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OBOMPÓ-ROPONGÁ é um projeto de incentivo à leitura junto a moradores e crianças do bairro de Felipe Camarão, zona oeste da cidade do Natal-RN e nos assentamentos rurais de Passagem do Juazeiro (cidade de Senador Elói de Souza), Vila de São Paulo (Serra Caiada, antigo município de Presidente Juscelino) e Vila de São Pedro (Lagoa de Velhos), todos localizados no RN. Ao todo serão realizadas 5 oficinas de letramento e jogos, 10 rodas de memórias, 16 sessões de contação de histórias e criação de 8 vídeos curtos a partir de ilustrações criadas pelas crianças dos territórios atendidos.
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – SINOPSE OBOMPÓ-ROPONGÁ é um espetáculo de contação de histórias que parte do conto camaronês do sonho da tartaruga para nos revelar como as árvores frutíferas se espalharam pelo mundo. A encenação é pautada na figura de três contadores de histórias que seguem pela cidade a ouvir as árvores e a partir dessa escuta se deparam com histórias de árvores de todo o mundo. O conto aqui apresentado vem da África e nos conta como através do sonho de uma tartaruga a árvore da vida chamada de Obompó-ropongá pela vovó Kokó é revelada à tartaruga. A música é elemento central da encenação que ambienta as aventuras dos animais que saem em busca da vovó para descobrir o nome da árvore, assim como, com as canções que revelam os segredos em volta do nome da árvore. A encenação evoca também a força da ancestralidade a partir da figura mítica da avó como detentora do saber acerca da natureza e da vida. A avó está ali diante de todos como uma espécie de oráculo que traz a força e sabedoria dos mais velhos. A tartaruga é o símbolo da sabedoria que através da calma e do seu tempo consegue ouvir os conselhos da avó sem desviar do caminho e seguir em frente sem esquecer o nome da árvore. O espetáculo busca manter uma relação com os espaços abertos e áreas verdes de modo a compor junto com o ambiente um espaço cênico propício para o encontro da criança e famílias com a natureza e sabedoria evocada pelas árvores. As árvores e a afetividade Segundo o pedagogo peruano Joaquín Leguía para proporcionarmos experiências de desenvolvimento integral para as crianças é preciso que a natureza seja o elemento central de pedagogias voltadas para a escuta da Terra. Nesse sentido, é preciso desenvolver o vínculo da criança com a natureza a partir da afetividade. A criança só se envolve com algo quando o afeto é gerado na relação. Então, não temos como promover ações socioeducativas voltadas para educação ambiental que não estejam voltadas para o desenvolvimento do afeto pela natureza. As histórias são composições orais que atravessam os tempos e que através de um olhar anímico para a natureza nos promovem o aprofundamento dos laços com a Terra, a mãe de todas as mães. Para adiar o fim do mundo é preciso contar histórias, nos afirma Ailton Krenak. Assim, não há como seguir para um futuro mais equilibrado senão nos conectarmos com a nossa ancestralidade e as histórias são uma das pontes com a força da origem e conexão com o essencial da natureza humana. OBOMPÓ-ROPONGÁ evoca a origem da relação com o sagrado das árvores, assim como, nos conecta com a nossa ancestralidade a partir da figura da avó. Nesse sentido, as cosmopercepções indígenas e africanas reorientam o olhar ocidental sobre a natureza na busca por compreendê-la como sujeito. Não estamos acima de qualquer espécie porque somos parte integral de uma inteligência que integra plantas, rios, mares, florestas, animais, insetos, ar, vento, chuva e tempestades. Todos somos fenômenos oriundos da Mãe Terra. A afetividade pelo alimento. OBOMPÓ-ROPONGÁ é a árvore que gerou todas as árvores frutíferas do mundo, pois dos seus galhos nasceram frutas de todas as espécies que alimentaram os animais que estavam à sua sombra quando ela se ergueu a partir da evocação da tartaruga. Quando todos os animais se alimentaram a tartaruga lhes propôs seguissem pelo mundo plantando as sementes. Dessa forma, durante a apresentação apresentamos às crianças diversas frutas que colhemos do pé de Obompó-Ropongá para que serem distribuídas ao final da apresentação nos revelando a generosidade das árvores que nos alimentam e nos dão através das frutas e folhas muitos dos nutrientes que necessitamos para viver. Esta ação é uma busca por gerar novos meios e modos de combater o racismo nutricional que tira das crianças e populações em estado de vulnerabilidade o acesso à informação e a uma alimentação voltada para o desenvolvimento da vida. A afetividade pelo cultivo. O afeto na criança se dá, sobretudo na primeira infância, a partir da recriação do mundo em microcosmos que irão revelar a sua relação com a vida, por isso, a criança brinca de cozinhar, de casinha, de bola de gude, dentre tantas outras formas de brincar que lhes proporcione a partir desta recriação em pequenos mundos modelos de apreender e tomar a vida para si. Na encenação de OBOMPÓ-ROPONGÁ buscamos essa relação com os pequenos mundos da criança através do plantio, visto que ao final da apresentação as crianças são convidadas a plantarem em pequenos potes as sementes que são distribuídas de modo que elas possam cuidar e cultivar as suas pequenas árvores em casa como quem brinca. FICHA TÉCNICA: Atuação: Alisson Lima, Nirlando Messias e Francisco Silva. Musicista: Erica Vitória (Marte) Manipulação de objetos: Raphael Alencar. Direção e dramaturgia: Jhoao Junnior.
OBJETIVO GERAL OBOMPÓ-ROPONGÁ tem como objetivo geral o desenvolvimento de ações culturais focadas no incentivo e ampliação da experiência de leitura por meio de atividades de literatura pautadas no letramento de forma lúdica, história e literatura oral, memória social e na ocupação de espaços públicos como praças e áreas públicas de territórios com baixo IDH do bairro de Felipe Camarão na capital potiguar e em áreas de assentamentos rurais das cidades de Senador Elói de Souza, Serra Caiada e Lagoa de Velhos no Rio Grande do Norte. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A partir de ações de diagnóstico anterior nos territórios o projeto visa como objetivos específicos e efeitos: Produto Curso / Oficina / Estágio: - 2 oficinas de jogos de literatura gratuitas com duração de 5 meses em Natal/RN, com 01 aula por semana, serão 21 aulas de 02 horas cada, ao total serão 84 horas de oficina durante a execução do projeto;- 3 oficinas de jogos de literatura gratuitas com duração de 1 mês em assentamentos rurais: Passagem do Juazeiro (cidade de Senador Elói de Souza), Vila de São Paulo (Serra Caiada, antigo município de Presidente Juscelino) e Vila de São Pedro (Lagoa de Velhos); com 01 aula a cada 15 dias, serão 06 aulas de 02 horas cada, totalizando 36 horas de oficina durante a execução do projeto. Produto Espetáculo de Artes Cênicas: - 10 rodas de histórias gratuitas ao longo de 5 meses em todos os territórios, duas por mês; - 8 apresentações de contação de histórias, ao longo da execução do projeto;- 1 montagem de contação de história montado com os jovens educadores dos bairros;- 8 apresentações de contação de histórias com os jovens educadores, ao longo da execução do projeto. Ao todo serão 16 apresentações gratuitas de contação de história. Produto Vídeo: - Produção de 8 vídeos de 2 a 3 minutos com desenhos e ilustrações feitos pelas crianças atendidas nas demais ações do projeto; Produtos Curso / Oficina / Estágio, Espetáculo de Artes Cênicas e Vídeos - Incentivar o hábito da leitura em crianças e adolescentes; - Criar ações comunitárias voltadas para a leitura em praças e espaços públicos por parte dos moradores; - Contribuir com o processo de alfabetização e letramento de crianças, jovens, adultos e idosos; - Promover engajamento social entre artistas-educadores e comunidades nas ações do projeto; - Articular redes e instituições para o desenvolvimento de ações diversas em literatura nas regiões atendidas; - Criar espaços de troca de experiência dentro de um campo intergeracional em praças públicas e áreas comuns.
O brincar é algo essencial ao desenvolvimento humano e deve ser garantido na primeira fase da vida, a infância. O brincar livre durante a infância constrói um ambiente psíquico favorável ao desenvolvimento saudável de qualquer ser humano, visto que ele incentiva a cognição, o animismo, os modos de relação com o mundo e com o outro, elabora dores e frustrações. Somos uma sociedade, em sua maioria, erguida em contextos urbanos de vida. Com isso, a experiência livre do brincar e da relação com a natureza tem escapado das infâncias, dos jovens e idosos nas grandes cidades. A urbanização tem como efeitos o distanciamento da natureza, a redução das áreas ambientais, o aumento da poluição e a falta de segurança que levam a adultos e jovens ao convívio em áreas restritas ou mesmo por causa de contexto de violência urbana. É sabido que a falta de acesso do ser humano à natureza tem aumentado os níveis de obesidade, sedentarismo, falta de equilíbrio, desenvolvimento precário da motricidade, miopia e déficit no desenvolvimento físico. Assim, pensar a relação entre o ser humano e a natureza se faz urgente para a construção de novos modelos para a cidade. Sobre estes paradigmas OBOMPÓ-ROPONGÁ levanta questões e apresenta em suas ações caminhos lúdicos e poéticos para pensar o ser humano, a natureza e o território a partir de atividades voltadas ao incentivo a leitura, memória social e memória individual. O incentivo a leitura é algo essencial a construção da cidadania e ampliação de território imagético sobre si e sobre o lugar que se vive. Desta forma, o projeto busca alinhar uma prática constante de incentivo a leitura por meio de oficinas de jogos de leitura, contações de história e rodas de memória ao pé de árvores localizadas em praças públicas e áreas rurais buscando trazer ao cidadão uma nova perspectiva de experiência com a literatura e a natureza. No mundo contemporâneo se faz urgente pensar e agir diante da natureza praticando novos modelos de relação com a Terra para que possamos desenvolver modelos sustentáveis de viver. Na Cosmovisão indígena toda planta e animal é um parente que se relaciona conosco a partir de um princípio de cocriação no qual ao cuidar da planta também sou cuidado por ela, o animal que eu cuido também é cuidado por mim. OBOMPÓ-ROPONGÁ nos evoca essa relação de cocriação ao desenvolver suas ações de leitura, fruição e formação ao pé do ser-árvore que acolhe e é agente desse projeto. Assim, podemos trazer a experiências dos povos originários do rito na relação com a terra, do ato de contar histórias embaixo do pé de árvore, do desenvolvimento de um estado de experiência que faz de uma praça um lugar praticado por aqueles que moram no seu entorno. No contexto rural desse projeto, suas ações visam atingir um público que vive a terra a partir da perspectiva do assentamento rural que tem na sua geografia um espaço fecundo para o desenvolvimento desta relação com a natureza. Mas, no caso dos assentamentos a condição de vida nas quais as pessoas se encontram ainda não efetivam uma relação com a terra que possa lhe garantir segurança existencial, visto que o processo de legalização das terras demora anos a fio. Os assentamentos rurais de Passagem do Juazeiro, Vila São Paulo e Vila de São Pedro são territórios de extrema vulnerabilidade no qual o acesso a educação, cultura e economia se dá de forma extremamente restrita pela própria localização geográfica e pela ausência de projetos no âmbito da cultura que priorizem este público. OBOMPÓ-ROPONGÁ enquanto projeto de ação cultural verticaliza princípios de democratização cultural ao desenvolver ações nestes territórios que compreendem uma população de cerca de 5.000 pessoas que vivem em condições precárias de vida e soma-se as ações do Instituto Família Criativa do Campo (Organização Não-Governamental que atua na região) no que tange ao combate das desigualdades sociais que se apresentam ao visitarmos os assentamentos. A literatura aqui é vista como uma prática política de desenvolvimento de autonomia e emancipação numa relação dialética e dialógica com o território na busca por incentivar a leitura enquanto pertencimento, auto-estima e letramento vão sendo efeitos concretos destas ações ao longo da realização do projeto. A partir desse descritivo de justificativas e levando em consideração o artigo 1° da Lei 8313/91, podemos estabelecer que o projeto se enquadra nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. No que tange o artigo 3° o projeto se enquadra nos seguintes incisos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens; b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)
Link com video de apresentação do projeto e seus territórios: https://youtu.be/7ZF5V-0Gmcw Na planilha orçamentária está descrito um produto (não principal) que é espetáculo de artes cênicas. Essa descrição se refere a montagem de um repertório de contação de histórias para os jovens educadores do Coletivo A Gente (residentes no bairro de Felipe Camarão) para as sessões de contação de histórias do projeto, além, das contadoras de notório saber que compõem o projeto. Os custos descritos dizem respeito a criação e confecção de figurinos, ambientação de espaço, etc. Outra observação importante: a cidade de Presidente Juscelino, atualmente, é Serra Caiada. O Salic não atualizou o nome da cidade, então, no item sobre locais de realização onde lê-se Presidente Juscelino é Serra Caiada.
Obompó-ropongá irá produzir uma série de atividades voltadas à literatura e ao letramento que estão divididas em dois territórios, sendo um dentro do contexto urbano e outro rural: URBANO BAIRRO DE FELIPE CAMARÃO (NATAL/RN) - Oficinas de jogos, literatura e letramento. Período de realização : 06 meses. Periodicidade: semanal (2 h) Até 30 crianças inscritas/ cada. Duas turmas - Roda de histórias - Fogo da memória Mensal. Atividade voltada para adultos e idosos. -Obompó-ropongá - atividade de contação de histórias. Periodicidade: quinzenal. - Videolivros Periodicidade: mensal. RURAL Município de Serra Caiada/RN Periodicidade 1 mês. - Oficina de jogos, literatura e letramento. Períodicidade quinzenal. Duração: 2 h Até 30 crianças inscritas. Duas turmas. - Roda de histórias - Fogo da memória Atividade para adultos e idosos. Mensal. - Criação de videolivros (mensal) - Obompó-Ropongá: contação de histórias. Quinzenal. Município de Senador Elói de Sousa/RN: Periodicidade 1 mês. - Oficina de jogos, literatura e letramento. Períodicidade quinzenal. Duração: 2 h Até 30 crianças inscritas. Duas turmas. - Roda de histórias - Fogo da memória Atividade para adultos e idosos. Mensal. - Criação de videolivros (mensal) - Obompó-Ropongá: contação de histórias. Quinzenal. Município de Serra Caiada/RN: Periodicidade 1 mês. - Oficina de jogos, literatura e letramento. Períodicidade quinzenal. Duração: 2 h Até 30 crianças inscritas. Duas turmas. - Roda de histórias - Fogo da memória Atividade para adultos e idosos. Mensal. - Criação de videolivros (mensal) - Obompó-Ropongá: contação de histórias. Quinzenal. Município de Lagoa de Velhos/RN: Periodicidade 1 mês. - Oficina de jogos, literatura e letramento. Períodicidade quinzenal. Duração: 2 h Até 30 crianças inscritas. Duas turmas. - Roda de histórias - Fogo da memória Atividade para adultos e idosos. Mensal. - Criação de videolivros (mensal) - Obompó-Ropongá: contação de histórias. Quinzenal.
Produtos: Espetáculo de Artes Cênicas e Oficina Acessibilidade arquitetônica para pessoas com deficiência física e/ou mobilidade reduzida: - Colocação de rampas móveis nas áreas de realização do projeto; - Espaços reservados à cadeirantes durante as sessões de contação de histórias; - Nas atividades realizadas nos assentamentos, acesso a banheiros acessiveis localizados na sede do Instituto Família Criativa do Campo (instituição parceira). Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência auditiva: - Intérprete de LIBRAS, em conjunto com instituição parceira; - Implementação de legenda em vídeos e VTs exibidos no evento; Produto: Oficina Acessibilidade atitudinal para pessoas com deficiência intelectual ou neurodivergentes: - Parceria com a instituição parceira para acompanhamento das crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) outras neurodivergências, com profissionais especializados (psicologos, pedagogos, etc). Produto: Vídeo Acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência auditiva: - Legendagem em português
Todas as ações propostas no projeto serão gratuitas. Serão adotadas como principais medidas de acesso: - As oficinas de jogos e letramento, rodas de histórias e sessões de contação de histórias para crianças e familiares, serão realizadas locais públicos como praças e parques, e também nos assentamentos atendidos pelo projeto, Senador Elói de Souza, Serra Caiada e Lagoa de Velhos no Rio Grande do Norte. - Como forma de ampliar o acesso às ações do projeto será feito a divulgação de videos animações criados a partir de ilustrações produzidas pelas crianças com legendagem e divulgados em rede (Youtube, instagram) de modo a aumentar o público impactado pelo projeto; - Os ensaios das contações de histórias a ser montadas em conjunto com o jovens educadores dos bairros, serão abertos em praça público para que crianças e moradores acompanhem o processo criativo. E as apresentações do produto final desse processo, serão realizadas em praças públicas, escolas públicas e áreas abertas dos assentamentos rurais atendidos pelo projeto; As ações de democratização de acesso do projeto, vão, portanto, de acordo com as seguintes medidas de ampliação de acesso citadas no art. 28: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;
Direção Geral: Jhoao Junnior Artistas-educadores: Francisco Silva, Alisson Lima, Nirlando Messias, Rapha Soares, Erica Belizia (Marte). Agente Cultural e Comunitário (Assentamentos): Ana Paula Souza. Contadores de Histórias: Nara Kelly, Manu Azevedo, Barbara Cristina, Ana Celina. JHOAO JUNNIOR é ator e diretor de teatro formado pelo curso de Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi ator do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, membro-fundador do Coletivo Estopô Balaio de criação, memória e narrativa com o qual realizou como idealizador, diretor e dramaturgo os espetáculos da trilogia das águas: Daqui a pouco o peixe pula, O que sobrou do rio e A cidade dos Rios Invisíveis. Com este último ganhou o prêmio Shell de Teatro ? 2020 na categoria inovação. É gestor cultural e coordenador do projeto O JARDIM voltado para a relação entre infâncias, cultura e natureza. ANA PAULA SOUZA é mulher negra, empreendedora social, palestrante, agricultora familiar, artesã e atriz. É líder e fundadora da Família Criativa do Campo. Localizado no Assentamento Passagem do Juazeiro, no Rio Grande do Norte, o Instituto Família Criativa do Campo é uma organização social que desenvolve atividades educacionais, culturais e profissionais para famílias em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, o Instituto atende diretamente 200 pessoas através de seus projetos. BÁRBARA CRISTINA tem formação em Licenciatura em Teatro, pela UFRN, Bárbara Cristina é atriz, contadora de histórias, palhaça, diretora e produtora cultural. A partir de 2008, assume a direção do Grupo Teart de Teatro, que carrega no seu repertório espetáculos como "Fogo de Palha", "O lendário Coração da África" e "O Reizinho Mandão". Como contadora de histórias, realiza ações de contação de histórias/mediação de leitura em diversos locais e públicos. NARA KELLY é apaixonada por boas histórias, a menina tímida e curiosa viu no teatro a possibilidade de outrar-se. Em 1994 iniciou seus estudos teatrais e logo cedo participou de importantes grupos potiguares como o Grupo Tambor e Clowns de Shakespeare. Nara formou-se em Artes Cênicas pela UFRN e é integrante do Grupo Estação desde sua fundação, onde participa dos espetáculos e das histórias do Canal Estação Criança no Youtube. Em 2020 e 2021 foi selecionada para o projeto Arte da Palavra Sesc - Circuito Oralidades. Como atriz, também atua nos espetáculos da Produtora Casa de Zoé, tais como Meu Seridó e Sinopse Darwin, em temporadas por todo o país. MANU AZEVEDO é formada em Artes Cênicas pela UFRN e desenvolve trabalhos de teatro desde 2003. Em 2009 fundou com outros colegas o Grupo Estação de Teatro, com o qual desenvolve trabalhos como atriz, contadora de histórias, iluminadora, produtora e assistente de direção. Como atriz, atua no espetáculo "Estação dos Contos?, que circulou no Projeto Palco Giratório Sesc 2015, Prêmio Miriam Muniz 2014, Caixa Cultural Fortaleza 2017 e além de vários projetos e festivais estaduais nos últimos 10 anos, "Quintal de Luís" e o espetáculo "Candeia" além do curta metragem "Madalena" lançados no ano de 2021. Também é stand-in nos espetáculos ?Meu Seridó? e "Sinapse Darwin" da produtora Casa de Zoé. Como iluminadora, integra a equipe dos espetáculos do Grupo Estação como "Guerra, Formigas e Palhaços", "Um Sonho de Rabeca no Reino da Bicharada" e "No Coração da Lua". ALISSON LIMA é um jovem ator, escritor, dramaturgo, arte-educador em formação e aspirante a contador de histórias. Curioso por se aventurar entre as várias linguagens artísticas, iniciou sua jornada como artista da cena em 2015, aos 15 anos de idade, no Projeto Encena, coordenado pela diretora e produtora cultural Diana Fontes. Além dos palcos, tem interesse em documentar histórias através de ferramentas audiovisuais/fotográficas. No ano de 2021, ingressou no curso de Licenciatura em Teatro, na UFRN. Em 2022, trabalhou como assistente administrativo no Encontro Internacional de Artes Cênicas do RN e na edição de 25 anos do auto natalino Um Presente de Natal ? espetáculo em que também participou como ator em três edições. Sendo um dos fundadores do Coletivo A Gente, desenvolve ações de arte-educação na Zona Oeste de Natal. ERICA BELIZIA (ou Marte) é mulher preta e periférica, além de atriz, é fotógrafa, poeta, compositora, rapper e artesã. Em 2015, descobriu sua paixão pelo teatro e, durante 8 anos, fez parte do projeto Encena, de artes cênicas, na ONG Atitude Cooperação. Durante esse período, criou um grupo de rap, o Vozes do Guetto, formado por jovens das periferias de Natal, cujo objetivo é expressar seus olhares e necessidades através da música. Engajada na fotografia, usa seu trabalho como artista visual para mostrar as belezas das zonas periféricas. É uma das fundadoras do Coletivo A Gente. FRANCISCO SILVA nasceu e cresceu num bairro periférico da Zona Oeste de Natal no bairro de Felipe Camarão. Na infância, por viver em situação de vulnerabilidade socioeconômica, precisou trabalhar desde cedo para ajudar em casa. O sinal de trânsito era o lugar onde ele conseguia alguma forma de sustento. conheceu o teatro em 2014 através da ONG Atitude e Cooperação com o projeto Encena sob coordenação de Diana Fontes. Participou de diversos espetáculos como SEU SOL, DONA LUA. Texto de Marcos Sá de Paula. Montagem de O QUINTAL DE LUÍS. Texto de César Ferrario. Participou do ?UM PRESENTE DE NATAL? por quatro edições. Em 2020, além de iniciar os trabalhos no coletivo Abrace no qual permaneceu até 2022. Ingressou também no ano de 2020 no curso de Licenciatura em teatro pela UFRN no qual está no seu sétimo período e atualmente trabalha com artista e arte-educador. ANNA CELINA é atriz e Contadora de Histórias, com uma trajetória de 29 anos dedicados ao teatro e a contação de histórias, fundadora de TROTAMUNDOS Cia. De Artes,membro da RIC-Red Internacional de CuentaCuentos e da Comissão Norte-rio-grandense de Folclore e pesquisadora da Oralidade e da Obra de Câmara Cascudo desde 1997.Autora do livro infantil Juvenal,o Sapo que nunca se dá mal. NIRLANDO MESSIAS é homem negro e periférico, ator, compositor, rapper e demonstra aptidão com o que envolve a cenotécnica, com ênfase na sonoplastia e montagem/desmontagem. Aos 13 anos, entrou no Projeto Encena, da ONG Atitude Cooperação, onde teve seus primeiros contatos com as artes cênicas. Tem facilidade em percussão e é apaixonado pela sonoplastia. É um dos fundadores do Vozes do Guetto, grupo de rappers, cujo objetivo é mostrar a força que tem a comunidade periférica através de músicas sobre problemáticas sociais. Em 2022, trabalhou como assistente de produção no Conexão Elefante Cultural e no Encontro Internacional de Artes Cênicas do RN. Faz parte dos criadores do Coletivo A Gente, com atuação no bairro de Felipe Camarão. Através de sua arte, deseja dizer: "se permita sonhar e acreditar sempre nos seus sonhos." RAPHAEL SOARES é homem trans, artista visual, ator e artista da dança. Além de ser um membro-fundador do Coletivo A Gente, integra a Companhia Giradança como artista colaborador. Começou na arte como artista visual, incentivado desde cedo por seu pai. Atualmente, possui um perfil onde expõe suas obras em quadrinhos, ilustrações e colagens, trabalhando também com comissão. Em 2019, fez seu primeiro trabalho como designer para espetáculos artísticos, no "Feliz Natal... Natal feliz", do Projeto Encena, da ONG Atitude Cooperação. Aos 14 anos, conheceu o teatro por meio de um projeto social de seu bairro, onde ficou por 6 anos. Em 2022, ingressou na EDTAM. No mesmo ano, começou a integrar a Companhia Giradança.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.