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O projeto prevê a criação e realização de apresentações do espetáculo teatral musical "Beijo do Escorpião".
O projeto prevê a criação do espetáculo teatral musical “Beijo do Escorpião”, um solo autobiográfico do ator Adrén Alves, que põe em evidência o debate sobre a comunidade LGBTQIA+, identidade de gênero, sexualidade, prostituição, soropositividade ao HIV, e sobre os conceitos filosóficos que permeiam a palavra liberdade, questionando o que há por trás de tantos seres sociais que podem coabitar em uma só pessoa.
Objetivo Geral Contribuir para o fomento da produção cultural e artística através do destaque ao debate sobre a comunidade LGBTQIA+, difusão do conhecimento sobre o que é o HIV e suas possibilidades de tratamento, denúncia da discriminação, preconceito e exclusão social sofrida pela comunidade e produção de reflexões acerca das identidades sociais assumidas pelo ser humano. Objetivo Específico - Realizar criação, montagem, 1 temporada no Rio de Janeiro (16 apresentações), 1 temporada em São Paulo (16 apresentações) e circulação por 2 cidades: Brasília (2 apresentações) e Belo Horizonte (2 apresentações) do espetáculo de teatro musical Beijo do Escorpião, totalizando 36 apresentações.
"Todos os dias quando eu chegava da escola eu ia para o quarto dos fundos brincar com os sapatos da minha mãe. Um dia fui surpreendido por um escorpião escondido num dos sapatos. Lembro de estar sentado no balcão da cozinha, várias mulheres ao redor, perguntando o que havia acontecido comigo. Minha mãe respondia que eu havia sido picado por um escorpião enquanto jogava bola. Era mentira dela. O escorpião não tinha me picado. Ele havia me dado um beijo". Adrén Alves André nasceu e cresceu em Campina Grande, Paraíba. Filho de uma enfermeira evangélica, casada com um pastor que abusou sexualmente dele aos 5 anos de idade e que praticou violência doméstica contra a sua mãe. Desde criança André sentia que ocupava um corpo que não lhe pertencia, não aceitando o fato de ser menino, e sendo muitas vezes na escola confundido com uma menina. Na adolescência, se experimentou sexualmente com mulheres e homens, o que ocasionou a sua expulsão da igreja. Aos 23 anos se mudou para o Rio de Janeiro, trabalhando como regente de coral. Depois de um tempo se assumiu como uma mulher trans, Dri Alves, e trocou a regência de coral pela prostituição, período no qual contraiu o vírus do HIV. Cinco anos depois, quando era filha de santo de um terreiro de candomblé, Dri sentiu que não havia mais sentido em habitar um corpo trans, voltou a se identificar como homem, se casou com uma mulher, tornando-se Adrén, padrasto de três crianças, e batizando-se nas águas do rio pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Três anos depois se separou, deixou a igreja, e passou a morar na cidade do Rio de Janeiro, onde construiu uma trajetória artística com diversas indicações e prêmios (Bibi Ferreira, Cesgranrio, APTR, Shell, Botequim Cultural) através da Barca dos Corações Partidos, umas das companhias de maior destaque no atual cenário teatral brasileiro. Essa é uma história real, sobre impermanência, pertencimento e não-pertencimento, identificação e estranhamento, apoiada no compromisso que Adrén assumiu desde sempre: ser honesto consigo mesmo, o que o levou a compreender a liberdade de uma maneira muito particular. Homofobia e transfobia. Assassinatos, tratamento desumano em prisões, violência psíquica, preconceito, rejeição, perseguição, dificuldade de punir a homofobia e a transfobia, tudo isso fazem parte da comunidade LGBTQIA+. A dificuldade em reconhecer a criminalização da homofobia atrapalha mais ainda essa luta contra o preconceito e dependemos muito de mudanças sociais, políticas e até culturais. Falar da história de vida de Adrén Alves é falar de um Brasil Real marginalizado, que no seu caso particular, conseguiu sobreviver e conquistar espaço de fala. Adrén possui uma trajetória artística consagrada, e é de seu desejo aproveitar tal oportunidade para tornar-se porta voz de um Brasil ferido e excluído, mostrando também, através de sua arte, todo o potencial afetivo e criativo presente na comunidade que ele representa. HIV. 98 mil pessoas foram atingidas pela Aids, doença causada pelo HIV no Rio de Janeiro, nos últimos 20 anos. De acordo com a UNAIDS, nas estatísticas globais, 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com o HIV no mundo até 2020, destes, apenas 27,4 milhões tiveram acesso a terapia antirretroviral. Mais de 1,5 milhões de pessoas foram infectadas recentemente pelo vírus do HIV. Mais de 690 mil pessoas morreram de doenças relacionadas a Aids. 77,5 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus HIV até o final de 2020 desde o começo da epidemia. Destas, 34,7 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças relacionadas a Aids. A biografia de Adrén serve como exemplo de luta contra o preconceito que ainda existe em torno do vírus, podendo potencializar a coragem dentro daqueles que estão infectados a assumir que são portadores do vírus, assim como a realização de teste e tratamento por infectados que recusam essas opções por medo da discriminação. O espetáculo também cumprirá o papel de trazer mais informações para a população em geral sobre a Aids e o HIV, contribuindo para a diminuição da ignorância e do preconceito em torno da doença. Intolerância Religiosa. Um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP - RJ) contabilizou 1355 crimes no Estado do Rio de Janeiro que podem estar relacionados a crimes de intolerância religiosa. Foram mais de 3 casos em todos os dias só do ano de 2020. Os delitos foram divididos em: 1188 vítimas de injúria e preconceito, 144 vítimas de preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional, 23 casos de ultraje a culto religioso, principalmente as de cultura africana (essa última tipificação criminal é caracterizada pela ridicularização pública, impedimento ou perturbação de cerimônia religiosa). Assim como Adrén transitou entre diferentes formas de expressar o seu gênero e a sua sexualidade, foi também através de diferentes religiões que exercitou a sua espiritualidade, principalmente através da Igreja Evangélica e do Candomblé, religião essa vítima de diversos estigmas e discriminações. A visão de tolerância e amorosidade que Adrén pretende trazer através de suas experiências também debaterá qual a função da religião numa sociedade e quais mazelas e benefícios ela pode trazer a humanidade. A partir do Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A partir do Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem como objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Por se tratar de um projeto de montagem de espetáculo, ainda não temos dramaturgia e cenografia definidos. Estes itens serão criados e desenvolvidos ao longo do projeto. Por consequência, também não temos ainda Contrato de Direito Autoral/Carta de Anuência do texto.
Não se aplica.
Produto Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais em cada sessões. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos pelo espetáculo. Produto Contrapartida Social Acessibilidade no aspecto arquitetônico: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em todas as ações de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em todas as ações de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos.
O projeto respeitará o Art. 27º da IN Nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: 10% dos ingressos das atividades para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; Comercialização de 20% dos ingressos no valor de 3% do salário-mínimo. Conforme Art. 28º da IN Nº 1/2023, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: IV – Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal.
Direção: César Augusto Dramaturgia: Eduardo Rios Direção de Criação: Andréa Alves Direção de Projeto: Leila Maria Moreno Elenco: Adrén Alves César Augusto Integra a Cia dos Atores desde a sua formação, há 35 anos, como ator, diretor e esporadicamente, como cenógrafo. Mantém há 15 anos, com seus parceiros, a SEDE DA CIA DOS ATORES. Dirige o TEMPO_FESTIVAL, Festival internacional do RJ, há 10 anos. Foi diretor artístico da ocupação CÂMBIO, no Teatro Gláucio Gill e Teatro Café Pequeno. Como ator, diretor, curador e cenógrafo já foi indicado aos principais prêmios nacionais. Em 2017, ganhou Prêmio APTR, pela multiplicidade de ações artísticas. Eduardo Rios Eduardo Rios é natural de Recife e apaixonado por teatro e música. Ama atuar, escrever, dirigir e tocar sanfona. Graduado em jornalismo pela UFPE, finalizou em 2012 o curso de Performance e Criação Teatral na LISPA - London International School of Performing Arts. É um dos fundadores da Barca dos Corações Partidos, atualmente uma das companhias mais destacadas e premiadas do Brasil, integrando o elenco dos espetáculos “Gonzagão – A Lenda”, “Opera do Malandro”, “Auê”, “Macunaíma”, “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, ‘’Jacksons do Pandeiro” e “Museu Nacional”. de Melhor Cena e Melhor Atuação do Festival de Cenas Curtas de Niterói, com a cena Doideira de Amor, escrita pelo próprio. Co-dirigiu o clipe “Calcanhar” de Elba Ramalho com a Barca dos Corações Partidos. Adaptou a peça “A Gaiola”, de Adriana Falcão, com direção de Duda Maia, trabalho pelo qual ganhou o Prêmio CBTIJ de melhor texto adaptado; escreveu o espetáculo “Contos Partidos de Amor”, indicado a melhor texto original no prêmio Zilka Sallaberry; e colaborou para a série Louco por Elas da Rede Globo. Andrea Alves A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_POR Leila Maria Moreno Leila Maria Moreno, produtora há 25 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Produtora experiente, trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias cariocas. Produtora de dezenas de projetos culturais e algumas edições dos principais festivais de teatro do Rio de Janeiro. Além de temporadas no eixo Rio-São Paulo, coordenou produções que circularam por todo o país, participando da agenda dos grandes festivais nacionais e circulações internacionais. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Ex-parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes analista de projetos em editais. Atualmente integra o corpo docente do MBA em Gestão e Produção Cultural da UniCarioca e é diretora de projetos da Sarau Cultura Brasileira. Adrén Alves Ator, diretor, cantor e preparador vocal. Integra à premiada Cia. Barca dos Corações Partidos - Rio de Janeiro. Com a Cia montou os espetáculos "Museu Nacional [Todas as vozes do fogo], "Jacksons do Pandeiro", "Macunaíma", "Suassuna - O Auto do Reino do Sol", "Auê", "Ópera do Malandro" e " Gonzagão - A Lenda". Ganhou como Melhor Ator por " Suassuna - O auto do Reino do Sol" os Prêmios Cesgranrio, Botequim Cultural e Bibi Ferreira e por "Gonzagão", o Troféu Gonzagão. Além das indicações de Melhor Ator por "Suassuna" no Prêmio Shell e por Gonzagão nos Prêmios Qualidade Arte Brasil, Reverência, FITA e Bibi Ferreira. Fez parte da Cia. Satirycon (1999, Paraíba) e da Cia. Fábrica do Entretenimento (2003, Rio de Janeiro), onde dirigiu vários espetáculos.
PROJETO ARQUIVADO.