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O projeto "Centenários" prevê a publicação de um livro de fotografia. com retratos e textos de brasileiras e brasileiros vivos que completaram cem anos ou mais. Ciente do valor histórico, cultural e humanitário da transmissão oral do conhecimento, o livro "Centenários" pretende celebrar a biografia e o legado de quem é testemunha de pelo menos cem anos da experiência de viver. Prevê-se também a publicação de uma plataforma online como ação de acessibiliade e de democratização de acesso aos conteúdos resultantes do projeto.
O livro “Centenários” celebra a vida num mundo que quer viver cada vez mais, mas sem saber envelhecer - ou como lidar com pessoas velhas. Na contramão da tendência das pesquisas que se restringem a investigar sobre os comos e os porquês de quem alcançou os 100 anos, o livro “Centenários” se propõe a escutar o que elas quiserem dizer: sobre si, sobre o outro, sobre o mundo. Sobre suas experiências de ser e estar. Serão retratadas 20 pessoas centenárias e/ ou supercenteárias de todas as regiões do Brasil. É um projeto editorial original, uma vez que as publicações jornalísticas sobre pessoas centenárias e supercentenárias se limitam ao marco da idade - e não à biografia e à valorização do corpo que envelhece. Tendo a memória como resultado de interações sociais em contextos sociais específicos, registrar as biografias de pessoas centenárias em todas as regiões do Brasil, país tão diverso culturalmente, pode revelar significados distintos não apenas sobre o envelhecer, mas sobre a humanidade. Por isso, o livro “Centenários” se compromete a valorizar cada biografia e captar, a partir do registro da memória oral, histórias e reflexões sobre a vida: legados de cada existência centenária que podem nos dar pistas, inclusive, sobre como criar futuros possíveis a partir de um presente mais tolerável com o outro. Além de ser uma possibilidade ao leitor de “espiar o futuro”, tendo 20 histórias para poder se projetar, inspirar e viver e, quem sabe, ampliar seu repertório cultural sobre a vida, sobre a existência humana. ____________________ Nunca existiram tantos centenários. Até 2030, a Divisão de População da Organização das Nações Unidas estima que 1 milhão de pessoas alcancem o centésimo aniversário no mundo - até 2021, 621 mil pessoas[1] chegaram à marca. No Brasil, quase 24.000 já passaram dos 100 anos de acordo com o Censo do IBGE[2]. Pessoas centenárias vivas são testemunhas valiosas de momentos definidores na história do Brasil, das suas localidades e do mundo, mas também de formas específicas de existir. No entanto, é quase intuitivo associar centenários (pessoas com cem anos) e supercentenários (pessoas com mais de 110 anos) às questões de saúde e, portanto, como problema. “(E) quem é que quer ser problema? Fardo? Quem quer desejar um futuro onde a doença seja seu único destino? Mas é isso que a sociedade de maneira geral oferece. Não só, a maioria das pesquisas acadêmicas relacionadas ao envelhecimento também reproduzem isso, apresentando quase que unicamente doença”, pontua a jornalista e pesquisadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Nepe/PUC-SP) Beltrina Côrte[3]. Na contramão das pesquisas e demais trabalhos que relacionam o envelhecimento à doença, o livro “Centenários” propõe uma abordagem cultural, uma vez que se dispõe a ouvir e recontar experiências de vidas, fundamento principal da narrativa da memória, sem limitar a experiência de um século de vida apenas aos últimos quarenta anos, mas também dos outro sessenta: ou até onde a memória lembrar e a pessoa quiser contar. O registro da memória oral, da transmissão oral do conhecimento, oportuniza o conhecimento de histórias únicas, mas que refletem questões da humanidade. Com entrevistas, produção de retratos e conversas com familiares de centenários em diversas regiões do Brasil e, portanto, registrando visões de mundo culturalmente diversas, serão registradas histórias e percepções de vidas dos que superaram a expectativa de vida e se tornaram “o terror do INSS”[4]. Diante da dificuldade, dos preconceitos e desafios com pessoas idosas escancarados após a pandemia de Covid-19, Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) declarou, em dezembro de 2020, a Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), tendo como principal estratégia “alcançar e apoiar ações de construção de uma sociedade para todas as idades.” Sendo assim, o livro “Centenários”, orienta-se pela Área de Ação 1 da Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), “mudar a forma como pensamos, sentimos e agimos com relação à idade e ao envelhecimento”, e pretende colaborar com a demanda de ampliação do repertório de existência idosa a partir daqueles que alcançaram um século e/ou mais de vida - sobretudo. O escritor malinês Amadou Hampâté Bâ disse uma vez que “cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima” e com o registro da memória oral é possível evitar com que parte do acervo se perca. Mas é uma corrida contra o tempo: ser centenário ou supercentenário é um título fugaz. Ainda mais cientes do valor histórico e as perspectivas das narrativas são uma forma única de encarar/ experimentar o mundo que, quando aplicadas num texto literário, proposta do livro Centenários, nos situam no tempo e nos fazem viver a vida lida – exercitando nossa capacidade empática – logo, nos projetar no outro, o que pode ampliar nossa tolerância em relação ao diferente – aqui, ao envelhecimento, uma etapa “nova” que nada mais é o futuro de todos. Valorizar as biografias e os retratos de centenários e supercentenários em livro é, enfim, um grito de protesto, manifestando que eles também podem estar onde quiserem, sobretudo eternizados em livros.
Produzir um livro com 20 histórias e retratos de pessoas centenárias e supercentenárias de todas as regiões do Brasil, que já conta com 24.000 pessoas nessa idade. Por meio do livro, pretende-se valorizar a pessoa com retratos e registros de suas histórias orais que, ao virarem literatura, se tornam celebrações das vidas e eternizam os legados de cada existência. Além disso, as narrativas e os retratos se tornam instrumentos de sensibilização e de exercício empático ao ampliar as formas/ possibilidades de existir no envelhecimento, de coexistir intergeracionalmente e de incentivar a cultura do cuidado. Objetivos específicos - Produção de 2.000 exemplares do livro "Centenários": produção, publicação e distribuição. - Produção de plataforma online com os conteúdos do livro acessíveis; - Realização de um evento de lançamento do livro; - Realização de 5 palestras formativas sobre produção de documentários fotográficos, nas cidades visitadas (contrapartida social)
A Lei de Incentivo à Cultura é o fomento e meio de maior importância para a realização de projetos de caráter cultural, sem apelo comercial e por esse motivo propomos a realização do projeto "Centenários" via Lei Rouanet. Sobre o enquadramento do projeto no Artigo 1º da Lei 8313/91, citamos e justificamos abaixo os incisos com os quais o projeto se releciona diretamente: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; o projeto prevê ações que aproximem a população em geral dos processos culturais e garantam o acesso de todos as etapas e resultados do projeto. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; o tema central do projeto é a celebração de pessoas centenárias, celebrar a biografia e o legado de quem é testemunha de pelo menos cem anos da experiência de viver. registrar patrimônios imateriais da história do país, das histórias individuais do povo brasileiro. Sobre os objetivos do Art. 3º, indicamos abaixo quais serão alcançados: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
Capa: 420x280mm, 4x1 cores, Tinta Escala em Couche Liso LD 150g. Prova de Cor Epson. Miolo: 208 pgs, 180x240mm, 4 cores, Tinta Escala em Off Set LD 120g. Prova de Cor Epson. Guarda: 4 pgs, 360x240mm, 4 cores, Tinta Escala em Off Set LD 180g. Prova de Cor Epson. Pré Impressão, Laminado Fosco, Número de lados 1(Capa), Dobrado(Miolo), Alceado(Miolo), Costurado(Miolo), Vincado e Dobrado(Guarda), Capa Dura.
PRODUTO LIVRO Será produzida uma plataforma online com os materiais do livro disponiveis com plug-ins de acessibilidade (ferramentas para baixa visão, ferramentas de audiodescrição e leitura de textos e ferramenta V-libras). O livro não apresenta total restrição de acesso para pessoas com deficiência auditiva, por se tratar de um livro de fotografias/retratos. Intérprete de libras no evento de lançamento do livro. Lançamento do livro realizado em local com acessibilidade física. PRODUTO CONTRAPARTIDA Presença de intérprete de libras nas palestras realizadas. As palestras não apresentam restrição para pessoas com deficiência visual. No caso da apresentação de imagens, será feita a eitura descritiva das imagens por monitoria especializada.
Sobre a distribuição da publicação: - 5% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores - 100 exemplares - 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo - 200 exemplares para bibliotecas e escolas da rede pública - 5% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto - 100 exemplares - 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta- 400 exemplares vendidos a R$ 39,60 Ampliação de acesso - distribuição de mais 10% para distribuição gratuita com caráter social ou educativo - + 200 exemplares para bibliotecas , escolas da rede pública, organizações que atuem com jovens e/ou formação adulta. obs: A distribuição dos 20% da tiragem com caráter social ou educativo será dividida entre as cidades contempladas no livro
O proponente assume as funções de Coordenação geral, Editorial , Administrativa-financeira, Fotografia e Tratamento de Imagem. Proponente - NITRO Histórias Visuais (Belo Horizonte/MG). Um coletivo de contadores de histórias visuais. Ao longo de 13 anos, realizou a transição de uma agência clássica de fotografia para uma produtora de conteúdo transmídia. Tem o objetivo de documentar as mudanças que afetam a sociedade brasileira e preservar os registros de nossa história visual. Fotógrafos, diretores audiovisuais e escritores, sediados em Belo Horizonte, Minas Gerais, são experientes produtores de conteúdo multimídia para projetos documentais, reportagens editoriais e ações culturais e educativas. São capazes de transformar pequenas ideias em grandes projetos de comunicação. Para isso, a NITRO explora diferentes técnicas (fotografia, vídeo, animações, literatura, roteiros, stop-motion e timelapses) e formatos (audiovisual, webséries, revistas, exposições, livros, e-books, entre outras), sem nunca abrir mão da qualidade de suas narrativas visuais. No audiovisual, sua equipe está preparada para atuar desde a concepção de ideias e roteiros até a finalização filmes, séries e webséries. Temas como a Memória, História (pessoal ou corporativa), Política, Cultura, Direitos Humanos, Esportes, Natureza e Meio Ambiente e Retratos, são sempre referências nos principais trabalhos executados pela NITRO, mantendo sempre os olhos voltados para as transformações no Brasil. Mesmo com a criação apontada para o futuro, a NITRO tem apreço ao registro do passado. Seu banco de imagem conta com mais de um milhão de imagens. Destas, 40.000 estão acessíveis no arquivo on-line (arquivo.nitroimagens.com.br). A excelência da NITRO tem sido reconhecida com prêmios em importantes festivais nacionais e internacionais de Cinema, Fotografia e Literatura. Foi a grande vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes (Prêmio do Júri); do Prêmio Jabuti 2012 (categoria Fotografia), maior premiação da literatura brasileira; do Festival Cinefoot (Prêmio do Júri); de Melhor Fotografia do Festival de Cinema dos Sertões; da mostra de Super8 do Festival de Gramado; do Prêmio New Holland de Fotojornalismo; do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo; do Concurso Itaú BBA de Fotografias; do Prêmio BNB de Jornalismo e do National Geographic de Fotografia de Aventura. . Os treze anos de mercado também chancelaram a NITRO a criar seu braço educacional. Há três anos, seus profissionais ministram cursos, oficinas e workshops. Os temas vão desde técnicas de Fotografia, passando ao Audiovisual até a produção completa de conteúdo, como na publicação experimental #ND. A NITRO também atua no mercado editorial (NITRO Editorial), com sua própria editora que publicou sete livros, incluindo Beira de Estrada, Harpia e Os Chicos. O último foi premiado com o Prêmio Jabuti, o mais prestigiado prêmio da literatura brasileira. Leo Drumond - Fotógrafo Leo Drumond é formado em Design Gráfico pela UEMG. Atuou na Agência 1° Plano e no Jornal Hoje em Dia como repórter-fotográfico. Em 2003 fundou, ao lado de Bruno Magalhães e Marcus Desimoni, a NITRO Histórias Visuais. Em 2005 participou da primeira turma de trainees de fotografia do jornal Folha de São Paulo. Em 2007 foi o vencedor do prêmio Banco do Nordeste, na categoria mídia impressa-foto. Neste ano realizou seu primeiro grande projeto autoral: o Beira de Estrada, no qual percorreu 25 mil quilômetros de estradas mineiras, documentando todo universo do entorno das rodovias. O projeto virou livro e exposicão e foi lançado em março de 2010. Entre 2009 e 2001 percorreu o Rio São Francisco em busca dos “Chicos”, projeto em parceria com o jornalista Gustavo Nolasco. Os Chicos, lançado no fim de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Fotografia. A exposição do projeto circulou por Tiradentes, Uberlandia e Belo Horizonte. Em 2013 e 2014 realizou, como professor e editor, 6 edições da publicação ND, revista educacional que é fruto de workshops realizados em festivais de fotografia. Atualmente desenvolve o Projeto Voz, série de iniciativas ligadas à comunicação que acontecem dentro de unidades prisionais. Carolina Margiotte Grohmann - Jornalista - Produção de Texto Carolina Margiotte Grohmann atua como pesquisadora, entrevistadora e escritora. É formada em jornalismo e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Culturas e Identidades Brasileiras do Instituto de Estudos Brasileiros/USP. É autora do livro O Brasil de Bolsonaro: testemunhos históricos de um país em guerra narrativa, do livreto O Jardim de Arminda (conclusão do curso Gestão e Produção de Projetos Culturais em Áreas Indígenas, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP) e do artigo Um livro para se conciliar com a história (publicado no site Literatura Brasileira no XXI, iniciativa da SP Leituras e da Unifesp). Participou da residência cultural e artística “Os brasis em São Paulo” como pesquisadora, entrevistadora e escritora da história do sambista Carlão do Peruche (publicação do texto Do começo: as mãos), em exposição no centro cultural Red Bull Station (2016). Colaborou como gestora de projetos, pesquisadora e entrevistadora em inúmeros projetos de memória social e institucional para o Museu da Pessoa. Atuou como entrevistadora e escritora de tributos para o Inumeráveis Memorial e participou de projetos culturais e de literatura na Amazônia brasileira.
PROJETO ARQUIVADO.