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Releitura e atualização para o contexto brasileiro, assinada e dirigida por Domingos Nunez, para a montagem original da peça O poço dos santos, do dramaturgo irlandês John Millington Synge. Além do espetáculo a proposta vai realziar debates temáticos com convidados e oferecerá uma atividade formativa.
Inspirado em O poço dos santos, escrita por J. M. Synge em 1904, este projeto prevê a criação de uma dramaturgia original, escrita por Domingos Nunez, a partir da releitura e reescritura desta obra, recontextualizando seus temas e personagens na perspectiva da realidade política, social e cultural do Brasil atual. A opção por este projeto se deve, em primeiro lugar, ao histórico do percurso da Cia Ludens que, ao longo de seus vintes anos de atividades e pesquisas, foi evoluindo no sentido de experimentos formais cada vez mais voltados para trabalhos autorais envolvendo questões de ordem linguística e musical. Do ponto de vista formal, o interesse em particular por esta peça de Synge como texto de base para uma nova dramaturgia se deve ao fato de que nela o elemento musical e poético se apresenta de modo muito evidente e contundente. Pode-se dizer que esta obra está estruturada sobre um conceito de partitura musical e o andamento do enredo se dá nos termos de uma sinfonia. Sob este ângulo interessa neste momento investigar e transformar em linguagem teatral, assim como em canções inéditas (executadas por um “narrador repentista”) a qualidade melódica desta peça. Nela a poesia, ideologias, crenças e mitos provenientes das classes menos favorecidas – que representam a maioria da população brasileira – aparecem em uma mistura inusitada e curiosa de realismo e simbolismo fantásticos, não raro beirando o cômico e o patético, e que serão explorados e desenvolvidos nessa nova versão original. Do ponto de vista do conteúdo os temas a serem abordados, já presentes na obra referencial de Synge, buscarão uma ampliação e aprofundamento dos questionamentos relevantes no mundo contemporâneo. Um mundo modelado pelo excesso de imagens superficiais e comerciais, pautado pela exteriorização e veiculação excessiva e desordenada de toda sorte de representações iconográficas, que fazem com que os indivíduos muitas vezes acabem perdendo seus parâmetros e “fiquem cegos de tanto ver”. Outro tema controverso das sociedades atuais a ser explorado e ampliado nesta nova dramaturgia é o modo como as religiões têm se beneficiado da fragilidade emocional e financeira dos seus seguidores – que vivem em um mundo digitalizado cada vez mais desigual – e, em nome de Deus, estão principalmente interessadas em manipulá-los para que consigam angariar mais renda e poder. Além disso, estará também em discussão o papel crescente das mulheres e o lugar que ocupam na configuração da nova ordem mundial; o machismo que legitimamente perde seu espaço e significado; e o papel e funções do capitalismo desenfreado nas relações interpessoais e de trabalho. A partir disso e considerando o momento presente da pesquisa artística da Cia Ludens, o espetáculo será construído a partir de uma linguagem musical, entendendo com isso a presença de canções em conjunto com as vozes que serão trabalhadas no sentido de que seja possível uma partitura precisa na emissão das réplicas. A intenção é que a conjunção de corpos, vozes e imagens transporte os espectadores para os climas específicos dos três momentos da peça: o primeiro quando os protagonistas estão cegos; depois quando passam a enxergar; e por fim quando voltam a ficar cegos novamente. O cenário, composto de poucos elementos, deverá dar a ideia de uma esquina onde há um estabelecimento que comercializa televisores e outros equipamentos audiovisuais, ao mesmo tempo em que se transforma em uma oficina mecânica, o espaço em que se passa o segundo momento da narrativa. Os figurinos realistas obedecerão ao perfil psicossocial de cada personagem e o elenco não efetuará trocas significativas de roupas, mas apenas fará uso de acessórios entre um momento e outro. A peça é indicada para maiores de 14 anos.
OBJETIVO GERAL: PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS O poço dos santos: Realizar a montagem e temporada de uma releitura da peça O poço dos santos com apresentações na cidade de São Paulo/SP. Em relação ao Artigo 2 do Decreto 10.755 destacamos os incisos: II _ estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; VII _ desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: releitura da peça O poço dos santos: - Realizar a temporada de estreia com 24 apresentações com ingressos a preços populares na cidade de São Paulo/SP, com capacidade para atingir até 7.200 espectadores. - Promover a criação artística teatral; - Incrementar o diálogo com o público, através da realização de um ensaio aberto e de quatro bate papos com elenco, equipe e o público sobre os temas abordados no espetáculo e - Fomentar a formação de plateia e a fruição artística do público. CONTRAPARTIDA SOCIAL _ WORKSHOP FORMATIVO Realização de uma (01) sessão do workshop formativo: Teatro Irlandês e deficiência física e suas conexões com o Brasil contemporâneo. O workshop contará com leituras de cenas ilustrativas, acessibilidades em Libras e áudio descrição. Capacidade: 100 pessoas.
O projeto se enquadra no Art. 1º da Lei 8313/91: I _ Contribuir para facilitar a todos os meios para livre acesso às fontes da Cultura e pleno exercício dos direitos culturais. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Artigo 3º da Lei 8313/91): II _ Fomento à produção Cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de artes e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.
Este projeto foi pensado também para comemorar os vinte anos de atividades da Cia Ludens, fundada em 2003, mas cuja primeira produção teve sua estreia somente em 2004. O workshop proposto como contrapartida social aborda a deficiência física no teatro irlandês moderno e contemporâneo, um dos temas recorrentes na dramaturgia daquele país e o foco central da peça de J. M. Synge O poço dos santos, a ser rediscutido e reavaliado no contexto nacional. Este workshop consiste na ampliação de um Ciclo de leituras realizado recentemente no Teatro Escola Célia Helena, em São Paulo, que discutiu as diversas representações da deficiência física no teatro irlandês moderno e contemporâneo e suas conexões com o contexto sócio-político e artístico do Brasil atual. Os cinco textos apresentados durante o Ciclo estarão disponíveis através da publicacção em cinco volumes pela editora Iluminuras. Alguns dos títulos já se encontram publicados e outros estão no prelo.
DO PRODUTO PRINCIPAL: Espetáculo de artes cênicas, a recriação dramatúrgica de O poço dos santos, terá 100 minutos de duração. Esta proposta vai desenvolver e produzir um texto teatral original, que receberá outro título, a partir da releitura e atualização para o contexto brasileiro dos temas presentes em O poço dos santos, uma das peças mais significativas do dramaturgo irlandês John Millington Synge, escrita entre 1904 e 1905. J. M. Synge foi um dos principais dramaturgos do chamado Renascimento Irlandês, um período em que o teatro, com a fundação do Abbey Theatre em 1904, em Dublin, se voltou para temáticas e ambientações nacionalistas. Nascido no condado de Dublin, Synge fez várias viagens às ilhas Aran, no remoto oeste da Irlanda, onde coletou material primário para suas peças, nas quais forjou seu característico dialeto hiberno-inglês. Sua morte prematura impediu uma carreira longa, mas as sete peças que escreveu, entre outros trabalhos, são consideradas de extrema relevância no repertório do teatro irlandês e da literatura nacional. Em O poço dos santos o dramaturgo faz um estudo tragicômico do conflito entre ilusão e realidade. A peça mostra um casal de idosos cegos cuja cegueira é temporariamente curada por um “santo”. Forçados neste espaço de tempo a buscar a sobrevivência em um mundo capitalista, desiludidos com o que veem e com o apelo exacerbado de tantas imagens, o casal, tendo a chance de voltar a enxergar de forma definitiva, prefere permanecer cego. Temporada popular com 24 apresentações. DAS CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Como ação de contrapartida social, conforme Artigo 22, serão realizadas 03 (três) sessões do workshop: Teatro Irlandês e deficiência física e suas conexões com o Brasil contemporâneo. Estas ações de contrapartida social, não devem se confundir com aquelas propostas para a ampliação de acesso, prevista na alínea “a” inciso I do Artigo 20, bem como, o inciso “V” do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania. Conforme Artigo 22 – Como Ação de Formação Cultural será ministrada gratuitamente 01 sessão do workshop Teatro Irlandês e deficiência física e suas conexões com o Brasil contemporâneo, totalizando 100 vagas presencias, sendo 50% delas destinadas aos professores, alunos do ensino médio da rede pública, portadores de deficiências e alunos de Educação de Jovens e Adultos de Ensino Superior da cidade de São Paulo.
Conforme Art. 18 o projeto adotará as medidas de Acessibilidade compatíveis com as características do objeto, sempre que tecnicamente possível, conforme a Lei nº 13.146/2015 e Decreto 9.404 de 2018. Produto: Espetáculo de Artes Cênicas – Apresentações da peça ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA: O espetáculo será realizado em teatros que atendam as medidas necessárias para acessibilidade física, como rampas de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes, assentos para obesos e locais para cadeirantes na plateia e equipamentos culturais com elevadores ou rampas. Item orçamentário: locação de sala de espetáculo. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO PARA DEFICIENTES: Deficientes visuais: projeto em áudio descrição a ser realizado por empresa e/ou profissionais capacitados. Engloba o desenvolvimento e a gravação da audiodescrição e equipamentos. Item orçamentário: audiodescrição. Deficientes auditivos: contratação de Intérprete de libras. Item orçamentário: Intérprete de Libras. Deficientes intelectuais: Contratação de psicólogo para treinar a equipe do espetáculo e a produção para acolher pessoas com deficiência intelectual, como espectro do autismo entre outros. Item orçamentário: psicólogo.
Art. 20. A proposta cultural deverá conter um Plano de Distribuição detalhado, visando assegurar a ampliação do acesso aos produtos, bens e serviços culturais produzidos, contendo: PRODUTO CULTURAL ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS – Releitura de O poço dos santos: Para a democratização do acesso, serão praticados preços populares para venda de ingressos, sendo R$ 60,00 a inteira e R$ 30,00 a meia entrada. Deste modo, o projeto adotará em atendimento ao Art. 56 da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 20 DE MARÇO DE 2017, as seguintes medidas de democratização: - Respeitará as cotas de distribuição gratuita, sendo ela: de até 10% para público do patrocinador (funcionários e parceiros a critério do patrocinador); mínimo de 20% para os beneficiários público e social através de projeto de formação de plateia (estudantes, professores, população de baixa renda, beneficiários de ONGs ou projetos sociais, entre outros) e até 10% para divulgação (ingressos distribuídos em sorteios, promoções, imprensa, jurados de prêmios de teatro, críticos, entre outros convidados da produção, do elenco e da equipe), de acordo com o Inciso II – doar, além do previsto na alínea “a” do inciso I do artigo 53, no mínimo 20% (vinte porcento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, estudantes e professores de gestão cultural e arte das universidades públicas e privadas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; VI – permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão. A cota de divulgação será utilizada para promoções com jornais, sites, rádios e canais de televisão que possam divulgar o espetáculo através dos seus meios de comunicação. Como forma de distribuição gratuita de ingressos adotaremos o critério de: I - doação dos ingressos ou produtos para instituições ou associações que tenham por finalidade atender camadas menos assistidas da população e com menor poder aquisitivo. Produto Formação de Plateia: 20% do total dos ingressos da temporada para formação de plateia destinada para público social.
FICHA TÉCNICA PRINCIPAL Dramaturgia e Direção Artística: Domingos Nunez Direção de Produção: André Roman Produção Executiva: Henrique Pina Almeida da Silva Elenco: Chris Couto, Norival Rizzo, Hélio Cícero, Fernanda Viacava, César Mello e Nathalie Campos. Músico: Romulo Scarinni Coordenação Geral e Coordenação Administrativo-financeira: Domingos Nunez Captação de Recursos: Raquel Campos e Carlos Lessa Cenografia: Luiza Curvo Figurinos: Chico Cardoso Iluminação: Gabriele Souza Palestrante do Workshop: Beatriz Kopschitz Bastos O proponente irá executar através de seu sócio dirigente as funções de Dramaturgo, Diretor Artístico, Coordenador Geral e Coordenador Administrativo-Financeiro, dentro das quais os valores recebidos, a título de remuneração pelos serviços prestados, não ultrapassarão 50% (cinquenta por cento) do valor homologado para a execução do projeto.
PROJETO ARQUIVADO.