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PRONAC 234925Apresentou prestação de contasMecenato

Mostra Cearense de Cinema de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade.

Lucas Freitas Peixoto Paz
Solicitado
R$ 194,7 mil
Aprovado
R$ 194,7 mil
Captado
R$ 130,0 mil
Outras fontes
R$ 4,8 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

66.8%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acerv e conteúdo AV diver meios/suporte
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Inclusão da pessoa com deficiência, participação ativa e acessibilidade plena
Ano
23

Localização e período

UF principal
CE
Município
Fortaleza
Início
2024-01-08
Término

Resumo

Realizar Festival anual I Mostra Cearense de Cinema de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade (I CINEDEIA), duração de 15 dias, itinerância em Fortaleza, Limoeiro do Norte e Icó, em salas com projeção, com 2 oficinas profissionalizantes em audiovisual acessível e um debate com transmissão ao vivo; audiovisual cearense de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade, gratuito, classificação livre para público estimado de 3000 pessoas.

Sinopse

Classificação indicativa livre. Público esperado de 10-80 anos de idade.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Aproximar por meio do audiovisual a sociedade civil do diálogo com sua cultura local a partir do olhar e experiência de grupos historicamente postos às margens políticas, sociais e culturais, a saber comunidades periféricas, quilombolas, negros, indígenas, pessoas com deficiências físicas ou cognitivas, idosos, mulheres, LGBTQIAPN+ e de variadas crenças religiosas, pelo princípio da equidade, diversidade, inclusão e acessibilidade, através de exibições, oficinas formativas e debate. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Produzir e oferecer programação gratuita descentralizada, democratizando o acesso à cultura local audiovisual com itinerância no interior e na capital do Estado, atraindo aproximadamente 3000 pessoas em 15 dias de evento. (2910 ingressos à população, 45 ingressos aos patrocinadores, 45 ingressos aos canais de divulgação). - Exibição pública e gratuita de no mínimo 5 longas-metragens de até 120 min. cada, e 10 curta metragens de até 30 min. cada, curados através de convocatória pública e seleção de obras. - Promover formação gratuita em áreas profissionalizantes concernentes a acessibilidade, diversidade, equidade e inclusão através de 2 oficinas e 1 debate, com público estimado em 400 pessoas no total, a saber: * 1 Oficina pública, gratuita e acessível de atuação em libras. Carga horária: 4h. Público-alvo: atores e comunidade de surdos, população em geral - 50 vagas. 60% das vagas prioritariamente destinadas a comunidade de surdos. (40 ingressos à população, 5 ingressos aos patrocinadores, 5 ingressos aos canais de divulgação). * 1 Oficina pública, gratuita e acessível de roteiro de audiodescrição. Carga horária: 4h. Público-alvo: roteiristas, dubladores, comunidade de cegos, população em geral - 50 vagas. 60% das vagas prioritariamente destinadas a comunidade de surdos. (40 ingressos à população, 5 ingressos aos patrocinadores, 5 ingressos aos canais de divulgação). * 1 Debate público, gratuito e acessível: "Periferia e Gênero: expressões culturais e mercado". Carga horária: 3h. Público-alvo: População em geral. 100-300 vagas presenciais e veiculação ao vivo nas redes sociais. (270 ingressos à população, 15 ingressos aos patrocinadores, 15 ingressos aos canais de divulgação). - Contratação de equipe técnica principal de 8 profissionais alinhada com os quatro pilares fundadores do projeto: diversidade, equidade, acessibilidade e inclusão. *Locais de Realização: -15 exibições e uma oficina no Teatro da Ribeira dos Icós/ R. 07 de Setembro, 207-219 - Tamarinas, Icó - CE, 63430-000, Brasil -15 exibições e uma oficina na Academia Limoeirense de Letras/ R. Cônego Bessa, 2361 - Centro, Limoeiro do Norte - CE, 62930-000, Brasil -15 exibições e uma mesa-redonda no Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza/ R. Conde d'Eu, 560 - Centro, Fortaleza - CE, 60055-070, Brasil

Justificativa

O projeto justifica-se para financiamento através do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais por sua natureza essencialmente inclusiva com foco prioritário em grupos de audiência e de realizadores no audiovisual que ainda representam baixa porcentagem de acesso e de força profissional empregada nesta indústria, a saber: periféricos, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+, idosos, mulheres e pessoas de variadas crenças religiosas. Em sua primeira edição o recorte será de realizadores cearenses, valorizando a cultura local. Dessa forma, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; De acordo com o Art. 3º da referida norma alcançaremos os seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; c) fornecimento de recursos para o FNC e para fundações culturais com fins específicos ou para museus, bibliotecas, arquivos ou outras entidades de caráter cultural; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens; b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999) A proposta se enquadra no Artigo 18 da Lei n.º 8.313/21 Art. 18. Com o objetivo de incentivar as atividades culturais, a União facultará às pessoas físicas ou jurídicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda, a título de doações ou patrocínios, tanto no apoio direto a projetos culturais apresentados por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de natureza cultural, como através de contribuições ao FNC, nos termos do art. 5o, inciso II, desta Lei, desde que os projetos atendam aos critérios estabelecidos no art. 1o desta Lei. A indústria audiovisual é responsável por 0,46% do PIB brasileiro. Em números, isso equivale a 25 bilhões de reais anualmente. Segundo Débora Ivanov (presidente da Ancine), isso é mais do que a indústria farmacêutica gera. Estima-se que o número de profissionais nessa área já esteja na casa dos 330 mil em todo o território brasileiro. Hoje no Brasil, 51% da população é composta por mulheres. Dos quase 213 milhões de brasileiros, 42,7% se declararam como brancos, 46,8% como pardos, 9,4% como pretos e 1,1% como amarelos ou indígenas. 24% da população possui algum tipo de deficiência e mais de 20 milhões de pessoas no país fazem parte da comunidade LGBTQIA+. Os grupos considerados minorias, juntos são a maioria no Brasil e ainda assim representam uma parcela pequena dos profissionais atuantes no audiovisual e na economia criativa, como veremos a seguir. A I CINEDEIA estimula através da exibição e da formação audiovisual a gerar debate, gerar conteúdo, formar novos profissionais diversos e ser agente transformador destes números. Diretores que tiveram filmes de longa-metragem produzidos entre 1995 e 2016: 21,3% mulheres 78,7% homens 90,7% homens brancos 6,6% pardos 1,6% pretos 0,7% amarelos 0,4% indígenas. Pelas estatísticas em https://www.gov.br/ancine/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/apresentacoes/MARCachoeira_LUANARUFINO.pdf podemos afirmar que o audiovisual no Brasil não representa a diversidade da população brasileira. Em se tratando de formação no setor audiovisual, uma vertente importante de nossa Mostra, os números são bem desproporcionais: https://www.cena.ufscar.br/wp-content/uploads/2021/08/E-BOOK-Mapeamento-de-Diversidade-2021.pdf Os números no audiovisual não deixam dúvidas sobre a desigualdade e fornecem subsídios para ações efetivas no combate a este problema que afeta toda a cadeia audiovisual. A I CINEDEIA não só nos enche de orgulho com a possibilidade de passar a ser estudo de caso no Brasil inteiro, como nos dá a certeza de nossa poderosa e relevante missão enquanto criadores e gestores culturais LGBTQIAPN+, nordestinos, trans, com deficiência, pretos, do interior, que somos enquanto corpo técnico deste projeto, de que aprenderemos através do audiovisual muito mais sobre nós mesmos e os outros no que concerne a identidade, memória, ancestralidade, novas perspectivas de vivenciar o mundo e se perceber representado na sociedade, enriquecendo nossas experiências culturais e civis num Ceará e num mundo mais igualitário.

Estratégia de execução

Segundo o dicionário, o conceito de cultura configura um “conjunto de conhecimentos, costumes, crenças, padrões de comportamento, adquiridos e transmitidos socialmente, que caracterizam um grupo social”. Na I CINEDEIA: Mostra Cearense de Cinema de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade, esse significado ganha um novo simbolismo e se torna uma grande celebração à diversidade, equidade, acessibilidade e inclusão na cultura local cearense. O evento descentraliza e democratiza o acesso à cultura, e forma em áreas profissionais ainda pouco desenvolvidas no mercado audiovisual brasileiro, contando como protagonistas obras, artistas e agentes culturais cearenses de grupos historicamente silenciados na cultura e na arte. Com a I CINEDEIA o(s) patrocinador(es) e o Estado têm a oportunidade de se tornar promotores de um evento sociocultural decolonial e de natureza revolucionária, pioneira e essencial no Ceará e no Brasil, pois agregamos num só evento produções audiovisuais, oficinas e painéis que englobam todos esses grupos oprimidos historicamente para que se coloquem com seus temas e narrativas regionais e ancestrais. Mas não basta abrir portas, é preciso dar continuidade a iniciativas de alcance que promovam enriquecimento sociocultural da população através da cidadania, da ética, da sustentabilidade, da inclusão, da acessibilidade, do respeito à diversidade de ideias, opções e diferenças de toda a sociedade, e que ainda são deveras escassas no país e no Nordeste como um todo. Apesar de algumas iniciativas na federação que trabalham aspectos isolados de diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade, separadamente em eventos pontuais, como por exemplo, seminários de acessibilidade, festivais de música periférica, festivais de cinema LGBTQIA+, espetáculos com libras, vemos que essa preocupação de uma programação cultural diversa, inclusiva, acessível, que fomente a igualdade de maneira vasta e continuada no calendário anual, com aplicação desses agentes sociais como cidadãos no mercado de trabalho ou no cotidiano, ainda é muito insuficiente para a demanda dessa parcela da população. Estas pessoas necessitam de políticas públicas fortes e frequentes o bastante que garantam o direito à cultura, à cidadania e ao espaço de trabalho necessários. A reparação histórica urge e nossa iniciativa com a I CINEDEIA nasce dessa urgência de agirmos por nós e para nós mesmos para que sejamos vistos, ouvidos e tocarmos toda a outra parcela da população dotada de plenos sentidos e privilégios. Em adição a alguns dados já apresentados na seção "Justificativas" deste formulário, pesquisas realizadas pela Ancine sob a perspectiva da diversidade de raça e gênero visibilizam uma sub-representação de grupos precarizados. Mulheres, indígenas e negros são minoritaria das obras audiovisuais brasileiras produzidas https://www.ancine.gov.br/pt-br/sala-imprensa/noticias/ancine-apresenta-estudo-sobre-diversidade-de-g-nero-e-ra-no-mercado . No ano de 2016, o FSA investiu R$ 623 milhões, é o principal investidor audiovisual. Mas isso não foi capaz de garantir diversidade relacionada à raça e gênero. http://www.xvenecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-484/111672.pdf MAPEAMENTO DE DIVERSIDADES NOS CURSOS DE CINEMA E AUDIOVISUAL NO BRASIL https://www.cena.ufscar.br/wp-content/uploads/2021/08/E-BOOK-Mapeamento-de-Diversidade-2021.pdf Cursos por região do País: Sudeste 50% Sul 18,5% Nordeste 16,7% Centro Oeste 13% Norte 1,9% Tipos de Instituição: públicas 48,8% particulares 43,9% outras 7,3% Corpo Docente: 57,8% homens cisgênero 40,3% mulheres cisgênero, 0,8% não binários, 0,1% mulheres transgênero Os homens cisgênero representam não só a maioria dos docentes, como mais do que a soma de todas as outras categorias. Cor/Raça 8,6% negros 0,1% indígenasHá imensa desigualdade étnico-racial no corpo docente audiovisual no país. Do total de docentes dos cursos respondentes havia uma pessoa portadora de deficiência, o que representa 0,1%. De acordo com o Censo 2010, mais de 12,5 milhões de brasileiros (cerca de 6,7% da população) declararam ter grande ou total dificuldade (ou seja, PCD) em pelo menos uma das habilidades: enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus, ou possuir deficiência mental/intelectual.Também entre o corpo técnico os homens cisgênero representam a ampla maioria. Pertença racial do corpo técnico: 16,8% negros 0,5% como indígenasOs resultados de todos os estudos sobre diversidade no mercado de trabalho e/ou na educação reforçam que quanto maior os anos de estudo dos níveis educacionais ou dos cargos de trabalho, maiores as desigualdades entre brancos e negros. Há três pessoas portadoras de deficiência entre os 422 profissionais componentes dos corpos técnicos dos cursos respondentes, que representam 0,7% do total de pessoas. Dos principais desafios enfrentados por esses grupos, o estudo do Google Cloud e Kantar trouxe alguns bem marcantes: *As mulheres possuem uma representatividade muito baixa, em especial ocupando espaços na liderança. Elas sentem que seus conhecimentos e capacidades são colocados à prova em toda a sua jornada profissional. *Gays, lésbicas e queers sofrem com estigmas relacionados a fragilidade e incapacidade. Além disso, pessoas trans possuem grandes barreiras no acesso à formação adequada. (https://blog.convenia.com.br/transexuais-no-mercado-de-trabalho/) *Ainda existe muita resistência para programas e ações afirmativas de contratação de pessoas pretas. Exclusões históricas também influenciam na formação adequada desse grupo. Mesmo o audiovisual possibilitando grande acesso ao trabalho, pela alta demanda de produção nacional especialmente com a chegada de plataformas de streaming, e condições que favorecem o trabalho remoto, muitas PCDs ainda são contratadas em funções sem perspectivas de crescimento profissional. Ainda há muito o que melhorar no setor. A diversidade contribui não somente para o crescimento dos profissionais que são incluídos, e na ocupação de espaços que já são deles por direito, mas para todos os envolvidos, pois a exposição a diferentes pares cria condições para um ambiente muito mais criativo e colaborativo. Promover diversidade, equidade e inclusão é uma necessidade do mercado e do desenvolvimento enquanto sociedade. Priorizar esses valores nas empresas e nos espaços sociais não é mais uma alternativa e sim uma necessidade de um mercado que é cada vez mais global, sem fronteiras e multicultural. https://www.handtalk.me/br/blog/diversidade-nas-empresas/ Valorizar a produção de cultura local é de grande importância para a I CINEDEIA, construindo um setor audiovisual diverso, igualitário, inclusivo e acessível cearense. Nos aliamos e alinhamos ao(s) patrocinador(es) e ao Estado, ao reconhecermos o papel destacado da cultura no fortalecimento da coesão social, na geração de renda, no aumento do capital social e humano da Região Nordeste, o que traz crescimento regional, aquisição de habilidades e afirmação da imagem de uma identidade nordestina que se reconhece universal. Adicionamos a isso a responsabilidade social necessária da Cultura, do(s) patrocinador(es), do Estado, de nosso projeto, de agirmos e sermos inclusivos, diversos, acessíveis e igualitários de modo a refletir de fato nosso povo e possibilitar seu desenvolvimento pleno. Outras Contrapartidas: Direito a: Exibição de filme institucional, publicitário, sobre políticas públicas, ou de utilidade pública, de interesse do(s) patrocinador(es) e/ou do Governo Federal; divulgar o patrocínio e utilizar imagens e produtos do projeto patrocinado em suas ações e peças de comunicação institucional, na Internet e em redes sociais, sem ônus adicionais; mailing dos participantes, desde que autorizados por estes, na forma da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709, de 14/08/2018); distribuir material institucional durante o evento; convites do evento; Menção do nome do(s) Patrocinador(es) e do Governo Federal em agradecimento pelo patrocínio.

Especificação técnica

Produtos: Serão curadas e exibidas 15 obras audiovisuais, das quais 5 longas-metragens e 10 curtas-metragens. Duração: Longas-metragens: 45 min a 120 min. Curtas-metragens: 3 a 30 min. Formato: Digital Arquivo de vídeo: HD, 2K; com codecs h.264 ou Pro Res; MP4 ou mov. Arquivo de áudio: aac, Stereo ou 5.1 Espaços: Salas equipadas com sistema de projeção audiovisual, assentos e circulação acessíveis. Comunicação: Programas, Folders, Convites, Banners, Texto curatorial impresso em Braile. Spots em rádio, web e vídeos acessíveis de 15 segundos. Oficinas práticas presenciais: -Oficina de atuação em libras ministrada por Islândia Castro Carga horária: 4h. Público-alvo a partir de 16 anos: atores e comunidade de surdos, população em geral. 50 vagas, a depender da estrutura física do local. -Oficina de roteiro de audiodescrição ministrada por profissional a determinar. Carga horária: 4h. Público-alvo a partir de 16 anos: roteiristas, dubladores, comunidade de cegos, população em geral. 50 vagas, a depender da estrutura física do local. Palestra/Debate presencial e com transmissão ao vivo virtual: -Debate: "Periferia e Gênero: expressões culturais e mercado" mediado por Isadora Ravena. Carga horária: 3h. Público-alvo a partir de 16 anos: População em geral. 100-300 vagas presenciais e transmissão ao vivo nas redes sociais.

Acessibilidade

O proponente compromete-se a aplicar medidas de acesso para pessoas com deficiência aos produtos da proposta conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência e suas regulamentações, a Norma NBR-ABNT-9050 e suas atualizações, e a IN 01/23, artigos 25 e/ou 26. Acessibilidade de Conteúdo Tradutor de LIBRAS ou implementação de legenda descritiva em vídeos e VTs exibidos no evento. 15 obras audiovisuais com acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva / motora / visual. Banner curatorial do evento em Braille. Formação acessível em audiovisual: Oficina de Atuação em Libras - 60% das vagas para pessoas surdas ou ensurdecidas. Oficina de Roteiro de Audiodescrição - 60% das vagas para pessoas cegas ou com deficências visuais. Acessibilidade Física Realização do evento em espaço(s) com requisitos de acessibilidade. Existência de rampas/corrimões/guias táteis/parcela de assentos e espaços adaptados para PCD's e acompanhantes. Rotas de fuga e saídas de emergência acessíveis. Vagas para PCDs no estacionamento. Existência de banheiros adaptados.

Democratização do acesso

A mostra realizar-se-á através de: -Acesso gratuito total. -Visamos atrair 3000 pessoas para 45 exibições audiovisuais, 2 oficinas e 1 debate em 15 dias de programação, com itinerância no interior e na capital do Estado. -De acordo com incisos I, II e III do Art 27 e com inciso I do Art 28 da IN 01/23: 45 ingressos destinados a patrocinadores/ 45 ingressos destinados a canais de divulgação/ 2.910 ingressos gratuitos distribuídos ao público. 60% prioritariamente distribuídos a indivíduos e grupos pertencentes aos espectros de D.E.I.A. -De acordo com Art 28 inciso VI e VII realizar, gratuitamente, atividades paralelas à ação cultural da mostra de exibições audiovisuais, tais como oficinas e debate voltadas a uma classificação etária (10 a 80 anos) que inclui o público infantojuvenil.Promover formação em áreas profissionalizantes concernentes a acessibilidade, diversidade, equidade e inclusão através de 2 oficinas e 1 debate, com público estimado em 400 pessoas no total: *Oficina de atuação em libras. Carga horária: 4h. Público-alvo: atores e comunidade de surdos, população em geral. 50 vagas, a depender da estrutura física do local. 60% prioritariamente distribuídos a comunidade de surdos. (40 ingressos à população, 5 ingressos a patrocinadores, 5 ingressos a canais de divulgação). *Oficina de roteiro de audiodescrição. Carga horária: 4h. Público-alvo: roteiristas, dubladores, comunidade de cegos, população em geral. 50 vagas, a depender da estrutura física do local. 60% prioritariamente distribuídos a comunidade de cegos. (40 ingressos à população, 5 ingressos a patrocinadores, 5 ingressos a canais de divulgação). *Debate: "Periferia e Gênero: expressões culturais e mercado". Carga horária: 3h. Público-alvo: População em geral. 100-300 vagas presenciais e transmissão ao vivo nas redes sociais. (270 ingressos à população, 15 ingressos a patrocinadores, 15 ingressos a canais de divulgação). - Divulgação - utilizar os meios de comunicação local, promovendo mesa-redonda nas emissoras de rádio locais com o objetivo de sensibilizar o público para a importância dos eventos e de acordo com Art 28 inciso V buscar garantir a captação e veiculação de imagens das atividades por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos. De acordo com Art 28 inciso IV Disponibilizar na Internet, registros audiovisuais das exibições, das oficinas e transmissão ao vivo do debate. - Facilidade de acesso – os locais onde serão realizados todos os eventos primará pela acessibilidade dos cadeirantes, e/ou qualquer outra situação que necessite de apoio para chegada ao local dos eventos.

Ficha técnica

O proponente e idealizador é diretor criativo, produtor e curador do projeto, responsável pelas decisões técnicas, operacionais, administrativas e financeiras do projeto. Lucas Paz é Diretor, Produtor, Roteirista e Ator LGBTQIA+ de Cinema e Publicidade com experiência em cinema, TV, teatro, instalação, intervenção urbana e performance. Seus trabalhos carregam como questões centrais: invisibilidade, marginalidade, moradores em situação de rua, protagonistas nordestinos, cegos, negros, trans, indígenas, drags, pessoas com deficiência e asiáticos, com obras audiovisuais acessíveis com legendagem e descrição em português, espanhol, inglês, francês, alemão e chinês. Há mais de 10 anos seus filmes e performances enfocam grupos marginalizados, identidade, memória, cidadania e questões ambientais. Para mais detalhes favor consultar o Portfólio. https://drive.google.com/drive/folders/12_jW21PkxFkzAt7Q51o36GyHRZQk3ClE?usp=share_link Mestre em Cinema pela NYFA (EUA) e bacharel em Direção Teatral pela USP (BRA). 29 anos de carreira reconhecida com comendas do estado da Califórnia e da cidade de Los Angeles por sua contribuição às artes. Desde 2008, dirige a (PRE)FORMA-SE Artistic Productions. Publicou - “Vestes de Quê: Vazão a Poemas Presos”, (PRE)FORMA-SE, 2017, nos EUA e no Brasil, e “A performance em espaços públicos a partir do mínimo gesto ou da ação simples”, FAPESP, 2013. Foi Curador do 10th Los Angeles Brazilian Film Festival, é ator sindicalizado nos EUA, SAG-AFTRA, ator e diretor sindicalizado no Brasil, SATED-CE. Foi professor universitário e diretor artístico de Ópera na Azusa Pacific University (EUA) e professor do primeiro curso de cinema do Porto Iracema das Artes junto à secretaria de Cultura do Crato. Membro da Academia Limoeirense de Letras, foi destaque no site do governo de São Paulo (“Moacir: Filhos da Dor”, espetáculo de dança teatro em piscinas, 2012) e na Retrospectiva de Fortaleza 2013 pelo Diário do Nordeste (intervenção urbana “Enraizados”). Em 2017 estreou sua exposição "Marés" na Travessa da Imagem com 98 peças: pinturas, fotos e esculturas. Exibiu quadros e fez a performance “You are indispensable” no 1o Made in Brazil Art Show no Consulado Brasileiro em Los Angeles. Em 2013 realizou intervenções urbanas no Parque do Cocó “Enraizados”, “Sal da Terra: Fortaleza +94”, “Abraçaço” e “Decomposição” e a performance “Abraço” na Manifesta, Estoril. Em 2012 realiza intervenções sobre invisibilidade, marginalidade, capital e memória no entorno do Vale do Anhangabaú de São Paulo pela iniciação científica FAPESP. Em 2010 faz instalações e performances explorando tempo e identidade: “GALEGORIA”, “T.E.M..P…OO”, “Poesia Física para um Passatempo”, performance global durante 10 anos “Receita-Minuto para um Passatempo: Tempo no Espaço”, performance em sete cidades ao redor do mundo “Necessidade X Supérfluo: Supercidade, nãoseisefluo”. Lucas Paz trabalhou com Discovery+, Sesame Street, WarnerMedia, Asurion, Volvo, JWT Mumbai, Alibaba Pictures, Park Avenue, Voxx Studios, Canal Brasil, e artistas como José Celso Martinez Corrêa, Tó Araújo, Les Pigmentés, Erika Harrsch, Herakut, Pepe Serna, Offspring, Avenged Sevenfold, Robyn, Tyga, Halder Gomes, Edmilson Filho, Thalma de Freitas, André Mattos, Daniela Escobar, Al Danuzio, Thaila Ayala, Dani Suzuki e Wankelmut. Jéssica Teixeira é coordenadora de produção do projeto, atriz, produtora, diretora e roteirista, pessoa com deficiência, graduada em Teatro pela Universidade Federal do Ceará e Mestre em Artes também pela UFC. Trabalha com as artes da cena em diversos grupos na capital e do interior do Ceará. Tem mais de 30 espetáculos como atriz, em performances e vídeoperformances. Pesquisa sobre Corpo Impossível a partir da investigação sobre o seu próprio corpo estranho, matéria-prima para a criação do seu primeiro solo “E.L.A”, que circula pelos festivais internacionais e nacionais, com passagem pela Turquia, em que é atriz, produtora e dramaturga. No audiovisual, realizou em 2020, o documentário “Pudesse Ser Apenas um Enigma” e também atuou, roteirizou e produziu o curta-metragem “Curva Sinuosa”, dirigido por Andréia Pires, em 2021. No mesmo ano atuou em “Possa Poder”, dos diretores Victor Di Marco e Márcio Picolli e “Partindo do princípio de que a Terra é plana, sou toda curva e desvio” com estreia em 2023. Atualmente dirige o primeiro solo do multiartista Victor Di Marco. Isadora Ravena é curadora e palestrante do painel do projeto “Periferia e Gênero: expressões culturais e mercado”, Professora, Artista, Crítica, Curadora, Mulher Trans preta, natural de Uruburetama, interior do Ceará. Doutoranda em Artes da Cena na UDESC. Mestra em Artes da UFC. Licenciada em Artes Cênicas pela UFC. Formada pelos cursos: Curadoria do MAC do Ceará e da UFC, Dramaturgias da Crítica do SESC Santo Antônio de Jesus, BA. Integrante do grupo de pesquisa Pedagogia da Performance: Visualidades da Cena e Tecnologias Críticas do Corpo-CAPES/CNPq.Tutora Educacional do Curso de Licenciatura em Teatro do CULV(2021-2022). Professora de artes da Prefeitura de Fortaleza (2021-2022).Professora do Curso de Formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro (2022). Curadora e Professora do Curso de Curadoria do Ceará (2022). Ministrou Curso de Curadoria Traficante (2022) e Curso de Curadoria e Crítica em Arte (2022) pelo LAC e LEFA, CE. Pensamentos Travestis na Arte Contemporânea (2021) e Estéticas Travestis: Crise, Colapso e Pensamento (2021), pelo Lux Espaço de Arte, SP. Professora de Teatro e História do Ceará da Rede Pública Estadual de Ensino do Ceará (2020). Professora de Apreciação Cênica e Estudos da Performance do CCBJ (2020-2023). Curadora do Festival de Diversidade TOMADA LBT, do TJA, Ceará (2020). Autora de “Sinfonia para o fim do Mundo”- LAC/LEFA (2020) e “Travecametodologias da Criação em Arte Contemporânea”- Editora HUCITEC. Rafael Vilarouca é cinegrafista e assistente de produção do projeto, artista visual e fotógrafo, homem cis gay, natural de Icó, interior do Ceará. Licenciado em Artes Visuais e bacharel em Direito pela URCA. Mestre em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2016, foi aluno residente no Laboratório de Criação do Porto Iracema das Artes (CE), premiado em 2015 no 66º Salão de Abril,(CE) e em 2020 com o Prêmio Funarte Respirarte. Entre 2009 e 2014, realizou ações e exposições pelo Coletivo Café com Gelo. Expõe em diversas mostras: BienalSur no Museu MAR em Mar del Plata, Argentina; videoinstalação ‘Sanctoriun’ na ONG Beatos em Crato (CE) e na Galeria de Artes SESC Juazeiro do Norte(CE); individuais: ‘Babel’ na Galeria de Artes SESC; ‘Desindústria’ no MAC (CE), na Galeria de Artes SESC Crato (CE), no Centro Cultural São Paulo (SP), no CCBNB Cariri em Juazeiro do Norte (CE) e no Centro Cultural Pe. Pedro Alcântara em Russas (CE); ‘Corpo Santo’ no Sobrado José Lourenço em Fortaleza (CE); coletiva ‘Dentro do Brasil cabe o mundo’, no SESC Quitandinha em Petrópolis (RJ); XIX Unifor Plástica - uma constelação para Sérvulo Esmeraldo, no Espaço Cultural Unifor em Fortaleza (CE); exposição DeFauna no CCBNB Cariri; 5 ° Salão de Outono da América Latina, no Memorial da América Latina em São Paulo (SP), dentre outras. Saymo Luna é do interior do Ceará e prestador de contas do projeto. Mestre em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social pela UFRPE. Especialista em Inovação Social em Economia Solidária pela UFCA. Graduado em Design de Produto pela UFC. Gestor da Casa Ucá desde 2020. Experiência com Elaboração, supervisão e gestão de projetos culturais e de projetos de empreendedorismo social; Elaboração de planos de trabalho; Produção Cultural. Islandia Castro é periférica, intérprete de libras e ministrante de oficina do projeto, atua na área da tradução e interpretação de Libras há pouco mais de 13 anos, em diversas áreas. Tem formação em proficiência nacional em Libras. Possui experiência em contextos artísticos, políticos, educacionais, culturais e outros.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2024-07-31
Locais de realização (3)
Fortaleza CearáIcó CearáLimoeiro do Norte Ceará