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Realização de um programa de habilitação e reabilitação para a vida em sociedade através da dança. O programa irá atender pessoas com deficiências através de um Plano Anual de atividades e inclui a realização de workshops para formação de professores.
Classificação Livre.
OBJETIVO GERAL Valorizar as características e habilidades de pessoas com deficiências através da dança, promovendo a inclusão e melhorias em seus processos de habilitação e reabilitação para a vida em sociedade, tanto nos aspectos cognitivos, emocionais quanto sociais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · DANCEABILITY (Plano Bianual): Selecionar 100 pessoas com deficiências física, mental ou intelectual em Florianópolis com características diversas; · DANCEABILITY (Plano Bianual): Realizar uma palestra inicial com a Lápis de Seda Cia. de Dança Inclusiva como forma de inspirar e motivar os beneficiários a participarem das atividades do projeto. A palestra será aberta os familiares e responsáveis; · DANCEABILITY (Plano Bianual): Organizar os beneficiários em grupos ou indivíduos, de acordo com sua faixa etária e características. Os bailarinos da Companhia de Dança Lápis de Seda irão integrar o grupo de beneficiários do projeto; · DANCEABILITY (Plano Bianual): Realizar aulas de dança com frequência de 2 x por semana para os grupos e 1 x por semana para os indivíduos (que não farão atividades em grupo); · DANCEABILITY (Plano Bianual): Oferecer atendimentos individualizados e em grupos nas áreas de Fisioterapia, com carga horária de 20 horas semanais da profissional; · DANCEABILITY (Plano Bianual): Oferecer aulas de alfabetização para os beneficiários que apresentam essa deficiência socioeducacional, com carga horária de 04 horas semanais de uma Pedagoga; · WORKSHOPS: Realização de 3 workshops de formação de professores de dança. Os workshops serão ministrados a partir do método DanceAbility, sendo um deles ministrado pelo criador do método, o norte-americano Alito Alessi, que será convidado a participar do projeto.
?Partindo do princípio de ser impossível separar o cognitivo, o físico e o emocional, ou seja, considerando o ser humano como um todo, é no corpo que se é o que se é. Desta maneira, é nele que a individualidade e integralidade se apresentam e, portanto, convém experimentá-lo, ensiná-lo, conhecê-lo. Conhecer o próprio corpo faz parte da definição da identidade. É nesse jogo de descobertas que os outros corpos diferentes nos mostram quem somos. A dança _ fazer artístico que mantém o corpo em movimento _ possibilita tais descobertas?. Este pensamento, originário da Psicopedagoga e Coreógrafa Ana Luiza Ciscato está presente nas primeiras linhas escritas do primeiro projeto da Companhia de Dança Lápis de Seda, naquela época proposto à Lei Rouanet (PRONAC 162593), com a finalidade de iniciar um trabalho que hoje se destaca pelos seus resultados de transformação na vida de um grupo de pessoas, que inclui características, habilidades e deficiências distintas, estejam elas presentes em pessoas com ou sem deficiências _ os bailarinos que formam a Companhia de Dança.O pensamento origina-se de uma formação sólida na área da dança e especialmente destinado a pessoas com deficiências, sejam elas físicas, mentais ou intelectuais. Desde que conheceu o método DanceAbility, criado pelo norte-americano Alito Alessi em 1987, Analu desenvolveu uma trajetória de trabalhos culturais e sociais nesta área no Brasil e continua realizando projetos relevantes até os dias de hoje.DanceAbility é um método de dança contemporâneo criado por Alessi. O método utiliza a improvisação de movimento para promover a exploração artística e criativa entre todas as pessoas, independentemente de seu nível de habilidades. Para Alessi, ?o problema é o isolamento, não a deficiência?, pois as pessoas com deficiência geralmente são segregadas a espaços institucionalizados quando deveriam simplesmente ocupar todos os espaços comuns. Nesta visão, o olhar se desconecta do foco da deficiência e direciona-se para o tema da acessibilidade, mostrando que todos podem dançar, sem isolar ninguém e que as condições físicas ou cognitivas das pessoas não são um problema.O método busca aproximar pessoas que teriam menos chances de se aproximar e vivenciar experiências em conjunto, por isso a importância de unir as pessoas independentemente de suas limitações, deficiências ou habilidades. O conceito traduz até mesmo a natureza humana, pois somos tão diversos e diferentes entre si, que deveríamos entender as diferenças como possibilidades, e não como motivos que nos afastem _ ou segreguem algumas pessoas do convívio social. As pessoas com deficiências, em especial, além de suas características que já denotam algumas dificuldades, já nascem e crescem em sistemas e instituições separadas, diferentes, são tratadas de modo não habitual. Claro que há razões para isso e até mesmo necessidade de tratar as diferenças com métodos especiais e adequados, entretanto, essa institucionalização da deficiência acabou gerando uma ideia de que pessoas com deficiência não são adequadas ao mundo e à sociedade.Este comportamento da humanidade e olhar para a deficiência causam dor, isolamento, baixa autoestima, falta de confiança e acarretam, por consequência, falta de autonomia e capacidade de realizar atividades diárias e simples da vida.A DanceAbility aproxima as pessoas de si mesmas, possibilitando um contato com sua essência, com seu corpo, seus movimentos, sejam eles quais forem, e como for. O autoconhecimento traz aos poucos uma melhora da autoestima, o senso de identidade, de pertencimento e acarreta o bem-estar e melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Ocupar espaços comuns, seja nas cidades, nos grupos sociais, nas escolas, é fundamental para a inclusão dessas pessoas. A dança apresenta-se como um meio eficaz de fazer com que esses resultados sejam alcançados, pois estimula o movimento, a percepção, a identidade e o pertencimento, tão importantes para essas pessoas.Desde a formação da Lápis de Seda Cia. de Dança Inclusiva em 2013 observa-se a transformação dos bailarinos, não apenas com deficiência, mas em toda equipe. Nos bailarinos com deficiência, é possível observar a ampliação das capacidades pessoais, ao utilizar seus corpos de forma completa, harmoniosa, respeitosa e responsável. As atividades da companhia de dança, a interação entre pessoas com e sem deficiência trouxe benefícios uma vez que construiu a autoconfiança, o relacionamento e a comunicação, benefícios já conhecidos da prática da dança, ligados ao domínio do próprio corpo e da mente. O desenvolvimento destas habilidades para a pessoa com deficiência traz o sentimento de pertencer, onde ele se sente parte do mundo com todas as suas possibilidades.Além disso, frequentar espaços sociais onde a presença de pessoas com deficiência é tão rara _ como festivais de dança, congressos de arte e educação, hotéis e aeroportos _ impulsionou nos bailarinos um sentimento de empoderamento, de orgulho. O palco e todo seu entorno representam, agora, um lugar de reconhecimento, de autoria. Um lugar de libertação e também cidadania, onde pela primeira vez são vistos como profissionais e recebem pelo seu trabalho. Através deste projeto, a ONG Arte Movimenta gostaria de amplificar esse trabalho e impacto na vida de mais pessoas.Por este motivo propõe o Plano Bianual de atividades e pretende realizar um trabalho sólido, sério e eficaz com seus bailarinos e mais 100 pessoas com deficiências. Importante destacar um aspecto do projeto, que talvez seja identificado ou passe despercebido. Ao levantar as principais demandas atuais deste trabalho social, em conversa com a Coreógrafa e diretora do projeto, a fim de planejar as ações e resultados pretendidos, na expectativa de uma resposta relacionada a serviço, remuneração, recursos humanos ou materiais, advém a seguinte resposta: gostaria de poder alfabetizar meus bailarinos, pois muitos deles não sabem ler ou escrever.E nessa fronteira socioeducacional, sociocultural que transpassa esse projeto, gostaríamos de justificar a ação, sendo considerada integralmente relacionada ao seu objeto e objetivos _ alfabetizar, educar uma pessoa com deficiência é também lhe dar dignidade e pertencimento nesse mundo _ algo que geralmente passa despercebido pela sociedade, ora educada, ora alfabetizada, em maioria sem deficiências, mas que é primordial para a vida dessas pessoas.Este projeto contribui com o desenvolvimento da dança e para a inclusão de pessoas com deficiências em nossa sociedade, amplificando suas potencialidades e talentos. O projeto valoriza a arte e a cultura brasileira, promovendo o acesso ao público de forma ampla e democrática, conforme art. 1º:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Para cumprimento das finalidades supramencionadas, o projeto atende ao art. 3º, inciso I, como estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (alínea ?d?), inciso II, de fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas e congêneres (alínea ?e?), da Lei 8313/91. Também se relaciona ao inciso IV, alínea a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.Por estas razões, o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura é fundamental para o sucesso desta proposta. Acredita-se que o projeto irá difundir a arte, a cultura, gerando impactos positivos para o desenvolvimento cultural no Brasil.
Itens de autorremuneração do proponente: - Direção Geral; - Diretora Artística; - Pedagoga de Alfabetização; - Coreógrafa; - Coordenação Geral. A passagem aérea prevista no projeto e respectivas despesas seriam para deslocamento de ministrante internacional de workshop.
Segundo art. 30 da IN 01/2023, as propostas culturais com comercialização de ingressos deverão apresentar ações formativas culturais obrigatórias, adicionais às atividades previstas. Entretanto, aqueles que contemplam ações formativas ou programas educativos, excluem-se desta obrigatoriedade (§ 3º.). Entendemos que este projeto se enquadra nesta exceção, pois oferece a realização de workshops para formação, capacitação, especialização e aperfeiçoamento de profissionais na área da dança, em especial com atuação com público de pessoas com deficiências e temas relacionados à acessibilidade. Além dos workshops, o projeto também inclui atividades de alfabetização (socioeducacionais) para os beneficiários que apresentarem essa necessidade. O projeto pedagógico das ações será anexado ao projeto. Considerar que todo o produto cultural será amplamente gratuito, sem necessidade de contrapartidas sociais por este motivo adicional.
Todos os materiais de divulgação do projeto irão conter informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas. PLANO BIANUAL DE ATIVIDADES Acessibilidade física: o local onde serão realizadas as atividades do projeto (sede) será um local previamente selecionado, para que seja garantida a acessibilidade física para todos os tipos de público, incluindo cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiências, assim como banheiros adaptados, rampas de acesso. Não será necessário realizar nenhuma adaptação neste sentido.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Sem custos para o projeto. Acessibilidade para deficientes visuais: Caso sejam selecionados beneficiários com este tipo de deficiência, o projeto irá organizá-los em grupo específico para que possam ter sua participação assegurada. O projeto irá prever uma Monitoria Inclusiva, com atuação direta neste grupo específico. Não será necessário audiodescrição, pois as atividades serão conduzidas por profissional habilitado a trabalhar com pessoas com deficiências.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Monitoria inclusiva Acessibilidade para deficientes auditivos: Caso sejam selecionados beneficiários com este tipo de deficiência, o projeto irá organizá-los em grupo específico para que possam ter sua participação assegurada. Considerando o tipo de deficiência, nem todas as modalidades de dança irão permitir a execução das atividades, pois envolve o uso da música para a expressão e movimento corporal. Entretanto, algumas modalidades, como o sapateado e a dança contemporânea, por exemplo, permitem a participação sem nenhuma limitação, devido à batida presente e o ritmo dos passos. O grupo de pessoas com deficiência auditiva (se formado) irá mesclar outras pessoas sem esta deficiência (ouvintes), sendo condicionada às modalidades de dança que permitem o uso dessas linguagens mais acessíveis. O projeto irá prever um Intérprete de Libras, com atuação direta neste grupo específico.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras. WORKSHOPS Acessibilidade física: o local onde serão realizadas as atividades do projeto (sede) será um local previamente selecionado, para que seja garantida a acessibilidade física para todos os tipos de público, incluindo cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiências, assim como banheiros adaptados, rampas de acesso. Não será necessário realizar nenhuma adaptação neste sentido.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Sem custos para o projeto. Acessibilidade para deficientes visuais: Será dedicado um monitor para prestar assistência direta a pessoas com deficiência visual, caso haja essa necessidade.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Monitoria inclusiva Acessibilidade para deficientes auditivos: Caso haja inscritos com deficiência auditiva, será disponibilizado intérprete em Libras durante a realização dos workshops.Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Intérprete de Libras.
A participação no programa DanceAbility será integralmente gratuita aos seus 111 beneficiários diretos. Os workshops também serão amplamente gratuitos.
DIREÇÃO GERAL, DIRETORA ARTÍSTICA, COREÓGRAFA, PEDAGOGA – ANA LUIZA CISCATO Ana Luiza Ciscato usa a dança como ferramenta para a inclusão, formação e profissionalização de pessoas com deficiência. Pedagoga, arte-educadora e professora de dança. Tem sua formação inicial em dança clássica pela Royal Academy of Dance (1985) e pela Metodologia Cubana de Dança Clássica (Cuba, 1993). Há mais de vinte anos trabalha com a inclusão social por meio da dança. Especializa-se em dança pelos institutos Steps e Martha Graham School, em Nova York e, paralelamente, em uma técnica de apoio às pessoas com deficiência por meio da dança conhecida como Psicoballet, em Cuba, 1993. Com os conhecimentos adquiridos em Cuba, inicia em 1995 o Projeto “Criança que Dança”, enquanto diretora do Ballet Carla Perotti de São Paulo – SP. Esse projeto resulta no atendimento e inclusão de 180 bailarinos-estudantes provenientes de favelas da zona sul da cidade. Em 2003, aplica o Psicoballet na Estação Dançar, escola que fundou em Florianópolis, com foco na inclusão de pessoas com deficiência. Desde 2006, atua como professora e diretora artística do grupo de dança da APAE de Florianópolis. Por este trabalho, recebe o Prêmio Franklin Cascaes de Cultura em 2010. No ano seguinte, obtém o certificado de professora pelo método norte-americano DanceAbility, reconhecido internacionalmente, que propõe técnicas inovadoras para a inclusão de pessoas com deficiência. Em julho de 2012, coreografa e co-dirige o espetáculo BREATHE – Battle of the Winds, abertura oficial dos Jogos Náuticos da Olimpíada de Londres, incluindo bailarinos com deficiência do Grupo de Dança da APAE de Florianópolis e do projeto local Diverse City em Weymouth, Reino Unido. Desde 2014 é diretora artística da Cia de Dança Lápis de Seda, que já profissionalizou 10 bailarinos (entre eles, 6 são pessoas com deficiência). Dirigiu e coreografou os seis (6) espetáculos que compõem o repertório da Cia de dança Lápis de Seda: “Convite ao Olhar” (2015), “Será que é de éter?” (2017), “CASA” (2019), “Nós” (2020), Masculino Diverso (2022) e Desapego (2022). Responde pela direção-geral do projeto, assim como a responsabilidade técnica, organizacional e financeira. É a responsável legal do proponente. INSTITUTO ARTE MOVIMENTA – A ONG Arte Movimenta nasceu em 2005, após longos anos de convivência entre os amigos Neiva Ortega, Marta Cesar, Ricardo Stephan, Bia Kurth, Felipe Arthur Moritz, Ana Paula Lückmann e Ricardo Higa. O grupo comungava dos mesmos ideais, preocupado com as diferenças e dificuldades da classe produtiva/criativa e das comunidades da área cultural, pensando em fortalecer as oportunidades e as parcerias. Nascia então a Arte Movimenta, a partir da criação coletiva dos projetos, objetivando ampliação de conhecimentos e uma maior visibilidade, autoestima e evolução nas práticas de inclusão sociocultural em Santa Catarina. Em 2013, foi criado o Núcleo de Projetos da Instituição, focando segmentos e linguagens culturais abrangentes, ampliando o conhecimento e atendimento, conforme a aptidão de cada integrante da ONG, para que os projetos pudessem ser administrados individual ou coletivamente, de acordo com o desejo do proponente do projeto em questão. Ao longo desta trajetória realizou importantes projetos culturais, como o Festival Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea, Mostras paralelas ao FAM – Festival Audiovisual Mercosul, projeto Mais Cultura nas Escolas, Programa Nacional de Bandas (Projeto Bandas), diversos encontros, oficinas e espetáculos culturais. Foi na ONG Arte Movimenta também que nasceu a Companhia de Dança Lápis de Seda em 2014, sob a coordenação da talentosa Coreógrafa e Psicopedagoga Ana Luiza Ciscato. Logo de início já comprovou seu valor artístico, sendo premiada com o Prêmio Elisabete Anderle em 2015. O primeiro espetáculo, Convite ao Olhar, teve produção executiva da fundadora da ONG, Neiva Ortega, que infelizmente veio a falecer no ano de 2017. O impacto com seu falecimento foi tão grande, que as atividades ficaram interrompidas durante os anos seguintes, até a retomada pós-pandemia em 2022, quando a Diretoria foi reconstituída, assumindo como representante legal Ana Luiza Ciscato, que reinicia os trabalhos da ONG a partir deste projeto, ora proposto à Lei Rouanet. LÁPIS DE SEDA CIA. DE DANÇA INCLUSIVA Fundada em 2013, a Cia. de Dança Lápis de Seda tem como principal objetivo a inclusão, formação e profissionalização de pessoas com deficiência, que compõem 60% de seu elenco principal. Essa proposta inclusiva e inovadora é o resultado de mais de vinte anos de trabalho e pesquisa relacionados à dança como ferramenta essencial para o desenvolvimento de novas formas de inteligência, como o caminho para explorar e expressar a própria identidade no âmbito individual e enquanto parte de um grupo. Com a premiação na primeira etapa do Prêmio Itaú-Unicef como semifinalistas, a Cia. de Dança Lápis de Seda e a ONG Arte Movimenta tiveram a chance de participar do 7º Seminário e Mostra Arte para Todos 2018 - Nada Sobre Nós, Sem Nós, promovido pelo Instituto de Arte para Todos (Impar), em Joinville – SC. As viagens, as apresentações, a mesa redonda sobre Pessoas com Deficiência na Produção Artística, o workshop de DanceAbility, que é uma parte tão importante deste trabalho e da formação do elenco, foram experiências muito positivas para a companhia como um todo: equipe, elenco, público. Uma troca de experiências com profissionais de todo o país que certamente trouxe oportunidades de desenvolvimento para todos. A Lápis de Seda é uma companhia de dança relativamente nova. Apesar dos menos de dez anos de existência, o trabalho é resultado de anos, décadas de estudos, com um objetivo nobre, mas muito difícil: expressar, no palco e fora dele, que inclusão não é só uma possibilidade, mas uma necessidade. Incluir não é fácil, especialmente quando comparado à ideia de excluir. Vivemos ainda em uma sociedade que exclui e segrega pelo simples motivo de não conhecer o outro, não conseguir se colocar no corpo do outro. Um corpo diferente, uma forma de pensar, de viver e se expressar diferente. Durante sua trajetória, a Cia. já criou e desenvolveu espetáculos de dança que viajaram por várias capitais do país, sempre seguindo a proposta de mostrar novas possibilidades de inclusão. Coordenada pela Psicopedagoga e Coreógrafa Ana Luiza Ciscato, a Companhia reúne muitos sucessos de público em seu currículo artístico. Seis (6) espetáculos compõem o repertório da Companhia: “Convite ao Olhar” (2015), “Será que é de éter?” (2017), “CASA” (2019), “Nós” (2020), Masculino Diverso (2022) e Desapego (2022). Bailarinos da Lápis de Seda Cia. de Dança Inclusiva: Ana Flávia Piovezzana dos Santos, Aroldo Gaspar Pereira Filho, Deivid Velho, Fabio Yudi Iokomizo, Gabriel Guterres da Rocha, Maura Marques, Paulo Soares, Roberta de Oliveira, Silva Gevaerd Conceição, Fabiana Marques e João Paulo Marques. ALITO ALESSI é diretor artístico da DanceAbility International e co-fundador do projeto DanceAbility. Dançarino profissional há mais de 30 anos, reconhecido internacionalmente como professor e coreógrafo pioneiro nas áreas de Contato Improvisação e pesquisa da dança para pessoas com e sem deficiência. Alito já recebeu diversos prêmios e bolsas por seu trabalho incluindo; Guggenheim Fellow, Honh Kong Choreographer of the Year e Metropolitan Arts e DanceAbility International em 2019 foi selecionada pela – Essl Foundation’s Zero Project e Ashoka Foundation’s Impact Transfer Program. Alito mora em Eugene (Oregon-EUA) e durante alguns meses do ano, viaja pelo mundo compartilhando o método DanceAbility. Começou o Curso de Certificação de Professores do DanceAbility em 1997, tendo habilitado 400 professores de DanceAbility em mais de 20 países. Sites do DanceAbility: http://www.danceability.com/ Acesse todos os currículos em ANEXOS.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$1.611,12 em 03/02/2026.