| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 89637490000145 | KLABIN S.A. | 1900-01-01 | R$ 426,1 mil |
Produção de um livro sobre o empresário Israel Klabin - empresário, prefeito do Rio de Janeiro e idealizador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS). A proposta é construir um retrato, a partir de capítulos temáticos, fugindo da biografia convencional e cronológica. O capítulo de abertura apresentará o personagem sob diferentes aspectos. Os demais capítulos serão redigidos por especialistas que farão uma reflexão sobre temas associados à trajetória e ao pensamento do personagem. O livro conterá ainda trechos das entrevistas concedidas por Israel Klabin ao Cpdoc, extratos de textos de sua autoria e de terceiros, e reprodução de documentos textuais e fotográficos que integram seu arquivo pessoal.
O produto do projeto é a publicação de uma obra inédita em formato físico. O livro, como já descrito, será dedicado à vida e ao engajamento social e político de Isarel Klabin, seguindo a estrutura abaixo. PROPOSTA DA ESTRUTURA (títulos e ordenação provisórios) Introdução I. Uma vida na História – capítulo de abertura apresentando diferentes aspectos da trajetória de Israel Klabin nos campos da cultura, desenvolvimento econômico e social, ações empresarial e ambientalista. II. Redes de apoio: refugiados e perseguidos – presença da família Klabin na luta pela constituição do Estado de Israel e na formação e alimentação de redes de apoio a refugiados judeus durante e depois da II Guerra Mundial. Apoio a perseguidos políticos durante os tempos do regime militar no Brasil. III. Como modernizar o país? – os debates intelectuais e políticos sobre o desenvolvimento nas décadas de 1950 e 1960; o ISEB, a Missão Brasil-EUA, a Sudene, A Aliança para o Progresso; ideias e proposições de Klabin IV. Em defesa da cidade do Rio de Janeiro – a mudança da capital para Brasília; o estado da Guanabara; o regime militar e a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro; a prefeitura de Klabin e o projeto de separação dos dois estados; perspectivas para o Estado do Rio de Janeiro no século XXI. V. Ambientalismo: pensamento e ação – a agenda ambiental nas agências multilaterais; a Rio-92; a Amazônia; a Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável; proposições de Klabin para enfrentar a crise ambiental. Obs. Integrarão os capítulos fac-símiles de documentos e reprodução de fotos, e poderá conter também, ao final de cada capítulo, um ‘caderno’ com imagens – fotografias e documentos textuais (correspondência, poesias, textos).
Objetivo geral: Traçar um retrato de Israel Klabin, em formato de livro, sob um prisma original, associando sua atuação política e empresarial à visão de ambientalista. Objetivos específicos: Produção e impressão do livro "Pensamento é Ação", a partir das seguintes atividades/etapas: realizar entrevistas com o personagem; pesquisar em fontes documentais primárias e secundárias - textuais e iconográficas; escanamento em alta definição desses documentos; selecionar os especialistas para redigirem os capítulos temáticos; redação e revisão dos capítulos; entrega dos orginais à editora; impressão de 500 exemplares.
Israel Klabin é um empresário, ambientalista e escritor brasileiro, nascido em 1933, reconhecido como defensor da preservação ambiental e pioneiro na criação de fundações privadas, dedicadas a pesquisa e estudos ambientais no Brasil. Entre essas, a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN), criada em 1958, uma das primeiras organizações ambientais do Brasil, e a Fundação SOS Mata Atlântica, criada em 1986, que tem como objetivo proteger e restaurar o bioma da Mata Atlântica. Além disso, Klabin é um empreendedor bem-sucedido, tendo sido fundador e presidente da empresa Klabin Segall, uma das principais construtoras de São Paulo. Como escritor é autor das obras "O Cativeiro do Homem Contemporâneo" e "O Elogio da Reflorestação". A história de Israel Klabin possibilita reflexões sobre a própria história do Brasil. Sua trajetória é um relato de superação e perseverança, tendo enfrentado dificuldades como o exílio durante a Segunda Guerra Mundial e a perda de seu patrimônio no processo de nacionalização de empresas no Brasil nos anos 1950. Temas como migração judaica, criação do Estado de Israel e, mais tarde, a agenda ambiental, atravessam sua vida. A partir do seu relato pessoal, pode-se compreender as diferentes dinâmicas que marcaram o país ao longo século XX. A Lei de Incentivo à Cultura prevê o apoio a projetos culturais que tenham como objetivo a produção, edição e difusão de conteúdo artístico e cultural de relevância para a sociedade brasileira. Nesse sentido, a produção de uma obra sobre Israel Klabin se enquadra no perfil da lei, uma vez que ele é um dos principais nomes da cultura brasileira e contribuiu para a construção política, econômica e social do país. Finalmente, vale ressaltar que o livro trará informações relevantes sobre a vida e obra de Klabin, contribuindo para manter a memória de um personagem relevante para a história do Brasil que atuou tanto na esfera privada quanto pública. O projeto se enquadra nos incisos I, IV e V do Artigo 1 da Lei Rouanet e alcançará os objetivos descritos no item II B do Artigo 3 da Lei Rouanet.
Não se aplica.
Detalhes do LivroFormato estimado: 16 x 23cmPaginação estimada: 320Tiragem impressa: 500 unidadesDetalhes estimados da impressão: Papel/capa: Cartão Supremo 250g, Papel/encarte: Couche 115g, Papel/guarda: Offset 180g, Impressão/miolo: offset 1/1 cores, Impressão/capa: offset 4/0 cores, Impressão/encarte: offset 4/0 cores, Impressão/guarda: offset 4/0 cores; Acabamento: miolo e encarte costurados, capa em laminação fosca, flexível, sem orelha.E-book: Acesso ilimitado
O produto cultural resultante deste projeto já atinge a maior parte dos portadores de necessidades especiais, como os que possuem deficiência física, idosos, dentre outros.Haverá uma versão impressa do livro na Biblioteca da Fundação Getulio Vargas, que é acessível para interessados independentemente de suas limitações físicas ou cognitivas.O livro é, por excelência, um objeto de larga acessibilidade a portadores de necessidades especiais, devido às suas facilidades de manuseio e portabilidade. Contudo, em alguns casos de necessidades especiais que tais facilidades ainda não proporcionem a fruição direta de seu portador ao conteúdo do livro, tal impedimento pode ser facilmente remediado pelo simples auxílio de um terceiro ou de tecnologias de acessibilidade para tal tarefa, já que haverá uma versão e-book que possibilitará deferentes possibilidades de acessibilidade através de ferramentas disponíveis no mercado, o que torna o livro um dos objetos de acesso à cultura mais democráticos existentes.
A ampliação do acesso ao produto será fundamental para garantir que o conteúdo possa ser acessado por um público mais amplo e diverso. Para isso, consideraremos medidas de ampliação de acesso que possam garantir que o livro chegue a todos os leitores interessados.Uma das primeiras medidas será a utilização de formatos acessíveis, como o e-book, que será distribuído pela internet, podendo alcançar leitores em todo o mundo.Consideraremos também a utilização de estratégias de distribuição gratuita, como a disponibilização do livro em bibliotecas e outros locais de acesso público, a utilização de redes sociais para divulgação do produto e a realização de campanhas de publicidade online para que ajude a ampliar o alcance do livro, garantindo que ele possa ser acessado por leitores de todas as faixas etárias e classes sociais.
Celso Castro, dirigente da instituição, garantirá o apoio institucional para a realização do projeto, que será coordenado por Adelina Novaes e Cruz e Américo Freire, pesquisadores com longa trajetória na FGV CPDOC. O projeto conta ainda com a patricipação da professora Thais Blank, também da FGV CPDOC.Celso Castro é Diretor da Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC) e da Escola de Relações Internacionais (FGV RI) da Fundação Getulio Vargas. Na área de Ciências Sociais, organizou e publicou "Franz Boas - Antropologia Cultural" (Zahar, 2004), "Evolucionismo Cultural" (Zahar, 2005), "História do Turismo no Brasil" (FGV, 2013), "Textos Básicos de Sociologia" (Zahar, 2014), "Cultura e Personalidade" (Zahar, 2015), "Introdução às Ciências Sociais" (FGV, 2015), "Textos Básicos de Antropologia" (Zahar, 2016) e "Além do Cânone: para ampliar e diversificar as Ciências Sociais" (FGV, 2022). Na área editorial, dirigiu para a editora Zahar as coleções “Descobrindo o Brasil”, “Ciências Sociais Passo-a-Passo” e “Nova Biblioteca de Ciências Sociais” e foi editor da revista Estudos Históricos (1995-2008). Coordena desde sua criação, em 2008, o projeto "Memória das Ciências Sociais", que conta com mais de 150 entrevistas realizadas e disponibilizadas publicamente. Ganhou os prêmios "Inovação no ensino de Antropologia" (ABA e Fundação Ford, 2006) e Divulgação Científica em Ciências Sociais (ANPOCS, 2021). Adelina Novaes e Cruz é pesquisadora da FGV CPDOC e coordenadora executiva da Pós-graduação em Cinema Documentário da FGV. Na sua atuação como pesquisadora integra a área de Documentação e coordena o Núcleo de Audiovisual e Documentário. Nessas funções, participa da organização de arquivos privados pessoais, de projetos de pesquisa e de divulgação do acervo, da elaboração de livros, da montagem de exposições e vídeos de caráter histórico, e co-coordenadora das Oficinas de produção audiovisual do CPDOC. Américo Freire é historiador e Professor Titula da FGV CPDOC. Exerce atividades profissionais no CPDOC desde 1995. É pesquisador do CNPq e Cientista do Nosso Estado (FAPERJ). É líder do Grupo de Pesquisa CNPq “Culturas Políticas e Processos de Democratização”, coordena o Laboratório de Estudos Políticos do CPDOC e é vice-coordenador do GT de História Política da ANPUH. Coordena projetos de pesquisa e tem publicado livros e artigos sobre os seguintes temas: História Política do Rio de Janeiro e do Brasil; Esquerdas e democracia; Historiografia brasileira. Thais Blank é Professora Adjunta da Escola de Ciências Sociais da FGV CPDOC e do Programa da Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais FGV CPDOC. É Coordenadora da Documentação da FGV CPDOC (2021) e Co-coordenadora do Núcleo de Audiovisual e Documentário da FGV CPDOC (2015). Líder do grupo de pesquisa do CNPq Laboratório de Estudos da Cultura Visual (LECV FGV CPDOC). É coeditora da Revista Estudos Históricos FGV CPDOC desde 2019. Desde 2012, co-coordena o grupo de trabalho "Outros Filmes" no âmbito do congresso internacional da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento de Portugal. Seus interesses de pesquisa se concentram sobre as imagens de arquivo, o cinema amador, cinema e educação, cinema e história e linguagem audiovisual. Autora do livro Cinema Doméstico Brasileiro 1920-1965 (Appris, 2020).
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.