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Produzir o desfile carnavalesco do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro no Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro a realizar-se no Carnaval de 2024. Todas as fantasias confeccionadas com o Incentivo Fiscal Federal serão distribuídas gratuitamente aos desfilantes da agremiação. O desfile ocorre durante os festejos do Carnaval carioca.
Sinopse do Enredo do Desfile Carnavalesco Hutukara Para todo salgueirense.Flecha para tocar o coração da sociedade não indígena. --------------------- Há mais de mil anos os Yanomami vivem na maior Terra Indígena (TI) do país, em um território ao norte do Brasil e sul da Venezuela, nos estados do Amazonas e Roraima, nas bacias do Rio Negro e do Rio Branco. Ou seja, quinhentos anos antes dessas duas nações existirem, eles já estavam lá. Viver na floresta é um ofício que requer uma sabedoria ancestral, não fabricada em laboratório, nem encontrada nas páginas dos livros do “povo da mercadoria”. Viver na floresta como Yanomami é ser parte dela. É conviver com seres humanos e não humanos, animais, plantas, vento, chuva e milhares de espíritos. “Omama recriou a floresta, pois a que havia antes era frágil. Virava outra sem parar, até que, o céu desabou sobre ela. Por isso, Omama criou uma nova floresta, mais sólida, cujo nome é Hutukara” Davi Kopenawa – A queda do céu Sob o luar de um anoitecer, todos se deitam, em redes, e iluminam o breu, numa aldeia sem luz elétrica, com lanterninhas e pequenas fogueiras que vão ajudar a amenizar o ar gélido da madrugada amazônica. A nossa noite, porém, é o seu dia. Sob o efeito da yãkoana, pó alucinógeno feito das raspas de árvores que dá acesso aos espíritos, os xamãs da aldeia convocam os xapiris. Eles vêm com seus corpos translúcidos, sempre belamente adornados e brilhantes. Só quem os conhece pode vê-los porque são muito pequenos e brilham como a luz. Há muitos, muitos, milhares deles. Xapiri é luz que dança e canta. Os cantos dos xapiris são tão numerosos que suas palavras são inesgotáveis. Eles aprendem tais melodias a partir das árvores de cantos. São árvores imensas, com troncos cobertos de lábios que se movem sem parar, uns em cima dos outros. Dessas bocas saem cantos belíssimos, tão abundantes quanto as estrelas do peito do céu. Todos os cantos dos espíritos provêm dessas árvores muito antigas. Esses espíritos ancestrais foram criados por Omama para que os Yanomami pudessem se vingar das doenças e se proteger da morte. Os xapiris são os protetores dos humanos e seus filhos, independentemente de quantos sejam, e da floresta. Eles garantem a todos nós, indígenas e não indígenas, a certeza de que o sol nascerá no dia de amanhã e que o céu não desabará sobre a nossa cabeça. Vislumbramos o sol do alvorecer. Céu azul, corpos pintados de vermelho. Coberta de palha e folhas, com uma praça de terra batida ao ar livre, o povo da aldeia parte para a caça e a coleta da pupunha, ingrediente principal do seu “mingau”. Eles usam arcos e flechas. Elas pegam seus cestos, seus facões, seus bebês e seguem para a roça. Aventuram-se mata adentro, com corpos imitando animais, procurando alimentos, seguindo seus rastros. Abelhas comem no jatobá-roxo, jacarés passeiam pelas águas, a sumaúma impõe majestade, e os perfumes exalam do fundo da selva. Flecham os animais, pescam os peixes. Mais tarde, chegarão com tatus, mutuns, jabutis, antas… Convidam uns aos outros, de casas diferentes, para dançar durante suas grandes festas reahu. Mas ouvem-se roncos. Estrondos. Militares estão raspando a pele da terra-mãe para a construção de estradas. A floresta é cortada em pedaços, feito retalho. Os garimpeiros, “comedores de terra”, chegaram. Para os Yanomami, as coisas que se extraem das profundezas da terra, como ouro e petróleo, são artifícios maléficos, perigosos, impregnados de tosse e febre. Omama escondeu o minério embaixo da terra para que seu irmão Yoasi,o criador da morte, não fizesse mal uso dele. Apesar da prudência de Omama, Yoasi fez com que os não indígenas soubessem desses metais, despertando a cobiça dos invasores. Enquanto reviram a terra para tirar de lá as lascas do céu, da lua, do sol, e das estrelas que caíram no primeiro tempo, a fumaça xawara da doença se espalha: a água fica barrenta; rios são destruídos; animais desaparecem… A terra é demarcada, mas nem por isso protegida. Nada será forte o suficiente para restituir o valor da floresta doente. Nenhum dinheiro poderá devolver aos espíritos o valor de seus pais mortos. O ronco dos motores para ao anoitecer. É aí que se ouve um ruído muito pior: O DAS CRIANÇAS CHORANDO DE FOME! Em meio à essa tragédia, precisamos admirar a beleza e a força deles. Para os inimigos dos povos indígenas, o extermínio dos Yanomami passa pela destruição dessa beleza, passa pelo esquecimento de quem são. Porque é reconhecendo a beleza, a cultura, a memória, a sua própria língua, que os Yanomami afirmam a sua humanidade no mundo. Apaixone- -mos por esse povo, por sua maneira particular de contar histórias. O respeito só pode nascer da admiração, não da pena. Afinal, o genocídio visto hoje mostra mais quem são os napë (não indígenas) do que sobre os Yanomami. Assim como os sonhos Yanomami que surgem quando as flores da árvore dos sonhos desabrocham, sonhemos com um Brasil indígena. Os Yanomami não apenas pensam sobre seus sonhos, eles sonham aquilo que pensam, ampliando e moldando sua forma de conhecer e imaginar o mundo. De Norte a Sul, do Nordeste ao Sudeste, por toda a terra-floresta até os limites da Hutukara, os sonhos dos diversos povos originários continuarão desabrochando em nós e seguiremos sendo resistência. Antes do verde e amarelo, existia o Brasil do jenipapo e do vermelho. Antes da Coroa, existia (e ainda existe) o Brasil do cocar. Não conheceremos o Brasil antes de vislumbrar e respeitar a história indígena. Precisamos sonhar verdadeiramente a nossa terra.E, aos inimigos dos povos indíginas, responderemos (em Yanomami): YA NOMAIMI! YA TEMI XOA! (Eu não morro! Ainda estou vivo!).
Objetivo geral: . Produzir e realizar o desfile carnavalesco do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro no sambódromo do Rio de Janeiro. . Produzir 2.300 fantasias para desfile carnavalesco que serão distribuidas gratuitamente aos desfilantes. . Produzir vídeos de divulgação abordando o samba enredo e o enredo.do ano de desfile e disponibilizar gratuitamente na internet. . Art. 03 do Decreto 11.453, de 2023: "Art. 3o Os mecanismos de formato cultural contribuirão para: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e sua difusão em escala nacional;" Objetivos específicos . Produzir e realizar o desfile carnavalesco (fantasias, carros alegóricos etc.) do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro no Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro a realizar-se no Carnaval de 2024. . Produzir 2.300 fantasias para desfile carnavalesco que serão distribuídas gratuitamente aos desfilantes. . Confeccionar os elementos necessários ao desfile, tais como: fantasias (a serem distribuídas gratuitamente à comunidade), carros alegóricos, tripés, fantasias de mestre-sala e porta bandeira, composições de carros, passistas, ala dos compositores, baianas, velha guarda, diretoria etc. . Geração de empregos formais e informais ligado à indústria do carnaval na Cidade e no Estado do Rio de Janeiro. . Manutenção de expressão fundamental da cultura popular da cidade e do país, reconhecendo e fortalecendo um Patrimônio Cultural do Brasil. . Repercussão e impacto local, regional, nacional e até mundial, uma vez que o desfile é transmitido via TV e internet para todo o mundo. . A comunidade do Morro do Salgueiro, comunidades em seu entorno e demais pessoas que compõem o quadro de desfilantes do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, para receberem a fantasia, precisarão comparecer aos ensaios da escola realizados semanalmente, a partir de novembro se estendendo até fevereiro. Esses ensaios realizam-se na quadra da escola (Rua Silva Teles, 104 - Andaraí) e/ou na rua onde a mesma se localiza, sendo totalmente gratuitos e abertos ao público em geral. . As inscrições são realizadas todos os anos na quadra da escola à medida que novas vagas vão surgindo com a desistência ou o desligamento de desfilantes dos anos anteriores. . Produzir 2 vídeos de divulgação: 01 abordando o samba enredo e 01 abordando o enredo do ano de desfile. Os vídeos serão diponibilizados gratuitamente nas redes sociais do proponente e em sua página no YouTube.
O Carnaval tem uma função extremamente importante para o Rio de Janeiro, especialmente nas comunidades mais carentes. Muitas famílias vivem honestamente dessa indústria grande e silenciosa, que a maioria só se dá conta da existência em fevereiro. São bordadeiras, ferreiros, costureiras, pintores e inúmeros outros profissionais que movimentam essa economia. Isso sem falar no inegável legado cultural que esse segmento traz a nossa sociedade. Com a atual situação financeira global, as instituições cada vez mais, precisam recorrer aos incentivos fiscais e parcerias para que possam realizar com eficácia suas atividades. O caso deste projeto não é diferente. O Incentivo Fiscal Federal é muito importante para que a agremiação consiga produzir seu desfile com a beleza, regularidade e segurança necessários. O presente projeto somará na valorização do trabalho das escolas de samba junto à sociedade pela manutenção dos saberes populares cariocas, honrando o patrimônio imaterial brasileiro, bem como ao enriquecimento da formação social e dos saberes da cultura brasileira, e à valorização e resgate de aspectos importantes da cultura popular carioca. Cabe lembrar a notória importância de promover o resgate e a afirmação do samba e suas nuances como Patrimônio Imaterial do povo brasileiro. Assim sendo, a proposta visa o fortalecimento das identidades coletivas, a geração de renda, a movimentação da economia e age, ainda, como um poderoso colaborador para a inclusão social. Art. 1º Lei 8.313|91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3º Lei 8.313|91 II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
. Agência Bancária: Banco do Brasil Ag. 1826-0 (Muda) . Material Permanente: Não estão previstas aquisições de material permanente. . O proponente se compromete a distribuir todas as fantasias que forem confeccionadas com recursos da Lei Rouanet de forma gratuita a seus desfilantes. . A comunidade do Morro do Salgueiro, comunidades em seu entorno e demais pessoas que compõem o quadro de desfilantes do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, para receberem a fantasia, precisarão comparecer aos ensaios da escola realizados semanalmente, a partir de novembro se estendendo até fevereiro. Esses ensaios realizam-se no Complexo do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro (quadra e vila olímpica) e/ou na rua onde o mesmo se localiza, sendo totalmente gratuitos e abertos ao público em geral. As inscrições são realizadas todos os anos na quadra da escola à medida que novas vagas vão surgindo com a desistência ou o desligamento de desfilantes dos anos anteriores.
Não se aplica.
DESFILE DE CARNAVAL Acessibilidade: O Sambódromo do Rio de Janeiro, onde será realizado o desfile carnavalesco, é adaptado às necessidades de portadores de deficiência física. O espaço conta, ainda, com lugares reservados para portadores de deficiências (inclusive visual e auditiva). A quadra de ensaios da Escola é dotada de rampas e banheiro adaptados para facilitar o acesso de idosos e pessoas com necessidades especiais. Item da planilha orçamentária: não se aplica, vide o exposto acima. O Sambódromo conta com lugares reservados para portadores de deficiências (inclusive visual e auditiva). Durante os ensaios e durante o desfile, a escola contará com intérprete de libras ao lado do carro de som. Item na planilha orçamentária: Intérprete de libras. Para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos, o desfile de escola de samba é uma experiência multisensorial que alcança o público de necessita de conteúdo acessível nesse sentido. Medidas para ampliar o acesso ao conteúdo do projeto - SUGESTÃO DO PROPONENTE: Produzir 2 vídeos: 01 abordando o samba enredo e 01 abordando o enredo do ano de desfile. Os vídeos serão divulgados nas redes sociais do proponente e publicados gratuitamente em sua página no YouTube. Vídeo com tradutor de libras, legendagem e audiodescrição com a letra do samba, informação sobre os compositores e sobre os instrumentos utilizados na gravação do samba. E será colocado à disposição de qualquer instituição de ensino (especializado ou não em portadores de necessidades especiais). Item da Planilha orçamentária: Registro Videográfico
Art. 28 IN da IN nº 01/2023: Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); TODAS AS FANTASIAS CONFECCIONADAS COM RECURSOS INCENTIVADOS SERÃO DISTRIBUIDAS GRATUITAMENTE À COMUNIDADE. II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; TODAS AS FANTASIAS CONFECCIONADAS COM RECURSOS INCENTIVADOS SERÃO DISTRIBUIDAS GRATUITAMENTE À COMUNIDADE. VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Esses ensaios acontecerão no Complexo do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro (quadra e vila olímpica), na Rua Silva Teles (rua onde fica a quadra) e/ou na Rua Maxuell. Ensaios esses onde o público em geral pode assistir e, de alguma forma, interagir com os desfilantes. Ensaios semanais previstos para acontecerem de novembro a fevereiro, durante "dia de semana".
Ficha Técnica: Carnavalesco: Edson Pereira Filho de uma família pobre, Edson Pereira chegou a morar nas areias da Praia de Copacabana. No início da década de 1990, sua vida mudou com a oportunidade de conhecimento artístico, onde aprendeu com um cenógrafo da TV Globo, com quem em pouco tempo exerceu a função de assistente na emissora e a conviver com Chico Spinoza, com quem iniciou os seus primeiros passos no mundo do carnaval, ao trabalhar como assistente na União da Ilha. Depois se formou em Belas Artes e em pouco tempo começou a trabalhar como desenhista e pintor de arte nas escolas de samba. Em 2005, surgiu a primeira oportunidade como carnavalesco na Unidos de Padre Miguel, escola na qual ficou de 2006 a 2008, mantendo a escola na Sapucaí, com carnavais de ponta. No ano de 2009, em parceria com Severo Luzardo, desenvolveu o carnavais do Arranco e Unidos de Aquarius. Para o carnaval de 2010, surgiu a primeira oportunidade de assumir uma escola de samba do Grupo Especial: a Unidos do Viradouro, dividindo dessa vez a função com Júnior Schall. Ainda com Schall e com Alexandre Louzada, desenvolveu o carnaval da União de Jacarepaguá. No carnaval de 2011, Edson Pereira permaneceu na agremiação, novamente com Alexandre Louzada e no ano seguinte, após indicação de Paulo Barros, acertou com a Renascer de Jacarepaguá, onde novamente ascendeu ao Grupo Especial, ao conquistar o campeonato de 2012 do Grupo de Acesso. Mais amadurecido, retornou a Unidos de Padre Miguel, ganhando o reconhecimento do público e da crítica de forma definitiva. Assim, a Mocidade contrata o carnavalesco para novamente dividir com Alexandre Louzada o comando do carnaval. Ainda que de volta ao Grupo Especial, Edson permaneceu desenvolvendo o carnaval da Unidos de Padre Miguel, garantindo o 4º lugar da Série A do Carnaval do Rio de Janeiro, após um incidente com a 1ª porta-bandeira da escola de Padre Miguel e campeão com a Mocidade no Grupo Especial, mesmo saindo da escola antes mesmo do desfile da agremiação. No Carnaval de 2018, Edson Pereira assinou o desfile da Unidos do Viradouro, sagrando-se campeão da Série A e levando a escola de Niterói novamente para o Grupo Especial. Em 2019 foi carnavalesco da Unidos de Vila Isabel, onde fez uma bela homenagem a cidade de Petrópolis, renovando com a escola de Noel no ano seguinte, sendo que esse ano estreia no Carnaval paulistano, pela Mocidade Alegre. Seguiu na Vila Isabel em 2020 e fez um belíssimo trabalho na Mocidade Alegre, em São Paulo. Com um enredo contando a história das Yabás, apresentou uma estética fantástica, mas na apuração perdeu décimos em dois dos seus quesitos criativos (Fantasias e Alegorias), e a escola terminou em 3º lugar. Em 2022, desenvolveu na Unidos de Vila Isabel o enredo "Canta, canta, minha gente! A Vila é de Martinho", homenageando o maior nome da escola. Já na Mocidade Alegre, contou a história de Clementina de Jesus. Em ambas as escolas, novamente teve sua criação bem avaliada por público e crítica, colocando as duas agremiações como favoritas ao título. No Rio de Janeiro, a Vila perdeu décimos nos quesitos tidos como do carnavalesco (Enredo, Fantasias e Alegorias), e terminou em 4º lugar. Em São Paulo, a Mocidade Alegre perdeu apenas um décimo e terminou empatada com a campeã Mancha Verde, mas acabou com o vice-campeonato no quesito desempate. Alguns dias depois do Carnaval, a Unidos de Vila Isabel anunciou a saída do carnavalesco, trazendo para desenvolver o Carnaval de 2023 o Paulo Barros. Edson Pereira assinou com o Salgueiro para 2023. Porta-bandeira: Marcela Alves Aos 6 anos começou a aprender dança clássica e aos 9 estreou na Sapucaí, desfilando pela Lins Imperial, escola que dirigida por seu avô. Aos 14 se tornou a porta-bandeira mais jovem da história do carnaval do Rio, defendendo o pavilhão da Caprichosos de Pilares, onde desfilou por três anos. Depois disso, foi porta-bandeira do Salgueiro. Em 2010 estreou pela Mangueira. Em 2014, retorna ao G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro onde permanece até hoje. Marcela é tida como uma das melhores profissionais do carnaval carioca. Mestre-sala: Sidcley Santos Depois de defender o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio por 10 anos, o mestre-sala passou a integrar o time salgueirense em 2011 e desde então vem mostrando seu talento na agremiação. Ganhadora do Estandarte de Ouro no carnaval de 2016. Intérprete: Emerson Dias Cria da Lins Imperial, começou no mundo do samba em 1991, quando defendeu um samba nas eliminatórias do Salgueiro, influenciado pelo seu tio, o também intérprete Celino Dias. Depois disso, foi integrado ao carro de som na época, ficando um bom tempo na Academia. Em 2000, foi fazer parte do carro de som da Grande Rio. No ano de 2002, estreou como intérprete principal, na Inocentes da Baixada, mas continuou como apoio do carro de som da Grande Rio. No ano de 2005, Emerson passou a também compor samba-enredo, sendo vencedor nos anos de 2008, 2009 e 2010. Emerson atuou, ainda, em escolas de samba de outros estados, tais como Acadêmicos de São Miguel, Imperatriz Dona Leopoldina. Em 2013 foi alçado ao posto de intérprete principal da Grande Rio. Para o Carnaval de 2019, Emerson retorna para o Acadêmicos do Salgueiro, escola em que iniciou sua carreira, desta vez como intérprete oficial. PROPONENTE Currículo Resumido - Breve Histórico do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro Reunindo um grupo de sambistas talentosos, a Depois Eu Digo se transformou em escola de samba em 1934 e abrigava em suas fileiras nomes como Pedro Ceciliano, o Peru, Paulino de Oliveira, Mané Macaco, entre outros. Nas três escolas iam surgindo talentosos compositores, verdadeiros gênios musicais, como Geraldo Babão, Guará, Iracy Serra, Noel Rosa de Oliveira, Duduca, Geraldo, Abelardo, Bala, Anescarzinho, Antenor Gargalhada e Djalma Sabiá. Homens que enriqueceram o cenário musical brasileiro e construíram uma obra original para as escolas de samba do morro. Foram as canções inspiradas desses bambas que fizeram com que o Salgueiro passasse a ser respeitado por todas as demais escolas de samba. Mesmo com a qualidade de seus compositores, o Salgueiro, com suas três escolas, não conseguia ameaçar o predomínio das maiores escolas de então - Mangueira, Portela e Império Serrano. Os sambistas de outros morros respeitavam os salgueirenses e citavam seus compositores, passistas e batuqueiros como o que havia de melhor no mundo samba. Mas, nos desfiles da Praça XI... nada acontecia. No desfile de 1953 não foi diferente e a melhor escola do morro foi a Unidos do Salgueiro, que ficou em sexto lugar. Logo após o resultado, muitos sambistas começaram a se colocar contra a divisão de forças no morro. Foi então que, no sábado, Geraldo Babão desceu o morro cantando. Componentes e baterias das três escolas se juntaram somando cores e bandeiras e arrastando o povo para a Praça Sans Pena. Foi o estopim para a fusão. Depois de algumas reuniões em que foram decididos o nome e as cores da nova escola do morro, em 5 de março de 1953, os componentes da Depois Eu Digo e da Azul e Branco se uniram fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, com as cores vermelho e branco, uma combinação que já era a quebra de um tabu, uma vez que, naquela época todos achavam que "crioulo com roupa vermelha parecia o demônio". A Unidos do Salgueiro desapareceu anos depois e seus integrantes se juntaram aos Acadêmicos do Salgueiro. Era o nascimento de uma escola que não seria nem a melhor, nem a pior, mas apenas uma escola diferente. Surgia, assim, uma das grandes concorrentes do Grupo Especial do Carnaval Carioca. _______________________________________________ Fundado em 5 de março de 1953, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma das mais tradicionais agremiações do carnaval brasileiro. Ao longo de seus 60 anos de existência, a escola incorporou a sua marca inovação e criatividade. Trata-se de uma das escolas que compõe o grupo das “quatro grandes”. Carnavalesco por natureza, o morro Salgueiro chegou a abrigar mais de dez blocos, todos com um grande número de componentes que desciam do morro para brincar na Praça Sans Pena e nos arredores da grande Tijuca. Da fragmentação do samba do morro em vários blocos surgiu a união e nasceram três escolas de samba no local: Unidos do Salgueiro, de cores azul e rosa, a Azul e Branco e a alviverde Depois Eu Digo. Em 5 de março de 1953, os componentes da Depois Eu Digo e da Azul e Branco se uniram e fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro. Campeã em nove carnavais – 60, 63, 65, 69, 71, 74, 75, 93 e 2009 e vice por diversas vezes, inclusive em 2008, 2012, 2014 e 2015, a Escola, por intermédio de seus desfiles, shows e apresentações, contribui para a evolução sociocultural da comunidade, proporcionando a integração e a satisfação de seus componentes, torcedores e simpatizantes. Atualmente ocupa o 1º lugar no ranking da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro – LIESA. Enredos a partir de 2011: 2011- Enredo: O Rio no cinema. Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 5º lugar. 2012- Enredo: Cordel Branco e Encarnado. Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 2º lugar. 2013- Enredo: Fama. Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 5º lugar. 2014- Enredo: Gaia, a vida em nossas mãos. Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 2º lugar. 2015- Do fundo do quintal: saberes e sabores na Sapucaí. Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 2º lugar. 2016 – A Ópera dos Malandros. Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 4º lugar. 2017 – A Divina Comédia do Carnaval. Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage. Colocação: 3º lugar. 2018 – Senhoras do Ventre do Mundo. Carnavalesco: Alex de Souza. Colocação: 3º lugar. 2019 – Xangô. Carnavalesco: Alex de Souza. Colocação: 5º lugar. 2020- O Rei Negro do Picadeiro. Carnavalesco: Alex de Souza. 5º lugar. 2021 - Não houve desfile na cidade do Rio de Janeiro em virtude do Covid 19. 2022- Resistência. Carnavalesco: Alex de Souxa. Colocação: 6º lugar. 2023- Delírios de um paraíso vermelho. Carnavalesco Edson Pereira. Colocação: 7º lugar. Links de sites e matérias: http://www.salgueiro.com.br/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Acad%C3%AAmicos_do_Salgueiro http://todosnegrosdomundo.com.br/salgueiro-tera-como-enredo-do-carnaval-de-2018-asmatriarcas-negras/ http://www.galeriadosamba.com.br/escolas/academicos-do-salgueiro/3/ https://oglobo.globo.com/rio/bairros/fundador-do-salgueiro-djalma-sabia-tem-acervo-comhistoria-da-escola-19078942 http://lavemsalgueiro.com.br/ouca-nossa-playlist-com-todos-os-sambas-da-historia-dosalgueiro/ http://lavemsalgueiro.com.br/ouca-nossa-playlist-com-todos-os-sambas-da-historia-dosalgueiro/ Art. 28 da Lei nº 8.313, de 1991 O dirigente da instituição (Presidente André Vaz) atuará de forma voluntária no projeto realizando a supervisão geral. Até o presente momento, o proponente (G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro) realizará as funções de Coordenação Geral e Desmontagem constantes na planilha orçamentária. Em caso de necessidade de alteração, o proponente se compromete a cumprir fielmente o disposto na Instrução Normativa que rege o projeto. Tal situação poderá ser comprovada na fase de prestação de contas. Nota do Proponente: O projeto não terá terceiro que seja responsável por sua gestão. O proponente será responsável pela gestão do processo decisório do mesmo (abrangendo também a responsabilidade pela sua gestão administrativa / técnico-financeira).
PROJETO ARQUIVADO.