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O projeto se refere à realização de apresentações do espetáculo MÃE BAIANA, que tem como ponto de partida experiências da filósofa e doutora Helena Theodoro, afirmando o princípio feminino preto com todas as suas possibilidades de existir, conservar, transformar e melhorar o mundo. Mãe Baiana o encontro entre avó e neta, após a mãe perder o filho Brício afogado na Beira de Praia em Maricá.
O espetáculo “Mãe Baiana”, o segundo da trilogia “Matriarcas”, trata da relação de uma avó e de uma neta que têm de lidar com um luto recente. A perda faz com que essas duas mulheres mergulhem em suas lembranças, descobertas, afetos e traz à tona toda a força da mulher negra e sua ancestralidade.
OBJETIVO GERAL - Realizar a montagem do espetáculo teatral - Mãe Baiana, escrito por Renata Andrade e Thais Pontes, e dirigido por Luiz Antônio Pilar e atuado por Zezé Barbosa e Luana Xavier.- Realizar o último espetáculo da tríade Mãe Baiana - a partir da obra da grande professora Helena Theodoro;- Abordar a o universo das mulheres pretas;- Retratar a importância da ancestralidade dessas mulheres pretas empoderadas no cotidiano, através dos estudos, da família, da carreira profissional;- Mostrar a posição social das mulheres pretas como movimentadoras da sociedade brasileira;- Dar voz a histórias da mulher preta que sempre esteve sob mordaça, sem voz nem vez;- Entregar um produto de impacto necessário para a população carioca e paulistana;- Visibilizar um produto cultura produzido por profissionais negros;- Ampliar as experiências artísticas e culturais da plateia, através de uma dialética ancestral, sobre cultura e vozes da população negra;- Difundir a notoriedade das obras da grande mestra, matriarca - Helena Theodoro;- Realizar um projeto que aborda a temática negra, através do amor entre avó e neta. Objetivo específico - Realizar estreia e temporada do espetáculo Mãe Baiana, na cidade do Rio de Janeiro com 16 apresentações, seguida temporada na cidade de São Paulo, com 16 apresentações.- Gerar a contratação direta e indireta de mais de 100 profissionais, envolvidos na préprodução, produção e pósprodução do espetáculo;- Destinar 20% do total de ingressos para distribuição gratuita à população (para alunos da rede pública de ensino, ONGs, associações de idosos e de portadores de necessidades especiais);- Realizar, em cada praça, uma apresentação com tradução simultânea em LIBRAS e audiodescrição, afim de contemplar o público deficiente visual e auditivo;- Realizar, em cada praça, uma oficina teatral gratuita: ARTE É PROFISSÃO, ministrada pelo diretor de produção do espetáculo Bruno Mariozz. Nessa ação formativa cultural, serão contempladas 160 pessoas por praça (divididas entre ambas as oficinas), atendendo à cota de 10% do público beneficiado com o produto principal. Oficina ARTE É PROFISSÃO - aberta ao público, mas destinada principalmente a interessado em conhecer as profissões envolvidas no campo teatral como professores, arte-educadores e pesquisadores, alunos da rede pública de ensino, a oficina é um convite a todos aqueles que tiverem interesse em conhecer e se aprofundar no processo de produção de um espetáculo teatral e suas profissões cenográfico, figurinista, iluminador, sonoplasta, entre outras atividades realizada nas artes cênicas.
O projeto cultural "Mãe Baiana" se enquadra nos príncípios da Lei de Incentivo à Cultura, Lei 8.313, de 23de dezembro de 1991, Art. 18°, parágrafo 3°, inciso I, item (e), na categoria de espetáculo de artes cênicas. Fala de ancestralidade e perda segundo a tradição nagô. Situa a importância da memória afetiva e do cozinhar como dar vida ao que está morto. Lembrar das pessoas que perdemos fazendo sua comida preferida é estar novamente com o ente querido. Mãe Baiana traz uma forma de relacionamento entre as diferentes gerações e as trocas necessárias ao encontro da juventude com os mais velhos com um olhar sem preconceitos ou privilégios. Prova que gente precisa de gente para aprender, para crescer e se comunicar num clima de amor e fraternidade.Abordamos a mulher que é a cabaça, onde contém e é contida por representar a vida através de seu ventre. A ancestralidade dessas mulheres pretas empodera o cotidiano, os estudos, a família, a carreira profissional e a posição social, e ainda fortalece o enfrentamento do racismo diário. As histórias da mulher preta, que sempre esteve sob mordaça, sem voz nem vez. É o grito abafado no peito, durante séculos, de um povo que resiste por acreditar na vida, no outro, na terra em que pisa com imensa alegria por estar vivo e capaz de se tornar pleno.No traço da materialidade, as mães podem ser vistas como depósitos para desenvolvimento de outros seres, onde se gera, cria e educa com intuito de integrar a sociedade. Sendo assim, a peça aborda discussões essenciais à sociedade brasileira como a relevância da educação e o papel da família na formação da identidade do indivíduo, enquadrando-se nos princípios da Lei de Incentivo à Cultura, Art. 1°, inciso VIII, ao estimulara produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.A essência do princípio feminino na tradição nagô, mostra as mulheres como um feixe de oportunidades/possibilidades que lhes permitem alçar vôo até o cume mais alto das montanhas. Não há limites para os seres humanos. Suas muitas formas de ser e sentir são todas naturais, não se limitando aos papéis de homem e mulher estabelecidos pelo mundo judaico-cristão. Cada pessoa é um número incomensurável de potencialidades do existir Impacto e diferencial da peça sobre as muitas mulheres pretas.São histórias que mostram uma galeria de mulheres que são mães, filhas, avós, amantes, meninas. Todas compartilham da mesma vida dor, se equilibrando na corda bamba do tempo. Pessoas evocadas em seus laços e dilemas sociais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a condição humana. O projeto se enquadra ainda nos princípios da lei supra citada ao gerar empregos em diversas categorias profissionais a partir da contratação de serviços para a sua elaboração (Art. 3°, inciso V, item b), apoiando, valorizando e difundindo o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores (Art. 1°, inciso III). Por serem as equipes técnica e criativa do espetáculo compostas apenas por profissionais brasileiros e com experiência comprovada no mercado teatral nacional, o projeto garante que será salvaguardado o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, conforme previsto no Art. 1°, inciso V. O texto permite o escrever, o viver e o se ver. A perda é um triste fato do cotidiano que assolam muitas mulheres pretas, que perdem seus filhos diariamente para a sociedade que vivemos. O espetáculo busca retratar por um outro ângulo e de forma poética, real e humana, revelando um outro universo que se relaciona a uma tradição africana que valoriza, dignifica e reconhece a força do princípio feminino em suas variadas manifestações. Por fim, o projeto pretende contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais _ conforme descrito no Art. 1°, inciso I _, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e para a formação de plateia. Tais objetivos serão atingidos através: a) do oferecimento de 20% dos ingressos a preços populares; b) da distribuição gratuita de 20% dos ingressos; c) da realização de um espetáculo de qualidade que contemple espectadores de idades, gêneros e renda diferentes; d) da realização do espetáculo em locais onde a acessibilidade a portadores de necessidades especiais é garantida; e) da realização de uma sessão, em cada praça, com tradução em LIBRAS e audiodescrição, a fim de atender às necessidades do público deficiente visual e auditivo.
Apresentações do espetáculo: 16 apresentações - Rio de Janeiro 16 apresentações - São Paulo Oficinas: 1 gratuita na cidade de são paulo 1 gratuita na cidade do rio de janeiro
PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: o proponente secompromete a realizar o espetáculo em teatros devidamente equipados com rampas de acesso e instalações sanitárias adequadas para atender às necessidades de idosos, portadores de deficiência física e usuários de cadeiras de rodas, assim como local apropriado para a sua acomodação na plateia.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS e ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: será realizada por praça (Rio de Janeiro e São Paulo) uma apresentação exclusiva e gratuita com tradução simultânea em LIBRAS e audiodescrição, a fim de atender às necessidades do público deficiente visual e auditivo. Nessas apresentações, o proponente se compromete a contratar profissionais com experiência comprovada na prestação destes dois serviços, a fim de proporcionar o melhor aproveitamento do possível do espetáculo por parte deste público.PRODUTO: OFICINAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: o proponente secompromete a realizar o espetáculo em teatros devidamente equipados com rampas de acesso e instalações sanitárias adequadas para atender às necessidades de idosos, portadores de deficiência física e usuários de cadeiras de rodas, assim como local apropriado para a sua acomodação na plateia.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Linguagem oral.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras.ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público, quando for necessário.
Visando assegurar a ampliação do acesso aos produtos, bens e serviços culturais produzidos, conforme prevê do art. 28 da IN nº 01/2023, o proponente se compromete a: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27;
Argumento/texto: Helena TheodoroDireção: Luiz Antônio PilarProtagonizado por: Vilma Melo, Lea Garcia e Luana XavierTexto: Renata Andrade e Thaís PontesCompositor/Arranjador e Direção Musical: Wladimir PinheiroIluminação: Anderson RattoFigurino: Teresa NabucoCenografia: Renata MottaObjetos cenográficos: Clívia CohenDireção de Produção: Bruno Mariozz - Palavra Z Produções Culturais (proponente)Coordenação do Projeto: Bruno Mariozz - Palavra Z Produções Culturais (proponente) Texto: Thaís Pontesautora carioca formada em Publicidade e Propaganda que se encontrou no mundo do roteiro. Atualmente, escreve a segunda temporada de “Encantado’s”, série autoral criada em parceria com Renata Andrade, disponível do Globoplay e TV Globo. Texto: Renata AndradeFormada em Publicidade e Propaganda. Atualmente, escreve a segunda temporada de “Encantado’s”, série autoral criada em parceria com Thais Pontes, disponível do Globoplay e TV Globo. Atriz: Lea GarciaNascida em 1933, tornou-se atriz em um momento da história em que esse não era um trabalho comum para mulheres negras. No teatro, uma das peças de destaque que fez no início de sua trajetória foi “Orfeuda Conceição” (1956), de Vinicius de Moraes. Atriz: Luana XavierComeçou a atuar ainda na escola e, aos 17 anos, nas aulas de teatro do Tablado. A neta da atriz Chica Xavier, atualmente é apresentadora do programa “Saia Justa” no GNT. Argumento: Helena TheodoroBacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mestra em Educação pela UFRJ e doutora em Filosofia pela Universidade Gama Filho. Em 2019, terminou o pós-doutorado no IFCS/UFRJ /PPGHC (Programa de Pós Graduação em História Comparada). Direção: Luiz Antônio PilarDiretor de teatro, televisão e cinema. Formado bacharel em Artes Cênicas, especialização de direção teatral, pela UniRio, em 1990. Com grande experiência em televisão, dirigindo as novelas "Desejo proibido", "Sinhá Moça", "A padroeira" na TV Globo; "Xica da Silva", "Brida", "Mandacaru", e "Tocaia Grande" na extinta TV Manchete. Em 1993, fundou sua produtora, realizando projetos de sucesso de temática afro-brasileira como o espetáculo teatral "Os negros", de Jean Genet. Figurino: Tereza Nabucoa primeira figurinista negra da Rede Globo, seu ultimo trabalho no teatro infantil foi Ombela (2020). Cenário: Renata MottaGraduada em Arquitetura pela UFBA em 2008, Renata Mota tem cerca de 19 anos de experiência na área de Cenografia e mais de 100 projetos realizados. Por 4 anos, foi Diretora do Centro Técnico do Teatro Castro Alves (2007 – 2011) e nos últimos 7 anos vem desenvolvendo seus próprios projetos explorando outras linguagens e espaços. Trilha sonora: Wladimir PinheiroVencedor do Prêmio Shell 2020 com o espetáculo “As Comadres”, ingressou no meio teatral no Cabaré Filosófico. Esteve em cena sob direção de Sérgio Brito, Aderbal Freire Filho, João Fonseca, entre outros. Iluminação: Anderson RattoFormado em Design de Interiores pela Universidade Estácio de Sá. Atua como Lighting Designer desde 2001 onde já trabalhou em varias áreas das atividades cênicas como, Teatro, Dança, Show e Exposição. Indicado para o Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil - RJ em 2010 e 2013 sendo contemplado com o prêmio em 2013. Idealização: Vilma Melo e Bruno Mariozz Realização: Palavra Z Produções Culturais (proponente)
PROJETO ARQUIVADO.