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PRONAC 234220Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Naquele Tempo - 3ª Edição - A história musicada do choro instrumental

LEONARDO AMARAL DE SOUZA 14016292700
Solicitado
R$ 169,3 mil
Aprovado
R$ 169,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Educativos em geral
Ano
23

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2023-10-01
Término
2026-10-05
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto educativo NAQUELE TEMPO - 3ª Edição fará palestras, oficinas de música e aulas de música gratuitas, direcionadas a alunos de escolas públicas, além de shows musicais também gratuitos, abertos ao público. As palestras contarão a história da música brasileira, desde as primeiras modinhas do século XVIII, até a tropicália, na segunda metade do século XX. As oficinas terão foco nos instrumentos usados nos gêneros musicais brasileiros, especialmente o choro instrumental, como pandeiro, cavaquinho, flauta e violão, além do canto coral. As aulas atenderão alunos de instrumentos de harmonia, como violão e cavaquinho, e de canto coral. Nos shows de choro instrumental por músicos profissionais, os alunos farão uma participação, apresentando aquilo que tiverem aprendido nas oficinas e nas aulas, acompanhados dos professores do projeto.

Sinopse

O Projeto NAQUELE TEMPO já foi realizado em duas edições: a primeira, em 2015, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da cidade do Rio de Janeiro, e a segunda, entre 2017 e 2018, com recursos da Lei Rouanet. Consiste de palestras, oficinas de música e aulas de música para alunos de escolas públicas e shows de choro instrumental em teatros ou lonas culturais, com a participação de alguns destes alunos. Palestras: As palestras serão direcionadas a alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e alunos do ensino médio, de escolas públicas municipais ou estaduais. Os palestrantes contarão a história da nossa música, desde a modinha e o lundu, no século XVIII, até os gêneros musicais da segunda metade do século XX, como a bossa nova e a tropicália. Além do papel informativo, as palestras visam apresentar aos alunos esses gêneros musicais populares genuinamente brasileiros. Muitos jovens não conhecem choro, baião, bossa nova e samba canção. Para que um aluno possa decidir se gosta de choro, ele precisa antes saber o que é choro. A preservação da nossa própria memória cultural, na área da música, depende disso: de que o interesse dos jovens seja despertado para as manifestações culturais populares dos músicos brasileiros de destaque de séculos passados. As palestras acontecerão nas próprias escolas públicas, em pátios ou auditórios, em horário escolar. Os horários das palestras serão previamente acordados com as diretorias das respectivas escolas, bem como a liberação dos alunos de suas classes, nesses horários. Com base em nossa experiência nas edições anteriores, estimamos cerca de 80 alunos em cada palestra. As palestras serão musicadas. Para cada gênero musical apresentado pelos palestrantes, além de informarem a origem do gênero musical e o contexto histórico de seu surgimento, os palestrantes tocarão uma obra representativa daquele gênero musical, para ilustrarem a informação. A classificação etária das palestras é livre. Oficinas de Música: Assim como as palestras, as oficinas de música serão conduzidas nas próprias escolas, com alunos indicados pelos próprios professores de artes das respectivas escolas. Deverão ser alunos que já tenham alguma iniciação musical, seja porque começaram a aprender a tocar algum instrumento, ou até mesmo alunos que cantem num coro de igreja. As oficinas trabalharão quatro especialidades: harmonia musical, canto coral, solos instrumentais e percussão. Os horários das oficinas e a liberação dos alunos participantes também serão previamente acordados com as respectivas escolas. Com base em nossa experiência nas edições anteriores, estimamos cerca de 20 alunos em cada oficina de música. Nas oficinas, os alunos terão a oportunidade de experimentarem os gêneros musicais populares brasileiros como praticantes, com foco maior no choro, acompanhados e tutelados pelos professores do projeto, que lhes ensinarão técnicas específicas em cada especialidade. Ao fim das oficinas, em cada escola, será oferecida uma bolsa de 4 meses de aulas gratuitas aos 4 alunos de melhor aproveitamento. A classificação etária das oficinas de música é livre. Aulas de Música: Estão previstos 4 meses de aulas de música gratuitas, para cada turma de 8 alunos. Em cada escola, serão selecionados os 4 alunos de maior destaque nas oficinas de música. Após as oficinas nas duas primeiras escolas do projeto, será montada uma turma de 8 alunos para o primeiro período de 4 meses de aulas de música, as quais serão realizadas em local disponibilizado pela proponente. O mesmo procedimento se repetirá para as duas últimas escolas contempladas no projeto, resultando em uma nova turma de 8 alunos e um novo período de 4 meses de aulas. Em cada turma, as aulas terão periodicidade semanal e duração de 150 minutos. Haverá aulas de canto coral e de harmonia musical, com uma expectativa de 4 alunos em cada especialidade, em cada turma. O conteúdo programático das aulas de harmonia musical incluirá as escalas diatônicas naturais, exercícios de tempo pelo método do passo de Lucas Ciavatta, uma introdução à leitura e à escrita de partituras musicais, definição de intervalos e formação de acordes, campo harmônico, tons vizinhos e cadências perfeitas e imperfeitas. O conteúdo programático das aulas de canto coral incluirá uma avaliação prévia da extensão vocal de cada aluno, exercícios de tempo pelo método do passo de Lucas Ciavatta, ensaios de canto em uníssono, apresentação do rubato, apresentação do vibrato, apresentação do staccato, apresentação do legato, ensaios com alterações de dinâmica, ensaios com divisão de vozes, ensaios com polifonia e ensaios com cânone. A classificação etária das aulas de música é livre. Shows Musicais: Estão previstos 2 shows musicais. Cada um dos shows encerra um ciclo de trabalho com alunos de uma das turmas de aulas de música. Os músicos de professores de música do projeto farão um show completo de choro instrumental, cobrindo 150 anos de história do choro, desde o primeiro choro registrado em 1863. Os alunos farão uma participação nos shows, acompanhados dos músicos e professores, mostrando um pouco daquilo que tiverem aprendido nas oficinas e aulas. A classificação etária dos shows é livre.

Objetivos

O objetivo geral do projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição é levar os gêneros musicais populares genuinamente brasileiros, especialmente o choro instrumental, até jovens de famílias de baixa renda das áreas contempladas, através de palestras, oficinas de música, aulas de música e apresentações musicais, em consonância com os incisos I, IV, V, XII e XV do artigo 3º do Decreto 11.453 de 2023. Embora quase todos os gêneros musicais populares brasileiros tenham alguma conexão com a cultura afro-brasileira, no campo do SALIC referente à tipicidade do projeto, escolhemos a opção "Projetos específicos - Educativos em geral" porque as ações educativas do nosso projeto concentram cerca de 80% do quantitativo de público previsto no plano de distribuição. Correlatos ao objetivo geral, podemos listar os seguintes objetivos específicos. 1 - Produto PALESTRAS: Realizar 8 palestras gratuitas, para alunos de escolas públicas, em auditórios e/ou anfiteatros, dentro das próprias escolas. Com base em nossa experiência nas edições anteriores, estamos considerando uma média de 80 alunos por palestra. Assim, temos expectativa de contemplar um total de 640 alunos, somando as 8 palestras. Os resultados serão mensurados através de listas de presença. As palestras contarão aos alunos a história da nossa música, desde as modinhas do século XVIII, até a bossa nova e a tropicália, na segunda metade do século XX. O objetivo das palestras é apresentar aos alunos a música brasileira que eles possivelmente ainda não conhecem. 2 - Produto OFICINAS DE MÚSICA: Realizar 24 oficinas de música gratuitas, para alunos de escolas públicas, em salas de aula, dentro das próprias escolas. Definimos que este será o Produto Principal do projeto, por constituir o custo mais elevado e ter uma das pautas mais extensas, conforme critério sugerido no item XXXVI do Anexo I - Glossário da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023. Com base em nossa experiência nas edições anteriores, estamos considerando uma média de 20 alunos em cada turma de oficinas de música. A cada turma, serão oferecidas 3 oficinas, de modo que as 24 oficinas serão oferecidas a 8 turmas. Assim, assumindo a média de 20 alunos por turma, em 8 turmas diferentes, esperamos contemplar um total de 160 alunos em todo o projeto. Os resultados serão mensurados através de listas de presença. O objetivo das oficinas é permitir que os alunos experimentem como praticantes os gêneros musicais a que tiverem sido apresentados nas palestras, para despertar nos mesmos o interesse pela música brasileira, além de ajudar a desenvolver seu talento. 3 - Produto AULAS DE MÚSICA: Realizar 32 aulas de música gratuitas (16 aulas para cada uma das duas turmas), com periodicidade semanal, em dois períodos de 4 meses, para os 16 alunos de escolas públicas de melhor desempenho nas oficinas de música do projeto, em seleção feita pelos próprios professores do projeto. As aulas serão realizadas em local disponibilizado pela proponente. Cada aula terá duração de 2,5 horas, somando uma carga horária total de 40 horas, para cada uma das duas turmas. Os resultados serão mensurados através de listas de presença. As aulas visam fornecer uma maior capacitação aos alunos mais interessados e de maior talento, em continuidade ao trabalho iniciado nas oficinas, acrescentando o embasamento teórico que não poderia ter sido abordado em poucas oficinas. 4 - Produto APRESENTAÇÕES MUSICAIS: Realizar 2 apresentações musicais gratuitas de choro instrumental, em teatro com capacidade para cerca de 200 pessoas. Com base em nossa experiência nas edições anteriores, estamos considerando a ocupação média de cerca de 70% da lotação do teatro. Assim, temos expectativa de atingir um público total de cerca de 280 pessoas, somando as 2 apresentações. Os resultados serão mensurados através dos borderôs de presença. Nas apresentações musicais, os alunos do projeto farão uma participação, apresentando um pouco daquilo que tiverem aprendido nas oficinas e aulas de música, acompanhados dos professores do projeto. Desta forma, pretendemos contribuir para difundir os gêneros musicais genuinamente brasileiros, especialmente o choro instrumental, para a população das áreas contempladas, atingindo um público alvo menos favorecido, que possivelmente não teria acesso a esses gêneros musicais de outra forma. Por outro lado, estaremos contribuindo também para a descoberta e exposição de novos talentos, ao dar palco aos alunos do projeto. A repercussão local do atingimento desses objetivos é significativa e imediata, pois atingiremos relevante número de alunos das escolas locais da rede pública, bem como seus pais e professores. Ainda a nível local, podemos listar os seguintes impactos e desdobramentos positivos: 1 - Do ponto de vista da valorização da cultura genuinamente brasileira, estaremos apresentando aos alunos, nas palestras, gêneros musicais brasileiros que eles provavelmente não conhecem, até para que eles possam decidir se gostam os não, porque ninguém pode gostar daquilo que não conhece. No caso específico do choro, estaremos proporcionarmos à população local a oportunidade de assistir a um show de choro instrumental, que apresentará este gênero musical aos mais jovens e agradará os amantes de choro de todas as idades. 2 - Do ponto de vista educativo, estaremos oferecendo capacitação musical a alunos de escolas públicas com interesse por música, através das oficinas e aulas de música. Também estaremos contribuindo para a exposição de novos talentos locais, uma vez que os alunos de maior destaque nas oficinas serão convidados a participarem dos shows, onde serão acompanhados pelos professores do projeto. 3 - Do ponto de vista social, estaremos incentivando a participação dos jovens em atividades culturais, como alternativa a outras atividades menos construtivas. A repercussão a nível regional e nacional não é tão imediata, mas pode acontecer através de algum subproduto positivo gerado no projeto, como o descobrimento de um aluno com potencial para se tornar um músico virtuose de projeção nacional. Nas duas primeiras edições do projeto NAQUELE TEMPO, realizadas entre 2015 e 2018, também oferecemos palestras, oficinas de música e aulas de música, como na proposta ora apresentada. Naquelas oportunidades, além de atingirmos os objetivos previamente traçados, pudemos observar alguns benefícios inesperados, a saber: 1 - Alguns alunos da Escola Municipal Alzira Araújo, de Campo Grande, após sua participação no projeto, no primeiro semestre de 2015, entraram num festival musical escolar e venceram o festival. 2 - Alguns pais de alunos da Escola Estadual Municipalizada Jacyra Tavares Duval, de Macaé, após assistirem a uma de nossas palestras, em setembro de 2015, inscreveram seus filhos nas aulas regulares de canto coral que a escola já oferecia. 3 - O melhor aluno das nossas oficinas de música na Escola Municipal Fusao Fukamati, de Itaguaí, em 2017, foi incorporado à nossa equipe de produção, com a autorização de seus pais, e atuou como instrutor auxiliar nas oficinas de música realizadas em 2018, nas escolas CIEP 300 e CIEP Irmã Dulce, também em Itaguaí. Hoje, ele cursa o sexto período de Licenciatura em Música, na Uni-Rio, dá aulas particulares de piano e teclado para iniciantes e está preparando arranjos para algumas das músicas dos shows do grupo musical Toque de Linha, no qual também atua como pianista.

Justificativa

O projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição tem seu foco nos gêneros musicais populares genuinamente brasileiros, em especial o choro instrumental. Estamos falando de gêneros musicais nascidos de manifestações culturais populares brasileiras, ainda que muitas vezes sob o efeito de influências internacionais. O mestiço Domingos Caldas Barbosa, por volta de 1750, inspirado na moda portuguesa, criou a modinha brasileira. Algumas décadas mais tarde, negros e pardos misturaram a harmonia portuguesa ao ritmo africano e criaram o lundu canção. No século seguinte, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, trazendo seus suntuosos bailes para o Rio de Janeiro, também foram os negros e pardos das rodas de lundu que, por influência da valsa e da mazurca tocadas nos bailes dos nobres, criaram o choro. Sendo assim, os gêneros musicais populares, inclusive o choro, são produtos da miscigenação, tanto quanto o próprio povo brasileiro. No final do século XX, os gêneros musicais bem brasileiros perderam espaço na mídia, de modo que, hoje, em pleno século XXI, seria muito difícil levar adiante um projeto de aproximação das raízes da música brasileira às novas gerações, sem um apoio financeiro público ou privado. Sendo a Lei Federal de Incentivo à Cultura o principal instrumento público nacional de fomento da cultura, é natural que esse instrumento seja utilizado para apoiar o projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição. Entendemos que o projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição se enquadra em todos os 6 incisos transcritos abaixo do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também atenderá aos dois objetivos transcritos abaixo do Artigo 3º da mesma Lei: II - c) - realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore (através das apresentações musicais gratuitas); IV - a) - distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (através das apresentações musicais gratuitas). Entendemos que o projeto atende também, ainda que de forma parcial, o objetivo "I - c)" do mesmo Artigo 3º, uma vez que as aulas de música oferecem capacitação musical básica a alunos de escolas públicas, os quais poderão se tornar futuramente agentes culturais, como já aconteceu com alunos nossos das edições anteriores do projeto. Os principais motivos para a realização do projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição, bem como alguns benefícios a eles associados, estão descritos no campo referente aos objetivos do projeto e constituem importantes argumentos para justificar a realização deste projeto. Mesmo correndo o risco de sermos repetitivos, vamos listar aqui aspectos qualitativos referentes aos mesmos objetivos: 1 _ Difusão dos gêneros musicais brasileiros, especialmente o choro instrumental, e exposição de novos talentos locais, através das apresentações musicais; 2 - Interação cultural entre professores (todos eles músicos) e alunos de música de diferentes localidades, classes sociais e idades; 3 - Apresentação de gêneros musicais populares brasileiros a alunos de escolas públicas, através de palestras sobre a história da nossa música popular, desde o século XVIII, com as primeiras modinhas, até a segunda metade do século XX, com a bossa nova e a tropicália; 4 - Criação de oportunidade para que os alunos pratiquem os gêneros musicais populares brasileiros, através das oficinas de música, de modo a contribuir para despertar nesses alunos o interesse pela música brasileira e ajudar a desenvolver seu talento; 5 - Incentivo ao desenvolvimento dos alunos de melhor aproveitamento nas oficinas, oferecendo-lhes aulas de música e levando-os para participarem das apresentações, acompanhados dos professores do projeto; 6 - Continuidade à capacitação musical dos alunos, ao longo dos 4 meses de aulas de música gratuitas. Além desses benefícios mais imediatos e tangíveis, cabe acrescentar que um trabalho desses traz outros benefícios menos tangíveis como subproduto. Vamos discorrer agora sobre esses outros benefícios. Por que propomos as palestras e oficinas nas escolas públicas? Porque a juventude das classes sociais mais favorecidas já costuma ter acesso à música brasileira através de outros veículos, enquanto as crianças de famílias de baixa renda, ao contrário, raramente têm essa oportunidade, a não ser através de projetos incentivados como o nosso. Ninguém pode gostar daquilo que não conhece. Para que as crianças e adolescentes de famílias de baixa renda possam decidir se gostam ou não do choro instrumental, por exemplo, é necessário primeiramente que elas tenham a oportunidade de conhecer esse gênero musical. Dentro desse contexto, as palestras apresentarão todos os gêneros musicais populares brasileiros aos alunos, desde a modinha e o lundu-canção, até os gêneros da segunda metade do século XX, como a bossa nova e a tropicália, enquanto as oficinas de música permitirão que os alunos experimentem, como praticantes, as melodias, as harmonias e os ritmos que tiverem conhecido nas palestras. Para os alunos mais interessados, as aulas oferecerão uma oportunidade de capacitação adicional e as apresentações musicais proporcionarão uma oportunidade de exposição pública de seus talentos e aprendizados. Ao fim do projeto, se alguns poucos alunos se tornarem amantes e/ou praticantes de algum gênero musical popular brasileiro, nossa missão estará cumprida, no que diz respeito à preservação das raízes culturais brasileiras (nosso patrimônio cultural imaterial), pelo menos até a próxima geração. A importância de uma atividade cultural, na sociedade de hoje, é imensurável, tanto no aspecto educativo cultural, quanto no papel que ela desempenha nos trabalhos de inclusão social. O convívio com a música promove a interação de toda a comunidade e estimula o desenvolvimento das inteligências múltiplas dos praticantes, que futuramente poderão contribuir para o engrandecimento e o enriquecimento cultural da própria sociedade. Além disso, as pesquisas de cunho social mostram que, nas comunidades onde os esportes e a cultura são incentivados, há significativamente menos envolvimento dos jovens com atividades ilegais. Desta forma, além do aspecto educativo cultural, o projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição cumprirá também um papel social de relevante importância. O projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição trará ainda o benefício da interação cultural entre alunos e professores de diferentes gerações e diferentes segmentos da sociedade carioca. Tal interação, na história da música popular brasileira, já desempenhou papel extremamente importante no desenvolvimento de novas vertentes.

Estratégia de execução

O projeto Naquele Tempo - 3ª Edição, como o próprio nome indica, já foi realizado em 2 edições anteriores. Vamos utilizar este campo para apresentar links para vídeos de registro postados no Youtube de algumas das atividades realizadas nas edições anteriores. A primeira edição foi realizada em 2015, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, Lei 5.553, de 2013. As atividades foram realizadas nos bairros cariocas da Tijuca e de Campo Grande e na cidade de Macaé/RJ. Seguem abaixo alguns links para vídeos de registro dessas atividades. - https://www.youtube.com/watch?v=ahL1pfmB_tw - trecho de uma palestra realizada na Escola Municipal Alzira Araújo, em Campo Grande, Rio de Janeiro, em 20/03/2015; - https://www.youtube.com/watch?v=W46STifyrDA - trechos das oficinas de música realizadas na mesma escola no mesmo ano, entre março e abril de 2015; - https://www.youtube.com/watch?v=0-3Q6aOnRvI - trechos das oficinas de música realizadas com alunos de escolas públicas da Tijuca no Centro da Música Carioca Artur da Távola, em abril de 2015; - https://www.youtube.com/watch?v=TfqiCwx2Rx0 - trecho do show do grupo Toque de Linha, no Teatro SESI Macaé, em 25/09/2015; - https://www.youtube.com/watch?v=h8zdVShjYGU - outro trecho do mesmo show, no Teatro SESI Macaé, em 25/09/2015; - https://www.youtube.com/watch?v=jlKQJfIBBL0 - trecho do show do grupo Toque de Linha, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, em 29/04/2015; - https://www.youtube.com/watch?v=_U03ojQEvLA - participação de alunos de violão da Escola Municipal Alzira Araújo no show de 14/05/2015, no Centro da Música Carioca Artur da Távola; - https://www.youtube.com/watch?v=74cXr0L7bhk - participação de alunos de cavaquinho da Escola Municipal Soares Pereira no show de 15/04/2015, no Centro da Música Carioca Artur da Távola; - https://www.youtube.com/watch?v=0R7UxvNeHYw - participação de alunos de cavaquinho, violão, violino, pandeiro e flauta da Escola Municipal Soares Pereira no show de 15/04/2015, no Centro da Música Carioca Artur da Távola; - https://www.youtube.com/watch?v=8kixZ4UZBJw - participação de alunos de canto coral da Escola Estadual Municipalizada Jacyra Tavares Duval no show de 25/09/2015, no Teatro SESI Macaé. A segunda edição foi realizada entre 2017 e 2018, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), Lei 8.313, de 1991, sob o número PRONAC 161833. As atividades foram realizadas em Itaguaí/RJ. Seguem abaixo alguns links para vídeos de registro dessas atividades. - https://www.youtube.com/watch?v=Nu_N1ShVh6U - palestra realizada no CIEP Irmã Dulce, em Chaperó, Itaguaí, RJ, em 28/03/2018; - https://www.youtube.com/watch?v=5U0nGUIuG9I - trechos das oficinas de música realizadas na Escola Municipal Fusao Fukamati, Chaperó, Itaguaí, RJ, em 2017; - https://www.youtube.com/watch?v=HQVlHmvxLwM - trechos das oficinas de música realizadas no CIEP Irmã Dulce, Chaperó, Itaguaí, RJ, em 2018; - https://www.youtube.com/watch?v=leiBgMdsJ4c - trecho de apresentação musical do grupo Toque de Linha, no Teatro Municipal de Itaguaí, em 10/06/2017; - https://www.youtube.com/watch?v=aW2_eQtQNik - trecho de apresentação do grupo Toque de Linha, no Teatro Municipal de Itaguaí, em 27/04/2018; - https://www.youtube.com/watch?v=hj_0YNqFgAE - apresentação do professor Júlio Queiroga em duo com o aluno Natan Felipe, no Teatro Municipal de Itaguaí, em 10/06/2017 (Natan foi aluno da primeira edição, em 2015, quando tinha 14 anos, e fez uma participação especial na segunda edição, para incentivar os alunos iniciantes); - https://www.youtube.com/watch?v=eOvd0zcPKnw - participação de alunos de violão, teclado, flauta e guitarra do CIEP Irmã Dulce num show do projeto Naquele Tempo, no Teatro Municipal de Itaguaí, em 27/04/2018; - https://www.youtube.com/watch?v=GH4XXMkKWWo - participação de alunos de teclado e pandeiro da Escola Municipal Fusao Fukamati num show do projeto Naquele Tempo, no Teatro Municipal de Itaguaí, em 10/06/2017; - https://www.youtube.com/watch?v=DkHRFyHXddw - música de Zé Keti apresentada pelo grupo Toque de Linha no Teatro Firjan SESI Caxias, em 21/10/2022, com arranjo e execução de piano por Pedro Menezes, que havia sido aluno das oficinas e aulas do projeto Naquele Tempo em 2017.

Especificação técnica

Palestras: - Local - pátios ou auditórios das escolas públicas selecionadas; - Datas - a serem agendadas com as diretorias das respectivas escolas; - Horários propostos - 9:00 às 10:00 (turno da manhã) e 14:00 às 15:00 (turno da tarde), a confirmar com as diretorias das respectivas escolas; - Público - alunos de escolas públicas do ensino médio e do ensino fundamental; - Duração - cerca de 60 minutos cada; - Quantidade - 8 palestras (2 por dia em 4 dias); - Sonorização - o projeto fornecerá; - Equipe - 1 palestrante, 4 músicos de apoio e 1 assistente de produção; - Abrangência - considerando 80 alunos por palestra, em 8 palestras, atingiremos 640 alunos. Projeto pedagógico das palestras: O conteúdo programático é a história da música popular brasileira, desde meados do século XVIII, quando surgiram as primeiras modinhas, até a bossa nova e a tropicália, na segunda metade do século XX. Em ordem cronológica, a palestra apresenta a modinha, o lundu canção, o choro, o maxixe, o baião, a marchinha de carnaval, o samba, a bossa nova, a canção de protesto e a tropicália. A cada gênero musical apresentado, o palestrante explicará o contexto histórico e cultural que resultou naquela manifestação cultural específica e os músicos de apoio executarão uma obra exemplificativa daquele gênero. Oficinas de Música: - Local - salas de aula das escolas públicas selecionadas; - Datas - a serem agendadas com as diretorias das respectivas escolas; - Horários propostos - 9:00 às 11:30 (turno da manhã) e 14:00 às 16:30 (turno da tarde), a confirmar com as diretorias das respectivas escolas; - Público - alunos de escolas públicas do ensino médio e do ensino fundamental 2 (do 6º ao 9º ano), até um limite de 20 alunos por turma de oficinas, que tenham alguma iniciação musical, selecionados pelos professores de artes das respectivas escolas; - Duração - 150 minutos cada; - Quantidade - 24 oficinas (2 por dia em 12 dias); - Sonorização - o projeto fornecerá; - Equipe - 5 professores de música e 1 assistente de produção; - Abrangência - considerando 20 alunos por turma, em 8 turmas, atingiremos um total de 160 alunos. Projeto pedagógico das oficinas de música: As oficinas trabalharão quatro especialidades: canto coral, instrumentos de harmonia, instrumentos de solo e instrumentos de percussão. Aos alunos que optarem pelo canto coral, serão apresentados e ensaiados alguns choros cantados, como Lamentos, de Pixinguinha e Vinícius de Moraes. Aos alunos de instrumentos de harmonia (violão, teclado, guitarra, baixo, cavaquinho), serão apresentadas algumas cadências de acordes mais comuns nos gêneros brasileiros, bem como algumas batidas nestes instrumentos. Aos alunos de percussão (pandeiro, tamborim, surdo, tantan, ganzá), serão apresentadas as batidas do choro, do maxixe, do baião e do samba, pelo menos. Aos alunos de instrumentos de solo (flauta, saxofone, clarineta, bandolim), serão apresentadas e exercitadas as escalas diatônicas naturais, que facilitam a elaboração de solos e floreios, para cada acorde executado pelos instrumentos de harmonia. Aulas de Música: - Local - disponibilizado pelo projeto; - Datas - a serem acordadas com os pais dos alunos; - Horários - a serem acordados com os pais dos alunos; - Público - alunos selecionados nas oficinas de música; - Duração de cada aula - 150 minutos; - Quantidade - 16 aulas ao longo de 4 meses, para cada turma; - Período total do curso - 4 meses para cada uma das 2 turmas; - Periodicidade - semanal; - Equipe - 3 professores de música e canto; - Abrangência - 8 alunos por turma, em 2 turmas, somando 16 alunos. Projeto pedagógico das aulas de música: Haverá aulas de canto coral e de harmonia musical. O conteúdo programático das aulas de harmonia musical incluirá as escalas diatônicas naturais, exercícios de tempo pelo método do passo de Lucas Ciavatta, uma introdução à leitura e à escrita de partituras musicais, definição de intervalos e formação de acordes, campo harmônico, tons vizinhos e cadências perfeitas e imperfeitas. O conteúdo programático das aulas de canto coral incluirá uma avaliação prévia da extensão vocal de cada aluno, exercícios de tempo pelo método do passo de Lucas Ciavatta, ensaios de canto em uníssono, apresentação do rubato, apresentação do vibrato, apresentação do staccato, apresentação do legato, ensaios com alterações de dinâmica, ensaios com divisão de vozes e ensaios com polifonia. Shows Musicais: - Local - teatro ou lona cultural (a princípio, propomos o Teatro de Arena Elza Osborne, em Campo Grande, Rio de Janeiro, RJ); - Datas - a serem agendadas com o teatro e com as escolas; - Horários - a serem agendados com o teatro e com as escolas; - Público - aberto ao público e gratuito; - Duração - cerca de 90 minutos cada; - Quantidade - 2 shows; - Sonorização - o projeto complementará o som do teatro; - Equipe - 9 músicos, 1 técnico de som, 1 assistente de produção e 2 assistentes de palco; - Abrangência - considerando 140 pessoas por show, em 2 shows, atingiremos 280 pessoas. Nos shows, os músicos e professores do projeto apresentarão um extenso repertório de choro instrumental, cobrindo 150 anos de história do choro, desde o primeiro choro registrado em 1863. Em cada show, haverá participação dos alunos de uma das turmas de aulas de música do projeto, acompanhados pelos professores e músicos do projeto. Os alunos mostrarão nos shows um pouco daquilo que tiverem aprendido nas oficinas e aulas.

Acessibilidade

Produto: PALESTRAS ACESSIBILIDADE FÍSICA: Para as palestras, o público alvo é constituído pelos alunos das escolas públicas contempladas no projeto. O acesso desses alunos está garantido, uma vez que tais atividades ocorrerão nas dependências das próprias escolas (auditórios e/ou anfiteatros), em horário escolar, conforme acordo prévio com os diretores das respectivas escolas. Não há necessidade de medidas adicionais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Deficientes visuais são perfeitamente capazes de assistirem a palestras, sem a necessidade de medidas adicionais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Não é tecnicamente possível apresentar música a deficientes auditivos. Nossas palestras são musicadas, de modo que, de qualquer forma, os deficientes auditivos, se presentes, perderiam mais de 50% do conteúdo, a despeito de quaisquer medidas atenuantes que pudéssemos propor. Por outro lado, o próprio objetivo das palestras é despertar nos alunos das escolas públicas o interesse pela música genuinamente brasileira. Não obteríamos nenhum resultado positivo, se tentássemos despertar tal interesse em alunos com deficiência auditiva, uma vez que os mesmos não poderiam futuramente aprender música, nem poderiam praticar música, nem poderiam sequer apreciar música. Por todas essas razões, entendemos que a inclusão no orçamento dos serviços de tradução simultânea em Libras, para o conteúdo não musical das palestras, seria um uso inadequado do recurso financeiro da Lei Federal de Incentivo. Não previmos tais medidas. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: Pessoas com esses quadros são perfeitamente capazes de assistirem a palestras, sem a necessidade de medidas adicionais. Mesmo que alguns não sejam capazes de acompanhar todas as informações históricas, eles serão capazes pelo menos de apreciar o conteúdo musical das palestras. Produto: OFICINAS DE MÚSICA ACESSIBILIDADE FÍSICA: Para as oficinas de música, o público alvo é constituído pelos alunos das escolas públicas contempladas no projeto. O acesso desses alunos está garantido, uma vez que tais atividades ocorrerão nas dependências das próprias escolas, em salas de aula, em horário escolar, conforme acordo prévio com os diretores das respectivas escolas. Não há necessidade de medidas adicionais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Deficientes visuais são perfeitamente capazes de aprenderem e praticarem música, desde que devidamente assistidos por professores experientes. Nas oficinas de música, os professores do projeto darão a devida assistência e a devida atenção especial para eventuais alunos com deficiência visual. Esta medida não tem custo adicional e nossos professores já tiveram essa mesma experiência nas duas edições anteriores do projeto. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Não é tecnicamente possível ensinar música a deficientes auditivos. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: Pessoas com esses quadros são capazes de aprenderem e praticarem música, desde que devidamente assistidos por professores experientes. Nas oficinas de música, os professores do projeto darão a devida assistência e a devida atenção especial para eventuais alunos com esses quadros. Esta medida não tem custo adicional e nossos professores já tiveram essa mesma experiência nas duas edições anteriores do projeto. Produto: AULAS DE MÚSICA ACESSIBILIDADE FÍSICA: Para as aulas gratuitas de música para alunos selecionados, a proponente providenciará espaço que atenda o disposto no Decreto 9.404, de 11 de junho de 2018, e na Lei 13.146, de 6 de julho de 2015, sempre que tecnicamente possível, de acordo com o caput do artigo 25 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023. Esta medida não terá custo adicional. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Deficientes visuais são perfeitamente capazes de aprenderem e praticarem música, desde que devidamente assistidos por professores experientes. Nas aulas de música, os professores do projeto darão a devida assistência e a devida atenção especial para eventuais alunos com deficiência visual. Esta medida não tem custo adicional e nossos professores já tiveram essa mesma experiência nas duas edições anteriores do projeto. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Não é tecnicamente possível ensinar música a deficientes auditivos. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: Pessoas com esses quadros são capazes de aprenderem e praticarem música, desde que devidamente assistidos por professores experientes. Nas aulas de música, os professores do projeto darão a devida assistência e a devida atenção especial para eventuais alunos com esses quadros. Esta medida não tem custo adicional e nossos professores já tiveram essa mesma experiência nas duas edições anteriores do projeto. Produto: APRESENTAÇÕES MUSICAIS ACESSIBILIDADE FÍSICA: É nossa intenção realizar as apresentações de choro instrumental do Projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição em locais de fácil acesso, os quais já disponham de todos os requisitos necessários para receberem idosos e portadores de deficiência, o que nos permitiria atender integralmente o disposto no Decreto 9.404, de 11 de junho de 2018, e no artigo 44 da Lei 13.146, de 6 de julho de 2015, sem a necessidade de previsão orçamentária para a instalação de adaptações específicas. Por outro lado, como ainda não temos certeza de qual teatro será usado, apenas por precaução, lançamos no orçamento uma provisão de verba (item 12 da planilha orçamentária) para uma obra de adaptação do banheiro do teatro para receber PCD, caso venha a ser necessário (troca de portas, instalação de alças, etc). ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Deficientes visuais são perfeitamente capazes de assistirem a apresentações musicais, sem a necessidade de medidas adicionais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Não é tecnicamente possível apresentar música a deficientes auditivos. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: Pessoas com deficiência intelectual são perfeitamente capazes de assistirem e apreciarem apresentações musicais, a seu modo, sem a necessidade de medidas adicionais.

Democratização do acesso

Todas as atividades do projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição serão inteiramente gratuitas. Em conformidade com o texto do item XXXVI do Anexo I - Glossário da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023, definimos como Produto Principal do projeto as oficinas de música, por constituírem o custo mais elevado e terem uma das pautas mais extensas. Para os shows de choro instrumental, estão previstas as seguintes reservas de assentos: - 10% para os eventuais patrocinadores, conforme limite previsto no inciso I do artigo 27 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023; - 20% para alunos das escolas públicas contempladas no projeto, atendendo simultaneamente ao inciso II do artigo 27 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023 e ao inciso I do artigo 28 da mesma Instrução; - 5% para ações de divulgação, o que nem chega ao limite previsto no inciso III do artigo 27 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023. Como não haverá cobrança de ingressos (100% dos ingressos serão gratuitos), não se aplica o inciso IV do artigo 27, nem o inciso II do artigo 28, da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023. Das medidas sugeridas no artigo 28 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023, além daquela do inciso I, acima mencionada, também vamos atender as seguintes: - Serão disponibilizados registros em vídeo das apresentações musicais, das palestras e dos melhores momentos das oficinas de música (inciso IV); - Serão realizadas, paralelamente aos shows, como já mencionado, palestras, oficinas de música e aulas de música, todas gratuitas (inciso VI); - As atividades educativas mencionadas no item anterior são direcionadas ao público infanto-juvenil (inciso VII). Entendemos que as palestras, oficinas de música e aulas de música atendem também com folga ao artigo 30 da Instrução Normativa n° 1, de 10/04/2023, visto que o quantitativo de público previsto para essas atividades somadas chega a cerca de 80% do total, no plano de distribuição. O público alvo das palestras, oficinas de música e aulas de música do Projeto NAQUELE TEMPO - 3ª Edição são os alunos das escolas públicas. Estas atividades serão realizadas nas próprias escolas (palestras e oficinas) e em local disponibilizado pela proponente (aulas), de modo que não serão atividades abertas ao público externo. Para essas atividades, não haverá cobrança de ingresso. Considerando nossa experiência anterior, esperamos atender a cerca de 80 alunos em cada palestra, somando 640 alunos nas 8 palestras. Da mesma forma, estimamos 20 alunos em cada uma das 8 turmas de oficinas de música, somando 160 alunos em todas as oficinas. De cada uma das 4 escolas, durante as oficinas, serão selecionados 4 alunos de melhor aproveitamento, somando um total de 16 alunos para as aulas de música e para participarem das apresentações musicais. Com base em nossa experiência nas edições anteriores do projeto NAQUELE TEMPO, estimamos ocupar 70% dos assentos, em cada apresentação musical gratuita, já incluídas nesse montante as reservas de assentos para os alunos, para o patrocinador e para as ações de divulgação. Sendo assim, esperamos atingir um público total de 280 pessoas na soma das 2 apresentações musicais.

Ficha técnica

LEONARDO AMARAL DE SOUZA - Proponente, Professor de Música, Músico e Gestor Geral Formação: aulas de pandeiro com Jorginho do Pandeiro e de canto com Júlio Queiroga. Experiência: - Produtor, cantor e percussionista no projeto O POETA ERA EU: Tributo a Zé Keti (2022), que realizou 4 shows em teatros no Rio de Janeiro e em Caxias; - Produtor, cantor e percussionista na live Toque de Linha Ao Vivo (2021); - Produtor do espetáculo infantil Balaio de Ideias (2021), no Centro da Música Carioca; - Percussionista e assistente de produção no projeto Naquele Tempo (2015 a 2018), com shows em teatros do Rio de Janeiro, de Itaguaí e de Macaé, além de palestras e oficinas de música; - Cantor e percussionista no show 100 Anos de Geraldo Pereira (2018), em 3 teatros na cidade do Rio de Janeiro; - Cantor e percussionista do grupo Toque de Linha, desde 2008, com shows no Rio Scenarium, no Centro da Música Carioca, no Hotel Copacabana Palace e no Centro Cultural Carioca, entre outras casas, além de uma temporada de 4 meses no Centro Cultural Memórias do Rio. JORGE SABA PISCITELLI - Produtor Executivo e Palestrante Formação musical: estudo da história da música popular brasileira e em especial das obras do jornalista José Ramos Tinhorão (2017); aulas particulares de teoria musical com Rafael Ramos e Júlio Queiroga (2015). Experiência: arranjador, gestor financeiro e diretor musical no projeto O POETA ERA EU: Tributo a Zé Keti (2022); coordenador e diretor musical da live Toque de Linha Ao Vivo (2021); coordenador, arranjador e diretor musical do espetáculo infantil Balaio de Ideias (2021); produtor executivo, palestrante e professor de música no projeto Naquele Tempo (2015 a 2018); produtor executivo e diretor musical do show 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); sócio proprietário do Estúdio DRS de gravações e ensaios desde 2007; produtor musical do grupo Toque de Linha, desde a sua criação, em 2001; produtor de projetos culturais para o Centro Cultural de Santa Cruz (2010). ADRIANO CARLOS FERNANDES VIEIRA - Professor de Música e Músico Formação: Licenciatura em Música e Bacharelado em Bandolim na UFRJ; aulas de música e de Ensino e Monitoria na Escola de Música da AMC, São João de Meriti. Trabalhos recentes: instrutor de música no projeto Toque E Se Toque, do CAP/UFRJ, desde 2015; professor de Musicalização Infantil na Creche Escola Bambalalão, Jacarepaguá, desde 2016; músico nos shows de Lucas de Moraes, desde 2019; músico no projeto O Poeta Era Eu: Tributo a Zé Keti (2022); músico na live Toque de Linha Ao Vivo (2021); músico no espetáculo infantil Balaio de Ideias (2021); professor de música, músico e arranjador no projeto Naquele Tempo (2015 a 2018); músico e arranjador no show 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); músico do grupo Toque de Linha, desde 2011, atuando em casas como Rio Scenarium e Hotel Copacabana Palace; instrutor de cavaquinho e prática de conjunto na Escola de Música Chiquinha Gonzaga, Itaguaí/RJ (2015 e 2016); instrutor de cavaquinho e bandolim da Escola de Música da AMC (2004 a 2013). PEDRO RAMOS MENEZES - Professor de Música e Músico Formação: cursando o 6º período de Licenciatura em Música na Uni-Rio, onde tem aulas de piano complementar com a professora e pianista Lilia Justi; aulas de harmonia musical com Rafael Ramos (2017 a 2020); oficinas de música do projeto Naquele Tempo (2017). Experiência: professor particular de teclado desde 2019; pianista do grupo musical Toque de Linha desde 2021, com o qual participou da live Toque de Linha Ao Vivo (2021) e do projeto cultural O POETA ERA EU: Tributo a Zé Keti (2022); pianista em 3 recitais da Uni-Rio (2022 e 2023); arranjador de 10 músicas para o repertório dos shows do projeto O POETA ERA EU (2022); arranjador e pianista no espetáculo infantil Balaio de Ideias (2021), para o qual também compôs algumas músicas; assistente de produção no show 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); instrutor assistente nas oficinas de música da última edição do projeto cultural Naquele Tempo (2018). LEANDRO SOUSA CARDOSO - Músico Formação: aulas particulares de violão de 7 cordas com Lúcio Rodrigues e Patrick Angello e de teclado com Waninho Amaral; aulas de canto e violão na Escola Dó-Ré-Mi; aulas de teclado, violão e harmonia musical na Escola Musiart. Trabalhos recentes: violonista de 7 cordas nos shows do projeto O Poeta Era Eu: Tributo a Zé Keti (2022); arranjador e violonista de 7 cordas no show É Mais Um Samba Que Eu Faço (2022); violonista de 7 cordas na live Toque de Linha Ao Vivo (2021); violonista de 7 cordas nas duas edições do projeto Naquele Tempo (2015 a 2018); violonista de 7 cordas nas apresentações do espetáculo 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); músico do grupo Toque de Linha, desde 2002, atuando como violonista e tecladista em várias casas, entre as quais Rio Scenarium (2014), Centro da Música Carioca Artur da Távola (2014), Hotel Copacabana Palace (2013), Centro Cultural Carioca (2012), entre outras, além de uma temporada de 4 meses no Centro Cultural Memórias do Rio (2009). JÉSSICA MARINHO SILVA - Professora de Música e Flautista Formação: Licenciatura em Música e Mestrado em Processos Criativos, na Uni-Rio; aulas de flauta e percepção musical na FAETEC; aulas de flauta e Curso Básico de Música na Escola de Música Chiquinha Gonzaga, Itaguaí/RJ. Trabalhos recentes: professora na Escola de Música e Cidadania da Agência do Bem (Vargem Grande), no projeto Geração de Sons, do IBME (Santa Cruz e Caxias), no Programa Integração Pela Música (Vassouras/RJ) e no Coro Juvenil da Rocinha; flautista nos shows do projeto O Poeta Era Eu: Tributo a Zé Keti (2022); flautista na live Toque de Linha Ao Vivo (2021); flautista nas duas edições do projeto Naquele Tempo (2015 a 2018); flautista nas apresentações do espetáculo 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); flautista do grupo Toque de Linha, desde 2015; professora particular de flauta desde 2009; participação em trabalho com grupos de música experimental (2018); flautista na gravação do DVD da peça Refém (2016); flautista na Banda de Concerto da FAETEC (2010 a 2014). ALCIDES SODRÉ PEÇANHA FILHO - Professor de Canto Formação musical: música e canto na Escola de Música Vila Lobos; aulas de canto com Arlete Candian, Jonas Travassos, Anabel Albernaz, Sérgio Ferreira, Cris Delano, Clara Sandroni, Mirna Rubin e Marco Dantônio. Cantor do grupo Toque de Linha desde 2010, com o qual se apresentou no Centro Cultural Carioca, no Rio Scenarium, no Hotel Copacabana Palace, no Espaço Cultural BNDES e no Centro da Música Carioca Artur da Távola, entre outras casas. Trabalhos recentes: cantor e produtor do EP Em Mar Aberto, em gravação; cantor nos shows do projeto O Poeta Era Eu: Tributo a Zé Keti (2022); cantor, apresentador e assistente de produção nas lives da série 80 Homenagens Áureas (2020 a 2022); idealizador, produtor e cantor nas lives da série Áureos Tempos (2020); ator e cantor nas duas edições do projeto Naquele Tempo (2015 a 2018); cantor nas apresentações do espetáculo 100 Anos de Geraldo Pereira (2018); ator, cantor e produtor no espetáculo musical Noite Ilustrada, Perfil de Um Sambista (2015).

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.