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Produção e distribuição de um livro que visibilizará as contribuições de mulheres de origem belga que atuaram e atuam no Brasil em diversas áreas do conhecimento, que tem deixado as suas marcas neste país.
As mulheres sempre foram e continuam sendo atuantes em várias áreas do conhecimento e nas mais distintas geografias. O livro evidenciará essas atuações, em grande parte desconhecidas, de mulheres que migraram da Bélgica para o Brasil em diferentes épocas. O destaque serão suas contribuições para mudanças na sociedade brasileira, no sistema educacional, na medicina, nas artes e no jornalismo. Além dessas pioneiras, destacarão experiencias de mulheres lego-brasileiras ou belgas no Brasil atual. Uma lista provisória, visibilizando, um abrangente leque de atuações, incluiria: · Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck (Antuérpia, 1798 - Arroio Grande, RS, 1875), poetisa, escritora de livros de viagens, entre outros “Uma colônia no Brasil” (1862). Cronista de política e costumes, em uma época em que isso era uma grande exceção para as mulheres. · Maria Renotte (Souverain-Wandre, 1852 – São Paulo, 1942) a primeira mulher a exercer a profissão de obstetra e ginecologista em São Paulo, para diversas camadas sociais. Sempre defendeu o ideário feminista, com relevantes posturas. · Georgine Catherine Eugénie Léonard Mongruel (Charleroi, 1861 - Rio de Janeiro, 1953), compositora que musicalizou versos de poetas brasileiros/as, entre eles, Guerra Junqueiro. Correspondente na Europa e na América Latina. Fundadora do Colégio Paranaense de Curitiba, do Centro de Letras do Paraná e patrona da Academia Feminina de Letras do Paraná. · Jeanne Louise Milde (Bruxelas, 1900 – Belo Horizonte, 1997), a primeira artista plástica profissional a se estabelecer em Belo Horizonte. Lecionou e coordenou o Curso de Modelagem e Escultura da Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico de Minas Gerais, entre outros. Abriu espaço para a participação feminina no mundo das artes plásticas. · Lily Sverner (Antuérpia, 1934 - São Paulo, 2016), fotógrafa, que além da sua expressiva obra, teve um papel importante na divulgação da fotografia como meio de expressão no Brasil ao criar, em 1987, a primeira editora exclusivamente dedicada à edição de livros de fotografia. Em 1997, criou o Gabinete da Imagem, consagrado à comercialização da fotografia. · Júlia Tygel (Salvador, 1984 - ), belga-brasileira, pianista e compositora, une influências da música erudita e popular. Doutora em música pela USP, foi Assessora Artística da Osesp e professora na Faculdade de Música Souza Lima (SP). Atualmente, dedica-se ao projeto autoral “O Delírio do Verbo: Manoel de Barros em Canções”, e, entre outros, a criar composições baseadas nos poemas de Simon Tygel (Antuérpia, 1922 – São Paulo, 2005), seu avô. · Profa. Dra. Liz Ponnet (Gent, 1973 - ) é médica da família e comunidade (1991 – 1999, Katholieke Universiteit Leuven-Bélgica). Especialização em Medicina Tropical e Saúde Internacional (1999 – 2000) e é doutora em Saúde Coletiva (2012 – 2016, Universidade Federal de São Paulo). Docente do Curso de Medicina e membro do Núcleo de Relações Internacionais (Universidade São Francisco, Bragança Paulista).
Objetivo geralVisibilizar as contribuições e legados da presença feminina belga no Brasil em diferentes momentos históricos e áreas do conhecimento.Objetivos específicos1. Produzir, publicar e distribuir 1.000 exemplares do livro;2. Identificar, descrever e ressignificar as atuações e contribuições de 8 mulheres belgas no Brasil;3. Doar 200 exemplares (20%) do livro para bibliotecas públicas no Brasil;4. Depositar 02 exemplares do livro na Biblioteca Nacional do Brasil e na Biblioteca Nacional da Bélgica e 01 exemplar nas bibliotecas das instituições onde atuaram as mulheres belgas ou são guardados arquivos sobre suas histórias e contribuições;5. Disponibilizar o livro, em formato PDF, no site do Patrimônio belga no Brasil. O mesmo poderá ser lido automaticamente em voz alta, para a acessibilidade das pessoas com deficiência visual.
O Brasil é um país de imigrantes, com uma grande diversidade e riqueza étnico-racial. Logo depois do ano da independência da Bélgica, em 1830, teve início a migração de pessoas deste país para o Brasil, entre elas, mulheres. Embora tiveram contribuindo muito para o desenvolvimento da sociedade brasileira, foram pouco valorizadas na história, com as suas atuações em grande parte desconhecidas. O legado histórico dessas pioneiras continua presente até hoje na sociedade brasileira, com mulheres com atuações diversas e vinculadas fortemente à Bélgica, por nascimento ou descendência. O livro visibilizará seus legados, valorizando assim as suas diversas contribuições para o desenvolvimento de diferentes áreas de conhecimentos e suas identidades, contendo parte de uma rica história para ser descoberta. A necessidade da renúncia fiscal acontece principalmente como forma de se realizar com qualidade um produto cultural que seja acessível à população. Isso permitirá que parte dele seja distribuído gratuitamente, conforme o plano de distribuição, e parte seja comercializada com descontos jamais possíveis sem esse incentivo fiscal. O projeto enquadra-se nos incisos "I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" e "III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores" do Art. 1 da Lei 8313/91 e na finalidade "b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes" do "objetivo II - fomento à produção cultural e artística" do Art. 3 da mesma lei, detalhada no "Capítulo I, art. 1° § 5º O incentivo e o fomento abrangerão as seguintes áreas culturais: Artes Cênicas, Audiovisual, Música, Artes Visuais, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, Museus e Memória e Humanidades", conforme o Anexo IV, da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019, em especial "VII _ HUMANIDADES a) livros ou obras de referência, impressos ou eletrônicos, de valor artístico, literário ou humanístico; (art. 18, § 3º, alínea b)" do mesmo anexo IV.
O papel a ser utilizado no livro será certificado (FSC), ou seja, será utilizado somente papel de reflorestamento.
Formato fechado: 14x 21 cm Capa: Hot stamping, refilados, laminação anti-scuff, impressa em papel FSC supremo 300 gr/m², em 4x4 cor, vernizà base d’água foscoMiolo com 12 cadernos de 12 páginas, impresso em papel FSC couchê fosco 90 g, preto branco
PRODUTO: Livro Acessibilidade de conteudo para deficientes visuais: O livro será disponibilizado em formato PDF no site do Patrimônio belga no Brasil e, por meio do programa de “text to speech”, ele podera ser lido em voz alta, dando assim acessibilidade às pessoas com deficiência visual. PRODUTO: Formação de Plateia Para promover o acesso ao conteúdo das atividades de Formação de Plateia às pessoas com deficiência visual e às pessoas com deficiência auditiva, os locais escolhidos aonde acontecerão as ações de formação de plateia, dispõem de infraestrutura e adaptação de espaço além de funcionarios capacitados para auxiliar essas pessoas.
O público-alvo do projeto é bastante diversificado. De imigrantes belgas e seus descendentes, passando por historiadores/as, jornalistas, artistas, estudantes de várias áreas e organizações sociais de mulheres e feministas. A quantidade de 200 livros = 20% da produção total serão doados para bibliotecas públicas estaduais e municipais localizadas em diferentes Estados do Brasil. Desta maneira, o projeto adotara plenamente o inciso/medida I do Artigo 28 da Instrução Normativa nº 01/2023: "doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento)". Alem disso, exemplares do livro serão doados ao Depósito Legal da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, à Biblioteca Nacional da Bélgica, e às bibliotecas das instituições onde atuaram as mulheres belgas ou são guardados arquivos sobre suas histórias e contribuições. A existência do livro será divulgada pelas redes sociais, entre elas as páginas do Facebook da Embaixada em Brasília e do Consulado Geral da Bélgica em São Paulo e do BelgianClub. Pela presença diversificada das contribuições das mulheres belgas no Brasil, possíveis atividades de lançamento ocorrerão nas cidades de Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.
Este projeto será realizado por um belga que optou por viver no Brasil. Marc Storms, residente do Estado de São Paulo, será o proponente e coordenador geral do projeto. Ele contará com o apoio da Cônsul Marie Gelders, Consulado Geral da Bélgica para São Paulo e região Sul, Kátia Pinheiro, Cônsul honorária da Bélgica em Porto Alegre, Ann Vanden Avenne, Member Board of Directors PARAFIX e Conselheira Belgalux, a Câmara de Comércio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira no Brasil e Mara Lúcia Manzoni Luz, cientista social e consultora em temas de gênero e diversidade. Marc Storms possui formação em biblioteconomia (Graduação em Ciências das Bibliotecas, 1980-1983, STLBW, Antuérpia, Bélgica) e foi, antes de estabelecer-se no Brasil em 2006, diretor da Associação Flamenga de Bibliotecários e Arquivistas. Ele tem conhecimento histórico dos dois países, capacidade de pesquisar em arquivos e bibliotecas e domina português, neerlandês, inglês e francês. Desde abril de 2014 é o coordenador e executor do projeto Patrimônio belga no Brasil. Criou o website www.patrimoniobelga.com.br onde registrou descrições e meta-dados do legado belga no Brasil e recebe mais de 6.000 visitantes por mês. Marc recebeu em Bruxelas, em 2017, o “Prêmio do Patrimônio belga no exterior” pelo seu trabalho de divulgação da Vila Belga em Santa Maria (RS) e em 2021 foi atribuído ao seu intenso trabalho nas relações culturais entre a Bélgica e o Brasil com a condecoração de grau Cavaleiro da Ordem de Leopoldo, uma Distinção Honorífica da Bélgica. O seu projeto de livro de arte sobre Ad. H. Van Emelen, escultor e pintor foi aprovado no PRONAC com n° 177058 e o lançamento do livro aconteceu no dia 14 de setembro de 2018 no Consulado da Bélgica em São Paulo. Seu livro “Sabores belgas no Brasil”, resultado do projeto PRONAC 182437 com título “A contribuição belga na culinária do Brasil”, foi lançado no dia 13 de novembro de 2019 na Embaixada da Bélgica em Brasília e depois em diversos lugares do Brasil. Marc foi também proponente e curador da exposição "A Colônia Belga e seus Descendentes no Vale do Itajaí", aprovado no PRONAC com n° 201835, realizada em 2022.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.