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Exposição de arte sonora no Parque Ibirapuera com duração de 5 a 13 de outubro de 2024. O projeto consiste em 10 instalações inéditas que possuem o som como elemento central espalhadas por pontos de interesse cultural e ambiental do Parque. Também faz parte do projeto, que é totalmente gratuito ao público, apresentações musicais, performances coletivo-participativas e oficinas.
A lista de artistas abaixo não reflete fidedignamente a curadoria do evento. Apenas indica artistas que possuem o perfil do projeto, reforçando seu conceito e seus ideais. A pesquisa de curadoria irá começar no momento em que o projeto oficialmente tiver início. Ana LiraArtista visual, fotógrafa, curadora, apresentadora de rádio, escritora e editora baseada em Recife. É integrante da coletiva EhCho.org, da Nacional Trovoa e do Carni - Coletivo de Arte Negra e Indígena. Campo MinadoProjeto sonoro experimental, com obstáculos ativados para gerar sons a partir da interação do público com skate e movimentos do corpo. Os sons são captados, interpretados e manipulados ao vivo sobrepondo diferentes camadas e formas de produção. O projeto é idealizado por Renato Custódio, Aline Vieira e Fernando Dent e conta com a participação de artistas convidados a cada edição.Caterina BarbieriMestre em composição eletroacústica e violão clássico pelo Conservatório de Bolonha, explora temas relacionados à inteligência de máquina e percepção orientada a objetos no som através do foco no minimalismo. Chang RodriguesCom um repertório diversificado e contemporâneo, sua música conecta diversas facetas sonoras, do techno ao experimental. Após várias temporadas de pesquisa de síntese sonora no La Siesta de Fauno Estudio, em Buenos Aires, criou o projeto de live acts Chang Rodrigues, apresentado ao mundo pela FACT Mag, em 2021, e que fez sua estreia no Rock in Rio em 2022. Emeka OgbohSe envolve com lugares usando todos os cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, olfato e tato. Suas instalações artísticas e criações culinárias incorporam elementos sensoriais para explorar como memórias e histórias privadas, públicas e coletivas são traduzidas, transformadas e codificadas em diferentes experiências sensoriais. Janet Cardiff & George Bures MillerJanet Cardiff formou-se pela primeira vez em fotografia e gravura na Queens University (Canadá), em 1980. Após sua experiência com o cineasta Georges Miller, em 1983, Cardiff passou a produzir trabalhos envolvendo som, além de instalações sonoras. Em suas obras, ela explora emoções, memórias e imaginação, tendo o sentido da audição como central para construir espaços que permeiam a ficção e a realidade. Lello Bezerra & Alana AnaniasLello Bezerra é guitarrista, compositor, improvisador, cientista sonoro e artista educador. Artista multigênero, Lello se relaciona com os sons de forma tátil e pesquisa mais particularmente a rítmica brasileira. Alana Ananias é baterista e já colaborou para artistas como Juçara Marçal, Metá Metá, Paulo Miklos e As Bahias e a Cozinha Mineira e tem se destacado no Brasil como uma das melhores bateristas de sua geração. LSSA - Liga de Sistemas Sonoros Ambulantes Plataforma de articulação de Sistemas Sonoros Móveis para ações conjuntas. Ludmila Rodrigues & Mike RijnierseMoram em Haia, Holanda, e colaboram desde 2011. Juntos e de forma independente, eles criam arquiteturas para experiências sensoriais cruzadas, manifestadas em luz, som, ar, movimento e espaço. Suas obras provocam a navegação corporal e questionam as formas como a percepção humana é construída. Marco Scarassatti & Ibã SallesArtista sonoro e professor da UFMG, Scarassatti vem desenvolvendo um trabalho especial no campo da criação de instrumentos musicais e esculturas sonoras com o intuito de promover uma interação com outras atividades importantes em seu trabalho, como as gravações de campo e a improvisação. Ibã huni Kuin (Isaías Sales) é um txana, mestre dos cantos na tradição do povo huni kuin. Ao tornar-se professor na década de 80, aliou os saberes de seu pai Tuin Huni Kuin aos conhecimentos ocidentais, passando a pesquisar na escrita a sua tradição junto com seus alunos. Nathalia Grilo & Ricardo AleixoNathalia Grilo é pesquisadora das Culturas Negro-Africanas, idealizadora do coletivo Ayó Encontro Negro de Contação de Histórias, curadora do festival Mulambo Jazzagrário e da revista diCheiro, um periódico digital sobre o panorama das estéticas, narrativas e tradições negro-africanas. Ricardo Aleixo é poeta, artista visual, designer sonoro, compositor, cantor, editor e curador de eventos culturais. Mari HerzerDJ residente do coletivo independente Mamba Negra, um dos pilares da música eletrônica independente no Brasil, Mari Herzer produz faixas com timbres vítreos e potentes, e usa a abstração da música ambiente para dar camadas extras às suas densas e futuristas criações. Maria Beraldo & Vanessa FerreiraMaria Beraldo é compositora, produtora, cantora, clarinetista e guitarrista. Vanessa Ferreira pesquisa a música brasileira e o Jazz, sendo a música instrumental seu principal ramo de atuação. NegalêArtista sonoro e educador em pesquisa perene sobre ritmos naturais e as relações entre bioeletricidade e etnobotânica. Apresentando fenômenos inaudíveis, constrói objetos eletrônicos que amplificam o contato entre as mãos e as flores, circuitos que revelam a energia peculiar de plantas vivas e instalações nas quais ondas sonoras conduzem o aroma de ervas terapêuticas. Novíssimo Edgar e Brisa FlowNovíssimo Edgar é um rapper brasileiro nascido em Guarulhos. MC da cultura hip hop e filha de artesãos araucanos, Brisa Flow é pesquisadora e defende a música indígena. Criada em Minas Gerais, ela teve influências, desde criança, da música e cultura dos povos andinos, através dos seus pais. O Yama OFormado pelas japonesas Rie Nakajima e Keiko Yamamoto, o duo O Yama O mistura poesia falada com orquestras construídas a partir de objetos encontrados em contato com pequenos circuitos elétricos. Rádio Diáspora & Paola RibeiroRadio Diáspora é formado por Romulo Alexis no trompete e Wagner Ramos na bateria. Paola Ribeiro é artista e educadora. Mestranda na linha de processos e procedimentos artísticos do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), se formou bacharel em artes visuais pelo Centro Universitário Belas Artes. Atuou como educadora para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Tomie Ohtake e no SESC. Raster NotonPlataforma artística independente fundada por Carsten Nicolai que cobre as áreas fronteiriças sobrepostas do pop, da arte e da ciência. Além da música de artistas conhecidos e emergentes, a raster também lança livros, suportes de dados, gráficos e obras de instalação. Ryoji IkedaAtista multimídia japonês que converte dados (informação) em música e imagem através de uma técnica conhecida como sonificação. Em suas celebradas instalações audiovisuais imersivas, Ikeda vai buscar na matemática, na física e na biologia volumes abstratos de dados e tentar dar algum sentido a isso, alguma materialidade.Stefanie EgedyInvestiga o som como compositora de peças conceituais, música, obras comissionadas e música eletrônica. Ela está focada em pesquisar possibilidades com som de baixa frequência, corpos e subwoofers. Seu trabalho abrange desde instalações até apresentações ao vivo como proposições sônicas. Verónica Daniela Cerrotta & Talita FlorêncioArtista sonora, musicista e compositora, graduada em Música pela Escuela de Música Juan Pedro Esnaola (AR), com especialização em piano, e formação em Artes Visuais na Universidad Nacional de las Artes (AR). Talita Florêncio é pesquisadora em dança com formação pela Unicamp e tem estudado as relações entre composição, improvisação, coreografias e arte sonora. É idealizadora e diretora da plataforma de pesquisa e criação APT.LAB junto ao artista sonoro Thiago Salas. Wirawasu & Dharma JhazMarlon Wirawasu, multiartista de São Gabriel da Cachoeira (AM), apaixonado pela estranheza dos sons. Formado em Imagem e Som, hoje atua como Fotógrafo e sound designer. Dharma Jhaz é uma travesti multi-instrumentista, cantora e performer. Desenvolve através da voz e dos instrumentos de sopro uma experimentação sonora própria que ela auto-intitula de "latin punk jazz".
OBJETIVO GERALO principal objetivo deste projeto de arte pública é, através de uma exposição de arte sonora no Parque Ibirapuera, abordar questões relacionadas ao meio ambiente, ecologia, urbanismo, arte pública e cultura auditiva em prol de futuros mais justos, inclusivos e sustentáveis. Outros objetivos: - Realizar a maior exposição coletiva de arte sonora já realizada na América do Sul; - Realizar a primeira exposição de arte sonora no país com foco que vai além da relação do som com a imagem e as artes visuais; - Tornar patente a alta relevância estética da arte sonora, a última grande tendência midiática da arte contemporânea após o boom da performance; - Exibir experiências imersivas, de escuta profunda e compartilhada; - Exibir o som como uma forma de arte por si só e evidenciar o seu poder emotivo, despertando desta forma o interesse para o som e a escuta; - Mostrar a alta pluralidade de possibilidades artísticas do uso do som - na verdade, o som é como uma tela branco; quando os artistas sonoros pensam e trabalham com o som, eles o usam de uma maneira semelhante à maneira como um escultor usa materiais; - Salientar a importância do som como sentido: peça fundamental para a comunicação humana; - Criar novas relações com o Parque Ibirapuera - e consequentemente com a cidade de São Paulo; - Criar um projeto que seja para todas as idades, sem distinção de classe social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: realizar uma exposição de arte sonora com 10 instalações produzidas por 10 grupos de artistas (artistas solo ou em dupla) no Parque Ibirapuera, em São Paulo, durante 9 dias consecutivos em 2024, sempre de 9:00 às 21:00 (e preferencialmente de 05 a 13 de outubro de 2024). A meta de público esperado é de um total de 50 mil visitantes. Produto APRESENTAÇÃO MUSICAL: realizar um total de 12 apresentações musicais para um público total de 12 mil pessoas divididas da seguinte forma: -4 apresentações musicais realizadas por 4 artistas diferentes no Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Pacubra, sendo duas no sábado dia 05/10/2024 e duas no sábado dia 12/10/2024. As apresentações terão em média 50 minutos;- 6 apresentações musicais de duplas de artistas (ou seja, o total são de 12 artistas participantes) ao ar livre espalhados pelo Parque Ibirapuera, sendo 3 delas no domingo dia 6/10/2024 e 3 no domingo dia 13/10/2024. Cada uma dessas apresentações terá em média 45 minutos;- 2 apresentações musicais coletivas-participativas que envolvem atividades esportivas amplamente praticadas no Parque — skate no domingo 6/10/2024 e bicicleta no domingo 13/10/2024. Total de 2 grupos de artistas com cada apresentação durando em média 180 minutos. Produto CURSO/OFICINA/ESTÁGIO: realizar 2 oficinas, sendo cada uma delas ministrada por um grupo de artistas diferentes. Serão realizadas uma vez por semana nos domingos 6/10/2024 e 13/10/2024. Cada uma das oficinas terá em média 120 minutos e serão para um público participante de até 30 pessoas (total: 60 pessoas). As oficinas são:- Corpo-Som com Barbatuques (onde o núcleo oferece para um público infanto-juvenil uma proposta pedagógica baseada na utilização do corpo como instrumento musical);- Escuta Profunda com Isabel Nogueira (onde a proposta da atividade é experimentar sonicamente o Parque Ibirapuera e gravar alguns de seus sons em caminhadas que exploram a noção de escuta profunda desenvolvida pela compositora de vanguarda americana Pauline Oliveros). _________________ De forma resumida, estão previstas então um total de 24 atrações, sendo que a maioria é composta de artistas que se identificam como mulheres e não-brancos (pretos, indígenas e amarelos). Mais detalhes sobre as atividades propostas se encontram nos campos "Descrição da atividade do produto" e "Sinopse da Obra".
Sem a Lei de Incentivo à Cultura, seria absolutamente impossível realizar um projeto deste porte. Estamos falando de obras de arte/instalações sonoras inéditas, realizadas em confluência, em diálogo estreito, com o Parque Ibirapuera. Sem contar que este projeto de arte pública é totalmente gratuito. Sem o Mecanismo (e, evidentemente, sem fontes de receita oriundas através de venda de ingressos) não teríamos como financiar a construção dos trabalhos, não teríamos como pagar os cachês dos profissionais envolvidos, assim como outros custos técnicos e operacionais e de logística vinculados à realização do projeto. Paisagens Sonoras: música, arte e som no Parque Ibirapuera se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. _ Em relação ao Art. 3º da Lei 8313/91, alcançaremos os seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; O século 20 foi o século do áudio, o século da escuta: nunca tantos sons foram produzidos e em nenhum outro século proporcionou tantos meios técnicos para registrarmos esses sons. As máquinas sonoras dispersaram as ondas musicais, os ruídos das cidades se multiplicaram, os sons da vida cotidiana puderam ser capturados, amplificados e convertidos em obras musicais, surgem o rádio, a televisão e o cinema. Houve uma transformação radical na sensibilidade auditiva, na maneira como sons e escutas foram tomados por meios e mediações. Antes da invenção do fonógrafo por Thomas Edison em 1877, a vida sonora era linear, dependendo da memória biológica e coletiva das comunidades para ser preservada através do tempo. A possibilidade de um aparelho que grava e reproduz sons distorceu completamente a natureza espaço-tempo e o processo de informação, causando uma revolução radical na visão de mundo. Com o gramofone chegando ao mercado em 1894, o som começa, ainda que de forma tímida, a reverberar através do outrora mundo silencioso das artes plásticas: primeiro com Marcel Duchamp, László Moholy-Nagy, os dadaístas e a Bauhaus; depois com John Cage; em seguida com Pierre Schaeffer e seus experimentos com vinil e fita de rolo dentro da música concreta; posteriormente com Nam June Paik e outros importantes membros do Fluxus, da arte conceitual e dos movimentos intermedia. A possibilidade de se trabalhar com o som oferece finalmente aos artistas o sonho de uma integração entre todas as artes. Nos anos 60, surge o conceito de instalação sonora e nos anos 80 e 90, a "sound art" entra no contexto de exposições individuais e coletivas, o que levou à sua crescente popularidade e inclusão em importantes bienais e festivais de música contemporânea. Não há como não argumentar que a arte sonora está vivendo o seu momento auge na história da humanidade. Em 2010, a escocesa Susan Philipsz venceu o Turner Prize, cravando a primeira vez na história em que um artista que trabalha primordialmente com o som enquanto meio foi selecionado para este prestigioso prêmio. Foi um marco e um reconhecimento atrasado para o gênero, passando inclusive a impressão de que a vitória não era simplesmente dela, mas de toda a classe artística especializada em som. Apesar da longa história do meio, o Turner Prize certamente ajudou a aumentar sua conscientização para o público em geral. Em um mundo internacional da arte dominado por obras visuais, o som há muito é percebido como um meio desafiador e até mesmo estranho, esotérico. Com o avanço das tecnologias digitais e a acessibilidade dos dispositivos de gravação, tem-se hoje em dia formas e meios ilimitados para moldar e manipular o som e levá-lo além de seus limites. Ao celebrar o ouvido em nosso mundo predominantemente visual, a arte sonora nos encoraja a ouvir e expandir nossa imaginação. Paisagens Sonoras: música, arte e som no Parque Ibirapuera se faz de suma importância não só por evidenciar a importância do som na arte dos últimos 20 anos, mas por ser a primeira grande coletiva destinada a esta prática no Brasil evidenciando eixos curatoriais que vão muito além de simples análises sobre a relação entre o som e a imagem (estas sim, mostras de caráter corriqueiro no país). O projeto possui amplo recorte curatorial, artistas pioneiros e emergentes de diversas partes do mundo e uma ampla vitrine destinada à artistas brasileiros com residência em São Paulo. Em paralelo, organiza performances com fruição coletiva e participativa que se conecta com algumas das atividades esportivas realizadas no Parque, como o skate e a bicicleta. A curadoria da exposição é de Chico Dub, profissional envolvido com música experimental e arte sonora há 15 anos, tendo assinado exposições no Brasil e exterior, além de realizar o mais importante festival em seu nicho da América do Sul, o Novas Frequências.
Devido ao número limitado de caracteres, informamos aqui mais detalhes sobre as oficinas propostas.Oficina Corpo-Som com Barbatuques O núcleo oferece uma proposta pedagógica baseada na utilização do corpo como instrumento musical. De forma prática e coletiva, as oficinas proporcionam aos participantes a exploração e descoberta dos inúmeros sons produzidos pelo corpo: palmas, estalos, batidas, sapateados, recursos vocais entre outros; e a utilização deles na produção de ritmos e melodias. As oficinas Barbatuques acontecem desde 1995, com grupos formados por adultos e crianças, em várias partes do Brasil e também no exterior. Escolas, empresas, ONGs, corais, espaços culturais e grupos artísticos das mais variadas áreas já vivenciaram esse trabalho (como o elenco do espetáculo Saltimbanco do Cirque de Soleil). São indicadas a qualquer pessoa, independente da idade e formação, principalmente a quem deseja desenvolver a capacidade rítmica e de improvisação, aprimorar a coordenação motora e conhecer uma forma ampla de “musicalizar-se”. Profissionais educadores, das mais variadas áreas, podem enriquecer sua didática com elementos da percussão corporal. O conteúdo das oficinas atende ainda com bastante aproveitamento grupos específicos, como em projetos sociais, turmas infantis e grupos artísticos. Oficina de Escuta Profunda com Isabel Nogueira A proposta da atividade é experimentar sonicamente o Parque Ibirapuera e gravar alguns de seus sons, em caminhadas que exploram a noção de escuta profunda desenvolvida pela compositora de vanguarda americana Pauline Oliveros. Que tipo de cidade é uma cidade sonora e porque não é essa a que vemos? Que tipo de imagens podem surgir através de uma escuta tão delicada? Escuta Profunda (deep listening) é a atitude de uma escuta atenciosa e paciente, aberta para a natureza sonora da existência a partir de um estado profundo de consciência. Isabel Nogueira é compositora, cantora, multiinstrumentista e musicóloga. Possui bacharelado em piano e é doutora em musicologia pela Universidade Autônoma de Madrid. Seu projeto musical Bel Medula traz um som forte e envolvente que mistura elementos eletrônicos e orgânicos para mostrar diferentes visões sobre ser mulher no mundo.
- 10 instalações sonoras espalhadas pelo Parque — exibidas durante todos os dias do evento (de 05 a 13 de outubro de 2024). As instalações irão funcionar por 9 horas diárias. OBS: Como são obras inéditas, feitas especialmente para o projeto, só saberemos mais detalhes sobre as mesmas quando os artistas forem contratados e começarem a desenvolver seus trabalhos. - 2 shows de abertura no Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Pacubra (no sábado dia 05/10/2024). Show de abertura com 40 minutos; show de encerramento com 60 minutos. - 2 shows de encerramento no Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Pacubra (no sábado dia 12/10/2024). Show de abertura com 40 minutos; show de encerramento com 60 minutos. - 6 pequenas apresentações (solos, duos e trios) ao ar livre espalhados pelo Parque Ibirapuera (nos domingos dias 6/10/2024 e 13/10/2024). Cada uma dessas apresentações terá 45 minutos. - 2 performances coletivas-participativas envolvendo atividades esportivas (skate no dia 6/10/2024 e bicicleta no dia 13/10/2024) amplamente praticadas no Parque. Cada uma dessas performances terá 120 minutos. - 2 Oficinas/ Ações formativas realizadas nos domingos 6/10/2024 e 13/10/2024. Cada uma dessas oficinas terá 120 minutos.
Atendendo ao artigo 43, inciso III da Lei 13146 de 2015, devemos assegurar a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas. Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: serão selecionados locais que contam com acessibilidade física como rampas, corrimão, banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E BAIXA VISÃO: será disponibilizado áudio-guia para a exposição Itens da planilha: consultor de acessibilidade, monitores, desenvolvimento de aplicativo. Produto APRESENTAÇÃO MUSICAL: ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: serão selecionados locais que contam com acessibilidade física como rampas, corrimão, banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Itens da planilha: consultor de acessibilidade, monitores, intérprete de libras Produto CURSO/OFICINA/ESTÁGIO: ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: serão selecionados locais que contam com acessibilidade física como rampas, corrimão, banheiros adaptados. Itens da planilha: consultor de acessibilidade, monitores, intérprete de libras
O Parque Ibirapuera é considerado uma das mais importantes áreas verdes, culturais e de lazer da cidade de São Paulo. Possui entrada gratuita e funciona de segunda-feira a domingo. Por conta de sua verve democrática, todos os produtos culturais realizados pelo projeto Paisagens Sonoras: música, arte e som no Parque Ibirapuera serão gratuitos ao público, atendendo a toda a família, sem distinção de classes sociais. Também adotaremos as medidas de ampliação do acesso descritas abaixo (incisos/medidas do art. 28 da IN nº 01/2023): IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
Francisco Pires de Castro Linhares (Outra Música) - direção geral e curadoriaA Direção Geral e Curadoria serão desenvolvidas pelo proponente do projeto, responsável por todo processo decisório. Este é Francisco Pires de Castro Linhares (conhecido em artes como "Chico Dub"), o sócio da empresa proponente Outra Música. Com gestão de Chico Dub, a Outra Música é uma empresa fundada em 2019 especializada na criação e produção de projetos de música, inovação e arte sonora. Dentre o principal destaque da empresa, se encontra o Festival Novas Frequências: evento que se destaca na cena sul-americana de música experimental. Já são 4 edições com realização da Outra Música e uma quinta que se encontra em andamento. Além do Novas Frequências, a Outra Música já prestou serviços para o SESC, Oi Futuro, SIM SP, Rio Innovation Week, MyMama, dentre outros. Chico Dub é diretor artístico, curador e gestor cultural baseado em São Paulo e no Rio. É diretor geral e curador do Festival Novas Frequências, membro do conselho consultivo da SIM (Semana Internacional de Música de São Paulo) e idealizador e curador do Music Forward, a conferência de música do Rio Innovation Week. Entre setembro de 2021 e abril de 2023 trabalhou como diretor artístico do Centro Cultural Oi Futuro (hoje batizado como Futuros - Arte e Tecnologia). No ano passado, prestou curadoria e consultoria para a websérie sobre música eletrônica de periferias globais The Beat Diaspora junto à Kondzilla e o Youtube Originals. Ex-curador de música do Centro Cultural São Paulo e ex-gestor/curador do Incidências Sonoras, plataforma vinculada à fundação suíça para a cultura Pro Helvetia no contexto sul-americano, já realizou curadorias para diversos festivais e mostras no Brasil e exterior, como: Labverde - Imersão artística na Amazônia (Manaus, 2020 e 2022), OneBeat Residency (EUA/digital, 2020-2022), Itinerância Rebel (Rio, 2022), Bienal de São Paulo (programação de música experimental da 34ª Bienal, 2021), Audiodrama (CCBB Brasília, 2021), In/Out Festival (digital, 2020-2021), Virada Cultural (São Paulo, 2020), Silo - Arte e Latitude Rural (Rio, 2019), Videoex (Zurich, 2019), ArtSonica Residência Artística (Rio de Janeiro, 2019), Escuchar (Sonidos Visuales) (Buenos Aires, 2018), Red Bull Music Academy SP (2017), Revisitando Smetak (Rio, 2017), MAR - Museu de Arte do Rio de Janeiro (ciclo Margem, 2016), HOBRA - Residência Artística Holanda Brasil (Rio, 2016), Red Bull Music Pulso (SP, 2016), Dia da Música (Rio, 2015), Eletronika (BH, 2013-2015), SESI Cultura Digital (Rio, 2014-2015), World Stages Residency (Theatre Royal Stratford East, London), Cine-Seizure (Arnolfini - Centre for Contemporary Arts, Bristol, 2014), Festival Imersões (Rio, 2014), Sónar São Paulo (2012), além das séries Invasão Paraense e Invasão Baiana para os CCBBs de Brasília, SP e Rio (2012, 2014 e 2015). Dentre as exposições coletivas de arte sonora que realizou curadoria estão: "Canção Enigmática: relações entre arte e som nas coleções MAM Rio" (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2019-2020); "Lado B: o disco de vinil na arte contemporânea brasileira" (Sesc Belenzinho, 2019); "Disco é Cultura "(Castelinho do Flamengo, 2017); "Gambiarra Sonora" (Festspielhaus Hellerau, Dresden, Alemanha, 2016). Natália Lebeis Pires de Oliveira - diretora de produção Natália Lebeis é gestora cultural, curadora de música e artista. É responsável pela gestão da SIM São Paulo e do festival Novas Frequências, que acontece no Rio de Janeiro. É co-curadora do festival anual #ConverseComOutrasIdeias da Globonews e da feira de música Music Forward do Rio Innovation Week. É co-idealizadora do festival de música independente Itinerância Rebel. Recentemente atuou como coordenadora de logística do C6 Fest. Como produtora, realiza projetos desde 2014 já tendo feito o Panorama de Dança, Tempo Festival, Intrépida Trupe, Virada Sustentável, In/Out, dentre outros. Como artista, Natália se prepara para lançar seu primeiro álbum solo com produção de Jonas Sá e Thiago Nassif. Maithe Colombo Bertolini - coordenadora de produção Maithe Bertolini é graduada no curso de Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos (2001-2004) e especialista em Artes Visuais pela UNICAMP (2009), foi coordenadora de criação do Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico da UFSCar - LAbI entre 2007 e 2011. É fundadora e diretora geral do Festival CONTATO desde 2007, festival multimídia colaborativo gratuito que este ano realizará sua 12ª edição. Foi produtora da Semana Internacional da Música (SIM) São Paulo de 2016 a 2020, onde atuou em diferentes frentes com destaque para coordenação de parcerias internacionais e coordenação de programação. Hoje participa da SIM como conselheira consultiva. Em 2021 fez a gestão de projeto Festival FIXE, festival multilinguagem dedicado à produção lusófona contemporânea. Como sócia fundadora e programadora no Espaço Cultural GiG atuou de 2013 a 2018 na realização de mais de 800 shows de bandas independentes do Brasil e cerca de 50 bandas internacionais. Também foi presidente da 1ª gestão do Conselho Municipal de Economia Solidária de São Carlos, representando as entidades de fomento à economia solidária pelo Festival CONTATO. Tereza Raquel Almeida Bettinardi - programadora visual Tereza Bettinardi é designer e editora que vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Desde 2014 ela dirige seu próprio estúdio, que já trabalhou em diferentes áreas do design, incluindo editorial, identidade visual, embalagem e design ambiental. Paralelamente aos projetos encomendados e como parte de seu interesse em combinar escrita e prática de design gráfico, Tereza co-editou A Escola Livre: Entrevistas [vol.1], um livro de entrevistas com vários designers gráficos brasileiros realizadas como parte de A Escola Livre (The Free School, 2014-18), um projeto educacional experimental em design. Ela também escreveu o capítulo "Bea Feitler: The Sir to Ms. Years", publicado em Baseline Shift: Untold Stories of Women in Graphic Design History (Princeton Architectural Press, 2021). Tereza lecionou em várias escolas de design no Brasil e regularmente dá palestras em conferências de design, universidades e empresas sobre temas como design editorial, cultura visual, processo de design e as implicações políticas do dia-a-dia de um designer. Em 2020, fundou o Clube do Livro do Design, um clube do livro virtual transformado em editora dedicada a ampliar o leque de textos sobre design disponíveis em português. Maurício Backer Spinelli - consultor de acessibilidades Produtor cultural, consultor de acessibilidade, curador musical e gerenciador de carreira artística. Pessoa com Deficiência e doença rara, atua no mercado da música há 15 anos. Manager e Sócio do artista Romero Ferro. Curador do Programa Natura Musical 2020, Conselheiro Consultivo da SIM SP e co-curador e consultor de acessibilidade do Festival NoAr Coquetel Molotov desde 2018. Aparecida de Souza Carneiro - controller Cida de Souza é produtora e administradora financeira, elaborando prestações de contas de projetos. Fez parte da Intrépida Trupe de 1998 a 2012, produzindo e administrando financeiramente os espetáculos Metegol, Intrépida Trupe 20 Anos, Sonhos de Einstein e Kronos. Entre 2012 e 2015, em parceria com Valéria Martins produziu Projeto Coleções, Coleções em Campo e Zona de Lançamento, todos misturando dança contemporânea com obras de arte. Gerenciamento financeiro/ prestação de contas do Festival Novas Frequências com direção geral de Chico Dub de 2019 a 2022. De 2018 a 2021 trabalhou como produtora e controller na Companhia Ensaio Aberto, se especializando em execução de emendas parlamentares para cultura. Em 2022 na Zion Produções, participou da coordenação dos eventos nacionais da campanha presidencial Lula/ Alckmin e produção executiva do Festival do Futuro em Brasília. ------ Os demais profissionais serão definidos na fase de execução.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.