| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 851,1 mil |
| 30822936000169 | BB GESTAO DE RECURSOS - DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A. | 1900-01-01 | R$ 647,6 mil |
O projeto se refere à realização da exposição de artes visuais "A.R.L. Vida e Obra".
A.R.L Vida e Obra é uma exposição de artes visuais focada na trajetória de Antonio Roseno de Lima.A primeira etapa de trabalho consiste em visitas técnicas aos espaços expositivos, montagem de equipe de trabalho local, encaminhamento de acervo, desenvolvimento das ações educativas (com treinamento de monitores, escolha e agendamento das escolas), produção e impressão dos materiais; divulgação (assessoria de imprensa); planejamento e execução de evento de abertura.Durante o período expositivo, além de oferecer as visitas gratuitas para todo o público, o projeto possui visitas guiadas para alunos de escolas públicas, com foco em Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Nestas visitas, são realizadas oficinas artísticas de autorretrato, que permitem ao público a imersão na Arte Bruta e suas características. Ao se autorretratar, o aluno é capaz de organizar seus pensamentos e sentimentos com o objetivo de dar significado a sua imagem, um processo complexo que envolve elaboração, interpretação, criação e expressão. Por meio deste exercício, o aluno tem a possibilidade de visualizar as diferenças físicas existentes, trabalhando o respeito a cada uma delas; atribuir signos às próprias imagens; identificar suas marcas pessoais; desenvolver progressivamente habilidades manuais, como controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros; e, ainda, desenvolver e demonstrar uma imagem positiva de si.O desafio, nesta etapa muito rica do projeto, fica ainda mais interessante ao utilizarmos materiais que remetem ao trabalho de A.R.L., com o emprego de cores fortes e o incentivo ao uso de muitos contornos das formas.A última etapa consiste na desmontagem da mostra; avaliação do projeto e ajustes, caso necessário. É realizada a doação de banners e outros materiais utilizados para entidades que trabalham com reaproveitamento. Todos os produtos são de classificação indicativa livre.
Objetivo Geral: Realizaçao de exposiçao sobre a vida e obra de A.R.L. A.R.L. Vida e Obra - é uma exposição inédita que visa, primariamente, lançar luz a respeito da jornada pessoal e artística do fotógrafo e artista plástico Antônio Roseno de Lima, falecido em 1998, oferecendo-se como meio de reflexão e fruição de cerca de 60 obras (pinturas e fotografias) de A.R.L. (como o artista assinava o seu trabalho), distribuídas pelos 147 m2 da área expositiva. Apresenta também os parâmetros que o inserem na história da Art Brut. A mostra apresenta-se como uma importante ferramenta para dar visibilidade a um artista fora dos padrões e a formação de um público crítico e sensível ao assunto, através justamente das ações educativas que apresentam novos pontos de vista e quebram paradigmas. Objetivos específicos: O projeto prevê uma exposição que ficará em cartaz por 2 meses nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, e contará com a curadoria do professor doutor e ex-diretor do Instituto de Artes da UNICAMP Geraldo Porto, que teve Roseno como objeto de estudo de sua dissertação de mestrado e acompanhou a sua caminhada desde 1988. A exposição será composta de introdução, desenvolvimento e conclusão, apresentando os objetos selecionados acompanhados de seu contexto, hierarquizados de acordo com a sua importância, e exibindo textos escritos curtos, simples e objetivos para cada um deles. Também prevê a realização de 20 ações educativas com a mediação de grupos organizados provenientes de escolas municipais e a criação de materiais didáticos para as diversas faixas etárias por um profissional da área da arte educação, contando, ainda, com estudantes da área de Artes Visuais como monitores/mediadores. As ações educativas são essenciais para garantir a presença do público, além de cumprir de modo bastante rico o seu papel no acesso à educação artística e alfabetização cultural de crianças e adolescentes, e como estímulo à criatividade e expressão individual destas. Essas ações também contam com a formação de ativos das comunidades nas quais estará inserido, com preferência para jovens estudantes da área de educação, artes e eventos, que participam como monitores das visitas guiadas.
O projeto preenche uma lacuna na História da Arte Popular brasileira, tratando do tema com rigor e qualidade, colocando em discussão conceitos artísticos ainda pouco explorados na literatura de arte (a Art Brut e seus caminhos) e de profundo impacto na cena cultural, sempre buscando como produto final dar visibilidade a um artista fora dos padrões e a formação de um público crítico e sensível ao assunto, através de ações educativas que apresentam novos pontos de vista e quebram paradigmas. Roseno nasceu em uma família de cinco irmãos, na cidade de Alexandria (RN), em 22 de junho de 1926, de onde saiu aos 30 anos, sem jamais fazer o caminho de volta. Veio para São Paulo deixando mulher e cinco filhos, sonhando em trabalhar e ganhar muito dinheiro, mudou-se para a favela em Campinas, onde viveu até a sua morte em 1998. O professor doutor e ex-diretor do Instituto de Artes da UNICAMP Geraldo Porto teve Roseno como objeto de estudo de sua dissertação de mestrado e acompanhou a sua caminhada desde 1988, quando se conheceram. Porto nos conta, em seu relato, que Roseno "viveu durante anos naquele barraco miserável, dormindo à custa de remédios, com hipertensão, diabete, o teto caindo, sem luz elétrica, entre amontoados de papéis velhos, latas, desenhos, pinturas e bichos, onde também improvisava uma venda de balas e cigarros". Porto pôde estabelecer que a obra do "doente dos nervos" (forma com a qual a companheira Soledade o definia) possui características próprias da "Art Brut" e podem ali ser localizadas: são obras que escapam das classificações habituais da história oficial da arte, que estão fora dos movimentos artísticos, alienadas das academias de arte e das tendências e modas artísticas. Apesar de sua obra ter alcançado tamanha dimensão e de hoje ser um expoente da Arte Bruta internacional, o fato é que o artista nordestino, morador de comunidade, semianalfabeto, outsider por toda a vida, e sua história foram se tornando praticamente desconhecidos em nosso país. Por tal importância no formento da cultura brasileira, o projeto tem a necessidade do uso do Mecanismo de Incentivo a Proejros Culturais, devido ao seu enquadramento nos seguintes incidido do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. Além disso, a exposição alcançá os objetivos citados a seguir, do Art. 3º da Lei 8313/91: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Será produzido como peça principal da divulgação um texto reunindo, de forma sintética, as informações essenciais da exposição: uma breve descrição da ideia, dos objetivos, de quem realiza e onde acontece, acompanhado da assinatura (identidade visual) do projeto. O planejamento da assessoria de imprensa prevê a coleta dessas informações, bem como uma entrevista com os principais integrantes do projeto, para, a partir da redação dessas informações, preparar diversas ações de divulgação entre veículos de imprensa, tais como: a criação de um evento no Facebook, a divulgação da exposição nas redes sociais ligadas ao projeto, e um e-mail release (com a mesma estrutura do texto principal, porém mais detalhado, com mais informações sobre as principais atrações da exposição) para editoriais de cultura em jornais, emissoras de rádio, colunistas e blogueiros. A assessoria de imprensa também prevê: Follow-up junto aos jornalistas de mídia impressa para possível produção de matérias e entrevistas e inclusão em colunas de lançamentos. Idem para as mídias virtuais parceiras;Follow-up junto a programadores de rádio e produções de rádios e TVs para possíveis entrevistas e inclusão do CD na programação musical. Idem para veículos virtuais;Produção de notas informativas e envio para colunas sociais e imprensa em geral;Elaboração e sugestão de pautas aos veículos e editorias de cultura e variedades;Apresentação da resposta alcançada na mídia (clipping) no final do trabalho, incluindo publicações em mídia impressa e virtual.
A exposição contará com a curadoria do professor Geraldo Porto, que fará a escolha final das 60 obras pré-selecionadas para sustentar a narrativa sobre a trajetória de A.R.L. e estabelecer, pelos sentidos, diálogos com o público. A vitalidade das linguagens se fará presente na identidade, que contará com uma projeção das fotografias de Roseno, além da apresentação das obras dividida por módulos que percorrem a história do artista, a partir do seu início como fotógrafo e passando pelas suas obsessões visuais e idiossincrasias. Importante lembrar que muitas das obras de Roseno necessitam de uma estrutura diferenciada de apresentação, já que o artista criava na totalidade de seus suportes (não convencionais, como vimos), usando tanto a parte da frente como a parte de trás para seus desenhos e bilhetes. A exposição será composta de introdução, desenvolvimento e conclusão, apresentando os objetos selecionados acompanhados de seu contexto, hierarquizados de acordo com a sua importância, e exibindo textos escritos curtos, simples e objetivos para cada um deles. Nosso projeto se propõe a dialogar com os visitantes, construindo possíveis significados, e tem como objetivo estimulá-los para que percebam, compreendam e interpretem as obras, os objetos, as provocações e inspirações presentes na exposição. O projeto expográfico conterá um croqui com uma avaliação exata do local, planta baixa com medidas e áreas aproximadas, os pontos de iluminação, climatização, mobiliário fixo e móvel disponíveis, mobiliário de conforto, itens de segurança, acessos e circulação. Os oito módulos que dividirão o espaço expositivo serão organizados com graduações de importância aos objetos, ajudando, assim, o visitante a entender a mensagem transmitida, e dando o destaque necessário aos pontos que perpassam a trajetória do artista através de textos plotados na parede. Sabemos que a iluminação é a alma de uma exposição e que age diretamente na forma, cor, espaço e textura, no comportamento, na percepção e na estética (ENNES, 2008:60). Por isso, nossa exposição contará com 50 obras em suportes na parede escura, com luz focada, visando enfatizar as obras e dar dramaticidade, fazendo, assim, com que o público seja capaz de adentrar na loucura do universo particular do artista; seja imerso no “caos ordenado” de Antônio Roseno de Lima. Contará também com dez obras penduradas no teto, para que possam ser visualizadas em sua totalidade (frente e trás). Para garantir a acessibilidade, a altura geral da exposição ficará entre 90 e 160 cm do piso. Os oito módulos da exposição são: Homem de Fé; A.R.L. Fotógrafo e Pintor; Origem, fundações e invenções; Bilhete, Assinatura e Data; Símbolos: a onça, a vaca, o bêbado e o auto-retrato; A figura feminina; Animais; Enciclopédia. O módulo A.R.L. Fotógrafo e Pintor contará com uma sala destinada a projeções das fotografias do artista, na parede clara, com mobiliário disponível para que os visitantes possam acompanhá-las tranquilamente. É prevista uma manutenção diária com acompanhamento da qualidade dos suportes, dos recursos expográficos e para pensar em possíveis. Também será realizada a higienização de vitrines e verificação dos objetos, legendas, etc. A assinatura A.R.L., tão cara ao artista que não sabia escrever, é o elemento visual que será apresentado como a identidade da exposição. Ações educativas: com a mediação de grupos organizados provenientes de escolas municipais e a criação de materiais didáticos para as diversas faixas etárias, porém focados na faixa dos 12-18 anos e EJA (Educação para Jovens e Adultos), criadas por um profissional da área da arte educação, contando, ainda, com estudantes da área de Artes Visuais da UFRN como monitores/mediadores. Essas ações levam em consideração a aprendizagem; a experimentação; a promoção de estímulos e a motivação a partir do contato direto dos diferentes públicos com o acervo da exposição. O treinamento destes estudantes / estagiários de monitoria e ação educativa será de responsabilidade de nossa equipe e todos receberão certificado. O espaço destinado para a conclusão da exposição contará com a proposição das ações educativas em formato de oficina: nela, o público visitante poderá experienciar a obra do artista ao trabalhar com a colagem de diferentes ícones retirados do trabalho de Roseno. Os resultados ficarão expostos nas paredes do local. A conclusão conterá, também, o livro de assinaturas.
Em relação à acessibilidade de conteúdo, são previstos os seguintes recursos ligados à exposição, como: os vídeos projetados (com depoimentos de especialistas, sobre a obra de Roseno) terão legendas; serão confeccionadas materiais táteis reproduzindo obras de Roseno, que ficarão na exposição e servirão ao trabalho educativo feito com cegos; terão legendas em braile para maior inclusão de deficientes visuais; serão realizadas a audiodescrição de obras, acessíveis por QR code no percurso da exposição, também para trabalho educativo feito com cegos. PRODUTO: EXPOSIÇÃO DE ARTES VISUAIS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: rampas de acesso, corrimão nas escadas, banheiros adaptados, piso tátil direcional, sinalização em braile, elevadores. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição e legendas em braile das obras na exposição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras nas visitas guiadas e ações educativas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: monitores treinados para auxiliar esse público nas visitas guiadas e ações educativas. PRODUTO: OFICINAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Linguagem oral e material em Braile. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário.
Todos os produtos aqui gerados terão distribuição gratuita, privilegiando a democratização do acesso de classes mais baixas, focando na divulgação, fomento e, principalmente, no acesso destas a produtos de grande qualidade e importância cultural. Além disso, os incisos a seguir, do Art. 28 da IN Nº 01/2023, serão contemplados pelos produtos oferecidos pelo projeto: VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;
Geraldo Porto Filho - Curador e coordenador geralO ARTISTA PLÁSTICO, CURADOR e PROFESSOR DOUTOR GERALDO PORTO (UNICAMP) é um premiado artista contemporâneo com extenso currículo de exposições oficiais, mostras individuais e muitas curadorias em artes plásticas com reconhecimento internacional. A sua pesquisa sobre a obra do fotógrafo Antonio Roseno de Lima foi publicada na Suíça e teve grande repercussão na imprensa brasileira.Inicia sua carreira em 1966 aos dezesseis anos de idade selecionado por MÁRIO SCHEMBERG para o PRIMEIRO SALÃO DE ARTE MODERNA DA JUVENTUDE DE SÃO PAULO no ano da inauguração do MUSEU DE ARTE CONTEMPOR NEA DE CAMPINAS. Joana Nogueira Germani - Produtora e produtora executiva (Proponente - Diretora da Associação Quanta Cultura)Joana Nogueira Germani, 43 anos. Brasileira e mãe de dois filhos, é nascida e residente da cidade de Campinas-SP.Desde 1999 atua como produtora cultural e diretora, produzindo eventos e produtos culturais nas áreas da música, artes plásticas, circo, literatura, festivais, cinema e vídeo, participando desde a concepção dos projetos até sua execução. Maíra Castelões Gama Zeitouni - Diretora artística e Produtora geral (Proponente - Secretária da Associação Quanta Cultura)Nascida no Rio de Janeiro, foi criada nas cidades de Manaus e Belém, onde viveu sua infância e adolescência em meio à intensa atividade cultural característica de cada uma dessas regiões. Atualmente vive em Campinas - SP, onde formou-se em Artes Plásticas pela UNICAMP e trabalhou como arte-educadora antes de entrar para a área da Propaganda e Marketing. É uma das fundadoras da Quanta Cultura, que atua na concepção, curadoria e produção de eventos culturais para famílias, ao ar livre e em meio à natureza. Trabalha, desde 2012, na curadoria, produção, concepção e coordenação. Alexandre Soares de Carvalho - Diagramador de Croqui e legendas (Proponente - intregante da Associação Quanta Cultura)Nathan de Freitas Zeitouni - Desenvolvedor de Projeto Gráfico (Proponente - intregante da Associação Quanta Cultura)Luca Germani de Carvalho - Montador e desmontadorGeovana Stival Borro - Assistente de produçãoEliane Verbena - Assessora de Imprensa
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.