Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 235803Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Plano Plurianual Reviver Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG

FUNDACAO RODRIGO MELLO FRANCO DE ANDRADE
Solicitado
R$ 5,99 mi
Aprovado
R$ 5,99 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Planos Anuais Manutenç e Elabor de Planos Museológ
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Plano bianual
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2024-01-01
Término

Resumo

O Plano Plurianual "Reviver Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG" visa a manutenção dos espaços expositivos e a implementação de uma abrangente programação cultural e educativa, privilegiando os espaços verdes do Museu. O objetivo principal é promover a valorização do patrimônio ambiental numa perspectiva cultural, visando a conscientização sobre a necessidade de preservação da biodiversidade e a celebração dos saberes tradicionais como meio de salvaguarda. Serão realizadas exposições temáticas, programação artística, atividades educativas e publicação de periódico.

Sinopse

Exposição 1: Trilha das abelhas Esta exposição consiste de uma trilha na qual o visitante poderá visualizar diferentes espécies de abelhas sendo criadas em caixas específicas para diferentes espécies. Ao final da trilha o visitante será conduzido até um espaço coberto onde será possível vivenciar algumas questões específicas sobre a biologia das abelhas. No formato de atividade didático-pedagógica (oficina), público visitante terá a oportunidade de: 1- observar uma colmeia de vidro demonstrando distintos comportamentos das abelhas operárias; 2- observar de perto a entrada de uma colmeia de abelhas nativas sociais sem ferrão (abelha jataí); 3 - visualizar o mini cérebro da abelha em um estereomicroscópio; 4- realizar experimentos comportamentais para analisar o papel da fototaxia positiva na orientação das abelhas; 5 - fazer experimentos biofísicos para avaliar a refletância de luz UV em flores polinizadas por abelhas; 6- resolver jogos de psicologia experimental simulando tarefas de categorização realizadas pelas abelhas; 7- aprender sobre a diversidade de espécies, o comportamento social, os sentidos especiais, a alta capacidade cognitiva e o fenômeno de desaparição das abelhas, através de vídeos, painéis, pôsteres e panfletos. Exposição 2: Mercado Vivo: da Floresta à Mesa Atualmente tem sido amplamente divulgado pela mídia as discussões acerca da segurança alimentar e a produção de alimentos, as consequências do uso desenfreado de insumos agrícolas, os impactos da monocultura e como estes fatores afetam a segurança hídrica e alimentar do planeta. Propostas de solução para estes problemas existem e permeiam o campo da agroecologia, um termo que se popularizou na última década e hoje é possível vê-lo em muros e cartazes espalhados pelas cidades. No entanto, uma parte considerável das pessoas que vivem em zonas urbanas não têm a oportunidade de vivenciar estas questões na prática uma vez que a produção alimentar no Brasil está concentrada nas zonas rurais. O objetivo da exposição “Mercado vivo: da floresta à mesa” é conscientizar a comunidade sobre a alimentação e a relação dos indivíduos com uma variedade de alimentos naturais. A exposição aborda temáticas como origem dos alimentos, formas de cultivo, transgênicos, commodities, agrotóxicos e interações ecológicas. Ela ainda busca enfatizar a importância da diversidade de alimentos tanto em benefício da saúde dos indivíduos quanto para a nossa segurança alimentar. Para isso, a agroecologia será apresentada aos visitantes em um sistema agroflorestal a ser estabelecido no MHNJB próximo ao viveiro de mudas que produz espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, necessárias para projetos de restauração. Sistemas agroflorestais consistem do consórcio entre espécies nativas e alimentícias e, além de ser uma forma de produção de baixo carbono, são importantes na garantia da nossa segurança alimentar e contribuem para a mitigação do aquecimento global. Além de espécies nativas e plantas alimentícias convencionais, nos sistemas agroflorestais crescem também as plantas alimentícias não convencionais (PANC) com grande potencial alimentício. As PANC são espécies nativas ou exóticas que podem ser consumidas in natura e/ou processadas. Em um país altamente biodiverso como o Brasil, é importante que a população tenha acesso à informações confiáveis sobre as PANC pois, além de importantes componentes da nossa segurança alimentar, elas representam um aumento da diversidade nutricional disponível na mesa das pessoas. Nesta exposição todas as plantas alimentícias (convencionais ou não) que estiverem crescendo no sistema agrofloresta serão apresentadas aos visitantes juntamente com imagens e produtos de suas respectivas formas de consumo (seja uma foto do prato ou embaladas como as encontramos nos supermercado). Apresentando ao público os alimentos em sua forma natural e depois de processados, associados a painéis com informações gerais (ex.: história da domesticação, produção mundial, conteúdo nutricional, formas de consumo, técnicas de produção e processamento, etc.) ajudamos as pessoas a associar o valor cultural dos alimentos aos benefícios dos sistemas agroflorestais para um planeta vivo e altamente biodiverso. Exposição 3: PLANTAS SOBRE ROCHAS As plantas possuem diferentes hábitos de vida. A maioria delas se desenvolve na terra, enquanto outras são capazes de se desenvolver apoiadas sobre outras plantas, sem conexão com o solo. Há aquelas que vivem na água e aquelas que crescem sobre rochas. Ao longo do processo de evolução biológica das espécies foram sendo selecionadas características que garantem a sobrevivência destas plantas para cada um desses hábitos. Ao pensar em cada uma dessas situações, uma das mais desafiadoras são as plantas que crescem sobre rochas. Elas são capazes de desenvolver suas raízes diretamente sobre as pedras ou em pequenas rachaduras, onde um mínimo de solo e água se acumulam. As plantas de ambientes rochosos enfrentam condições nada favoráveis à vida como, por exemplo, uma grande variação térmica ao longo do dia, forte radiação, ausência de água, e regimes de ventos intensos. Por causa de tantas especificidades, grande parte destas plantas existem apenas em regiões muito específicas, ou seja são endêmicas das áreas em que ocorrem. Infelizmente, sua sobrevivência é ameaçada pela exploração mineral, colonização da área por espécies exóticas invasoras, incêndios provocados pelo homem e comercialização ilegal. O objetivo da exposição “Plantas sobre rochas” é dar visibilidade aos principais grupos de plantas que ocupam os ambientes rochosos mineiros, como as cangas (material ferruginoso rico em hidróxidos de ferro e também de alumínio, concentradas no quadrilátero ferrífero), campos rupestres quartzíticos (quartzo) e afloramentos de calcários. A exposição vai apresentar aos visitantes a história evolutiva biológica e geológica destes ambientes, as especializações vegetais e dialogar sobre as peculiaridades relacionadas a sua conservação. Para isso, serão criados pequenos espaços expositivos a céu aberto, na forma de jardins de pedra, onde as plantas serão expostas. Exposição 4: AO VENCEDOR, AS BATATAS Muitas plantas são capazes de armazenar água e nutrientes em órgãos vegetais como folhas, caules e raízes, tornando-se dessa forma atrativas para o consumo humano e dos demais animais. Em um tradicional hortifruti encontramos vegetais como batata, cenoura, beterraba, batata baroa, cará, inhame, entre outros, amplamente consumidos pela população brasileira. Contudo, quando temos acesso aos hábitos alimentícios de comunidades indígenas e também comunidades tradicionais, essa diversidade vegetal passa a ser muito pequena, frente ao número de espécies de plantas tuberosas com potencial de uso alimentar. As plantas usadas por estas comunidades são nativas do Brasil e constituem uma importante alternativa de alimento, frente ao cenário de insegurança alimentar que se apresenta. Faz-se necessário conhecer e dar visibilidade a essa cultura, que tem se perdido com a erosão do conhecimento entre os povos indígenas e tradicionais e a destruição do hábitat e desaparecimento dessas plantas. A exposição “Ao vencedor, as batatas!”, frase célebre de Quincas Borbas, personagem de Machado de Assis, tem como objetivo apresentar ao visitante do MHNJB espécies de plantas tuberosas utilizadas por comunidades indígenas e tradicionais e dialogar sobre os diversos usos e sua importância de conservação. Plantas como o umbuzeiro (Spondias tuberosa), a mucunã (Macropsychanthus grandiflorus), a jalapa (Operculuina macrocarpa), utilizadas no paisagismo, por exemplo, tem suas “batatas” (estruturas tuberosas subterrâneas) como importantes fontes de carboidrato dos povos originários do vale do rio do Jequitinhonha no norte de Minas Gerais. Assim, em um cenário de insegurança alimentar, apenas quem tiver o conhecimento das batatas alimentícias não convencionais será capaz de perpetuar sua existência. Por isso, esta exposição tem como objetivo conscientizar o pública sobre a importância da biodiversidade na alimentação da população humana, bem como trazer informações sobre as espécies de batatas utilizadas pelos povos indígenas do norte de Minas Gerais. Exposição 5: A Marujada Candeias é um vilarejo localizado em Conceição do Mato Dentro, na face leste do Espinhaço mineiro. A comunidade quilombola conta com poucas casas e menos de uma centena de moradores distribuídos ao longo de uma pequena rua, mas carrega uma história secular imensurável. Dentre uma de suas manifestações culturais mais notáveis, está a Marujada. No Brasil colonial, o povo negro, além de sofrer com toda violência dos colonizadores, era impedido de frequentar as igrejas construídas pelos portugueses. Então criaram a irmandade da Nossa Senhora do Rosário que possuíam suas próprias igrejas, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Conceição do Mato Dentro. Dessa forma, a Marujada possui profunda devoção pela Nossa Senhora do Rosário como revelado pelo Sr. Chiquito, mestre ou capitão da Marujada de Candeias. É de suma importância que toda essa tradição e história resista ao anos, pois ela faz com que a consciência do passado nos guie por um futuro mais culturalmente diverso, equitativo e justo. Recentemente foi produzido um álbum musical registrando uma tradição centenária, contribuindo na divulgação e manutenção desse patrimônio imaterial único e em risco. Nesta proposta, vamos apresentar ao público esta tradição através das músicas, histórias e imagens.

Objetivos

Objetivo geral O objetivo principal deste Plano Plurianual é aprimorar a estrutura e enriquecer a programação do Museu de História Natural e Jardim Botênico, ao ar livre e nos espaços expositivos do equipamento cultural. Além de aumentar a oferta cultural de Belo Horizonte, o projeto propõe sensibilizar a comunidade local situada no entorno do MHNJB, além do público expontâneo e parceiros institucionais, sobre a importância da preservação e valorização do patrimônio integral da região. Dessa forma, seguindo as premissas do Decreto 10.755, de 2021, Art. 2º, o projeto a ser apoiadocontará com programas e ações culturais visando as seguintes finalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; IV - promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; XI - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira; Objetivos específicos Realizar, ao longo de 24 meses: > Produto Plano Anual: manter o museu por 2 anos (24 meses), com atividades administrativas e museológicas; contratação de recursos humanos para ampliação do funcionamento do museu e jardim botânico; gestão e preservação de acervos; criar e executar projeto de sinalização nos ambientes externos do Museu; criar e executar projeto de acessibilidade física dos ambientes internos e externos do Museu; realizar as ações de comunicação do projeto; Atender 20.000 visitantes por ano, 40.000 no total. > Produto Exposição de Artes: conceber e produzir 5 exposições artísticas, culturais e científicas, privilegiando o uso de ambientes externos com arquitetura efêmera e utilizando-se de linguagens artísticas, como instalações, sites specifics, performances e demais criações plásticas e visuais do campo das Artes; > Produto Festival/Mostra: criar e executar agenda cultural com ao menos 12 atividades por semestre, ao longo de 18 meses, tais como: ações de imersão coletiva, apresentações artísticas e culturais, palestras e rodas de conversa, entre outros, relacionados à assuntos pertinentes aos campos das artes, dos museus e do patrimônio cultural e ambiental; > Produto Curso/Oficina/Estágio: Realizar ações educativas e formativas, relacionadas à biodiversidade e saberes tradicionais, ao longo de 18 meses. Atendimento educativo a grupos, com 6000 pessoas ao ano, total 12000 pessoas, a preços populares. > Produto Periódico: Realizar 2 publicações digital e impressa da revista Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico, apoiando ações de pesquisa e divulgação científica. > Produto Contrapartida Social: criar e executar o programa "Vizinhos do Museu", visando ampliar o acesso espontâneo e agendado, com oferta de visitas mediadas gratuitas para grupos previamente definidos, como a população moradora dos bairros situados no entorno do Museu, Escolas Públicas da cidade, público de baixa renda, pessoas com deficiência, idosos, pessoas autodeclaradas pardas e negras, quilombolas, indígenas e LGBTQIA+. Atendimento educativo GRATUITO a grupos, com 6000 pessoas ao ano, total 12000 pessoas.

Justificativa

A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei 8.313/91, é fundamental para o financiamento deste projeto, uma vez que ele se enquadra nos incisos do Art. 1º: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; A seguir, destacamos como o projeto se alinha com os objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91: Inciso III - Difusão Cultural: O projeto promove a difusão cultural ao oferecer uma programação cultural diversificada, incluindo exposições, atividades educativas, oficinas, palestras e apresentações artísticas, que enriquecerão a experiência cultural da comunidade. Inciso IV - Formação de Recursos Humanos: O projeto inclui atividades educativas que visam a formação e sensibilização de recursos humanos, tanto no âmbito da cultura quanto da preservação ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de conhecimento e conscientização. Inciso V - Integração Nacional: Ao disponibilizar essas atividades para a comunidade local, escolas públicas, organizações sociais e demais grupos, o projeto busca integrar diferentes setores da sociedade, fortalecendo os laços entre a universidade e a população. Inciso VII - Fomento à Produção Artística e à Preservação do Patrimônio Cultural: O projeto incentiva a produção artística ao explorar a relação entre arte, cultura e biodiversidade, ao mesmo tempo em que contribui para a preservação do patrimônio cultural e ambiental por meio da valorização dos saberes tradicionais. Inciso VIII - Promoção de Eventos Culturais e Artísticos: A programação cultural proposta no projeto inclui a realização de eventos culturais e artísticos, como exposições e apresentações, que enriquecem a vida cultural da região. O Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG (MHNJB) conta com uma área de aproximadamente 60 hectares de área verde. Inaugurado na década de 1960, recebe anualmente 35 mil visitantes, dos quais cerca de 20 mil (58%) visitantes correspondem ao público agendado, oriundo de escolas da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Instituições de Ensino Superior, tanto públicas como privadas. Além disso, desenvolve inúmeras iniciativas como as atividades de intercâmbio científico, técnico e cultural com a comunidade acadêmica, público expontâneo e instituições parceiras. O MHNJB é a terceira maior área verde de Belo Horizonte, mantendo uma biodiversidade extremamente rica, grande parte composta por remanescente de Mata Atlântica. Ainda possui 20.000 m² de jardins ornamentais, seis jardins temáticos, dois telados de coleções ex-situ de plantas vivas com cerca de 2.000 espécimes e um viveiro para produção de mudas. O setor técnico do Jardim Botânico é responsável pelo manejo e conservação da vegetação, bem como por documentar e manter as coleções de plantas vivas, com reservas genéticas e bancos de germoplasma, em especial as espécies raras ou ameaçadas da flora nativa. Também produz mudas de espécies, preferencialmente nativas, adequadas à restauração ou reabilitação ambiental, recomposição de jardins e do arboreto. O MHNJB ainda conta com seis espaços de exposições de longa duração e com duas reservas técnicas que salvaguardam aproximadamente 24 mil itens oriundos das áreas de Arqueologia, Arte, Botânica, Etnografia, Geociências, Paleontologia e Zoologia. O Museu também recebe itens arqueológicos oriundos das pesquisas científicas realizadas na UFMG e de outras instituições públicas e privadas. Atualmente, o acervo das reservas técnicas está em processo de digitalização e, parte dele, encontra-se disponível para consulta no site do MHNJB. Além disso o Setor preside a Comissão Permanente de Acervos (Copace), que é responsável pela elaboração da Política de Acervos do museu e por emitir parecer sobre aquisição, descarte, solicitação de pesquisa e demais assuntos relativos aos acervos. Um dos principais acervos do museu é o Presépio do Pipiripau, patrimônio cultural tombado pelo IPHAN, reconhecido como um dos bens culturais mais importantes de Minas Gerais. O MHNJB realiza inúmeras ações de divulgação das ciências e da cultura, sendo a principal a publicação da revista Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico, criada em 1974, acessada em diferentes países do mundo. O Museu se destaca pela importância da sua biodiversidade que preserva em seu interior e pelos serviços ambientais que oferta para a cidade, como a amenização do clima, reduzindo a temperatura e a retenção da água da chuva, evitando alagamentos, além do sequestro de carbono da atmosfera. O MHNJB está aberto ao público e recebe visitas de dezenas de escolas e milhares de alunos anualmente, bem como um público variado que participam das atividades educativas e culturais, visitam as exposições ou os espaços abertos para o lazer contemplativo. Importante lembrar, que na manhã do dia 15 de junho de 2020, o museu foi surpreendido com a notícia de um incêndio no prédio onde ficavam guardados inúmeros espécimes de inestimável valor científico e cultural. Apesar de o fogo ter sido controlado pelos Bombeiros em poucas horas, ele afetou duramente o espaço onde ficava guardada parte importante do acervo do Museu, como itens de zoologia, arqueologia, paleontologia, materiais etnográficos e cerâmicas do Vale do Jequitinhonha. Apesar do enorme esforço da universidade e da equipe do museu em levantar fundos para recomposição da reserva técnica, eles foram insuficientes para cobrir os custos de reconstrução do prédio. Somado a essa perda irreparável de parte do acervo, a pandemia também teve sérias consequências para a vida do museu. Com o incêndio e quase dois anos de portas fechadas, muitas das atividades foram encerradas, as exposições sofreram com a umidade e invasão de cupins em suas estruturas. Como consequência do longo período de isolamento ao qual as pessoas se acostumaram e a falta de atividades culturais no museu, o público espontâneo não voltou e as opções de atividades educativas voltadas para as escolas foram reduzidas. Nesse sentido, o Museu pode ser considerado uma das principais instituições congêneres no Brasil atuando de forma sistemática em ações de preservação do meio ambiente, educação ambiental, educação patrimonial e ações educativa diversas, além de ser um espaço de confluência de saberes e conhecimentos de diferentes área. Este projeto fomentará essas iniciativas formativas e culturais bem como qualificará suas ações relacionadas à salvaguarda de seus acervos, ampliando a possibilidade de acesso a esses bens tanto para pesquisadores quando para o público visitante.

Estratégia de execução

Os bens permanentes adquiridos com a devida comprovação, serão destinados após o término do projeto ao Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, continuando a beneficiar o funcionamento da instituição e a comunidade em geral.

Especificação técnica

1) Plano Anual: > Duração: Anual. > Recursos Materiais: - Para manutenção dos espaços expositivos internos: Materiais de construção, tintas, elementos de exposição.- Para gestão e preservação das coleções de acervo: Equipamentos de preservação, sistemas de segurança, materiais de conservação.- Para atividades administrativas e recursos humanos: Salários, equipamentos de escritório, sistemas de segurança.- Para ampliação da capacidade de visitação: Materiais promocionais, sistemas de agendamento, materiais para visitas mediadas. > Metas: - Manter os espaços expositivos internos em boas condições para apoiar a programação cultural e educativa.- Realizar atividades de gestão e preservação das coleções de acervo, incluindo a manutenção da reserva técnica e do Presépio do Pipiripau.- Manter as atividades administrativas e contratar recursos humanos para o funcionamento do museu e jardim botânico.- Ampliar a capacidade de visitação do público espontâneo, mantendo o setor de recepção de público e oferecendo visitas mediadas. 2) Exposições Artísticas, Culturais e Científicas: > Duração: 18 meses, abrangendo a fase de execução do projeto. > Recursos Materiais: - Insumos para concepção e produção das exposições.- Estruturas temporárias e elementos de arquitetura efêmera.- Equipamentos de iluminação e som.- Materiais de comunicação visual. > Metas: - Conceber e produzir 5 projetos de exposições em ambientes externos com arquitetura efêmera e linguagens artísticas diversas.- Estruturar os espaços externos para a produção das exposições e demais atividades culturais ao ar livre. 3) Ações Culturais e Educativas: > Duração: Anual. > Recursos Materiais: - Materiais para as atividades culturais, como materiais de oficina e equipamentos para apresentações artísticas.- Recursos audiovisuais para palestras e seminários.- Materiais promocionais para divulgar as atividades. > Metas: - Criar e executar 1 agenda cultural semestral para alcançar públicos diversos.- Realizar 15 atividades culturais e formativas semestralmente para apoiar a programação das exposições temporárias.- Manter as atividades de visitas mediadas e a equipe do setor educativo do Museu. 4) Ações de Acessibilidade: > Duração: 18 meses, durante a fase de execução do projeto. > Recursos Materiais: - Materiais de sinalização.- Equipamentos de acessibilidade física.- Materiais para percursos mediados e trilhas interpretativas. > Metas: - Criar e executar 1 projeto de sinalização nos ambientes externos do Museu, focando nos ambientes de acesso ao público.- Criar e executar 1 projeto de medidas de acessibilidade física nos ambientes internos e externos do Museu.- Criar e executar 1 projeto de percursos mediados e trilhas interpretativas nos ambientes externos do Museu. 5) Ações de Divulgação e Publicação: > Duração: Anual. > Recursos Materiais: - Materiais de comunicação, como publicações, materiais promocionais e recursos para mídias sociais.- Materiais de identidade visual e design gráfico.- Recursos para manutenção do site do Museu.- Materiais para publicações digitais e impressas. > Metas: - Apoiar as ações de comunicação do projeto para alcançar o público por meio de redes sociais, imprensa e outras mídias.- Criar e executar 1 projeto de identidade visual e design gráfico para aplicação em produtos culturais do projeto.- Apoiar as ações de manutenção do site do Museu.- Apoiar a publicação digital e impressa de revistas, periódicos, cartilhas, recursos de mediação e formação complementar.- Apoiar as ações de pesquisa e divulgação científica. 6) Contrapartida Social: > Duração: Anual. > Recursos Materiais: - Materiais promocionais para o programa "Vizinhos do Museu".- Recursos para visitas mediadas gratuitas. > Metas: - Criar e executar 1 programa "Vizinhos do Museu" para ampliar o acesso espontâneo e agendado, oferecendo visitas mediadas gratuitas para grupos previamente definidos.

Acessibilidade

Para garantir a acessibilidade física do projeto serão implementadas as seguintes medidas: Rampas de Acesso: Serão instaladas rampas de acesso em áreas estratégicas do museu e do jardim botânico, permitindo que pessoas com mobilidade reduzida, incluindo cadeirantes, tenham fácil acesso a todas as áreas e exposições. Banheiros Adaptados: Serão disponibilizados banheiros adaptados para atender às necessidades de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, incluindo barras de apoio, espaço adequado e sinalização tátil. Guias Táteis: Serão instalados guias táteis em locais de grande circulação, como corredores e áreas de exposição, para orientar pessoas com deficiência visual ou com dificuldade de orientação espacial. Acessibilidade de Conteúdo: Para garantir a acessibilidade de conteúdo do projeto, serão adotadas as seguintes medidas: - Tradução em Libras: Oficinas, palestras e apresentações artísticas terão intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) disponíveis para tornar o conteúdo acessível a pessoas surdas ou com deficiência auditiva. - Braille: Serão disponibilizados materiais em Braille, como guias e informações sobre exposições, para que pessoas com deficiência visual possam acessar e compreender o conteúdo. - Audiodescrição: As exposições terão audiodescrição em sessões ou gravadas, que permitirá que pessoas com deficiência visual entendam e apreciem o conteúdo visual por meio de descrições detalhadas. - Legenda Descritiva: Vídeos e apresentações audiovisuais serão legendados de forma descritiva, proporcionando acesso ao conteúdo para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. - Visita Sensorial: Serão oferecidas visitas sensoriais guiadas, onde os participantes terão a oportunidade de explorar as exposições por meio do tato e de outros sentidos, proporcionando uma experiência rica e inclusiva. Materiais de Divulgação Acessíveis: Os materiais de divulgação, como folhetos e guias, serão produzidos em formatos acessíveis, incluindo versões em Braille e digital, para garantir que todos possam ter acesso às informações do projeto. Essas medidas de acessibilidade física e de conteúdo serão implementadas de forma a garantir que o projeto seja acessível a todas as pessoas, promovendo a inclusão e a igualdade de acesso à cultura e à biodiversidade no Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG, nos termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018.

Democratização do acesso

Gratuidade de Acesso, meia-entrada e preço popular: Todos os produtos serão comercializados a preço popular, com valor máximo de R$ 20,00. O acesso ao Museu de História Natural e Jardim Botânico UFMG será gratuito para moradores residentes dos bairros vizinhos ao MHNJB, estudantes e educadores de escolas públicas, crianças com até 5 anos. O valor do bilhete de entrada terá preço popular, R$ 12,00 inteira e R$ 6,00 meia. Será adotada política de meia entrada a todos os estudantes e idosos. A Revista será vendida a R$ 20,00 com doação de 10% para bibliotecas e escolas públicas. A cota promocional distribuída aos patrocinadores obedecerá ao Art 27 I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado. Políticas de Democratização do Acesso às Atividades Culturais e Educativas: Além das exposições e apresentações principais, serão oferecidas atividades que proporcionarão aos visitantes a oportunidade de aprender e interagir de forma prática com temas relacionados à arte, cultura e biodiversidade. Haverá políticas de acesso com gratuidade e/ou reserva de vagas para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como: negros, indígenas, povos tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico; Art 27. II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; Parcerias com Escolas e Organizações Sociais: Serão estabelecidas parcerias com escolas públicas, instituições educacionais e organizações sociais para oferecer visitas gratuitas, garantindo que estudantes e grupos em situação de vulnerabilidade social também tenham acesso à programação cultural. Art. 27 II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, Vale-cultura: Haverá a aceitação do Vale-Cultura como meio de pagamento quando da comercialização dos produtos culturais resultantes, nos termos da Lei nº 12.761, de 2012. Em complemento, serão adotadas as medidas de ampliação de acesso previstas no Art. 28: II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27 IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; Essas medidas visam assegurar que o projeto seja acessível e inclusivo, promovendo a democratização do acesso à cultura, à biodiversidade e à valorização das tradições culturais, alcançando um público amplo e diversificado.

Ficha técnica

PROPONENTE Fundação Rodrigo de Mello Franco de Andrade (FRMFA) Função no projeto: Gestão administrativo-financeira Currículo resumido: A Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade (FRMFA), fundação de Apoio à Cultura da UFMG, trabalha pelo desenvolvimento e promoção da cultura na Universidade, em Tiradentes e em Minas Gerais. Em 2022, foi credenciada pelo MEC e MCTI, em virtude da sua competência e vocação, como fundação de apoio da UFMG, tornando-se apta a gerir projetos, cursos, eventos e iniciativas das mais diversas áreas do conhecimento, considerando sua transversalidade no ensino, na pesquisa e na extensão. A Fundação de Cultura foi criada em 1970 com o objetivo de colaborar com os órgãos públicos envolvidos na preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural na cidade de Tiradentes. Desde então, desenvolve vários projetos para este fim, atuando desde 2010 em parceria com o Campus Cultural UFMG em Tiradentes no Museu Casa Padre Toledo, no Centro de Estudos e Biblioteca e no Quatro Cantos Espaço Cultural. EQUIPE PRINCIPAL Profa. Dra. Verona Campos Segantini – Presidente da FRMFA Função no projeto: Gestora administrativa financeira Currículo resumido: Graduada em História pela UFMG e Design de Ambientes pela UEMG. Doutora e Mestre em Educação pela UFMG. Professora Adjunta da Escola de Belas Artes. Atua no Curso de Graduação em Museologia e no Mestrado profissional em Educação (Promestre/FaE) em disciplinas relacionadas à concepção, planejamento e execução de projetos expográficos. Realizou vários projetos de exposições nos museus universitários e coordenou o Núcleo de Expografia do Espaço do Conhecimento UFMG (2011/2014). Destacam-se o desenvolvimento dos projetos expográficos Canção Amiga: Clube da Esquina; Sentidos do Nascer; Seu Lixandre: Narrativas de Catação; Assombro do Conhecer; Processaber. Coordenou a Rede de Professores e Pesquisadores em Museologia. Participou do Scholarship Programme for Young Professors and Researchers from Latin American Universities (Coimbra Group) na Universidade de Pádua. Atua em diferentes projetos de pesquisa, ensino e extensão sobre seguintes temas: educação das sensibilidades, cidade, museologia, formação de coleções e expografia. Foi Coordenadora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes (2019/2021). Atualmente é Presidenta da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade. Fernanda Antunes Carvalho Função no projeto: Coordenação Curatorial Currículo resumido: Pesquisadora e professora da UFMG. Possui graduação em Ciências Biológicas pela mesma universidade. Mestre em Botânica pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Doutora em Ciências Naturais pela Universidade de Munique na Alemanha. Desde 2019 tem atuado em diferentes projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de participar de um programa de especialização docente. Atualmente é a vice-diretora do Museu de História Natural e Jardim Botâncio da UFMG Sara Moreno Rocha – Diretora da FRMFA Função no projeto: Coordenação administrativa Currículo resumido: Gestora de projetos, organizações e empreendimentos criativos, com atuação em Gestão Pública e do Terceiro Setor. Coordenou iniciativas na área de Artes, Museus, Patrimônio Cultural, com foco em metodologias de desenvolvimento de projetos e equipes. Foi gestora de parcerias com OSCs e participou de Conselhos de Política Pública. Tem experiência em grandes instituições (Diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte 2019-2021; Gerente de Promoção do Palácio da Liberdade / Appa 2018; Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado 2014; Analista de Artes Visuais do Sesc MG 2012-2014) e em organizações independentes (Gambilogia; Marginalia+Lab). Cursou o Mestrado em Artes na UFMG, Especialização em Arte Contemporânea na PUC-MG e a graduação em Artes Visuais na UFMG. Possui formação complementar pela Fundação Dom Cabral e Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP. Atualmente é Coordenadora administrativa da fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e sócia da Inventário Cultural. Carlos José de Almeida Neto Função no projeto: Analista de Projetos Currículo resumido: Formado em Museologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com intercâmbio acadêmico na Universidade de Évora (UE), Portugal. Já atuou como museólogo no Projeto de Inventário e Política de Acervo do Museu do Escravo em Belo Vale (MG), na elaboração do Plano Museológico para o Museu Municipal de Itaúna, e na área de produção de exposições, nas atividades de curadoria, planejamento narrativo, conceito, pré-produção, montagem e avaliação. Atuou como Técnico em Artes Plásticas, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, onde auxiliava as produções nas montagens e desmontagens de exposições de curta duração. Hoje, atua como analista de projetos na Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e é sócio fundador da empresa de consultoria Cavalinho de Pau: projetos museológicos. Lucas de Vasconcellos Função no projeto: Coordenação das estratégias de comunicação Currículo resumido: Pesquisador, curador e produtor cultural. Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG (2022), também possui graduação em Museologia pela mesma universidade (2019). Desde 2016, atuou em diferentes instituições culturais, como a Fundação Eugénio de Almeida, Fundação Clóvis Salgado, Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, além de possuir experiência como parecerista de projetos em editais de fomento cultural.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

2025-12-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais