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PRONAC 232447Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

OS FUZIS DA SRA. CARRAR

ALESSANDRA REIS 27 PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 2,68 mi
Aprovado
R$ 2,68 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Espetáculos artísticos / musicais com itinerância mínima em 2 regiões
Ano
23

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2023-11-01
Término
2024-09-30
Locais de realização (3)
Brasília Distrito FederalBelo Horizonte Minas GeraisRio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

"OS FUZIS DA SRA. CARRAR" propõe uma montagem teatral multimídia de uma das obras mais conhecidas do autor alemão Bertolt Brecht (1898-1956). Ambientada em 1937, em plena Guerra Civil Espanhola e sob o fantasma do fascismo, a peça conta a história de uma viúva que tenta, a todo custo, manter seus filhos longe dos conflitos. Como produto secundário, estão previstas mesas-redondas, inteiramente gratuitas e com transmissão simultânea on-line, sobre os temas suscitados pelo espetáculo, contando com a participação de debatedores escolhidos entre figuras relevantes da sociedade civil, do meio acadêmico e/ou artístico.

Sinopse

A ação de ”OS FUZIS DA SRA. CARRAR” se passa em uma noite de abril de 1937, em uma aldeia de pescadores da Andaluzia, no sul da Espanha, localizada entre Málaga e Almería. A peça aborda as contradições e as etapas da metamorfose de Teresa Carrar, cujo marido, o ativista Carlos, havia sido morto pela milícia fascista do General Francisco Franco, em decorrência de sua participação na greve dos mineiros de Oviedo, às vésperas da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). A Sra. Carrar defende uma posição de neutralidade perante o conflito, pois não quer que seus dois filhos se engajem na luta e tenham o mesmo destino do pai. Pedro, operário que luta contra a milícia, vai até a casa da irmã para tentar convencê-la a ceder os fuzis que pertenciam a seu marido, e que estão escondidos sob o assoalho. Durante este confronto, entra em cena o padre da aldeia, homem conservador, que apoia a posição de neutralidade da Sra. Carrar. Entre o padre e o operário ocorre um importante diálogo: Pedro pressiona o religioso a garantir que a neutralidade de Carrar poderia, de fato, trazer segurança para ela e sua família. O padre se retira e, algum tempo depois, chegam dois pescadores, trazendo o corpo de Juan, o filho mais velho de Carrar, recém-assassinado pelos franquistas enquanto trabalhava pacificamente no seu barco de pesca. Diante disso, Carrar muda de posição, entrega os fuzis às forças de resistência e se engaja na luta.

Objetivos

Objetivos gerais: 1. Oferecer ao público uma montagem multimídia do texto "OS FUZIS DA SRA. CARRAR", escrito por um dos maiores dramaturgos mundiais, porém há bastante tempo afastado dos palcos brasileiros; 2. Realizar temporada no Rio de Janeiro (RJ), e circulação em Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) no ano de 2024, impactando diretamente cerca de 17.680 espectadores ao todo; 3. Formação de público; 4. Fomento à economia criativa; 5. Ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais; 6. Gerar emprego e renda para aproximadamente 30 profissionais da cultura em cada um dos municípios. Objetivos específicos: A) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: 1. Realizar 30 sessões do espetáculo na cidade do Rio de Janeiro, ao longo de 10 (dez) semanas, atingindo diretamente cerca de 6.000 espectadores e indiretamente cerca de 15.000 através de plano de mídia e divulgação na temporada carioca; 2. Realizar 20 sessões do espetáculo na cidade de Belo Horizonte, ao longo de 5 (cinco) semanas, atingindo diretamente cerca de 5.240 espectadores e indiretamente cerca de 10.000 através de plano de mídia e divulgação na temporada mineira; 3. Realizar 20 sessões do espetáculo na cidade de Brasília, ao longo de 5 (cinco) semanas, atingindo diretamente cerca de 6.620 espectadores e indiretamente cerca de 10.000 através de plano de mídia e divulgação na temporada do DF; 4. Firmar convênios com os consulados da Alemanha e da Espanha, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Instituto Goethe, Casa da Espanha e instituições afins, para promover o espetáculo; 5. Distribuir gratuitamente o equivalente ao mínimo de 10% dos ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino, pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiários de ONGs e demais instituições da sociedade civil em cada um dos municípios, em atenção ao inciso II do Art. 27 da .N. nº 01/2023; 6. Comercializar o mínimo de 20% de ingressos em valores que não ultrapassem 3% do salário-mínimo vigente no momento da realização da proposta em cada um dos municípios, em atenção ao inciso III do Art. 27 da .N. nº 01/2023; 7. Oferecer ações inclusivas de acessibilidade, na forma de uma sessão semanal com audiodescrição e/ou intérprete de LIBRAS, em cada uma das três cidades do roteiro, durante todas as semanas de temporada; 8. Oferecer 4 (quatro) sessões gratuitas, a título de ensaios abertos, com vistas à formação de plateia, e em atenção ao disposto no inciso VI do Art. 28 da I.N. nº 01/2023, correspondendo a, aproximadamente, 10% do montante total de ingressos disponíveis. B) Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: 1. Promover como ação formativa cultural, em cada uma das três cidades do roteiro, e em atenção ao inciso II do parágrafo § 2º do Art. 30 da I.N. nº 01/2023 do MinC (Contrapartida Social), uma mesa-redonda seguida de debates, com entrada franca e transmissão simultânea on-line via streaming, contando com a participação de quatro importantes nomes da sociedade civil, do meio acadêmico e/ou artístico, visando discutir, multidisciplinar e transversalmente, temas suscitados pela dramaturgia de Brecht, tais como: as causas e os efeitos da Guerra Civil Espanhola; o fascismo, suas características, sua história e seus desdobramentos; as fragilidades do sistema democrático e como preservá-lo; a ilusão e as armadilhas da posição neutralista; as fronteiras entre o indivíduo e seu papel social etc.; 2. Oferecer acessibilidade física e de conteúdo (intérprete de LIBRAS) nas mesas-redondas aqui mencionadas.

Justificativa

A principal razão da proposição desse projeto é a urgência de seu tema: é possível se manter neutro diante dos horrores de uma guerra? Fruto de uma indagação genuína de Bertolt Brecht, "OS FUZIS DA SRA. CARRAR" é um texto curto, objetivo e sem rodeios: a peça mostra a completa transformação de uma senhora cuja maior preocupação é não deixar que seus filhos se envolvam com a guerra civil. Trata-se de um drama familiar situado em uma zona pobre de um país periférico, imerso nas mais variadas competições ideológicas: o embate internacional entre capitalismo e comunismo; o embate europeu entre nazismo, fascismo italiano, de um lado, e comunismo soviético, de outro; e o embate espanhol entre milícias socialistas e franquistas. Bertolt Brecht, um dos dramaturgos mais influentes e prestigiados da dramaturgia do século XX, acompanhou a primeira montagem profissional de "OS FUZIS DA SRA. CARRAR", encenada por imigrantes alemães em Paris, em 1937, na qual Helene Weigel, sua esposa, vivia a personagem-título. Depois, viriam inúmeras outras montagens pelo mundo afora. Em certo sentido, a popularidade do texto pode ser explicada pelo desejo de superar os traumas da guerra. Seria, também, uma tentativa de esboçar os contornos de um futuro possível, mediante o abandono da atitude de alienação e o engajamento coletivo e solidário das pessoas. Para Brecht, aprender com o drama é descobrir contradições: é aprender a ler a história. Sua dialética da moral converte-se em uma espécie de moral dialética, continuamente construída entre a consciência individual e a história. A permanência e a validade ativa deste humanismo brechtiano baseiam-se no contínuo aprendizado histórico e na consciência permanente dos horrores cometidos em meio à violência da guerra _ e não é demais lembrar que sua geração foi atravessada pelas guerras mais cruéis da história. A 1ª Guerra Mundial (1914-1918), por exemplo, matou 19,4 milhões de pessoas, ou 1,65% da população mundial da época (ONU, 2009). Foi o segundo conflito que mais eliminou seres humanos em toda a história, comprovando, também, o quanto uma disputa armada pode embrutecer uma sociedade. Naquele período, a utilização de novas tecnologias ganhou um impulso inédito. Foi ali também que os exércitos apareceram como instituições formais, hierarquizadas, ainda que vinculadas ou subordinadas ao Estado. Poucos anos depois, a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), considerada por muitos um "ensaio" para a 2ª Guerra Mundial, causou a morte de mais de 400 mil espanhóis e uma brutal recessão na economia, que levaria quase 30 anos para ser superada. E, embora seja difícil quantificar o número de mortos durante todo o período do regime ditatorial que se instaurou em seguida (1939-1975), estima-se que mais de 2 milhões de pessoas tenham perdido suas vidas para o franquismo. Finalmente, o mais infame dos confrontos da história da humanidade: a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), na qual 72 países se envolveram, deixando um saldo de 60 milhões de mortos. Só na Rússia pereceram 16,5 milhões, sendo 10 milhões de civis (um em cada quatro habitantes). Na França, morreram outros 700 mil; na Itália, 410 mil; na Inglaterra, 388 mil; nos Estados Unidos, 650 mil. A quantidade de mutilados é estarrecedora: 28 milhões. O custo financeiro chegou aos US$ 935 bilhões, levando a Europa à bancarrota (Educaterra, 2011). Não é de admirar que, findo o maior dos conflitos mundiais, e em face aos novos tempos de "guerra fria", "OS FUZIS DA SRA. CARRAR" tenha continuado encontrando enorme popularidade. No Brasil dos anos 1960, ensejou, pelo menos, seis montagens profissionais, capitaneadas por nomes como Antonio Abujamra, José Renato, Amir Haddad e Flávio Império, além de algumas montagens amadoras. No Brasil de hoje, porém, em meio à acirrada polarização que inflama os meios digitais, vimos ganhar força uma tendência calcada no repúdio indiscriminado ao debate político construtivo, atraindo os que preferem não se comprometer com nada, em nome da preservação de uma aparente e pretensa neutralidade. Cercados por esta nova categoria de "isentos", talvez já não seja assim tão difícil compreender por que "OS FUZIS DA SRA. CARRAR" esteja há tanto tempo afastada dos palcos brasileiros... Mais do que tudo, trata-se de uma peça necessária, justamente pelo fato de levantar a discussão de ideias e experiências existenciais _ a vida em sociedade, a responsabilidade social, a atuação sociopolítica dos indivíduos, a intolerância e muitos outros temas afins. Aí está outra boa razão para a proposição deste projeto: a extrema atualidade do texto e suas possíveis relações com as não menos flagrantes realidades brasileira e mundial, atravessadas pelas situações dos fluxos migratórios, provocados pelos cenários de guerra. Segundo dados da ACNUR-Brasil, Agência da ONU para Refugiados, mais de 68,5 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas em todo o mundo por conta de conflitos, perseguições ou violência generalizada (dados de 2019). Destas, 25,4 milhões são refugiadas, um número que cresceu mais de 50% nos últimos 15 anos. Mais da metade dos refugiados são crianças, e 57% deles vêm de apenas três países, que, não por acaso, estão enfrentando suas próprias guerras civis. A mais recente crise de deslocamento forçado no mundo é, sem dúvida, a da Guerra da Ucrânia, que, em um ano, já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, cerca de 1/3 da população total do país. Até quando ficaremos indiferentes a esta nova e trágica diáspora? Por todos estes motivos, a encenação de "OS FUZIS DA SRA. CARRAR" representa uma boa oportunidade para discutir a participação efetiva dos indivíduos e a (im)possibilidade da manutenção da neutralidade em meio a conflitos bélicos, ensejando um amplo debate sobre a cidadania e a atuação sociopolítica dos cidadãos. Neste sentido, o público a ser atingido diretamente pelo espetáculo é bastante amplo _ desde jovens até o público da melhor idade. É um público, por excelência, formador de opinião, isto é, aquele que tem acesso aos melhores veículos de comunicação e que tem o poder de recomendar os programas de que mais gosta para outras pessoas. Presume-se que a primeira temporada do espetáculo torne-se do conhecimento, por meio da mídia impressa e do trabalho de assessoria de imprensa, de algumas dezenas de milhares de pessoas no município e no Estado do Rio de Janeiro e, mesmo, em outros estados. A quantidade direta de pessoas atingidas, calculada a partir da estimativa desta primeira temporada e da lotação dos teatros pretendidos para a circulação do espetáculo, será de aproximadamente 17.680 pessoas. Deve-se acrescer a isso o impulso da transmissão on-line das três mesas-redondas a serem realizadas ao longo das apresentações. Portanto, reafirmando a grande relevância pública do projeto, entendemos que ele se enquadra no Art. 18, alínea a, da Lei nº 8.313, de 1991, por ter como produto um espetáculo de artes cênicas, conforme informado no campo "Resumo". De outra parte, atende plenamente aos Incisos I, II, III, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8313/91, bem como às finalidades expressas no Inciso II, Alínea C, do Art. 3º da referida norma, a saber: Art. 1º da Lei 8313/91 "I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso as fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX _ priorizar o produto cultural originário do País". Art. 3º da Lei 8313/91: "II _ fomento a produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore".

Estratégia de execução

Outras Informações 1) SOBRE O TEXTO E A MONTAGEM: Talvez nenhum outro dramaturgo do século XX tenha revolucionado tanto a teoria e a prática da dramaturgia e da encenação quanto Bertolt Brecht, seja por mudar radicalmente o sentido social do teatro, quanto por usá-lo como arma de conscientização política. Seus trabalhos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia, o Berliner Ensemble. Usando como inspiração a tragédia de John M. Synge, intitulada “Cavalgada para o Mar”, “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” foi escrito em 1937, a pedido do diretor Slaton Dudow, quando Brecht encontrava-se exilado na Dinamarca. Seguramente, o dramaturgo acompanhara os graves fatos ocorridos na Espanha no mês de abril de 1937, época na qual é ambientada a história de Teresa Carrar: a violenta e impiedosa atuação do General Queipo de Llano, conhecido como “Carniceiro de Sevilha”, contra seus adversários republicanos; as fases do bloqueio de navios de alimentos no porto de Bilbao; o bombardeamento aéreo de Guernica, em 26 de abril, pela Legião Condor alemã; e a terrível fuga em massa de 150 mil civis, que percorreram a pé os 200 km de distância entre Málaga e Almería. Poucos meses antes, quando a sangrenta Guerra Civil já havia sido deflagrada, realizara-se, em Londres, a primeira reunião da Comissão de Não-Intervenção, com representantes de 26 nações que optaram pela neutralidade em nome da manutenção da “paz europeia”. Inconformado, em julho de 1937, durante o 2º Congresso Internacional para a Defesa da Cultura, realizado em Madri, Brecht se pronuncia e esclarece que sua pequena peça é uma carta, escrita em nome do povo alemão, como apelo aos oprimidos para se rebelarem contra seus opressores e a favor do humanitarismo, e também uma carta à Sra. Carrar, para que ela entenda que nem todos que falavam alemão estavam de acordo com os generais e com a participação da Alemanha no conflito espanhol. A essência de “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” está, portanto, na questão da neutralidade e da não-intervenção, mostradas nos diálogos entre a protagonista e os representantes do proletariado e do clero. Brecht apresenta não só a situação de engajamento e de solidariedade, mas também a de intolerância das pessoas extremistas, que vêm à casa da Sra. Carrar para debochar de seu filho morto. Brecht, o pacifista, critica implacavelmente não o pacifismo adotado como convicção religiosa, mas como capitulação covarde diante do conflito. Seu objetivo era claro: incentivar a insurreição dos povos contra o fascismo e a luta em defesa da democracia. O autor, neste ponto, é bastante didático quanto à impossibilidade da neutralidade: quem não toma partido, auxilia o inimigo. Ou, em outros termos, quem vira o rosto, se torna conivente. Finalmente confrontada com os problemas objetivos da revolução, a Sra. Carrar liberta-se, então, da passividade de sua condição de vítima e toma a decisão consciente de fazer história. É certo que “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” encontra-se entre as mais admiráveis criações poéticas da dramaturgia de Brecht, pois nos permite compreender, com clareza, as fronteiras entre o individuo e seu papel social, um dos mais caros temas do teatro brechtiano. Diferentemente de outras peças suas, cujos personagens são representações coletivas, em traços intencionalmente rudimentares, aqui o indivíduo, na figura da protagonista, mostra-se falível. O esquema do teatro épico brechtiano é, portanto, nuançado pelo drama individual, sem anular sua natureza social. Por este motivo, peças como “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” podem ser lidas e assistidas não apenas como manifestos antibelicistas ou desvelamentos das entranhas sinistras da sociedade capitalista, mas também, e de forma mais essencial, como relações conflitantes entre sujeitos, palavras e sentidos. Não se trata de negar ou mesmo reduzir a carga política da obra de Brecht, mas sim de potencializá-la para além do alcance de quaisquer esquemas interpretativos preestabelecidos. Em resumo, “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” é um texto emocionante, doloroso e, ao mesmo tempo, poético, sobre a impossibilidade de se manter a neutralidade em meio a um cenário conflagrado, em que vidas humanas estão permanentemente em jogo. Acompanhando as desventuras da matriarca Teresa Carrar, somos tomados pela mesma reviravolta que se opera em seu espírito. Quanto à montagem em si, pode-se adiantar que o cenário será, na verdade, um videocenário, a cargo do experiente multiartista Batman Zavareze que, ultimamente, tem se dedicado à direção de arte de álbuns e shows de importantes personalidades da nossa música. Será usada a tecnologia de vídeo mapping, ou projeção mapeada, além das projeções volumétrica e imersiva – que, nos últimos tempos, vêm se tornando bastante populares em exposições de artes visuais. Constatou-se que a técnica de ocupar todo o espaço cênico com projeções propicia uma experiência envolvente e de grande impacto sobre o público, pelo elemento surpresa e por desafiar nossa percepção. O conteúdo das projeções será criado por meio de animação tridimensional, técnica de motion graphics, captação direta e ilusão ótica, remetendo ao cenário andaluz onde a peça se desenrola, mas também à estética das xilogravuras, ícones de um Brasil profundo, onde impera a mesma aridez percebida na peça de Brecht. Aqui, o conceito do “não-cenário” pode ser interpretado como signo da desterritorialização provocada pelas guerras; as videoprojeções seriam os tempos e lugares idealizados por aqueles obrigados a se deslocar. A sonoridade musical de “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” também estabelecerá um diálogo com nosso cancioneiro popular, notadamente com os ritmos nordestinos, como repente e cordel, que falam deste Brasil árido e sertanejo, muito próximo da Andaluzia rural dos anos 1930, local e época em que Brecht ambienta sua história. Às canções de Brecht e Kurt Weill se somarão composições originais, executadas ao vivo pelos atores/instrumentistas. Por fim, propõe-se a realização paralela de mesas-redondas, com entrada franca, em todas as cidades do roteiro, abrindo ainda mais o diálogo com a sociedade civil. A intenção será discutir, multidisciplinar e transversalmente, temas suscitados pela dramaturgia de Brecht e em estreita conexão com nossa realidade, tais como: as causas e os efeitos da Guerra Civil Espanhola; o fascismo, suas características, sua história e seus desdobramentos; as fragilidades do sistema democrático e como preservá-lo; a ilusão e as armadilhas da posição neutralista; as fronteiras entre o indivíduo e seu papel social etc. Em cada um dos encontros, haverá um mediador e quatro importantes nomes da sociedade, do meio acadêmico e/ou artístico nacional. Vale dizer que a transmissão on-line e igualmente gratuita de tais discussões ampliará, para além do público teatral, o alcance da proposta. “OS FUZIS DA SRA. CARRAR” pretende cumprir uma temporada de 10 (dez) semanas no Rio de Janeiro, no primeiro semestre de 2024, com sessões de sexta a domingo, totalizando 30 apresentações. Nesta primeira etapa, estima-se atingir um público total de 6.000 espectadores. A intenção é promover, também, a circulação do espetáculo nos municípios de Belo Horizonte e Brasília, totalizando 20 apresentações em cada um deles. Em Belo Horizonte, o público esperado é de 5.240 espectadores; em Brasília, estimam-se 6.620 espectadores. Ao todo, portanto, serão 17.680 espectadores atingidos. 2) SOBRE AS ETAPAS, PRAZOS E CUSTOS: As etapas, prazos e custos previstos no projeto procuraram estar de acordo com os valores de mercado de produção cultural e alinhadas aos preços médios do SalicNet para as localidades nas quais o projeto será realizado, conforme reza o Decreto nº 10.755/2021, Art. 6º, § 3º.

Especificação técnica

Espetáculo de Artes Cênicas Total de Apresentações: 70 (setenta) apresentações da peça teatral “OS FUZIS DA SRA. CARRAR”, sendo 30 (trinta) apresentações no Rio de Janeiro, 20 (vinte) apresentações em Belo Horizonte e 20 (vinte) apresentações em Brasília Quantidade de atores: 7 Duração estimada do espetáculo: 1h30 minutos Classificação indicativa: a partir de 12 anos Público estimado: 17.860 espectadores, sendo 6.000 espectadores no Rio de Janeiro, 5.240 espectadores em Belo Horizonte e 6.620 em Brasília OBS: Não há previsão de aquisição de bens duráveis nem de material de uso permanente no orçamento apresentado.

Acessibilidade

A) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: I – ACESSIBILIDADE FÍSICA (Aspecto Arquitetônico): Em atendimento ao Art. 25 da I.N. nº 01/2023 do MinC, nos termos dos Arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art.46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, serão adotadas as seguintes medidas de acessibilidade física: os espaços das apresentações possuirão acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida ou idosas, como banheiros adaptados, rampas e/ou elevadores de acesso, corrimão, sinalização, locais para cadeiras de rodas, entre outros. A produção do espetáculo garante a preferência por apresentações em espaços que já estejam devidamente adaptados para atender tais medidas de acessibilidade, e que tenham funcionários qualificados para recepcionar este público. A produção do espetáculo informa, também, que prestará atendimento prioritário às pessoas idosas e com mobilidade reduzida, de modo que sejam as primeiras a entrar e as primeiras a sair do teatro, antes e após as apresentações. II – ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO (Para Deficientes Visuais e Auditivos): Em atendimento ao Art. 25 da I.N. nº 01/2023 do MinC, nos termos dos Arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art.46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, serão realizadas apresentações com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e audiodescrição das cenas nos municípios do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Os serviços serão oferecidos uma vez por semana, durante todas as semanas em que o espetáculo estiver em cartaz, em todas as cidades do roteiro. Serão, portanto, 10 (dez) apresentações com acessibilidade de conteúdo no Rio de Janeiro, 5 (cinco) apresentações com acessibilidade de conteúdo em Belo Horizonte e 5 (cinco) apresentações com acessibilidade de conteúdo em Brasília, durante a temporada regular nos respectivos teatros. Para receber as apresentações, serão escolhidas instituições reconhecidas que trabalham com público deficiente visual e auditivo. A produção entrará em contato com as instituições para agendar as apresentações, e oferecerá transporte gratuito ao público interessado. Todo material de divulgação conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade. B) Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: I – ACESSIBILIDADE FÍSICA (Aspecto Arquitetônico): Em atendimento ao Art. 25 da I.N. nº 01/2023 do MinC, nos termos dos Arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art.46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, serão adotadas as seguintes medidas de acessibilidade física: os espaços para realização das mesas-redondas possuirão acessibilidade para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida, como banheiros adaptados, rampas e/ou elevadores de acesso, corrimão, sinalização, locais para cadeiras de rodas, entre outros. A produção do espetáculo garante a preferência pela realização das mesas-redondas em espaços que já estejam devidamente adaptados para atender tais medidas de acessibilidade, e que tenham funcionários qualificados para recepcionar este público. A produção do espetáculo informa, também, que prestará atendimento prioritário às pessoas idosas ou com mobilidade reduzida, de modo que sejam as primeiras a entrar e as primeiras a sair do teatro, antes e após as apresentações. II – ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO (Para Deficientes Visuais e Auditivos): Em atendimento ao Art. 25 da I.N. nº 01/2023 do MinC, nos termos dos Arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art.46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, as mesas-redondas contarão com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) nos municípios do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. (Vale sublinhar que, neste caso das mesas-redondas oferecidas a título de contrapartidas sociais, não haverá necessidade de serviços de audiodescrição, pois trata-se de conteúdo meramente expositivo). A previsão é de uma mesa-redonda em cada cidade do roteiro, com transmissão simultânea on-line via streaming em todas redes sociais do projeto. Para receber as mesas-redondas, serão escolhidas instituições reconhecidas que trabalham com público deficiente auditivo. A produção entrará em contato com instituições para agendar as apresentações, e oferecerá transporte gratuito ao público interessado. Todo material de divulgação conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade.

Democratização do acesso

PÚBLICO-ALVO: Trata-se de um espetáculo de teatro adulto, com classificação indicativa a partir de 12 anos. O público-alvo do projeto são jovens e adultos de todas as idades, com e sem deficiência, englobando professores, estudantes, formadores de opinião, profissionais liberais, aposentados, entre outros. Em atendimento ao Art. 27 da I. N. nº 01/2023 do MinC, a proposta irá adotar os incisos I, II, III e IV, a saber: “I – até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores; II – mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III – até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV – mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta”. Para efeitos de comprovação do atendimento ao inciso II acima descrito, informamos que a mesma se dará através de declaração subscrita pelas instituições recebedoras, constando: nome do projeto e número do PRONAC, o quantitativo de ingressos ou produtos recebidos gratuitamente, o compromisso da instituição recebedora de promover a distribuição gratuita à população beneficiária e o nome da instituição recebedora, CNPJ e dados do seu representante/subscritor (nome, RG e CPF e cargo que exerce). Também será cumprido o disposto no § 3º do mesmo Artigo, quanto à parametrização estabelecida no sistema: “I – meia entrada assegurada para estudantes em, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do quantitativo total dos ingressos comercializados, conforme o § 10 do art. 1º da Lei nº 12.933, de 2013; e II – meia entrada assegurada para idosos em todos os ingressos comercializados, conforme art.23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003”. Em complementação aos itens já atendidos, serão contemplados também os incisos III, IV, V e VI do Art. 28 da I.N. nº 01/2023 do MinC, a saber: “III – oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; IV – disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V – permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão; VI – realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas”. Em relação aos incisos III e VI acima descritos, informamos que será oferecido transporte gratuito ao público portador de deficiência visual e/ou auditiva nos dias em que o espetáculo contar com serviços de acessibilidade de conteúdo (audiodescrição e intérprete de LIBRAS). Com estas ações, o projeto busca atender, ainda, ao pressuposto definido no Artigo 27 do Decreto 5761, de 27/04/06, no que tange à democratização do acesso aos bens culturais resultante da sua execução.

Ficha técnica

Funções a serem exercidas pela proponente (Alessandra Reis), por 11 (onze) meses de trabalho, totalizando remuneração de R$ 118.700,00: Direção de Produção Produção Executiva Coordenação Administrativo-Financeira + Remuneração para captação de recursos (acrescer, caso seja realizada pela proponente). OBS: Os itens poderão ser modificados de acordo com os recursos captados e eventual adequação do projeto, sempre respeitando os limites estabelecidos pela lei. Equipe artística do projeto: Texto – Bertolt Brecht Tradução – Antonio Bulhões Direção Artística – Victor García Peralta Elenco protagonista – Kelzy Ecard, Johnny Massaro, Marcello Escorel e Eduardo Rieche Elenco coadjuvante – [A definir] Videocenário – Batman Zavareze Figurinos – Luiza Fardin Iluminação – Bernardo Lorga Trilha Sonora – Marcello H. Equipe técnica do projeto: Idealização e Coordenação Geral – Eduardo Rieche Direção de Produção, Produção Executiva e Coordenação Administrativo-Financeira – Alessandra Reis Currículos resumidos: VICTOR GARCÍA PERALTA – Diretor Dirigiu “Decadência” e “Quartett”, ambas com Beth Goulart e Guilherme Leme; “Os Homens Säo De Marte, E É Pra Lá Que Eu Vou”, com Mônica Martelli (Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Direção); “Não Sou Feliz, Mas Tenho Marido”, com Zezé Polessa; “Sexo, Drogas & Rock ‘N’ Roll”, com Bruno Mazzeo; “Quem Tem Medo De Virginia Woolf?”, com Zezé Polessa e Daniel Dantas; “Tebas Land” (Prêmio Botequim Cultural De Melhor Direção); “Tráfico” e “Sra. Klein”. KELZY ECARD – Elenco Esteve em “Incêndios”, com direção de Aderbal Freire-Filho – Prêmio CENYM e o Prêmio APTR de Melhor Atriz Coadjuvante 2013, mesmo prêmio recebido em 2007 por seu trabalho em “Rasga Coração”. Esteve no grande sucesso “Tom na Fazenda”, com direção de Rodrigo Portella, pelo qual recebeu duas indicações ao prêmio de Melhor Atriz coadjuvante. Foi indicada aos prêmios Shell, Quem e Questão de Crítica de Melhor Atriz 2012 pelo espetáculo “Breu”, com direção de Miwa Yanagizawa. Participou da novela da TV Globo “Segundo Sol”, tendo ganhado o prêmio Uol como Atriz Revelação e sendo indicada aos Prêmios Melhores do Ano do Faustão e Prêmio Extra de Televisão. Recentemente, esteve nas novelas “Éramos Seis” e “Todas as Flores”. JOHNNY MASSARO – Elenco Estreou na novela “Floribella”, da TV Bandeirantes. Tornou-se conhecido nacionalmente na novela “Malhação”, sendo indicado ao Prêmio Contigo! de TV como Melhor Ator Revelação. Em 2012, fez parte do remake de “Guerra dos Sexos”, e em 2014, estrelou “Meu Pedacinho de Chão”, pelo qual foi vencedor do Prêmio Quem de Televisão como Melhor Ator Coadjuvante. Em 2018, interpretou o Príncipe Rodolfo de Montemor em “Deus Salve o Rei”, pelo qual foi indicado ao Prêmio Extra de Melhor Ator de TV. Seu último trabalho no vídeo foi em “Terra & Paixão”. No teatro, esteve em “Tango, Bolero e Cha-cha-cha”, dirigido por Bibi Ferreira; “O Tempo e os Conways”, “R&J de Shakespeare – Juventude Interrompida”, “Cara de Fogo” e “Estranhos.com” (Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Elenco). MARCELLO ESCOREL – Elenco Artista versátil, transita livremente por diferentes registros de atuação, tendo sido dirigido por nomes como Maria Clara Machado, Aderbal Freire-Filho, Domingos Oliveira, Wolf Maya, Ítalo Rossi, Stella Miranda, Marcus Alvisi, Luiz Arthur Nunes, Ulysses Cruz e Eduardo Tolentino de Araújo. Foi indicado ao Prêmio Molière de Melhor Ator por seu desempenho em “A Falecida”, com direção de Gabriel Villela. Esteve também em “Vaidades e Tolices”, pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator, e “Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”, dirigido por Guilherme Leme Garcia. Em 2006, foi contratado pela TV Record, participando de “Milagres de Jesus”, “Vidas em Jogo”, “Ribeirão do Tempo” e “Poder Paralelo”. Na TV Globo, participou, entre outras, de “Um Só Coração”, “Senhora do Destino”, “O Clone” e “Pega Pega”. EDUARDO RIECHE – Elenco / Idealização do Projeto e Coordenação Geral Ator, autor, tradutor e produtor. Vencedor do Prêmio Shell 2009 de Melhor Autor e do Prêmio Coca-Cola 1996 de Melhor Ator, estreou profissionalmente em 1990, no espetáculo “As Testemunhas da Criação”, com texto e direção de Domingos Oliveira. Ao longo de 33 anos de carreira, participou de mais de 30 espetáculos, tendo trabalhado com diretores como Moacyr Góes, João Fonseca, Viniciús Arneiro, Ary Fontoura, Enrique Diaz, Regina Miranda, Wolf Maya, Márcio Vianna e Luiz Fernando Lobo, entre outros. É autor da biografia “Yara Amaral – A Operária do Teatro”, indicada para os Prêmios Cesgranrio e APTR 2016 e finalista do 59º Prêmio Jabuti de Literatura. BATMAN ZAVAREZE – Videocenógrafo / Designer gráfico Trabalha com projetos multidisciplinares ligados a exposições, shows, peças de teatro e programas broadcasting para canais brasileiros e internacionais. Suas produções dialogam com arte e tecnologia utilizando como suporte principal o vídeo. Idealizador, Diretor-Geral e Curador do Festival Multiplicidade. Dirigiu o Festival do Futuro, posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva; a turnê do disco “Portas”, de Marisa Monte, e “Capital Inicial 4.0”, em homenagem aos 40 anos da banda; as lives de AnaVitória e Carlinhos Brown; turnê do show da banda Los Hermanos; turnê internacional dos Tribalistas; show de final de ano de Roberto Carlos, na TV Globo; as projeções do encerramento das Olimpíadas Rio. LUIZA FARDIN – Figurinista Bacharel em Design de Moda e Vestuário e pós-graduada em Figurino e Carnaval. Realizou diversos trabalhos, destacando-se: “[Des]conhecidos”, “Capivara na Luz Trava”, “Balé Ralé”, “Nunca Fui Canalha”, “Le Circo de La Drag”. Em 2017, recebeu os prêmios Cesgranrio, Shell e APTR na categoria de Melhor Figurino pelo espetáculo “Se eu fosse Iracema”. BERNARDO LORGA – Iluminador Atua desde 2010 na realização de eventos culturais e corporativos, assumindo diferentes funções, tendo assinado a luz de mais de 20 projetos teatrais. Foi indicado aos prêmios Cesgranrio e APTR 2022 de Melhor Iluminação pelo espetáculo “Tráfico” (direção Victor Garcia Peralta), ao Prêmio Botequim Cultural 2019 por “Solo” (direção Vinícius Arneiro), e ao Prêmio Cesgranrio 2017 por “A Festa de Aniversário” (direção Gustavo Paso). MARCELLO H. – Direção Musical / Criação de Trilha Sonora Produziu a trilha de “O Estrangeiro”, com direção de Vera Holtz, além de outras peças como “Como é que Pode”, “Dois Perdidos numa Noite Suja” e “Sra. Klein”. Em 2012, participou do espetáculo “Trágica.3”, dirigido por Guilherme Leme, que integrou o Festival de Beijin, na China. Compôs, junto com Beto Lemos, a trilha sonora do espetáculo “Gritos”, da Cia. Dos a Deux, indicada ao prêmio APTR de 2016. Em 2017, assinou a direção musical da peça “Tom na Fazenda”, de Michel Marc Bouchard, com direção de Rodrigo Portela, trabalho pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell. ALESSANDRA REIS – Diretora de produção Atuante desde a década de 80, produziu importantes espetáculos, como “O Mistério de Irma Vap”, “Fica Comigo esta Noite”, “5X Comédia” e “Não sou Feliz, Mas Tenho Marido”. Atuou na implantação da Fundação Cidade das Artes (RJ). Em 2012, assinou a direção de produção do espetáculo “Não Sobre Rouxinóis” e passou a coordenar a turnê do espetáculo “A Primeira Vista”, com Drica Moraes e Mariana Lima, direção de Enrique Diaz. Em 2016, estreou ao lado da atriz idealizadora Debora Bloch a peça “Os Realistas”. Entre 2019 e 2021, realizou turnê nacional com o musical infantil “Malala, a menina que queria ir para a escola”, e produziu “O Recital da Onça”, marcando a volta de Regina Casé aos palcos. Sua mais recente produção foi o espetáculo “Ficções” (2022), estrelado por Vera Holtz, Prêmio Shell de Melhor Atriz.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.