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PRONAC 233482Apresentou prestação de contasMecenato

Viva o Povo Brasileiro

AGAPA CRIACAO E PRODUCAO CULTURAL LTDA
Solicitado
R$ 3,16 mi
Aprovado
R$ 3,16 mi
Captado
R$ 2,50 mi
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
30680829000143NU FINANCEIRA S.A. - SOCIEDADE DE CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO1900-01-01R$ 2,50 mi

Eficiência de captação

79.2%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical (c/ dramaturgia, danças e canções)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Teatro musical
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-04-01
Término

Resumo

O projeto prevê ensaios e novas apresentações do espetáculo de teatro musical Viva o Povo Brasileiro.

Sinopse

A narrativa se passa na Ilha de Itaparica (com rápidas incursões a Salvador, Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro) e percorre um largo horizonte histórico (1647-1977). Na obra, Ribeiro produz um panorama da construção de uma identidade brasileira com base na interação de geraç.es de núcleos familiares em conflito, decorrentes da estrutura social do país. Não obstante remonte aos primeiros momentos da colônia – tempos vividos pelo Caboco Capiroba, mestiço canibal do qual deriva uma extensa linhagem de brasileiros do povo –, a narrativa tem como ponto de partida as últimas batalhas pela independência, travadas na Bahia. (...) Rico em força literária, Viva o Povo Brasileiro é a obra-prima de um dos mais inventivos escritores brasileiros da segunda metade do século XX e merece destaque no conjunto de obras comprometidas com o entendimento da experiência histórico-social nacional. Classificação indicativa etária: 14 anos

Objetivos

OBJETIVO GERALValorizar a cultura nacional através da difusão da literatura brasileira por meio de obras plurais e da ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais. Fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade através do fortalecimento do diálogo entre os agentes de cultura, da utilização das artes cênicas como obra de discussão sobre questões sociais, do olhar para o público como multiplicadores das experiências vivenciadas, da formação de público e do fomento à economia criativa.OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Ensaiar 01 musical que reúne uma equipe de, aproximadamente, 93 pessoas, profissionais da área da cultura e atuantes no campo da economia criativa; - Realizar 01 temporada no Rio de Janeiro (12 apresentações) e circulação em 06 cidades: Salvador (07 apresentações), Recife (03 apresentações), Fortaleza (03 apresentações), João Pessoa (03 apresentações), Uberlândia (03 apresentações), Belo Horizonte (02 apresentações), totalizando 33 apresentações.

Justificativa

O livro, considerado um dos mais importantes romances da literatura brasileira do séc. XX, rendeu ao autor não só o Prémio Jabuti na categoria mas, sem dúvida, o colocou no patamar dos grandes autores da literatura portuguesa. Mas do que trata a obra? João Ubaldo Ribeiro escreveu sobre a formação da identidade cultural do povo brasileiro, que viaja por quase quatro séculos da história do Brasil. Não é à toa que Viva o povo brasileiro já foi tema do desfile de carnaval da Escola de Samba Império da Tijuca, vai ser tema de série de TV, filme e, agora, teatro musical. Na obra, o autor realiza definitivamente uma aproximação ao romance pós-moderno. Após a realização de espetáculos de sucesso provenientes da literatura de ficção, como Engraçadinha, de Nelson Rodrigues, A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa e, mais recentemente, A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, a produtora Andrea Alves e o diretor André Paes Leme apostam agora nessa grandiosa obra, que explora com muita riqueza as possibilidades da língua portuguesa e navega tanto pelo erudito como pela tradição oral. Um épico que narra quatrocentos anos de história de um povo, ser. contado em uma peça dividida em duas partes: Viva o povo Brasileiro: Parte I — A irmandade e Parte II — Dafé. Essa grande produção tem um elenco de 12 atores/cantores/ músicos. As canções originais são de Chico César, arranjadas por João Meirelles, que assina a direção musical. Sobre o autor - João Ubaldo João Ubaldo Ribeiro, membro da Academia Brasileira de Letras em 1991, o autor teve a sua escrita consagrada ao receber, em 2008, o importante Prêmio Camões. Ficava, assim, internacionalmente reconhecida a sua contribuição para o constante debate sobre a formação da identidade cultural brasileira ao explorar nas suas narrativas as personagens de ascendência indígena e africana. Fortemente marcado pela presença do sagrado, do místico e até mesmo do fantástico, a coluna vertebral do romance tem um carácter político-social e apresenta uma história sobre a identidade da nação brasileira com um tom geral de muito humor. Viva o povo brasileiro é uma obra intensa, complexa, de várias faces, cores, caminhos e que nos coloca mais perto do universo místico das religiões africanas. O romance é repleto de informações sobre a cultura afro-brasileira, principalmente entre os séculos XVI e XIX. A parte inicial do enredo está mais centrada nas quest.es da colonização do Brasil e nos apresenta o tema da brasilidade. Depois, já na segunda metade do século XIX, o enredo reforça o debate sobre a formação de uma identidade nacional. Na parte final, que já ocorre no século XX, o autor coloca o foco sobre o ideal de justiça e liberdade. Fica claro o objetivo do autor em tentar fazer com que o leitor observe o processo de formação cultural da sociedade brasileira a partir de um prisma que não seja aquele que foi estabelecido pela história oficial, que, em geral, acaba por receber o rótulo de verdade. Apontado como um dos legítimos representantes brasileiros do movimento que ocorreu na América Latina, entre os anos de 1960 e 1970, por conter uma nova forma de apresentação dos fatos históricos das nações, Ubaldo Ribeiro, sem perder a força simbólica da sua literatura, não demonstra querer mudar o mundo, mas acredita ser capaz de mudar o leitor, para isso são indicados diferentes caminhos para se compreender o homem e a sociedade em que ele está inserido. A partir do Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A partir do Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem como objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.

Especificação técnica

PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS 01 Temporada no Rio de Janeiro com 12 apresentações01 Circulação em Salvador com 07 apresentações01 Circulação em Recife com 03 apresentações01 Circulação em Fortaleza com 03 apresentações01 Circulação em João Pessoa com 03 apresentações01 Circulação em Uberlândia com 03 apresentações01 Circulação em Belo Horizonte com 02 apresentações Total de 33 apresentações 01 sessão com intérprete de libras por cidade, totalizando 07 sessões01 sessão com audiodescrição por cidade, totalizando 07 sessões01 sessão com monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais em uma sessão por temporada, totalizando 01 sessão DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO 01 oficina gratuita de ?Tambor Mineiro? com Julia Tizumba AÇÃO FORMATIVA DE CONTRAPARTIDA SOCIAL 01 ensaio aberto do espetáculo com intérprete de libras, audiodescrição e monitor

Acessibilidade

Corroborando com o art. 42 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015) apresentamos um plano de acessibilidade que visa garantir o acesso com autonomia e segurança aos espaços de apresentação do espetáculo por pessoas com diferentes tipos de deficiência, de forma a assegurar a participação desse público em igualdade de condições com as demais pessoas. Tomando como ponto de partida que este ano ainda será de adaptação, inclusive, orçamentária, tendo em vista que ainda são tempos de retomada para o setor cultural, partimos do indicativo de que é necessário garantir que os profissionais da área tenham acesso aos conhecimentos de forma ampla, por isso, será assegurado dentro deste projeto um treinamento com especialista para sensibilização da equipe envolvida. Dessa forma, entendemos que cada vez mais as propostas para efetivação do direito das pessoas com deficiência às artes e cultura serão efetivadas. Conforme menciona o art. 28 da Instrução Normativa MINC Nº 11 de 2024, apresentamos medidas alternativas que possibilitam o acesso de pessoas com deficiência ao projeto que está sendo proposto e assegura a implementação efetiva de recursos em todos os projetos em um curto período de tempo, por meio de treinamento/sensibilização da equipe envolvida. Dessa forma, também será possível acompanhar a implementação das medidas de acessibilidade dentro dos equipamentos públicos, que é de suma importância para que projetos como esse sejam viabilizados. Abaixo, seguem as medidas alternativas propostas: PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Medida para formação em acessibilidade: - Será contratada especialista da área de acessibilidade em projetos culturais, que conduzirá o treinamento da equipe envolvida no projeto, tendo em vista a sensibilização e ampliação de conhecimentos. Acessibilidade física: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a portadores de deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer; - Audiodescrição em uma sessão por cidade. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em uma sessão por cidade; Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais em uma sessão por temporada. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos pelo espetáculo. PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em todas as postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição na ação de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras na ação de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais na ação de contrapartida social. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos.

Democratização do acesso

O projeto respeitará o Art. 27º da IN Nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;- mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Conforme Art. 28º da IN Nº 1/2023, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Será 01 oficina gratuita de ?Tambor Mineiro? com Julia Tizumba, atriz do espetáculo. A oficina ?Tambor Mineiro? visa difundir a cultura afro enraizada em Minas Gerais, objetivando despertar o interesse do público pelas raízes da cultura afro-mineira e brasileira. Sendo o Congado uma manifestação de cunho cultural-religioso, com mais de quatro séculos de existência, com representatividade forte em vários estados brasileiros, é de suma importância a sua divulgação e valorização, uma vez que traz consigo muito da história do Brasil e da cultura de seu povo.

Ficha técnica

Adaptação e Direção: André Paes Leme Direção de Produção: Andréa Alves Canções Originais: Chico César Realização e Coordenação do Projeto: Ágapa Criação e Produção Cultural ANDRÉ PAES LEME DIREÇÃO E ADAPTAÇÃO Encenador formado na UNIRIO, Mestre e Doutor em Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa. J. realizou mais de 50 espetáculos, entre peças teatrais, concertos musicais, .peras e eventos comemorativos de relevância cultural. Suas últimas encenações foram: A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa (2020), Agosto (2017), Esperança, de César Mouro (2015), Amigo Cyro muito te admiro, de Rodrigo Alzuguir (2014). O Lugar escuro, de Heloisa Seixas (2013). Arresolvido, de Erida Castello Branco (2012). Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gular (2011). Hamelin, de Juan Mayorga (2009), pelo qual recebeu o Prêmio APTR/2010 de melhor direção. Candeia, de Eduardo Rieche (2008). A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimar.es Rosa (2007). Uma última cena para Lorca, de Antônio Roberto Gerin (2005). Grande Othelo, de Douglas Dwight (2004). Chega de sobremesa, de Stela Freitas (2002). Engraçadinha, de Nelson Rodrigues (2001). Pequenos trabalhos para velhos palhaços, de Matei Visniec (2000). CHICO CÉSAR CANÇÕES ORIGINAIS Chico César nasceu no município de Catolé do Rocha, Paraíba. Aos 16 anos muda-se para João Pessoa, onde se forma jornalista pela Universidade Federal da Para.ba. Fez parte do grupo Jaguaribe Carne, o qual fazia poesia de vanguarda. Pouco tempo depois de formado, aos 21 anos, muda-se para São Paulo. Na capital paulista trabalha como jornalista e revisor de textos da Editora Abril. Enquanto trabalhava na editora, aperfeiçoava-se em violão, multiplicou suas composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional, sobretudo pelo alto poder de encanto linguístico de suas canções. Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha. Já em 1995 lança seu primeiro disco “Aos Vivos” e seu primeiro livro “Cantáteis, cantos elegíacos de amizade” pela Editora Garamond. Em 2007 participou e fez a música tema do filme “Para.ba, Meu Amor”, do cineasta suíço Jean Robert-Charrue. Ao longo de sua carreira gravou os seguintes discos:“Aos Vivos”, “Cuscuz Cl.”, “Beleza Mano”, “Mama Mundi”, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos”, “De uns tempos pra cá”, “Francisco, forró y frevo” e o mais recente “Estado de Poesia”. Através das músicas criadas para o espetáculo “Suassuna - O Auto do Reino do Sol”, Chico César ganhou os prêmios Cesgranrio, Shell, Aplauso Brasil, Botequim Cultural, APTR e Bibi Ferreira de Melhor Música Original. ANDRÉA ALVES DIREÇÃO DE CRIAÇÃO A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil. ÁGAPA COORDENADOR DO PROJETO O proponente será responsável por acompanhar o cumprimento de todos os trâmites legais e objetivos propostos. Além de ser o principal responsável pelo projeto, respondendo por toda a gestão do mesmo.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-06-30
Locais de realização (7)
Salvador BahiaFortaleza CearáBelo Horizonte Minas GeraisUberlândia Minas GeraisJoão Pessoa ParaíbaRecife PernambucoRio de Janeiro Rio de Janeiro