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Trata-se de projeto de pesquisa,criação, formação e produção da Companhia Afro Ancestral deDança, envolvendo bailarinos oriundos da periferia de Salvador, com foco na afirmação das culturas de matrizes africanas, resultando na realização de cursos, mediação cultural, montagem e estreia de um espetáculo inédito.
Este projeto marca a estreia da Companhia Afro Ancestral de Dança, uma iniciativa sócio-cultural do diretor artístico Fred Soares, sacerdote do Ilê Asè Idà Omì, terreiro de candomblé de Salvador. Com foco nas culturas de matrizes africanas, nos saberes afrodiaspóricos e nos imaginários afro ancestrais, reunirá artistas oriundos da periferia de Salvador, engajados num conjunto de atividades de formação, pesquisa, criação e produção artística em diálogo direto com a esfera social. Resultado da realização deste projeto, o espetáculo ROMBONO (que significa aquele que deu início) reunirá coreografias criadas por profissionais convidados de prestígio nacional e internacional trazendo como insumos criativos as narrativas e elementos de matrizes africanas presentes nos itans que remontam a mitologia dos orixás, nkisis e voduns, assim como nas histórias e vivências nos terreiros e casas de axé localizadas nos bairros Cajazeiras, Brotas, Ribeira, Plataforma, Cabula e Liberdade. Com dramaturgia do oxunci Luiz Antônio Sena Jr, o espetáculo terá a dança como linguagem predominante, ainda que encruzilhe o teatro e a música na composição cênica.
Ao longo de doze meses, a Companhia Afro Ancestral de Dança fomentará o campo da dança e das tradições populares, especialmente ao desenvolver atividades de formação de platéias, junto a escolas públicas e projetos sociais, e, de capacitação de novos profissionais de dança para o mercado criativo da cidade, através de ações artístico-pedagógicas, desenvolvidas em parceria com coreógrafos convidados de outras companhias e profissionais técnicos. Com vistas à descentralização, o projeto realizará suas atividades em diferentes bairros de Salvador (Cajazeiras, Ribeira, Plataforma, Cabula, Brotfonte inesgotável das tradições de matrizes afro-ancestrais, visando a criação do espetáculo resultante do projeto que será baseado em itans dos orixás. Do ponto de vista da formação de bailarinos, serão ministradas aulas de diferentes técnicas (como: dança afro, moderna, ballet, jazz, popular), associando práticas e teorias, desenvolvendo consciências corporais e estimulando a criatividade. Os cursos acontecerão simultaneamente nos bairros, tendo carga horária total de 100 horas, distribuídas em encontros semanais de 09 horas, ao longo de 03 meses, ministradas por profissionais da dança que tem como objetivo a partilha de seus processos de pesquisa através de aulas técnicas, de experimentos de composição coreográfica, de leituras e diálogos artísticos. Ao final desta etapa formativa, serão selecionados os bailarinos e as bailarinas que irão compor a criação do espetáculo inédito de estreia da Companhia Afro Ancestral de Dança. Na etapa de criação, o projeto desenvolverá uma pesquisa intensa nas culturas e religiões afrodiaspóricas, estabelecendo diálogos com os terreiros e casas de axé dos bairros citados, assim como revisitando as mitologias ancestrais através de estudos sobre os itans dos orixás, nkisis e voduns. Laboratórios de criação coreográfica acontecerão de maneira a trazer para o corpo as narrativas estudadas. Paralelamente, serão realizadas as ações de mediação, especialmente junto as escolas da rede pública de ensino, despertando imaginários e afirmando valores ancestrais presentes na cultura baiana e brasileira. Rodas de conversas, experimentações artísticas e até mesmo a apreciação de ensaios abertos são algumas das iniciativas engajadas nesta etapa que visa contribuir com a formação de uma platéia sensível e desejosa para o espetáculo final. Além de fomentar a difusão de uma riqueza cultural intangível e imensurável em suas ações, a Companhia Afro Ancestral de Dança contribuirá com a economia criativa, capacitando e inserindo no mercado de trabalho jovens talentos da periferia de Salvador. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Realizar um projeto sócio-artístico-cultural de afirmação das culturas afro-ancestrais, voltado para a juventude soteropolitana, envolvendo 06 diferentes bairros de Salvador em ações de formação, pesquisa, criação e produção; - Contribuir com a formação e capacitação de artistas da periferia de Salvador, promovendo um curso de formação técnica e prática direta com profissionais de reconhecido mérito da dança, incentivando a atuação destes em seus territórios de moradia e identidade; - Colaborar com a redução de estigmas e preconceitos relacionadas ao povo preto, a partir da afirmação e difusão de valores e imaginários afrodiaspóricos, sustentáculos da cultura baiana; - Fomentar a formação de, no mínimo, 120 pessoas, em sua maioria jovens pertencentes a famílias com baixa renda, expostos a contextos de vulnerabilidade social, através do curso que visa a capacitação artística, realizado em seis diferentes bairros de Salvador (Cajazeiras, Ribeira, Plataforma, Cabula, Brotas e Liberdade); - Estimular o desenvolvimento profissional de jovens artistas da periferia de Salvador, cedendo bolsa de estudo para os participantes dos cursos e, posteriormente, inserindo-os no mercado de trabalho ao serem contratados para a realização do espetáculo resultante da realização do projeto que visibilizará seus talentos na cena; - Beneficiar o acesso gratuito de 1.500 pessoas ao espetáculo final que será apresentado no Teatro Castro Alves, para estudantes, educadores e familiares mobilizados através das ações de mediação cultural realizadas em escolas da rede pública de ensino dos bairro; - Desenvolver uma ação de mediação cultural junto a escolas da rede pública de ensino dos bairros Cajazeiras, Ribeira, Plataforma, Cabula, Brotas e Liberdade, estimulando o interesse de estudantes, educadores e famílias por atividades artístico-culturais de matriz afro; - Valorizar as culturas afro-ancestrais visibilizando saberes pertencentes às comunidades de axé, afirmando expressões artísticas afrodiaspóricas e legitimando o protagonismo de pessoas pretas na cena cultural baiana. - Realizar 06 cursos gratuitos de capacitação artística na linguagem da dança, com carga horária total de 100 horas, distribuídas em 03 encontros semanais, ao longo de 03 meses, realizados simultaneamente, nos bairros de Cajazeiras, Ribeira, Plataforma, Cabula, Brotas e Liberdade; - Oferecer bolsa de estudo para 120 jovens moradores dos bairros citados, participantes dos cursos de capacitação artística; - Selecionar e contratar 20 jovens bailarinos para composição do elenco do espetáculo inédito de criação da Companhia Afro Ancestral de Dança, que será apresentado em Salvador; - Criar 01 espetáculo de dança inédito, a partir da mitologia africana (itans dos orixás, nkisis e voduns) e das vivências em terreiros e casas de axé dos bairros engajados na realização do projeto, com um elenco de 20 artistas negros e da periferia de Salvador, apresentado em 03 sessões no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA); - Realizar 01 exposição fotográfica, no foyer do Teatro Castro Alves, com registros do processo de formação, pesquisa e criação do espetáculo, visibilizando as etapas, contextos e profissionais envolvidos no projeto.
Salvador é a terceira cidade mais populosa do Brasil. Também é a capital brasileira com o maior contingente negro entre a população. Mais de 80% dos seus habitantes são afrodescendentes, o que faz da capital baiana a cidade mais negra fora de África. A negritude está expressa em sua forma de organização geográfica, cultural e social, com destaque para a existência de 1165 terreiros, que se diferenciam por nações com diferenças rituais e no vocabulário (Angola, Ketu, Jeje, Ijexá), segundo estudo realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA em parceria com as Secretarias Municipais da Reparação e da Habitação e Desenvolvimento Urbano, considerando o período de 1890 a 2006. Contraditoriamente, Salvador é das capitais que mais registra casos de racismo. Segundo a Rede de Observatórios da Segurança, em Salvador, de 299 assassinatos cometidos pelos agentes de segurança baianos, em 2021, apenas um era branco. No que tange aos crimes praticados por quem não respeita a liberdade rel1,2 mil, em 2022, uma média de três por dia. A Bahia é o terceiro estado no ranking de denúncias. Salvador registra muitos dos casos nacionalmente conhecidos - o mais recente foi o incêndio ao monumento de Mãe Stella de Oxossi, em dezembro de 2022. Diante desse contexto e considerando que a maioria das pessoas negras de Salvador residem na periferia, onde há menor cobertura de políticas públicas e equipamentos de cultura e saúde, tendo os maiores índices de violência, o projeto justifica-se de modo que a realização das atividades propostas são potenciais no sentido da afirmação das culturas de matrizes africanas e no enfrentamento das desigualdades e contradições que marcam a soterópolis. A arte transforma contextos e no exercício artístico da Companhia Afro Ancestral de Dança esta perspectiva é tangível,diante do investimento que propõe em formação, tanto para artistas quanto para estudantes e educadores de escolas da Rede Pública, assim como na profissionalização de talentos periféricos inserindo-os no mercado de trabalho, na criação e fruição artística de uma obra que os corpos e a cultura negra como protagonista.
Cronograma Detalhado PRE-PRODUÇÃO08.01.2024 // 29/02/2024 - Negociação com Artistas e Equipe envolvidas.Organograma de Produção, Elaboração de Contratos e Termos. Emissão de Passagens,Fechamento de Hoteis e Traslados locais.22/01/2024 // 29/02/2024 - As ações propostas pelo projeto promovem articulaçõescomunitárias, especialmente, ao buscar o diálogo com terreiros e casas de axé dosbairros atingidos, nutrindo-se de seus saberes para construção de um espetáculo dedança, protagonizado por pessoas oriundas das comunidades atingidas, contribuindocom a afirmação destes lugares, ao dar-lhes maior visibilidade (uma vez que serãoenvolvidos em ações de divulgação), e, enredá-las num circuito de atividades queabordam o racismo e os preconceitos sob o candomblé. Ao fazer isto, o projetovaloriza o território, contribuindo com a inclusão e sustentabilidade destes espaçossagrados nas comunidades onde estão localizados, assim como para além de suasfronteiras. Uma vez que busca dialogar também com as escolas públicas dos bairros,essa articulação comunitária é potencializada, encruzilhando cultura e educação eminiciativas inclusivas e sustentáveis, que envolvem crianças e jovens, assim comoadultos e idosos moradores das localidades.22/01/2024 // 15/02/2024 - Contratação de Assistente de Direção, Produtores,Bailarinos Oficineiros, Equipe de Criação; Definição de local de cursos, planejamentode horários, fechamento de turmas e lançamento de campanha para convocatória debailarinos interessados em participarem dos cursos.29/01/2024 // 29/02/2024 - Recebimento de vídeos dos interessados em participaremdo curso e avaliação pelos Bailarinos Oficineiros e Seleção dos 120 alunos dos cursos.Inscrição dos alunos selecionados, avaliação de documentos, comprovação defrequência escolar, abertura de contas para recebimento das bolsas de estudo.REALIZAÇÃO01/03/2024 // 02/06/2024 - Início das Aulas de Danças Populares, Dança Afro, DançaAdaptada, Dança Moderna, Ballet e Dança contemporânea (jazz, hip hop e zumba)para 120 jovens selecionados que receberão bolsa de R$ 120,00 por mês.PRODUÇÃO03/06/2024 // 30/06/2024 - Seleção de 20 bailarinos que fizeram parte do curso pataintegrarem o elenco da montagem do espetáculo final de dança. Formalização deContrato, emissão de DRT Provisório, Exames Preventivos e realização de FotosProfissionais. Conferência de medidas para figurinos e adereços, Confirmação deContinuidade das Aulas Escolares e Reunião com Responsáveis.01/03/2024 // 25/10/2024 - Registro do processo de seleção de elenco, criação emontagem do espetáculo final para produção de Exposição no Final do projeto.01/07/2024 // 04/10/2024 - Finalização de Dramaturgia, Ensaios, montagem decoreografias, Aprovação de Figurinos e Cenários, Ajustes e Provas de Figurino,Concepção de Cenário, Aprovação e Provas de Adereços, Finalização de Trilha Sonora,Ensaios Técnicos, Ensaios Gerais. REALIZAÇÃO05/10/2024 // 13/10/2024 - Realização de 04 ensaios abertos gratuitos em espaçospúblicos em comunidades periféricas destinados a alunos de escolas públicas eprivadas, faculdades de dança e artistas convidados, seguidos de debate com a plateiacom a presença de todo o elenco sobre o processo de montagem do espetáculo;16/10/2024 // 20/10/2024 - Apresentações de 01 sessão gratuita para alunos da redepública de ensino de Salvador e Região Metropolitana; 03 apresentações aberta aopúblico com ingressos populares de R$ 50,00 / 25,00, com 10% da lotação do espaçocedido para cortesias para ongs e instituições de caridade.16/10/2024 // 06/11/2024 - Todo processo de laboratórios de criação do espetáculo,será registrado em fotografias e audiovisual, que serão apresentados de forma expostapresencial e virtualmente, de forma para que o público possa entender a narrativa doprojeto, despertando imaginários através de fotos e vídeos. Complementando aexposição, ferramentas e vestimentas de orixás, inkissis e voduns, divindades queserão citadas no espetáculo cênico, permitindo ao público vislumbrar uma grandevariedade de ornamentos sagrados dos rituais do candomblé. Esta ação não trarácustos ao projeto, uma vez que o curador fará sua função sem remuneração, bemcomo os adereços e ferramentas serão cedidos sem ônus.DIVULGAÇÃO08/01/2024 // 29/02/2024 - Planejamento com Assessoria de Comunicação, Estratégiade Social Mídia, Elaboração de Conceito Gráfico, Captação de Apoios de Mídia,Contratação de Carro de Som, Contratação de Fornecedores de Mídia, Concepção deCampanha Gráfica para Mídias (Outdoor, Mobiliário Urbano e Material Gráfico edemais peças), assim como definições de estratégias de Divulgação nas Redes Sociaise Registro do Processo criativo do projeto.01/03/2024 // 06/11/2024 - Assessoria de Imprensa de Montagem , Disparo deMailling, Veiculação de Mídia radiofônica, Campanha de Outdoor, Veiculação de MídiaTelevisão, Distribuição de Cartazes e Folders, Exibição de Mobiliário Urbano e de Carrode Som nos bairros periféricos. Execução de Todo Plano de Mídia para estreia doespetáculo e exposição.PRODUÇÃO07/11/2023 // 30/11/2023 - Checkin fotográfico de mídia realizada, açõespromocionais e publicitárias, comprovação de veiculações e relatório de mídiaespontânea. Elaboração de Relatórios, Encerramento de Contratos, Pagamentos,Clipagem e Apresentação de Pós Realização para Patrocinador e Envio de Prestação deContas à Lei de Incentivo.
AÇÕES FORMATIVAS – PROJETO PELES FLORES NEGRAS OFICINA – FIGURINO, A EXTENSÃO DO CORPO PRETOComo o figurino fortalece a relação do ator/personagem com a proposta cênica e atuajunto ao ator, potencializando a dramaticidade como um elemento vivo na encenação.O empoderamento do ator quando ele já está de posse da indumentária. O objetivo étrabalhar o figurino como a extensão do corpo do ator, desenvolver a capacidade detranspor as ideias do texto teatral para a indumentária, que o corpo deve “in-corporar”.Procurando unicidade e organicidade entre o corpo do performer e o figurino econtinuando a pesquisa de figurinistas, Carolina Barreto vai conduzir o trabalhocorporal dialogando com a pesquisa da figurinista. Será investigada a relação entrediversos materiais e o corpo em movimento.Ministrante – CAROLINA BARRETOCriadora do conceito de Modativismo, Carol Barreto, oriunda de Santo Amaro daPurificação - BA, é Mulher Negra, Cis, Nordestina, Candomblecista e Doutora emCultura e Sociedade - Poscultura - IHAC - UFBA. Professora Adjunta do Departamentode Estudos de Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia, atua comoDocente do campo dos Estudos de Gênero, Cultura e Linguagem, no Bacharelado emEstudos de Gênero e Diversidade, FFCH - UFBA. Pesquisadora do grupo Gênero, Arte eCultura, atrelada ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (GAC-NEIM).Tem experiência na área dos estudos sobre Raça/Racismo, Gênero, Cultura e Arte. Pormeio do projeto Modativismo, criou uma metodologia inovadora para formaçãoartístico-político-metodológica no campo das artes, centrada na produção daintelectualidade mental e manual de mulheres negras, construindo assim, um trabalhode visibilidade internacional nas passarelas e galerias de arte em mais de 10 cidadesfora do Brasil. Considerada uma das 100 mulheres mais importantes pela Vogue(2022), já foi homenageada com os prêmios: Fashion Futures - C&A (2022), PrêmioAmabília Almeida de Visibilidade Feminina (Salvador - BA), Prêmio Maria Felipa(Salvador - BA), MICSUL (Bogotá - Colômbia), Barra Mulher (Salvador - BA). Autora dolivro documental "Coleção Colaborativa Modativismo: uma experiência de ensinoaprendizagem em Moda Afrobrasileira" (2021), também é co-autora da obraRevolução da Moda: Jornadas para a Sustentabilidade (2021). OFICINA – O QUE O CORPO PRETO PEDE?A oficina “o que pode o corpo negro? – prática artística, vivência eaquilombamento” propõe através da pergunta disparadora um despertar e olhar donegro para o próprio corpo. A oficina prática busca através da reunião eaquilombamento dos corpos negros participantes, que compõem o público alvo,proporcionar uma experiência voltada ao estudo de si, através da fisicalidade do sernegro. Ministrada por integrantes do “quilombo teatro” utiliza-se de recursos comojogos, exercícios e procedimentos teatrais e do estudo de si, mais é aberta àcomunidade em geral – a todos que estão comprometidos com novas poéticasenegrecidas e que visam a construção de uma sociedade antirracista. Ministrante – RAFAEL BQUEENascido em Belém do Para, Rafael Bqueer vive e trabalha no Rio de Janeiro.Carnavalesco, figurinista, drag queen e bacharel em artes visuais pela UFPA –Universidade Federal do Pará. Foi bolsista do Programa de Intercâmbio Santander –Escola de Belas Artes/UFRJ. Também participou de diversos cursos na Escola de ArtesVisuais (EAV) do Parque Lage e foi bolsista do curso Imersões Poéticas da Casa França-Brasil. Atualmente, ocupa um dos ateliês da Despina, como parte das ações doprojeto Arte e Ativismo na América Latina. OFICINA - AS NOVAS DRAMATURGIAS PARA O TEATRO NEGROA oficina visa fornecer aos participantes instrumentos para identificar elementospróprios à dramática e compreender os mecanismos de construção da chamadadramaturgia do Teatro Negro. Aborda a teoria dos gêneros (lírico, épico e dramático),noção da evolução histórica do enredo, militância e personagens, desde o teatroclássico grego até o teatro realista em perspectiva e articula de modo extremamenteprodutivo as instâncias da teoria e da prática, numa reflexão crítica de fôlego que nãoexclui a interlocução com importantes agentes desse movimento, presentes no livroatravés de entrevistas e depoimentos e estudo da radução da peça Maria Antonia, doafro-cubano Eugenio Hernández Espinosa, que também comparece com seudepoimento. Nessa linha, a oficina se divide em quatro grandes blocos: no primeiro,vêm os aportes teóricos sobre o teatro negro, em que ganha relevo o conceito de“corpo pulsante”; no segundo, o leitor tem uma verdadeira aula, ricamente ilustrada, arespeito dos grupos teatrais negros em atividade no Brasil e em Cuba; no terceiro, seinsere a tradução do texto de María Antonia; e, por último, vêm as transcrições dosdepoimentos e diálogos do pesquisador com dramaturgos, atores e encenadores dosdois países.Ministrante – Luiz Antonio Sena JrBacharel em Artes Cênicas com habilitação em Interpretação Teatral pela Escola deTeatro da UFBA, especialista em Gestão e Políticas Culturais pela UFRB, Mestre emArtes Cênicas pela UFBA com foco em dramaturgia para espaços urbanos. É artista dacena, produtor e gestor cultural, com trabalhos ligados a grupos e coletivos artístico-culturais (A Outra Companhia de Teatro, Teatro da Queda, Núcleo Viladança, NATA,Aldeia Coletivo Cênico, CORRE Coletivo Cênico), a eventos calendarizados (FIAC Bahia,VIVADANÇA Festival Internacional), além de realizar projetos e/ou obras que pautamquestões de raça, gênero e sexualidade. Premiado em 2022 pelo renomado PrêmioBraskem de Teatro pela dramaturgia e direção da Série PARA-ÍSO do Corre ColetivoCênico.
ACESSIBILIDADE FÍSICA Os espetáculos são abertos a todos os públicos. Nas apresentações diurnas portadores de necessidades especiais serão beneficiados com atendimento diferenciado. Ainda, em geral, as apresentações ocorrerão prioritariamente em teatros adaptados para o acesso de portadores de necessidades especiais, contando com rampas de acesso, sanitários especiais e lugares reservados. O projeto irá prever monitores capacitados para atender deficientes visuais, auditivos, com problemas neurológicos, síndromes diversas, para que possam incorpora-los confortavelmente na plateia e proporcionar melhor entendimento do espetáculo. Além de espaços destinados a PCD. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO o espetáculo contará com 06 sessões com interprete de Libras e audiodescrição.
Como forma de democratizar o acesso as atividades deste projeto, em paralelo e articulado com a criação desse novo espetáculo, o projeto estará desenvolvendo 5 ações de formação de plateia e democratização: - Oficina de criação gratuita para estudantes de dança e de outras áreas, com carga horária de 9 horas semanais, ao longo de 3 meses, totalizando 100 horas; - Apresentação exclusiva e gratuita para alunos da rede pública de ensino de Salvador e Região Metropolitana; - Realização de 04 ensaios abertos em espaços públicos em comunidades periféricas destinados a alunos de escolas públicas e privadas, faculdades de dança e artistas convidados, seguidos de debate com a plateia com a presença de todo o elenco sobre o processo de montagem do espetáculo; - 02 Apresentações de estreia do espetáculo a preços populares de R$ 50,00 / 25,00, além de destinar 10% da lotação do espaço a ser realizado para ongs e instituições filantrópicas; - Exposição gratuita em espaço publico de grande circulação com registros do processo criativo de montagem e de obras que retratem a narrativa do espetáculo. Atendendo a medida do art. 28 da IN nº 01/2023, o projeto adotará ainda: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
O proponente exercerá a função de coordenador Geral do projeto e receberá nesta rubrica. Curriculo do proponente segue anexado aos documentos do projeto e abaixo. Marizete Nascimento - Coordenação Geral - Fundou a BURU PRODUÇÕES CULTURAIS em 1988 para proporcionar entretenimento no interior da Bahia. Ao longo desses 21 anos vem realizando vários projetos, shows, eventos e montagens de espetáculos teatrais, construindo um histórico que lhe garante um know-how de qualidade e profissionalismo, entre eles: - Produção Executiva do projeto CATÁLOGO BRASILEIRO DE TEATRO desde 2010 em parceria com a Fred Soares Produções realizando 20 espetáculos do Rio de Janeiro e São Paulo por ano em Salvador; rodução Executiva do projeto BAILE TUDO com Vania Abreu, Marcelo Quintanilha e Dandara – 2019; Projeto Musical de Carnaval com Diogo Lopes Filho, Denise Correia e Hugo Sanbone – 2019; Produção do Musical O FANTÁSTICO MUNDO DA LORE ; Produção da Montagem do Espetáculo AMIGAS PERO NO MUCHO – 2015 / 2016 com André Gonçalves, Marcelo Serrado, Agnaldo Lopes, Lucio Tranchesi e Widoto Áquila; Projeto Vozes Foliãs-Carnaval do Pelourinho – 2015; Projeto Afro Folias com Denise Correa, Matilde Charles e Portella Açúcar – Carnaval do Pelourinho – 2015. Fred Soares Gomes - Diretor Artístico - Começou a produzir 1999, suprindo a necessidade do mercado para o campo coorporativo, atendendo a grandes clientes como Banco Fator, Banco BVA, Banco Bradesco, Odebrecht, Embratel, Furnas, Shopping Iguatemi, entre outros. Em 2000, foi contratada pela Baldacci Associados para produzir a Passarela do Álcool, da Feira de Multi--‐Utilidades Utilar Modecor, abrindo um campo para realização de shows na empresa. Neste mesmo ano, estimulado pelo ator Jorge Dória, realizou a produção do espetáculo teatral, O AVARENTO, estrelado pelo comediante. Como a experiência gerou reflexos pessoais na produtora, e com a intenção de viabilizar mais espetáculos para a cidade de Salvador, na época ainda muito carente de opções culturais no segmento, surgiu o Catálogo Brasileiro de Teatro. A primeira edição do projeto teve a realização de quatro espetáculos. No ano seguinte passou a ter oito e em 2003, foram realizados dez espetáculos, chegando a quinze no ano de 2007. A partir de 2008, o projeto começou a ser realizado em parceria com o produtor Leandro Calheira e passou a realizar vinte espetáculos por ano. Além de produtor, Fred Soares se aprimora como um dos mais atuantes diretores artisticos do Brasil, acumulando experiências em shows, dvds, clipes e talentos, sendo responsável pela construção e consolidação de imagem de artistas como Alinne Rosa, Claudia Leitte e Mari Antunes (Babado Novo). EQUIPE DE TÉCNICA E CRIAÇÃO Marizete Nascimento - Coordenação Geral Fred Soares – Idealizador e Diretor artístico Luiz Antonio Sena Jr – Dramaturgo e Encenador Carine Bonfim - Gerente de Produção Ana Albuquerque - Produtora Executiva Wescley Telles - Produtor Artístico Anderson Dantas – Diretor de Movimento Ivan Bina – Assistente de Direção de Movimento Natália Lana – Cenografia Luciano Santana – Figurino Yuri Passos – Trilha Sonora COREÓGRAFOS CONVIDADOS PARA CURSOS Denys Silva Ismael Vivo Ingrid Silva Rui Moreira Vavá Botelho
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.