| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 807,4 mil |
O projeto se refere à produção e apresentações da peça teatral "Sangue".
Há alguns anos, a atriz Carin resolveu produzir seus próprios espetáculos. No momento em que a peça começa, ela e Bruno estão ensaiando "Sangue", com texto de Jean-Luc, genial autor francês morto no fim dos anos noventa. É a segunda peça do autor que ela encena. Acabou de fazer "Vidas Mortas" com direção de Léon, diretor francês apaixonado pelo Brasil que ela trouxe especialmente para a montagem. O espetáculo obteve sucesso e abriu caminho para o projeto de "Sangue”, que Léon inicialmente também dirigiria. Durante o processo de “Vidas mortas”, ele e Carin mantiveram um relacionamento amoroso. Pouco depois, quando o romance desandou, combinaram que Léon voltaria para sua vida na França e ela seguiria sozinha com o propósito de montar "Sangue", bem como usaria o projeto que ela escreveu sob supervisão dele e convidaria uma equipe nova para o trabalho. Ele concordou com tudo. Com duas semanas de ensaio já acontecendo e com Carin e Bruno chegando a um resultado extraordinário na composição de seus personagens, chega um e-mail da agência que cuida dos direitos da obra dizendo que Frédéric, irmão de Jean-Luc e herdeiro de seus direitos autorais, decidiu revogar a permissão para realizar o projeto, sem qualquer explicação e em caráter irrevogável. Os apelos de Carin para reverter a decisão não recebem sequer resposta, até que Léon sugere a Frédéric, que, crendo possuir a mesma genialidade do irmão, ambiciona se tornar encenador, a ideia de ele assumir a direção da montagem brasileira, como um balão de ensaios que, se der certo, pode ter a montagem reproduzida na França. Léon irá com ele, trabalhando como cenógrafo e intérprete idiomático. Frédéric então condiciona a liberação do texto à participação dos dois no projeto.
OBJETIVO GERAL Este projeto prevê a montagem de "Sangue", peça inédita de Kiko Marques, criada especialmente para este projeto e estes atores, com direção do autor e elenco formado por Celso Frateschi, Marat Descartes, Carolina Gonzalez e Rogério Brito. A equipe criativa conta com J.C. Serroni na criação do cenário, Fábio Namatame nos figurinos, Marisa Bentivegna no desenho de luz e Gregory Slivar na trilha sonora original. A direção de produção é de Kiko Rieser. OBJETIVO ESPECÍFICO 24 apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo 24 apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro 16 apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília 16 apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte Atendendo ao artigo 30 da IN 1/2023, como contrapartida social prevemos 4 ensaios abertos para alunos e professores da rede pública de ensino seguidos de bate-papo entre elenco e público presente nos ensaios abertos.
"Sangue" é uma parábola sarcástica da nossa realidade, a qual questiona o nosso fazer artístico, a violência de gênero, o neocolonialismo e o racismo através de uma fábula ácida. Questiona metaforicamente o momento de marginalização que a classe artística atravessou durante o último governo, com censura institucional, e atravessa com cerceamento econômico e um mercado cada vez mais voltado para a indústria do entretenimento. "Sangue", é uma obra ficcional, que possui 3 temas principais: neocolonialismo, racismo e violência de gênero. A peça é ambientada praticamente no espaço do teatro. As cenas se passam na sala de ensaio e/ou na sala de apresentação onde a peça ensaiada deve estrear, mas como uma miniatura do Brasil/ mundo. Essa discussão ganha ainda outros contornos num momento em que estão ainda na ordem do dia o bicentenário da independência e o centenário da semana de arte moderna, ambos momentos de ruptura com a posição subalterna do Brasil. O racismo tem como alvo a figura do personagem Bruno. Ele é um recém ator. Negro, criado no submundo da miséria e do crime, cumpriu 7 anos de pena por roubo. Já em liberdade, é convidado a atuar em um filme sobre a vida nessa prisão. Nunca atuara antes e seu desempenho é estrondoso. Elogiado unanimemente, torna-se, repentinamente, o ator do momento. De forma complexa e velada, o racismo surge em Carin e Léon, bem como em toda a mídia, que exalta, de forma exotificada, a figura do negro bem-sucedido que ascendeu na carreira de ator. Apesar da aparente positividade, essa exaltação romantiza e mitifica sua figura, tirando-lhe a dimensão humana e, portanto, alijando-o de suas subjetividades. Embora inicialmente Carin o chame para o projeto por suas qualidades de intérprete e pela força de sua vivência pessoal, mais tarde ele passa a ser visto, tanto por Léon como também por ela, antes de tudo como um chamariz de público. A violência de gênero aparece desde o início do relacionamento amoroso entre Léon e Carin e prossegue até o fim da peça. Carin rompe o relacionamento e Léon a persegue, tramando contra Carin usando suas influências para fazê-la fracassar profissionalmente. Na relação deles existe o tempo todo um sentimento de superioridade intelectual e mesmo social por parte de Léon, que não se vê pertencente à mesma classe dela, já que ela trabalha como garçonete e não vive exclusivamente do seu ofício de atriz. Ele constrange a atriz, através de ameaças e manipulações psicológicas, visando alcançar seus objetivos pessoais. Aproveitando de sua relação amorosa com Carin, Léon faz com que ela produza o espetáculo, para em seguida se apropriar do projeto escrito por ela, reclamando sua autoria e desejando ser o diretor de sua montagem. O colonialismo aparece em "Sangue" de forma reveladora. Em "Sangue" os franceses armam um ardil para se apoderar do projeto dos artistas brasileiros, fazendo-os perder o domínio daquilo que eles próprios idealizaram. Léon, para se vingar de Carin, apela habilmente à visão eurocêntrica de Frédéric, levando-o revoltar-se contra um suposto comportamento antiético da atriz. Os franceses armam um ardil para se apoderar do projeto dos artistas brasileiros, fazendo-os perder o domínio daquilo que eles próprios idealizaram. Em todas as conversas de Frédéric e Léon, vemos cristalinamente como eles desprezam e escarnecem do teatro feito fora da França. Ao virem ao Brasil para conduzir uma peça, seja ela qual for, colocam a si mesmos como uma promessa de modernização do teatro brasileiro. O projeto atende o Art. 1º da Lei 8.313/91 nos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto alcança os objetivos do Artigo 3º nos seguintes quesitos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Oficina de dramaturgia - medida de ampliação de democratização de acesso - Artigo 28, IN 1/ 2023 Nome da Oficina Oficina de dramaturgia/ Processo de escrita de SANGUE/ Performatividade e dispositivo cênico Coordenadores Kiko Marques e Carolina Gonzalez Sinopse A oficina versará no seu primeiro encontro sobre a escrita da peça SANGUE. Nos três encontros seguintes permitirá a seus participantes conhecer as técnicas e a carpintaria dramatúrgica de uma maneira prática, através de exercícios abordáveis e lúdicos. Os participantes podem ter ou não experiência em dramaturgia ou qualquer outro tipo de escrita. O foco desta oficina será a performatividade e o dispositivo cênico na escrita teatral contemporânea. Introdução Esta oficina propõe um encontro entre intressados em escrita teatral e um autor renomado, Kiko Marques. No primeiro encontro, comentários e técnicas de escrita tendo como base o processo de escrita da peça SANGUE. Nos três encontros seguintes, os participantes serão convidados a praticarem a escrita através de exercícios dramatúrgicos. Objetivos Conduzir diretamente o aluno, antes de abordar a teoria, no caminho da escrita dramatúrgica, não importando se o aluno tenha ou não experiência em dramaturgia. Compreender e descobrir a dimensão e os gestos específicos da escrita dramática contemporânea de uma maneira abrangente, não se bloqueando face às regras pré-estabelecidas. Praticar e escrever algumas peças curtas tendo como orientação alguns exercícios pré-estabelecidos, permitindo desta maneira aos alunos desenvolverem seu próprio estilo. Alguns vídeos relacionados à performatividade serão exibidos em alguns encontros como fonte de inspiração e “respiro” entre um exercício e outro. Justificativa O conhecimento da carpintaria e das regras dramatúrgicas é essencial tanto ao autor e ao futuro autor de teatro, mas igualmente ao diretor e ao ator. Primeiramente, é imprescindível que autores e futuros autores conheçam as ferramentas de sua arte para realizarem plenamente seus trabalhos assim que seus estilos pessoais. É importante também o conhecimento de outros estilos, de outros autores. Durante a oficina, será sugerida a leitura de certos textos fora do horário das aulas. Para o diretor de teatro o conhecimento das regras de dramaturgia é essencial pois a direção é antes de tudo a sua interpretação de um texto de teatro. A originalidade e a qualidade de uma direção são extremamente associadas a visão que o diretor consegue ter da mesma. Sem conhecer os meandros e as subtilidades da dramaturgia, um diretor não poderá nunca exercer bem a sua profissão. Para o ator e o futuro ator, o conhecimento da dramaturgia permite entender melhor o que o seu personagem representa para a peça na sua totalidade e na sua particularidade. Podemos ainda mencionar que esta oficina pode ser útil para interessados em geral pois a escrita é um ótimo exercício de autoconhecimento. Cronograma e relação de exercícios propostos Carga horária 4 encontros de 3 horas de duração – total : 12 horas. Plataforma/formato: Zoom. A oficina é dividida em 3 tempos: o tempo da escrita - depois da sugestão de um exercício; tempo da leitura dos escritos - reservada a apenas alguns alunos devido ao tempo restrito da aula; seguida de comentários - sem julgamentos, mas comentários colaborativos de todo o grupo com observações dramatúrgicas da coordenadora. Primeiro encontro: - O autor e diretor Kiko Marques apresentará sua trajetória de escritor e comentará os caminhos dramaturgicos na escrita da peça SANGUE. A atriz Carolina Gonzalez comentará também como foi o processo de escrita de SANGUE com os atores da peça. Tempo para perguntas e respostas. Segundo encontro: Exercícios propostos: - Autorretrato. Como forma de iniciar a oficina e como forma de apresentação dos participantes, todos serão convidados a produzir um autorretrato escrito. Em um gesto rápido de escrita, em apenas 15 minutos, e sem tempo de refletir inspirados em experimentos surrealistas, os participantes se livram, se “desenham” em forma escrita. Após terem escrito, todos são convidados a fazer a leitura do seu autorretrato. Este exercício sempre funciona criando uma interação entre os participantes e os desinibindo. O resultado deste exercício continuará a ser desenvolvido em encontro posterior no exercício intitulado Relato de vida que abordará a questão de dispositivo cênico. - Confissão de uma máscara: a partir de um retrato pintado ou fotográfico, figurativo ou não figurativo, distribuído aos participantes, esses são convidados a dar corpo à palavra testamentária da “máscara”. Em duas ou três páginas, eles traçarão a vida desse personagem ou o que ele gostaria de se lembrar, enquanto fala aos vivos, sobre sua própria vida. Cada texto deve começar com: “Eu me chamo tal (dar um nome ao personagem) e estou morto”. O resultado deste exercício continuará a ser desenvolvido em encontro posterior no exercício intitulado Relato de vida que abordará a questão de dispositivo cênico. Terceiro e quarto encontro: - Dispositivo teatral/ Performatividade : Escrever para o teatro hoje em dia é mais do que nunca imaginar uma disposição inédita do espaço e do tempo. As famosas regras de unidade serviram durante bastante tempo e permitiu aos autores escreverem seguindo regras bem determinadas. Mas, se tornou obsoleta nos dias de hoje. A questão se coloca em termos quase brechtianos: “Como mostrar no teatro o mundo no qual vivemos?” Os exercícios a seguir propõe aplicações variadas do dispositivo teatral: - Relato de vida. O exercício consiste em elaborar um dispositivo dramatúrgico/teatral que colocará em valor o relato do exercício “Confissão de uma máscara”, ou “autorretrato”, conferindo desta maneira uma forte teatralidade ao relato ou autorretrato. Cada autor poderá escolher uma forma breve – como os dramas curtos de Beckett – ou ao contrário esboçar uma forma mais longa. - Dentro/ Fora: primeiro o participante deverá colocar seus personagens ou numa situação de aprisionamento espaço-temporal ou em uma situação de errância em “lugar nenhum” ou “terra de ninguém”. A peça deverá ter de duas a três páginas e a única regra será inserir a fala: “Que barulho é esse?” Depois, em um segundo momento, todos ou alguns destes personagens que se encontram em um dos espaços (no man’s land ou espaço fechado) passam para o outro. . Tempo também para comentários gerais sobre a oficina e dúvidas. Público-alvo : Escritores, atores, estudantes de teatro ou interessados pela escrita teatral, com ou sem experiência em dramaturgia. A partir de 16 anos. 50 a 100 participantes.
Espetáculo teatral no aspecto arquitetônico, nas apresentações nas dependências do Centro Cultural Banco do Brasil, será garantido recursos de acessibilidade para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou idosas aos locais onde se realizam as atividades culturais e a espaços acessórios, como banheiros, áreas de alimentação e circulação; No aspecto comunicacional, DEFICIENTES AUDITIVOS: 3 sessões com intérprete de libras em São Paulo e Rio de Janeiro e 2 sessões com intérprete de libras em Belo Horizonte e Brasília. itens planilha orçamentária: 6,19,32,57,87 DEFICIENTES VISUAIS: 3 sessões de audiodescrição em São Paulo e Rio de Janeiro e 2 sessões de audiodescrição em Belo Horizonte e Brasília. itens planilha orçamentária: 1, 14,27,42 material impresso em braile em todas as apresentações. Itens planilha orçamentária: 69,71,73, 75. DEFICIENTES INTELECTUAIS Mediador capacitado para atender pessoas com deficiência e audiodescrição. item planilha orçamentária: assistente de produção, item 41. Contrapartida social no aspecto arquitetônico, nas apresentações nas dependências do Centro Cultural Banco do Brasil, será garantido recursos de acessibilidade para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou idosas aos locais onde se realizam as atividades culturais e a espaços acessórios, como banheiros, áreas de alimentação e circulação; No aspecto comunicacional, DEFICIENTES VISUAIS material impresso em braile em todos os ensaios abertos. Itens planilha orçamentária: 69,71,73, 75. DEFICIENTES AUDITIVOS: intérprete de libras em todos os ensaios abertos. item planilha orçamentária: 69, 70, 71, 72 DEFICIENTES INTELECTUAIS Mediador capacitado para atender pessoas com deficiência. itens planilha orçamentária: assistente de produção, item 41.
Em atendimento ao Artigo 27 da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 2023: -10% dos ingresos serão gratuitos para estudantes e professores da rede pública de ensino. - 10% dos ingressos para patrocinador - 10% dos ingressos para divulgação - 20% dos ingressos no valor de R$35,00 - 50% dos ingressos nos valores de R$40,00 (inteira) e R$20,00(meia-entrada). Em atendimento ao Artigo 28 da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 2023, como medidas de ampliação de acesso: - 4 aulas online de dramaturgia sobre o processo de criação do texto da peça e exercícios de dramaturgia. Detalhes sobre a atividade em "Detalhes Técnicos", "Especificações técnicas do produto". - 2 debates, após o espetáculo, entre a equipe de criação e elenco do espetáculo e público presente.
Texto e Direção: Kiko Marques Elenco: Carolina Gonzalez, Celso Frateschi, Marat Descartes e Rogério Brito Cenário: J. C. Serroni Desenho de luz: Marisa Bentivegna Figurinos: Fabio Namatame Trilha sonora original: Gregory Slivar Direção de produção: Kiko Rieser A responsável pela empresa proponente do projeto, Carolina Gonzalez, ocupará a função de diretora administrativa do projeto, além de exercer a função de atriz na peça. A empresa proponente, Sangiorgi e Gonzalez Produções A Sangiorgi e Gonzalez Produções é uma empresa especializada em eventos de artes cênicas com sede na cidade de São Paulo. A empresa atua também na área da literatura, já tendo produzido edição de livro, organização de palestras e cursos. Fundada no final de 2013, a Sangiorgi e Gonzalez Produções Ltda produziu: • Cais Oeste, de Bernard-Marie Koltès, direção de Cyril Desclés. Com: Sandra Corvelloni, Marcelo Lazzaratto, Giovani Tozi, entre outros. 2019. Idealização e Produção. • A Verdade, de Florian Zeller, direção Marcus Alvisi. Com: Diogo Vilela, Paulo Trajano, Claudia Ventura. 2019/2020. Pré-produção. • O Pai, de Florian Zeller, direção Léo Stefanini. Com: Fúlvio Stefanini, Lara Córdula, entre outros. 2016/2017. Teatro do Masp, Teatro Frei caneca e Teatro Renaissance (2018). Em parceria com Morente Forte Produções e Cora Produções. Peça produzida através da Lei Rouanet. • Entradas Clownescas de Tristan Remy – Editora SESC – 2016. Produção da edição do livro e Oficinas teóricas no CPF Sesc SP, Tendal da Lapa e Sesc Campo Limpo. (2017-218). • Evento "Percurso Koltès" no Sesc de Santos em março e abril de 2016, com o diretor francês Cyril Desclés e Grupo Teatro da Vertigem; • Bola de Ouro de Jean-Pierre Sarrazac, direção Marco Antonio Braz, estreia em 14 de novembro de 2013 no SESC Santo Amaro e em 23 de janeiro de 2014 no Teatro Faap em São Paulo. Com: Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna e Luiz Serra no elenco. Peça produzida através do Programa de Incentivo à Cultura PROAC – Governo do Estado de São Paulo. Kiko Marques - autor e diretor Formado como ator, em 1988 pela Escola de Teatro Martins Penna, no Rio de Janeiro. Trabalhou em importantes produções Cariocas até 1993 quando se transferiu para São Paulo. A partir desse período, ainda como ator participou de inúmeras peças teatrais como “Bonitinha, mas Ordinária”, “O Beijo no Asfalto”, etc, sob direção de Marco Antônio Braz, com o qual fundou o Grupo "Círculo dos Comediantes", especialista na obra de Nelson Rodrigues. Também atuou em filmes de grande importância como "Cidade de Deus" e "Carandiru", além de várias participações em programas, novelas e séries para tevê. Em 2003 começa uma produção dramatúrgica paralela e funda a Velha Companhia, onde atua também como diretor e dramaturgo. Seus espetáculos mais importantes foram “O Travesseiro”, pelo qual recebeu indicação, na categoria dramaturgia, ao prêmio Femsa; “Cais ou da Indiferença das Embarcações”, com texto e direção seus, pelo qual recebeu os prêmios Qualidade Brasil de melhor diretor e Aplauso Brasil, APCA e Shell de melhor autor; "Sínthia" pelo qual recebeu o prêmio APCA de melhor direção; e "Casa Submersa", pelo qual foi indicado na categoria dramaturgia pelo prêmio APCA e Aplauso Brasil (ainda concorrendo). Acabou de estrear a peça “Banco dos Sonhos” com a Velha Cia no Sesc Pompéia. Desde 1995 ministra aulas de voz no curso profissionalizante para atores do colégio Indac. Dirigiu e lecionou em outras escolas, coma a SP Escola de Teatro e Wolf Maya. Celso Frateschi - ator Estreou no Teatro de Arena de São Paulo, em 1970, em Teatro Jornal 1ª Edição, de Augusto Boal. Trabalhou com os principais diretores do teatro brasileiro, como Fernando Peixoto, José Renato, Elias Andreato, Márcio Aurélio, Enrique Diaz, José Possi Neto, Daniela Thomas, Roberto Lage, Rubens Rusche e Gabriel Vilela. Foi premiado nos espetáculos: Os Imigrantes, de Celso Frateschi, em 1977, Prêmio Mambembe de Melhor Projeto; Eras de Heiner Muller, em 1978, que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator; Do Amor de Dante por Beatriz, de Dante Alighieri com adaptação de Elias Andreato, que lhe rendeu o Prêmio Apetesp de Melhor Ator em 1996. Como ator atuou, entre outros, nos espetáculos: Hamlet de William Shakespeare; Tio Vânia, As Três Irmãs e Da Gaivota, de Anton Tchekov; Diana de Celso Frateschi; Horácio, de Heiner Müller; Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago; Sonho de um Homem Ridículo de Fiódor Dostoievski; Ricardo III de William Shakespeare; O Grande Inquisidor de Fiódor Dostoievski; Processo de Giordano Bruno de Mário Moretti; Bola de Ouro de Jean Pierre Sarrazac; A Besta de David Hirson; Potestad de Eduardo Pavlovski; A Tempestade de William Shakespeare;A Trilogia do Subterrâneo, formada pelas peças Sonho de um Homem Ridículo (Parte 1), O Grande Inquisidor (Parte 2) e O Subsolo (Parte3), baseadas em Fiódor Dostoievski; Antígona de Sófocles; Diálogo noturno de um homem vil de Durrenmatt; Terrenal de Maurício Kartun. Marat Descartes - ator Ator formado em 1998 pela Escola de Arte Dramática (EAD/USP). Ao longo de 25 anos de carreira, atuou em mais de 40 espetáculos de TEATRO; em CINEMA, atuou em mais de 20 filmes, entre curtas e longas-metragens; além de uma dezena de séries, telefilmes e novelas, nas mais diversas emissoras de TV. Também escreveu e dirigiu algumas peças teatrais e um curta-metragem. Por suas atuações em teatro e cinema, recebeu 13 prêmios, nacionais e internacionais, dentre os quais destacam-se: em teatro, o Prêmio APCA 2020 de Teatro na categoria Melhor Espetáculo Digital por “PEÇA”, monólogo escrito pelo próprio ator, com direção de Janaína Leite; Prêmio Shell 2006 de Melhor Ator, com a peça "Primeiro Amor", de Samuel Beckett, monólogo dirigido por Georgette Fadel; e em cinema, em 2012, o Prêmio Kikito de Melhor Ator no 40º Festival de Cinema de Gramado, com o filme "Super Nada", de Rubens Rewald e Rossana Foglia; e o Troféu Barroco na Mostra de Cinema de Tiradentes de 2014, pelo conjunto de sua obra. Rogério Brito - ator Ator formado na Escola de Arte Dramática da USP. Em 2006, foi indicado ao Prêmio Shell pela peça “Dança Lenta no Local do Crime”, dirigida por Luis Valcazaras. Recebeu, em 2008, no II Festival de Curtas de Cabo Frio, o prêmio de melhor ator pelo curta metragem “Duas Opções”, e em 2012, dois prêmios de melhor ator no Festival Art Deco de Cinema (júri oficial e voto popular) pelo curta-metragem “Nigéria, Fim da Linha”. Em 2019, foi indicado ao Prêmio Shell pela peça “Ricardo lll ou Cenas da Vida de Meierhold” de Matèi Visniec, sob direção de Clara Carvalho. Acumula alguns trabalhos no cinema, como os longas “O Novelo (2019)” de Claudia Pinheiro, “Todos os Mortos (2018/2019)” de Caetano Gotardo e Marco Dutra, “SP Crônicas de uma Cidade Real (2018)” de Elder Fraga, “O Signo Da Cidade (2008)” de Carlos Alberto Riccielli, “Corpo (2005)” de Rubens Rewald. “Nossa Vida Não Cabe num Opala (2007)” de Reinaldo Pinheiro e “De passagem (2003)” de Ricardo Elias. Ainda no teatro, participou das peças: “Trilogia Degenerada (Dir. Paulo Faria)”, “Pororoca (Dir. Sérgio Ferrara)”, “O Casamento Suspeitoso (Dir. Sérgio Ferrara)”, “Macbeth (Dir. Gabriel Vilella)”, “Crônicas de Cavaleiros e Dragões (Dir. Kleber Montanheiro)”, “Genet - O Poeta Ladrão (Dir. Sérgio Ferrara)”, “Brasil - O Futuro que Nunca Chega (Dir. Hélio Cícero)”, “SCAVANGERS (Dir. Francisco Medeiros)”, “1984 (Dir. Zé Henrique de Paula)”, “Jornada de um Imbecil até o Entendimento (Dir. Hélio Cícero)”, “Megera Domada (Dir. Aimar Labaki)” e “Tutankáton (Dir. Mika Lins)”. Carolina Gonzalez - atriz Mestre em teatro pela Universidade Sorbonnne Nouvelle - Paris 3, Carolina Gonzalez conta com mais de vinte anos de experiência como atriz de teatro profissional, atividade desenvolvida tanto no Brasil como na França. Atuou na França em espetáculos dos diretores Claire Le Michel, Berangère Jannelle e Jean-Paul Zennacker. No Brasil, atuou em peças como Paraíso Zona Norte e Trono de Sangue (Macbeth), sob direção de Antunes Filho; Bola de Ouro, direção de Marco Antonio Braz; O Pai, direção de Leo Stefanini, com Fúlvio Stefanini no elenco; Verdade, direção de Marcus Alvisi, com Diogo Vilela no elenco e Cais Oeste, com direção de Cyril Desclés com Sandra Corveloni e Marcelo Lazzarato no elenco. J. C. Serroni - cenógrafo Cenógrafo, figurinista e arquiteto especializado em espaços teatrais. Um dos mais respeitados e premiados profissionais do setor, recebeu prêmios como Shell, APCA, Mambembe, Apetesp, Molière e o Grande Prêmio da Quadrienal de Praga. Foi um dos coordenadores do Departamento de Cenografia da Rádio e TV Cultura e por mais de uma década coordenou o Núcleo de Cenografia do CPT – Centro de Pesquisas Teatrais do Sesc-SP. É coordenador de Cenografia e Figurinos da SP Escola de Teatro. Publicou o livro “Teatros do Brasil” e está trabalhando no próximo livro, intitulado “História da Cenografia Brasileira”. Atualmente, é o coordenador geral do Espaço Cenográfico de São Paulo, um laboratório permanente de reflexão e pesquisa cenográfica, que mantém um curso de cenografia. Em 11 anos de existência, formou cerca de 200 novos profissionais na área. Como cenógrafo, realizou peças como “Nelson 2 Rodrigues”, “Paraíso, zona norte”, “Nova velha história”, “Vereda da salvação”, “Gilgamesh” e “Trono de sangue”, de Antunes Filho; “Vestido de noiva”, direção de Gabriel Villela; e “A última gravação de Krapp”, direção de Francisco Medeiros. Marisa Bentivegna - desenho de luz Atualmente, é integrante da Companhia Hiato, dirigida por Leonardo Moreira, como cenógrafa e iluminadora, e no ano de 2015 teve um cenário criado para esta companhia, para o espetáculo O JARDIM, selecionado para representar o Brasil na Quadrienal de Praga na República Tcheca. Também é integrante da Banda Mirim como diretora técnica, cenógrafa e iluminadora desde 2004, coletivo premiado em 2015 com o Prêmio Governador do Estado na categoria Arte para Crianças. Tem ainda como parceiros de criação os diretores Cristiane Paoli Quito, Eliana Monteiro, Marcelo Romagnoli, Rafael Gomes e Kiko Marques, entre outros. Atua em teatro, dança, exposições e shows musicais, tendo trabalhado em mais de 20 países nas últimas décadas. Criou cenografia e iluminação para o espetáculo WIOSNA no Teatr Studio de Varsóvia. Recebeu os seguintes prêmios individuais: SHELL 1992 e APCA 1992 pela iluminação de O PARAÍSO PERDIDO do Teatro da Vertigem; APCA 2007 e COCA-COLA FEMSA 2008 pelo cenário de O MENINO TERESA da Banda Mirim; COCA-COLA FEMSA 2007 pela iluminação de O TESOURO DE BALACOBACO da Bendita Trupe; SHELL 2010 pelo cenário de ESCURO da companhia Hiato; SHELL 2011 pelo cenário de O JARDIM da Companhia Hiato. Fabio Namatame - figurinista Formado em Comunicações e Artes pela FAAP. Para teatro. desenhou os figurinos para Master Class, Uma relação tão delicada, Joana Dark, Paraiso Perdido, Evangelho Segundo Jesus Cristo, Memorias póstumas de Brás Cubas, O Libertino, Vermelho, Sobre Ratos e Homens, Love Love Love, A Ira de Narciso, entre outras. Para óperas, sob direção de José Possi Neto: Bodas de Fígaro, Romeu e Julieta, O Guarani, Faustaff; direção de William Pereira: O pescador de Pérolas, Olga, A Tempestade; direção de Jorge Takla: Madame Buterfly, A viúva Alegre. Para musicais, sob direção de Jorge Takla: My Fair Lady, West Side Story, O Rei e Eu, Evita; direção de José Possi Neto: Emoções Baratas, Cabaret, Crazy for You. Para dança: Cubo, de Susana Yamauchi; Vem Dançar e Baobá, da Cia Cisne Negro; Samba, da Cia Studio 3; Tudo se torna um, da Cia de dança da Fundação Salgado Filho. Recebeu os prêmios APETESP, APCA, Sesc de Teatro SP, Prêmio Shell de Teatro, Prêmio Cultura Inglesa de Teatro, Prêmio Carlos Gomes de Ópera, Festival de Cinema de Paulínia, Prêmio SESC de dança de Belo Horizonte. Gregory Slivar - trilha sonora original Formado em Composição pela Unicamp e mestre pela Usp na área de sonologia. Em seus trabalhos permeiam o uso do computador e programação como suporte composicional, abordagens alternativas para instrumentos convencionais, técnicas vocais expandidas, construção de novos instrumentos musicais, esculturas sonoras e performance musical. Nos últimos anos realizou diversos concertos em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, e teve suas peças executadas em vários estados do país através de rádios e eventos ligados a música contemporânea. Entretanto, sua principal pesquisa e mais abrangente área de atuação é a música ligada a cena. Sempre privilegiando a execução ao vivo, suas concepções sonoras procuram se amalgamar de maneira estrutural dentro das peças, e quando possível, estudar maneiras cênicas de inserção da figura do músico nos espetáculos e instrumentos como objetos cênicos. Teve seus trabalhos premiados em festivais nacionais de teatro Em 2012 foi contemplado com o Prêmio Shell de Teatro, categoria Música pelo espetáculo “Prometheus – A tragédia do Fogo” da Cia Balagan de Teatro. Em 2017 foi indicado pelo Prêmio Shell de Teatro, categoria Música pelo espetáculo “Tchekov é um Cogumelo” da Cia. Lusco Fusco. Kiko Rieser - diretor de produção Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, dirigiu “Capitu, olhos de mar” (adaptação autoral), “Amarelo distante” (texto autoral, baseado em Caio Fernando Abreu, com Mateus Monteiro), “A dama da noite” (de Caio F. Abreu, com André Grecco), “A vida útil de todas as coisas” (texto autoral, com Eduardo Semerjian, João Bourbonnais, Louise Helène e Luciana Ramanzini, diversas indicações ao Prêmio Aplauso Brasil), “Quando as máquinas param” (de Plínio Marcos, com André Kirmayr e Larissa Ferrara), “Fôlego” (de Gary McNair, com Priscila Paes), “O anjo de cristal” (com Carolina Amaral e Luccas Papp) e os infantis “Braguinha – sons, canções e histórias” (em parceria com Cristiano Tomiossi – Sesc Ipiranga e Sesc Pinheiros, 4 indicações ao Prêmio São Paulo) e “O que fica das pessoas que vão” (texto autoral). Produziu todos esses espetáculos, além de outros como “Consertando Frank” (indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA, temporada de um ano e meio em São Paulo e diversas viagens), “Volpone”, o infantil “Moinhos e carrosséis”, “A cabala do dinheiro” (direção de Clarice Niskier e André Aciolli), “Esperando Godot” (Grupo Garagem 21, indicado ao Prêmio Shell 2017 de Melhor Figurino), “Brian ou Brenda?” (direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim) e “O arquiteto e o imperador da Assíria” (direção de Cesar Ribeiro, com Eric Lenate e Helio Cicero). Produziu também o livro “Amor ao teatro”, compilação de críticas de Sábato Magaldi, finalista do Prêmio Jabuti 2015. Em cinema, escreveu e dirigiu o curta-metragem “Deixe a porta aberta ao sair” (com Lucélia Santos e João Victor D’Alves). É autor de “Lapsos” (poemas, Editora Patuá, 2017) e “Átimo” (romance, Editora Instante, 2018).
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.