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O projeto Cia de Uma Vez propõe colocar em movimento não só os espetáculos, mas o processo criativo, envolvendo coreógrafos, bailarinos, equipes, compartilhando visões de mundo. Sob a Direção Artística é de Luiza Braz Batista (BH), encontros criativos com o objetivo de no primeiro ano ter dois espetáculos, artistas de duas regiões, Norte e Nordeste. Circuito de curtas temporadas, totalizando seis apresentações. A segunda ação é a Residência Artística "Corpo sua voz" com Luiza Braz Batista, uma em cada semestre, aberta para bailarinos de todo território brasileiro.
Sobre a criação dos espetáculos ( produto principal) Teremos duas criações, uma em Manaus e outra em Salvador, a proposta é explorar a cultura local, seus costumes, crenças, cores, sempre passando por este fio condutor da Cia de Uma vez Só, que discute a autonomia criativa, dançar sem rótulos, sem estereótipos, além de dar visibilidade para corpos negros, mulheres pretas, trans, mães solo, bailarinos que não encontram espaço em cias tradicionais. Sobre a residência artística com Luiza Braz Batista (produto secundário) Serão duas residências, uma em cada semestre, a oportunidade desta artista reconhecida dentro e fora do Brasil de partilhar sua experiência como bailarina criadora e independente, uma assinatura coreográfica que passa pela defesa de dançar livremente, falar através do corpo, mas também da voz, da teatralidade. Sobre o encontro de coreógrafos (as) - ( produto secundário) Atualmente no Brasil a dança não tem encontrado ressonância coletiva de criação, assim, estamos propondo que a cidade de Belo Horizonte seja ponto de encontro anual de coreógrafos, que além de trocarem entre si, poderão escolher bailarinos (as) para imprimirem suas assinaturas, ao mesmo tempo este bailarino passa a ter uma obra feita para ele e assim circular pelo Brasil.
Apresentação: "Me interessa a cosmovisão, me interessa a insurgência de um pensamento que, ao longo do tempo histórico, foi desprezado, marginalizado, estigmatizado e, inclusive, taxado de fabulação".Ailton Krenak Já imaginou acordar e começar a criar um espetáculo para ser apresentar no final do dia no teatro? Loucura. Já imaginou criar um espetáculo com pessoas que nunca viu, ainda não experimentou dançar ou atuar, para apresentarem juntos? Loucura, mas ainda um pouco mais provável. E se juntássemos tudo, de uma vez só, bailarinos criadores se reunissem para uma única experiência, uma única apresentação? Este é mote da Cia Criativa "De uma vez só" , dirigida pela artista Luiza Braz Batista.A arte é um caminho de subversão, o artista empresta ao mundo seu corpo, sua voz, sua atuação, sua capacidade de registro e captação das emoções, sua intelectualidade, mas ele não faz isso de forma segmentada, ele é atravessado por esta teia criativa, para expressar ao mundo, suas concordâncias e discordâncias, seus medos e convicções, seus apelos e sua afetividade, seus sonhos e perspectivas, suas lutas e o faz antropofagicamente, para que seja palatável, digerido, absorvido, de forma lúdica e poética.E quando nos afastamos para ter uma visão mais ampla, percebemos que em diversos pontos do planeta existe uma conexão criativa entre aqueles que tem a arte como extensão da vida, muitos ecos, confluências artísticas mediadas pelo desejo do diálogo, da interação, do encontro. Se pensarmos que o corpo que dança, canta, atua, pinta, esculpe, costura, projeta é o mesmo. A dança, o canto, o teatro, a pintura, o artesanato são diferentes formas de expressão desse mesmo um corpo. Interessa-nos explorar a expressão do ser humano sem categorizar, separar, definir os meios pelo qual essa expressão é feita.Assim, voltamos ao ponto no alto da página, ao trazer a citação do Ailton Krenak ela sintetiza este desejo de olhar o mundo sem fabular ( uma alusão ao que não existe, fantasioso) sem tirar a verdade, sem colocar uma verdade que não pertence ao outro, importa dar vazão ao desejo puro, sem filtros sociais, importa deixar fluir as emoções sem as fronteiras das técnicas, elas existem isso é fato, mas não podem ser limitantes do processo de criação, elas o são como o próprio nome diz, técnicas.A Companhia criativa "De uma vez só" é perpassada pelas confluências artísticas, sejam quais forem, para que este corpo se expresse livremente, através de suas habilidades e competências. Ela reúne uma pluralidade de linguagens e artistas convictos de que existe algo que unifica, mesmo que seja por um único momento. As decisões individuais impactam na construção das coletividades, se o processo se inverte, pensando em como somos coletivos, a individualidade de cada um permanece como norte para um caminho criativo mais rico e experimentado.A proposta de se uma Cia de Uma vez só passa também pela oportunidade de colocar no mesmo espaço, artistas que tem seus trabalhos permanentes, mas que desejam se aventurar nesta liberdade de criação, dar vazão com todos os sentidos, impossível no cotidiano da produção artística condicionada por editais, empresas, pelo mercado.O processo criativo coreográfico tem uma duração intensiva de quinze dias, no entanto, os bailarinos criadores, receberão os nortes, dicas, textos, material para estudo, após os quinze dias, o espetáculo resultado desta vivência é apresentado no palco, com a chancela da Companhia Criativa De uma vez só, direção artística de Luiza Braz Batista, com produção executiva de luz, som, figurino, assessoria de imprensa, a infraestrutura executiva e técnica necessária para o que será oferecido ao público.A Companhia que terá uma filosofia itinerante, viajando pelo Brasil e exterior, irá divulgar com antecedência seu roteiro de circulação, que possibilitará que artistas locais se organizem para participar, ou ainda que a Cia seja seguida, deslocando artistas de seus estados de origem para estarem onde o espetáculo será produzido. A estreia da Cia de Uma vez Só será em Belo Horizonte, um "Encontro de coreógrafas" , mulheres fortes que são referência por sua trajetória. Luiza Braz Batista convida Gal Martins, bailarina, coreógrafa, negra, ativista, mora em São Paulo, premiada e destacada por sua atuação no Capão Redondo, bairro da periferia de SP. Juntas elas farão uma audição de bailarinos negros e bailarinas negras em Belo Horizonte, para atuar nesta obra de edição única, potente artística e socialmente, vibrante pela união da técnica desta duas coreografas, com a estreia em espaços alternativos, serão 3 apresentações. Uma oportunidade importante na carreira do artista da dança, que terá ao mesmo tempo a possibilidade de conhecer duas trajetórias distintas, técnicas distintas de criação, ricas artisticamente, mulheres que tiveram que desbravar o caminho, lutar e continuar lutando contra imposições elitizantes e segregadoras. Será uma troca objetiva e subjetiva de narrativas identitárias. De forma resumida, o projeto possui as seguintes ações artísticas: 1. Pesquisa e criação de dois espetáculos, realizados com bailarinos de duas regiões brasileiras, Norte e Nordeste. 2. Produção das apresentações, na região norte será em Manaus e no Nordeste será em Salvador. Serão 4 apresentações. 3. Residência artística com Luiza Braz Batista, semestralmente, em Belo Horizonte, duas apresentações em espaços alternativos. 4. Encontro de coreógrafos em Belo Horizonte: Uma vez ao ano, Belo Horizonte será o espaço da criatividade e da criação em dança. Cinco coreógrafos serão convidados, cada um deles irá selecionar dois ou três bailarinos para criar uma obra de dança Objetivo geral: * Pesquisa e criação da Cia de Uma vez Só, uma cia itinerante que abre espaço para bailarinos das cinco regiões brasileiras. * Criar dois espetáculos, um com bailarinos da região norte e um com bailarinos da região nordeste. Objetivos específicos: ** Realizar o encontro de coreógrafos anualmente, o espaço da criação e da criatividade, para compartilhar com as novas gerações. **Realizar uma residência artística com duração de quinze dias consecutivos, uma vez por semestre, resultando em uma obra de dança.**Abrir oportunidade de trabalho para 5 bailarinos (as) profissionais, selecionados a partir de uma curadoria artística, para cada espetáculo criado. **Realizar a produção executiva e estreia da Cia Criativa De uma Vez só com sua primeira turnê. **Ocupar espaços alternativos para intervenções performáticas, trechos em processo do espetáculo da Cia.**Produzir novas metodologias e práticas criativas para espetáculos de dança** Registrar os processos objetivos e subjetivos, diálogos, depoimentos, aulas e ensaios.
Justificativa Cultural "Não estou interessada em como nos movemos, mas o que nos move."Pina Bausch O corpo que dança, canta, atua, pinta, esculpe, costura, projeta é o mesmo. A dança, o canto, o teatro, a pintura, o artesanato são diferentes formas de expressão desse mesmo um corpo.O objetivo é explorar a expressão do ser humano sem categorizar, separar, definir os meios pelo qual essa expressão é feita. Interessa-nos ver um ser humano se expressando e não precisar definir se é teatro, dança, pintura, mas que a fruição seja o elo que une artista e público. Neste bojo, nos interessa o diálogo, a troca, as relações: do corpo com o espaço, do corpo com o outro, do ser humano com a própria história, com a história dos outros, a história de um lugar, com a memória, com os afetos. A troca e o diálogo possibilitam a tomada de consciência de si, do outro, do espaço, do tempo. O pensamento do ser humano é, por natureza, dialógico. A "janela da consciência" se abre quando dialogamos, quando estamos "conversando" com outra pessoa. Em uma conversa, podemos reter pensamentos e refletir sobre problemas por horas, às vezes sem interrupção. Por isso, muitas vezes imaginamos debater com outra pessoa ou explicar algo a ela quando estamos tentando resolver um problema sozinhos. Dentro deste arcabouço artístico ainda se destaca a importância de questionar as formas de diálogo, as tomadas de decisões, escolhas e responsabilidade do artista em cena e no processo criativo. O artista como ser consciente, pensante, político. Tudo isso sem perder foco da importância do sentir e intuir. Explorar intuição como força criativa inteligente. Com poder de decisão e escolha. Questionando formas ultrapassadas de autoridade impostas em nossos corpos, em nossas visões artísticas e maneiras de criação. Tudo isso destaca a importância da circularidade do compartilhamento do fazer artístico. No que concerne os objetivos do projeto da Companhia Criativa De uma vez só, eles se justificam em duas dimensões salutares, na dimensão artística a possibilidade de dar voz e oportunidades para bailarinos e bailarinas independentes, criando espaços produtivos de exibição da experiência na cena cultural. Na dimensão operativa e cidadã, fomento ao trabalho remunerado, para o público a produção e acesso a novos formatos de apresentação da obra artística. O projeto irá movimentar a cena cultural de dança, quebrando paradigmas, processos engessados de criação, formatos considerados absolutos, apresentando um campo amplo de produção de oportunidades de trabalho. Ao mesmo tempo, quem ganha é o público que poderá buscar outras formas de identificação, que lhe pareçam mais próximas, desmistificando a narrativa de que quando se pensa em dança, automaticamente remetemos ao clássico, aos espetáculos de repertório. O encontro da Luiza Braz Batista e outros bailarinos criadores tem um objetivo muito especial e necessário dentro da cena de dança, unir artistas que em seu trabalho coreográfico, pensam na dança como ato politico. Nesta ação, o foco está no corpo negro na dança, o corpo periférico, o corpo trans, o corpo fora do padrão estético, este corpo físico e social. Gal Martins, será uma das convidadas, ela tem se dedicado a desenvolver trabalhos baseados no hibridismo característico às criações coreográficas na contemporaneidade. O ponto de partida das criações são as poéticas do corpo negro e como ele está inserido na sociedade. Focaliza temas pertinentes à sociedade atual, no modo em que chegam e afetam a todos diretamente, seja no cotidiano das ruas, nas relações sociais e interpessoais, na mídia ou na própria arte. A Dança da Indignação, conceito criado pela artista, norteia a pesquisa de linguagem estética da companhia, que pretende reverberar no ato dançante as indignações coletivas, numa abordagem política poética que aponta para as intersecções entre arte e vida. Tendo feito uma escolha singular ao atuar diretamente na periferia sul de São Paulo, onde este território influencia diretamente o seu processo artístico. Luiza Braz Batista, atua na ponte Belo Horizonte - Alemanha, e ao longo da sua carreira desenvolveu uma assinatura que tenta colocar a dança em um espaço de diálogo com outras linguagens, subvertendo rótulos ( clássico, contemporâneo, moderno), onde o corpo em movimento, o corpo que fala, expressa, reúne emoções e vivências, não dançamos sem nossas trajetórias, é onde a dança está presente. A Cia de Uma vez só não é uma cia tradicional de dança, é um espaço criativo e cooperado de artistas, sem rótulos, sem barreiras para criação, que chega para tornar BH um lugar saudável de convivência e compartilhamento de experiências do corpo. O encontro de coreógrafos (as) será anual e permanente, trazendo artistas nacionais e internacionais para criar para artistas mineiros, uma maneira de dar ao bailarino uma obra pronta para começar a trabalhar, circular, colocar em editais, é a maneira objetiva que encontramos de fomentar o mercado de dança com equidade. Quais bailarinos em inicio de carreira conseguem pagar um coreografo? Essa é a pergunta que nos norteia.
não se aplica
não se aplica
Plano de acessibilidade : Espetáculo de Artes Cênicas ( produto principal) Acessibilidade física no aspecto arquitetônico: os espaços escolhidos para ensaios e aulas, apresentações artísticas, tem espaços reservados para cadeirantes e pessoas com obesidade, rampas de acesso e banheiros adaptados. Acessibilidade visual : Audio descrição antes de cada apresentação, placas indicativas em braile, cartilha do espetáculo em braile disponível com a produção. Acessibilidade auditiva: Tradução em libras nas ações presenciais e em todo material enviado para internet. Acessibilidade intelectual: Protetores de ouvido, óculos escuros descartáveis. Residências artísticas ( produto secundário) Acessibilidade física no aspecto arquitetônico: os espaços escolhidos para ensaios e aulas, apresentações artísticas, tem espaços reservados para cadeirantes e pessoas com obesidade, rampas de acesso e banheiros adaptados. Acessibilidade visual : Audio descrição antes de cada atividade, placas indicativas em braile, cartilha explicativa em braile disponível com a produção. Acessibilidade auditiva: Tradução em libras nas ações presenciais e em todo material enviado para internet. Acessibilidade intelectual: Protetores de ouvido, óculos escuros descartáveis. Encontro de coreógrafos ( produto secundário) Acessibilidade física no aspecto arquitetônico: os espaços escolhidos para ensaios e aulas, apresentações artísticas, tem espaços reservados para cadeirantes e pessoas com obesidade, rampas de acesso e banheiros adaptados. Acessibilidade visual : Audio descrição antes de cada atividade, placas indicativas em braile, cartilha explicativa em braile disponível com a produção. Acessibilidade auditiva: Tradução em libras nas ações presenciais e em todo material enviado para internet. Acessibilidade intelectual: Protetores de ouvido, óculos escuros descartáveis.
A democratização do acesso passa pela instrumentalização do cidadão para acessar as oportunidades, isso é possível pelo conjunto das ações, que passa pelo plano de mídia e divulgação e também por buscas ativas nas comunidades em situação de vulnerabilidade social: 1. Em cada cidade atendida pelo projeto, os coreógrafos farão uma oficina de dança em escolas públicas ( mapeadas antecipadamente) que tem o objetivo de sensibilizar alunos (as) e professores (as) quanto ao papel da arte no ensino aprendizagem, autonomia e auto estima. 2. Todas as ações serão registradas em fotos e vídeo, para que este processo seja disponibilizado nas redes sociais e assim ser acompanhado por outras pessoas. 3. Na estreia da Cia de Uma Vez Só, será feito um ensaio aberto para projetos sociais e escolas públicas, onde a produção fará também uma fala sobre a estrutura do teatro, sua função social. Art. 28. Em complemento, medidas de ampliação do acesso: II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;
Luiza Braz Batista ( Diretora artística, coreógrafa e interprete bailarina) Aos 19 anos, concluiu seu mestrado em Dança na Folkwang Universität der Künste, em Essen, na Alemanha, e de 2009a 2015 trabalhou na companhia de dança Folkwang Tanzstudio, também em Essen. Desde 2008, Luiza é bailarina convidada do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch. Luiza foi solista do "Frauenballett" de Susanne Linke, de "Wind von West", "Zweiter Frühling" e "Orpheus e Eurídice" de Pina Bausch, e trabalhou com renomados coreógrafos, diretores e coletivos como Futur II Konjunktiv, Emanuel Gat, David Hernandez, Moya Michael, Hannes Langolf, Maura Morales e Urs Dietrich. De setembro de 2015 a julho de 2018, Luiza foi membro da companhia de dança do Teatro Municipal de Tréveris (Theater Trier), na Alemanha, sob a direção de Susanne Linke. De agosto de 2018 a julho de 2022, trabalhou como atriz e coreógrafa residente na companhia de teatro do Theater Trier. Atualmente Luiza trabalha como artista independente, desenvolvendo suas próprias obras, se apresentando , nacional e internacionalmente com companhias de dança, teatro e performance e ministrando oficinas e aulas de dança e criação.Desenvolve seu trabalho entre Belo Horizonte e Alemanha, trabalhos desenvolvidos em Belo Horizonte com parceiros da dança e à convite na Alemanha; Formação artística:1997 – 2006: Ballet clássico no Primeiro Ato – Centro de Dança, Belo Horizonte1999 – 2006: Sapateado americano com Eurico Justino2003 – 2006: Dança moderna no Primeiro Ato – Centro de Dança, Belo HorizonteAbril de 2003 – Junho de 2006: Grupo Professionalizante do Primeiro Ato – Centro de Dança, Belo HorizonteOut.2007 - Julho 2009: Mestrado em Dança na Folkwang Universität der Künste, Essen, Alemanha2012 – 2013: Aulas de canto com Rosani Reis Membro das cias:2018 – 2022: Cia de Teatro do Teatro Municipal de Tréveris, Alemanha2015 – 2018: Company Susanne Linke, Alemanha2009 – 2015: Folkwang Tanzstudio, Alemanha2008 – até hoje: Bailarina convidada do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, Alemanha2006 – 2007: Grupo de Dança Primeiro Ato Choreografias e produções:2022 Postcards from Luxemburg Grand Theatre de la Ville du Luxembourg - Luxemburgo2021 ON DEMAND Bremerhaven, Alemanha2020 Oliver! Tréveris, Alemanha2019 Cats “for Kids” Tréveris, Alemanha2019 Blue Jeans Tréveris, Alemanha2018 Don Giovanni Tréveris, Alemanha2018 Prinz Iwan und der Feuervogel Tréveris, Alemanha2017 Die Csádasfürstin Tréveris, Alemanha2017 Upsidedown Piracicaba, Brasil2016 #Solo Belo Horizonte, Brasi2014 Re-Kaputt: Tanz-und Musikimprovisation Essen, Alemanha2014 Éter (full-lenght) Belo Horizonte, Brasil2014 György Ligeti - Études pour piano #13:“L’Escalier du diable”Klavier: Pierre-Laurent Aimard Essen, Alemanha2013 Éter Essen, Alemanha2012 Notations – Klavier Festival Ruhr:“ATTENTION A TENSION”“Rück-sicht” Essen, Alemanha2011 Olorun Essen, Alemanha2006 Daqui pra lá nunca pára Belo Horizonte, Brasil2006 Eu, Ela e o Balde Belo Horizonte, Brasil2005 Sobrenome Brasileiro Belo Horizonte, Brasil Experiência como pedagoga de dança:2006 – 2007: Professora de sapateado americano em Belo Horizonte2008 – 2010: Professora de sapateado americano na Tanzhaus Kossmann, Velbert, Alemanha2012 – 2013: Professora de improvisação de dança para senhores e senhoras com mais de 60 anos de idade em Wuppertal,Alemanha Trabalhos como bailarina em: 2022 Orpheus und Eurydike Choreografia: Pina Bausch2018 Unruhe Choreografia: Hannes Langolf2017 Hieronymus und der Meister sind auch da Choreografia: Susanne Linke2017 Imagine A... Right in the Middle Choreografia: Alexis Fernandez Ferrera, Julio CesarIglesias Ungo2017 and my beloved Choreografia: David Hernandez2016 Affekte Choreografia: Susanne Linke2015 Rotkammertraum Choreografia: Fang-Yu Shen2014 Mondschein Choreografia: Emanuel Gat2014 Passage Choreografia: David Hernandez2013 Frühlingsopfer – Strawinsky Abend:Wind von West -Der Zweiter Frühling -Le Sacre Du Printemps Choreografia: Pina Bausch2012 Iphigenie auf Tauris Choreografia: Pina Bausch2011 Schwarze Katze Choreografia: Malou Airaudo Atualmente ministrando: • Workshops de dança moderna e contemporânea• Workshops da técnica Inner Suspension (Susanne Linke)• Workshops de improvisação• Oficinas de criação para bailarinos e atores Glauciete Gomes Martins ( coreógrafa convidada) Reportagem sobre Gal Martins - Disponível no link https://www.geledes.org.br/gal-martins-o-movimento-que-faz-a-diferenca/ À primeira vista, a dança contemporânea, gênero que nasceu nos anos de 1960 como uma forma de protesto à dança clássica, pode ser vista como uma arte elitista, destinada a poucas pessoas. É fato que essa informação procede, mas por que não romper com essa fronteira? Será que isso precisa, necessariamente, ser assim? O trabalho desenvolvido pela produtora cultural, arte educadora e bailarina, Gal Martins prova que não! Foi no Capão Redondo, bairro da zona sul da periferia de São Paulo que ela criou, em 2002, a Cia Sansacroma. Ao “atravessar a ponte” (expressão usada pela comunidade para se referir ao deslocamento para o centro da capital) para aprofundar seus estudos com a arte, Gal, que já praticava danças de matriz africana, teve contato com a dança contemporânea, que se baseia na pesquisa de linguagem e na busca de novos parâmetros para o corpo. “Ao começar a frequentar o circuito paulista de dança contemporânea, percebi que esse vocabulário ainda tinha um olhar elitizado que não chegava até as bordas da cidade, local de minha origem e de toda a minha história de militância cultural. Foi partindo dessa sensação e da paixão que tive ao ter contato com esse segmento artístico que nasceu a Cia Sansacroma, com o propósito principal de descentralizar a produção de dança contemporânea na cidade de São Paulo”, conta ela. Apesar do preconceito que subestima a capacidade de fruir e criar este tipo de linguagem na periferia, o interesse dos jovens da região por ela foi massivo. Porém, para a comunidade em geral, foi necessário um processo de adaptação para aceitar este tipo de arte. Mais do que criar uma companhia de dança, Gal tinha o desejo de intensificar o trabalho cultural na região. Até que em 2009 a Cia Sansacroma foi contemplada com o Programa de Fomento à Dança, política de incentivo cultural da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo. A conquista foi extremamente significativa. Por um lado, fez com que a companhia ganhasse um tipo de “selo de qualidade” ao ser reconhecida como um grupo que desenvolve um trabalho sério. Por outro, a verba do programa fez com que fosse possível nascer o Ninho Sansacroma. Um espaço, também localizado no Capão Redondo que, além da sede da Cia, é também um lugar específico para a prática de atividades artísticas e que conta com um teatro de 90 lugares. “É uma luta constante manter a estrutura. Infelizmente não existem políticas públicas que invistam em espaços culturais, principalmente os que estão situados na periferia o que dificulta tudo ainda mais. Mas, enfim, seguimos na batalha.” Em 2002 cria a Cia Sansacroma, grupo paulistano de dança contemporânea preta que possui uma atuação artística em toda a cidade, tendo como ponto de partida das criações as poéticas do corpo negro. Junto a Sansacroma, criou e sistematizou a metodologia de criação em Dança denominada A Dança da Indignação, que já foi compartilhada com cerca de 500 artistas espalhados pelo país. Em 2017 cria a Zona Agbara, coletivo formado por mulheres negras e gordas, que pauta a flacidez como potência de criação em dança, além de questionar os padrões estéticos na sociedade nas artes como um todo. Atuou como Produtora Cultural e Coordenadora do Núcleo de Artes do Corpo e Música da Fábrica de Criatividade, além de coordenar o projeto Educar Dançando do Balé da Cidade de São Paulo em 2010. No ano de 2011 atuou como vice-presidente da Cooperativa Paulista de Dança. Em 2012 coordenou o Programa de Cultura e Lazer da Ação Comunitária do Brasil. Como membro de comissão de análise de projetos participou de duas edições como julgadora de projetos inscritos nos editais de Ocupação da Sala Rennè Gumiel na Funarte São Paulo nos anos de 2012 e 2013. Já atuou como membro da comissão das 14ª, 19ª, 21ª, 30ª e 32ª Edição do Programa de Fomento a Dança para Cidade de São Paulo e também atuou na comissão dos editais Proac LAB na categoria Festivais e Feiras Culturais. No ano de 2007 recebeu o Prêmio Criando Asas (Red. Bull e Instituto Criar de TV e Cinema) pelo projeto: “Imagens de Uma Vida Simples” – espetáculo e documentário abordando a vida e obra de Solano Trindade. Em 2014 recebe o prêmio Denilto Gomes na categoria Difusão em Dança pelo projeto Circuito Vozes do Corpo. Em 2016 foi eleita uma das 10 personalidades negras do país pelo canal Pretinho Mais que básico. Em 2017 recebe o prêmio APCA na categoria Difusão e Memória da Dança. Em 2018, recebe uma indicação pela direção e criação do espetáculo Sociedade dos Improdutivos pelo Prêmio APCA e com o mesmo trabalho ganha o Prêmio Denilto Gomes na categoria direção. Em 2019 atuou como curadora da série Dança Contemporânea do SESC TV. Em 2021 recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para Artes na categoria Cultura Urbana pela sistematização de sua pesquisa.Em 2022 criou o espetáculo “Ibi, da natureza ao caos” para São Paulo Cia de Dança, o que rendeu também uma indicação ao Prêmio APCA. Atualmente além do trabalho com a Cia Sansacroma e Zona Agbara, atua como Supervisora Artística Pedagógica do Programa Fábricas de Cultura e também elaborou a projeto político pedagógico do curso de Dramaturgia e Direção em Dança da São Paulo Escola de Dança. Regina Moura dos Santos Silva ( Direção de produção) Formação acadêmica:Licenciada e Mestre em Ciências Sociais pela PUC MINAS, diretora de produção com registro profissional no SATED MG desde 2005, DRT 6605 Experiência artística profissional: Comecei minha carreira em 2001 como professora de dança no Projeto BH Cidadania e Arena da Cultura em Belo Horizonte, posteriormente integrei a equipe da Cia Seráquê também como professora de dança, em seguida como produtora, onde fiquei por cinco anos. 2006,2007, fui produtora da Mimulus Cia de Dança, responsável pela produção dos espetáculos, elaboração e gestão dos projetos aprovados nas leis de incentivo.2007 até 2018, fui produtora do Grupo de Dança Primeiro Ato, onde coordenava a produção, construção de agenda dos espetáculos, elaboração captação dos projetos. 2018 até hoje: criei a Moura Projetos Artísticos e Culturais, foquei na elaboração e escrita de projetos, passando a atender artistas da música, da dança, do teatro, audiovisual e artes plástica, montei um curso online de produção cultural durante a pandemia para auxiliar artistas na submissão de projetos nos editais de auxilio emergencial, dei mentorias. Este ano registrei a empresa como PJ e sigo sendo gestora de mais de doze artistas dentro de Belo Horizonte, onde cuido dos projetos, assessoria de execução e prestação de contas. Na minha trajetória, tive a oportunidade de produzir nos principais grandes teatros do país, Brasilia, Curitiba, Salvador, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Aracaju, Recife, Florianópolis, Espirito Santo. Festivais nacionais e internacionais, Argentina, Uruguai, Paraguai, Espanha (FIT DE CADIZ), Circuito de Artes do Sesc SP por três vezes. A experiência de produção de grandes espetáculos me deu a confiança de abrir minha própria empresa de produção, além da capacidade de captação de recursos que é fruto de um trabalho intenso de articulação politica e no setor privado.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.