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Montagem e realização da exposição fotográfica "FotoPreta - Edição Maranhão", com retratos realizados exclusivamente por fotógrafos(as) negros(as).
O projeto FotoPreta traz uma emocionante exposição fotográfica para o estado do Maranhão, onde os visitantes são levados a uma jornada visual única e poderosa, explorando mundo através de olhares autênticos de fotógrafos(as) negros(as). A mostra é um ato de resistência, mas também de celebração, da diversidade e riqueza da vivência da população negra, por vezes esquecidas e negligenciadas pela mídia convencional. O projeto curatorial foi concebido para destacar a multiplicidade de perspectivas e estilos presentes na obra dos fotógrafos(as) participantes. Cada imagem exposta será como uma janela para diferentes realidades, enfrentando estereótipos e preconceitos através da arte. A exposição é um marco significativo na história da fotografia brasileira, pois dá visibilidade e reconhecimento profissional a profissionais negros(as) que, por muito tempo, enfrentaram barreiras e desafios para serem reconhecidos(as) em suas carreiras. Suas fotografias vão desde retratos familiares, passando por documentários sociais e urbanos, até paisagens majestosas e abstratas. Além disso, o FotoPreta irá oferecer uma programação abrangente, como palestras, workshops, mesas redondas e performances proporcionando um espaço para diálogos e reflexões sobre a representatividade e inclusão no mundo da arte. A exposição também busca estimular novos talentos, inspirando jovens fotógrafos(as) negros (as) a perseguirem seus sonhos e a acreditarem no poder da fotografia como forma de expressão e mudança social. Ao final da experiência imersiva, os visitantes saem com a certeza de que a arte tem o poder de conectar pessoas, desafiar preconceitos e construir uma sociedade mais igualitária e empática.
Objetivo geral Promover a representatividade, diversidade e valorização da produção artística de fotógrafos(as) negros(as), por meio de uma exposição fotográfica que ofereça uma perspectiva autêntica e sensível sobre a sua cultura, história, identidade e experiências. Objetivos específicos PRODUTO FOTOGRAFIA - AQUISIÇÃO / EXPOSIÇÃO / PESQUISA: Serão selecionadas 30 imagens de fotógrafos(as) negros(as) do Maranhão para a montagem da exposição FotoPreta, que passará por três cidades do estado - Alcântara, São Luís e Caixas, sendo 30 dias em cada uma delas. A exposição será aberta ao público, totalmente gratuita e com acessibilidade adequada. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: Oficinas formativas online e gratuitas para 30 participantes, com enfoque em quatro temas relevantes - edição de fotos, uso profissional de redes sociais, planejamento estratégico e criação de portfólio. Essas oficinas foram elaboradas para atender ao público iniciante que tem o desejo de aprimorar suas competências.
Em 1940, a Kodak passou a produzir os cartões Shirley, usados nos laboratórios de impressão de fotos para ajustar as cores e tons de pele das imagens. Porém, as "Shirley 's" eram todas mulheres brancas, o padrão de beleza da época, que perdura até a atualidade. Já na década de 80 aconteceu o lançamento do filme "Kodak Gold Max", uma linha que se orgulhava de sua capacidade de capturar um "cavalo escuro em luz baixa". Apenas em 1990, a Kodak lançou um Shirley Card multirracial com três mulheres: uma asiática, uma branca e uma negra. Assim, há pouco mais de 20 anos, pessoas negras ainda saiam borradas nas fotos. Essa história - desconhecida pela maioria das pessoas - reforça o quanto o racismo tratou de garantir a ausência de pessoas negras no "lugar comum". As narrativas de invisibilização e elitização da arte colocou as pessoas negras (quase) sempre como "criaturas" de fotógrafos(as) brancos e nunca como "criadores" de sua própria história. É a partir do questionamento sobre qual é o lugar que negros e negras estão ocupando na sociedade que a exposição FOTOPRETA nasce e se posiciona na contestação dos imaginários produzidos por séculos pelo regime de representação racializado. Fazendo uso de técnicas contemporâneas de aquilombamento, a exposição acolhe e compartilha conhecimentos como estratégia de ocupação dos espaços sistematicamente negados para quem foge ao padrão. "A demanda destes corpos, cansados da invisibilidade e falta de representatividade, busca reterritorializar a própria existência estética" (Meirinho, Daniel. 2021, pág.161), sendo a câmera fotográfica o símbolo de resistência. Assim, FOTOPRETA tornou-se, em 2018, a primeira exposição fotográfica coletiva formada integralmente por fotógrafos(as) e curadores (as) negros(as). Um grupo formado por aproximadamente 30 profissionais da fotografia se reuniu na Casa Elefante, centro de São Paulo, para expor os seus trabalhos e debater não só sobre a ausência de fotógrafos (as) negros (as) no mercado, mas também sobre as estratégias de fortalecimento coletivo.Wagner Celestino, fotógrafo desde os anos 70, que já registrou figuras como Cartola, Pixinguinha, Gilberto Gil, entre outros, foi convidado para mediar uma roda de conversa e dividir a sua experiência com as pessoas presentes. Ao longo de 5 anos, a exposição (sempre de forma independente) passou por estações de metrô em São Paulo, organizou um mapeamento de profissionais da fotografia das regiões norte e nordeste, esteve na Espanha a convite do Centro de Estudios Brasileños, e serviu de inspiração para todo o Brasil. Com o intuito de combater a falsa ideia de que não há gente negra fotografando e fortalecer a auto estima do profissional negro da fotografia, incentivar a profissionalização e a criação de redes para a troca de experiências, conhecimentos e contato,o proponente junto aos seus parceiros tem batalhado na criação de possibilidades de exposição remunerada. Muitas das vezes, a exposição FOTOPRETA foi a primeira (e infelizmente única) oportunidade para que as pessoas tivessem o seu trabalho apreciado para além de um feed do Instagram. Esta é uma das grandes conquistas do projeto, sendo que o próximo passo é conseguir remunerar, mesmo que pouco, pelo trabalho de todas as pessoas envolvidas nessa grande empreitada. Colocar as pessoas negras como protagonistas dentro do mercado de arte brasileiro e de suas vidas, tornando-os agentes e objetos de suas próprias histórias, fotógrafos e fotografados, curadores e plateia. Esse é o sonho da exposição FOTOPRETA, que pretende ser realizado a partir desse fomento. Porquê o Maranhão O estado do Maranhão tem uma das maiores porcentagens de população negra do Brasil, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o número chega perto dos 80%. Sendo Alcântara o município do país com maior proporção de população quilombola, 84,6%, são 15.616 quilombolas para um total de 18.466 habitantes.
A exposição terá 30 peças e vai durar 30 dias em cada cidade. Material de exposição: banner. Formato: 50 x 90 cm Impressão: Frente Cores: 4x0 (colorido, sem branco) Material: Lona Brilho 440g Acabamento: Bastão e Nylon Sem Enobrecimento Extras: Com Tripé Valor: 93,46/unidade Uma formação online para os selecionados sobre “Edição de fotos”. Uma formação online para os selecionados sobre “Uso Profissional de Redes Sociais”. Uma formação online para os selecionados sobre “Planejamento Estratégico - Iniciante”. Uma formação online para os selecionados sobre “Criação de portfólio”. Material gráfico: banner, flyer. Divulgação em redes sociais Atividades complementares Performances em cada exposição Rodas de conversa com convidados Workshops
PRODUTO EXPOSIÇÃO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: As exposições serão realizadas em lugares que tenham acessibilidade para pessoas com deficiência, com rampas, elevadores, banheiros adaptados e espaços amplos para circulação durante a exposição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Haverá elementos táteis e cromáticos que sirvam como referência na orientação, identificação e reconhecimento de algo. Será feita a áudio descrição da imagem para que todos possam saber o que há em cada tela. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Durante toda a exposição, haverá visitas guiadas, com a possibilidade de linguagem de sinais. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM BAIXA EDUCAÇÃO FORMAL: Todo o conteúdo será escrito de forma simples, acessível para todos os grupos e transcorrendo em diferentes níveis educacionais. ACESSIBILIDADE PARA REDES SOCIAIS (TODOS OS PÚBLICOS): Todo o material produzido para redes sociais terá legendas e texto alternativo “Para cego ver”. Serão produzidos conteúdos específicos para deficientes, respeitadas as limitações de cada grupo, dando informações sobre o curso.. PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL As atividades complementares serão realizadas de forma acessível, tanto em espaço quanto conteúdo. Será realizada de forma online para ampliar o seu alcance, possibilitando a participação de pessoas de outras cidades maranhenses, além de outros estados. Todo o conteúdo ministrado terá linguagem simples, acessível e aberto ao diálogo com o público.
No contexto específico da exposição fotográfica “FotoPreta - Edição Maranhão” em três cidades do Maranhão, a democratização do acesso se torna relevante para permitir que pessoas de diferentes origens sociais, econômicas e geográficas possam apreciar e se engajar com as obras expostas. Este projeto pretende adotar os seguintes incisos do art. 28 da IN nº 01/2023: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Será disponibilizado um registro digital da exposição, como um catálogo online ou um tour virtual, para que pessoas que não podem comparecer pessoalmente ainda possam apreciar as obras. V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Serão realizadas rodas de conversa online e gratuitas sobre temas relevantes para artistas, profissionais da área e amadores interessados no tema. X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). A seguir, detalhamos algumas medidas e estratégias que podem contribuir para a democratização do acesso a uma exposição fotográfica “FotoPreta - Edição Maranhão”: Entrada Gratuita, possibilitando que pessoas de diferentes condições financeiras possam participar.Parcerias com Instituições e ONGs: Trabalhar em conjunto com instituições e organizações locais que já atuam com comunidades menos favorecidas, a fim de garantir que elas também possam ter acesso à exposição.Divulgação Ampla: Utilizar diferentes meios de divulgação, incluindo redes sociais, rádio, televisão e jornais locais, para alcançar o maior número possível de pessoas e comunidades.Acessibilidade Física: Garantir que o espaço da exposição seja acessível a pessoas com deficiência, oferecendo recursos como rampas, elevadores e audiodescrição.Exposições Itinerantes: a exposição fotográfica FotoPreta irá circular pelas cidades de São Luís, Alcântara e Caxias, no Maranhão, ampliando seu alcance e permitindo que mais pessoas possam acessá-la.
Sergio Robert Fernandes Função no projeto Proponente/Coordenador do Projeto. Responsável pela gestão do projeto. Currículo É fotógrafo há 5 anos. Por meio de seu projeto SP Sub-Urbano, busca dar visibilidade a grupos vulneráveis em situação de rua e artistas independentes da cidade de São Paulo. Somado a isso, realiza oficinas de fotografia na periferia paulistana e tem atuado em conjunto com coletivos negros no movimento de valorização da cultura afro e da luta social do povo preto no Brasil. Na fotografia realizou trabalhos diversos, buscando sempre estar próximo às produções culturais das populações Negra e Indígena, e de coletivos que trabalham uma dimensão política. Morador da Zona Norte de São Paulo, acompanha diversos grupos artísticos ao seu entorno (Bloco Afro Ilu inã, Aparelha Luzia, Afrojam, Melanina Jazz, Coletivo Negro). Foi co-criador do coletivo negro de fotografia AFROTOMETRIA e desenvolve parceria sólida com o Coletivo Negro de teatro de São Paulo, Clarin cia de Dança e Terra Preta Produções. Sua imagem busca a trilha da conexão entre beleza e resistência encontrada nos fazeres artísticos e militância. Fernando Solidade Soares Função no projeto Curadoria. Currículo Fotógrafo, videomaker com mais de 10 anos de experiência na área e arte educador. Formou-se na linguagem videográfica através de um campo prático e militante nas periferias. Reside na zona Sul de São Paulo, onde desenvolve seu trabalho em conexão com os movimentos artísticos dos coletivos periféricos. Seu forte senso de coletividade o levou a integrar diversos coletivos, incluindo o Cine Becos, Afrotometria e a CIA Estudo de Cena, com quem mantém uma sólida parceria. Na área audiovisual, seu currículo inclui vários documentários e web-séries, bem como projetos de mapeamento das ações artísticas da cidade. Na fotografia, busca estar próximo às produções culturais das populações negra e indígena, e de coletivos que trabalham com uma dimensão política. Seu fazer é um misto entre técnica e olhar coletivista, mediado pelo mergulho no processo e improvisação que as dinâmicas artísticas colocam. Além disso, recentemente, faz curadoria do concurso África Loves - 2020, vinculado ao movimento África em Movimento, para a criação de conteúdos dentro do sistema wikiLeaks, em conjunto com o coletivo Afrotometria, e é responsável pela coordenação de registros audiovisuais do coletivo Terreiros do Riso, responsabilizando-se pela memória visual das atividades do coletivo. Daisy Serena Correa Função no projeto Curadoria. Currículo Artista visual e poeta com estudos em Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Iniciou na fotografia em 2010, com atuação e aprendizagem prática mais direta a partir de 2014, quando passa a integrar e permear coletivos de artistas em diversas áreas de São Paulo. Teve sua estréia solo com a exposição: Tecituras de Tempo & Identidade (Mostra de Criadoras em Moda: Mulheres Afro-latinas, no Sesc Interlagos, 2016) e participou das exposições coletivas FotoPreta (2018 e 2020) com curadoria do coletivo Afrotometria. Tem obras de diferentes linguagens visuais publicadas em revistas digitais como Menelick 2º Ato, Garupa e Doek! (Namíbia). Autora de Tautologias (poesia, Padê Editorial, 2016), tem poemas publicados em revistas digitais como Escamandro e Chão da Feira. Em Teatro/Cinema/Dança: Sangoma, Cia Capulanas (2023); Solo dança Luciane Ramos-Silva (2023), Amor Catastrófico (2022); Cavalos Pretos São Imensos (2022); Cia Pé de Cura - Wangari (2022); VULC NICAS: ensaio sobre nossos corpos femininos em luta(2019); Brita (2019); still no curta "Olhar Dela" (2018); still no curta "Sem Asas" (2018); registro no projeto "Samba Conversação" de Maitê Freitas (2018); still em episódios da websérie Empoderadas (2017); apresentações Kolombolo Diá Piratininga e Aninha Batucada (2017-2018); Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes (2015-2018). Brava Cia: “Este Lado para Cima”, Apresentação na comemoração de 20 anos dos Contadores de Mentira, em Suzano (Agosto, 2015).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.