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PRONAC 232849Apresentou prestação de contasMecenato

Uberlândia na Rota das Culturas

UBERLANDIA NA ROTA DO TEATRO LTDA
Solicitado
R$ 1,66 mi
Aprovado
R$ 1,65 mi
Captado
R$ 923,2 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (6)
CNPJ/CPFNomeDataValor
01612795000151Brasal Refrigerantes S.A1900-01-01R$ 430,0 mil
18485037000112METALGRAMPO COMERCIO E SERVICOS LTDA1900-01-01R$ 238,2 mil
26314062000161SANKHYA JIVA TECNOLOGIA E INOVACAO LTDA1900-01-01R$ 150,0 mil
03857930000154INTECOM SERVICOS DE LOGISTICA LTDA1900-01-01R$ 90,1 mil
17351180000159Banco do Triângulo S. A1900-01-01R$ 8,9 mil
04154059000195FARMA SERVICE DISTRIBUIDORA LTDA1900-01-01R$ 6,0 mil

Eficiência de captação

56.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festivais
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Uberlândia
Início
2024-03-01
Término

Resumo

Apresentações de grupos locais e convidados, "As Meninas Velhas", "Eu de Você", "A Janela Azul", "Bárbara", "O Ator que virou Queijeiro", "A Vedete do Brasil", "Flávio Aciole e Maria Célia", "A Última Sessão de Freud", "Orquestra Popular do Cerrado", "Nasci Para Ser Dercy", "Cia It de Dança", "Brilho Eterno", "Cia Porta 84", "Cia Druw de Dança", "Cia Pititico", "Traidor", "Congada e Folia de Reis", "Ficcções", "Ana Clara Guerra e Bailarina", com mais dez apresentações em espaços públicos da cidade, três exposições de fotografias, oficinas e identidade da programação de cada mês criada por dez artistas visuais da cidade.

Sinopse

AS MENINAS VELHAS, com Lucinha Lins, Bárbara Bruno e Sônia de Paula Quatro amigas da vida inteira, todas na faixa etária de 60 anos, trafegam por reflexões sobre a vida, mostrando que na contemporaneidade as mulheres ainda são muito joviais aos 60 anos. Artistas locais: Isa Nunes (música), Mônica Cunha (livro), Juliana Shcroden (teatro) e Luciana Bernardes (dança) EU DE VOCÊ - COM DENISE FRAGAAo lado de uma banda composta só por mulheres, por meio da música, da poesia e de relatos, alguns comoventes e outro divertidos, traz históriareais enviadas para ela durante a pandemia. Artistas locais: Isa Nunes (música), Mônica Cunha (livro), Juliana Shcroden (teatro) e Luciana Bernardes (dança) FICCÇÕES, com Vera Holtz e o músico Federico Puppi. Roteiro inspirado no best-seller “Sapiens – uma breve história da humanidade”, de Yuval Noah Harari. O monólogo foi escrito por Rodrigo Portella, estrelado por Vera Holtz e idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima, trata da capacidade humana de criar e acreditar em ficções. O que foi ou não inventado? Artistas locais: a volonista Ana Clara Guerra e a bailarina Marise Piva BÁRBARA, com Marisa Orth. Montagem inspirada no livro “A Saideira”, de Barbara Gancia, a montagem traz ainda reflexões íntimas da atriz em um texto emocionante, cheio de pitadas cômicas, com a luta contra o alcoolismo como tema central. “Barbara” ganhou, assim, uma encenação limpa, privilegiando o trabalho de atriz em um texto forte, cômico e ao mesmo tempo emocionante. Artistas locais: Ivens, o Ator Que Virou Queijeiro BRILHO ETERNO, com Reynaldo Gianechini e elenco Livremente inspirado no longa “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, a versão brasileira questiona, de maneira lúdica e por muitas vezes cômica, o quanto as pessoas se mostram dispostas a viver situações de sofrimento por amor durante a vida. Artistas locais: Grupo Porta 84 de Teatro CIA DRUW DE DANÇA A dança categorizada como infanto-juvenil, mas provoca encantamento nos adultos. Com Vila Tarcila, Por Ti Portinari e Girassóis, o grupo integra este projeto com uma mostra de parte de seu repertório. A companhia também foi indicada ao Prêmio APCA de Dança de 2022. Artistas locais: Grupo Pititicos de Palhaçaria TRAIDOR, com Marco Nanini e elenco Para encenar os tempos apocalípticos, Gerald Thomas se juntou a Marco Nanini em "Traidor", quando Nanini dá vida ao fluxo de consciência de um homem beirando à loucura, saturado das informações do TikTok, do Instagram e do WhatsApp, que enxerga os usuários das redes sociais como tropas do mal, e divide a cena com outros atores, prolongamentos de sua personalidade em plena crise. Artistas locais: terno de Congada e grupo de Folia de Reis A VEDETE DO BRASIL, com Suely Franco, Flávia Monteiro e Bella Quadros Um musical cuja protagonista é a veterana Suely Franco, sobre a vida de uma das mais polêmicas vedetes brasileiras, Virgínia Lane, cuja história, além de impactar a sociedade da época, traz consigo uma relação extra conjugal, durante 15 anos, com ex presidente Getúlio Vargas. Artistas locais: o ator e cantor lírico Flávio Arciole, interpretando textos de Guimarães Rosa e entoando canções, ao lado da pianista Maria Célia. A ÚLTIMA SESSÃO DE FREUD, com Odilon Wagner e Claudio Fontana Encontro fictício entre Sigmund Freud, o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C. S. Lewis, debatendo, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus, o que leva a reflexões profundas sobre a existência. Artistas locais: Orquestra Popular do Cerrado. CIA BALÉ DE CEGOS A única companhia de dança do mundo com deficientes visuais chega a Uberlândia. Sua fundadora e diretora, Fernanda Bianchini, é quem divulga para o mundo o método pioneiro de ensinar dança às pessoas com deficiência. Artistas locais: Cia Fábio Wladmir de dança inclusiva NASCI PRA SER DERCY, com Grace Gianoukas O premiado monólogo “Nasci pra ser Dercy” , escrito e dirigido por Kiko Rieser, presta uma homenagem a Dercy Gonçalves, uma das maiores atrizes do século XX. A peça mostra a importância, muitas vezes ignorada, da atriz para o teatro brasileiro e para a liberdade feminina, bem como sua inquestionável singularidade. Artistas locais: Cia It de Dança Contemporânea

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS: O projeto se propõe a atingir três metas: formar plateias, inserir a cidade na rota dos espetáculos, instrumentalizar a cena local com apresentações e referências teóricas e práticas da construção artística. Alcançando-as, é necessário ampliar a oferta cultural que mantenha essa mesma plateia com o desejo de consumir cultura continuamente, valorizando a expressão cênica por seus conteúdos, atingindo também o fortalecimento da cena local. Com espetáculos que atraiam desde pessoas já habituadas a serem espectadoras até os que nunca foram ao teatro, se consolida a evolução cultural na cidade, tendo como premissa a consistência artística e promovendo também a inclusão, com apresentações inclusivas, traduções em libras e braille, audiodescrição, entre outras formas de acessibilidade. Há uma magia em reconhecer, em uma única noite, o que se produz cenicamente lá fora e dentro de sua própria comunidade. Esse desenho desperta no espectador a sensação de pertencimento, de ir a um evento atraído por grandes nomes e se deparar, às vezes com surpresa, com expressões artísticas locais, relevantes e comoventes. O projeto pretende demonstrar isso. E, em decorrência, multiplicar a quantidade de pessoas que seguirão os artistas locais. A cada apresentação local, um folder será distribuído nele contendo o breve histórico, o repertório e os contatos dos artistas que ali se apresentam. Com essa programação dupla, há o (re)conhecimento de que o mundo é plural e as artes são múltiplas, além da observância de que os artistas, de um modo geral, se colocam à disposição do público, promovendo a catarse e a reflexão e, com a inerente generosidade à arte, doando-se ao fazer teatral. Apenas pelo contraponto entre as artes locais e as que vêm de fora, o evento se torna um elemento aglutinador e transformador para os espectadores. Como uma das contrapartidas sociais, cada grupo convidado ministrará uma oficina de formação e/ou capacitação para a população artística da cidade, sendo diversificada a oferta, como oficinas de interpretação, direção, dramaturgia, design de som e luz, de produção, figurinos, direção, cenografia e expressões vocais e corporais. Ainda no campo de formação, o projeto levará apresentações artísticas de grupos locais para escolas públicas da cidade, desse modo apresentando as artes cênicas e musicais às crianças e adolescentes e despertando nelas o desejo de conhecer melhor o universo da cultura brasileira. As artes visuais da cidade serão contempladas. A cada atração, um artista local será convidado a compor uma camiseta estilizada, a ser usada por toda a equipe do projeto. Com três exposições, também se resgata a memória histórica da cidade. O projeto pretende estabelecer esse parâmetro, de visibilidade aos que às vezes são invisíveis e de igualdade com aqueles que já têm ampla visibilidade em nível nacional, expondo-os semelhantes a todos os demais artistas, não somente entre ambos mas também com os espectadores que os assistem. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1) Festival/Mostra 1,1) ESPETÁCULOS: Realizar 50 apresentações cênicas, de grupos locais e de fora, algumas gratuitas e outras com preços populares, ao longo de dez meses. Sendo a temporada de cada um de três dias em média, há um público estimado em 23.400 pessoas, em cerca de 25 apresentações de fora e 25 locais. 1.1.1) CONVIDADOS DE FORA: Entre os grupos convidados, estão a atriz Vera Holtz, com o seu cultuado Ficções, a Cia Druw de Dança Infantil, em conexão com as Artes Visuais, em mostra de três peças do repertório, a Cia Balé de Cegos, também com três peças do repertório, Marco Nanini, com Traidor, o ator Reynaldo Gianecchini e elenco com o aclamado Brilho Eterno, a atriz Marisa Orth interpretando Bárbara, Grace Gianoukas, com Nasci Para Ser Dercy, Denise Fraga em Eu de Você, As Meninas Velhas com Lucinha Lins, Bárbara Bruna e Sonia de Paula, A Vedete do Brasil, com Suely Franco e elenco e A Última Sessão de Freud, com Odilon Wagner e Claudio Fontana. Cada um dos espetáculos da programação deve alcançar de 2 a 3 mil espectadores. 1.1.2) CONVIDADOS LOCAIS: Dez artistas e grupos locais convidados a integrar esse movimento: o veterano ator, cantor lírico e carnavalesco Flávio Arciole, ao lado da pianista Maria Célia Vieira; a cantora Isa Nunes junto da escritora Mônica Cunha e a atriz Juliana Schroden e a bailarina Luciana Bernardes; o ator e "queijeiro" Ivens Tilman; o grupo de teatro Porta 84; a cultura popular representada pelo diálogo entre um terno de Congado e um grupo de Folia de Reis; a violonista Ana Clara Guerra ao lado de uma bailarina; a Cia It de Dança Contemporânea; a Orquestra Popular do Cerrado; a dança inclusiva do bailarino e coreógrafo Fábio Wladmir e o grupo de palhaçaria Pititicos. Com essas participações especiais, revela-se à cidade a profusão de uma produção local de artes cênicas com riqueza e diversidade cultural. O público presente será o mesmo das atrações de fora convidadas, com acesso gratuito.. 1.1.3) Uma intérprete de libras e a disponibilidade de equipamentos de audiodescrição constarão em todos os espetáculos 2) Contrapartidas Sociais 2.1) As dez companhias convidadas serão precedidas por apresentações performáticas de dez grupos locais, que totalizarão em torno de 100 artistas da cidade. 2.2) Mais cerca de 100 artistas locais serão convidados a se apresentarem em espaços e escolas públicas. Se cada uma delas tiver uma plateia de 1000 estudantes, mais 10 mil pessoas serão contempladas. 2.3) Serão abertas inscrições para palestras e/ou oficinas ministradas pelos artistas de fora convidados. Cada um destes aterrissa em Uberlândia em um mês do ano, trazendo na bagagem mais do que o espetáculo, mas também a generosidade de abrir espaço para os grupos locais e uma atividade de formação e/ou capacitação para a população artística uberlandense. Caso exista uma lotação máxima no limite de 40 vagas, isso alavanca em torno de 400 pessoas beneficiadas. Em se tratando de palestra e/ou debate esse número tende a se elevar. 2.4) Dez temas nas oficinas a serem oferecidas aos artistas e técnicos locais: "os percursos de uma montagem", "o desenho poético da luz na concepção cênica", "o desenho poético do som na concepção cênica", "as descobertas e (des)construção das personagens", "vestir a fantasia imagética na metáfora dos figurinos", "a carpintaria teatral do início ao fim", "direção de mão dupla e sem invasões", "os bastidores da produção e os seus diversos desdobramentos", "mecanismos da produção para saltar do sonho à realidade" e "o teatro como uma construção coletiva". Cada oficina terá a carga horária de quatro horas e será ministrada gratuitamente, com emissão de certificados pela produtora proponente do projeto e a Secretaria Municipal de Cultura. 2.5) Uma intérprete de libras, a disponibilidade de equipamentos de audiodescrição e a leitura em braile de impressos constarão em todas as oficinas 2.6) Alguns espetáculos terão ensaios abertos, preferencialmente destinados a estudantes do cursos de Teatro e Dança da Universidade Federal de Uberlândia, ainda a ser definido quais deles permitirão esse acesso. 3) Fotografia - Aquisição / Exposição / Pesquisa 3.1) Três exposições de fotografia, sendo duas fixas em uma temporada de dez meses e uma itinerante por vários espaços da cidade, do fotógrafo Beto Oliveira, especialista em fotos de cena e com acervo diverso desde 30 anos atrás, estarão em cartaz como atividade paralela do projeto, com acesso gratuito para visitações. 3.2) Dez artistas visuais criarão estampas alusivos à programação de cada mês, ressaltando a interação de todas as linguagens dos processos criativos do ambiente cultural. Três exposições sobre produções culturais em Uberlândia. Duas durante os dez meses e uma itinerante em cinco lugares, ficando dois meses em cada um. 3.3) Nas exposições a legenda de apresentação da mostra terá versão para leitura em braile.

Justificativa

É importante que uma cidade do interior não somente conheça o que é produzido de melhor na cena cultural brasileira, como também saiba quem são os seus artistas conterrâneos, o quanto eles são importantes para a cidade e também realizam trabalhos em nível de excelência que possam ser comparados aos grandes centros urbanos. Por meio da chancela da Lei Federal de Incentivo à Cultura é possível mostrar esses dois ângulos da cultura de nosso país, um local, aquele que está em nossas entranhas e o outro que vem de fora e percorre o país. Essa é uma forma de extrapolar fronteiras e valorizar a cultura brasileira como um todo. Ao propormos o projeto Uberlândia na Rota das Culturas é essa a nossa premissa, de facilitar o acesso das pessoas à carpintaria teatral e, ao mesmo tempo, potencializar os seus mecanismos, com espetáculo em nível grandioso de consistência artística e sem as delimitações meramente geográficas, juntando todos no mesmo território e oferecendo aos espectadores a contemplação da diversidade. Ao promover isso, se alcança com êxito a promoção e o pleno exercício dos direitos culturais. É uma forma de regionalizar a produção cultural e artística brasileira, valorizando também os recursos humanos e conteúdos locais. A arte, em si, embora inserida em um contexto profissional e com suas aspirações comerciais, não pode ser limitada a isso. É preciso que se estenda para a potencialização de sua existência, seja oferecendo atrações que ultrapassem o mero entretenimento ou inserindo nela ferramentas de formação cultural ou artística. É necessário que a vinda de cada convidado e a presença das atrações locais seja mais do que algo que permaneça na memória afetiva de cada espectador. É importante que se estabeleça como um manancial de informações e formações que agigantem a construção artística originária de onde se apresentam. Em momentos como este surgem espontaneamente pessoas que despertam o desejo de se especializarem na área. E também emerge o incentivo e o desejo daquelas que já são da área em se aperfeiçoarem e aprimorarem os conhecimentos que os levam ao exercício artístico. Para estes, a Lei Federal possibilita a oportunidade e o acesso gratuito. Já para os espectadores, o esteio do incentivo traz a possibilidade de um acesso mais condizente com suas possibilidades financeiras, além da gratuidade oferecida como contrapartida àqueles que não teriam possibilidade alguma de irem. Isso sem mencionar que um projeto dessa natureza, por si, já é uma difusão do conhecimento, uma oportunidade única de se resvelar de um mundo transitório e mergulhar no universo da fantasia que nos dá novas dimensões e paradigmas da existência humana e do quanto ela se eterniza e se manifesta por meio da arte. Essa relação dicotômica entre o que a arte constrói e do potencial que ela oferece à sua militância e aos seus espectadores é o que a Lei Federal de Incentivo à Cultura proporciona e o que este projeto pretende oferecer ao seu público, seja ele ativo na experimentação ou simples espectadores. A formatação do projeto Uberlândia na Rota das Culturas se ancora nessa perspectiva, de promover e unir as construções, de modo que elas não sejam meramente profissionais mas transformadora, tanto para quem a constrói quanto para quem a consome, nos sentidos mais singulares da arte. Uma cidade do interior, muitas vezes, se distancia da cultura brasileira como um todo. O que lhe resta é dinamizar a cultura inerente à sua propria realidade. O Uberlândia na Rota das Culturas é como uma alternativa de somar os dois lados, apresentando uma visão panorâmica de parte do que se produz lá fora e introduzindo fragmentos do que se produz aqui dentro. Pleitear o apoio da Lei Federal de Incentivo nos possibilita isso. E em um movimento como este é necessário também que haja aproveitamento da ação proposta com vistas à formação e inserção das camadas mais populares no fazer artístico, estabelecendo um vínculo entre o que acontece na cena cultural e o seu universo particular. Por isso, como, em devolução à chancela da Lei Rouanet, que instrumentaliza a ação, cada grupo convidado ministrará uma oficina de formação e/ou capacitação para a população artística da cidade, sendo diversificada a oferta, como oficinas de interpretação, de direção, de dramaturgia, de design de luz, de design de som, de produção, de montagem, de figurinos, de cenografia e de expressões vocais e corporais. E ainda no campo de formação, o projeto levará apresentações artísticas de grupos locais para escolas públicas da cidade, desse modo apresentando as artes cênicas às crianças e adolescentes e despertando nelas o desejo de conhecer melhor o universo da cultura brasileira. Esse universo também será estampada em camisetas usadas pelas pessoas envolvidas, criada por um artista da cidade, revelando, com a rotatividade da experimentação artística, os conceitos estéticos e plurais da programação oferecida. Embora Uberlândia seja uma cidade de médio porte, situando-se como a segunda de Minas, como a maior parte das cidades medianas, nela ainda existe um espírito provinciando, um lado conservador e nem sempre retórico. Isso acaba sendo uma forma opressora de não dar vazão à arte, como se o espírito progressista se limitasse à profusão de edifícios e veículos e a arte apenas um valor decorativo para a qual tem de existir limites, dando-lhe um valor muito efêmero e chegando a não considerá-la essencial, como de fato é, para a existência humana. Para quebrar essa vocação à frieza de um futuro sem o brilho artístico que ressalte os maiores valores humanos, é preciso que se fomente a sua produção e a sua circulação, seja em nível regional ou em nível nacional, assim como também se promova o desenvolvimento cultural, por meio de ações afirmativas de formação e capacitação entre as populações mais vulneráveis, despertando a sensação de pertencimento a um mundo cultural que deve residir, em primeira instância, em um formato coletivo. Neste contexto, a Lei Federal nos protege e nos garante a fuga do ostracismo e da indiferença. E, consequentemente, nos movimenta a um promissor horizonte artístico.

Estratégia de execução

O projeto também prevê uma mostra de artes visuais, expondo cartazes e fotos, de registros de cena e bastidores, de espetáculos que passaram pela cidade em mais de três décadas, no teatro público atual e em outros já extintos na cidade, como uma retrospectiva histórica de momentos relevantes para a cultura local, mostrando nomes históricos das artes cênicas brasileiras. Também para contemplar as artes visuais (além da mostra e da inserção na programação de uma companhia de dança com foco em artistas visuais), o projeto prevê a criação de uma camiseta, para cada evento, com assinatura de uma artista visual da cidade. A mesma programação prevê também a dança inclusiva, por meio da vinda da Cia Balé de Cegos, da Associação Fernanda Bianchini, além de olhar atento para a inserção de performances inclusivas no foyer e oficinas de formação e/ou capacitação da contrapartida social também com desdobramento neste mesmo tema. A própria coordenadora do grupo ministra oficinas voltadas para este campo de atuação.

Especificação técnica

Não se aplica

Acessibilidade

PRODUTO: Espetáculos de artes cênicas. A maioria ocorrerá no teatro, , onde são cumpridas todas as necessidades e exigências legais de acessibilidade. O projeto arquitetônico do teatro, assinado por Oscar Niemeyer, está de acordo com todas as possibilidades de mecanismos acessíveis, como rampas, corrimões, elevadores, leituras indicativas em braile,banheiros adaptados, entre outros, ressaltando as obrigatoriedade da acessibilidade no aspecto arquitetônico. As apresentações que não ocorrerem no teatro, serão em espaços e escolas públicas que, obrigatoriamente, também atendem às demandas legais nesse sentido. PRODUTO: Oficinas: Elas ocorrerão no próprio teatro e algumas no Centro Cultural e outros espaços sob gestão do poder público municipal. todos fisicamente estruturados de acordo com a lei de acessibibilidade. PRODUTO: Exposições: Somente ocorrerão em espaços coletivos onde exista grande fluxo de pessoas e, portanto, legalmente cumpridores das obrigações legais de acessibilidade. O projeto agregará valores de acessibilidade para deficientes visuais a partir da legendagem em braile. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição em todas as peças programadas e oficinas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as peças programadas e oficinas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES FÍSICOS: Espaços todos com rampas, corrimões, banheiros adaptados, além de monitores da produção local para eventuais auxílios. Na parte de conteúdos, além de referências pontuais nos espetáculos de fora convidados, a acessibilidade será ainda mais intensificada com a participação exclusica da Cia Balé de Cegos, quando também o projeto irá ampliar a perspectiva de inclusão, oferendo ainda mais acesso pela leitura em braille, entre outras medidas, até como demonstração da necessidade de acolhimento aos artistas envolvidos e a elevação da consciência coletiva dessa necessidade. Ainda na perspectiva inclusiva, o coreógrafo e bailarino Fábio Wladmir, especialista em dança inclusiva, trará para a programação a participação espeical com recorte de seu repertório com bailarinos portadores de deficiência.

Democratização do acesso

Do art. 28 da IN nº 01/2023 abaixo será adotada no projeto: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; APRESENTAÇÕES: Para os espetáculos de fora, o valor dos ingressos cumprirá as premissas da Lei Federal de Incentivo à Cultura, como também serão oferecidas as cotas previstas de gratuidade e de preço popular, e é seguida a lei de desconto da meia entrada para estudantes, pessoas acima de 60 anos e pessoas com necessidade especiais e acompanhante. Na cota contemplada com gratuidade, além de estudantes de escolas públicas dos bairros periféricos de Uberlândia, são contemplados também estudantes dos cursos de Teatro e Dança da Universidade Federal de Uberlândia, e menores infratores atendidos pelo programa Se Liga do Governo de Minas Gerais. Para os espetáculos de artistas e grupos locais, no recinto do teatro, o acesso será gratuito, assim como também serão gratuitas as apresentações nos espaços e escolas públicas. A cada mês será levado a espaços e escolas públicas um espetáculo cênico-musical, para despertar em crianças e adolescentes o gosto pela cultura e o hábito de frequentar os eventos culturais da cidade. Alguns espetáculos terão ensaios abertos, preferencialmente destinados a estudantes do cursos de Teatro e Dança da Universidade Federal de Uberlândia, ainda a ser definido quais deles permitirão esse acesso. O espetáculo da Cia Balé de Cegos terá uma noite de apresentação do método de ensino da dança, pela Associação Fernanda Bianchini, com a participação das bailarinas em demonstrações práticas da metodologia. OFICINAS No caso deste projeto, serão oferecidas oficinas gratuitas mensalmente, ministradas por integrantes dos grupos convidados, com foco em formação e capacitação. EXPOSIÇÃO O projeto prevê três exposições de artes visuais (fotografia) com visitação gratuita. As exposições terão texto apresentação com versão em braile.

Ficha técnica

Coordenação geral: Michelle Coelho Pelizer. Coordenadora geral do projeto. Respondável por todo o processo decisório. Será a gestora da programação principal e das atividades secundárias previstas, assim como administrará o projeto, inclusive em seus trâmites financeiros. Foi coordenadora administrativa do espaço Estação Cultura, nos anos de 2003 a 2006, onde existiam diariamente atividades artísticas de artes cênicas e músicas. Atua junto à produção local de espetáculos em turnê, dentro do projeto Uberlândia na Rota do Teatro, que trouxe grandes nomes das artes cênicas brasileiras para a cidade, projeto desenvolvido até hoje. Participou da equipe coordenadora de eventos como as três edições do circuito cultural Udi em Cena, do Jazz de Verão e do Todos em Cena. Equipe de coordenações: Maíra Coelho Pelizer - Produtora Atua como produtora executiva de eventos de grande porte, sobretudo a viabilização de espetáculos em circulação pelo país, sendo apenas nos dois últimos anos, de 2022 e 2023, eventos como Love Love Love, com Debora Falabela e seu Grupo 3 de Teatro, Maitê Proença com O Pior de Mim, show com Paulinho da Viola e Filhos, a peça Antes do Ano Que Vem, com Mariana Xavier, a Ninguém Dirá Que É Tarde Demais, com Arlete Salles, Edwin Luisi e elenco, o musical A Hora da Estrela O Canto de Macabéa, com Laila Garin e elenco, os shows de Gal Costa A Pele do Futuro e As Várias Pontas de Uma Estrela, o show Viva Caymmi, com Danilo Caymmi contando a história e a obra de seu pai Dorival Caymmi, de Paulinho da Viola e seus filhos, Misery, com Mel Lisboa e Marcello Airoldi, O Que Faremos Com Walter, com Elias Andreato, Grace Gianoukas e elenco, Baixa Terapia, Antônio Fagundes e elenco, A Música nos Salva, com maestro João Carlos Martins, entre outros. Carlos Guimarães - Produtor Jornalista e produtor cultural, pioneiro da área de produção na cidade de Uberlândia. Responsável pela idealização e execução de vários projetos relevantes na cidade, com dezenas de grupos locais e centenas de grupos de fora. Foi assessor cultural e de comunicação em duas gestões da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), idealizador e produtor do programa Cidade Especial, em duas temporadas de formatos distintos, com enfoque em artistas locais, veiculado pela TV Universitária (repetidora local antes da TVE e agora da TV Cultura), foi produtor da TV Globo local, editor de cultura e posteriormente colunista da mesma área no extinto jornal Correio de Uberlândia, foi assessor cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Uberlândia, e autor dos livros Crônicas do Interior - Retratos de Minas, com enfoque em 20 cidades mineiras, trazendo em cada capítulo dois autores, um ele próprio e outro alguém da cidade abordada, e da obra, de pesquisa histórica, Nau à Deriva - O Teatro em Uberlândia de 1907 a 2011. Wagner Rogério Oliveira Júnior - Assistente de produção Participou da produção de vários espetáculos que chegaram a Uberlândia e também prestou serviços para inúmeros espetáculos e eventos realizados na cidade de São Paulo, para onde ainda desloca-se esporadicamente para efetivar a mesma colaboração como operador de logística e receptivo aos artistas. Em Uberlândia esteve junto da produção a espetáculos como Ensina-me a Viver, com Glória Menezes e elenco, Incêndios, com Marieta Severo e elenco, O Palhaço e a Bailarina, com Kiara Sasso e elenco, Gota D´Água a Seco, com Laila Garin e elenco, Boca de Ouro, com Mel Lisboa, Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio e elenco, Suassuna O Auto do Reino do Sol, com a Barca dos Corações Partidos, entre dezenas de outros. José Umberto Tavares - Assistente de produção Veterano ator de Uberlândia e cineasta. Participou ativamente do movimento teatral uberlandense e estrelou montagens históricas de Uberlândia como Esperando Godot, entre dezenas de outras. Foi professor de teatro em escolas como Escola da Criança e Colégio Nacional. Como cineasta, criou e concebeu obras com foco na preservação do meio ambiente e outros temas. Esteve também à frente da ativação da Associação de Teatro de Uberlândia, ATU, na década de 1980. Sua militância cultural extendeu-se também para a Bélgica e Portugal, países onde residiu por alguns anos.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-04-30
Locais de realização (1)
Uberlândia Minas Gerais