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PRONAC 232099Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Exposição Diálogo no Escuro

CALINA PROJETOS CULTURAIS E SOCIAIS LTDA
Solicitado
R$ 1,27 mi
Aprovado
R$ 1,27 mi
Captado
R$ 840,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
61190096000192Eurofarma Laboratórios Ltda.1900-01-01R$ 600,0 mil
61585865060642RAIA DROGASIL S/A1900-01-01R$ 240,0 mil

Eficiência de captação

66.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Inclusão da pessoa com deficiência, participação ativa e acessibilidade plena
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-12-01
Término

Resumo

O projeto visa produzir na cidade de São Paulo, em 2026, à Exposição Diálogo no Escuro, já apresentada em 2015/6 e 2022/3. O projeto é uma adaptação brasileira da exibição de sucesso internacional "Dialogue in the Dark" (Diálogo no Escuro), já visitada por mais de onze milhões de pessoas em alguns dos mais importantes museus e eventos de arte do mundo, em mais de 170 cidades, de 47 países. Para 2026, a Exposição busca, com o apoio do Ministério da Cultura, fazer nova produção, com novos cenários, com o objetivo de sensibilizar uma parcela maior da população paulistana, através da arte e cultura, para questões relacionadas às Pessoas com Deficiência, de forma lúdica e imersiva.

Sinopse

Sentir o mundo sem enxergar. Ser conduzido por guias deficientes visuais através de salas totalmente escuras e especialmente construídas, em que cheiro, som, vento, temperatura e textura apresentam as características de ambientes cotidianos como parques, ruas, mercearias, cidades e cafés. Interagir sem a visão, mas usando seus outros sentidos, principalmente audição e tato. Uma inversão de papéis em que as rotinas diárias tornam-se uma nova experiência, fora do ambiente familiar. São os guias, deficientes visuais, que proporcionam segurança e sentido de orientação e respondem a questionamentos que normalmente não se tem a chance de fazer, reduzindo as barreiras e ajudando na compreensão mútua. No Diálogo no Escuro, a quebra do preconceito é realizada através de três elementos: Diálogo, Encontro e Experiência. O trajeto dura pouco menos de uma hora, mas os efeitos podem durar uma vida. A arte e a cultura, intangíveis, fazem parte da experiência. Diálogo no Escuro é uma exibição de grande sucesso internacional. No mundo, a exposição já foi visitada por mais de onze milhões de pessoas, em alguns dos mais importantes museus e eventos artísticos do mundo, em mais de 170 cidades de 47 países. Em cerca de 45 a 50 minutos, grupos pessoas são levadas pela área de cerca de 200 m2 da exibição, sem nenhuma luz, por diversos ambientes. Através do som, do cheiro e de objetos, identificam o tipo de lugar onde estão. Nesse espaço, o deficiente leva uma vantagem sobre o visitante, pois vive sua vida no escuro. O projeto foi criado na Alemanha, por Andreas Heinecke. Ao interagir pela primeira vez com uma Pessoa com Deficiência Visual, durante um trabalho, notou a sua própria carga de preconceito. Ao final do período, se surpreendeu com a capacidade e independência de seu colega. Ele sentiu que seu preconceito foi quebrado ao conhecer a pessoa, ou seja, através do Diálogo, Encontro e Experiência. A exibição foi inspirada na filosofia de Martin Buber, que dizia "A única maneira de aprender é por meio do encontro”, e de Albert Einstein, que falava "A única fonte do conhecimento é a experiência.” As reações dos visitantes no Brasil, assim como é normal no mundo todo, são de encanto com o potencial desses guias. Os deficientes visuais são a estrela da experiência sensorial. A exposição amplia o conceito de como vivenciar a arte e a cultura, permitindo uma experiência cultural inédita e impactante. Após a recepção aos visitantes, a experiência começa com dicas sobre como manusear uma bengala que é entregue e que os ajudará a se locomover na escuridão. Na cabine totalmente sem luz, não é permitido usar celulares, relógios, câmeras, lanternas ou qualquer outro objeto luminoso, tudo para que o público vivencie a sensação de conhecer e identificar o ambiente e seus objetos através dos outros sentidos e deixar sua imaginação fluir. Não é necessário usar vendas no olhos, tudo é realmente escuro. Na sequência, o grupo entra em uma sala totalmente escura e conhece o guia cego que o orientará durante o trajeto. O visitante não sabe como é o guia, fisicamente, até o final do trajeto, depois de conviver – e até mesmo depender dele – por quase uma hora. No escuro, não existem diferenças físicas, não importa se o guia é alto ou baixo, gordo ou magro, branco ou preto. No escuro, somos todos iguais. A visitação da exposição permite que o público passeie por ambientes que são definidos de acordo com o espaço da exposição. Na primeira temporada em São Paulo, em 2015/16, tivemos Parque do Ibirapuera, Feira livre, Drogaria, Rua e Bar de Jazz. Durante a primeira temporada no Rio, em 2016, apresentamos o Jardim Botânico, uma Feira de artesanato e Quiosque de praia. As duas montagens atingiram grande sucesso de público e imprensa. Na montagem de 2022/3, os ambientes foram um pouco diferentes. Para 2026, pensamos em cenários totalmente diferentes. Desta forma o visitante pode sentir por determinado tempo como é a rotina de pessoas com deficiência visual e possa a perceber quais são suas sensações e dificuldades. Sons variados estimulam a audição em meio a esculturas, enquanto os visitantes se descobrem pisando em pedras, grama, atravessando pontes, tocando folhagens e água que escorrega pelas pedras de uma cachoeira. Após poucos minutos na completa escuridão, os estímulos do ambiente acalmam o grupo, permitindo momentos de reflexão e de profundas descobertas. Durante toda a visitação, ocorre uma dramatização para inserir os visitantes nos ambientes que visitam no escuro, de forma dinâmica e criativa. Os guias, conhecedores da “beleza invisível” ensinam os visitantes a “ver” uma cultura não visual. Será um espaço a serviço da sociedade e, principalmente, dos deficientes visuais e atentos aos objetivos da política nacional de museus, cujo princípio indica a promoção, valorização, preservação e fruição do patrimônio cultural brasileiro, que representam um dos dispositivos de inclusão social e resgate da cidadania, tanto em termos de revitalização, como na criação de novos processos de produção e institucionalização de memórias. Desse modo, a proposta é criar uma exibição viva e em constante processo de transformação em que a cultura criada pelos deficientes visuais compõe os espaços de visitação na escuridão. Evidentemente, esse processo gera ganhos e transformações, causando um impacto na sociedade como um todo. Isso melhora a auto-estima dos deficientes visuais, faz eles atuantes, em constante transformação e crescimento pessoal. É um verdadeiro resgate da cidadania, lembrando que a exibição, como uma instituição de educação não formal, propicia o aprendizado sem os métodos tradicionais de ensino, permitindo o aprendizado pelo lúdico, apelando pela emoção, despertando a memória afetiva, entre algumas opções. Nessa experiência, nenhuma visita é igual à anterior. Cada guia tem sua própria trajetória de vida. Alguns nunca enxergaram, outros perderam a visão em épocas diferentes: infância, adolescência, fase adulta. Cada um deles, em contato com grupos que podem ser de crianças, adolescentes, adultos ou idosos, ou mesmo misturados, farão com que cada trajeto tenha seu diferente diálogo, com diferentes perguntas e diferente interação. Afinal, essa não é uma exposição de objetos, mas uma exposição de pessoas, de relações humanas, de humanidades, de algo imaterial. Um dos grandes destaques do projeto é a seleção de pessoas cegas e/ou com baixa visão que serão incorporadas à equipe de trabalho para atuar como guias sensoriais da exposição. Devemos contratar entre 8 e 10 guias. As pessoas com deficiência visual receberão um completo treinamento de modo a torná-las mais confiantes, motivadas e inseridas na sociedade. A remuneração que lhes será paga permitirá seu sustento, sendo, portanto, também um projeto de inclusão social reconhecido internacionalmente e tendo já empregado mais de dez mil deficientes visuais pelo mundo. Esses guias são recrutados por meio de parcerias com instituições idôneas. Em São Paulo, somos parceiros da Fundação Dorina Nowill. No Rio, temos parceria com o Instituto Benjamin Constant.

Objetivos

Objetivos gerais: - Produzir a Exposição Diálogo no Escuro em São Paulo. - Mostrar ao ser humano que o impossível não existe, nós é que determinamos nossos próprios limites. - Sensibilizar os visitantes para as necessidades de Pessoas com Deficiência. - Diminuir as barreiras e preconceitos, promovendo a coexistência entre as diferenças. - Aumentar a consciência do público e a tolerância, ultrapassando a barreira entre "nós" e "eles". Mergulhando na escuridão, pessoas que enxergam começam a verificar que são capazes de se movimentar e vão questionar seus preconceitos sobre o que significa ser "normal". - Entender os pontos fortes e o potencial daqueles que muitas vezes são assumidos como mais fracos e menos capazes. Esta experiência possibilita que a escuridão se torne um lugar de comunicação e trocas sem restrições. - Criar empregos para as Pessoas com Deficiência Visual, transformando déficits percebidos em ativos potenciais. Objetivos específicos: Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: - Realizar a exposição Diálogo no Escuro durante 6 meses, aberta ao público de quinta a domingo. Exposição já se encontra montada na Unibes Cultural. - Gerar emprego para 8 a 10 Pessoas com Deficiência Visual. - As visitas do público, especial as corporativas, também influenciam no surgimento de empregos para Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho formal. - Atingir um público de 25 mil visitantes no período da Exposição. Entre estes, um grande número de visitas de escolas públicas e privadas, ONGs e Comunidades, contribuindo para a educação da população e para a inclusão social. Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: - Realizar visitas guiadas para alunos e professores da rede pública de forma gratuita todos os dias (alunos e professores não pagam ingresso) e também de ONGs e instituições assistenciais públicas e privadas. Estimamos atingir pelo menos 2500 participantes dessa forma.

Justificativa

A Exposição foi montada pela Calina Projetos, em conjunto com a Unibes Cultural e o Museu Histórico Nacional, de Agosto de 2015 a Dezembro de 2016 em São Paulo e de Janeiro de 2016 a Outubro de 2016 no Rio de Janeiro. Com encerramento prorrogado duas vezes em SP, a Exposição contou com grande visitação e forte cobertura da imprensa. Novamente, a Exposição foi montada na Unibes Cultural entre Agosto de 22 e Dezembro de 2023, e no Rio de Janeiro, no Museu Histórico Nacional, entre Abril e Agosto de 2023. Sua remontagem é uma grande oportunidade para a população de São Paulo. Atualmente, mais de 20 países, estão apresentando Diálogo no Escuro, na forma de Exposição ou Workshop. Algumas delas são permanentes e outras já completaram mais de 10 anos de exibição contínua. Os países são: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, China, Coréia do Sul, Hong Kong, Índia, Israel, Itália, Japão, Lituânia, Malásia, México, Rússia, Singapura, Taiwan, Tailândia e Turquia. No Brasil existem cerca de 6,6 milhões de deficientes visuais, sendo 600.000 totalmente cegos. A Pessoa com Deficiência Visual enfrenta inúmeros obstáculos em seu processo de inclusão na sociedade, sendo para eles ainda mais difícil o acesso à informação, educação, cultura e ao mercado de trabalho. Entre os fatores de exclusão social do deficiente visual, destaca-se a reduzida oferta de literatura em braile, que é o sistema de escrita e leitura que se adequa às suas necessidades. Há vários dados que mostram que os cegos, entre as Pessoas com Deficências, são os que menos conseguem empregos formais, mesmo com a Lei de Cotas. Diálogo no Escuro tem como objetivo atingir e sensibilizar a população, considerando-se o potencial cultural e populacional das cidades que podem receber a Exposição. A experiência no Diálogo no Escuro gera faíscas e pensamentos que dissolvem mentalidades antigas e permitem o acesso a novas pessoas e um novo mundo. O visitante começa a questionar suas suposições, como ele experimenta os seus limites. Embaixadores de uma subcultura pouco conhecida, a visitação inicia um diálogo, que perdura para além do seu tempo dentro da exposição. Diálogo no Escuro sempre atrai um grande público ao criar postos de trabalho para Pessoas com Deficiência. A exibição permite uma visão múltipla e a comunidade, consciente de sua identidade, se transforma. A partir da vivência e da interação entre Pessoas com Deficiências Visuais, da arte e dos visitantes vão surgindo fatos e referências que alteram comportamentos. O efeito multiplicador é imediato. Impacto sobre os visitantes: Um estudo mostrou que 100% dos visitantes que foram questionados lembravam da experiência cinco anos depois e 90% relataram sentir-se sensibilizados para o mundo dos cegos. Impacto sobre o cego: Diálogo no Escuro cria postos de trabalho para pessoas com deficiência, muitos dos quais são desempregados crônicos. Desde 1989, em todo o mundo, mais de 10 mil pessoas cegas ou com baixa visão ganharam renda e reconhecimento através de seu trabalho. Para muitos membros da equipe, esta posição significa a independência financeira, aumentando a sua autoconfiança e mudança na sua autoestima e imagem. A necessidade da utilização da Lei de Incentivo à Cultura é total. Para que a Exposição possa atingir um número grande de visitantes, o valor do ingresso precisa ser baixo, seguramente abaixo do valor do Vale Cultura. Por outro lado, a montagem envolve grandes custos para criação de um cenário realista, o escurecimento total do espaço expositivo e a manutenção durante o período da exibição. Portanto, é a Lei de Incentivo à Cultura que possibilita trazer ao país essa iniciativa que quebra preconceitos e contribui com a inclusão de PCDs. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Artigo 3º da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos

Estratégia de execução

A exposição é totalmente conduzida por pessoas com deficiência visual, o que diferencia o projeto da grande maioria dos projetos culturais do mercado. Desta forma é um multiplicador de mensagem de tolerância, equidade e diversidade. Todos os visitantes saem da Exposição com o objetivo de agir, seja no impacto mensurável na sociedade gerando mais empregos nas empresas para pessoas com deficiência, seja no impacto atitudinal proporcionando as pessoas com deficiência em geral, atidudes de maior tolerância, ajuda e respeito. Toda a montagem é bem sofisticada uma vez que é necessário tirar 100% a luz do ambiente, e ao mesmo tempo oferecer seguranca aos visitantes. Os ambientes são reproduzidos em detalhes. A ideia é que os visitantes possam, por 45 minutos, guiados por deficientes visuais entender a realidade com as suas dificuldades e desafios de um deficiente visual numa cidade brasileira, e possa assim desenvolver a solidariedade e empatia..

Especificação técnica

Cenografia que reproduz uma cidade contemporânea como São Paulo: 1- Parque com plantas, ervas com diferentes cheiros, fonte, ponte suspensa, churrasqueira, banco, luminária e mirante. Sons que reproduzem sons de um parque como o Ibirapuera. 2-Feira de artesanato com produtos táteis e sons que reproduzem o barulho de uma feira. 3- Uma rua da cidade com carro, bicicleta, piso tátil, espaço para atravessar a rua, casa com número, loja de anquidades, vitrine, lixo e construção. Sons que reproduzem o som de uma cidade como uma rua movimentada da cidade de São Paulo e sinal sonoro mostrando recursos de acessibilidade. 4- Bar de música brasileira, com instrumentos como violão, tamborim e pandeiro. Espaço para assistir ensaios. Som de um bar comum de música brasileira. 5- Sala para Diálogo com o guia onde acontece a troca de experiências e através da conversa, a qual visa quebrar preconceitos e barreiras com pessoas com deficiência em geral, não só visual. 6- Sala de descompressão, onde o público, aos poucos se acostuma com a luz.Esse foram os cenários de 2022/3. Para 2026, estamos definindo cenários diferentes para que seja uma novidade e gere interesse mesmo de pessoas que já visitaram anteriormente. Entrada e saida da Exposição com textos e frases de impacto sobre a Experiência. A duração prevista de operação da Exposição é de cerca de 6 meses em São Paulo. Do ponto de vista de cronograma, temos a seguinte situação: Dias 0 - 60 = Pré-produção SP Dias 61 - 210 = Execução SP Dias 211 - 240 = Pós-produção

Acessibilidade

O Projeto, no seu todo - Exposição e visitas da Contrapartida Social - é um projeto de inclusão social e sensibilização da população para Pessoas com Deficiência e se trata de uma visita sensorial. O percurso da Exposição é feito numa cenografia de cerca de 200 quadradros SEM NENHUMA LUZ. Todos os Guias são deficientes visuais, para que os visitantes, além de vivenciar 45 minutos sem o sentido da visão, possa ter a troca de experiências com seu guia, com o objetivo de quebrar barreiras e preconceitos. O projeto permite total acessibilidade a pessoas com deficiência: FÍSICA: Os guias são totalmente treinados para atender cadeirantes e cada cadeirante no grupo é acompanhado por um guia específico. O espaço possibilita a visitação de cadeiras de rodas, com rampas e espaçamento adequados. Para grupos com dificuldade de locomoção, alocamos guias adicionais pra atender às necessidades dos visitantes do grupo. Não há geração adicional de custos. AUDITIVA: A comunicação em LIBRAS não é possível nesta experiência, por ser toda no escuro. No entanto, os deficientes auditivos são especialmente conduzidos com mais proximidade e total conexão com o guia especialmente treinado para lhes fornecer a mesma EXPERIÊNCIA no escuro que a fornecida aos demais visitantes. Eles recebem uma explicação detalhada do que vão encontrar, para que possam fazer a identificação e usufruir da experiência. Não há geração adicional de custos. INTELECTUAL: Todos os guias são treinados para atender pessoas com necessidades intelectuais especiais. Os grupos de visitantes são divididos em grupos menores para proporcionar-lhes uma visita prazerosa. Não há geração adicional de custos. VISUAL: A visita é totalmente sensorial e, portanto, acessível a pessoas com deficência visual. Além disto, todos os guias são cegos ou com deficiência visual. A planilha orçamentária conta com rubrica para impressão em Braille. As demais iniciativas não gerarão custos adicionais.

Democratização do acesso

A Exposição seguirá as normas locais em relação a gratuidades e meia entrada. Meia-entrada é oferecida para professores e estudantes com identificação; pessoas com deficiência; maiores de 60 anos; titulares da ID Jovem. Entrada gratuita, mediante apresentação de documento comprovatório: menores de 12 anos, grupos pré-agendados de estudantes de escolas públicas do ensino médio e fundamental e para ONGs. Em um dia da semana, os ingressos serão gratuitos para todos os visitantes. Informações sobre a Exposição serão disponibilizadas no site da Exposição e em redes sociais. O valor máximo dos ingressos será de R$ 50,00 a inteira e R$ 25,00 a meia, menor que o valor do Vale Cultura, podendo ser ainda mais baixo. A contrapartida social/ação formativa cultural serão visitas monitoradas com atividades lúdicas-educativas, que acontecerão durante o horário normal da Exposição. Prevemos atender pelo menos 2 turmas por semana, sendo que em média 32 alunos por turma, totalizando 64 alunos por semana e cerca de 250 alunos mensais. Considerando o período da Exposição, estimamos em mais de 1500 alunos e professores atingidos, sendo que prevemos que mais de 50% dos beneficiários (mas no mínimo 1000 pessoas) das ações formativas serão de estudantes e professores da rede pública. As demais vagas serão para demanda de escolas privadas. Conforme previsto no art. 28 da IN nº 01/2023, será adotada no projeto: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos (exceto no espaços escuros); VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; e VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil. Da exposição, vamos buscar que 20% das entradas sejam distribuídas para população de baixa renda em escolas públicas, casas de culturas, ONGs, entidades afins, incluindo o dia gratuito a todos. ‐ 10% dos ingressos serão distribuídos ao patrocinador ‐ 10% dos ingressos serão distribuídos para comunicação e divulgação, formadores de opinião. Todos os ingressos serão vendidos a preços populares, abaixo do Vale Cultura. O valor máximo de ingresso, ou seja, a entrada inteira, poderá ser até R$ 50,00, caso a Exposição se realize em espaço cultural que cobre entrada, mas provavelmente o valor será menor. Sem a Lei Rouanet, seria necessário cobrar um valor bem mais alto, dificultando o acesso do público. O valor da bilheteria poderá ser utilizado para a manutenção das instalações, mas não será revertido ao proponente do projeto. Outras formas de difusão e democratização da informação e conteúdos:‐ Hotsite da exposição e mídias sociais (Facebook, Instagram) para ampla divulgação dos conteúdos - Assessoria de imprensa/realease/press kit.

Ficha técnica

FICHA TÉCNICA – CURRICULUM Proponente: Calina Projetos Culturais e Sociais Ltda. Andréa Sapolnik (Calina Projetos - dirigente): - Diretora Geral e - Responsável Técnico. Luiz Calina (Calina Projetos - Dirigente): - Diretor Financeiro e Administrativo e - Diretor de Operações André Padilha (Cia de Cenários): - Cenografia e Montagem - Proponente/Coordenação Geral: CALINA PROJETOS CULTURAIS E SOCIAIS LTDA. A Calina Projetos foi criada em 2003 e tem como objetivo produzir eventos culturais, sociais e motivacionais de forte impacto para a sociedade e institucionalmente para as empresas e seus colaboradores. Desde 2014, a Calina Projetos é a representante da Dialogue Social Enterprise no Brasil. A Dialogue Social Enterprise é uma empresa alemã criada há 30 anos, cujos projetos estiveram em mais de 140 cidades de 40 países, visitados por quase 9 milhões de pessoas em todo o mundo, tendo empregado mais de 8 mil deficientes visuais. Seu principal objetivo é através dos projetos - Exposições e Workshops - quebrar o preconceito através dos elementos: ENCONTRO, EXPERIÊNCIA e DIÁLOGO. Seus projetos abordam de forma sensível e impactante a diversidade e inclusão para o público geral, estudantes da rede pública e privada, universitários e público corporativo promovendo a COEXISTÊNCIA entre as diferenças e diminuindo a exclusão das minorias. A Calina Projetos fará a Coordenação Geral do Projeto. Principais realizações da Calina Projetos: - Exposição Diálogo no Escuro Rio: De Abril d 2023 até o presente. - Exposição Diálogo no Escuro SP: De Agosto de 2022 até o presente. - Workshops Corporativos Diálogo no Escuro: SP e RIO - 2017 até o presente - Diálogo com o Tempo: UnibesCultural SP - 2018 - Exposição Diálogo no Escuro: MHN (Rio) - 2016 e Unibes Cultural (SP) - 2015/2016 - Tesouros da Terra Santa: MASP (SP) - 2008 - Exposição Albert Einstein Casa das Rosas (SP) - 2006 - Pergaminhos do Mar Morto Rio - MHN (Rio) - 2004 e Estação Pinacoteca (SP) - 2005 - Diretora Geral e Responsável Técnico: Andréa Sapolnik Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, com especialização em Marketing pela City of London University, tem 20 anos de experiência em gestão de marketing em empresas de bens de consumo, e trabalha há 16 anos na área cultural, com a captação de recursos para o Grupo Blue Man, Instituto Tomie Ohtake, Masp, Conteúdo Teatral e coordenação da montagem de exposições internacionais. Sócia-Responsável pela montagem das exposições da Calina Projetos, concentrada na captação de recursos, áreas de comunicação e coordenação das equipes de produção (programação visual, design, montagem, iluminação, negociação com museus, patrocinadores e comunicação). - Diretor Financeiro, Administrativo e de Operações: Luiz Calina Formado em Comunicação Social pela PUC-RJ, com pós-graduação em Marketing pelo Instituto de Administração e Gestão pela mesma instituição, tem uma experiência profissional de mais de 30 anos nas áreas de comunicação, consultoria, gestão de projetos e administrativo-financeira, tendo trabalhado em empresas como Arthur Andersen, Ernst & Young, Origin, Cap Gemini e Cambridge, entre outros. Tem uma vasta experiência internacional, tendo atuado profissionalmente dois anos e meio nos Estados Unidos na área de consultoria. Desenvolveu projetos no Brasil, EUA, Canadá, Porto Rico, Argentina, Venezuela e Colômbia. Entre seus principais clientes incluem: Compress, Promex, Droga Raia, Agora Senior, Furnas, Itaú, Brasil Telecom, Vera Cruz, DaimlerChrysler e Philips . Uutiliza metodologias de gerenciamento de projetos baseados no PMI em seus projetos. Em projetos culturais é responsável pela gestão global de exposições, incluindo contatos internacionais, definição de exposição, registro do projeto nas leis de incentivo, prestação de contas, edição de texto, coordenação das equipes de produção - engenharia e arquitetura, montagem e operação. É sócio da Calina Projetos. - Cenografia e Montagem: CIA DE CENÁRIOS: Empresa voltada para o mercado de eventos, especializada em estrutura cenográfica temática para exposições, eventos corporativos, sociais, tecnológicos e sustentáveis. Com 18 anos de experiência no mercado tendo toda a estrutura orgânica com funcionários habilitados para as devidas funções. - Captação e Instalação de Som: INPUT SOM Primeira empresa de pós-produção de som no Brasil, especializada em projetos de conteúdo audiovisual com 22 anos de existência. Seu trabalho inclui toda a gama de som dentro de uma produção , de supervisão musical até pós produção, incluindo Foley, edição, gravação de voz, mixagem 2.0 e 5.1 e ATMOS para VOD, TV e Cinema. - Assessoria de Imprensa: Vicente Negrão É uma Assessoria de Comunicação Integrada com foco em auxiliar marcas e empresas a construírem, sustentarem sua reputação e se conectarem com seus clientes e influenciadores de negócios. Diferenciais da Agência: Sócios à frente do atendimento e da criação de estratégias para o cliente, análises de cenários e planejamento estratégico alinhado aos objetivos de negócios do cliente. apoio de ferramentas inovadoras, grande experiência em comunicação para diversos setores econômicos, parceiros altamente especializados para a criação de ferramentas inovadoras de comunicação. - Consultoria/Licenciamento - Dialogue Social Enterprise Dialogue Social Enterprise - Equipe da Alemanha Andreas Heinecke - Founder Orna Cohen - Co-Founder Laura Gorni - Partner Klara Kletzka - Partner Mathias Terheggen - Partner Annkatrin Meyer - COO Estelle Boulin - Project Manager Daniela Dmitrova - Treinamento e Conteúdo Jose Macias - Treinador Master Obs - Podemos apresentar o curriculum da equipe da Alemanha, se necessário.

Providência

Projeto aprovado e publicado no Diário Oficial da União.

2026-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo