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Este projeto consiste na produção e temporada do espetáculo "Teatro à Venda", com direção e dramaturgia do proponente Pedro Tancini. A obra é uma sátira ao mundo perfeito das narrativas publicitárias. Todas as cenas são comerciais de TV, só que no teatro, e os atores interpretam a clássica "família margarina", composta por um pai, uma mãe, um filho e uma filha idealizados. A questão é que ao longo da peça essa máquina de mentiras vai se mostrando cada vez mais insustentável, sendo revelados os profundos dramas que movimentam suas engrenagens. O projeto prevê um workshop teatral como medida de ampliação de acesso, a fim de aprofundar as reflexões mobilizadas pela obra.
Produto: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS DRAMATURGIA O espetáculo "Teatro à Venda", inédito e autoral, parte da seguinte premissa: um grupo de quatro atores precisa ganhar dinheiro e por isso decide fazer uma peça-propaganda, em que todas as cenas são comerciais de TV, só que no teatro. Os atores se tornam então a família perfeita, composta por um pai perfeito, uma mãe perfeita, um filho perfeito e uma filha perfeita, todos dignos do mais feliz e fantástico comercial de margarina. São eles: Ator 1 – O pai O Ator 1 entende que só precisa continuar mentindo para fazer as propagandas. Porém, no meio do caminho, se espanta com a verdade sobre essas mentiras, ou seja, como os dois, tanto ator quanto personagem, vivem uma existência de fachada. É aí que eles se misturam nesse homem desesperado que, em busca de conexões afetivas autênticas, começa a se prostituir por telefone, para descobrir o que nele é de fato real e não pode ser vendido. Então, reencontra a sua verdade, a homossexualidade que tanto reprimiu, e usa do poder ancestral do teatro para se libertar definitivamente e parar de se conciliar com um sistema que o aceita apenas quando isso é lucrativo. Atriz 2 – A mãe A Atriz 2 também sabe que só precisa mentir, afinal, para ela esse é o trabalho de uma boa atriz: mentir, mentir, mentir. E, nesse sentido, ela é a melhor, pois, como a sua personagem, foi ensinada desde sempre a interpretar o único e terrível papel que esse sistema concederá a uma mulher: a mulher perfeita, seja para casa, seja para os filhos, seja para o marido. A verdade é dolorosa demais, e chega um ponto em que não há mais divisão entre atriz e mãe, apenas uma criatura incansável que continua se entorpecendo para fugir de sua própria infelicidade, e que, se não enfrentar a máquina de ilusões que a oprime, vai se transformar ela própria em uma máquina. Ator 3 – O filho Já o Ator 3 interpreta o filho, motivo de imenso orgulho para os pais. Porém, está claro para ele que esse imenso orgulho só existe porque esteve correspondendo ao que os dois desejaram, ou melhor, ao que o sistema deseja por eles. Concluindo que não é nada além da mentira e que somos todos produtos a serem vendidos, o ator e o personagem abraçam o vazio e se unem, resultando no vendedor ideal. E, como vendedor ideal, ele encontra o seu produto ideal, a ideia de que, em um mundo onde tudo pode ter preço, nada tem valor e ninguém tem responsabilidade. Em certo momento, ataca o próprio teatro e choca a todos com sua insensibilidade e violência. Atriz 4 – A filha Por fim, a Atriz 4 interpreta a filha, que, diferente do irmão, é uma decepção para todos à volta. Por mais que atriz e personagem tentem, nunca conseguem cumprir o seu papel, seja para vender os produtos milagrosos que não resolvem a sua incompletude e não curam sua infelicidade, seja para se adequar à essa família exclusivamente branca. Aos poucos, fica para trás, até que cai no abismo da falta de propósito, da depressão. Lá, encontra amparo apenas no lixo, ou seja, naquilo que não pode mais ser consumido, o que tem valor irredutível. Então, no avesso do mundo, se despe de todas as mentiras e se torna o teatro em sua forma profundamente sincera e inclusiva. Ao longo do espetáculo, os caminhos das personagens se cruzam, mas é o drama da filha que vai se tornando um empecilho para as propagandas, e é a partir dela que a peça vai rompendo consigo mesma e se transformando. Até que acontece um evento terrível entre ela e o irmão, encaminhando a peça para o seu desfecho final. Um quinto ator, o Vendedor, transita entre essa família com uma câmera, filmando as propagandas e servindo como um alerta de que toda a encenação deve estar centrada no anúncio de produtos. Ele também estará interagindo com o público desde a recepção até o início do espetáculo. A dramaturgia foi escrita a partir da pesquisa artística desenvolvida durante os encontros do Coletivo. Realizamos experimentos cênicos de teor performático, investigando as bases do teatro e do fazer teatral, e nos debruçamos sobre as reflexões colaborativas dos artistas em relação aos temas do processo e ao seu presente social. A obra tem influência artística de obras que o grupo estudou, principalmente as temáticas presentes na obra de Mark Ravenhill e a absurdidade do teatro de Matéi Visniec. O texto dramatúrgico consta no campo "Documentos". Ressaltamos que a dramaturgia pode sofrer pequenos ajustes sugeridos pela vivência dos ensaios com os atores e diretor. CENOGRAFIA A cenografia do espetáculo "Teatro à Venda" tem como referência a casa de uma família idealizada, de classe média-alta, como são as das propagandas. Porém, antes da representação de uma casa, trata-se da representação de um estúdio de gravação que imita uma casa. Logo, alguns elementos do cenário denunciam propositalmente certa artificialidade. Superfícies de madeira fina e pintada farão as vezes das paredes da casa, como feito em estúdios. Haverá a sensação de que o cenário é tão frágil quanto aquela família de mentira e o mundo onde vive, ausente de solidez e autenticidade. Também haverá móveis, como uma cama, um sofá, uma mesa, um vaso sanitário, que serão deslocados entre cenas para formarem cômodos diversos, além de uma série de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, como aspirador de pó, liquidificador, aparelho microondas, máquina de lavar roupas, televisão. Essas máquinas são parte importante da dramaturgia, atuando como protagonistas em muitos momentos. Já que estamos nos referindo à redução do valor do ser humano a ser que produz, as máquinas e seus movimentos repetitivos entram como elemento poético central para criar esta metáfora e posteriormente contrapô-la. Por fim, haverá elementos que ambientem um estúdio de gravação, como refletores, rebatedores, tripés e uma câmera de gravação, que será usada pelo personagem Vendedor para filmar as propagandas. Sendo assim, a cenografia inclui, em suma: - Cinco painéis de madeira retangulares, com as dimensões aproximadas de três metros por três metros, que serão pintados de forma a mimetizar as paredes de uma casa de família. Três deles serão dispostos no fundo do palco e dois deles serão dispostos nas laterais, diagonalmente. - Móveis, como uma cama de casal, um sofá, uma mesa, um vaso sanitário. Eles formarão os cômodos onde acontecem as cenas. - Eletrodomésticos e eletroeletrônicos, como uma televisão, um aspirador de pó, um aparelho microondas, uma máquina de lavar roupas, uma televisão, três ventiladores. Eles também formarão os cômodos onde acontecem as cenas. - Objetos típicos de estúdios de gravação, como refletores, rebatedores, tripés e uma câmera de filmagem. Eles serão dispostos nas regiões periféricas do palco, formando o estúdio de gravação de propagandas que engloba a casa. Alguns dos objetos cenográficos não estão inclusos no orçamento pois nos valeremos de itens que o elenco já possui, como televisão, sofá, cama, câmera de filmagem. Sendo assim, incluímos apenas o custo do seu transporte. A concepção inicial de cenografia consta no campo "Documentos". Ressaltamos que ela pode sofrer pequenos ajustes de acordo com a vida dos ensaios realizados pelos atores e diretor. CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA A peça tem classificação indicativa de 16 anos.
Objetivo geral: O projeto tem como objetivo realizar um espetáculo de teatro autoral e inédito e um workshop teatral que provoquem questionamentos no público em torno das atribuições de valor às coisas e às pessoas em sociedade, pondo em cheque as lógicas da cultura do consumo e do consumismo, que humanizam o objeto e objetificam a vida. Para isso, abrimos as portas do teatro para certas propagandas comerciais que por meio de narrativas ficcionais idealizam os corpos, padronizam o desejo e homogeneízam a diversidade. Assim, podemos contrapor essa máquina de ilusões com o poder ancestral do teatro, que também cria narrativas ficcionais mas de forma a dar sentido a nossas feridas sociais e assim nos reaver com a nossa diversidade e nossa natureza de sujeitos, cujo valor não pode ser reduzido ao de uma simples mercadoria. Objetivos específicos: 1) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: realizar temporada de 12 apresentações do espetáculo "Teatro à Venda", inédito e autoral. Serão 2 apresentações por semana, cada uma com 2 horas de duração. 2) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Realizar 1 workshop teatral para 20 pessoas, onde os participantes farão uma imersão nos estudos cênicos que originaram o espetáculo, e a partir dela produzirão uma unidade cênica que nasça das reflexões de conteúdo e forma semeadas pela obra. Serão dois dias de encontro, cada encontro com duração de 3 horas.
Este projeto se enquadra nos incisos I, V e VIII do Artigo 1º da Lei 8313/91, transcritos a seguir: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; O projeto se enquadra no inciso I porque todos os ingressos para temporada serão comercializados ao preço popular de 19 reais e todos os ingressos para o workshop teatral serão gratuitos. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; Ainda, o projeto se enquadra no inciso V porque floresce de extensa pesquisa cênica, realizada por um grupo de teatro experimental que nela expressa seus diferentes modos de criar, fazer e viver a partir de sua diversidade de idades, gêneros, raças, orientações sexuais. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Por fim, o projeto se enquadra no inciso VIII porque produz e difunde um espetáculo teatral, ou seja, bem cultural, que está centrado em questões universais, visando levar o público para diferentes formas de reconhecer o mundo e portanto existir nele culturalmente. Ademais, o projeto atende aos incisos II e IV do Artigo 3º da Lei 8313/91, transcritos a seguir: Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; O projeto atende a este inciso pois prevê a realização de um espetáculo de artes cênicas. e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; O projeto atende a este inciso pois prevê a realização de um espetáculo de artes cênicas. Submetemos esse projeto à Lei de Incentivo à Cultura porque entendemos que ele oferece reflexões benéficas para a tão ferida sociedade brasileira, sujeita às contradições da cultura do consumo e consumismo em que está inserida. Por meio do poder do teatro, o público é convidado a identificar essas contradições, se sensibilizar frente a elas, e pensá-las de forma crítica e atuante. Ao longo da pesquisa do Coletivo, nos deparamos com um sistema social que se apoia em dois polos: produção e consumo, e que atribui valor ao ser humano na medida do que ele pode produzir e do que consome. Do lado da produção, vivemos o culto da performance e as pessoas são vistas como máquinas. Do outro lado, o consumo se torna consumismo, e tendemos a consumir e sermos consumidos nos mais diversos tipos de relação interpessoal. Tudo isso enquanto produzimos toneladas de lixo, poluição, e nos aproximamos de um cataclisma ecológico. Não por acaso, a sociedade está cada vez mais individualista, e sofremos de uma epidemia de depressão, marcada pela sensação de falta de propósito. Afinal, se tudo pode ser negociado, nada tem valor intrínseco, e se multiplicam os casos em que a vida é sobrepujada pelo poder do dinheiro. Como tudo isso afeta o teatro e o fazer teatral? O individualismo é avesso à comunhão, condição necessária ao teatro. Uma visão do ser humano como máquina não cabe no valor não utilitário do teatro. Se o teatro fosse mais um produto na estante, ele estaria atrás dos efeitos especiais do cinema, da velocidade da Internet, do conforto da televisão. Mas o teatro resiste. E então, a pergunta se inverte: como o teatro pode afetar a sociedade como é hoje? Nossa peça parte daí. Trazemos o que está em torno do teatro para dentro dele, simulando no palco esse mundo-à-venda, criando um paralelo entre a ilusão dramática própria à cena e as ilusões publicitárias que movem a produção e o consumo. Não à toa, nos valemos de um dos arquétipos mais utilizados historicamente pela publicidade: a família. Cada um dos personagens dessa família vivencia uma forma de lidar com o sistema que os cerca e, aos poucos, a máquina vai desmoronando, porque de dentro dela vai nascendo uma humanidade que não se adequa às suas engrenagens. Aí reside a relevância cultural e artística deste projeto. Por meio da encenação, damos luz às dores vividas por essas figuras, criando experiências diversas de identificação no público, incluindo as minorias, já que cada personagem é oprimido por sistema pertencendo a um grupo minoritário específico, o pai gay, a mãe mulher e a filha mulher amarela. Assim, propomos reflexões sensíveis sobre o mundo enquadrado na atual política de valores, e finalmente, o esboço de caminhos que podem escapar da tragédia anunciada.
Luiz Roberto Borges de Miranda Lemos é o músico do projeto e estará responsável pela composição de trilha sonora original e por tocar ao vivo durante as apresentações. Sofia Luiza Pereira Franco é contrarregra do projeto e estará responsável pela contrarregragem do espetáculo durante a temporada, além de prestar assistência à condução do workshop teatral. Os demais profissionais serão contratados de acordo com critérios técnicos pertinentes e o orçamento estipulado. A seguir, apresentamos os currículos dos profissionais mencionados. Luiz Roberto Borges de Miranda Lemos, o músico do projeto, tem 31 anos e é compositor-improvisador, pianista e escaletista. Já trabalhou como músico no grupo “tiragosto”, com Matheus Araújo (2016 a 2022); o grupo “Orquestra do Corpo”, idealizado por Fernando Barba e Stênio Mendes (2017 a 2022); o grupo “Ikore”, com Xantilee Jesus e Maurício Verderame (2019 a 2022); o projeto “Banto Samba Clube”, idealizado por T. Kaçula (2019 a 2022); nos projetos solos de Malka, Ivana Wonder, Andarilho Cha, T. Kaçula e Aloysio Letra (2015 a 2022); na SPIO (Orquestra de Improvisadores de São Paulo) (2017 a 2022); no projeto “Astro Black” do grupo Rádio Diáspora (2018 a 2022); e no single “Prólogo”, de sua completa autoria (2021). Atualmente desenvolve projeto solo que se baseia em experimentações com escaletas, sintetizadores, percussão corporal e efeitos eletrônicos; projeto de piano solo que se baseia na música exploratória, e integra a Cia. do Feijão e o Coletivo Parêntesis de Teatro. Sofia Luiz Pereira Franco, o contrarregra do projeto, tem 18 anos e já atuou em dez montagens teatrais, sendo três por colégios de ensino fundamental e médio em que estudou (2011 a 2015), seis pelo Teatro Escola Macunaíma (2017 a 2022) e uma pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2023). Além disso, atuou no curta-metragem A Missão (2021) e no longa-metragem Vilania (2022), ambos com produção Carranca Cine e direção de Lúcio Prado; e realizou duas contrarregragens e assistências cenotécnicas, pelo Teatro Escola Macunaíma (2022) e pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2022). É formado em Administração pela ETEC Parque da Juventude (2022) e participou da comissão de mídias e comissão de eventos também pela ETEC Parque da Juventude (2021 a 2022). Está em processo de formação no Curso Técnico de Habilitação Profissional em Arte Dramática do Teatro Escola Macunaíma (2023). Atualmente integra o Coletivo Teatração, projeto social que fundou, e o Coletivo Parêntesis de Teatro.
Produto: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS O espetáculo tem a duração prevista de 120 minutos. O texto e espetáculo "Teatro à Venda" são de autoria do proponente. Todas as atividades do projeto têm previsão de serem realizadas no Teatro Sérgio Cardoso. O Teatro Sérgio Cardoso mantém profunda tradição junto à cena teatral paulistana, já tendo recebido diversos grupos e artistas consagrados, e diversas ações culturais financiadas pela Lei de Incentivo à Cultura. Além disso, o Teatro Sérgio Cardoso tem grande relevância junto ao público-alvo deste projeto, abrindo extensas possibilidades de impacto e formação de público. A estrutura da Sala Paschoal Carlos Magno é ideal para a disposição cênica necessária ao espetáculo, além de comportar a quantidade de público prevista. Por fim, é importante destacar que o Teatro Sérgio Cardoso se localiza no bairro do Bixiga, que, além de ser uma região facilmente acessível por transporte público, é um bairro cuja história se entrelaça com a própria história do teatro no Brasil, e que dá lugar a uma intensa efervescência cultural. Nos "Documentos", junto com os Termos de Compromisso de Participação está anexada a carta de anuência com a manifestação de interesse do teatro pelo projeto. O workshop teatral é intititulado “O corpo-objeto e o objeto-corpo: imersão no processo criativo do espetáculo Teatro à Venda” e será conduzido por Caio Caldas e Pedro Tancini, com assistência de Ivan Balista, Sofia Franco, Veruska Pereira e Winnie Moriyama. Serão dois dias de encontro, cada encontro com duração de 3 horas. O conteúdo do workshop está apoiado em dois eixos programáticos. O primeiro envolve os experimentos cênicos do “corpo-objeto” e do “objeto-corpo”, criados a partir do processo de pesquisa cênica que origina o espetáculo. Esses experimentos serão conduzidos de forma a propor a interpretação naturalista de objetos, ou seja, a construção do “corpo-objeto”, e também propor a relação dramática entre os participantes e objetos escolhidos por eles, ou seja, a construção do “objeto-corpo”. Visamos deslocar as fronteiras entre o que é cenário/figurino e o que é atriz/ator, expandindo o campo de possibilidades de expressão artística na cena. O segundo eixo do workshop estabelece procedimentos também criados a partir do processo e que investigam imaginários da propaganda televisiva, seja por meio da experimentação de corpos e vozes próprios a este universo, seja pelo drama decorrente da obrigação de vender algum produto ou serviço em uma cena teatro. Disporemos uma série de objetos que poderão ser utilizados cenicamente nos distintos experimentos. A metodologia consiste na condução dos experimentos cênicos atrelados a esses dois eixos, e na realização de rodas de conversa seguidas a eles. As rodas de conversa estão centradas nos relatos dos participantes em relação aos experimentos que vivenciaram e na observação dos condutores do workshop, que terão como base a pesquisa cênica realizada no processo criativo do espetáculo, assim como as referências teóricas e artísticas nele mobilizadas. Sendo assim, em suma, o objetivo do workshop é que os participantes realizem os experimentos cênicos criados a partir do processo criativo do espetáculo, tendo como base a pesquisa desenvolvida pelo elenco e diretor de palco durante o processo e também as referências conceituais e artísticas nele mobilizadas, desdobrando possibilidades de expressão artística na cena. Propomos que, ao final, os participantes tenham produzido uma unidade cênica resultante da imersão: uma unidade dramática, uma unidade performática, ou uma peça de figurino. No primeiro dia de encontro, o plano de atividades inclui, nesta ordem:- Apresentação dos participantes e daqueles que conduzirão o workshop;- Apresentação do conteúdo, objetivos, metodologia e plano de ações;- Aquecimento corporal e vocal;- Experimentos cênicos com base no primeiro eixo programático;- Intervalo;- Roda de conversa em torno dos experimentos realizados;- Experimentos cênicos com base no segundo eixo programático;- Roda de conversa em torno dos experimentos realizados. No segundo dia de encontro, o plano de ações inclui, nesta ordem:- Apresentação do plano de ações do dia;- Aquecimento corporal e vocal;- Experimentos cênicos com base no segundo eixo programático;- Intervalo;- Roda de conversa em torno dos experimentos realizados;- Apresentação das unidades cênicas finais;- Roda de conversa em torno das unidades cênicas apresentadas. Não haverá notas finais. Em vez disso, as avaliações terão forma contínua e dialógica, diluídas nas rodas de conversa intermediárias e pontuadas na roda de conversa final, em que os condutores do workshop farão considerações finais e apontarão possíveis continuações para os caminhos artísticos percorridos pela duração do workshop. Por fim, será entregue um relatório final referente aos dois dias de encontro, como parte da prestação de contas.
ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS ACESSIBILIDADE FÍSICA: teatro para a temporada com acessibilidade física; prioridade de entrada na temporada para pessoas com deficiências físicas ou mobilidade reduzida.Itens da planilha orçamentária: “Locação de teatro”. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: prioridade de entrada na temporada para pessoas com deficiências visuais e/ou deficiências auditivas; audiodescrição simultânea em sessões da temporada; tradução simultânea em libras em sessões da temporada; material de divulgação da temporada com legendagem.Itens da planilha orçamentária: “Locação de teatro”, “Audiodescrição”, “Intérprete de libras” e “Comunicação Visual”. CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE FÍSICA: espaço para o workshop teatral com acessibilidade física; prioridade de entrada no workshop teatral para pessoas com deficiências físicas ou mobilidade reduzida.Itens da planilha orçamentária: “Locação de espaço”. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: prioridade de entrada no workshop teatral para pessoas com deficiências visuais e/ou deficiências auditivas; audiodescrição simultânea no workshop teatral; tradução simultânea em libras no workshop teatral; material de divulgação do workshop teatral com legendagem.Itens da planilha orçamentária: “Locação de espaço”, “Serviço de audiodescrição” e “Intérprete de libras”. DE ARTES CÊNICAS
Democratização de acesso: Todos os ingressos para a temporada serão comercializados pelo valor de 19 reais a meia. Eles serão comercializados por plataforma digital de venda de ingressos e pela bilheteria do teatro. A estimativa de público é de 1.200 pessoas para o total de 12 apresentações da temporada. Todos os ingressos para o workshop serão gratuitos e ele será voltado para 20 pessoas. A distribuição dos ingressos para o workshop estará submetida à ordem de solicitações, que serão realizadas pelo email vinculado ao projeto. Priorizaremos jovens habitantes da periferia da cidade de São Paulo. Essas informações serão comprovadas pelo envio de comprovantes de residência e documentos de identidade. Ampliação de acesso: Atendemos ao Inciso II e VI do Art. 28 da IN nº 01/2023, transcrito a seguir: Art. 28. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; Todos os ingressos para a temporada e debate serão comercializados como meia entrada, pelo valor de 19 reais. VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Será realizado um workshop teatral como medida de ampliação de acesso. O workshop teatral é intititulado “O corpo-objeto e o objeto-corpo: imersão no processo criativo do espetáculo Teatro à Venda” e será conduzido por Pedro Tancini, com assistência de Caio Caldas, Ivan Balista, Sofia Franco, Veruska Pereira e Winnie Moriyama. Serão dois dias de encontro, cada encontro com duração de 3 horas. O conteúdo do workshop está apoiado em dois eixos programáticos. O primeiro envolve os experimentos cênicos do “corpo-objeto” e do “objeto-corpo”, criados a partir do processo de pesquisa cênica que origina o espetáculo. Esses experimentos serão conduzidos de forma a propor a interpretação naturalista de objetos, ou seja, a construção do “corpo-objeto”, e também propor a relação dramática entre os participantes e objetos escolhidos por eles, ou seja, a construção do “objeto-corpo”. Visamos deslocar as fronteiras entre o que é cenário/figurino e o que é atriz/ator, expandindo o campo de possibilidades de expressão artística na cena. O segundo eixo do workshop estabelece procedimentos também criados a partir do processo e que investigam imaginários da propaganda televisiva, seja por meio da experimentação de corpos e vozes próprios a este universo, seja pelo drama decorrente da obrigação de vender algum produto ou serviço em uma cena teatro. O objetivo do workshop é que os participantes realizem os experimentos cênicos criados a partir do processo criativo do espetáculo, tendo como base a pesquisa desenvolvida pelo elenco e diretor de palco durante o processo e também as referências conceituais e artísticas nele mobilizadas, desdobrando possibilidades de expressão artística na cena. Propomos que, ao final, os participantes tenham produzido uma unidade cênica resultante da imersão: uma unidade dramática, uma unidade performática, ou uma peça de figurino.
Pedro Ernesto Gandine Tancini é produtor executivo e diretor no projeto e compete a ele a gestão do processo decisório, incluindo atividade técnico-financeira. Como produtor executivo, ele estará responsável por criar e gerenciar os cronogramas de execução do projeto; estabelecer e manter comunicação com patrocinadores; definir os(as) profissionais e empresas que prestarão serviços para o projeto, assim como estabelecer e manter comunicação com eles(as); coordenar a realização de contratações e pagamentos junto do(a) advogado(a) e contador(a); realizar a compra dos materiais envolvidos no projeto; preparar os espaços para as atividades do projeto; organizar os documentos para prestação de contas e escrever o relatório final de prestação de contas. Como diretor, ele estará responsável por dirigir os atores durante os ensaios e gerir artisticamente o projeto, inclusive coordenando a produção de cenografia, objetos de cena, iluminação, figurinos, caracterização, divulgação, etc. Pedro Tancini também forma o elenco junto de Caio Menezes Caldas, Ivan Balista, Veruska Evanir Pereira e Winnie Moriyama. Eles têm a função de atrizes e atores durante os ensaios, as apresentações da temporada, além de prestar assistência à condução do workshop teatral. A ficha técnica do projeto também é composta por Luiz Roberto Borges de Miranda Lemos e Sofia Luiza Pereira Franco: músico e contrarregra do projeto. Suas funções detalhadas e currículos estão apresentados no campo "Outras informações". A seguir, apresentamos o breve currículo do proponente e elenco. Pedro Ernesto Gandine Tancini tem 29 anos e já dirigiu e produziu seis espetáculos de teatro, sendo um pela Cia. do Elmo (2015), um pela agência Storytellers (2016) e quatro pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2018 a 2023), grupo que fundou. Além disso, já atuou em dezenove espetáculos de teatro, sendo seis pelo Teatro Macunaíma (2013 a 2015), seis pelo Grupo Tangerina (2012 a 2016), um pelo Curso Kaus de Imersão Teatral (2015), um pela Cia. do Elmo (2015), um pelo Instituto Freedom (2022) e quatro pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2018 a 2023). Um deles também foi apresentado em casa de repouso para idosos, de forma independente (2013), e outro também foi apresentado em creche no bairro do Grajaú, como parte de ações desenvolvidas pela entidade estudantil ESPM Social (2014). É formado no Curso Técnico de Habilitação Profissional em Arte Dramática do Teatro Escola Macunaíma (2015), é graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela ESPM-SP (2014) e é mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela mesma instituição (2018). Como formação complementar, participou do Curso Kaus de Imersão Teatral, por Reginaldo Nascimento (2015), do Curso de Aprimoramento do Ator, por Simone Shuba (2015), e do Curso Atuação para TV e Cinema, pela Academia Internacional de Cinema (2018). Como dramaturgo e escritor, participou de três Cursos de Criação Literária, por Marcelino Freire (2015, 2016, 2018), participou do Curso de Escrita Literária, por Áurea Rampazzo (2017), escreveu oito peças, e teve seus poemas e crônica selecionados pelo 26º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos (2017) e pelo Prêmio Off Flip (2021). Foi vencedor do 26º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos como melhor intérprete do poema "perdido, sozinho" (2017) e ganhou o prêmio de melhor atuação no Festival CURTE de Teatro Online pela cena “Entrevista” (2021). Atualmente integra o Coletivo Parêntesis de Teatro. Caio Menezes Caldas tem 26 anos e já atuou em dezoito montagens teatrais, sendo oito pelo Teatro Macunaíma (2014 a 2018), cinco pela Universidade Anhembi Morumbi (2018 a 2021), duas pelos Heterônimos Coletivos de Teatro (2017 a 2020) e três pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2018 a 2023). Além disso, atuou no podcast “A Festa dos Excluídos”, pela BLUME Produções (2020), no videoclipe da música “Tempo”, do cantor Matheus Zem (2019) e em diversas peças publicitárias. Também ministrou a oficina Corpo Consciente: oficina pelos princípios da técnica Klauss Vianna e Jussara Miller, realizada no CIEJA Vila Maria (2021). É formado no Curso Técnico de Habilitação Profissional em Arte Dramática do Teatro Escola Macunaíma (2017), é graduado no Curso de Licenciatura e Bacharelado em Teatro pela Universidade Anhembi Morumbi (2021), e participou do Curso de Interpretação para TV e Cinema pela Academia Internacional de Cinema (2022). Como formação complementar, participou do Curso Intensivo de Férias “Corpo” pelo Núcleo Rodarte e Estúdio Terra Forte (2014), da Oficina Cultural “Poemas do Corpo: Pesquisa de Movimento” pela Oswald de Andrade e ministrada pela dançarina Key Sawao (2021), de encontros de pesquisado movimento conduzidos pela atriz e dançarina Flávia Scheye (2020 a 2021), da Oficina de Narrativas - Teoria e Prática, ministrada por Paulo Nogueira (2017), e fez aulas de dança pela escola MGDM Fam (2019 a 2020), pela escola Tânia Ferreira (2013) e pela Sopro Escola de Danças (2022). Em 2021, ganhou indicação de melhor atuação coadjuvante no Festival CURTE de Teatro Online pela cena “Entrevista”. Atualmente integra os Heterônimos Coletivos de Teatro e o Coletivo Parêntesis de Teatro. Ivan Balista tem 64 anos e já atuou em onze montagens teatrais, sendo oito pelo Teatro Macunaíma (2018 a 2021), uma de forma independente (2023) e duas pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2021 a 2023). Uma delas também foi apresentada na ExpoFAUD 2019, evento cultural organizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. É formado no Curso Técnico de Habilitação Profissional em Arte Dramática do Teatro Escola Macunaíma (2021). Como formação complementar, participou do Curso de Direção Pedagógica do Teatro Escola Macunaima (2022) e participou do Workshop de Palhaçaria com o professor Nil Moura (2020). É formado em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo (2006). Atualmente integra o Coletivo Parêntesis de Teatro. Veruska Evanir Pereira tem 52 anos e já atuou em oito montagens teatrais, sendo sete pelo Teatro Escola Macunaíma (2018 a 2022) e uma pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2023). Uma delas também foi apresentada no festival de teatro Jornadas Primeira Edição: Revivências (2022). Além disso, atuou no curta-metragem A Missão (2021) e no longa-metragem Vilania (2022), ambos com direção de Lúcio Prado. É formada no Curso Técnico de Habilitação Profissional em Arte Dramática do Teatro Escola Macunaíma (2022). Como formação complementar, participou do Curso de Roteiro pelo MIS – Museu da Imagem e do Som (2021) e o curso de Produção Artística pela Desenvolvimento Artístico (2022). Atualmente integra o Coletivo Teatração, o Coletivo Emfrente de Teatro e Coletivo Parêntesis de Teatro. Winnie Moriyama tem 27 anos e já atuou em onze montagens teatrais, sendo cinco pelo Studio Beto Silveira (2017 a 2019), quatro pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação (2020 a 2021), uma de forma independente, dirigida por Rogério Pércore e apresentada no Teatro Viga (2018), e uma pelo Coletivo Parêntesis de Teatro (2023). Além disso, já estagiou como professora de interpretação no Studio Beto Silveira (2018) e foi assistente de direção da peça “Vibko”, dirigida por Rogério Pércore (2018). É formada como atriz pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação (2021) e também pelo Studio Beto Silveira (2019). Como formação complementar, participou do Curso de Preparação de Atores e Curso de Formação de Atores pela Escola Nacional de Teatro de Santo André (2016 a 2017), do curso “A palavra em cena” por Clara Carvalho (2018) e do curso “Corpo” por Mariana Muniz (2019). Também é dramaturga e participou/participa de cursos e grupos de estudo nas áreas de cinema e psicologia. Atualmente integra o Grupo Dilúvio de Teatro e o Coletivo Parêntesis de Teatro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.