade que mais se abriu às manifestações inovadoras da criação teatral, contribuindo para a formação de novas plateias e para a difusão da cultura nos seus 65 anos de carreira. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;
(1) Exposição Pretendemos a ocupação de área expositiva de 500 m², apresentando um conjunto de cenas de espetáculos, entrevistas, fotos de família e dos fatos mais relevantes da sua carreira, bem como, as mil facetas de Sergio Britto como ator, diretor, produtor, provocador, divulgador, professor, sempre cercado de uma curiosidade e paixão pelo fenômeno teatral. Vamos colocar em cena o homem de teatro Sergio Britto, participante de momentos fundamentais da história das artes cênicas do país, em um projeto de multimídia robusto. Cenário para Sergio Brito, criação de Lídia Kosovski (arquiteta e cenógrafa do projeto)Desenvolver um espaço, um locus, uma expografia para a revelação da obra de um ator, seja ele qual for, deve ter por premissa observar o seu mais íntimo ser e a sua capacidade de exteriorizá-lo, ou seja, observar alguns binômios que constituem o ofício: profundidade e superfície, intimidade e extroversão. E, sobretudo, quando se trata de um ator como Sergio Britto e seu inerente protagonismo. A ambiência que o envolverá deve ser singular e minuciosamente inspirada na sua vivência como ator, baseada em elementos que tenham a capacidade de trazer a sua realidade sem querer representá-la, comentá-la ou mimetizá-la, mas apenas ampliá-la. Para isso e por tudo isso referimo-nos a um ambiente geral abstrato e profundamente comprometido com a teatralidade. A partir daí, chega-se a três pontos físicos que, na sua criação e recriação, servirão de guia das decisões expográficas, de acordo com o acervo e as orientações curatoriais, constituindo uma dramaturgia material através da qual o visitante poderá navegar. O camarim, lugar da intimidade máxima do ator na preparação dos seus personagens, fornece-nos a pista dos espelhos iluminados. A cena, onde a realidade teatral existe, solicita-nos as cortinas que a abraçam. E finalmente o urdimento, como o inconsciente da obra, onde os segredos da cena estão depositados e que flutuam sobre o palco sustentado pelas cordas. Em suma, entre espelhos de camarim, cortinas e cordas, o acervo se revelará, ora histriônico, ora recolhido, ora na penumbra, ora sobre o palco, ora aéreo, ora imagem em movimento, reflexos e reflexões, como cenários de uma vida feita de pura paixão ao teatro. Ainda, produziremos um vídeo de aproximadamente 10 minutos de duração com depoimentos e atuações de Sergio Britto para exibição na exposição e em outras ações no âmbito do projeto; (2) Fotobiografia Desenvolvimento e produção de uma fotobiografia sobre a vida e obra de Sergio Britto, apresentando através de imagens e textos pinçados do Acervo Sergio Britto. Será a primeira obra a ser produzida tendo como base o precioso Acervo Sergio Britto, composto de cerca de 20 mil itens, que foi organizado e digitalizado pelo Projeto Sergio Britto Memórias, realizando assim um sonho do homenageado que sempre foi realizar uma Fotobiografia reunindo do o seu precioso acervo. Especificações técnicas da fotobiografia: Edição bilíngue (português/inglês), com textos de críticos, curadores e convidados: 420 páginas, no formato 25 x 34cm, capa dura, com tiragem de 1.000 exemplares; Tiragem: 1.000 exemplares Número de páginas: cerca de 420 páginas Formato: 260 x 260 mm Miolo: Papel couché fosco 150g/m2, impresso a 4/4 cores + verniz de proteção Capa: capa dura revestida com couché brilho 150g/m2 Acabamento: miolo costurado e colado Observação: Sistema CTP para impressão
PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTEAcessibilidade física: O local a ser selecionado para a realização da mostra deverá atender às obrigações de acessibilidade arquitetônica, com elevadores, banheiros acessíveis, e rampa de acesso à cadeirantes. Deficientes visuais: audiodescrição, áudio-guiaDeficientes auditivos: vídeo-libras, intérprete de libras PRODUTO CATÁLOGOAcessibilidade física: Não se aplica.Deficientes visuais: audiolivroDeficientes auditivos: Não se aplica.
Para atendimento ao Artigo 27 da IN 01/2023: O acesso às exposições será gratuito a todos os públicos em todos os dias e horários. Para atendimento ao Artigo 28 da IN 01/2023: PRODUTO EXPOSIÇÃO DE ARTE - optamos pelo Inciso IV, disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal. PRODUTO CATÁLOGO – optamos pelo Inciso I, doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento);
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, remunerado pela rubrica de mesma nomenclatura, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional. PRODUÇÃO EXECUTIVA E COORDENAÇÃO- GERAL: Claudia Pinheiro/DOIS UM Produções(proponente, relatório de atividades anexado no campo de documentos) CURADORIA: Marilia Oliveira Corrêa de BritoResponde pela coordenação-geral de projetos desenvolvidos em homenagem a Sergio Britto desde 2011: elaboração de projeto do livro Memória a dois (Funarte, 2016); coordenação-geral e cocuradoria da “Ocupação Sergio Britto”, Itaú Cultural SP (2013–2014); coordenação-geral e curadoria do Projeto Sergio Britto Memórias realizado com o patrocínio da Petrobras e da SEC RJ (2013–2016); elaboração do projeto Ocupação Sergio Britto no Rio; assessoria de conteúdo documentário Sergio Britto: o mestre dos palcos, produzido pela FBL (2015–2016); assessoramento à cineasta Suzana Amaral no filme O caso Morel da Bossa Nova Films (2018); coordenação-geral do espetáculo Cafona sim, e daí? Uma homenagem, encenado no Sesc Copacabana; elaboração do projeto Na Era do Rádio e da TV que Te Viu (ao mestre Sergio Britto, Com Carinho). É engenheira química (UFRJ, 1973) e pós-graduada em Administração de Pesquisa e Desenvolvimento pela USP. DIREÇÃO DE ARTE E CENOGRAFIA: Lidia KosovskiFormada em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo — FAU/UFRJ, tem doutorado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação — ECO/UFRJ, Lidia Kosovski trabalha como cenógrafa desde os anos 1980. Recebeu 35 indicações de premiação e 10 prêmios regionais e nacionais na área de cenografia, entre Shell, Mambembe, Coca-Cola, CesgranRio e Questão de Crítica. Realizou mais de uma centena de trabalhos na área artística e como cenógrafa de teatro e cinema; atendeu a encenadores e diretores como Amir Haddad, Augusto Boal, Daniel Hertz, Arnaldo Jabor, Luiz Arthur Nunes, Pedro Kosovski, Hugo Carvana, Daniel Filho, entre outros. Foi diretora de Artes Cênicas da Fundação RioArte da Prefeitura do Rio de Janeiro (2000/2001). É também professora associada do Departamento de Cenografia da Escola de Teatro e do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Unirio que coordenou no triênio 2009-2010-2011. É pesquisadora de produtividade do CNPq e da Faperj. Atualmente dedica-se também à concepção de exposições de artes visuais e temáticas, no desenvolvimento de expografia e arquitetura expositiva. Seus principais trabalhos constam no site www.behance.net/lidiakosovski. Entre seus últimos trabalhos nessa área estão a exposição “Gianni Ratto: 100 anos” (350 m2), com curadoria de Elisa Byington, patrocinada pelo Sesc Consolação, São Paulo, produzida pela Dois Um produções (destaque pelo jornal Estado de S. Paulo como um dos melhores eventos de 2017); a exposição “Bossa nova: passo e compasso” (1.000 m2, 2018), patrocinada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento, produzida pela Luz Produções na Galeria do BNDES-RJ, com curadoria de Tárik de Souza, e em 2018/2019 a exposição “Rafael: a definição da beleza” (1.000 m2) , sobre a obra do pintor italiano do século XVII Rafael Sanzio, produzida pela Base-7 Produções Culturais na Galeria da Federação das Indústrias de São Paulo, patrocinada pelo Sesi, e com curadoria de Elisa Byington. PROJETO DE MULTIMÍDA E EDIÇÃO DE VÍDEOS: FBL e Associados, Comunicações LtdaAtua no mercado na área de produção independente desde 1993, tendo como ênfase a criação e produção de programas de televisão, documentários, institucionais e vídeos empresariais. Sob direção geral de Rozane Braga, direção executiva de Nelson Breve e direção de produção de Penha Ramos, a FBL conta com vários programas de sucesso com exibição nacional e internacional, a saber: 2020 – as séries documentais Sankofa: a África que te habita, licenciada para os canais Prime Box Brazil, Travel Box Brazil, RTPO África e Netflix, semifinalista do Berlin International TV Series Festival; Linhas do tempo: moda e tendência que não passam, licenciada para os canais FashionTV e Arte1; HQuem: a arte de desenhar histórias, licenciada para o canal Prime Box Brazil. A série de animação Sankofa – contos africanos, licenciada para os canais Prime Box Brazil; 2019 – Tempo da Terra, série documental, licenciada para o Canal Futura; 2017 – Artistas plásticos brasileiros, série documental, licenciada para os canais Arte1 e Curta!; 2015 – Ópera do Menino Maluquinho, primeira ópera infantil, encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; 2009 a 2015 – ABZ do Ziraldo, programa infantil semanal veiculado pela TV Brasil. Foi finalista no Festival ComKids – Prix Jeunesse Iberoamericano (2015). COORDENAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO: Felícia KrumholzNascida no Rio de Janeiro, em 1954, é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ. Atua desde 1978 na área de educação e audiovisual, onde começou sua carreira como educadora do Cineduc — Cinema e Educação. Desde 2011 coordena programas educativos de exposições, como “Eletrodomésticos: origens, história e design no Brasil” (2010); “As cidades somos nós: desenhando a mobilidade do futuro” (2011); “A mão livre de Luiz Carlos Ripper” (2013); “Jonh Graz: viajante” (2013) e “Canal 100” (2015); projeto Rede Escola Rio — RER (2016); “O dia seguinte” (2019),entre outras. Atualmente, além da Mostra Geração/Festival do Rio, coordena, desde 2010, a Mostra Anual de Cinema de Petrópolis — MAP.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.