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PRONAC 232258Apresentou prestação de contasMecenato

3° BIENAL BLACK

PATRICIA BRITO KNECHT
Solicitado
R$ 161,0 mil
Aprovado
R$ 150,9 mil
Captado
R$ 91,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
08357240000150BANCO CSF S/A1900-01-01R$ 91,0 mil

Eficiência de captação

60.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SC
Município
Itajaí
Início
2023-08-01
Término
2024-06-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Projeto refere-se a terceira Bienal Black, uma exposição de artes visuais coletiva - que tem caráter itinerante e é realizada a cada dois anos. Busca apresentar a público trabalhos de expressões contemporâneas afro-brasileiras produzidas por mulheres e minorias. Abordará no tema "Fluxos (in) Fluxo: Transitoriedade, Migração e Memória", as complexas relações e experiências ligadas à migração, mobilidade humana, memória e identidade. Apresenta ainda premiação, oficinas de formação, ciclo de palestras, catálogo e residência artística.

Sinopse

Exposição de arte bienal: A Bienal Black é uma exposição de arte que ocorre a cada dois anos, destacando a produção artística de mulheres e minorias afro-brasileiras. A mostra visa promover o protagonismo dessas vozes historicamente silenciadas e abordar o tema "Fluxos (in) Fluxo: Transitoriedade, Migração e Memória", explorando a complexidade das relações e experiências envolvendo migração, mobilidade humana, memória e identidade. Catálogo: O catálogo é uma publicação impressa e/ou digital que apresenta as obras de arte expostas, informações sobre os artistas participantes e textos críticos sobre o tema da bienal. Ele serve como um registro duradouro do evento e uma ferramenta educacional para o público e pesquisadores. Catálogo na versão digital (PDF) Palestras de artistas (em) conversação: Essas palestras proporcionam um espaço para os artistas compartilharem suas experiências, processos criativos e perspectivas sobre temas relevantes à bienal. Os encontros promovem o diálogo entre os artistas e o público, fomentando a reflexão e o debate sobre as questões abordadas nas obras expostas. Laboratório de residência artística para jovens: O laboratório oferece a jovens artistas a oportunidade de desenvolver seus trabalhos em um ambiente colaborativo e estimulante. Durante a residência, os artistas recebem orientação e recursos para aprimorar suas práticas artísticas, ao mesmo tempo em que interagem e aprendem com outros artistas e profissionais do campo. Residência Artística Online: Formação de educadores ao pensamento crítico decolonial nas práticas artísticas é um programa que visa capacitar educadores a incorporar o pensamento crítico decolonial em suas práticas pedagógicas relacionadas às artes. Premiação em dinheiro para os 5 melhores trabalhos apresentados na bienal: A premiação reconhece e incentiva a excelência artística entre os participantes da bienal. Um júri composto por profissionais do campo das artes avalia as obras expostas e seleciona os três melhores trabalhos, que são premiados com valores em dinheiro. A premiação também contribui para aumentar a visibilidade dos artistas e suas obras no cenário artístico.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Realizar uma bienal de arte contemporânea com duração de 3 meses na cidade do Rio de Janeiro. Através do olhar de quatro curadores de áreas específicas com o diálogo decolonial da arte contemporânea, a Bienal terá como foco a arte produzida por artistas negros e minorias sub-representadas, proporcionando um espaço para o diálogo sobre gênero e raça nas artes. O projeto prevê, ainda, uma série de atividades paralelas, como palestras, workshops, a realização de residência artística para jovens (LaboRA), oficinas de arte e debates acerca de temas pertinentes, beneficiando público em geral. Essas atividades serão realizadas em diversos espaços de arte da cidade, criando uma ampla rede de programação cultural e envolvendo diferentes públicos. Além de registrar e divulgar a produção artística de diferentes protagonistas, criar interseccionalidade sobre os espaços que abrigam estas narrativas hoje. O projeto pretende contribuir para dissociar a ideia de que arte a arte produzida por artistas racializados tem que estar ligadas ou associadas a datas "alusivas ao negro e outras etnias" no Brasil. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1 - BIENAL - 1 Exposição coletiva de arte contemporânea na cidade do Rio de Janeiro pelo período de 3 meses 2024; 2 _ ARTISTAS (EM) CONVERSAÇÃO - 20 Debates e diálogos envolvendo público geral, acadêmico e artistas para aprofundar questões pertinentes ao pertencimento, identidade, deslocamento com o viés decolonial através de rodas de conversas ou cubos de conversas (presencial e virtual). 3 - CATÁLOGO - Catálogo em formato PDF da exposição, com cerca de 200 páginas, refletindo a estrutura da mostra. Bilingue, português\inglês. 4 _ LABORATÓRIO DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA (LaboRA) _ 1 Residencia artística voltada para a formação de jovens de escolas públicas do Complexo da Mangueira. 5 _ RAVC - 1 Residência Artística (virtual) formativa voltada para professores da rede pública; objetivo é desenvolver o Pensamento Crítico Decolonial nas Práticas Artísticas, afim de gerar questionamentos e diálogos entre escola-comunidade. 6 _ PREMIAÇÃO _ Premiar 5 trabalhos destaques na 3ª Bienal Black cujo diálogo artístico esteja claramente identificado com o tema e as práticas decoloniais. - Criar um espaço de diálogo e reflexão crítica sobre as questões decoloniais, diversidade e inclusão na arte contemporânea. - Incentivar o desenvolvimento de novos talentos entre artistas negros e outras minorias sub-representadas. - Estabelecer conexões entre artistas, curadores e críticos de arte de diferentes partes do mundo, para promover a colaboração e a troca de ideias. - Contribuir para a ampliação do acesso à arte contemporânea para o público em geral, especialmente para aqueles que historicamente foram excluídos dos espaços culturais. - Promover a diversidade de perspectivas e abordagens na curadoria e na produção da Bienal Black, com a participação de curadores e artistas de diferentes origens e experiências. - Incentivar a discussão e a reflexão sobre questões decoloniais, migração e memória, explorando as interseções entre etnicidade, identidade e arte. - Promover a formação artística e o desenvolvimento profissional de artistas negros e de outras minorias subrepresentadas, através de oficinas, residências artísticas e outras oportunidades educacionais. - Estimular o diálogo intercultural e a troca de perspectivas, contribuindo para a construção de um cenário artístico global mais inclusivo e diversificado. - Ampliar a acessibilidade e o engajamento do público na arte contemporânea, através de ações educativas, eventos paralelos e atividades culturais. - Estabelecer parcerias com instituições culturais, governamentais e privadas, visando ampliar o alcance e o impacto da Bienal Black Brazil Art na sociedade. - Contribuir para o fortalecimento da produção artística nacional, incentivando a criação, pesquisa e experimentação artística no contexto da diversidade cultural brasileira. - Sensibilizar o público e os agentes culturais para a importância da representatividade, inclusão e equidade no campo das artes visuais e na sociedade em geral.

Justificativa

A proposta da 3ª Bienal Black se justifica por permitir a manutenção e a continuidade de um evento já realizado em 2019-2020 e 2022 cujo mapeamento das artes negras contemporâneas no Brasil, vem permitindo o diálogo com outros países a partir do olhar global dentro da Década do Afrodescendente pela perspectiva da decolonialidade. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica pelo fato de que a Lei de Incentivo é hoje uma das formas mais democraticas para se disceminar a cultura no nosso país, sendo imprescindível sua existência bem como sua utilização consolidando recursos financeiro necessários para a realização das atividades da Bienal. Com isso, nos enquadramos nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 (I, II, III, IV, VIII e IX) e Art. 3º da Lei 8313/91 (I, II, IV e V). Nossa primeira edição reconheceu e selecionou mais de 160 artistas visuais de todo o país, procurou se envolver com questões contemporâneas no contexto da arte brasileira e suas dimensões regionais e nacional da perspectiva das mulheres, principalmente das mulheres negras e, teve um total de mais de 320 obras de artes em diversos suportes. Em sua primeira edição, se comprometeu a se tornar um espaço de reflexão e diálogo em torno do gênero, das subjetividades, das diferenças étnicas e sociais com o tema: "Mulheres (in)Visíveis. "Mulheres (in) Visíveis", buscou uma conexão da arte brasileira produzida ou inspiradas em mulheres, principalmente as mulheres negras e teve como objetivo dar protagonismo às mulheres artistas, inserindo-as no circuito nacional e internacional das artes ao abrir o debate sobre a inexistência de suas produções. Esta conexão foi abordada a partir da perspectiva da (in) visibilidade das mulheres e de suas produções em espaços de museu e galerias, dando uma amplitude nas noções de empatia, equidade e reciprocidade, mas também, formando novos públicos. Foi realizada simultaneamente em três capitais da região sul do Brasil, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, região essa cujo recorte de raça se diferencia do resto do país. Em 2022, a segunda edição da Bienal Black entendeu seu papel transformador e dentro de um quadro limitante de distanciamento social, ampliou as discussões da desigualdade entre os gêneros, por mostrar o recorte que a pandemia do COVID-19 "cartografou" ao deixar as mulheres mais vulneráveis do que nunca seja com o aumento da violência contra o gênero ou com as perdas sem precedentes de emprego e renda. O evento realizado totalmente online, ficou em cartaz de janeiro a julho de 2022, teve pouco mais de 100 artistas nacionais e internacionais em mostra, e toda uma gama de atividades paralelas que alimentaram o círculo da subsistência. Ao total foram mais de 250 obras que circularam em plataforma digital. O evento contou com a participação de artistas nacionais e internacionais, colocando assim em diálogo diferentes realidades, pensamentos, experiências de produção e criação, o que sem dúvida contribuiu para a criação de novos caminhos, novas redes, novas soluções. A proposta da Bienal Black nasceu de um mapeamento que já vem sendo realizado há mais de 15 anos sobre o caminho da arte produzida por mulheres negras ou inspirado nelas; essa pesquisa vem sendo realizada somente no Sul onde o recorte de raça nas artes nunca foi feito. Segundo levantamento extraído da mídia geral, as mulheres têm dominado o campo dos estudos culturais há muito tempo. Preenchemos as fileiras dos cursos de Belas Artes, História da Arte, Museologia, Literatura e Cinema e ganhamos as mais altas homenagens. Porém, quando se trata das mulheres negras, onde os espaços cerceiam suas práticas, prevalece a negligência em adotar critérios de seleção transparentes e avaliações - o resultado, as práticas dessas narrativas se sujeitam a datas que simbolizam a cultural negra como 13 de maio e 20 de novembro. A presença de mulheres negras é proporcional à sua invisibilidade no cenário cultural. Incomodada com essa invisibilidade, o Instituto Black Brazil Art criou a primeira Bienal Black e chamou a academia para um diálogo transversal entre a produção, visibilidade artística, inclusão social com recorte de gênero e raça nas artes e a narrativa dessa produção nos espaços de arte. O que buscamos nada mais foi do que priorizar a participação das mulheres negras no sistema de artes. Apoiando a igualdade real e efetiva entre homens e mulheres em todas as áreas de artes visuais, públicas ou privadas, ajudando a combater a discriminação de gênero no campo artístico e intelectual. Ao tratarmos aqui, de um inventário e mapeamento que promove a pesquisa e o aprofundamento das questões negras, damos à comunidade como um todo a visibilidade de nossas raízes e nossa historicidade negra. O evento agregador tem entrada gratuita em todas as atividades paralelas que o complementam. Ser a primeira bienal a reconhecer o talento feminino, e aplicar oficialmente paridade adotando perspectivas feministas, oferece vantagens imediatas. Na verdade, foi há pouco mais de 190 anos atrás, em 1827, que as mulheres (meninas) tiveram o direito de irem à escolas (relatório Education at a Glace) e há 90 anos, em 1932, que as mulheres tiveram o direito ao voto. Ora, se num país como o Brasil onde as mulheres são a maioria como eleitoras, 53% segundo o site do TSE na última eleição, e com uma população declarada de afro-descendente (negros e pardos) de 56% da população, porque não podemos ter o direito a igualdade de gênero nas artes e em tantas outras areas? Desafiar o status quo dos espaços e da normativa da falta de equilíbrio de gênero nas artes, nos mobiliza para gerar discursos inovadores que desafiam a arte como instituição da tríade sexo-raça-classe, como os discursos feministas, ou das comunidades LGBTQIA+. Rastreando esses discursos na arte do século 21, práticas fornecem uma narrativa que ainda não foi articulada em uma bienal. Essa narrativa seria mapeada através de uma seleção de artistas e obras, estabelecendo um leque de experiências intergeracionais e nacionais com a temática de Fluxos (in) Fluxo: transitoriedade, migração e memória. Assim, sob o título FLUXOS (IN) FLUXO: TRANSITORIEDADE, MIGRAÇÃO E MEMÓRIA a proposta para a 3ª Bienal Black que circulará em diversos espaços culturais do centro do Rio de Janeiro, é traçar dois caminhos para uma grande exposição de arte contemporânea. O primeiro, manter o formato estabelecido em edições anteriores; ou seja, mostrar trabalhos, muitas vezes produções inéditas, de diversos artistas, e estabelecer um diálogo específico em torno do tema da Bienal. O segundo, inclui uma ampla seleção _ sob os mesmos critérios curatoriais_ de obras de todas as regiões do país, valorizando os talentos locais e regionais para apresentação de projetos individuais e coletivos. Com base em uma chamada aberta, selecionaríamos algumas obras e as ressignificaríamos dentro da exposição e do contexto, rotulando-os como incluídos na bienal. Atingimos assim um duplo objetivo: por um lado, envolver toda a cidade na Bienal em grande escala, destacando seu compromisso com a arte contemporânea e com o discusso decolonial; e, por outro, compartilhando a iniciativa bienal black com o maior número possível de instituições e espaços.

Estratégia de execução

A Bienal Black contará com uma chamada pública aberta nacionalmente para a seleção dos trabalhos com a linguagem do tema proposto nesta edição. A chamada pública e seleção das obras já foram realizadas no periodo de Junho a Agosto\2023 e a seleção realizada entre Outubro e Novembro\2023.

Especificação técnica

Exposição de arte bienal: Número de obras expostas: estimamos entre 100 e 200 obras em diferentes formatos pois contamos com 5 diferentes espaços expositivos. A duração da mostra compreende 3 meses; *Espaços: Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica Centro de Artes Caloste Gulbenkian Museu da História e da Cultura Afro-brasileira Centro Cultural dos Correios Cidade das Artes Por se tratar de uma chamada pública, as obras ainda serão selecionadas - o prazo do edital para essa seleção estará em curso (01\07 a 01\10 de 2023) e a seleção e divulgação será entre outubro e novembro; Conforme previsionado acima, nosso edital teve a seleção e resultado dos artistas divulgado em 20 de novembro de 2023, contando com artistas de 24 Estados do Brasil e 11 países convidados, perfazendo um total de 140 artistas e um volume de 210 obras de arte em diferentes suportes. Catálogo: Número de páginas: 150 a 200 (dependendo do número de obras e artistas apresentados)Formato: Impresso e/ou digital (PDF) Tamanho: A4 (21 x 27cm)Conteúdo: Apresentação dos artistas e suas obras, textos críticos, fotografias e informações sobre o evento; Palestras de artistas (em) conversação: Número de palestras: 10 (que se dividem entre presencial e virtual uma vez que haverá público que não poderão se deslocar ao local da mostra)Duração de cada palestra: 1-2 horasMaterial de apoio: Apresentações em PowerPoint, vídeos e materiais de leitura relacionados aos temas discutidos, locação de plataforma de transmissão zoom; Laboratório de residência artística para jovens (LaboRA): Número de participantes: 60 jovens (não se trata de artistas, mas sim, de estudantes de escolas públicas que serão selecionados para essa prática coletiva)Duração da residência: 1-3 mesesMaterial de apoio: Materiais artísticos, equipamentos, espaços de trabalho e orientação de profissionais experientes. Para esse laboratório, contamos com a parceria do espaço do Museu do Samba; Formação de educadores ao pensamento crítico decolonial nas práticas artísticas (RAVC): Número de participantes: 100 educadores (compreende professores preferencialmente de escolas públicas, populares, de comunidades periféricas)Duração do programa: 1-2 semanas de workshops e discussõesMaterial de apoio: Textos e artigos acadêmicos, apresentações, vídeos e atividades práticas para aplicação do pensamento crítico decolonialProjeto pedagógico: Baseado em teorias decoloniais, interseccionais e feministas, com ênfase na inclusão e diversidade no ensino das artes; Premiação em dinheiro para os 5 melhores trabalhos apresentados na bienal: Número de premiados: 5Valores dos prêmios: R$ 2.000,00 cada prêmio Critérios de avaliação: Originalidade, qualidade técnica, relevância temática e impacto artístico (obra premiada passa ser incluída no acervo da Black Brazil Art ou terá destino recomendado);

Acessibilidade

Nossa proposta de projeto cultural prioriza a acessibilidade e inclusão em todas as etapas, garantindo que pessoas com diferentes habilidades e necessidades possam desfrutar e participar plenamente das atividades propostas. Para isso, adotaremos medidas como: acessibilidade arquitetônica com rampas, elevadores e banheiros adaptados, ou seja, a escolha dos espaços a abrigar a bienal são pensadas para essa acessibilidade; audioguias e descrições em áudio para visitantes com deficiência visual uma vez que a narrativa curatorial da bienal irá priorizar as memórias afetivas através de dispositivos eletronicos como áudio; intérpretes de Língua de Sinais em eventos quando for o caso, mas principalmente nas exibições e apresentações via website do evento; informações em Braille ou formatos digitais acessíveis à leitura nas identificações de obra; oficinas e atividades inclusivas; atendimento personalizado com pessoal treinado; comunicação visual clara e acessível; parcerias com organizações e instituições voltadas para pessoas com deficiência ou necessidades especiais; e uma política de acessibilidade e inclusão que oriente e informe todos os envolvidos. Assim, pretendemos criar um ambiente acolhedor e acessível para todos os públicos, promovendo a diversidade e a igualdade de oportunidades. 1. Acessibilidade arquitetônica 2. Audioguias e descrição em áudio 3. Intérpretes de Língua de Sinais 4. Textos em Braille e/ou formatos acessíveis 5. Oficinas e atividades inclusivas 6. Atendimento personalizado 7. Comunicação visual clara e acessível 8. Parcerias com organizações e instituições 9. Política de acessibilidade e inclusão

Democratização do acesso

A Bienal Black buscará promover a democratização de acesso, garantindo que pessoas de diferentes origens, habilidades e condições socioeconômicas possam participar e desfrutar das atividades propostas. Para isso, adotaremos medidas como: oferecer acesso gratuito em todos os espaços de mostra, ou quando for o caso, que a cobrança seja concedida a gratuidade para determinados grupos, garantindo que as atividades sejam acessíveis a públicos com diferentes condições financeiras; realizar eventos e exposições em locais de fácil acesso, com opções de transporte público nas proximidades; estabelecer parcerias com escolas e organizações comunitárias para divulgar o projeto e atrair um público escolar; promover eventos e atividades multiculturais que valorizem e celebrem a diversidade cultural; disponibilizar materiais e atividades educativas que atendam a diferentes faixas etárias e níveis de conhecimento; e utilizar plataformas digitais e redes sociais para ampliar o alcance e o engajamento do público. Através dessas medidas, pretendemos criar um ambiente inclusivo e acolhedor, onde todos possam se beneficiar e se envolver com as riquezas da cultura e da arte. Art. 28. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas deampliação do acesso: 1. Entrada gratuita I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); 2. Localização e acessibilidade III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou commobilidade reduzida e aos idosos; 3. Programação diversificada 4. Parcerias com escolas e organizações comunitárias VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; 5. Ações educativas VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; 6. Divulgação em mídias diversas 7. Transmissões online e conteúdo digital IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; 8. Monitoramento e avaliação IX - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poderpúblico;

Ficha técnica

-Patrícia Brito Knecht – proponente\curadora geral e produção ececutiva Curadora, museóloga, comunicóloga, empreendedora, mãe e curiosa. Patrícia Brito é curadora independente, historiadora e museóloga. É idealizadora e fundadora da Bienal Black, colaboradora da Enciclopédia do Itaú Cultural, citada no mapa dos curadores e curadoras negras do Brasil pelo Rio Grande do Sul - pela equipe de trabalhadores de Artes da América Latina. Indicada ao Prêmio Açorianos Artes Visuais 2021 - pela exposição coletiva I Bienal Black Brazil Art (Casa de Cultura Mario Quintana, Memorial do RS, Museu Julio de Castilhos, Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, Centro Cultural Força e Luz). Nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, tem vários prêmios nacionais e internacionais todos com a linguagem do recorte racial nas artes. Formada em história e museologia, tem pós graduação em diversidade de gênero nas artes. Atualmente aluna do mestrado em Pensamento Crítico e Prática Curatorial pela OCAD e é Membro da (AAMC) - Association of Art Museum Curators pela Aliança Profissionais de Curadores Negros (PACC); Membro da (IAWM) - International Association of Women's Museums e Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Sua atuação no projeto será como proponente\produtora executiva e por ser a curadora principal da Bienal, seu envolvimento com a curadoria será totalmente voluntário uma vez que a proponente desenvolve essa atividade de continuidade nos projetos da Black Brazil Art trabalhando com a linguagem decolonial. Patrícia atuará em todas as fases do projeto mas tendo apensa uma rubrica de produção executiva. -Jane Trein – assistente de produçãoCientista social, antropóloga e tradutora - atua como coordenadora de cursos sobre educação da Lei 10.639/03 em escolas da rede pública nos bairros periféricos de Porto Alegre cujo IDH é inferior a 0,5. Foi gestora e coordenadora responsável da Marcha das Mulheres Negras em Brasília/DF pela Ong Maria Mulher. Atualmente residente domunicípio de Palhoça-SC onde atua na area da educação municipal. Jane atuará no projeto como uma assistente, ela atua na Black Brazil Art como uma parceria ha mais de 5 anos e é ela a responsável pelo diálogo com os artistas. Formulários, documentação, auxílio na seleção, suporte no administrativo e contato com fornecedores. - Julio Pereyra - curador convidado Licenciado em Artes Plásticas e visuais pela Udelar - Universidad de la Republica del Uruguay, Especialista em Estudos Afrolatinoamericanos e do Caribe pela Clacso. Professor Adjunto do Instituto Escola Nacional de Belas Artes e Coordinador do Coletivo de Estudos Afrolatinoamericanos, Udelar. Julio é natural de Montevideo no Uruguai e também é um "experimentador" da modalidade fotográfica de campo em expansão, explora processos de criação de imagens compostas através de práticas híbridas, contaminadas, transitando do pré ao pós-fotográfico, mesclando alquimia e códigos binários. Investe na experiência estética, em detrimento da técnica, por meio de um aprendizado artesanal e sensorial, desacelerado e reflexivo produzindo imagens buriladas. Resiste a desmaterialização da imagem resgatando processos históricos fotográficos arcaicos, primitivos, pré-industriais, criando objetos fotográficos, devolvendo peso à fotografia, e os atualiza em ações de recodificação multimidiática. Julio foi convidado para integrar o time de curadores. Sua prática decolonial do sul global aproximou nossas atividades e discursos dentro e fora da academia. Sua participação NÃO tem rubrica e é restrita a de curador convidado. Além de professor, Julio participou como mentor na primeira residência arística proposta pela Black Brazil Art, RAVC-1. - Vinicius - curador convidado É brasileiro, carioca, também naturalizado alemão e residente a 30 anos na Alemanha. Estudou Etnologia Européia na Universidade de Münster, se formou como dançarino de dança-teatro na escola Der Kleine Bühnenboden, Münster, assim como pedagogo de dança no Deutsches Institut für Tanzpädagogic (Instituto Alemão de Pedagogia de Dança), Berlim e absorveu o Master of Arts in Choreography (Mestrado de Coreografia) na Middlesex Universtity, Londres. Leciona na Universidades de Música e de Ciências Aplicadas de Münster (Alemanha), assim como nas Universidades de Viena e Innsbruck (Áustria), porém dedica a maior parte do seu tempo como diretor artístico e coreográfico do Artistic Cloud Centre (Centro Artístico em Nuvem) – MOMENTOS WORLD. Vinicius é o artista do corpo. O convite como curador veio de passagens também em atividades colaborativas da Black Brazil Art e sua companhia de dança Momentos World. A transversalidade de fomento que podemos fazer do Brasil para a Alemanha logo se desenhou em possibilidades de intercâmbios entre artistas brasileiros. Sua participação no projeto NÃO tem rubrica e é restrita a sua participação como curador convidado. - Claudia Mandel-Katz - curadora convidada Argentina, naturalizada costarriquenha, docente universitária, pesquisadora e curadora. Fundadora e diretora do Museu das Mulheres da Costa Rica (www.museodelasmujeres.co.cr) desde 2009. Membro do Comitê Diretivo da Associação Internacional de Museus de Mulheres (IAWM) no período de 2016 a 2021. Coordenadora Regional para a América Central no The Feminist Art Project. Graduada como Professora Nacional de Desenho e Pintura pela Academia Nacional de Belas Artes Prilidiano Pueyrredón, Buenos Aires, Argentina. Possui uma Licenciatura em Artes pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, Argentina, um Mestrado Acadêmico em Artes, um Doutorado em Estudos da Sociedade e Cultura e um Doutorado em História com ênfase em "Poder, Meio Ambiente e Desigualdades na América Central" pela Universidade da Costa Rica. Claudia faz parte dos curadores convidados que ajudaram a pensar e selecionar artistas entre Argentina, Chile e Costa Rica. Sua participação na Bienal Black NÃO tem rubrica e faz parte como curadora convidada. - Edwin Velazquez - curador convidado Artista plástico, crítico de arte, curador e gestor cultural. Obteve um Bacharelado em Arte pela Escola de Artes Plásticas de Porto Rico. Junto com Leída Rodríguez Vila, fundou e dirigiu a Coalición de Artistas de Puerto Rico, uma rede social especializada em artes plásticas que existiu na ilha de 2009 a 2014. É fundador e editor dos blogs Puerto Rico Art News e Black Art in Puerto Rico / Arte Afropuertorriqueño; além de ser fundador e ex-presidente da Asociación de Artistas Plásticos de Puerto Rico. Foi curador da primeira exposição coletiva de artistas negros em Porto Rico, intitulada Paréntesis: ocho artistas negros contemporáneos em 1996. Seus projetos curatoriais mais recentes incluem: Paréntesis: 25 años después no Corredor Afro; Otras Voces: arte afropuertorriqueño actual e Cimarronas: artistas negras y afrodescendientes, ambos no Museu Casa Escuté; Afro-Identidades na Sala Este do Arsenal de la Marina Española em La Puntilla, ICP para a Cumbre Afro Internacional 2022. Edwin faz parte do rol de curadores convidados que ajudou a selecionar os artistas na perspectiva do México, Estados Unidos e Porto Rico e sua participação NÃO implica em rubrica, mas sim como curador convidado. -Isabela Saramago – coordenação educativo Turismóloga, Gestora Cultural e Pedagoga. Mestra em Educação, Linguagem e Psicologia, na Universidade de São Paulo. Autora do Projeto O Toque, pesquisa com maior aprofundamento as áreas de mediação, arte, educação e infância. Atua como: gestora de projetos culturais, artísticos e educacionais, professora da rede formal de ensino e arte-educadora em oficinas que trabalham a arte e a expressão corporal. "O Toque" foi um projeto premiado no concurso “Seja Solidário”, do Kaxola, com a produção de uma vídeo-arte que leva o mesmo nome do projeto. Integrou a programação do 4º Seminário de Arte Educação, da Universidade Federal do Acre, com a oficina “Sentir para Educar” e, posteriormente, foi apresentado e debatido em uma aula magna no curso de Pedagogia da mesma instituição. Integrou o evento Arte Sem Fronteiras, com a Performance “Vestimenta”, a qual faz parte de uma série de audioguias denominada “Sentidos da Pele”. A série consiste em audioguias imersivos e multissensoriais para uma releitura e ressignificação das peles que nos constituem, segundo a teoria do multiartista austríaco Hundertwasser. Isabela Saramago atuou como uma mediadora na segunda edição da Bienal Black além de ter sido mentora em duas residências artísticas propostas pela Black Brazil Art. Sua rubrica se restringe a coordenação das ações educativas envolvendo a relação direta com os educadores na forma do LaboRA (Laboratório de Residência Artística Jovem) e da formação dos professores. -Isidoro Guggiana – jornalista e assessor de imprensaJornalista formado em Comunicação (PUC-RS), bacharel em Direito especializado em direito autoral e especialista em assessoria de mídia social, tem experiência em projetos de inclusão e valorização da diversidade. Assessor de impressa de projetos de pequeno e médio porte. Isidoro também tem atuação na rede de colaboradores com a Black Brazil Art. É ele que divulga todos os eventos e atividades da Black Brazil Art - atuou como assessor de imprensa nas duas edições da bienal criando um mailing fantástico de comunicação em todo o Brasil. Sua rubrica se restringe a essa assessoria jornalistica e controle nas redes sociais.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.