| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 12432847000124 | Engenho Arte e Cultura Ltda. – ME | 1900-01-01 | R$ 4,8 mil |
O projeto foi concebido a partir de uma exposição fotográfica para celebrar os 20 anos da documentação fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais importantes fotógrafos populares do país, cujo campo de atuação mais reconhecido está centrado na documentação de festas populares em diferentes estados brasileiros, caracterizadas pelo uso de máscaras. Além da exposição, que deverá ser montada em um Centro Cultural no Rio de Janeiro, será produzido um catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) para ampla distribuição em todo território nacional e no exterior, contendo a reprodução das fotografias da mostra, um texto de apresentação para a exposição, legendas explicativas para as imagens e uma pequena biografia do artista. Complementam o projeto duas palestras em escolas públicas sobre o projeto "Brasil Encantado", aprofundando a relação do tema com a própria história da fotografia popular brasileira.
SINOPSE DA OBRA O projeto BRASIL ENCANTADO foi concebido para celebrar os 20 anos da documentação fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais importantes fotógrafos populares do país, cujo campo de atuação mais reconhecido está centrado na documentação de festas populares em diferentes estados brasileiros, caracterizadas pelo uso de máscaras. A comemoração da data se dará, basicamente, pela apresentação de uma exposição fotográfica e pela produção de um catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) para ampla distribuição em todo território nacional e no exterior, contendo a reprodução das fotografias da mostra, um texto de apresentação para a exposição, legendas explicativas para as imagens e uma pequena biografia do artista. Complementam o projeto duas palestras em escolas públicas sobre o projeto "Brasil Encantado", aprofundando a relação do tema com a própria história da fotografia popular brasileira. Marcos Diniz da Silva, conhecido profissionalmente como Ratão Diniz, é cria da favela da Maré, no Rio de Janeiro, e fez seu primeiro curso de fotografia em 2004, na Escola de Fotógrafos Populares, fundada pelo fotodocumentarista João Roberto Ripper e oferecida pelo Observatório de Favelas no Complexo de Favelas da Maré. Em 2014, ao completar 10 anos de profissão, Ratão Diniz publicou o livro EM FOTO (Mórula Editorial, RJ) e agora em 2023 Ratão Diniz assumiu o cargo de coordenador da mesma escola onde se formou, recriada no ano passado, após um hiato de 10 anos, com o nome Escola de Fotografia Popular.sde seus primeiros cliques, Ratão Diniz mergulhou em um Brasil profundo, fotografando a favela onde nasceu, o movimento grafite e festas populares pelo país afora. E é precisamente essa documentação das festas populares que constitui a matéria prima da exposição proposta. Ao longo dos últimos 14 anos, Ratão Diniz tem demonstrado particular interesse em fotografar festas populares que se caracterizam pelo uso de máscaras, produzindo, assim, um valioso material que inclui a Folia de Reis Penitentes do Santa Marta (RJ), o Reisado dos Caretas de Potengi (Ceará), o Bloco da Lama (Paraty, RJ), os Bate-Bolas dos subúrbios cariocas (Rio de Janeiro), os brincantes do Lambe Sujo e Caboclinhos (Sergipe), e o Boi de Máscaras de Odivelas (Pará). Ano após ano, de modo incansável e sem suporte financeiro algum, Ratão Diniz vem produzindo uma poderosa memória visual que merece ser vista e compartilhada, através de exposições fotográficas, catálogos, livros, documentários, palestras e outras formas de veiculação. Uma boa visão deste trabalho documental pode ser encontrada na série de seis vídeos intitulada “A presença da máscara nas festas populares brasileiras – um passeio fotográfico com Ratão Diniz”, produzida pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty em 2021 e exibida pelo Canal do Sesc no YouTube. Neste mesmo ano, o tema Fotografia e Festas Populares, centrado na obra de Ratão Diniz, virou disciplina da Escola de Comunicação da UFRJ, ministrada pelo professor Dante Gastaldoni. Essas duas iniciativas podem ser acompanhadas nesta matéria do Sesc (link abaixo), que permite, inclusive, o acesso aos seis vídeos da série: http://www.sescparaty.com.br/home/2019/noticias/conteudos/sesc-e-ufrj
OBJETIVO GERAL O projeto BRASIL ENCANTADO, concebido para se realizar em 2024, está centrado em uma exposição fotográfica para celebrar os 20 anos da documentação fotográfica que vem sendo realizada por Ratão Diniz, talvez o mais importante fotógrafo popular deste país. Marcos Diniz da Silva, conhecido profissionalmente como Ratão Diniz, é cria da favela da Maré, no Rio de Janeiro, e fez seu primeiro curso de fotografia em 2004, na Escola de Fotógrafos Populares, fundada pelo fotodocumentarista João Roberto Ripper e oferecida pelo Observatório de Favelas no Complexo de Favelas da Maré. Em 2014, ao completar 10 anos de profissão, Ratão Diniz publicou o livro EM FOTO (Mórula Editorial, RJ) e agora em 2023 Ratão Diniz assumiu o cargo de coordenador da mesma escola onde se formou, recriada no ano passado, após um hiato de 10 anos, com o nome Escola de Fotografia Popular. Desde seus primeiros cliques, Ratão Diniz mergulhou em um Brasil profundo, fotografando a favela onde nasceu, o movimento grafite e festas populares pelo país afora. E é precisamente essa documentação das festas populares que constitui a matéria prima da exposição proposta. Ao longo dos últimos 14 anos, Ratão Diniz tem demonstrado particular interesse em fotografar festas populares que se caracterizam pelo uso de máscaras, produzindo, assim, um valioso material que inclui a Folia de Reis Penitentes do Santa Marta (RJ), o Reisado dos Caretas de Potengi (Ceará), o Bloco da Lama (Paraty, RJ), os Bate-Bolas dos subúrbios cariocas (Rio de Janeiro), os brincantes do Lambe Sujo e Caboclinhos (Sergipe), e o Boi de Máscaras de Odivelas (Pará). Ano após ano, de modo incansável e sem suporte financeiro algum, Ratão Diniz vem produzindo uma poderosa memória visual que merece ser vista e compartilhada, através de exposições fotográficas, catálogos, livros, documentários, palestras e outras formas de veiculação. Uma boa visão deste trabalho documental pode ser encontrada na série de seis vídeos intitulada "A presença da máscara nas festas populares brasileiras _ um passeio fotográfico com Ratão Diniz", produzida pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty em 2021 e exibida pelo Canal do Sesc no YouTube. Neste mesmo ano, o tema Fotografia e Festas Populares, centrado na obra de Ratão Diniz, virou disciplina da Escola de Comunicação da UFRJ, ministrada pelo professor Dante Gastaldoni. Essas duas iniciativas podem ser acompanhadas nesta matéria do Sesc (link abaixo), que permite, inclusive, o acesso aos seis vídeos da série: http://www.sescparaty.com.br/home/2019/noticias/conteudos/sesc-e-ufrjA exposição proposta prevê 30 fotografias em um Centro Cultural do Rio de Janeiro, com possibilidade de itinerância pelo país; já o catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) vai reunir as 30 fotos da exposição acompanhadas por suas respectivas legendas, um texto de apresentação, além de depoimentos dos mestres e brincantes responsáveis pelas festas retratadas. Entendemos este produto como o principal veiculador do projeto no Brasil e no exterior, uma vez que o pdf do catálogo poderia ser compartilhado na Rede Brasil de Fotografia, da qual a produtora Engenho Arte e Cultura é membro, e nos principais centros de fotografia e coletivos espalhados pelo país que integram a nossa rede de contatos. Estamos considerando que o texto de abertura da exposição (reproduzido também no catálogo) seria assinado por Luiz Antonio Simas, especialista no tema da cultura popular e parceiro de longa data. Não custa lembrar que Simas ministrou aulas na Escola de Fotógrafos Populares em 2012 e, em 2021, participou de uma roda de conversa na abertura da série de vídeos "A presença da máscara nas festas populares brasileiras _ um passeio fotográfico com Ratão Diniz", produzida pelo Sesc Paraty (link abaixo): https://www.youtube.com/watch?v=wTvEqC2GyJA. O desenvolvimento deste movimento - que vem sendo tratado pela academia como Fotografia Popular - está atrelado ao fato de que a modalidade consegue concentrar, como poucas outras, doses generosas de arte, cultura, produção de memória e desenvolvimento social. Sendo assim, podemos resumir que o Objetivo Geral tem como foco promover e difundir a fotografia popular, segmento com origem em comunidades de baixa renda, que vem cada vez mais ganhando relevância nos meios artístico e culturais, como também celebrar os 20 anos da documentação fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais importantes fotógrafos deste segmento, cuja obra está a merecer ampla divulgação. OBJETIVO ESPECÍFICO O Objetivo Específico deste projeto será mostrar a um imenso contingente de jovens moradores de comunidades de baixa renda e/ou oriundos de populações tradicionais que a fotografia, tanto nos seus aspectos estéticos como técnicos, pode ser um poderoso meio de expressão artística, sustentabilidade profissional e produção de memória sobre seus territórios de origem, costumeiramente relegados a um segundo plano nas narrativas hegemônicas. Os vetores concebidos para tal fim vão além da exposição fotográfica e da produção de um catálogo digital, contemplando ainda (1) o oferecimento de visitas mediadas à exposição com o próprio Ratão Diniz e monitores especialmente habilitados para atenderem ao público com diferentes graus de deficiência. Tais visitas estão sendo concebidas com foco especial na presença de estudantes de escolas públicas. (2) a realização de duas palestras sobre o projeto "Brasil Encantado" e sua inserção na Fotografia Popular, sendo uma em alguma favela carioca, provavelmente o Complexo da Maré, priorizando o público de favelas e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, caiçaras etc) e outra em uma escola pública do Rio de Janeiro.
Epígrafe: "Precisamos de outras vozes, políticas porque poéticas, musicadas; da sabedoria dos mestres das academias, mas também das ruas e de suas artimanhas de produtores de encantarias no precário. A escola colonial, tão presente, busca educar corpos para o desencanto e para os currais do mercado de trabalho, normatizados pelo medo de driblar/gingar/pecar" (Luiz Antonio Simas, O corpo encantado das ruas, p. 56 - Civilização Brasileira, 2022). Entendemos o presente projeto como um respiro, capaz de trazer luz _ matéria prima da fotografia, diga-se de passagem _ ao campo da cultura popular. Afinal, o trabalho proposto reúne um conjunto de festas populares, caracterizadas pelo uso da máscara, documentadas ao longo dos últimos 14 anos por um fotógrafo periférico, talvez o mais importante representante da fotografia popular em nosso país. Em suma, a exposição BRASIL ENCANTADO se propõe a apresentar um conjunto de festas populares, pouco conhecidas do grande público, pela ótica de um fotógrafo popular, nascido e criado em uma das maiores favelas brasileiras. Existe um outro aspecto relevante que gostaríamos de destacar. Todas as festas documentadas têm em comum o uso de máscaras, o que acaba colaborando para a construção de "sujeitos coletivos", cujas identidades individuais são preservadas. Em parte, isso se deve a uma certa proteção que o anonimato permite e vem desde o século XIX, quando os foliões do Entrudo, festa popular que acabou sendo proibida, não queriam ser identificados por medo de possíveis retaliações da polícia. Em contrapartida, há que se louvar a opção pela identidade coletiva que caracteriza esses grupos de brincantes, os quais abrem mão do Eu e abraçam uma imagem coletiva, carregada de solidariedade, em tempos cada vez mais marcados pelos likes que as imagens individuais perseguem. Por fim, queremos explicitar nosso interesse em submeter este projeto à Lei Rouanet, recentemente recriada pela Ministra Margareth Menezes, através da Instrução Normativa 11.453/2023, garantindo, através de uma eventual aprovação, a possibilidade de executarmos o projeto BRASIL ENCANTADO com recursos incentivados, via Pronac. Centrado basicamente na questão da Fotografia Popular e com participação de um fotógrafo que vem se destacando nessa área, o projeto BRASIL ENCANTADO pretende abordar em seus objetivos geral e específicos, uma visão sucinta da prevalência da imagem na contemporaneidade, com ênfase na consolidação de uma consistente produção fotográfica nas periferias brasileiras a partir dos anos 2000. As narrativas a serem apresentadas através das fotografias de Ratão Diniz estarão pautadas pelas já mencionadas experiências pedagógicas com a Escola de Fotógrafos Populares (2004/2013) e com o Coletivo Fotografia Periferia e Memória (fundado em 2015 e ainda atuante). No campo de ação aqui delimitado, pretendemos desenvolver uma reflexão sobre a potência da fotografia popular, tanto como produtora de uma memória pouco veiculada pela mídia hegemônica, quanto como expressão de mundos possíveis, invadindo os territórios da ficção e da arte. Para dar conta da tarefa vamos apresentar o depoimento e a obra de mestres e brincantes retratados por Diniz e comentados pelos convidados a participar das palestras. [1] https://revistazum.com.br/entrevistas/escola-de-fotografos-populares/ [2] https://www.funarte.gov.br/artes-integradas/funarte-leva-ciclo-fotografia-periferia-e-memoria-ao-norte-e-ao-nordeste/ E fácil perceber que esse projeto atende a todos os itens do Artigo Primeiro da Lei 8313, que define quais as prioridades do PRONAC para utilização dos recursos para o setor da cultura. Destacamos entre os nove parágrafos do Artigo Primeiro, os de número I, II, III, IV, VI e IX, em que o projeto "Brasil Encantado" se destaca em função de: Facilitar a todos o livre acesso às fontes de cultura; Valorização dos Recursos Humanos e conteúdos locais; Valorizar e difundir as manifestações culturais nacionais; Proteger as expressões culturais responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; Preservar bens materiais e imateriais do patrimônio cultural brasileiro e, finalmente, com relação ao artigo IX do prágrafo I, Priorizar o produto cultural originário do País. Dessa forma, o projeto nos parece totalmente aderente às finalidades da Lei Federal de Incentivo à Cultura e adequado para obtenção de incentivo fiscal para sua execução. Já com relação aos objetivos que serão alcançados com o projeto, previstos no artigo 3° da Lei 8313/91, destacamos que o conteúdo proposto se enquadra no parágrafo I, com incentivo à formação artística e cultural devido ao público envolvido nas várias etapas do projeto, no fomento à produção cultural e artística, conforme especificado no parágrafo II, através da produção de livros de caráter artístico e cultural, aqui, em nosso caso, um catálogo digital. No parágrafo III, relativo à preservação e difusão de patrimônio artístico, cultural e histórico, o projeto se insere ao colaborar para o acervo de bibliotecas e organizações culturais. No parágrafo IV, relativo ao estímulo e conhecimento dos bens e valores culturais, o projeto se insere mediante a visitação gratuita à exposição fotográfica e à distribuição gratuita do Catálogo Digital da exposição em uma grande rede de bibliotecas, arquivos e entidades de caráter social. Finalmente, no parágrafo V, relativo ao apoio a outras atividades culturais e artísticas, o projeto se insere com a contratação do serviço de um fotógrafo popular, da Engenho Arte e Cultura para a elaboração de Projeto Cultural, além de outros profissionais de setores afins que contribuirão na execução do projeto, seja no campo da produção, da divulgação, da veiculação ou dos eventos em si. Gostaríamos de finalizar a presente proposta com uma breve digressão, na tentativa de responder a uma pergunta que, aqui no caso, se impõe: Por que apoiar a publicação de uma exposição e um catálogo de fotografias? A resposta parte da premissa de que estamos imersos naquilo que Roland Barthes chamou de "Civilização da Imagem". E percebam que o semiólogo francês chegou a essa conclusão em seu clássico livro "A Câmara Clara", publicado em 1980, bem antes que a era digital tomasse o mundo de assalto e potencializasse a proliferação de fotografias por celulares e redes sociais. Hoje em dia Facebook, Instagram e YouTube, entre outros gigantes da internet, parecem atestar a prevalência da imagem na contemporaneidade. Tudo é imagem. Carregamos fotografias em nossos bolsos ou bolsas porque não são poucas as situações que nos cobram documentos com fotos, como se nossa própria identidade estivesse atrelada ao registro de uma fotografia que, por vezes, nem condiz mais com a aparência que temos. Por mais paradoxal que pareça, a imagem está tão presente em nossas vidas que até as rádios veiculam sua programação via Web TV, cientes de que a imagem atribui um valor adicional às narrativas em curso. Se voltarmos no tempo e aportarmos no já distante século XIX, assistiremos ao poeta francês Stéphane Mallarmé profetizar que tudo no mundo existe para terminar em um livro. No século XX, mais precisamente na década de 1970, a escritora e ativista norte-americana Susan Sontag atualizou a frase, dizendo que tudo existe para terminar em uma fotografia. Ora, se assim for, uma exposição e um livro de fotografias seriam produtos culturais que reunem as tendências comportamentais detectadas por artistas e intelectuais nos dois séculos precedentes, o que de certa forma o habilita como veículo ideal para desenvolvermos uma narrativa de cunho social neste ainda jovem e periférico século XXI. Como forma de incentivar jovens moradores da comunidade a ingressar nessa área de fotografia, seguindo o exemplo de Ratão Diniz e outros fotógrafos populares, o projeto contempla duas palestras sobre a história da fotografia para jovens que serão selecionados dentro da comunidade.
O Projeto "Brasil Encantado" pretende dar relevância para a Fotografia Popular, destacando o fotógrafo Ratão Diniz. A Fotografia Popular - O desenvolvimento deste movimento - que vem sendo tratado pela academia como Fotografia Popular - está atrelado ao fato de que a modalidade consegue concentrar, como poucas outras, doses generosas de arte, cultura, produção de memória e desenvolvimento social. Sendo assim, podemos resumir que o Objetivo Geral tem como foco promover e difundir a fotografia popular, segmento com origem em comunidades de baixa renda, que vem cada vez mais ganhando relevância nos meios artístico e culturais, como também celebrar os 20 anos da documentação fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais importantes fotógrafos deste segmento, cuja obra está a merecer ampla divulgação.l Desde seus primeiros cliques, Ratão Diniz mergulhou em um Brasil profundo, fotografando a favela onde nasceu, o movimento grafite e festas populares pelo país afora. E é precisamente essa documentação das festas populares que constitui a matéria prima da exposição proposta. Ao longo dos últimos 14 anos, Ratão Diniz tem demonstrado particular interesse em fotografar festas populares que se caracterizam pelo uso de máscaras, produzindo, assim, um valioso material que inclui a Folia de Reis Penitentes do Santa Marta (RJ), o Reisado dos Caretas de Potengi (Ceará), o Bloco da Lama (Paraty, RJ), os Bate-Bolas dos subúrbios cariocas (Rio de Janeiro), os brincantes do Lambe Sujo e Caboclinhos (Sergipe), e o Boi de Máscaras de Odivelas (Pará). Ano após ano, de modo incansável e sem suporte financeiro algum, Ratão Diniz vem produzindo uma poderosa memória visual que merece ser vista e compartilhada, através de exposições fotográficas, catálogos, livros, documentários, palestras e outras formas de veiculação. Uma boa visão deste trabalho documental pode ser encontrada na série de seis vídeos intitulada “A presença da máscara nas festas populares brasileiras – um passeio fotográfico com Ratão Diniz”, produzida pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty em 2021 e exibida pelo Canal do Sesc no YouTube. Neste mesmo ano, o tema Fotografia e Festas Populares, centrado na obra de Ratão Diniz, virou disciplina da Escola de Comunicação da UFRJ, ministrada pelo professor Dante Gastaldoni. Essas duas iniciativas podem ser acompanhadas nesta matéria do Sesc (link abaixo), que permite, inclusive, o acesso aos seis vídeos da série: http://www.sescparaty.com.br/home/2019/noticias/conteudos/sesc-e-ufrj Ratão Diniz - Resumo da vida e da relevância
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTO 1. O produto principal é uma exposição fotográfica que prevê 30 imagens em grande formato, apresentadas possivelmente em um Centro Cultural tal como o da Caixa-RJ, o Galpão Bela Maré ou Maré com Arte (no complexo de favelas da Maré, RJ), com possibilidade de itinerância pelo país; já o catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) vai reunir as 30 fotos da exposição acompanhadas por suas respectivas legendas, um texto de apresentação, além de depoimentos dos mestres e brincantes responsáveis pelas festas retratadas. Entendemos este catálogo trilíngue como o principal veiculador do projeto no Brasil e no exterior, uma vez que o arquivo poderia ser compartilhadeo na Rede Brasil de Fotografia, da qual a produtora Engenho Arte e Cultura é membro, e nos principais centros de fotografia e coletivos espalhados pelo país que integram a nossa rede de contatos. Estamos considerando que o texto de abertura da exposição (reproduzido também no catálogo) seria assinado por Luiz Antonio Simas, especialista no tema da cultura popular e parceiro de longa data. Não custa lembrar que Simas ministrou aulas na Escola de Fotógrafos Populares em 2012 e, em 2021, participou de uma roda de conversa na abertura da série de vídeos “A presença da máscara nas festas populares brasileiras – um passeio fotográfico com Ratão Diniz”, produzida pelo Sesc Paraty (link abaixo): https://www.youtube.com/watch?v=wTvEqC2GyJA. Importante ressaltar que o desenvolvimento deste movimento, que vem sendo tratado pela academia como Fotografia Popular, está atrelado ao fato de que a modalidade consegue concentrar, como poucas outras, doses generosas de arte, cultura, produção de memória e desenvolvimento social. Sendo assim, podemos resumir que o objetivo central do projeto Brasil Encantado tem como foco promover e difundir a fotografia popular, segmento com origem em comunidades de baixa renda, que vem cada vez mais ganhando relevância nos meios artístico e culturais, como também celebrar os 20 anos da documentação fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais importantes fotógrafos deste segmento, cuja obra está a merecer ampla divulgação. 2. Uma série de desdobramentos secundários estão atrelados ao projeto, em especial o estímulo pedagógico de mostrar a um imenso contingente de jovens moradores de comunidades de baixa renda e/ou oriundos de populações tradicionais que a fotografia, tanto nos seus aspectos estéticos como técnicos, pode ser um poderoso meio de expressão artística, sustentabilidade profissional e produção de memória sobre seus territórios de origem, costumeiramente relegados a um segundo plano nas narrativas hegemônicas. Os vetores concebidos para tal fim vão além da exposição fotográfica e da produção de um catálogo digital, contemplando ainda (1) o oferecimento de visitas mediadas à exposição com o próprio Ratão Diniz e monitores especialmente habilitados para atenderem ao público com diferentes graus de deficiência. Tais visitas estão sendo concebidas com foco especial na presença de estudantes de escolas públicas. (2) a realização de duas palestras sobre o projeto "Brasil Encantado" e sua inserção na Fotografia Popular, sendo uma em alguma favela carioca, provavelmente o Complexo da Maré, priorizando o público de favelas e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, caiçaras etc e tal) e outra em escola pública, discutindo a obra de Ratão Diniz e sua inserção naquilo que vem sendo chamado de Fotografia Popular. Entendemos o presente projeto como um respiro, capaz de trazer luz – matéria prima da fotografia, diga-se de passagem – ao campo da cultura popular. Afinal, o trabalho proposto reúne um conjunto de festas populares, caracterizadas pelo uso da máscara, documentadas ao longo dos últimos 14 anos por um fotógrafo periférico, talvez o mais importante representante da fotografia popular em nosso país. Em suma, a exposição BRASIL ENCANTADO se propõe a apresentar um conjunto de festas populares, pouco conhecidas do grande público, pela ótica de um fotógrafo popular, nascido e criado em uma das maiores favelas brasileiras. Existe um outro aspecto relevante que gostaríamos de destacar. Todas as festas documentadas têm em comum o uso de máscaras, o que acaba colaborando para a construção de “sujeitos coletivos”, cujas identidades individuais são preservadas. Em parte, isso se deve a uma certa proteção que o anonimato permite e vem desde o século XIX, quando os foliões do Entrudo, festa popular que acabou sendo proibida, não queriam ser identificados por medo de possíveis retaliações da polícia. Em contrapartida, há que se louvar a opção pela identidade coletiva que caracteriza esses grupos de brincantes, os quais abrem mão do Eu e abraçam uma imagem coletiva, carregada de solidariedade, em tempos cada vez mais marcados pelos likes que as imagens individuais perseguem. Por fim, queremos explicitar nosso interesse em submeter este projeto à Lei Ruanet, recentemente recriada pela Ministra Margareth Menezes, através da Instrução Normativa 11.453/2023, garantindo, através de uma eventual aprovação, a possibilidade de executarmos o projeto BRASIL ENCANTADO com recursos incentivados, via Pronac. Centrado basicamente na questão da Fotografia Popular e com participação de um fotógrafo que vem se destacando nessa área, o projeto BRASIL ENCANTADO pretende abordar em seus objetivos geral e específicos, uma visão sucinta da prevalência da imagem na contemporaneidade, com ênfase na consolidação de uma consistente produção fotográfica nas periferias brasileiras a partir dos anos 2000. As narrativas a serem apresentadas através das fotografias de Ratão Diniz estarão pautadas pelas já mencionadas experiências pedagógicas com a Escola de Fotógrafos Populares (2004/2013) e com o Coletivo Fotografia Periferia e Memória (fundado em 2015 e ainda atuante). No campo de ação aqui delimitado, pretendemos desenvolver uma reflexão sobre a potência da fotografia popular, tanto como produtora de uma memória pouco veiculada pela mídia hegemônica, quanto como expressão de mundos possíveis, invadindo os territórios da ficção e da arte. Para dar conta da tarefa vamos apresentar o depoimento e a obra de mestres e brincantes retratados por Diniz e comentados pelos convidados a participar das palestras. Maiores detalhes técnicos dos produtos do projeto serão debatidos pelo proponente com os demais participantes que serão contratados pela Engenho, após a aprovação do projeto pela Secretaria Nacional de Cultura e dos primeiros contatos com os Patrocinadores.
Esse projeto, em todos os aspectos possíveis, atende à Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, como também à Lei Nacional de Acessibilidade, de dezembro de 2000, as quais impõem que haja equidade de direitos e acessibilidade. O principal produto deste projeto é uma Exposição Fotográfica de Ratão Diniz, um dos mais renomados fotógrafos brasileiros na categoria que vem sendo denominada como Fotografia Popular. O local da exposição ainda não está definido, pois depende da aprovação do projeto pela Secretaria Nacional de Cultura e da definição do Patrocinador Master do projeto. Entretanto, o proponente já vem mantendo contato com alguns dos centros culturais do Rio de Janeiro, como o do galpão Bela Maré (Complexo da Maré, RJ), o Retrato Espaço Cultural (Glória, RJ), como também em outros espaços culturais no Rio de Janeiro, como no Centro Cultural da Caixa Econômica. Entretanto, é compromisso do proponente que, qualquer que seja o local definido, o projeto, em todos os aspectos possíveis, atenderá à Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, como também a Lei Nacional de Acessibilidade, de dezembro de 2000, que impõem que haja equidade de direitos e acessibilidade. Com relação aos portadores de deficiência visual, a Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT), na NBR 15599 de 2008, estabelece diversas diretrizes para apoiar sentidos de percepção de leitores com diferentes deficiências. No caso das pessoas com deficiência visual, a ABNT em seu item 5.3.2 recomenda que as imagens sejam digitalizados, em formato digital, de forma que possa ser apresentado em ampliação de tela. O projeto já contempla essa medida, uma vez que está previsto a disponibilização da exposição em um Catálogo Digital. Em seu item 5.3.2.4, a ABNT recomenda disponibilizar o conteúdo do projeto em Braille, o que não pode ser aplicado nessa exposição, uma vez que a compreenção do projeto é totalmente atingida pelas imagens, as quais sequer exigem a alfabetização do destinatário para serem assimiladas e compreendidas. Assim, não existe nessa edição a previsão de versão em Braille. Contudo, as fotos expostas terão placas com as legendas em Braille e monitores capacitados a fazer a descrição visual das imagens. Complementam o projeto duas palestras sobre o projeto BRASIL ENCANTADO, uma delas priorizando público de favelas e outras comunidades tradicionais e outra realizada em escola pública. Esses eventos também já estão sendo discutidos com diferentes instituições e serão definidos após aprovação do projeto. Além disso, um local que consideramos com carinho para a realização de uma terceira palestra é o DEGASE, unidade para abrigo de menores em conflito com a lei, pois a proponente já possui uma parceria com a unidade, que tem na fotografia uma matéria de profissionalização dos jovens. De qualquer forma, os locais selecionados deverão atender à Lei Nacional de Acessibilidade e a NBR 15599 da Associação Brasileira de Normas Técnicas relativa à acessibilidade. Com relação à acessibilidade ao conteúdo, como já foi dito, a compreensão do projeto é basicamente atingida pelas imagens, que são os principais vetores do projeto. Assim, a acessibilidade ao conteúdo é ampliada com a digitalização do catálogo digital e a versão de todos os textos para os idiomas espanhol e inglês, tendo em vista a expectativa que o tema abordado seja de interesse internacional. A acessibilidade ao conteúdo também é ampliada com o atendimento ao item 6 das Normas Técnicas Brasileiras de Acessibilidade, no que diz respeito às diretrizes para identificação e apoio da acessibilidade e no item 7, referente aos requisitos e procedimentos para serviços, disponibilizando, como no caso da Exposição de Fotografia, serviços em LIBRAS, Articulação Orofacial, Guias e serviços para descrição de imagens e sons. Dessa forma, todos os serviços prestados pela proponente neste projeto, conforme já especificado e que abrangem diferentes tipos de serviços detalhados na NBR 15599 relativos à acessibilidade física e de conteúdo, estão atendidos. Isso não impede que durante a realização do projeto, em seus diferentes produtos, o proponente realize outras ações de ampliação à acessibilidade, caso se mostre necessário.
Atendendo ao Art. 28 da IN nº 01/2023, sobre a garantia de ampliação do acesso, serão adotadas no projeto as seguintes medidas: Art IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal. Os registros fotográficos e em vídeo serão disponibilizados nas redes da Engenho e de seus parceiros. O registro da exposição na internet também será garantido através da ampla divulgação do catálogo, que nada mais é que a apresentação virtual da exposição, uma vez que reúne todas as obras e textos que estarão expostos no espaço físico. Art VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Este artigo será atendido através das palestras com o artista, o curador e fotógrafos convidados. Art VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil. Esse artigo será contemplado através da realização da palestra em uma escola pública e, ainda, de visitas mediadas para alunos dos ensinos fundamental e médio à exposição. Sobre o Art VIII - realizar atividades culturais nos estabelecimentos prisionais das unidades da federação; ainda estamos negociando a possibilidade de realização de mais uma palestra no Degase. Além disso, a pluralidade de acessos ao conteúdo da exposição BRASIL ENCANTADO estará garantida através das ações de divulgação e distribuição previstas nas rubricas deste projeto, em especial a massiva divulgação do catálogo da exposição. É este segmento que permitirá um amplo e irrestrito acesso de qualquer cidadã ou cidadão a um produto que envolve arte, cultura e desenvolvimento social. Alunos de escolas públicas ou privadas, frequentadores de bibliotecas e boa parte da rede de organizações nacionais que atuam no campo da fotografia receberão o catálogo digital. Organizações internacionais ligadas aos setores social e de fotografia também deverão ser contempladas. Estimamos ainda que quatro outros tipos de públicos irão contribuir para uma considerável ampliação do acesso à obra de Ratão Diniz: (1) o grupo de formadores de opinião que atuam nos setores de arte, cultura e desenvolvimento social selecionados para receberem convites para o lançamento da exposição, incluindo o próprio catálogo, o que deverá resultar em inserções na mídia sobre o projeto; (2) os participantes que frequentarem o evento de lançamento e o público das visitas mediadas provavelmente atuarão como divulgadores da obra, replicando o catálogo digital em suas redes sociais; (3) os jovens que participaram das palestras oferecidas no âmbito deste projeto também poderão atuar como multiplicadores do conteúdo veiculado; e, por fim, (4) o incontável público que terá acesso ao PDF do catálogo pelas redes sociais ou via mídias eletrônicas. A pluralidade de acessos ao conteúdo da Exposição Fotográfica Brasil Encantado estará garantida através das ações de divulgação e distribuição previstas nas rubricas deste projeto, conforme atestam as etapas descritas a seguir: Atendendo ao Art. 21 da Lei 8313, que estabelece procedimentos para apresentação de projetos culturais financiados por meio de mecanismo de Incentivo Fiscal do Programa Nacional de Incentivo à Cultura, no que diz respeito a ampliação do acesso, o projeto atende ao parágrafo I com a seguinte medida: exposição aberta ao público em geral e um catálogo digital da exposição, tudo de forma gratuita, que contemplarão escolas, projetos sociais de fotografia, bibliotecas, centros culturais, organizações artísticas e entidades sociais no Brasil e no exterior, além dos principais empreendimentos localizados em Comunidades de baixa renda, principal reduto dos Fotógrafos Populares, enaltecidos nesse projeto pelo fotógrafo Ratão Diniz; Atendendo ao Art. 21, parágrafo III: Divulgação nas mídias digitais, impressas e sociais com o objetivo de dar visibilidade à obra e permitir o acesso tanto à Exposição fotográfica como a sua versão em catálogo digital distribuido por canais eletrônicos; Atendendo ao Art. 21, parágrafo IV: Será permitida a captação de imagens da exposição, do catálogo digital; Atendendo ao Art. 21, parágrafo VI, estão previstas duas apresentações a moradores de comunidades, para um público estimado em 100 pessoas cada, com projeção de imagens da exposição, palestra sobre arte fotográfica e debates com alunos e professores. O plano de distribuição, todo voltado à Democratização do Acesso, deverá atender ao seguinte planejamento: 1- Exposição de fotografias durante 30 dias em Centro Cultural, com acesso gratuito para todos visitantes, estimados em um mínimo de 1.500 pessoas. Um amplo programa de divulgação em diversas mídias e algumas parcerias com Escolas Públicas, Centros Comunitários e Escolas de Fotografia, poderá elevar considevelmente o número de visitantes. 2- Catálogo digital. Esse produto será distribuido em todo território nacional e internacional, uma vez que será produzido com versões em Inglês e Espanhol. A Empresa proponente possui parcerias com Secretarias de Educação, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e diversas Instituições Socio-Culturais, facilitando a divulgação e distribuição. Estimamos ainda que cinco outros tipos de públicos irão contribuir para uma considerável ampliação do acesso à exposição fotográfica e ao catálogo digital. 3- O plano de distribuição também considera os seguintes grupos: (1) o grupo de formadores de opinião que atuam no setor de arte, cultura e desenvolvimento social selecionados para receberem diretamente um link do catálogo digital, o que deverá resultar em inserções na mídia sobre o projeto; (2) também poderão receber pen-drive do catálogo, os alunos e professores que tiverem participação ativa nas duas palestras em escola pública de comunidade e Centro Prisionário e, por fim, (3) o provavelmente mais importante meio de democratização de acesso, que é o incontável público que terá acesso ao PDF da exposição pelas redes sociais ou via mídias eletrônicas.
FICHA TÉCNICA A ENGENHO ARTE E CULTURA, CNPJ 12.432.847/0001-24 e Inscrição Municipal 0488147-8, é a micro empresa que estará organizando e supervisionando o projeto Brasil Encantado. Tanto a parte administrativa, quanto a contratação da equipe de trabalho serão de sua responsabilidade. Trata-se de uma pequena produtora cultural, cujo Contrato Social prevê, em sua Cláusula 2, que “Constituem objetivo da Sociedade: Prestação de Serviços nas Áreas de Produção Artística e Cultural; Organização, Produção e Promoção de Festas e Eventos Culturais ou não, tais como Curadorias, Exposições Fotográficas, Apresentação de Palestras, Workshops ou Seminários nas áreas de Arte e Cultura; Cobertura Fotográfica de Eventos; Redação, Revisão e Edição de Textos; Edição e Produção de Livros, Jornais e Revistas na Forma Eletrônica; Edição de Material Publicitário; Serviços de Tratamento de Imagens em Geral (pré-impressão)”. A Engenho é composta por dois sócios, cujos percursos profissionais são resumidos a seguir: DANTE GASTALDONI, 73, é jornalista e cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado em Fotografia no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF. Como jornalista atuou no Jornal do Brasil (1974/1983) e na Editora Gama Filho (1983/2011); já como professor lecionou na UFF (1980/2016), na Escola de Fotógrafos Populares da Maré (2004/2012) e segue ministrando aulas de Fotografia na UFRJ desde 1983. Gastaldoni é editor de diversos livros de fotografia, entre os quais “Imagens Humanas” (Dona Rosa Produções, 2009), “Comunidades Tradicionais do Brasil” (Engenho Arte e Cultura / Universidad Nacional Costa Rica, 2015), “Rocinha sob Lentes” (Engenho Arte e Cultura, 2021), além da revista “A Fotografia Popular por ela mesma” (Sesc Paratry, 2022), lançada ano passado na Feira de Literatura de Paraty e no Retrato Espaço Cultural (Glória, RJ) e, em 2023, no Festival de Fotografia de Tiradentes (MG). Assina também a curadoria de diversas exposições fotográficas, tais como “Esporte na Favela” (Centro Cultural Banco do Brasil, 2007), “Olhar Cúmplice” (Centro Cultural da Caixa, 2007), “Bellonging” (Canning House, Londres, 2007), “Imagens Humanas” (Centro Cultural da Caixa, 2010), “Mulheres entre luzes e sombras” (Congresso Nacional, 2011). Mais recentemente foi curador das exposições “Rocinha sob lentes” (Salão Carioca do livro, 2021) e “Outras Marés”, exibida no Sesc Santa Rita, em Paraty (2021), seguindo em itinerância pelo Retrato Espaço Cultural (2022) e pela Fiocruz (2023), por ocasião do lançamento do dicionário de Favelas Marielle Franco. Desde 2010, em sociedade com a designer Evlen Lauer, realiza trabalhos de fotografia e design através da produtora Engenho Arte e Cultura, microempresa que integra a Rede Brasil de Produtores de Fotografia. Em 2015, fundou o coletivo Fotografia Periferia e Memória, criado a partir de um convite da Funarte para oferecer 11 oficinas de Fotografia nas regiões Norte e Nordeste do país, cujos desdobramentos resultaram em cursos e intervenções em mais de 30 cidades de 13 estados brasileiros. EVLEN JOICE LAUER BISPO é graduada em Comunicação Social (1996) e mestre em Psicologia Social (2000) pela Universidade Gama Filho. Atua profissionalmente em design editorial desde 1995, com passagens pela Editora Gama Filho (1995-2009), Inventum Design e Conteúdo Editorial (2005-2010), Observatório de Favelas (2006/2013) e Engenho Arte e Cultura, desde 2009. Atua como professora na área de comunicação visual desde 2000, já tendo lecionado nas Universidade Gama Filho e Estácio de Sá. Desde 2014 leciona no Centro Carioca de Ensino Superior. PORTFOLIO - Dentre os projetos desenvolvidos pela Engenho Arte e Cultura, destacamos: . Coordenação editorial, projeto gráfico e diagramação do livro "Retrato aos 50". Universidade Federal Fluminense, 2010. . “O Brasil passa pelo Sesc, do Oiapoque ao Chuí, de Cruzeiro do Sul a João Pessoa” (Editora Sesc, 2011, RJ), reunindo a produção de mais de 40 fotógrafos brasileiros e diversos projetos sociais que atuam com fotografia. . Projeto gráfico e diagramação da revista trimestral "Fisenge em Movimento" (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros / Fisenge), desde 2012. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do e-book "O futuro dos megaeventos esportivos”, 2015, com financiamento da Faperj. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do livro trilíngue (espanhol, inglês e português) “Comunidades tradicionais do Brasil”, 2015, em parceria com a Universidad Nacional Costa Rica. . Produção, edição e criação de peças gráficas para a exposição “Sempre-Vivas: as fotos e o filme, Teatro Municipal de Diamantina”, MG, 2016. . Projeto gráfico e diagramação do livro (e-book e impresso) “Santos Dumont, aviador esportista: o primeiro herói olímpico do Brasil”, em parceria com a Força Aérea Brasileira, 2016. . Projeto gráfico e diagramação do catálogo “Histórias da Eugenia“, Fisenge, 2017. . Projeto gráfico, diagramação e publicação do e-book “Megaevents Footprints”, 2017. . Identidade visual e material gráfico da exposição fotográfica “Mulheres de Shakespeare”, 2017. . Criação de capa para o livro “Cria da Favela“, Núcleo Piratininga de Comunicação, 2018. . Criação de capa para o livro “Correio do fim do mundo“, Editora Solo, 2018. . Projeto Gráfico e diagramação do livro 'Brasil: um retrato do mercado de trabalho na Engenharia”, 2018. . Projeto gráfico e diagramação do livro de memória fotográfica do 38º Campeonato mundial militar de Judô / 24º Campeonato mundial militar de Taekwondo. Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), 2019. .Projeto incentivado Rocinha sob Lentes, totalmente projetado e executado pela EngenhoArte e Cultura, compreendendo um livro de fotografia que foi distribuido por todo Brasil e no Exterior, além de Oficina de Fotografia realizado na Rocinha e duas palestras em CIEP da Rocinha e no Degase -RJ. . Circuito Ler - Etapa Carioca: A Engenho foi convidada para montar uma exposição do livro "Rocinha sob Lentes" na etapa carioca. A exposição que incluíu palestra com diversos convidados foi realizada em abril de 2022. Durante o evento, que teve a duração de uma semana, foram registrados cerca de 200.000 visitantes entre alunos e professores da rede pública de ensino. No projeto "Brasil Encantado", Dante Gastaldoni acumulará as funções de curador da exposição, editor do catálogo digital e organizador das palestras previstas no projeto; já Evlen Lauer fará a gestão do projeto e responderá pelo design da exposição e pela supervisão gráfica do catálogo digital, aí incluído o tratamento de imagens, a produção das peças de divulgação. Também terão participação relevante no projeto diversos outros profissionais, inclusive nas áreas contábil e jurídica, que serão selecionados e contratados após a aprovação do projeto pela Secretaria Nacional de Cultura e a captação de recursos dos investidores.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.