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PRONAC 234906Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Padaria Espiritual em Quadrinhos

CHARLES RIBEIRO PINHEIRO
Solicitado
R$ 107,0 mil
Aprovado
R$ 107,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Literário
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
CE
Município
Fortaleza
Início
2023-12-01
Término
2026-10-25
Locais de realização (1)
Fortaleza Ceará

Resumo

O projeto pretende desenvolver, publicar e distribuir um livro em quadrinhos intitulado "Padaria Espiritual em Quadrinhos" para valorizar a história cultural do Ceará.

Sinopse

No início da década de 1890, existiu uma padaria em Fortaleza, surgida no Café Java, no Centro de Fortaleza, que produzia um Pão diferenciado, um jornal que alimentava quem tinha fome de saber, de arte e de cultura. A Padaria Espiritual foi formada por uma geração de jovens poetas e artistas que lutaram para sociabilizar e divulgar a arte e a literatura em Fortaleza, do século XIX. Era uma terra de muita desigualdade sociai, em que poucos tinham acesso à leitura e à literatura, portanto, poucas pessoas sabiam ler, e a classe burguesa demonstrava desdém pelas artes. Como o intuito de seus idealizadores era despertar, na sociedade, o gosto pela arte, o movimento se propunha a produzir algo original, que repercutisse no gosto cultural do povo. A Padaria não foi um grêmio exclusivamente de letras, mas das artes em geral, pois contou com ficcionistas, poetas, pintores, desenhistas e músicos. Diferente das outras agremiações literárias sérias que existiam em Fortaleza, a Padaria era caracterizada pelo seu humor e pela irreverência. O riso era um mecanismo para escandalizar a sociedade cearense, constituída por poucos leitores, e tirá-la do marasmo cultural. Eles escreviam no jornal “O Pão” textos engraçados, crônicas ácidas, enigmas, paródias, poemas que tratavam do cotidiano da capital. Havia muita festa nos saraus promovidos por eles, soltavam balões com frases e poemas, andavam com um enorme pão pela cidade, agitavam os bondes. A história da Padaria Espiritual será contada pela perspectiva do afrodescendente Francisco da Luz. Nascido em 1881, na cidade de Acarape (atual Redenção), onde seus pais atuaram ativamente na campanha abolicionista cearense, tem 11 anos durante a inauguração da Padaria Espiritual. Era esforçado e curioso vendedor de jornais na Praça do Ferreira e logo cativou a amizade do poeta Antônio Sales. A história da Padaria Espiritual será mostrada em paralelo à vida de Francisco. Inspirado no abolicionista Luís Gama e, com apoio de Antonio Sales, forma-se em Direito, tornar-se jornalista no Ceará e depois, no Rio de Janeiro. Ele é o cronista que transporta o leitor até a Fortaleza antiga do fim do século XIX, espaço da vida artística e boêmia, mas também da luta pela publicação de livros e da divulgação da literatura numa terra de poucos leitores, tipografias e livrarias.

Objetivos

[OBJETIVO GERAL]: O projeto pretende desenvolver, publicar e distribuir um livro em quadrinhos intitulado "Padaria Espiritual em Quadrinhos" para valorizar a história cultural do Ceará. OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Publicar 2000 exemplares do livro Padaria 'Espiritual em Quadrinhos', b) Distribuir gratuitamente 600 exemplares do livro "Padaria Espiritual em Quadrinhos" e 400 exemplares com preço popular; c) Divulgar a História da Padaria Espiritual e da Literatura cearense para diversos públicos; d) Como contrapartida social, efetuar 10 palestras em colégios públicos e equipamentos culturais cearenses; e) Contar a história da cidade de Fortaleza de forma gráfica, criativa e inédita, privilegiando os espaços urbanos do século XIX; f) Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais, enfatizando o objeto livro.

Justificativa

O estado do Ceará, apesar das dificuldades econômicas e das desigualdades sociais, em sua história, é repleto de fatos literários, culturais e políticos singulares: pioneiro na divulgação filosófica, nos movimentos políticos e nas manifestações estéticas; lar de clubes e de agremiações literárias, de boêmios e brincalhões; de poetas e ficcionistas que cantaram a serra, o mar e o sertão. O Ceará foi berço do romancista mais representativo do romantismo brasileiro, José de Alencar (1829-1877). Desde o início da década de 1870, colocamo-nos como um dos estados pioneiros na divulgação da filosofia positivista no Brasil, por meio da Academia Francesa (1873-1875). Também fomos pioneiros na campanha abolicionista, a primeira província brasileira a libertar os escravos entre 1883-1884. A última década de 1890 foi muito rica literariamente, na qual dos cafés da Praça do Ferreira, surge A Padaria Espiritual (1892-1898), agremiação de literatura e arte, a mais original e irreverente que tivemos. Em 1894, foi criada a Academia Cearense, dois anos antes da Academia Brasileira de Letras. Em contraponto a essas atividades literárias, entre 1887 a 1900, Fortaleza possuía 40.000 habitantes, sendo mais da metade analfabetos. Portanto, uma terra com pouquíssimos leitores e nenhum investimento na publicação de livros. E nesse contexto, como ocorreu o surgimento da Padaria Espiritual? Ela foi o mais original movimento literário que agitou culturalmente Fortaleza, na passagem do século XIX para o XX. Surgiu nas cadeiras do Café Java, quiosque estilo Art Nouveau que ficava na Praça do Ferreira (centro da cidade), onde concentrava jovens boêmios, artistas e literatos, que debatiam as novidades literárias da época. Desde o final da década de 1860, a capital cearense estava crescendo materialmente, devido à grande exportação de algodão para a Inglaterra. Com o desejo de se modernizar, houve uma intensa e difícil procura por livros, que eram comprados, emprestados, lidos e discutidos nas ruas, praças, cafés, livrarias, gabinetes de leituras, clubes e agremiações literárias. No Café Java, no final de maio de 1892, a Padaria Espiritual foi formada pelo gracejo do poeta Antônio Sales, instigado pelos seus amigos Lopes Filho, Ulisses Bezerra, Sabino Batista, Álvaro Martins, Temístocles Machado e Tibúrcio de Freitas. Os escritores queriam criar um grêmio literário para despertar o gosto pelas letras na cidade, mas Antônio Sales não queria criar uma instituição séria e formal, como tantas outras que existiam. Ele concordaria em organizar o grupo "só se fosse uma cousa nova, original e mesmo um tanto escandalosa, que sacudisse o nosso meio e tivesse uma repercussão lá fora". O Programa de Instalação, redigido por Antônio Sales foi lido na primeira reunião oficial da agremiação e destacava várias missões para criar e estimular a literatura em nosso estado, tais como fornecer o pão de espírito (os livros) às pessoas. O grêmio foi formado por 20 sócios (padeiros), que adoraram nomes de guerra e as reuniões eram chamadas de ‘fornadas’, em que os padeiros se juntavam para discutir literatura, para divulgar suas produções artísticas e literárias e para contar piadas. Eles publicaram um jornal intitulado "O pão", que contou com 36 números, editados entre 1892 a 1896. Neste contexto, a originalidade da "Padaria Espiritual" residiu na sua missão de "dar pão de espírito aos seus membros as pessoas em geral", ou seja, lutar para fornecer o alimento cultural às pessoas. Essa missão renovadora e irreverente a torna uma das mais singulares agremiações culturais, tanto do Ceará, quanto do Brasil. A Padaria Espiritual foi um marco importante na história cultural do Ceará, pois representou um movimento de intensa produção literária, de recepção e divulgação de ideias e estéticas, ao construir expressões artísticas que auxiliaram na construção de uma identidade cearense Apesar dessa riqueza cultural, por conta de complexas circunstâncias históricas e sociais, além da Padaria Espiritual, a história dos escritores e movimentos literários do Ceará não é conhecia e divulgada entre os próprios cearenses. Nesse esforço, houve e há manifestações e tentativas de conscientizar as pessoas acerca da importância cultural da literatura cearense. Na gestão do governador do Ceará e acadêmico Lúcio Alcântara, por meio da lei Nº 13.411, de 15 de dezembro de 2003, houve a instituição do "Dia da Literatura Cearense", a ser comemorado no dia 17 de novembro, em homenagem ao nascimento da escritora Rachel de Queiroz. Em 2015, por iniciativa do deputado estadual Wellington Landim, foi promulgada a Lei Estadual Nº 15.895, que descreve que a Disciplina "Conhecimento e Estudo dos Autores Cearenses" seja incluída na grade curricular das escolas públicas mantidas pelo Governo do Estado do Ceará, visando o objetivo o ensino da Literatura cearense. Além do projeto dialogar com as políticas públicas de difusão da literatura cearense, também está de acordo com a Lei Nº8.313, de 23/12/1991, o Artigos 1º, os respectivos parágrafos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; e o Artigo 3º, os parágrafo "II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes". O Projeto também está de acordo com as novas políticas culturais brasileiras, tal qual o Decreto Nº 11.453, de 23/03/2023. De acordo com o artigo 3 do referido decreto, o projeto pretende: "I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e a sua difusão em escala nacional; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais, nos diversos segmentos culturais". O objetivo deste projeto é finalizar a pesquisa e construir um livro em quadrinhos que privilegie as representações visuais de Fortaleza, salientando os seus antigos espaços urbanos e logradouros, que gravitavam em torno do centro da cidade, e as figuras históricas que compuseram o nosso rico contexto literário no fim do século XIX. O livro em quadrinhos sobre a Padaria Espiritual, além de criativo produto cultural, pode servir de futuro material didático para divulgação da história literária cearense. A Padaria Espiritual foi um importante movimento artístico que precisa ser mais divulgado e conhecido. O futuro livro em quadrinhos sobre a agremiação propicia a democratização da história literária e cultural do Ceará para um público mais amplo, desde adolescentes, jovens e adultos.

Especificação técnica

O livro em quadrinhos terá 100 páginas, visto que 90 páginas com ilustrações e o restante, misto entre textos e artes. O projeto gráfico inicial será com a capa com papel cartão 300g colorida/ Lombada quadrada com orelha e o miolo colorido. O livro terá as dimensões 29 x 21cm, e a tiragem será de 2000 exemplares. Isso dependerá da disponibilidade das gráficas e valores do papel no momento da impressão.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: livro em quadrinho focado em arte visual acessível para portadores de deficiência auditiva. Vídeo animado com o resumo da história com legendas, locução, tradução em Libras e audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Vídeo animado com o resumo do livro com locução e audiodescrição. Website com letra grande e alto contraste e com uma versão resumida e audiodescritiva da história, com link de acesso por meio de código QR no final do livro. ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: lançamento do livro em espaços culturais públicos com acessibilidade arquitetônica como a Biblioteca Pública do Ceará, Centro Dragão do Mar e Estação das Artes que possuem placas de sinalização em braile, rampas, piso tátil, corrimão, banheiros adaptados.

Democratização do acesso

Lançamento do livro em espaços culturais públicos com acessibilidade arquitetônica como a Biblioteca Pública do Ceará, Centro Dragão do Mar e Estação das Artes que possuem placas de sinalização em braile, rampas, piso tátil, corrimão, banheiros adaptados. Doar exemplares do livro para Bibliotecas públicas, centros culturais, bibliotecas comunitárias, proporcionando o acesso livre ao conteúdo do livro para os moradores da cidade. Segundo a Instrução Normativa do Ministério da Cultura Nº 1 de 10/04/2023, como medida de democratização de acesso, o projeto executará, de acordo com o ARTIGO 27, incisos: II - Mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; IV - Mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. E ARTIGO 28, incisos: I - Doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com Caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); IV - Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; VI - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.

Ficha técnica

O proponente Charles Ribeiro Pinheiro, professor, Doutor em Letras e roteirista, terá, na 1ª Fase Pré-Produção, as funções de pesquisa e escrita do roteiro da história. Na 2ª Fase de Produção, Coordenação dos trabalhos junto aos ilustradores e demais profissionais do projeto, articulação com a divulgação e impressão e divulgação do livro; e administração financeira e produção executiva. Minicurrículo: Charles Ribeiro Pinheiro é Mestre e Doutor em Letras (2019), pela Universidade Federal do Ceará. Além de Professor de literatura, graduado em Letras pela UFC (2008), é roteirista de quadrinhos e autor de livros didáticos de literatura. Vencedor do XII Edital Ceará de Incentivo às Artes (2022), da SECULTCE, com o livro ‘Rodolfo Teófilo Romancista’. LUÍS XIII, quadrinista cearense que atua no mercado internacional, terá a função de ilustrador, arte-finalista, colorista na 2ª fase de produção do livro em quadrinhos. TALLES RODRIGUES, designer e jornalista, terá a função de ilustrador, arte-final, colorização, letreiramento na 2ª fase de produção do livro em quadrinhos MINICURRÍCULO: graduado em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará, é ilustrador, quadrinista e designer gráfico. Vencedor do troféu HQ Mix de 2021 com o quadrinho Mayara Annabelle: hora extra.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.