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Exposição multimídia composta de cardápios brasileiros e franceses, do século XIX, que impressionam pela riqueza de detalhes, beleza gráfica e algumas curiosidades, um verdadeiro retrato da sociedade de uma época, de seus modos e costumes, e as origens da cultura gastronômica brasileira.
Objetivo geral: Apresentar e divulgar as artes gráficas aplicadas à gastronomia, do século XIX, período denominado Belle Époque, de grande efervecência cultural e transformações no padrão estético, na forma de pensar e viver, e sua influência nas origens da cultura gastronômica brasileira. Objetivos específicos: realizar exposição multimídia em duas cidades (São Paulo e Recife), composta por 50 cardápios brasileiros e franceses do século XIX, impressos e montados em painéis. Mais 200 cardápios digitalizados e projetados em looping (sem parar) em monitor.
A presente proposta enquadra-se no Art. 1º da Lei 8.313/91, no que segue: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E no Art. 3º: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Com o apoio da Lei 8.313/91, poderemos obter patrocínio de empresas, o quê viabilizará a exposição e permitirá o acesso totalmente aberto e gratuito ao público.
A exposição é baseada na ampla pesquisa que André Boccato, curador, realizou por 9 anos, que resultou no livro "Os Banquetes do Imperador" e na coleção Menus da Belle Époque. O conteúdo da exposição apresenta, a partir de contextualização histórica e dentre outros itens, parte dos menus colecionados por D. Pedro II, que geralmente são de recepções oficiais, de restaurantes, de hotéis e de cafés. E "menus no Brasil", documentos que extrapolam a curiosidade estética, são testemunhos históricos do nascimento da cultura gastronômica brasileira. São cardápios que incluem banquetes de Estado, inaugurações de estradas de ferro e eventos sociais. Exemplo: o Menu Abolicionista, no qual ocorre a primeira citação do “Churrasco do Rio Grande”, que se tem notícia. E do famoso “Banquete da Ilha Fiscal”. Nos menus “brasileiros” nota-se uma autêntica luta por reproduzir aqui o que já era sucesso na Europa, ainda que existissem tentativas de valorização de ingredientes locais. Nesta época foi editado “O Cozinheiro Nacional”, um livro que propagandeava, nos jornais cariocas, uma cozinha finalmente liberta das influências europeias. Contraditoriamente, suas páginas demonstram a impossibilidade de uma culinária de fato brasileira, seja pela incontornável técnica dos afrancesados profissionais, seja pela dificuldade de uso dos ingredientes locais. Os menus são bastante parecidos e, no conjunto, representam um retrato fiel da gastronomia no século XIX. Os cardápios impressionam pela riqueza de detalhes, beleza gráfica e algumas curiosidades, um verdadeiro retrato da sociedade de uma época, de seus modos e costumes. Os Menus eram desenhados por ilustradores, pintores, com motivos e formatos variados e pré-impressos. Os chefs de cozinha escreviam à mão as ofertas culinárias da ocasião. A título de exemplo, uma curiosidade: há um cardápio da época em que Paris ficou sitiada, durante o cerco da cidade pelos prussianos. Foi feito então, criativamente, um menu com pratos à base de carne dos animais do zoológico parisiense, com as carnes de elefante (filé de elefante), camelo, urso, jacaré, além de cachorro e cavalo (cavalo à moda), etc. Nele há ainda o seguinte recado: “Os clientes devem trazer seu próprio pão”. O jornalista Dias Lopes, especializado em gastronomia, escreveu um artigo sobre esse episódio real, em sua coluna do jornal O Estado de São Paulo. Este cardápio integra a exposição.
A exposição multimídia "Cardápios Históricos" poderá permanecer por um período de 30 dias em cada cidade ou de acordo com a disponibilidade do local. Para efeito de cáculos, está sendo considerado o período de 30 dias. É composta por 50 menus, de formato retangular, variando desde 80 X 110 cm até 1,60 X 1,80 m. E redondos com 100 cm de diâmetro. Os menus serão reproduzidos, ampliados, impressos e montados em painéis, com tradução para o português, textos explicativos, de contextualização. E texto introdutório, dando uma visão geral do momento histórico, social e cultural deste período na Europa, que infuenciou outras partes do mundo, incluindo o Brasil. Outros 200 cardápios digitalizados serão projetados em tela de monitor, em looping, que o visitante poderá acessar. Será confeccionado mini-catálogo, no formato A5 (15 X 21 cm), com 48 páginas em papel couchê 120g, grampeado. Tiragem de 2.000 exemplares. Distribuição gratuita aos visitantes.
Acessibilidade FÍSICA O local (a ser definido nas duas cidades) deverá cumprir as exigências previstas em legislação pertinente de acessibilidade física. Entretanto, caso seja necessário, serão alugados banheiro acessível, móvel e rampa de acesso, móvel, para facilitação das pessoas com dificulddes de movimentação. Acessibilidade de CONTEÚDO O projeto prevê a contratação do serviço de monitoria. Os monitores estarão disponíveis para apoiar os visitantes, e fazer a audiodescrição para cegos, quando solicitada. As palestras contarão com intérpretes de Libras.
A exposição é aberta e gratuita ao público. A abertura da exposição prevê palestra do historiador ou da curadoria. Haverá ampla divulgação, principalmente em escolas públicas (Nível Médio e Universitário).
Curadoria: André Boccato, editor, fotógrafo, curador. Foi professor de editoração na ECA/USP e de fotojornalismo na PUC SP, diretor do MIS, das Oficinas Culturais Oswald de Andrade e criador do setor de fotografia do Centro Cultural São Paulo. Curador de várias exposições e eventos de fotografia e memória, como Fotógrafos Pioneiros do Interior Paulista, Semana Paulista de Fotografia (3 anos consecutivos, I, II e III Semana), São Paulo, Gigante e Intimista, Fotografias comparativas de Santo Amaro. Editor da coleção de livros “As melhores fotos” de: Sebastião Salgado, JR Duran, Cristiano Mascaro, David Zing, Nair Benedicto, entre outros, com exposição fotográfica no lançamento do livro. Coautor do livro São Paulo, Fragmentos de uma paisagem urbana, e do livro Os Banquestes do Imperador. Criador e curador do evento Cozinhando com Palavras para Bienal Internacional do Livro de São Paulo – Câmara Brasileira do Livro - CBL, desde 2010. Consultoria histórica: Historiador Sandro Ferrari (Unicamp). Participação nos livros “Alla Napoletana”, sobre os imigrantes italianos e sua influência para a cidade de São Paulo, Editora Gaia. É autor do livro de contos "Momentos São"; dos livros "Conchal - A morada dos Rios" l e "Os núcleos de Conchal", sobre a cidade paulista de Concha; "A Região da Boiadeira - Oeste Paulista"; "Brasil, Passado e Futuro - A Construção de uma Nação", entre outras publicações. Assistente da curadoria: Daniela Secco, fotógrafa e artista plástica, realiza curadoria de imagens e consultoria para projetos de exposições artísticas e para arquitetos e decoradores em projetos de interiores residenciais e comerciais. É sócia fundadora da Galeria DNS. Coodenação geral: Emiliano Boccato, é fotógrafo, designer gráfico, e pesquisador da Biblioteca Nacional da França (BnF). Participação em pesquisa e edição de imagens em diversas publicações, e edição de livros, destacando-se "Os Banquetes do Imperador", "Brasil, Ritmos e Sabores" e projeto "História do Livro no Brasil" (incluindo pesquisa na Biblioteca Nacional da França); e exposições fotográficas, como "Anhangabaú - Estudo de caso na ótica São Paulo Hoje, Ontem e Amanhã".
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.