| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 05208211000138 | IN-HAUS INDUSTRIAL E SERVICOS DE LOGISTICA LTDA | 1900-01-01 | R$ 361,5 mil |
| 00973749000115 | TOP SERVICE SERVICOS E SISTEMAS S/A | 1900-01-01 | R$ 145,0 mil |
| 03528670000173 | ALLIS Soluções em Trade e Pessoas Ltda. | 1900-01-01 | R$ 105,0 mil |
O projeto "Arte e Cidadania no Espaço Cultural Pierre Verger" visa realizar 13 oficinas culturais de arte-educação, saberes e tecnologias ao longo de 14 meses, centradas na cultura afro-brasileira, em diálogo com a obra de Pierre Verger, visando a iniciação em processos artísticos culturais, viabilizando uma formação cidadã ampla e a criação de caminhos para a geração de renda.
Sinopse da Obra Cada Oficina proposta e já descrita nos objetivos específicos tem uma orientação e proposta própria, mesmo que dialogando com outras, como já foi resumidamente apresentado. Algumas delas tem ênfases mais artísticas, trabalhando com alguma linguagem específica buscando a expressão e auto-conhecimento, outras ênfases culturais, no sentido de se conectar com ancestralidades, localidades e memórias pensando em pessoas inseridas na coletividade, ou, então, pedagógicas, no sentido de buscar uma formação humanística do ser, ou, finalmente, ênfases práticas/tecnológicas, trazendo conhecimentos contemporâneos, importantes para a inserção da pessoa na sociedade atual. Mesmo assim, a proposta temática detalhada a ser trabalhada em cada oficina, depende, em última instância, também do perfil das pessoas participantes que trarão seus prévios conhecimentos, anseios, desejos, gostos e potencialidades e necessidades. O centro temático da maior parte das atividades é a cultura afro-brasileira nas suas expressões ancestrais ou contemporâneas, desta forma abrindo um leque de possíveis desdobramentos, ao mesmo tempo que a maior parte das pessoas participantes são pessoas negras. Desta forma, questões de afirmação, negritude, uma educação anti-racista e empoderamento permeiam as atividades ao longo do projeto (importante dizer que não há um processo seletivo, mas um processo de inclusão de pessoas interessadas). Seguem alguns dos conteúdos a serem trabalhados: Oficinas das sonoridades múltiplas: Oficina de coral: repertórios da música brasileira, afro-brasileira ou nordestina, em arranjos adaptados pelo regente ao perfil do grupo com seus naipes e possibilidades vocais e técnicas. Importante ressaltar que o coral não exige / espera conhecimento de leitura musical (partitura), o que traz a necessidade / possibilidade de outras abordagens de aprendizado e memorização, incluindo o corpo como elemento importante. Oficina de percussão: ritmos da música afro-brasileira, afro-caribenha, latina ou nordestina (de contexto religioso ou não), abordados em processos de aprendizado coletivo, usando para isso sílabas mnemônicas, a memória corporal, e outros recursos da oralidade, próprios do contexto do ensino da percussão popular brasileira. Desta forma a Oficina de Percussão não exige conhecimento de teoria musical, pautando-se em outros recursos mais adequados. Oficina de violão: repertórios da música popular brasileira, incluindo repertórios de artistas contemporâneos de gêneros musicais diversos, em adaptações condizentes com o nível de cada aluno que aprenderá em contexto de ensino coletivo. Importante ressaltar que a Oficina de Violão não exige / espera conhecimento de leitura musical (partitura), o que traz a necessidade / possibilidade de outras abordagens de aprendizado e memorização. Oficinas das mãos criativas: Oficina de artes: inspirações em técnicas tradicionais da arte popular e temáticas afro-brasileiras, uso de técnicas como pintura, aquarela, desenho, papel machê, esculturas, uso de materiais recicláveis e não convencionais, inclusive, inserção de materiais oriundos da natureza, como folhas e fibras. Orientação pedagógica e incentivo à livre expressão e à descoberta de combinações de cores, texturas, proporcionalidades... Oficina de Corte/costura e bordados: além de introdução em técnicas básicas e peças utilitárias de uso próprio de casa e de pessoas, abordagem da diversidade de hábitos de vestimentas, incluindo as da cultura afro-brasileira, em especial em relação aos bordados e costuras manuais. Oficina de culinária criativa: turma crianças: despertar para alimentação saudável, comida afetiva, aproveitamento de ingredientes, resgate de receitas tradicionais baianas e afro-brasileiras; turma adultas: conscientização alimentar, aprendizado de receitas que visam possibilidade de aumento de renda. Oficinas do corpo: Oficina de Capoeira: conscientização sobre história da capoeira como parte da cultura afro-abrasileira, processo pedagógico pautado na utilização de elementos lúdicos, desenvolvendo a motricidade e ampliando a consciência corporal e integração social, incluindo crianças com dificuldades de inserção (neuro-atípicas), ênfase na prática musical (instrumentos e canto), troca com convidados, intercâmbio com outros mestres e grupos, sempre que possível. Oficina de Expressão corporal: atividades pautadas nos movimentos da dança afro-contemporânea, com trilhas musicais de artistas africanos e afro-brasileiros, proposta de proporcionar mais autonomia corporal, flexibilidade, bem-estar e saúde às mulheres participantes (em sua maioria da terceira idade). Abordagem do corpo negro, estigmatizado e/ou hipersexualizado. Oficina de esporte cidadão: atividades esportivas do futebol a outras modalidades esportivas, ênfase em questões de socialização, regras de convívio, rodas de conversa regulares sobre machismo, racismo no esporte para fortalecer a autoestima, cidadania e percepções da sociedade. Oficinas de descobertas e aplicações tecnológicas: Oficina de informática: aprendizado de usos Básicos e aspectos técnicos mais sofisticados, já mencionados, buscando os usos práticos na vida dos participantes, compreensão dos processos positivos e dos perigos da comunicação virtual, fortalecimento da capacidade de expressão escrita e aplicação em produtos criados de forma coletiva Oficina de técnicas de áudio (sonorização): descoberta de técnicas básicas de sonorização, como funciona um sistema de amplificação de som, microfones, caixas, amplificadores..., não só com músicos se faz um show, visa a capacitação para um mercado de trabalho onde praticamente não existe um curso de formação formal, apesar de uma grande deficiência de profissionais. Oficina de técnicas de áudio (gravação): formação inicial em técnicas de gravação usando softwares livres, produção de áudio (podcasts, locuções, músicas...), encontros e debates sobre gravação de áudio com as demais oficinas de sonoridades, aberta para o público externo de pessoas do ramo que atuam no bairro, por exemplo. Oficina de design gráfico: iniciação à utilização de softwares livres de design para a produção de cards, cartazes e postagens para redes sociais; exposição de materiais gerados para o público externo, disponibilização do material nas redes sociais da instituição e canais a serem criados de forma específica.
OBJETIVOS GERAIS. Dar continuidade e ampliar as oficinas oferecidas pelo Espaço Cultural Pierre Verger, enquanto processos pedagógicos de contribuição para reduzir as desigualdades no acesso a experiências artísticas, educativas e tecnológicas fundamentais, incentivando a busca por conhecimentos múltiplos e o desenvolvimento da cidadania; atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos, conforme o perfil de cada oficina. Realização de 13 oficinas que se agrupam em 4 linhas que atendem pessoas com perfis, habilidades e interesses diferentes: Oficinas do Corpo, Oficinas das Mãos Criativas, Oficinas de Sonoridades Múltiplas e Oficinas de Descobertas e Aplicações Tecnológicas; além de atividades transversais de formação de educadores. OBJETIVOS ESPECÍFICOS. 1. Oficinas do Corpo: Capoeira: Atender 30 crianças/adolescentes; 2 turmas: Infantil 6 a 12 anos e Juvenil 13 a 16 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais, incluindo crianças neuro atípicas. Proposta: Trabalhar coordenação motora, ampliação de movimentos e integração social, desenvolver os valores da capoeira, ancestralidade, músicas e jogos. Produtos vinculados: 2 festivais (batizados) de capoeira, com presença de outros mestres convidados e 2 encontros com responsáveis e convidados abordando o tema "cuidados". Expressão Corporal: Atender 50 mulheres (em especial negras); 1 turma acima de 50 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Cuidados com o corpo e a saúde, através da junção da dança afro, alongamento, consciência corporal e relaxamento. Produtos vinculados: 2 apresentações públicas no ECPV (abertas à família, amigos e ao público do entorno), 2 palestras sobre movimento, hábitos alimentares e cultura local. Esporte Cidadão: Atender 40 crianças/adolescentes; 2 turmas: 6 a 12 anos e 13 a 17 anos; duração 14 meses; 3 aulas por semana, 24h/a mensais. (Em geral, meninos, com dificuldades na escola, oriundos de famílias com pouco suporte). Proposta: Trabalhar valores de integração social e cidadania. Produtos vinculados: Participação em 1 campeonato externo, 2 vivências com pais e convidados. 2. Oficinas das mãos criativas: Artes: Atender 20 pessoas; 8 a 80 anos, inclusive neuro atípicas; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 16h/a mensais. Proposta: Trabalhar a expressão através de cores, materiais e texturas, conhecer técnicas (tradicionais e contemporâneas) e dialogar com a cultura local, afro-brasileira. Produtos vinculados: 2 exposições coletivas no ECPV (abertas à família, amigos e ao público do entorno), com peças criadas pelos alunos, 2 rodas de conversa com artistas locais e pessoas de arte-terapia, 2 visitas a exposições físicas externas. Corte/Costura e Bordado: Atender 20 pessoas; 15 a 60 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Oferecer conhecimentos básicos de costura em máquina, à mão, bordados tradicionais da cultura afro-brasileira e com materiais recicláveis, e formatação de uma cooperativa de trabalho. Produtos vinculados: 1 desfile com 20 peças (abertas à família, amigos e ao público do entorno), com peças criadas pelos alunos, 2 palestras com pessoas da área de moda e cooperativismo. Culinária Criativa: Atender 20 pessoas; 2 turmas (Infanto-juvenil 8 a 15 anos e Adultos 16 a 60 anos); duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Oferecer técnicas e receitas pautadas em uma alimentação saudável (guia brasileiro de alimentos) com ênfase em pratos tradicionais da cultura regional (afro-brasileiros, nordestinos...). Produtos vinculados: 2 festivais de culinária (abertos à família, amigos e ao público do entorno), 2 palestras com pessoas do ramo. 3. Oficinas das sonoridades múltiplas: Coral: Atender 20 pessoas; 16 a 70 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Trabalhar a voz em uma proposta decolonial, repertórios múltiplos da cultura popular e afro-brasileira, incluindo a expressão do corpo negro (em movimento). Produtos vinculados: 2 apresentações públicas no ECPV (abertas à família, amigos e ao público do entorno), 2 conversas com pessoas da área de técnica de voz/fonoaudiologia. Percussão: Atender 20 pessoas; 12 a 70 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 16h/a mensais. Proposta: Propor atividades rítmicas-corporais, vivências sonoras ressignificativas pautadas na presença da percussão na cultura afro-brasileira; oferecer técnicas específicas, compreensão da percussão como som musical ancestral. Produtos vinculados: 2 apresentações públicas coletivas no ECPV (abertas à família, amigos e ao público do entorno), 4 vivências com músicos profissionais convidados. Violão: Atender 20 pessoas; 12 a 70 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 16h/a mensais. Proposta: Aprendizado das técnicas do violão através de repertórios próximos ao contexto de cada participante, pautadas na música brasileira tradicional e sonoridades contemporâneas (conforme a idade). Produtos vinculados: 2 saraus públicos coletivos no ECPV (abertas à família, amigos e ao público do entorno), 2 vivências com convidados. 4. Oficinas de descobertas e aplicações tecnológicas: Informática: Atender 20 pessoas; 2 turmas (infanto-juvenil 10 a 18 anos e adulto 30 a 70 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Oferecer conhecimentos básicos no uso de computadores, internet e aplicações para uma comunicação consciente (escrita de documentos, currículos, uso de e-mail, power-point, compreensão de fake-news, segurança na internet). Produtos vinculados: 2 encontros/palestras sobre comunicação comunitária no ECPV, 2 materiais informativos produzidos coletivamente sobre consciência no mundo digital. Técnico de Som (Sonorização): Atender 20 pessoas; 18 a 50 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Oferecer meios para montagem e operação de equipamentos de sonorização para eventos. Produto: 2 experiências coletivas de sonorização de eventos ocorridos no ECPV, em diálogo com as outras oficinas de sonoridades. Técnico de gravação/edição de áudio: Atender 10 pessoas; 18 a 60 anos; duração 14 meses, 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Ofertar conhecimentos básicos para a captação e edição digital de áudio através de softwares livres e gratuitos. Produto vinculado: 04 gravações coletivas publicadas, em diálogo com as demais oficinas de sonoridades. Design gráfico: Atender 10 pessoas; 15 a 60 anos; duração 14 meses; 2 aulas por semana, 24h/a mensais. Proposta: Oferecer bases de design gráfico para aplicações simples e criação de peças diversas (cards, posts, cartazes...). Produtos vinculados: Criação de 12 peças para postagem nas redes Sociais da Fundação Pierre Verger e/ou ECPV, 1 exposição no ECPV dos materiais gerados durante o curso. Produto Extra: Realização de 01 vídeo documental curta metragem (16 minutos), para exibição nas redes sociais.
A Fundação Pierre Verger foi criada em 1988, pelo próprio Pierre Fatumbi Verger, na perspectiva de garantir que o acervo constituído durante a sua vida (aproximados 62 mil negativos fotográficos, com imagens de todas as partes do mundo; mais de 10 mil ampliações fotográficas analógicas, algumas ‘vintages’; sua biblioteca pessoal, formada por cerca de 4000 volumes, em diversas línguas, com diversas obras raras só existentes na FPV, filmes, gravações...) se mantivesse disponível para novos aprendizados. Nos atos constitutivos da Fundação, Verger estabeleceu entre seus objetivos sociais principais, dentre outros, que ela serviria para servir como centro de informações e pesquisas; para estabelecer e manter intercâmbios culturais, humanos e científicos entre o Brasil e a África; para cumprir sua função social de maneira prática integrando a comunidade local e adjacências. Com o tempo, as atividades do Espaço Cultural Pierre Verger ampliaram estes princípios, buscando meios de facilitar o acesso à cultura pelo público do entorno da Fundação, e sua respectiva fruição dos Direitos culturais estabelecidos pela Constituição Federal, a valorização da cultura local em suas diversas manifestações e atores, a manutenção da diversidade de conteúdos culturais sobretudo os de origem afro-ameríndias, e a transmissão e o registro dos conhecimentos ancestrais historicamente de caráter oral. Tais objetivos, em outras palavras, são exatamente os mesmos estabelecidos pelo artigo 1º da Lei 8.313/91 que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), absolutamente todas as finalidades expressas na referida Lei casam com os objetivos e missões estatutárias da Fundação Pierre Verger desenvolvidas em seu Espaço Cultural. Mais ainda, todas as oficinas e cursos do ECPV são oferecidos de maneira gratuita, sem cobrança de nenhuma matrícula, taxa ou mensalidade, ao contrário, viabilizamos todos os materiais necessários para a realização destas oficinas (materiais artísticos, esportivos, instrumentos musicais, computadores, ingredientes...), sendo inclusive ofertadas, eventualmente, cestas básicas aos participantes das oficinas. Além disso, já proporcionou intercâmbios culturais com outras instituições, inclusive internacionais, bem como ofertando aos alunos os produtos gerados por algumas destas oficinas. Iniciamos esse ano uma parceria com o SENAC para oferecimento de cursos profissionalizantes da área de gastronomia, corte e costura, informática, empreendedorismo, etc... Temos uma parceria com o Posto de Saúde Santa Luzia, localizado no Engenho velho de Brotas, que utiliza com frequência as nossas instalações para campanhas de vacinação diversas e mutirões de atendimento de saúde. Contamos com o apoio de uma instituição austríaca para o projeto Reescrevendo o Futuro, que promove reforço escolar para alunos de escolas públicas da região, bem como, com a instutuição francesa Passerelle que promoveu um curso de formação de professores e educadores no desenvolvimento e aperfeiçoamento de recursos informáticos para a educação. Em suma viabilizamos toda uma estrutura paralela para que, além das oficinas culturais, os participantes possam se desenvolver integralmente, agregando um cabedal teórico que possa viabilizar o seu crescimento intelectual e pessoal, com viés profissional e cidadão. Além destas oficinas fixas, realizadas semestralmente, eventualmente realizamos oficinas esporádicas cujos produtos gerados são destinados aos alunos e suas famílias, como no caso das oficinas de metareciclagem, onde os computadores reformatados foram doados aos alunos e escolas públicas do entorno; ou como no caso das oficinas de culinária criativa, vegana ou africana, cujos pratos produzidos servem de lanche para o público participante das oficinas. Em nosso Espaço Cultural Pierre Verger temos salas de informárica, vídeo, dança e música, que muitas vezes são disponibilizados para artistas amadores e/ou profissionais para a realização de apresentações artísticas, eventos culturais, atividades formativas, que não necessariamente tenham relação direta com as oficinas realizadas pela instituição, apenas como forma de fomentar a produção cultural da comunidade baiana. Neste sentido já recebemos grupos e artistas de diversas localidades do mundo, que possibilitaram trocas de saberes e intercâmbios culturais de fundamental importância para a formação dos nossos alunos, inclusive gerando viagens internacionais de alunos individualmente ou em grupos para vários países (França, Guiana, Benin, Alemanha...). Com a implementação de nosso estúdio de gravação e edição de áudio e vídeo, visamos auxiliar artistas iniciantes ou experientes na produção de discos, podcasts, programas, documentários, filmes.... Em nossa Galeria, localizada no Centro Histórico de Salvador, estamos viabilizando mostras de fotógrafos baianos, que em função da expertise que temos na realização de exposições e lançamento de livros em diversos países do mundo, recebem apoio para exporem suas obras e lançarem catálogos dos seus respectivos ensaios. Preservamos e disponibilizamos o acervo fotográfico, bibliográfico, vídeos e gravações de teor antropológico deixados por Pierre Verger, materiais de pesquisa juntados por Verger em diversas línguas, algumas obras que se perderam em guerras civis no continente africano e hoje só existem na Fundação, viabilizam estudos diversos de pesquisadores do mundo inteiro, que visitam a FPV e podem, inclusive, se hospedar em um dos dois quartos que dispomos de hospedaria para receber intercambistas. Todas estas atividades, as que buscamos apoio via a presente Lei de Incentivo Fiscal, bem como as que realizamos através de recursos próprios, ou através de outros convênios e parcerias com terceiros, estão todas interligadas, e todas elas têm estreita relação com as finalidades e objetivos elencados pelo artigo 3º da Lei 8.313/91. A Fundação Pierre Verger vive da cessão onerosa de Direitos Autorais, da venda de produtos relacionados com a obra de Pierre Verger (livros, fotos, camisas...), e de projetos culturais apoiados/patrocinados, e, como Fundação que é, destina 100% dos fundos angariados com a manutenção de suas atividades socioculturais. Conta também com o apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, que permite o pagamento de algumas despesas de manutenção da instituição, assim como o salário de alguns colaboradores. Como é de conhecimento notório de todas as pessoas que trabalham com arte, cultura e formação educacional e cidadã, tais ações não se pagam sem o apoio direto dos entes públicos, eis porque buscamos o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), sem ele não apenas não conseguimos realizar os objetivos e atividades específicos para as quais inscrevemos o presente projeto, como todas as demais ações restam prejudicadas, quiçá inviabilizadas. Nosso projeto justifica-se pelo total atendimento aos anseios da Lei 8.313/91, pela clara e óbvia importância para o público diretamente beneficiado, pela riqueza cultural e educacional que proporciona a todo o mercado criativo e toda a população que indiretamente se beneficia, e pela preservação de todo um arcabouço cultural afro-brasileiro que se mantém e fortalece.
A Fundação Pierre Verger (FPV), instituição proponente do projeto, é uma instituição de direito privada, sem fins lucrativos, que foi criada em 1988 pelo fotógrafo, historiador e etnógrafo francês Pierre Fatumbi Verger (Paris 1902 – Salvador 1996). Desde a sua criação a instituição funciona na antiga casa do fundador, onde ele morou por quase 40 anos até o final de sua vida. Está situada no Engenho Velho de Brotas, um tradicional bairro popular de baixa renda na região central de Salvador. Ele tinha escolhido a região de moradia pela forte presença de tradições afro-brasileiras que ele documentou e pesquisou, também registrada em sua extensa obra. A instituição se destina à preservação do legado e acervo fotográfico e documental de Verger e tem cuidado da divulgação e disponibilização da obra, através de exposições, publicações e ações culturais e educativas diversas no seu Espaço Cultural Pierre Verger (ECPV). O ECPV é a parte social e educativa da Fundação, voltado para as comunidades negras dos bairros populares ao redor da instituição através de suas oficinas culturais, desenvolvidas desde 2002, ano das comemorações do Centenário de Verger. No contexto carioca, o bairro seria denominado favela, enquanto em Salvador, esse tipo de bairro com características periféricas é chamado de bairro popular, também um retrato preciso das desigualdades sociais que afligem boa parte da população brasileira. Desde 2003 o ECPV tem trabalhado com uma proposta temática centrada na cultura afro-brasileira, inspirada na obra do fundador, focando posturas e valores com acolhimento, valorização, autoestima, protagonismo, cidadania e criatividade.
Devido à concentração dos objetivos nas ações do ECPV, trazemos seu projeto pedagógico. Projeto político pedagógico do Espaço Cultural Pierre Verger. Missão e identidade do Espaço Cultural: O Espaço Cultural Pierre Verger (ECPV): tem como missão principal trabalhar como instituição de educação não escolar a partir do conceito de arte educação com foco temático na cultura afro-brasileira, assim dando continuidade ao trabalho realizado por décadas pelo patrono da instituição, o fotógrafo, antropólogo e historiador Pierre Fatumbi Verger (1902 – 1996). Seu acervo serve como material disponível de interlocução para a realização das várias oficinas temáticas, realizadas pelo ECPV. Temos certeza que a consciência desta temática central é importante para todos os envolvidos no processo pedagógico, também como reflexo do contexto sócio- cultural no qual a instituição encontra-se inserida, pois a temática está presente no cotidiano do entorno. Mas também acreditamos que os valores e as inspirações da vida e obra do fundador da instituição nos servem como exemplos para as atividades socioculturais realizadas com a comunidade. Portanto, a importância do trabalho desenvolvido pelo ECPV, muito se pauta em valores que devem ser vivenciados e abordados sempre que possível: valores como respeito ao outro, reconhecimento da diversidade cultural, capacidade questionadora, criativa e crítica, simplicidade, humildade e compreensão. O objetivo do trabalho visa a sensibilização motivadora, na construção de caminhos e possibilidades reais do presente ao futuro, permitindo que o sujeito participante possa descobrir o seu potencial, tantas vezes silenciado ou até negado pela sociedade ao seu redor. Acreditamos que somente o sujeito consciente de suas possibilidades tem condições de se tornar um cidadão pleno, sujeito ativo do processo social e histórico. Isso inclui tanto os profissionais envolvidos nas atividades e ainda mais os participantes das atividades oferecidas pelo ECPV. As mais diversas formas de participação ativa devem ser constantemente estimuladas e acompanhadas, para assim conseguir delinear o processo mais adequado ao nosso perfil institucional e nossa filosofia. A identidade do ECPV se define pela consciência de sua inserção em um tradicional e antigo bairro popular, o Engenho Velho de Brotas, que foi moradia de Verger de 1960 até 1996. Isso traz o desafio de ofertar à população do bairro e dos bairros do entorno, em maior parte afro-descendentes e de baixa renda, opções culturais e educacionais, além daquelas ofertadas pelo sistema formal de ensino, com o qual temos, sempre que possível, parcerias e interlocuções. A escolha e definição das atividades efetivamente realizadas devem ter sempre que possível a participação da comunidade na discussão do tema, formato, do caráter, da extensão e duração propostas. Devido à situação peculiar da comunidade com fortes traços de periferia, apesar de estar situada na região central de Salvador, lidamos com um quadro constante de desmotivação, desestruturação familiar, evasão escolar, desemprego, falta de oportunidades, violência em todos os sentidos, em especial aquela decorrente do tráfico de drogas, que envolve sempre os jovens, em geral meninos. Este quadro de desmotivação e falta de interesse em se empenhar pode explicar também por que até hoje temos poucos voluntários oriundos da própria comunidade que enxergam a Fundação, possivelmente, como instituição “responsável” pela manutenção das atividades, o que expressa uma atitude passiva em vez de propositiva. Consideramos importante achar caminhos para que a comunidade seja mais motivada a se inserir e participar da forma mais ativa possível das atividades do Espaço. O público do ECPV e a sua localização: O público frequentador das atividades do ECPV é constituído por pessoas de todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos) de ambos os sexos, em geral pessoas negras, o que expressa o perfil dos habitantes do bairro. A maior parte dos participantes é do bairro, mas também há sempre uma porcentagem considerável que é oriunda de outros bairros. Um dos maiores desafios tem sido, e continua sendo, a inserção dos responsáveis por crianças e adolescentes nas atividades de acompanhamento das oficinas realizadas, buscando a construção de pontes entre as nossas ações pedagógicas e aquelas a cargo da família. Infelizmente lutamos com os mesmos problemas de falta de interesse e envolvimento que as instituições de ensino formal do bairro experimentam, mas, por outro lado, as próprias escolas reconhecem em nosso trabalho uma possibilidade de liberdade e motivação que elas não conseguem despertar naqueles alunos que muitas vezes também são participantes das atividades do ECPV. Mas, sabemos que o desafio maior é relativo a meninos/jovens que estão na pior situação de atenção familiar, em iminente situação de risco, com quadro de severa defasagem escolar, em situação de abandono familiar e situação econômica delicada, em geral, com comportamento bastante agressivo e desrespeitoso. O risco de marginalização é enorme, mas, por estarmos situados no meio da comunidade da qual estes jovens são oriundos, acreditamos precisarmos fazer tudo que for possível para incluí-los nas ações, descritas na missão do ECPV. Portanto, acreditamos também não termos o direito de nos isentarmos de atenção, só pelo fato de serem crianças ou jovens mais difíceis do que outros. Neste grupo incluem-se pessoas com necessidades especiais, já acompanhadas e tratadas por profissionais das respectivas áreas ou não. E reconhecendo a complexidade desta inserção almejada, buscamos parcerias que possam instrumentalizar a equipe, além de apelar nestes casos ainda mais à família e até aos órgãos competentes. Relativo às características do bairro precisa ser dito que ele, apesar da presença de religiões afro-brasileira, conta hoje com uma grande diversidade religiosa, com enorme crescimento na presença de religiões evangélicas, o que requer bastante atenção e discussão pelo fato de interferir muitas vezes em processos educacionais. Chama atenção o crescente número de adultos que tem buscado o ECPV em busca de oportunidades que até então não encontravam. Este fato traz a expectativa de poder atingir a estrutura familiar através de pessoas de uma faixa etária que acabam trazendo pessoas de outra faixa etária, desta forma permitindo o acompanhamento e as trocas que desejamos. Neste sentido a participação da família idealmente se daria através da presença em reuniões, apresentações, bate-papos, passeios culturais e trocas entre adultos, mas devido ao baixo nível de mobilização de forma geral no bairro, já mencionada, trata-se de um caminho ainda difícil. Sobre o processo educacional e pedagógico: Por sermos uma instituição de ensino não escolar, propomos procedimentos diferenciados em relação aos conteúdos trabalhados, bem como aos processos de acompanhamento, avaliação e resultados. A participação nas atividades se dá mediante a matrícula, realizada pelo responsável pelo menor (primeira etapa online e a segunda presencial) e não há processo seletivo. O formulário levanta indicadores do perfil da pessoa e de sua família. Buscamos orientar, sempre que possível, a pessoa interessada, para que possa alcançar os resultados que almeja: novos conhecimentos e oportunidades, realização de sonhos de formação, preparação para um futuro ingresso no mercado de trabalho ou outros objetivos. Por ser um espaço de aprendizagem não escolar, em geral, não se busca avaliações em formato mais convencional, mas, sim, a motivação pelo resultado a alcançar: o prazer da percepção do aprendizado ou da habilidade despertada, a capacidade da integração em um grupo, a superação de limites e limitações ou a repercussão positiva da construção de resultados finais como apresentações, espetáculos, etc., a compreensão melhor da sociedade brasileira com seus problemas crônicos de racismo, machismo e desigualdades sociais.
PRODUTO: OFICINAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Contamos com banheiros adaptados para pessoas com deficiência de locomoção. A maioria das salas já possuem rampas de acesso, mas ainda em 2023 TODAS as salas terão rampas de acesso para portadores de deficiências locomotoras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O presente projeto contempla a colocação de piso podotáctil em todo o Espaço Cultural desde o estacionamento até as diversas salas, banheiros e espaços de apresentação. As oficinas são ministradas em linguagem oral, e a existência de alunos em estágio mediano e avançado, permitem monitoria para atenção individualizada aos alunos portadores de deficiências visuais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: A maioria das oficinas são ministradas em turmas com até 20 alunos, todas presenciais, e a maioria com participação de alunos em grau mediano ou avançado, permitindo que tanto os professores quanto os monitores possam dar atenção individualizada aos alunos, de modo que os mesmos possam visualizar os modos de fazer das oficinas. As oficinas que dependem de conteúdo formal terão textos explicativos para facilitar o acesso aos conhecimentos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Nossos professores e monitores são quase todos formados em curso superior, e em nossa equipe contamos com pedagogos e assistentes sociais, de modo a priorizar a atenção para alunos com deficiências intelectuais. ACESSIBILIDADE SOCIAL: Todas as nossas oficinas são totalmente gratuitas, inclusive o material de ensino utilizado (material escolar, chuteiras, instrumentos musicais, ingredientes alimentares, tintas, tecidos...), viabilizamos TODA a estrutura necessária para o aprendizado, permitindo que qualquer pessoa, mesmo sem condições de adquirir os materiais básicos possa participar plenamente das oficinas.
Tomamos a liberdade de ampliar a aplicação de cada um dos incisos do art. 28 da IN n.º 01/2023, de modo a viabilizar o maior potencial possível de democratização do acesso às atividades realizadas no projeto e aos produtos gerados pelas oficinas, de modo que: I – Doaremos 100% (cem por cento) dos produtos gerados, ou para os próprios alunos, ou, se vendidos a preços simbólicos, os valores serão integralmente destinados aos alunos, todos provenientes de comunidades em situação de vulnerabilidade social. II – Todos os eventos, mostras, apresentações, festivais..., realizados como resultado das oficinas serão 100% (cem por cento) gratuitos, como são todas as atividades do Espaço Cultural Pierre Verger. III – A grande maioria das atividades ocorridas no ECPV são voltadas para o público do entorno e bairros adjacentes, de modo que alunos e o público eventual pode chegar a pé. Nos eventos resultantes das apresentações, como prática de décadas nas atividades do ECPV o privilégio de acesso e dos lugares para o público é voltado para pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosos; IV – Desde a pandemia, que buscamos disponibilizar, na Internet, sobretudo nas redes sociais do ECPV, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente às oficinas realizadas; V – Comprometemo-nos a convidar não apenas as redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos, mas todos os veículos de mídia, de modo a tornar público e notório o trabalho realizado no ECPV, o apoio recebido pelo MinC e os valores artísticos e sociais desenvolvidos pelo projeto, de modo a garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos. VI – Todas as atividades paralelas às Oficinas (ensaios abertos, festivais, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras...) são conteúdos integrantes ‘obrigatórios’ aos alunos, mas também abertos gratuitamente ao público. Eventualmente, inclusive, conclamamos os alunos a convidarem um amigo, colega de escola, colega de trabalho, parente..., a participar das oficinas, de modo a tornar conhecido o trabalho realizado e ampliar o alcance das oficinas. VII – Todas as oficinas sempre têm produtos vinculados (ações culturais) voltadas ao público infantil, infanto-juvenil, adulto e de terceira idade, conforme a faixa etária das atividades, e sempre estas atividades recebem muito público espectador, que acessa os eventos gratuitamente. VIII – Não se aplica. IX – Outra prática comum das atividades realizadas no ECPV são as parcerias estabelecidas com escolas públicas da região, SESC, SENAC, posto de saúde do bairro, e até instituições internacionais que viabilizam intercâmbios com os alunos do ECPV, e é comum efetivarmos a formação e a capacitação de agentes culturais diversos. X – Além destas medidas acima, outras medidas diversas são comuns aos trabalhos desenvolvidos pelo ECPV, e podem ser apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), haja vista que: As oficinas são processos-produtos pedagógicos artísticos, cada uma conforme a sua natureza, voltadas para a descoberta e construção de conhecimentos práticos culturais e/ou tecnológicos, e, por serem realizados no Espaço Cultural Pierre Verger têm o diferencial do acesso direto ao local das apresentações. Em outras palavras: As apresentações, vivências ou eventos em outros formatos, em geral, acontecem na “praça”/ pátio do ECPV, uma área coberta de mais de 120m² utilizada de forma multiuso para várias finalidades, e para chegar nesta praça, as pessoas tem um acesso muito fácil, sem barreiras ou portões trancados, isso viabiliza que, muitas vezes, vizinhos que esqueceram, por exemplo, do dia da apresentação, mas ouvem o som, chegam, mesmo com atraso, e vão se somando ao público já presente reunido. Neste sentido o Espaço, por natureza, por princípio, por sua estrutura física e por sua filosofia de integração e acolhimento, é um espaço agregador para a comunidade ao redor e de acesso muito democrático. Quase todas as oficinas do ECPV, ao longo de sua existência em anos anteriores, usam propostas de ampliação do público e divulgação nos moldes de comunicação dos bairros populares, o “boca a boca”, e de forma personalizada, como, por exemplo: trazer um amigo para um dia específico da respectiva atividade para conhecer a atividade/oficina da qual a pessoa (criança, adolescente ou adulto) está participando. Na maioria das vezes esse procedimento trouxe também a visita dos respectivos responsáveis para ver onde ficava o local e qual era a atividade da qual seu filho queria participar, e acabavam sendo cooptados pelas oficinas voltadas para o púbilco adulto, ou vice-versa, muitas mulheres das oficinas de Expressão Corporal, Corte e Costura ou culinária, trazem amigas para conhecer que, a partir do convite feito e atendido, já se sentem autorizadas a continuar, mesmo não estando matriculadas ainda... E acabam trazendo filhos(as) e netos(as) para as demais oficinas. Desta forma, devido ao sucesso, essa estratégia continuará sendo aplicada no projeto ora proposto, mostrando a abertura e inserção da instituição na comunidade, bem como seus esforços em ampliar sempre mais a chegada e inserção de novas pessoas. Em tempo, todas as atividades complementares e produtos vinculados são sempre divulgados como se fossem atividades independentes das Oficinas, de modo a alcançar um público mais abrangente, formado por alunos e não alunos. Resumindo: todas as atividades propostas dialogam de forma constante e consciente com pessoas e públicos além dos participantes diretamente envolvidos nas respectivas oficinas, desta forma prezando de forma ativa pelo item da democratização do acesso e do compartilhamento de conhecimentos diversos com o maior número de pessoas possíveis.
A instituição proponente, através de sua equipe de gestão, encabeça todo o processo do projeto, para tanto contamos com funcionários nos cargos de superintendente, diretora financeira, coordenador administrativo e coordenadora pedagógica, com funções descritas abaixo. A estas pessoas, já presentes na equipe, somam-se no âmbito do projeto, uma coordenação geral, uma assistente da coordenação geral e uma assistente da superintendente. Superintendente: Acompanhamento final de todos os procedimentos da Fundação, gestão geral de todos os projetos da instituição, mantendo seus objetivos, ações e projetos de acordo com os limites estatutários. Dir. Financeira: Pagamentos, prestação de contas financeira, balanços, recebimento de recibos e notas fiscais prezando pela manutenção da ordem financeira e pelo cumprimento dos objetivos de acordo com os orçamentos aprovados. Coord. Administrativo: Cuidar do acesso dos educadores aos equipamentos, fazer orçamentos e cuidar da aquisição de materiais para o projeto, acompanhamento da manutenção de equipamentos e espaço físico, controle da carga horária e elaboração das planilhas para pagamentos dos educadores, organização de questões de logística. Coord. Pedagógica: Discutir planejamentos das atividades das Oficinas, acompanhar as atividades pedagógicas dos educadores, assistir na elaboração de relatórios dos educadores e no planejamento das atividades extras previstas nos objetivos específicos, planejar e realizar reuniões pedagógicas, assistir aos palestrantes/ convidados na realização das atividades extras. Educadores/ profissionais das Oficinas: Coord. Geral: Acompanhar a realização do projeto, definir meios necessários para alcançar os fins propostos, escolha final dos convidados das atividades extras, supervisionar a coordenação pedagógica e administrativa, dialogar com superintendente e dir. financeira para facilitar a prestações de contas, realização dos relatórios gerais. Liliane Oliveira, Assistente Social, Mestrado em Ciências Sociais/UFBA, experiência com Políticas Públicas de Assistência Social e de Emprego e Renda, mais de 8 anos de carreira. Atuação com Economia Solidária, Cooperativismo, Associativismo, Assistência Estudantil. Assistente Social do Projeto Re Escrevendo o Futuro, da Fundação Pierre Verger. Outros trabalhos: SEANES, UFBA, INGÁ/INEMA, Fund. Luís Eduardo Magalhães; Tayse P. de Jesus, Ciências Sociais/UNEB, cofundadora do Coletivo Cidadania Feminina, atuou como Educadora Social nos carnavais de 2020 e 2022, pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer – SEMPRE, no combate à exploração do trabalho infantil e outros riscos e vulnerabilidades sociais. Desde 2008 reside no Engenho Velho de Brotas. Os educadores atuantes no ECPV são profissionais com anos de experiência, e que já atuam na instituição há muito tempo, contribuindo significativamente para o alcance dos objetivos planejados. Gustavo Melo, Composição/regência e licenciatura em música, e mestrado em etnomusicologia pela UFBA. Desde 2019 atua como professor de artes pela prefeitura de Lauro de Freitas e no ECPV há 18 anos. Participou de espetáculos musicais pelo ECPV (Samba dos engenhos, 15 de Agosto, e Andar com Fé). Nasceu e mora até hoje no Eng.Velho de Brotas. Tem forte vínculo com a cultura local, participando como músico de grupos de samba junino e atua como compositor e arranjador em diversos projetos externos ao ECPV. Luan Badaró, Percussionista, Alagbê do Terreiro Ilê Asè Olo Omin. Desde 2001 atua no projeto Rum Alagbê no Terreiro do Gantois, como instrutor de percussão. Formado pela Escola Pracatum (técnico em instrumento musical) e pela Escola Olodum (Samba-Reggae e Lideranças-Afrodescendentes). Atua profissionalmente com música popular (Olodum, Orquestra Fred Dantas, Orquestra Brasileira de São Salvador, gravação de discos...). Graduando em Licenciatura em Música/UFBA e desde 2018 professor de percussão no ECPV. Pedro Vieira, Músico, regente e educador musical, é pós-graduado em Regência de Coral e licenciado em Música/UFBA. Regente do coral do ECPV desde 2018 e do Coral Experimental dos cursos livres da EMUS/UFBA desde 2021. Como músico e compositor do grupo Nariz de Cogumelo já foi contemplado com 4 prêmios FUNARTE, 1 edital do Ministério da Cultura, 7 editais da SECULT-BA e 2 da Fundação Gregório de Mattos. Wellington Rosário, Artes Cênicas/UFBA, Pós-Graduado em Psicopedagogia (Fac. Afonso Cláudio). Diretor e Professor de teatro com atuação em projetos e espetáculos (Orum Ayê 2020, Teatro de Histórias 2021 e Teatro de Bonecos, 2022). Atuou como professor de Arte-Educação em diversas instituições de ensino privado e público, Professor de Artes pela Prefeitura Municipal de Mata de São João/BA. Desde 2016 no ECPV. Ana Cristina Santos, Gastronomia/UCSal, além de cursos, como Bolos artísticos (Senac), Alta gastronomia (IGA). Atuação como responsável pelas aulas de culinária no Projeto Coligados (Salvador) e desde 2022 no ECPV. Desenvolvimento de receitas para preparar mulheres para terem autonomia financeira através da gastronomia. Marlene da Costa, atua desde 2008 no ECPV como responsável pela Oficina de Culinária Criativa, participando da criação do livro ‘Cozinhando História’ em 2015. Fez cursos de Doces (SENAC 2015), Cozinha brasileira (SENAC 2016) e Gastronomia de Alta Cozinha (IGA, 2019), atua dando workshops pela ONG Brazil Cultural, desde 2012. Carlos Santos “Negrizu”, arte educador, dançarino, coreógrafo e ator. Qualificado em Danças Afro Brasileiras e Contemporâneas (Extensão da Escola de Música e Artes Cênicas/UFBA) e Teatro pelo SECNEB e pela Fund.Gregório de Matos. Instrutor de Técnicas Artísticas, integrou a Cia de Dança Ilú Batá (Escola de Dança/UFBA) com o professor afro-americano Clyde Morgan. Coordenou coreografias do Bloco Afro Olodum e ministrou cursos de dança afro contemporânea na FUNCEB por 15 anos. É Professor de dança no ECPV há 18 anos. Ricardo Silva “Mestre Carcaça”, começou na capoeira nos anos 90 na escola de capoeira Filhos de Bimba. Depois participou da associação quilombo capoeira, sendo reconhecido mestre de capoeira em 2011. Atua no ECPV desde 2009 com aulas, cursos, vivências e festivais. Ministrou atividades fora do Brasil (Espanha, Portugal, França...). Participou de cursos de capoeira inclusiva, trabalhando com crianças neuro atípicas. Mário Silva, Educação Física/UFBA, especializado em Biomecânica e Educação Inclusiva, é graduando em Fisioterapia e atua há 23 anos como educador social. Atuou por anos como educador de medidas no atendimento socioeducativo, com adolescentes em conflito com a lei (FUNDAC), e como arte-educador no Projeto Axé que atende crianças e adolescentes em situação de rua. Responsável pela oficina de esporte do ECPV há 14 anos. Joseane Nascimento, nascida e residente no Eng. Velho de Brotas, trabalha como professora do Ensino Fundamental na rede privada e como educadora na oficina de informática no ECPV desde 2016. Iniciou a graduação em Letras Vernáculas na UFBA e atualmente está finalizando na Uniasselvi. Trabalha com fotografia de forma autônoma. Cassius Cardoso, Composição e regência (UFBA), pós-graduado em educação musical (SENAC SP), formado em Instrumento (violão) pela Esc. Manuel Novaes/BA; professor de música da Pref. de Camaçari/BA, da escola PRACATUM, e do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. Compositor, arranjador e produtor musical de dezenas de trabalhos no Brasil e no exterior, gravações de dezenas de artistas da MPB. Iniciante no ECPV p/ a oficina de gravação e edição de áudio. Carlos Eduardo “Caji”, Musicoterapia (UCSal) e Instrumento (Arizona State University/EUA), produtor musical, técnico de som da JAM no MAM há mais de 10 anos, da TVE Bahia e de dezenas de artistas da MPB, professor em dezenas de cursos ministrados no TCA/BA, Centros Técnicos da Prefeitura de Salvador, Teatro da Aliança Francesa, Solar Boa Vista, e também fora do Brasil (EUA). Iniciante no ECPV p/ a oficina de Sonorização.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.