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Edição de um livro sobre os 100 anos de história (1889-1989) do vitral no Brasil a partir da trajetória da Casa Conrado e de três gerações da família Sorgenicht. A obra reunirá pesquisa textual e iconográfica detalhada sobre a feitura do vitral e sobre este tradicional e conceituado ateliê sediado em São Paulo, associando seu trabalho ao desenvolvimento da arquitetura e das artes integradas neste período.
Casa Conrado: cem anos do vitral no Brasil Em 1874 chega a São Paulo o artesão Conrado Sorgenicht, vindo da Renânia católica, região ao norte da Alemanha. Junto com ele, a esposa e quatro filhos, fugiam do frio intenso que lhe agravara o reumatismo e impossibilitava sua participação na guerra franco-prussiana. Inicialmente a família instala-se em Iguape no litoral sul paulista e no ano seguinte muda-se para a capital. Em 1885 Conrado abre uma pequena oficina onde oferece serviços de pintura parietal de ornamentos, tapeçaria e colocação de vidros para vidraças. São Paulo cresce, a clientela aumenta e o ateliê começa a criar também vitrais. Em 1889, é fundada a Casa Conrado, pioneira no desenvolvimento da atividade do vitral, criando mais de 600 obras espalhadas por todo o Brasil. Por aqui nascem mais dois filhos do casal Sorgenicht mas é o caçula alemão, também chamado Conrado (filho), que se revela pintor e vai passar um ano na Itália para sua formação artística. Ao retornar começa aprender o ofício e trabalha com o pai no ateliê de vitrais. Na virada do século, Conrado (filho) se casa e em 1902 nasce Conrado (neto), que assumiu o ateliê em meados da década de vinte e ali trabalhou até 1989. Agora, cabe a uma representante da quarta geração da família Sorgenicht, a artista plástica e professora paulistana Regina Lara Silveira Mello, catalogar e, às vezes, literalmente, recuperar as centenas de obras de arte que seu trisavô, seu bisavô e seu avô, todos de nome Conrado, enfeitaram paredes, torres e tetos de igrejas, repartições, mansões, teatros e até um mercado. Foram tantos os trabalhos espalhados pelos ateliês dos Sorgenicht, autografados com a marca da Casa Conrado – calcula-se que tenham sido elaborados mais de 600 conjuntos de vitrais –, que é quase impossível o leitor nunca ter avistado um. Quem já comeu um sanduíche de mortadela no Mercado Central de São Paulo, por exemplo, dificilmente terá deixado de olhar para o alto e se deslumbrar com as cenas representando a agricultura. Gerações de estudantes de direito reviveram momentos marcantes da História do Brasil ao subirem as escadarias da escola do Largo de São Francisco. Igualmente tenores e espectadores do Teatro Municipal. E fiéis de todos os credos rezaram em templos decorados com as histórias representadas em vidros de santos ou símbolos cristãos.[...] Outros trabalhos importantes foram os vitrais da FAAP- Fundação Armando Álvares Penteado e o Salão Nobre da Beneficência Portuguesa, considerada por Conrado Sorgenicht (neto) sua maior realização e a última que ele restaurou, pouco antes de se aposentar. Desde o início a demanda por vitrais sacros manteve a estabilidade financeira do ateliê, viabilizando sua permanência em atividade. Inúmeras cidades no interior do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, têm na sua Igreja Matriz vitrais da Casa Conrado. Este trabalho poderá auxiliar solicitações de tombamento das principais obras ao Patrimônio Histórico e Artístico, e contribuir para que este cuidado também seja estendido aos conjuntos arquitetônicos onde o vitral está implantado.
OBJETIVO GERAL1. Apresentar a história de um dos mais antigos e tradicionais ateliês de vitral do Brasil - a Casa Conrado, que funcionou em São Paulo de 1889 a 1989. OBJETIVO ESPECÍFICO 2. Documentar, por meio de pesquisa histórica e iconográfica sobre a Casa Conrado, os procedimentos artesanais utilizados na concepção e confecção do vitral e sua transformação ao longo dos anos de funcionamento da Casa, visando a preservação da memória e da tradição dessa atividade artesanal; 3. Relacionar a história das três gerações da família Conrado Sorgenicht , responsável pela criação e condução dos trabalhos da Casa Conrado, com contexto cultural brasileiro, especialmente com a evolução da arquitetura e das artes; 4. Documentar e registrar os procedimentos artesanais de produção do vitral assim como uma seleção dos vitrais mais significativos dentre a extensa produção da Casa Conrado. 5. Oferecer um panorama atual da arquitetura no Brasil contextualizando a Casa Conrado e ressaltando sua influência na Arte de criar o Vitral Brasileiro. 6. Produzir 1000 exemplares do livro.
O vitral é uma atividade essencialmente artesanal que foi se tornando cada vez mais rara, desde que foram escasseando as encomendas, e depois os artesãos especializados e até chegar nos materiais. O objetivo do livro é preservar a memória e a tradição artesanal do Brasil por meio dos vitrais da Casa Conrado, colaborando também para a construção da história do vitral em nosso país ao reunir documentação e registrar as etapas de produção, incluindo os procedimentos de ateliê. O fio condutor e a fundamentação desse trabalho é a dissertação de mestrado em Artes da professora Regina Lara Silveira Mello, tetraneta de Conrado Sorgenicht I. "Casa Conrado: 100 anos do vitral no Brasil" apresenta uma pesquisa exaustiva sobre as atividades da sua família à frente da Casa Conrado, e da própria atividade artesanal de projeto e confecção do vitral. A partir daí desenvolve uma pesquisa profunda sobre o processo de crescimento, desenvolvimento e declínio do ateliê. Ao perpassar a história do tema, por meio de entrevistas e documentos se depara com uma narrativa ímpar de fatos históricos, em especial na cidade de São Paulo, que entrelaçam toda a vida da Casa Conrado. O livro é destinado aos apreciadores, estudiosos e pesquisadores da arte, da arquitetura e das artes aplicadas, apresentando-se como inventário e documento mas sobretudo como um livro de arte, devendo contar com um projeto gráfico e uma produção que valorizem seu especial conteúdo. O projeto agrega cultura e será possível por meio do apoio de patrocinadores que colaborarem, pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), a Lei Rouanet. Para realizar os espetáculos solicitamos o incentivo da Lei 8.313/91, bem como o enquadramento projeto apresentado no artigo 18 desta Lei.
Especificações do livro: Capa dura Formato 214X305 mm fechado Cores: 4 cores Papel: Couché fosco 90g/m Guarda: Color Plus preto 120g/m – 1 cor Acabamento: dobra, refile, laminação fosca, verniz com reserva Sobre a capa: Formato: 800x305 mm aberto – 214x305 fechado Cores: 4 x 0 cor Papel: couché fosco 150g/m Acabamento: dobra, refile, laminação fosca, verniz com reserva Miolo Formato: 420 x 297 mm aberto – 210 x 297 mm fechado Papel: Couché fosco 150g/m Cores: 4 x4 Páginas: 200 Acabamento: dobra, costura, cola e refile + 10 páginas com facas especiais Luva Formato: 830 x 333 mm aberto – 215 x 306 mm fechado Papel: Cartão supremo alta alvura 250g/m Acabamento: dobra, cola, refile e faca especial
Acessibilidade de conteúdo: faremos audiobook do livro. A acessibilidade física: se enquadra para as ações formativas, que contarão com espaços preparados com rampas e banheiros acessíveis.
Cumprindo a legislação será distribuído, gratuitamente, o percentual para Universidades Federais, Bibliotecas Públicas e Casas de Cultura e comercialização de 20% em valor baixo para ser acessível. Os demais exemplares seguirão as regras estabelecidas.
- ALTAMIRA Editorial Ltda - ME (proponete e editora) A ALTAMIRA Editorial é uma editora independente que, desde 2005, publica livros nas áreas de tipografia, design gráfico, comunicação, arte, arquitetura e também projetos especiais, aplicando todo o conhecimento e as técnicas editoriais mais avançadas para que cada uma das obras tenha tratamento diferenciado.A ALTAMIRA Editorial também possui larga experiência prática na edição, desenvolvimento e produção de livros paradidáticos e didáticos tendo atuado no mercado de educação (Editora Moderna) entre 2003–2009, Instituto Unibanco entre 2016–2018, FEA/USP e PGEHA/USP (até o momento). Foi a idealizadora do projeto gráfico e produção dos livros desenvolvidos para o Sistema Mackenzie deEnsino (SME) da coleção Escolher com Sabedoria do Ensino Médio entre 2013–2019. - Regina Lara Silveira Mello (autora) Artista Plástica e Designer, Doutora em Psicologia (PUC-Campinas), tese “ O Processo Criativo em Arte:Percepção de Artistas Visuais” sob a orientação da PhD Solange Wechsler (2008), Mestre em Artes pela (UNICAMP), dissertação Casa Conrado: Cem Anos do Vitral Brasileiro sob a orientação do Prof.Dr.José Roberto Teixeira Leite (1996). Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1980), onde é Professora Pesquisadora Integral, orienta alunos em iniciação científica, PIBIC e TGIs (Trabalhos de Graduação Interdisciplinar -dissertações de conclusão de curso). Mantém ateliê próprio, onde recebe pequenos grupos de alunos para desenvolverem sua criatividade em trabalhos com cerâmica e vidro. Percorreu uma trajetória arraigada no mundo das artes desde muito cedo, ainda criança freqüentou o ateliê do avô Conrado Sorgenicht, criando pequenos vitrais e pintando cerâmicas. Esculturas em terracota, muitos desenhos, também fotografa e amplia suas fotos em laboratório P&B próprio. Cria instalações, ambientações para canto coral e canta profissionalmente no Coral do Estado de São Paulo (1972-81). Ao se tornar designer diversifica sua produção criando cenários e figurinos para teatro e ópera. Monta um circo em cooperativa com mais nove artistas e viaja, por cinco anos (1982-87), apresentando-se na periferia de São Paulo e diversas cidades do Mato Grosso. Trabalha na administração pública na área da cultura e abre uma pequena empresa de produção de eventos culturais(1989-92). Sempre mantendo vínculos com a educação, ensinando, capacitando professores, desenvolvendo projetos de formação artística e cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: arte, design, criatividade, processos criativos, fazer artístico, metodologias da arte e do design. (Texto informado pelo autor)
PROJETO ARQUIVADO.