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PRONAC 235766Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Reinado de Chico Calu

NAPELE PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 903,5 mil
Aprovado
R$ 903,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2024-12-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (5)
Betim Minas GeraisNova Lima Minas GeraisSabará Minas GeraisSanta Luzia Minas GeraisSarzedo Minas Gerais

Resumo

Este projeto se propõe a realizar uma circulação da exposição 'Reinado de Chico Calu: repertórios sagrados da Irmandade Os Carolinos' que traz imagens, do fotógrafo e antropólogo Patrick Arley, da comunidade quilombola Os Carolinos, de Belo Horizonte-MG. Além da exposição, o projeto produzirá um catálogo.

Sinopse

A exposição Através de uma narrativa estética que reproduz um terreiro de congado, a exposição reúne mais de 50 fotografias das guardas da Irmandade Os Carolinos, impressas em tecidos e emolduradas com estandartes. Elas são registros dos últimos cinco anos de festejos e foram feitas pelo antropólogo e fotógrafo Patrick Arley. Além das imagens, a mostra apresenta um conjunto de objetos e estruturas que remontam à religiosidade e sua celebração, instigando um olhar para o presente e o passado, para a cultura de matriz africana que se conformou no Brasil e seus rituais, e para o louvor e a tradição que se mantém por gerações. Altares, mastros, altares, santos de devoção, andores, cruzeiro e uma árvore genealógica da Irmandade também fazem parte da exposição. Além disso, a Revista Marimbondo – Edição Carolinos, o disco “Aparecida, Reinos Negros, o catálogo “Percursos do Sagrado - Irmandades do Rosário de Belo Horizonte e entorno” e o documentário “Os Carolinos” estarão à disposição para o público. A curadoria e a criação do projeto expográfico são da própria Irmandade, juntamente com o artista plástico Alexandre Taveira e a Napele Produções Artísticas. A Irmandade Os Carolinos No começo do século XX, por volta de 1917, Francisco Carolino (o Chico Calu) funda uma guarda para louvar Nossa Senhora do Rosário, a Guarda de Moçambique e Congo Sagrado Coração de Jesus – Irmandade Os Carolinos. Nas cercanias do recém-criado município de Contagem, na divisa com Santa Quitéria — hoje, Esmeraldas — o lugarejo de Chico Calu era um pequeno arraial quase todo formado por fazendas até pouco tempo escravagistas. Lá, as origens do congado remetem a um passado muito mais distante e inexato. Sabe-se que existia ali uma lagoa grande que há muito secou, conhecida como Lagoa Seca, ponto de encontro de poderosos capitães da região. Em 1937, a guarda migra para Belo Horizonte com o filho de Chico Calu, Luiz Carolino, e firma sua sede no Bairro Aparecida, onde se encontra até hoje. Hoje, a guarda fundada por Chico Calu é a terceira mais antiga da capital ainda em atividade. Trata-se de uma história de fé e de resistência. Há 100 anos, os descendentes de Francisco Carolino mantém a tradição afro-mineira e realizam festejos em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, aos demais santos do panteão congadeiro, aos reinos negros e à ancestralidade. Eles também lutam pelo reconhecimento como Patrimônio Imaterial de Belo Horizonte, pelo tratamento de um córrego poluído que corta suas terras e pelo direito ao território sagrado que habitam. O Congado em Belo Horizonte Os reinados/congados negros com suas guardas (ou ternos) de moçambique, congo, caboclo, marinheiro, vilão e catopé, reapresentam nas ruas o mito fundador da retirada de Nossa Senhora do Rosário do mar pelos negros escravizados. Esses grupos e irmandades estavam aqui bem antes do surgimento de Belo Horizonte, nas fazendas escravagistas que conformavam o antigo Curral Del Rey. A tradição dos congados também migrou para a cidade com a mão de obra operária vinda do interior para construir a nova capital. Atualmente, dezenas de reinados/congados com suas guardas mantém nas periferias da cidade a riqueza desta tradição afro-mineira e por meio de festejos e visitas mútuas realizam o Ciclo Anual do Rosário na capital.

Objetivos

Objetivo geral: Este projeto pretende viabilizar a montagem e circulação da exposição intitulada "Reinado de Chico Calu: repertórios sagrados da Irmandade Os Carolinos" - por seis cidades do interior de Minas Gerais. São elas: Sabará, Sarzedo, Nova Lima, Santa Luzia e Betim. Dessa forma, objetiva-se: promover ações culturais e artísticas ligadas à cultura popular e tradicional dialogando de forma transversal as artes visuais e também valorizar e promover memórias coletivas, os reinados negros, comunidades quilombolas, patrimônios imateriais da cidade Belo Horizonte. Objetivos específicos: - Montagem da exposição em 5 cidades do interior de Minas Gerais, com visitações gratuitas; - Produção e impressão de 500 unidades de um catálogo que será distribuído, de forma gratuita, nas cidades que receberão a exposição.

Justificativa

Considerando o objeto, as ações e os objetivos deste projeto, consideramos que a sua finalidade esta´ em consonância e contribui com o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), se enquadrando especialmente nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Para cumprimento das finalidades citadas o projeto se enquadra nos seguintes inciso do Art. 3o da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. A origem d'Os Carolinos está em Franscico Carolino, o Chico Calu, filho de escravos que funda no então recém-criado município de Contagem uma guarda para louvar Nossa Senhora do Rosário. Chico Calu está entre as figuras lendárias do imaginário congadeiro de Minas Gerais, tendo diversos de seus feitos como capitão atravessado gerações. Em 1937, seu filho, Luiz Carolino, leva a guarda para Belo Horizonte estabelecendo sua sede na Vila Maria Aparecida, hoje Bairro Aparecida, onde encontra-se até os dias atuais. A relação com o Retiro, no entanto, permanece por meio de reis e rainha (figuras da hierarquia religiosa) coroados no local, o que faz com que a festa-grande da Irmandade inclua dois dias de festejos na região. D'Os Carolinos surgiram outras duas irmandades bastante representativas: Irmandade Nossa Senhora do Rosário Os Ciriacos, do Bairro Novo Progresso, em Contagem, e Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e São José, do Bairro Inconfidência, em Belo Horizonte. Há mais de 100 anos, Os Carolinos realizam o Ciclo Anual do Rosário (visitas e festejos) de forma preservam e difundem para as novas gerações a cultura reinadeira/congadeira herdada de seus antepassados. O presente projeto valoriza e divulga a cultura congadeira, ampliando o seu alcance, valorizando uma das irmandades mais antigas e representativas de Belo Horizonte e de Minas Gerais, oferecendo a possibilidade de seu festejo, e demais atividades, possam ser realizados com o apoio do poder público. Para além disso, apesar da importância dos reinados/congados mineiros como um todo, as guardas ainda são desconhecidas nas partes centrais de Belo Horizonte e encontram diversas dificuldades para acessar os mecanismos e políticas de incentivo à cultura.

Estratégia de execução

https://www.obeltrano.com.br/portfolio/oscarolinoscentenarios/

Especificação técnica

Catálogo: Formato fechado: 20x20cm; Capa (sem orelhas); Papel: Supremo 300g, frente impressa no lado poroso do papel; Cores: 4x4; Miolo Papel: AP 120g; Páginas: total de 80 páginas, sendo: de 1 a 45 em 4x4 cores; de 46 a 80 em 1x1 cor (preto)

Acessibilidade

Acessibilidade física: O projeto vai buscar espaço para montagem da exposição com rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos, com prioridade de entrada. Acessibilidade para deficientes auditivos: O projeto irá realizar visita guiada à exposição com intérprete de libras. Acessibilidade para deficientes visuais: O projeto irá realizar visita guiada à exposição com audiodescrição. Acessibilidade para deficientes intelectuais: O projeto irá contratar monitores treinados para auxiliar esse público na exposição.

Democratização do acesso

ATIVIDADES GRATUITAS O projeto está aberto a todas as faixas etárias e grupos sociais e todas as montagens da exposição serão abertas e gratuitas. AMPLIAÇÃO DE ACESSO Como medidas de ampliação de acesso, entre aquelas previstas no Art. 21 da Instrução Normativa No 02/2019, o projeto vai: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias.

Ficha técnica

Elias Gibran de Valadares Cunha [COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO E GESTÃO] - Gestor e produtor cultural criou, em 2005, a produtora Napele Produções Artísticas que desenvolve e realiza gestão e produção de projetos nas áreas de música, dança, teatro, artes visuais, circo e literatura. Desde 2005, é coordenador do projeto Festejo do Tambor Mineiro, que visa, por meio de atividades de confraternização, valorizar e divulgar a cultura afro‐mineira, sobretudo o Congado de Minas Gerais. Foi responsávelo pela gestão e produção executiva de projetos como a Mostra Benjamin de Oliveira; Canjerê ‐ Festival de Cultura Quilombola; Conexão Vivo; Palco Hip Hop; Besouro, Cordão de Ouro; O Negro, a Flor e o Rosário; A Zeropéia; Opereta – O Homem que sabia português; Mil Tambores; Contos de Areia ‐ Um canto à Clara Nunes; Cortejo de Liberdade à Zumbi; Fica Vivo! na Cidade; TIM Mov Perc, Percursos do Sagrado, dentre vários outros. Atuou também como gestor e produtor executivo da confecção e consequente lançamento dos CDs Horizonte (2010), do músico, radialista e crítico musical mineiro Bob Tostes, Alma Grande Ao Vivo (2010) e Serafim (2011), Odé (2015) ambos do cantor e compositor Sérgio Pererê e CD Tambor Mineiro (2006), de Maurício Tizumba com o Grupo Tambor Mineiro; além do DVD do grupo Bantuquerê (2008). Publicou diversos artigos como “A luta deita no cimento: a Praia da Estação e sua relação com o Poder Público”, em Políticas Culturais em Revista, v. 9, p. 74‐109, 2017; “Por uma política de continuidade: análise da implementação do Centro de Referência em Diretos Humanos Pauline Reichstul, em Sobre gestão e política pública. 1ed.Belo Horizonte: EdUEMG, 2016, v. , p. 213‐234. MARIANA MISK MOYSÉS [COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E DESIGNER] - É sócia‐diretora da empresa Oeste Design. Desde 2002, é professora de Design Gráfico da Escola de Design da Universidade Estadual de Minas Gerais. Participou da criação gráfica dos projetos Coleção Circo‐Teatro, projeto da Secretaria de Estado da Cultura viabilizado pelo Prêmio Cena Minas, da Revista Marimbondo, revista de arte e cultura da cidade de Belo Horizonte, e do catálogo Casa de Juscelino, da Superintendência de Museus de Minas Gerais. Foi produtora gráfica dos projetos do Programa Monumenta, programa de valorização do patrimônio histórico empreendido pelo Ministério da Cultura e a nova identidade visual do projeto cultural Festejo do Tambor Mineiro, bem como seu website, suas peças gráficas, eletrônicas, promocionais e de sinalização. Criou também a identidade visual para a divulgação da peça teatral "Oratório ‐ A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança", da Cia Burlantins, bem como o seu site e suas peças gráficas e eletrônicas. Orientou a concepção gráfica do site da Cia Burlantins. Foi a designer responsável pelo álbum "Querendo Chegar", do cantor e compositor Kadu Viana. Em conjunto com Dijon de Moraes, realizou a criação gráfica do livro "Meta Projeto ‐ O design do design". Recentemente, está concluído a criação gráfica do material de apresentação do Instituto Cultural Sérgio Magnani. Já teve seus trabalhos publicados no Anuário do Clube de Criação Publicitária de Minas Gerais (2004 e 2005), na Revista Bons Fluidos / Editora Abril (2000) e na Revista da Abigraf (1998 e 1999) e projetos premiados internacionalmente no iF Design e no RedDot Communication Award. SILVIA AMÉLIA BATISTA [COORDENADORA ADMINISTRATIVA E CONTADORA] - Com ampla experiência na gestão administrativo‐financeira de projetos culturais, incluindo orientação sobre legislação vigente e prestação de contas, Silvia Batista trabalha com importantes grupos e artistas do cenário cultural mineiro e nacional, como o Grupo Teatral Espanca!, a Cia de Teatro Luna Lunera, a Quick Cia de Dança e a Cia Mário Nascimento. Foi responsável pela gestão administrativo‐financeira do Grupo Galpão de 1997 a 2007, e de quase oitenta projetos dos mais diversos agentes culturais, nas áreas de música, teatro, dança e circo, inscritos nas leis municipal, estadual e federal de incentivo à cultura. ALEXANDRE TAVERA [COORDENADOR TÉCNICO E CENÓGRAFO] - Artista plástico, figurinista e cenógrafo, Alê Tavera foi coordenador de arte-educação do Museu Inimá de Paula e responde pela criação de exposições como Reinado de Chico Calu Repertórios Sagrados da Irmandade Os Carolinos e 35 anos de Cultura Hip Hop em BH, no Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. Seu trabalho autoral tem na relação entre cidade e sujeito a principal fonte de pesquisa e experimentação. PATRICK ARLEY [FOTÓGRAFO] - Patrick Arley é antropólogo e fotógrafo. Atualmente, cursa doutorado em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Possui mestrado em Antropologia e graduação em Ciências Sociais pela mesma instituição. Com ampla experiência no campo da antropologia visual, possui diversos trabalhos no Brasil e em África (Moçambique), que dialogam com as culturas negras e populares. Já participou de exposições no Brasil, Moçambique e França.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.