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O projeto prevê remontagem e apresentações do espetáculo de teatro musical Museu Nacional.
Museu Nacional, com a Barca dos Corações Partidos é um estudo de como um país cultiva, armazena e conserva sua memória – e todas as suas implicações simbólicas e concretas. É um mergulho imaginativo e lírico em múltiplas camadas de passado para pensar de maneira urgente nosso presente imediato e o futuro que estamos construindo. Destruído por um incêndio de grandes proporções em setembro de 2018, ano de seu bicentenário, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, perdeu grande parte do seu impressionante acervo de cerca de 20 milhões de itens. A tragédia – em todo o seu valor real e simbólico –, foi o ponto de partida para a criação do espetáculo inédito, com texto e músicas originais, escrito e dirigido por Vinicius Calderoni, direção musical de Alfredo Del-Penho e Beto Lemos e idealização e direção de criação de Andréa Alves.
Objetivo Geral Difusão da história brasileira. Utilização das artes cênicas como obra de discussão sobre questões sociais, políticas e culturais históricas. Olhar para o público como multiplicadores, pensadores de nossa sociedade atual e como chegamos até aqui. Fomento à economia criativa. Ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais. Objetivo Específico - Realizar remontagem, 1 temporada de um mês em São Paulo (16 apresentações) e circulação por 2 cidades: Brasília (2 apresentações) e Uberaba (2 apresentações) do espetáculo de teatro musical Museu Nacional, totalizando 20 apresentações.
Quando, em 02 de setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu todos os três andares do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, as chamas destruíram a quase totalidade de um acervo de 20 milhões de itens catalogados, divididos em coleções de ciências naturais (geologia, paleontologia, botânica e zoologia) e antropológicas (antropologia biológica, arqueologia e etnologia), cultivados ao longo dos dois séculos de fundação do Museu _ ironicamente, o incêndio se deu menos de três meses após a celebração de 200 anos cravados de sua inauguração. O Museu Nacional não era um imóvel, um monolito estanque que servia como almoxarifado de antiguidades diversas: era um organismo vivo, que abrigava vestígios de mais variadas formas de vida (dos seres humanos, dos animais, dos vegetais ou minerais). Em uma sala se podia encontrar o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, de cerca de 13.000 anos atrás; em outra, o Meteorito de Bendegó, descoberto em 1784 na Bahia, após viajar o espaço sideral em velocidade estonteante. Em outro recinto, o esqueleto de um Espinossauro, ou a Múmia Kherima, do Egito, do período de I-III d.C., bem como memórias diversas da etnologia indígena e afro-brasileira. É imensurável a quantidade de vidas e de modos de existir embutida nos quase vinte milhões de itens devorados pelas chamas. O espetáculo parte deste pressuposto: o museu não é um edifício, mas sim, um personagem. Como são personagens cada item do majestoso acervo. Estabelece-se onde os objetos podem contar suas histórias, com liberdade poética e inventividade, cantar suas canções, relatar suas andanças pelo mundo até chegar àquele espaço de convívio. Não há divisão hierárquica: há tanta vida num crânio de um hominídeo quanto num vaso asteca, posto que o vaso também é produto das vidas que o fabricaram, de seu contexto histórico. Museu Nacional é um estudo de como um país cultiva, armazena e conserva sua memória _ e todas as suas implicações simbólicas e concretas. É um mergulho imaginativo e lírico em múltiplas camadas de passado para pensar de maneira urgente nosso presente imediato e o futuro que construímos. A Sarau Cultura Brasileira sempre se ocupa de projetos com temáticas brasileiras, onde possamos nos ver e reconhecer. A Lei de Incentivo é uma das poucas formas de se conseguir parceria na iniciativa privada para a realização de um projeto cultural, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura no País. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso as fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX _ Priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8313/91): II - fomento a produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Duração do espetáculo: 120 minutos
Produto Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais em cada sessões. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos pelo espetáculo. Produto Contrapartida Social Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em todas as ações de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as ações de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos.
O projeto respeitará o Art. 27º da IN Nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: 10% dos ingressos das atividades para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; Comercialização de 20% dos ingressos no valor de 3% do salário-mínimo. Conforme Art. 28º da IN Nº 1/2023, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: IV – Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal.
Direção e texto: Vinícius Calderoni Direção musical: Alfredo Del-Penho e Beto Lemos Direção de Criação: Andréa Alves Direção de Projeto: Leila Maria Moreno Elenco: Companhia Barca dos Corações Partidos e artistas convidados Realização, Coordenação do projeto e Gestão Administrativa-Financeira: Ágapa Criação e Produção Cultural Vinícius Calderoni Tem desenvolvido sua carreira entre o teatro, a música e o audiovisual. Em 2010, fundou junto com Rafael Gomes a companhia Empório de Teatro Sortido. Escreveu e dirigiu Não nem nada (2014), pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor autor, e Ãrrã (2015), que lhe rendeu o Prêmio Shell de melhor autor. Escreveu e atuou também em Os arqueólogos (2016), dirigida por Rafael Gomes, vencedora do prêmio APCA de melhor autor e também indicada ao Prêmio Shell na mesma categoria. Em 2017 estreou Chorume, conclusão da trilogia Placas Tectônicas, com texto e direção de sua autoria. No mesmo ano lançou os textos da Trilogia Placas Tectônicas pela Editora Cobogó. Autor do espetáculo musical Elza que estreou em 2018 e se consagrou como destaque na cena teatral, ganhou o prêmio APCA de 2018 pela dramaturgia do espetáculo, e em 2019 o melhor roteiro original em musicais da 7ª edição do Prêmio Bibi Ferreira. Como roteirista de cinema, desenvolve, atualmente, projetos de longas metragens ao lado de importantes diretores Júlia Rezende, Luiz Villaça e Rafael Gomes. Como ator, esteve no elenco da novela Deus salve o rei (TV Globo), e participou dos longas “Mãe só há uma” (2016), “Um namorado para minha mulher” (2016), além da série Louco por elas (TV GLOBO), com direção geral de João Falcão. Alfredo Del-Penho É um dos mais incensados cantores de samba da nova geração. Se apaixonou pelo gênero nas rodas e tocatas de Niterói onde viveu por mais de 20 anos e se tornou pesquisador, músico e compositor. Um dos nomes da tão decantada geração da Lapa, foi o primeiro a receber o Prêmio da Música Brasileira, o mais importante do Brasil, como melhor cantor de samba. Tem em sua discografia mais de 10 discos como cantor, integrante de grupos ou produtor musical, a maioria com indicações a prêmios e críticas elogiosas. Alfredo também é ator e faz parte da cia Barca Dos Corações Partidos na qual também é diretor musical, e estreou em 2016 o espetáculo Auê, escolhido como melhor espetáculo do ano pelos prêmios, Cesgranrio, Bibi Ferreira, APTR, Reverência e Botequim Cultural. Ganhou, ao lado de Beto Lemos, os Prêmios Cesgranrio e Aptr de Melhor Música, pela direção musical do espetáculo. Beto Lemos Compositor, arranjador e multi instrumentista, teve sua iniciação como rabequeiro, com grupos de tradição popular da região do Cariri cearense, como reisado e guerreiro, além de ter feito parte da Cia. Carroça de Mamulengos grupo no qual foi instrumentista e também diretor musical dos trabalhos Felinda e Pano de Roda, e com o qual participou de vários projetos como o FIT, FILO, Palco Giratório (SESC, 2007) e o Ano do Brasil na França (2005). Desde 2008 reside no Rio de Janeiro, onde, dentre vários trabalhos, integrou a Itiberê Orquestra Família e fez parte da banda da cantora Clarice Falcão. É premiado pela APTR categoria Especial de Teatro pela direção musical do espetáculo Kabul do Grupo AMOK, para o qual dirigiu musicalmente, ainda, Agreste. Foi indicado pela trilha musical original do espetáculo “Gritos” (2016), da Cia Dos a Deux. Foi assistente de direção musical e arranjador de “Gonzagão – A Lenda”, espetáculo que iniciou a carreira da Cia Barca dos Corações Partidos, do qual faz parte e é diretor musical. Andrea Alves A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_POR Leila Maria Moreno Leila Maria Moreno, produtora há 25 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Produtora experiente, trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias cariocas. Produtora de dezenas de projetos culturais e algumas edições dos principais festivais de teatro do Rio de Janeiro. Além de temporadas no eixo Rio-São Paulo, coordenou produções que circularam por todo o país, participando da agenda dos grandes festivais nacionais e circulações internacionais. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Ex-parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes analista de projetos em editais. Atualmente integra o corpo docente do MBA em Gestão e Produção Cultural da UniCarioca e é diretora de projetos da Sarau Cultura Brasileira. Companhia Barca dos Corações Partidos A Barca dos Corações Partidos se formou após a montagem de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), que rodou o Brasil por cinco anos em dezenas de cidades e centenas de apresentações. O tributo a Luiz Gonzaga foi sucedido por uma nova versão da emblemática ‘Ópera do Malandro’ (2014), de Chico Buarque. O terceiro espetáculo da trupe, ‘Auê’ (2016), usou como dramaturgia uma safra de canções inéditas compostas pelos próprios integrantes e misturava linguagens como teatro, show, circo e recital. Em 2017, a Barca comemorou os 90 anos de Ariano Suassuna com ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, texto inédito de Bráulio Tavares, com direção de Luiz Carlos Vasconcellos e músicas compostas especialmente pelo grupo em parceria com Chico César. O musical rendeu dezenas de troféus nas mais importantes premiações teatrais do país. Em 2019, a companhia passou nove meses estudando o clássico ‘Macunaíma’, de Mario de Andrade, ao lado da diretora Bia Lessa. O processo resultou na montagem de ‘Macunaíma – Uma Rapsódia Musical’, que colheu elogios em temporadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Ágapa Criação e Produção Cultural Ágapa Criação e Produção Cultural é totalmente dedicada a divulgação da cultura brasileira. Em 2006, co-produziu as temporadas paulista e brasiliense do espetáculo Antonio e Cleópatra – um amor imortal (Shakespeare) com Maria Padilha, direção de Paulo José e tradução de Geraldo Carneiro, peça inédita no Brasil. Em 2007 produziu a temporada paulista do espetáculo teatral da obra de Guimarães Rosa, A Hora e Vez de Augusto Matraga, direção de André Paes Leme, com Jackyson Costa e grande elenco. A peça foi convidada a participar do Festival de Curitiba e obteve duas indicações para o Prêmio Shell. A empresa realizou em 2010 o projeto Música Brasileira para Metais, que consiste na produção do CD Dezenovevinteum, pelo Art Metal Quinteto, com o patrocínio da Petrobras, e no lançamento do mesmo, através de uma série de concertos. Realizou e produziu o espetáculo de teatro musical A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa e, atualmente, está em processo de criação do espetáculo Viva o Povo Brasileiro, com direção de André Paes Leme.
PROJETO ARQUIVADO.