| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 12009683000127 | BVIP - BV INVESTIMENTOS E PARTICIPACOES S.A. | 1900-01-01 | R$ 300,0 mil |
Este projeto refere-se à realização de temporada do espetáculo teatral BRENDA LEE E O PALÁCIO DAS PRINCESAS, musical original de Fernanda Maia e Rafa Miranda, dirigido por Zé Henrique de Paula.
O espetáculo conta a história da travesti Caetana, também conhecida como Brenda Lee, que se tornou um marco na luta por direitos LGBTQIA+ ao criar a primeira casa de acolhida/apoio a travestis com HIV/AIDS no início dos anos 90, em São Paulo. O musical tem dramaturgia e letras de Fernanda Maia, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula e música original e direção musical de Rafa Miranda. O musical, que traz em cena seis atrizes transvestigêneres (Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Tyller Antunes, Andrea Rosa Sá, Elix e Leona Jhovs) e um ator cisgênero (Fabio Redkowicz), fala sobre a luta das travestis nas ruas de São Paulo, a escassez de oportunidades que as impele à prostituição e sobre como foram apoiadas por Brenda, que acolheu em sua casa as doentes de AIDS, numa época em que quase nada ainda se sabia sobre a doença. A orquestra é formada por Rafa Miranda (piano), Juma Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão). O espetáculo conta, ainda, com preparação de atores de Inês Aranha e coreografia de Gabriel Malo. A criação deste musical é uma continuidade das pesquisas do Núcleo Experimental sobre as possibilidades de interação entre música e teatro, consolida a trajetória do grupo como criador de musicais originais brasileiros e comemora os 10 anos da sua sede no bairro da Barra Funda.
Objetivo geral: O projeto visa realizar a temporada do espetáculo BRENDA LEE E O PALÁCIO DAS PRINCESAS, com direção de Zé Henrique de Paula, texto e letras de Fernanda Maia e músicas de Rafa Miranda. Temas importantes são apresentadas no texto e na montagem, como a identidade de gênero, desconstrução de padrões e preconceitos em relação à população LGBTQIA+, a representatividade de atrizes trans, o esclarecimento em relação aos estigmas relacionados ao HIV e um resgate histórico da transexualidade. Objetivos Específicos: A) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: - realizar temporada de 16 (dezesseis) apresentações em São Paulo, em teatro de médio porte a ser definido (aproximadamente 200 a 300 lugares). B) Produtos CONTRAPARTIDA SOCIAL: - realizar Workshop de Interpretação, com 6h (seis horas) de duração, a ser realizado no teatro em que a peça estiver em cartaz, tendo como público-alvo estudantes e professores de instituições públicas de ensino. - realizar Palestra sobre A Experiência Trans no Teatro, com 2h (duas horas) de duração, a ser realizada no teatro em que a peça estiver em cartaz, tendo como público alvo estudantes e professores de instituições públicas de ensino.
Considerada referência na luta pelos direitos LGBTQIA+, a ativista Brenda Lee (1948-1996) foi homenageada em 2022 pelo musical BRENDA LEE E O PALÁCIO DAS PRINCESAS, vencedor dos prêmios Bibi Ferreira (de atriz revelação em musicais e melhor roteiro), APCA (de melhor espetáculo do ano de 2022) e Shell (de melhor atriz para Verónica Valenttino). Ao contar a história da travesti Caetana, que ficaria conhecida como Brenda Lee, o espetáculo cria uma discussão sobre a luta das travestis nas ruas de São Paulo, a escassez de oportunidades que as impele à prostituição e como foram apoiadas pela protagonista. Brenda nasceu em Bodocó (PE) em 1948, e mudou-se, aos 14 anos, para São Paulo, onde trabalhou com a prostituição até meados dos anos 1980, quando decidiu comprar um sobrado no Bixiga e abrir uma pensão para acolher travestis em situação de vulnerabilidade, muitas delas infectadas pelo vírus HIV/AIDS. O espaço foi muito importante porque, na época, como se sabia muito pouco sobre a epidemia, a maioria das travestis soropositivas estava condenada ao preconceito, à violência, ao abandono e à solidão. E, por esse trabalho essencial, a ativista passaria a ser conhecida como "anjo da guarda das travestis". O espetáculo é mais do que um musical, é um manifesto, uma oportunidade de debater sobre a desconstrução de preconceitos às pessoas LGBTQIA+, num país que mais mata mulheres trans/travestis do mundo. Contar a história do Palácio das Princesas é não só manter viva a memória de Brenda Lee, mas retratar uma mulher trans protagonista em sua luta e ativismo. A montagem deste musical e a possibilidade de mantê-lo em cartaz corroboram para a criação de oportunidade para musicistas, atrizes, criativos e técnicos transexuais e transgêneros. Este projeto significa mais espaço e representatividade para uma população muito discriminada no mercado de trabalho. O Núcleo Experimental tem consolidado uma trajetória em que o musical aparece não somente como diversão, mas como uma forma de arte que pode também refletir e discutir a sociedade. Um espetáculo composto por atrizes transvestigêneres, sobre uma importante travesti no panorama do surgimento da Aids e do fim da ditadura militar nos anos 80 significa colocar no centro do processo artístico criativo quem sempre esteve às margens. Fazer isso sob forma de musical significa atingir um tipo de público não habituado às histórias da população trans, contribuindo para a diminuição do apartheid social em que nos encontramos.
O musical tem duração de 2h, com intervalo de 20 minutos entre o primeiro e o segundo atos. A classificação indicativa é de 16 anos.
O Teatro a ser escolhido deverá apresentar condições ideais e infraestrutura para acomodar pessoas com deficiência física (como rampas e/ou elevadores com largura adequada, portas e salas com largura e espaço adequados, assentos adequados para deficientes e assentos diferenciados para pessoas obesas, bem como banheiros adaptados). Além disso, serão contempladas as seguintes medidas: ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição em 50% das sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de Libras em 50% das sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: monitores treinados para auxiliar esse público em todas as sessões.
Atendendo ao Artigo 28 da IN nº 01/2023, adotaremos as seguintes medidas: • disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Além disso, três vagas de estágio serão disponibilizadas nas áreas de cenário/figurino, luz e técnica de palco, conforme art. 56 da IN nº 03/2017. Em respeito ao artigo 57 da IN nº 01/2017, como ação de formação de plateia, realizaremos ao final de 4 (quatro) sessões, um bate papo com elenco e direção.
Dramaturgia e letras: Fernanda MaiaDireção e figurinos: Zé Henrique de Paula (proponente realizará essas duas funções)Direção musical, música original e preparação vocal: Rafa MirandaElenco: Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Tyller Antunes, Andrea Rosa Sá, Elix, Leona Jhovs e Fabio RedkowiczOrquestra: Rafa Miranda (piano), Juma Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão)Preparação de atores: Inês AranhaCoreografia: Gabriel MaloAssistente de direção: Rodrigo CaetanoAssistente de direção musical: Guilherme GilaIluminação: Fran BarrosCenografia: Bruno AnselmoVisagismo (cabelos e maquiagem): Diego D’ursoCoordenação de produção: Zé Henrique de Paula (proponente realizará essa função)Assistente de produção: Laura SciulliAssessoria de Imprensa: Pombo Correio Zé Henrique de Paula é diretor teatral, ator, cenógrafo e figurinista, além de diretor artístico do Núcleo Experimental. Vencedor dos prêmios Shell, APCA, Reverência, Bibi Ferreira, Arte Qualidade Brasil e Aplauso Brasil, dirigiu recentemente os espetáculos "Um panorama visto da ponte", "Dogville", "1984", "Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812", "Pacto, a história de Leopold e Loeb", "Lembro todo dia de você", "Urinal, o musical", "Brenda Lee e o Palácio das Princesas"e "Cabaret dos bichos", entre outros. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, recebeu o título de Mestre em Direção Teatral pela University of Essex e cursou Figurino na University of the Arts, ambas em Londres. Também estudou interpretação e direção teatral na GITIS - Universidade Russa de Artes Teatrais. Fernanda Maia é diretora musical, arranjadora musical, preparadora vocal e atriz. Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba (UFPb). Licenciada em Letras pela Universidade de Sorocaba e especialista em Literatura Inglesa pela UFPb. Como atriz atuou nos espetáculos Macbeth, A Comédia dos Erros, O Panaca, Anticorpos, É 20! As Folias do Século, As Rainhas Magas, Rádio a 2, De que são feitos os dias e Cândida. Diretora musical nos espetáculos É 20! As Folias do Século, Noite de Reis, Naked Boys Singing, Rádio a 2, Lamartine Babo, O Tambor e o Anjo, O Jovem Príncipe e a Verdade e L’illustre Molière. Foi premiada no Festival Nacional Isnard Azevedo em Florianópolis como melhor atriz pelo espetáculo A Comédia dos Erros e Melhor Atriz Coadjuvante no Festival Nacional da Cidade do Rio de Janeiro por É 20! As Folias do Século. Participou do projeto O Baú de Aretuzza com o grupo Os Fofos Encenam e ministra oficinas de preparação vocal para a Cia. do Tijolo e para o Núcleo Experimental. Como diretora musical e preparadora vocal do Núcleo Experimental participou das montagens R&J, Mojo, Senhora dos Afogados, Cândida, As Troianas - Vozes da Guerra, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, No Coração do Mundo, O Contrato, Bichado, Mormaço, Cabaret e o tal do mundo não se acabou, Universos, Nossa Classe, Ou Você Poderia Me Beijar, Preto no Branco, Urinal - O Musical, Ao Pé do Ouvido, Senhor das Moscas, Lembro Todo Dia de Você e 1984. Verónica Valenttino é atriz e cantora, graduada em Artes Cênicas pelo IFCE, atuou como atriz nos seguintes espetáculos: Cabaret da Dama, Dir. Silvero Pereira, Engenharia Erótica. Dir. Silvero Pereira, Yes, Nós Temos Bananas. Dir. Silvero Pereira, Quem Tem Medo de Travesti. Dir. Silvero Pereira e Jezebel di Carli, Bicho. Dir. Georgette Fadel, Aquilo que Me Arrancaram é Tudo Aquilo que Me Restou. Dir. Biaggio Pecorelli, Erótica. Dir. Marco Fentani, O Subversivo. Dir. Tiago Viudes, Antes que a Definitiva Noite se Espalhe em Latino América. Dir. Felipe Hirsch, As 3 Uiaras de SP City. Dir. Diego Moschkovich, A Segunda Queda. Dir. Cláudia Shapira. Atuou no filme "Jessika" de Galba Gogoia onde ganhou o prêmio menção honrosa pelo Festival Internacional de cinema do Rio. Vocalista da Banda Verónica Decide Morrer. Venceu o Prêmio Bibi Ferreira e o Prêmio Shell (categorias Atriz Revelação e Atriz, respectivamente), por sua atuação em Brenda Lee e o Palácio das Princesas, em 2022/2023.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.