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O projeto consiste na viabilização do desfile de carnaval do Grêmio Escola de Samba Paraíso do Tuiutí. Localizada em São Cristovão, é uma escola de samba das comunidades do Morro do Tuiutí e Mangueira, que trabalha para difusão e perpetuação do samba, sendo parte de uma das mais importantes manifestações artísticas populares do mundo: O CARNAVAL.
GLÓRIA AO ALMIRANTE NEGRO! Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre País. Hoje o rubro lampejo da aurora acha irmãos, não tiranos hostis. Somos todos iguais! Brasil, entre o crepúsculo do século dezenove e a alvorada do século vinte. João Cândido Velho e Inácia Cândido Velho conheceram bem a escravidão e o suor cotidiano do trabalho duro insistia em não reconhecer diferença entre presente e passado; mas o filho deles, João Cândido Felisberto, nascera sob a sombra da liberdade que abriu as asas sobre nós, porém ele não escaparia de sua herança. Altivo como um lanceiro negro de lenço encarnado lá se ia o menino montando o alazão pelas terras gaúchas da fazenda na vila da Encruzilhada. Negrinho do pastoreio na lida com a boiada de guizos e fitas, guri pés na terra, vento nas ventas, olhos no horizonte e cabeça nas embarcações que via flutuarem pelos rios levando arroz, trigo, animais… Vagando… Navegando… Era a vida, árdua labuta vestida de sonho para melhor ser cumprida. Já rapazote, sem arreio que lhe coubesse e futuro que garantisse, seu fado foi ancorar na Marinha. Destino este, aliás, de muitos dos desamparados pela tal liberdade alada. Lutadores inglórios, piratas, farofeiros, cachaceiros, feiticeiros, os que não tinham a dignidade de um mestre-sala serviriam para serem marinheiros. Entre alistamentos desesperados, delegacias e casas de correção se recrutava a marujada, enquanto a boa cepa das classes sociais superioras estrelava os cargos de chefia, altas patentes. Hierarquia distintiva tradicionalmente mantida à força bruta. Maus-tratos e pagamento vergonhoso aos marinheiros eram legitimados pela “casa grande”, sempre com sua estimada chibata em punho. Convés era altar para o fetiche colonial que sangrava as costas dos santos entre cantos e rufar de tambores em solenidade normalizada. Tronco tocaiado de mastro. Porão de negreiro. Tatuagens da escravidão que marcavam as carnes do pessoal do porão. O tempo e o vento na capital federal fizeram o jovem João Cândido, habilidoso, dedicado, carismático entre os parças e bem aceito pelos oficiais, tornar-se marinheiro de primeira classe. A carreira militar o levou a singrar mares nunca dantes imaginados pelo menino da fazenda: conheceu portos de vários países, navegou pela Amazônia e até rompeu mata em luta armada na floresta pela expulsão dos bolivianos das terras acreanas. Viajou a Inglaterra para acompanhar a construção e aprender o manejo dos poderosos encouraçados ‘dreadnoughts’, batizados Minas Gerais e São Paulo, encomendados pelo Brasil para reforçar o poder de fogo e valorizar a Armada. Considerada por muitos uma ação deveras ostentosa num cenário sem guerra iminente para enfrentar e com o quadro de praças tão debilitado. Lá assistiu com seus companheiros uma reunião sindical pela primeira vez. Os ouvidos da marujada foram semeados com histórias sobre greves, movimentos pela melhora da situação dos marinheiros, a grande rebelião ocorrida no encouraçado russo Potemkin, que se levantou contra a má alimentação a bordo. Sentiram soprar um vento fresco sobre seus cascos cansados de humilhações ao saberem das conquistas de melhores condições e tratamento pelos colegas estrangeiros. Com lições na bagagem e coragem no peito, voltariam diferentes. Determinados a se levantar contra as injustiças sofridas. Ao cruzar a linha do Equador no regresso à pátria, a bordo do Minas Gerais, com galões de comandante nos punhos, João Cândido é aclamado deus Netuno pela guarnição na tradicional comemoração de retorno. Salve as sereias, baleias, tritões-marinheiros! Salve o Netuno negro! Era o símbolo de uma aliança. Nascia um líder. A insatisfação da marujada ficaria cada vez mais evidente, externada até, e o movimento de insurreição foi tomando forma entre os porões dos navios e em comitês. Rebelar era preciso. Foi então que um acontecimento fez precipitar os planos. Uma ordem de aplicar duas centenas e meia de chibatadas num marinheiro acusado pelo “crime” de levar cachaça para o navio avermelhou as águas da Guanabara em um espetáculo de crueldade. O sentimento de indignação, que há muito se represava, estourou e, como diz a famosa canção de gesta moderna, o Dragão do Mar do Ceará reapareceu no bravo marinheiro João Cândido em plena baía carioca. Naquela noite os toques de clarim do Minas Gerais não pediram recolhimento e sim combate. Bradando “liberdade” e “abaixo a chibata” os revoltosos travaram batalha contra os oficiais, rubras cascatas jorraram das fardas brancas, e tomaram o controle. Líder da revolta, João, de lenço vermelho no pescoço tal qual um lanceiro negro do Rio Grande, comandou as etapas. O Rio de Janeiro, então capital da República, se deparou com navios de guerra dos mais modernos e poderosos do mundo com os seus canhões direcionados para ele, de bandeiras vermelhas hasteadas e exigindo o fim da fome e da chibata. Os estrondos dos primeiros tiros de canhão tremeram a cidade. O recém-empossado presidente, marechal Hermes da Fonseca, deixou o baile no Clube da Tijuca à toque caixa para o Palácio do Catete onde recebeu o aviso vindo dos amotinados com suas reivindicações e a ameaça de bombardeio a cidade e as embarcações que não aderiram ao movimento em caso de recusa do governo. Foi um assombro tamanha audácia. Pela manhã, a população se amontoou nas praias e morros para ver a movimentação magistral dos imponentes Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro pela baía, a maravilha daquele momento, mas a curiosidade logo cedeu assento para o desespero quando mais alguns tiros de canhões de baixo calibre foram disparados para assustar os governantes e provocou uma movimentação de fuga desesperada (dos mais abastados) para a região serrana e (dos menos favorecidos) para os bairros do subúrbio. Jornais e periódicos repercutiram a situação extraordinária mais alto que o som dos disparos. Rapidamente fizeram famosa a figura do tão comentado “almirante negro”, como o escritor João do Rio passou a chamá-lo no Gazeta de Notícias. Depois de alguns dias de trapalhadas políticas frente a algo tão inusitado, o governo cedeu e prometeu melhorar as condições de tratamento, trabalho, e extinguiu a chibata do modus operandi da Marinha. O senado, apoiado pelo inflamado discurso de Rui Barbosa, aprovou uma lei de anistia para os marinheiros revoltosos. Com essas medidas as bandeiras vermelhas foram arriadas, os canhões se desarmaram. A marujada conseguiu. O almirante negro venceu. Ninguém mais passaria fome. Ninguém mais apanharia da chibata. Só não contavam com a traição do marechal presidente em não cumprir o acordo de anistia e mandar parte dos revoltosos para prisão e o restante para tenebrosa viagem sem volta no navio Satélite. Jogado mais de uma dezena de companheiros numa pequena cela insalubre na ilha das cobras, João os viu sucumbir envenenados pela cal jogada no cárcere. Sobreviventes? Apenas ele e mais um. Mesmo com a saúde abalada continuou preso. Agrilhoado às alucinações e pesadelos daquela câmara do terror, devolveu ao mundo delicadeza bordando em velas-tecidos de esperança que desfraldavam seu “amôr” e desejo de liberdade. A forte tormenta que atravessava o marinheiro o fez atracar no Hospital de Alienados na praia Vermelha. Diziam estar louco aquele homem do mar. Tempos depois, livre da fantasia da insanidade, sob o manto protetor da Irmandade da Igreja Nossa Senhora do Rosário que providenciou sua defesa, foi julgado pelo Conselho de Guerra. Finalmente absolvido, mas desligado da Marinha, continuou sendo perseguido pelas autoridades. O grande chefe rebelde que garantiu a vitória da revolta da esquadra passaria a ganhar a vida como pescador nas mesmas águas da baía que foi palco de sua aventura, nas pedras pisadas do cais da Praça XV. O mar era seu amigo, nunca deixou faltar. Brasil, depois do século vinte e caminhando no século vinte e um. João Cândido Felisberto conheceu a herança da escravidão, virou símbolo de luta contra injustiças, de liderança. É saudado no povo. Cantado, versado, escrito, representado, pintado, tatuado, homenageado em escolas de samba… Salve o Almirante Negro! O maior herói da NOSSA pátria. O herói do povo. Erguido em bronze, assentou praça de frente para a baía de Guanabara. Necessário monumento amplificador de vozes contra a chibata que ainda insiste em ser acionada em nossa sociedade atualmente. Nós nem cremos que os escravos de outrora ainda sejam vistos e tratados como em tão nobre País. Hoje o rubro lampejo da aurora não acha irmãos, mas tiranos hostis. Não somos todos iguais! Enquanto houver quem defenda ditaduras haverá uma chibata empunhada, afinal não faz muito tempo… Jack Vasconcelos - Abril de 2023. REFERÊNCIAS:ANDRADE, Edwilson da Silva. Um herói, uma história, uma canção. O discurso poético e os processos de significação em O mestre-sala dos mares, de João Bosco e Aldir Blanc. Cadernos da FaEL. Nova Iguaçu/RJ, vol. 2, no 5, 2009. BOMFIM, Flávia. O adeus do marujo. Rio de Janeiro: Pallas, 2022. CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história e política. Rio de Janeiro: Topbooks, 2021. CHEUICHE, Alcy. João Cândido, o almirante negro. Porto Alegre/RS: L&PM, 2020. GRANATO, Fernando. João Cândido / Fernando Granato. São Paulo: Selo Negro, 2010. MAESTRI, Mário. Cisnes negros: uma história da revolta da Chibata. São Paulo: Moderna, 2000. MAESTRI FILHO, Mário José. 1910: a revolta dos marinheiros. São Paulo: Global, 1982. MOREL, Edmar. A revolta da chibata / Edmar Morel; (organização Marco Morel). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. NASCIMENTO, Álvaro Pereira. A ressaca da marujada: recrutamento e disciplina na armada imperial. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2001. SILVA, Marcos Antonio. Contra a chibata: marinheiros brasileiros em 1910. São Paulo: Brasiliense, 1982.
OBJETIVO GERAL: - Fomentar a cultura brasileira através da apresentação de um desfile de carnaval da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, na Marquês de Sapucaí, consagrando a maior manifestação popular do mundo: o Carnaval. Atendendo aos seguintes incisos do artigo 2º do Decreto 10.755, de 26/07/21:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade;VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Levar 2.400 pessoas para participar de um desfile na Marquês de Sapucaí, em uma rica manifestação cultural popular; - Confeccionar 2.400 fantasias; - Confeccionar 6 carros alegóricos;
Sendo o Rio de Janeiro um lugar tipicamente artístico, berço do samba, de grandes manifestações populares e palco do maior espetáculo da terra, nada melhor que fomentar inciativas que abracem a esses preceitos e corroborem para a rica história do carnaval carioca, passando por uma Escola de Samba como a Paraíso do Tuiuti. O G.R.E.S. PARAISO DO TUIUTI foi fundada em 05 de abril de 1954. Nasceu da fusão entre Unidos da Tuiuti, fundada em 1933, com as cores azul e branco e Paraiso das Baianas, fundada em 1940, das quais herdou as suas cores Azul e Amarelo. As negociações para o nascimento da PARAISO DO TUIUTI, foram iniciadas em 1952, mas foi apenas no ano de 1954 que foi concretizada. Constam como fundadores Augusto Pirulito, Joaquim Araquem, Armando, Murilo Aragão, Zeba, Orlando, José Grelha, Alcides Fornalha, Pedro Veneno, Duca, Zequinha, Alvaro, Conceição e Felicia. Até o início dos anos 80 a Escola destacou-se timidamente no cenário do Carnaval Carioca, entretanto, com a chegada da Carnavalesca Maria Augusta a Escola viveu um grande momento de destaque, alcançando o glorioso campeonato de um lugar no Grupo de Acesso A. Sendo uma Escola da comunidade, seus componentes, moradores do morro do Tuiuti e das adjacências em São Cristovão, a agremiação é uma de suas poucas opções de lazer e cultura na região. Por isso o papel da Escola transcende ao desfile de carnaval sendo o principal equipamento cultural da localidade, atendendo a população. Nos últimos anos a escola não parou de crescer e fortalecer-se até que, no grupo A no carnaval de 2000, com enredo "Um Monarca na Fuzarca" do carnavalesco Paulo Menezes consagrou-se Vice Campeã adquirindo o direito de desfilar no ano de 2001 no Grupo Especial com o enredo "Um Mouro no Quilombo", que conquistou a simpatia do público. Considerando sua história e importância social, mas pelo fato de ser uma escola que não desfila tradicionalmente no Grupo Especial, a agremiação possui grande dificuldade de captação de recursos privados diretos tornando o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais fundamental para realização do projeto, viabilização da apresentação do desfile da escola e a distribuição gratuitade fantasias para a Comunidade. Investir no Carnaval é investir na principal vitrine da nossa cultura e permitir a democratização do acesso à cultura. O projeto em questão fomenta à produção cultural e artística, mediante a realização de um dos espetáculo de artes cênicas mais tradicionais do nosso país, o desfile de uma escola de samba no Carnaval do Rio de janeiro. Além de fazer da cidade um palco para este espetáculo, o projeto celebra o samba e a cultura popular como um poderoso instrumento transformador, que agrega ao desenvolvimento humano. Desta forma o projeto estimula liberdade da experimentação, a sensibilidade, a criatividade e a integração ao coletivo. O projeto atende aos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 bem como às finalidades expressas no Inciso II, Alínea C, da referida norma. I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto alcançará também os seguintes objetivos do Art. 3° da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Não se aplica.
Produto: DESFILE DE CARNAVAL - 2.400 componentes - 6 carros alegóricos
Em atendimento ao Art. 18 da IN 05/2017 e, adotando a recomendação da Norma Brasileira 15599:2008 da ABNT (item 5.4.4 - Espetáculos e programação envolvendo sons e imagens - da referida norma), o projeto adotará as seguintes medidas em benefício das pessoas idosas e/ou com deficiência: A quadra da escola, local onde acontecerão os ensaios, é acessível estruturalmente para receber público com deficiência. Haverá garantia de acesso e acomodação para portadores de dificuldade de locomoção e será oferecida a devida orientação para entrada, estadia e saída. Através da ala da velha guarda, a Escola garante a acessibilidade a idosos com fantasias especialmente pensadas para que esses integrantes possam desfilar com conforto e com o destaque que merecem. Com relação a portadoras de deficiência (deficiência auditiva, visual e cognitiva), a escola desfila em uma avenida que permite total acesso a todos. Não existe nenhum impedimento para que o portador de qualquer tipo de deficiência participe do desfile, devendo apenas o mesmo comparecer aos ensaios. Esse procedimento é adotado para todos aqueles que querem desfilar, sejam eles deficiente ou não e visa garantir a qualidade do espetáculo. A ala que o deficiente desfilará permite que a sua fantasia seja utilizada de forma completa, pois a mesma é pensada para atender a esse público. Para a participação de cadeirante no desfile, a fantasia será 100% adaptada a sua necessidade e será garantido o acesso de um acompanhante, caso necessário, para auxiliar durante o percurso que é localizado em um espaço plano e totalmente acessível. Para deficientes visuais e auditivos, são disponibilizados, no Setor 13 da Marquês de Sapucaí, conforme anos anteriores e de responsabilidade da Prefeitura do Rio de Janeiro, pontanto, sem custos para o projeto, fones com audiodescrição do desfile e tradução simultânea realizada por intérprete de Libras possibilitando total participação na experiência da avenida. Para garantir que os portadores de necessidades especiais tenham ciência das condições de acessibilidade, um material será disponibilizado na na quadra para orientar sobre como o portador de necessidades especiais deverá proceder para ter acesso as condições de acessibilidade conferidas e eles.
O produto cultural do projeto terá distribuição, entrada e participação gratuita. "Carnaval - Glória ao Almirante Negro!" é centrado na democratização cultural. A escola é o centro cultural de referência para as comunidades do entorno. A confecção de 2.400 fantasias previstas no projeto serão distribuídas a comunidade, que participa também na elaboração e estruturação do desfile. A distribuição será gratuita à população de baixa renda, nos termos do art. 4º do Decreto nº6.135, de 26 de junho de 2007. Acreditamos no envolvimento da comunidade, e sabemos da dificuldade sócio-econômica em que vive a maioria das famílias que frequentam a escola, por isso percebemos que a distribuição gratuita das fantasias produzidas pelo projeto à comunidade do Tuiuti seria um fator primordial para a aproximação desse público. Assim, incentivando essa aproximação, que visa o envolvimento da comunidade nos diversos projetos desenvolvidos pela Escola, estabelecemos como condição para o recebimento das fantasias, a inscrição em uma pré-lista, que será atualizada a partir da presença obrigatória nos ensaios realizados na quadra da Escola, onde estes foliões terão acesso gratuito. Ressaltamos que a presença nos ensaios é importante para garantir a qualidade técnica do desfile, sendo assim a apresentação de um bom resultado do projeto. São desenvolvidos ensaios na quadra da escola em comunidade de baixa renda; Grande parte do Público que irá desfilar pela escola é transportada para o evento em ônibus cedidos pela Escola; As imagens do desfile são disponibilizadas todos os anos na internet, principalmente no youtube, o que torna acessível e democrático a todos os públicos. São realizados gratuitamente ensaios abertos na Rua próxima a comunidade e, quando organizado pela Liesa, na Sapucaí. O projeto adotará os seguintes incisos/medidas do Art.24 da IN nº 01/2022: II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas; IV - além da Ação Formativa Cultural prevista no art. 25 desta Instrução Normativa, realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como: a) ensaios abertos com rodas de conversas em backstage de forma proporcional a a vinte por cento do tempo de duração e do quantitativo das apresentações;
O PROPONENTE É RESPONSAVEL PELA COORDENAÇÃO GERAL DO PROJETO NÃO SENDO REMUNERADO PARA ESSE TRABALHO. 1 – Direção de Carnaval:1.1 - André Gonçalves: Foi intérprete oficial da Escola de Samba Tradição nos carnavais dos anos de 1998 até 2003; Foi interprete no GRES Renascer de Jacarepaguá no carnaval de 2008; Foi Diretor Administrativo da Quadra e do barracão do GRES Império Serrano em 2012; Ocupa desde 2016 o cargo de Diretor no GRES Paraíso do Tuiuti; 2 – Mestre de Bateria Ricardo Stypurski Pereira Junior – Nome Artístico: Mestre Ricardinho Começou como mestre de bateria em 2003 na Paraíso do Tuiuti, onde ficou até 2006, teve passagens por Arranco e Cubango, retornou ao Tuiuti em 2009 e 2010. Em 2013 comandou a bateria da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho e em 2014 retornou ao comando da bateria do GRES Paraíso do Tuiuti. 3 - Carnavalesco Jackson Almeida de Vasconcelos: Formado em Artes cênicas (Habilitação em Indumentária pela escola de Belas Artes UFRJ); Experiência Profissional em Carnaval Carnavalesco em: G.R.E.S.E. IMPERIO DA TIJUCA 2004; G.R.E.S. ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ 2005; G.R.E.S. UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR 2006, 2007, 2008 e 2009; G.R.E.S. IMPÉRIO SERRANO 2007; G.R.E.S.E. IMPERIO DA TIJUCA 2010; G.R.E.S. UNIDOS DO VIRADOURO 2011; G.R.E.S. PARAISO DO TUIUTI 2012; G.R.E.S. ESTACIO DE SA 2013; G.R.E.S. ESTACIO DE SA 2014; G.R.E.S. PARAISO DO TUIUTI 2015 e 2016; G.R.E.S. UNIAO DA ILHA DO GOVERNADOR 2016 e G.R.E.S. PARAISO DO TUIUTI 2017. Experiência docente: Professor na Universidade Veiga de Almeida no curso de pós graduação em Figurino e Carnaval. Premiações: Tamborim de ouro 2007 (beleza de mensagem pelo enredo do império serrano); Prêmio samba-net 2006 pela união da ilha do governador (melhor conjunto alegórico, melhor alegoria, melhor conjunto de fantasias); Prêmio estrela do carnaval 2008 para o melhor desfile da união da ilha do governador; Prêmio plumas e paetês cultural 2010, melhor figurinista e melhor pesquisador; Prêmio samba-net 2013 melhor figurinista (Estácio de Sá); Prêmio plumas e paetês 2013 melhor figurinista (Estácio de Sá); Prêmio samba-net 2014 melhor figurinista (Estácio de Sá); Prêmio plumas e paetês 2014 melhor figurinista (Estácio de Sá); Prêmio plumas e paetês 2014 melhor pesquisador (Estácio de Sá); Prêmio samba-net 2015 melhor conjunto de fantasia paraíso do Tuiuti; Prêmio plumas e paetês 2015 melhor figurinista e pesquisador paraíso do Tuiuti; Prêmio samba-net 2016 melhor conjunto alegórico, paraíso do Tuiuti; Prêmio estrela do Carnaval 2016, melhor enredo, paraíso do Tuiuti; Prêmio plumas e paetês 2016 melhor pesquisador e figurinista, paraíso do Tuiuti; Prêmio samba-net 2017 melhor enredo, paraíso do Tuiuti; Prêmio plumas e paetês 2017 melhor pesquisador, melhor conjunto alegórico paraíso do Tuiuti. CURRÍCULO DA ESCOLA O G.R.E.S. PARAISO DO TUIUTI foi fundada em 05 de abril de 1954. Nasceu da fusão entre Unidos da Tuiuti, fundada em 1933, com as cores azul e branco e Paraiso das Baianas, fundada em 1940, das quais herdou as suas cores Azul e Amarelo. As negociações para o nascimento da PARAISO DO TUIUTI, foram iniciadas em 1952, mas foi apenas no ano de 1954 que foi concretizada. Constam como fundadores Augusto Pirulito, Joaquim Araquem, Armando, Murilo Aragão, Zeba, Orlando, José Grelha, Alcides Fornalha, Pedro Veneno, Duca, Zequinha, Alvaro, Conceição e Felicia. Até o início dos anos 80 a Escola destacou-se timidamente no cenário do Carnaval Carioca, entretanto, com a chegada da Carnavalesca Maria Augusta a Escola viveu um grande momento de destaque, alcançando o glorioso campeonato de um lugar no Grupo de Acesso A. Sendo uma Escola da comunidade, seus componentes, moradores do morro do Tuiuti e das adjacências em São Cristovão, a agremiação é uma de suas poucas opções de lazer e cultura na região. Por isso o papel da Escola transcende ao desfile de carnaval sendo o principal equipamento cultural da localidade, atendendo a população. Nos últimos anos a escola não parou de crescer e fortalecer-se até que, no grupo A no carnaval de 2000, com enredo “Um Monarca na Fuzarca” do carnavalesco Paulo Menezes consagrou-se Vice Campeã adquirindo o direito de desfilar no ano de 2001 no Grupo Especial com o enredo “Um Mouro no Quilombo”, que conquistou a simpatia do público. Em 2016 a Escola se sagrou vencedora do carnaval da Série A. Em 2018 foi vice campeão com o enredo "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”.
PROJETO ARQUIVADO.