Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
*Nítida Bahia: uma viagem no tempo* propõe uma exposição envolvendo a projeção de fotografias analógicas animadas, pertencentes ao Acervo Arlete Soares. Trata-se um experimento visual/sonoro imersivo a ser apreciado presencialmente em espaço cúbico. Trata-se de uma viagem no tempo para Salvador da Bahia do início da década de 1970, um trabalho que valoriza a memória, práticas culturais, patrimônio imaterial e história cultural da primeira capital do Brasil. Esta proposta propõe a circulação da exposição por quatro das principais capitais do país: Salvador-BA, Brasília-DF, Belo Hozironte-MG e São Paulo-SP.
O projeto experimental de animação 2D se inicia em Armação e sua orla de coqueiros por cima da praiaparadisíaca. Alguns elementos durante o vídeo serão levemente colorizados. No take seguintevemos pescadores iniciando a puxada de rede e o título surge na tela até o farol de Itapuã em vermelhoe branco pequenino no horizonte, enquanto os pescadores, na beira da praia, puxam a rede no vai e vemdas ondas. A trilha original se mescla com trechos do clássico de Dorival Caymmi, "Promessa de Pescador".Vemos com mais detalhes, a rede e os pescadores em movimento de acordo a sonoplastia que se atenuaem volume. Surge então um peixe azul no ar, revela-se a fartura na paleta azul e cinza, eis a aberturado vídeo embalada pelo violão, o som do mar, dos pescadores, crianças, cães, pássaros e siris. O ventosopra os coqueiros e na sequência vemos a orla de Salvador, carros em movimento o mar azulcirculando a península desde do Rio Vermelho, Barra, Ladeira da Montanha até chegar na Praça daSé. Entramos no Pelourinho, vemos ambulantes e moradores em movimento, casarões, um fusca azulsubindo a ladeira do Pelô e seguimos para o Santo Antônio além do Carmo até chegar no Mercado doOuro, local onde se encontra o fotógrafo Pierre Verger no embalo da capoeira. Em seguida entramosna Feira de São Joaquim onde vemos feirantes, produtos e baianas e seguimos para o MercadoModelo de barco pela baía. Dentro do Mercado Modelo, vemos feirantes no térreo e no andar decima, Naná Vasconcelos tocando berimbau com os garotos e seus berimbaus coloridos, enquanto JorgeAmado conversa com Vinícius de Moraes e Camafeu de Oxóssi na mesa do restaurante. O vídeo terminacom o barco que saiu da Feira de São Joaquim, passando pela frente do Elevador Lacerda e o barcosegue no mar, enquanto os créditos são exibidos na tela ao som da música de Riachão, "Retrato da Bahia".
Objetivo Geral: Realizar a produção e circulação da exposição "Nítida Bahia: uma viagem no tempo" em 4 das principais capitais do país. As imagens serão exibidas em formato de projeção imersiva de fotografias análogicas animadas, de autoria da fotógrafa Arlete Soares, convocando o expectador a uma viagem no tempo para Salvador da Bahia, do início da década de 1970. Objetivos Específicos: Selecionar, digitalizar e tratar cerca de 150 fotografias analógicas a serem exibidas em projeção digital; Produzir uma experiência imersiva com uma projeção animada + duas projeções paralelas, em espaço cúbico, sobre práticas culturais soteropolitanas da segunda metade do século XX; Ocupar até quatro centros culturais do País com a exposição/projeção; Apresentar uma narrativa artística sobre as matrizes antropológicas, geográficas, artísticas e práticas cotidianas de uma Salvador de 50 anos atrás; Realizar um experimento visual animado, a partir do Acervo Arlete Soares, que recria e dinamiza as narrativas originais de fotografias analógicas; Desenvolver uma trilha sonora original para a narrativa imagética; Promover quatro conversas (uma em cada cidade) com a artista Arlete Soares e a curadora do Acervo, Goli Guerreiro, sobre fotografia analógica e o cotidiano curatorial.
O projeto lança luz e amplia o acesso ao Acervo de Arlete Soares, a mais velha fotógrafa em atividade em Salvador que, desde o encerramento das atividades da Editora Corrupio (1979-2020), se dedica inteiramente à organização de seu acervo fotográfico de cerca de 70 mil itens, capturados entre os anos de 1968-2023 em diversos países e principalmente na Bahia. Desvendar o Acervo Arlete Soares é um modo privilegiado de conhecer mundos, pessoas, histórias. A potência antropológica de seu arquivo fotográfico não está somente nas nuances de diversas culturas africanas, indígenas e orientais. Ao explicitar diferenças e semelhanças sugere a riqueza dos repertórios particulares que nos oferece. Esta proposta de releitura e dinamização através de técnicas de animação de fotografias tece narrativas sobre matrizes antropológicas, geográficas, arquitetônicas, artísticas e práticas cotidianas de uma Salvador de 50 anos atrás, um período vibrante da cultura soteropolitana, criando um experimento que tem como fundamento ativar a memória poética de uma cidade culturalmente singular. Esse conjunto de imagens a serem animadas surpreende por seu valor etnográfico, artístico, memorialístico e intimista, e mostra personagens célebres como Jorge Amado, Pierre Verger, Naná Vasconcelos, Vinicius de Moraes, Camafeu de Oxossi, com os quais a fotógrafa convivia. Trata-se de uma viagem no tempo para Salvador da Bahia do início da década de 70, um trabalho que valoriza a memória, práticas culturais, patrimônio imaterial e história cultural da primeira capital do Brasil. Os temas desse conjunto de imagens abordam diversas práticas culturais de matriz afrobrasileira como puxada de rede, capoeira, navegação de cabotagem em saveiros, cotidiano do Pelourinho e mercados tradicionais (incluindo gastronomia) Mergulhar nessa projeção amplia a conexão dos brasileiros com a cultura regional e as manifestações ancestrais. Art. 1º II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; Art. 3º II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
O Acervo Arlete Soares está situado na cidade do Salvador e se mantém de forma independente com recursos da própria artista. Essa proposta foi elaborada com intuito de visibilizar esse acervo, a fim de obter patrocínios que contribuirão para preservação e dinamização desse patrimônio material e imaterial. O arquivo fotográfico é o principal elemento de um acervo maior que reúne cartas, postais, selos, gravuras, desenhos, ilustrações, livros, discos, filmes, catálogos, pósteres, obras de arte, têxteis, objetos imprevisíveis. Todo esse mosaico autobiográfico, em sua maior parte inédito, está em processo de estudo minucioso para mapeamento e catalogação, e vem sendo virtualmente compartilhado. O acervo de muitas tonalidades que Arlete Soares construiu é a melhor tradução de sua visão de mundo. São valiosas coleções de uma esteta que conhece os elos sutis entre beleza, sabedoria e memória.
De acordo com o roteiro anexado serão selecionadas cerca de 150 fotografias a serem digitalizadas, tratadas, por vezes com detalhes colorizados. As fotos de Arlete Soares entre 1971-73, então analógicas e P&B, serão transformadas em frames e animadas através do deslocamento de pixels dos objetos, cenários e personagens, acrescentando efeitos especiais de imagem e som com trilha original, para realizar uma narrativa experimental imersiva de 5 minutos com projeção mapeada em 3 das 4 paredes de uma sala expositiva. Utilizando como base, as técnicas clássicas da montagem cinematográfica, stop motion e colagem. (exemplos da técnica em Anexos).
ACESSIBILIDADE FÍSICA: A exposição circulará somente por centros culturais que já possuem estrutura adaptada para acessibilidade. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: É previsto audiodescrição da projeção, através de fones bluetooth. Em relação as pessoas com deficiência auditiva, em se tratando de um projeto basicamente visual, não há perda na fruição da exposição proposta.
O acesso à sala de exibição será gratuito e liberado a todos os públicos, sem interdição de idade; Em cada cidade, a fotógrafa e a curadora farão um bate papo sobre fotografia e dinamização de acervos analógicos que será transmitido em tempo real pelo canal do youtube do Acervo Arlete Soares
CURADORA E DIRETORA ARTÍSTICA: GOLI GUERREIRO Goli guerreiro é Pós-doutora em antropologia urbana e em letras. Se define como antropóloga estética. Compôs uma trilogia literária, em diferentes narrativas, sobre a cidade do Salvador e suas conexões na diáspora negra. Tem seis livros publicados. Edita o blog www.terceiradiaspora.blogspot.com abordando a contemporaneidade cultural no mundo atlântico. Realiza cursos, conferências e mostras iconográficas sobre culturas negras. Empreende o projeto cultural almerinda + criadores. Fundou o Coletivo Fuxicos Futuros composto por mulheres artistas e intelectuais, no Instituto Goethe. E é membro da UNIDAS - Rede de Mulheres entre América Latina, Caribe e Alemanha. Curadora de fotografia responsável pelo Acervo Arlete Soares e idealizadora do projeto Estúdio África. DIREITOS AUTORAIS (ARTISTA – FOTÓGRAFA): ARLETE SOARES Arlete Soares (1940-) é fotógrafa e editora. Baiana de Valença, aquariana e filha de Iemanjá. Mudou-se para Salvador ainda criança e formou-se em pedagogia. Foi secretária geral do Teatro Castro Alves e assumiu sua direção por algum tempo. Deixou o Brasil durante o regime militar e foi estudar psicologia em Paris, onde começou a fotografar em 1969, em meio à contracultura, a convite de seu amigo Sebastião Salgado. fundou a Editora Corrupio para cumprir uma promessa feita ao fotógrafo francês Pierre Verger: trazer três mil negativos (feitos na Bahia) e publicar sua obra etnológica no Brasil. Retratos da Bahia, uma obra prima de Verger, foi o ponto de partida da Corrupio, criada para divulgar sua vasta produção textual e imagética, dedicada às relações entre a África e a Bahia. Da convivência íntima entre Verger e Arlete (então uma das diretoras da Fundação Gregório de Mattos) nasceu o projeto África Negra / Benin –Bahia que, entre os anos de 1986 a 1988, fundou a Casa do Benin e realizou uma série de atividades criando uma espécie de “fluxo e refluxo” atualizado, no centenário da abolição. João Jorge Rodrigues afirma: “O Olodum aprendeu com Arlete a publicar livros, a montar uma biblioteca, aprendeu que a memória é importante” (In: Depoimento na Flipelô, 2019). Por mais de quarenta anos no comando da Corrupio, Arlete, sendo uma mulher nordestina, marcou uma posição diferenciada no mercado editorial brasileiro. Posição notável e árdua o bastante para disputar espaço com a sua paixão pela arte de fotografar. Mas seu talento não passou despercebido. Em 2016, foi homenageada na Semana de Fotografia da Bahia, realizada na Caixa cultural e teve uma sala de exposição dedicada a suas fotografias vintage, registradas e ampliadas entre os anos de 1969 e 1994. Arlete realizou exposições individuais em Fortaleza (1997) e Salvador (2007) e participou da SP Photo (2015). É autora de cinco livros de fotografia. Caminhos da Índia (1991 e 2000), Israel Shalom! (1994), Bahia Tatuagens (1997), Bahia 2000 (1998); Anônimos (2010). Em 2021, lançou seu primeiro texto literário, Sobre Helen. Uma escrita baseada na história de amor vivida pela estudante inglesa Helen Edington, sua avó materna e Manoel Andrade, seu avô, um pescador baiano, que viveram na cidade de Valença-Bahia no final do século 19 e começo do século 20. Durante a 8ª edição do Prêmio Pierre Verger, em 2021, Arlete Soares foi homenageada pela importância que teve na trajetória do fotógrafo francês, através da montagem da exposição “Nítida Bahia” - Homenagem ao Percurso, montada no casarão do Palacete das Artes com 40 imagens de Salvador da Bahia entre os anos de 1970-80. É a mais velha fotógrafa em atividade em Salvador e, desde o encerramento das atividades da Editora Corrupio, em 2020, se dedica inteiramente à organização de seu acervo fotográfico de cerca de 60 mil itens, capturados entre os anos de 1968-2022. Parte dessas imagens podem ser vistas no perfil do Acervo Arlete Soares no Instagram @acervoarletesoares e no Flickr https://www.flickr.com/photos/arletesoaresacervo/collections. COORDENADOR GERAL: ANDERSON ROSEMBERG Formado em administração de empresas e pós graduado em Relações Publicas, produtor executivo com 18 anos de experiência, que atua no mercado desde 1993. Presta um serviço único de consultoria em comunicação, planejamento e execução de projetos. Oferece um cumprimento rigoroso de prazos, de modo a atingir resultados de excelência, com o melhor custo e benefício. É gestor da casa de eventos TRAPICHE BANABÉ e realizador do Festival FLOW e festa BIERGARTEN. Foi coordenador de produção do JAM NO MAM, Museu de Arte Moderna da Bahia.; Produtor Independente de shows de diversas bandas brasileiras, como Cachorro Grande, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Cabruêra; e Produtor executivo e de montagem Montagem de exposições em diversos espaços expositivos na Bahia, São Paulo e Angola. Com obras de artistas reconhecidos nacionalemnte, como: Carlito Carvalhosa, Tunga, Eder Santos, etc. Anderson é responsável legal da Al Dente Produções, aqui proponente. PRODUÇÃO EXECUTIVA: FELIPE RÊGO Gestor e produtor cultural com experiência em gestão de equipes criativas e projetos colaborativos nas mais diversas áreas do campo cultural. Sócio da Luminus Consultoria e graduado em Produção Cultural com MBA em Gestão de Negócio. Foi gerente de promoção cultural na Fundação Gregório de Mattos; fundação cultural subordinada à Prefeitura de Salvador – BA (2017 a 2023), de 2013 a 2015 foi o gestor de projetos da equipe do Educativo do MAM-BA; foi também gestor dos projetos educativos na 3ª Bienal de Artes da Bahia (2014). PRODUÇÃO DE IMAGENS (AUDIOVISUAL): FABRÍCIO JABAR Fabrício Jabar é um desenvolvedor de som e imagem brasileiro, nascido em Salvador (Bahia), com diferencial inovador para criação e produção de conteúdos audiovisuais, porque alia sensibilidade sonora à visão cinematográfica e está presente em diferentes mercados, atuando como criador, diretor do audiovisual, videomaker e editor de som e imagem, desde 2003. Especializado em produções artístico-culturais, curtas-metragens, animações 2D, videoclipes, filmes, documentários etnográficos (com ênfase no Patrimônio Cultural), tem sólida experiência na produção de trilhas sonoras, sound design e efeitos sonoros e visuais, gradativamente vem conquistando reconhecimento e fortalecendo seu trabalho através de parcerias e clientes, atuando em diversos setores da Cultura, elaborando e realizando projetos cultuais autorais, como também, participando de projetos publicitários, empresariais, educativos, televisivos e artísticos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.