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Trata-se de projeto de manutenção bianual das atividades da Associação Zumví Arquivo Fotográfico. O Zumví tem como missão preservar e promover a memória afirmativa afro-brasileira através da formação, fomento e difusão do registro fotográfico feito pelo povo negro. Atualmente estamos trabalhando na manutenção do eixo de preservação e iniciando a planejamento do eixo de formação. Assim, propomos aqui a captação de recursos para a manutenção do espaço que estamos estruturando para ser a sede da nossa instituição, assim como para limpeza, digitalização e acondicionamento do nosso acervo fotográfico que conta atualmente com mais de 30.000 fotogramas e está em constante crescimento. Além disso, propomos iniciar a realização de atividades de formação no campo da fotografia, desenvolvendo um projeto pedagógico voltado ao desenvolvimento de técnicas fotográficas, e também ao fortalecimento e empoderamento do olhar negro sobre nossa sociedade, tendo como público-alvo jovens negros.
Formações:Segundo o estatuto da juventude para os efeitos da Lei, são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 (quinze)e 29 (vinte e nove) anos de idade. Entre a população negra essa faixa etária registra altos índices de mortalidade, para asituação da juventude negra, 30.873 jovens, com idade entre 15 e 29 anos, foram mortos. De 2008 a 2018, o índice demortes dessa parcela da população passou de 53,3 para cada 100 mil jovens, para 60,4. Ainda segundo o Atlas daViolência, do total de óbitos, 55,6% das mortes foram de jovens homens entre 15 e 19 anos. Ser jovem no Brasil é esta em constante risco, principalmente se for negro. Esse contexto de mortes está relacionado com o envolvimento dos jovens com o mundo do crime, As causas desses altos índices estão diretamente ligadas a falta de politicas publicas e de programas e projetos direcionados a juventude.A fotografia e o audiovisual tem sido um grande parceiro na batalha para enfraquecer esses dados. PlanejamentoCoordenador das Formações: Clíssio SantanaPublico alvo: 25 estudantes de 15 a 29 anos por ano .Carga horaria total: 160h Módulo: Cidadania e consciência negra (CCN)Carga horária: 32hFerramentas: Sala de aula sede do Zumví e visitas em museus e instituições negras do pelourinho. Módulo:INTRODUÇÃO A FOTOGRAFIACarga horária:16hFerramentas:Sala de aula e saídas programadas. Módulo:Fotografia e LuzCarga horária:16hFerramentas: Estúdio Módulo:Fotografia analógicaCarga horária:16hFerramentas: Sala de aula sede do Zumví com acesso a maquinas fotográficas. Módulo:Fotografia digitalCarga horária:16hFerramentas: Sala de aula sede do Zumví com acesso a maquinas fotográficas. Módulo:Fotografia, programas de edição e impressão fine arte.Carga horária:16hFerramentas:À definir Módulo:Noções de conservação Carga horária:16hFerramentas:À definirMódulo:Trabalho final (exposição, projeção e inovação)Carga horária: 32h Trabalho de limpeza acodincionamento e digitalização dos fotogramasCoordenador de Preservação: Tom França A higienização consiste em fazer uma limpeza das sujidades visíveis identificadas durante a catalogação e mesmo daquelas invisíveis, como oleosidade e poeira que se depositam sobre as superfícies com emulsão fotográfica. Essa ação é considerada de conservação, pois tem a intenção de evitar maiores danos e adiar a natural deterioração dos fotogramas. O processo de limpeza dos negativos se dá com a aplicação de uma solução de água deionizada com álcool concentrado entre 75 e 95%, em solução de 3 para 1. Essa solução é aplicada com uso cuidadoso de swab (vareta de madeira com algodão na ponta) em movimentos circulares até a completa limpeza do material. Em seguida, o material é posto para secar em papel mata-borrão, que absorve a umidade. Depois de seco, o material não volta para os invólucros sujos onde estavam anteriormente. Ele é reacondicionado em envelopes e caixas de pH neutro, livres de ácido, onde ficarão guardados definitivamente. Os negativos são acompanhados nesses envelopes por etiquetas escritas a lápis com o nome dos códigos criados para eles durante a etapa da catalogação, a fim de viabilizar sua localização e identificação, emeventuais consultas, e para criar os nomes dos arquivos digitais respectivos quando o material for escaneado. Como indicado, a catalogação ocorre entre a limpeza e o reacondicionamento, nela são organizadas em uma planilha Excel as seguinte informações da fotografia: Código, localização no arquivo, descrição, anotações anteriores, localização geográfica, data, danos, marca (fabricante), cor, observações, data de catalogação, data de intervenção, ocorrências, atualização, data de digitalização (quando ocorrer).
Geral: Manter durante dois anos as atividades de preservação, memória e formação da Associação Zumví Arquivo Fotográfico. Específicos: Realizar a manutenção da sede do Associação Zumví Arquivo Fotográfico;Elaborar projeto pedagógico das atividades de formação;Realizar atividades de formação com jovens negros em Salvador;Continuar o processo de limpeza, acondicionamento, digitalização e catalogação dos mais de 30.000 fotogramasexistentes no acervo do Zumví;Manter estrutura e pessoal para ter condição de receber e realizar manutenção, digitalização, catalogação e acondicionamento de novos acervos fotográficos que a instituição venha a receber no período de execução do projeto.
O ZUMVÍ Arquivo Fotográfico é uma instituição idealizada, em 1990, por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, três jovens negros das periferias de Salvador, que viveram em um contexto histórico adverso em meio à ditadura Militar e os percalços de serem negros na cidade mais Negra fora do continente Africano. Fotógrafos afrodescendentes comprometidos com o registro das atividades culturais políticas e produção de imagens da cultura Afro-Brasileira. Tudo girava em torno do campo da documentação e memória: "Fotografar hoje para o futuro", era assim que eles pensavam. Sem esta pretensão esses fotógrafos criaram um "Quilombo visual", desenvolvendo uma afromaneira de registrar e criando um arquivo de memórias imagéticas dos negros, algo jamais feito no Brasil contemporâneo. Atualmente, os projetos realizados pelo Zumví podem ser acessados através do endereço www.zumvi.com.br . Também é possível conhecer pessoalmente algumas das fotografias no ateliê localizado na Ladeira do Carmo em Salvador. Infelizmente, a fotografia não se mostrou como um meio de sobrevivência para esses jovens negros e periféricos, por isso Aldemar e Raimundo seguiram caminhos diferentes na vida e deixaram suas fotografias sob a guarda de LázaroRoberto, que se manteve fotografando e guardou precariamente o acervo em sua casa durante décadas. Nos últimos anos, com a parceria com o historiador José Carlos Ferreira, o Zumví e o trabalho de Lázaro vem sendo divulgado e descoberto por novos fotógrafos e pesquisadores.Nesse mesmo período o Zumví, com a contratação de uma produtora executiva, também vem se organizando institucionalmente com a captação recursos por meio de editais públicos e de instituições privadas, o quepossibilitou a criação do site, e-commerce, ateliê para encontros e vendas de fotografias e início do trabalho de higienização, acondicionamento adequado e digitalização do acervo e, em breve, uma nova sede com espaços adequados para o desenvolvimento das atividades que dizem respeito à missão da instituição. O percurso ainda é longo e para manter o acervo em um espaço próprio e em condições realmente corretas, facilitar o acesso de pesquisadores e fomentar atividades arte-educativas voltadas ao fomento da prática fotográfica de novas gerações da população negra e periférica da Bahia, ainda é preciso um substancial investimento financeiro para que a instituição possa se fortalecer e adquirir sustentabilidades de suas atividades. Para isso, observamos na lei de incentivo fiscal uma oportunidade para buscar parcerias com empresas que tenham uma visão de futuro em consonância com a nossa, que é a de "Uma sociedade antirracista que respeite o protagonismo e adignidade das pessoas negras" para que possamos juntos buscar uma sociedade mais justa.
O projeto Pedagógico para a realização das oficinas será desenvolvido no âmbito da execução do projeto.
Acessibilidade Física: Estamos em fase de estruturação da sede na qual o acervo será acondicionado e poderá ser acessado pessoalmente por pesquisadores e curadores. O local para esse acesso está sendo estruturado com piso tátil direcional e adaptações para pessoas com dificuldade de mobilidade como elevador e rampas de acesso. Esses itens não se encontram previstos no orçamento, porque já estarão disponíveis em nosso espaço antes do início da execução desse projeto. Acessibilidade de Conteúdo: Para as formações, como está previsto no orçamento, teremos o apoio de intépretes de libra durante as aulas e o material pedagógico a ser confeccionado terá tradução em Braille para ser distribuido à eventuais inscritos que necessitem dessa ferramenta para acompanhar as aulas. No caso da necessidade de acesso ao acervo, um funcionário da instituição, treinado, acompanhará o pesquisador/curador que tenha necessidade de descrição das imagens das fotografias acessadas.
Inicialmente, enfatizamos que todas as atividades previstas nesse projeto são de acesso gratuítos e o acesso ao acervo fotográfico do Zumví é aberto à todos os públicos, havendo apenas necessidade de pré-agendamento para que a equipe possa organizar o espaço e fazer um pré-levantamento das imagens a partir de demandas dos visitantes. Além disso, parte do nosso acervo digitalizado é constantemente disponibilizado para acesso gratuíto em nosso site (www.zumvi.com.br) buscando assim ampliar cada vez mais o acesso. Em relação aos incisos da IN nº 01/2023, iremos realizar o descrito no item III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos. No caso das formações, ao público geral fornceremos o valor referente à 2 passagens de transporte urbano municipal (uma para ida e outra para o retorno). No caso de estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida, disponibilizaremos um transporte específico e adaptado que fará um roteiro de traslado de ida e volta das formações.
Lázaro Roberto - Fotógrafo e Diretor artísticoFotógrafo e arte-educador, conhecido como “LENTE NEGRA”, teve sua inserção no universo da fotografia em meados dos anos 1970. Em 1990 foi co-fundador o Zumvi Arquivo Fotográfico, uma associação de fotógrafos negros, ainda em atividade. Em 1992 produziu a exposição O negro e o seu trabalho na Feira de Água de Meninos a São Joaquim, onde, no ano de 1995 circulou em Recife-PE. Em 2018 produziu a Exposição Memórias de Resistências Negras, Mafro-BA. Também participou dos festivais: Internacional da imagem do Valongo, São Paulo, 2018. Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, 2019. Festival Transatlântico de fotografia. Instituto Mario Cravo Neto, Salvador, 2019. Em 2021, além de revisitar, na versão digital, a Exposição Memórias de Resistências Negras, também publicou catálogo comemorativo aos 30 anos do Zumví e realizou vídeomapping com fotografias da visita de Nelson Mandela à Salvador. José Carlos Ferreira dos Santos Filho - Diretor InstitucionalJosé Carlos Ferreira dos Santos Filho, Licenciatura em História e Mestrado profissional em história da África, diáspora edos povos indígenas, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atuou com Professor/Pesquisador do curso de pós-graduação lato Sensupresencial em História da Àfrica, da cultura afro-brasileira e africana. UFRB/MEC/ FNDE/ UNIAFRO. Universidade Federal de Pernambuco- MEC – Atuou como diretor do projeto: Digitalização da Memória Fotográfica do Movimento Negro Baiano (1978 –2013). Organização do Fórum Pró- Igualdade Racial da UFRB nos anos de 2010, 2011 e 2012. Produção Exposição de fotográfica “Memorias de resistências Negras”, realizado 2018/ Banco do Nordeste. Organização de livro “Memorias de resistências Negras”, realizado 2015/ fundação cultural Palmares. Produziu rodas de conversas na galeria do Zumví. Atualmente é diretor institucional do acervo do “ZUMVI arquivo fotográfico”. Danielle Freire - Diretora ExecutivaMestre em Cultura e Sociedade pela UFBA e Bacharel em Arte e Mídia pela UFCG, possui formação Multidisciplinar no campo da arte e cultura, o que permitiu desenvolver versatilidade profissional. Com 16 anos de experiência, é capaz de transitar em diferentes áreas, sempre com foco em atividades de gestão, atuando em projetos culturais, sociais, no âmbito governamental (federal e estadual) e na produção de eventos. Também atua na elaboração de projetos e captação de recursos. Hailton de França Coltinho (Tom França) - Coordenador de PreservaçãoPossui graduação em Historia, Licenciatura e Bacharelado pela Universidade Católica do Salvador (2009). É Técnico Aux. Em Assuntos Culturais do Arquivo Publico do Estado da Bahia. Trabalha Como Arte Educador onde leciona disciplinasrelacionadas a Consciência e Cidadania e Cultura. Atuou também como Professor na Modalidade Contrato Temporário na Rede Municipal de Ensino. Desenvolve pesquisas na área de Historiografia das Religiões de Matrizes Africanas. Membro da Posse de Conscientização e Expressão, do Instituto Búzios e do Núcleo de Estudantes Negros Makota Valdina Pinto - UCSAL, Membro Suplente do Conselho de Promoção da Igualdade Racial da SUPIR. Clissio Santana - Coordenador das FormaçõesDoutorando, Mestre, Especialista e Graduado em História. Mestrado e doutoramento é pelo programa de História Social da Universidade Federal da Bahia . Especialista em Estudos Étnicos, Raciais e Indígenas -IFBA- Instituto Federal da Bahia. Graduação em licenciatura plena em história foi pela UFRB- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Professor da educação básica e Universitária em nível de graduação e pós-graduação há mais de 10 anos. Ministrou aulas nas seguintes instituições; UFRB; UNEB; FTC, UCSAL . Há sete anos é professor efetivo ( CLT)) do Centro Universitário Jorge Amado ( UNIJORGE) com mais de 80 disciplinas ministradas, exercendo a docência nos cursos de História, Pedagogia, Letras e afins. Experiência de 7 anos como Coordenador dos Acervos Virtuais Baianos- Consuelo Pondé de Sena (Fundação Pedro Calmon/SECULT-BA ), no campo da gestão Pública Estadual, com foco na concepção, elaboração,desenvolvimento e execuções de projetos no campo das políticas públicas da cultura, história, livro, leitura, memória, educaçãopatrimonial e tecnologias educacionais. Tem experiência em consultoria em para projetos : Cinema, Teatro, Rádio, TV Internet.
PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.