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Ciclo Inclui propõe a formação de jovens que possuem como vocação a arte.
O ICA vem ao longo dos últimos anos multiplicando sua tecnologia social em Mogi Mirim e região, com a proposta de fortalecer o mercado cultural local e regional. Como parte desta estratégia, tem-se o Ciclo Inclui, ciclo metodológico voltado à jovens de 15 a 21 anos que tenham como vocação o campo da arte-educação. Para alimentar essa demanda crescente, alguns modelos de formação de jovens foram experimentados nos últimos anos, gerando significativas oportunidades de encaminhamento profissional. Prova disto está na equipe de trabalho do ICA, que é composta em média por 25% de ex-educandos formados neste ciclo de formação. Este ciclo incorpora como frente principal o curso Formador Encena, divididos em 3 módulos formativos. Dentre os conteúdos, destacam-se disciplinas de softskills, disciplinas de aprimoramento técnico artístico em circo, dança e música, bem como disciplinas de cunho educacional.
Objetivo Geral Fortalecer o cenário cultural de Mogi Mirim e região por meio da formação de jovens e profissionais interessados em aprimorar conhecimento no campo de arte-educação. Objetivos Específicos Viabilizar a formação de jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho cultural Viabilizar a permanência dos jovens por meio da concessão de bolsas de estudos Encaminhar jovens formados no 3º módulo ao mercado de trabalho.
É sabido que a juventude movimenta as perspectivas de futuro de uma nação. É a partir da juventude que surgem tendências, movimentos, transformações, mas também é a partir dela que se concentram parte das grandes problemáticas sociais existentes nos dias de hoje, a exemplo da taxa de desocupação, que hoje afeta 25 milhões de jovens latino-americanos, segunda a Organização Internacional do trabalho (OIT). É necessário, portanto, uma força-tarefa de toda a sociedade e dos governos federal, municipais e estaduais para tirar esse público da vulnerabilidade, com ações afirmativas para a juventude. O jovem precisa deixar de ser vítima da violência e passar a ser protagonista de sua própria história. A arte e a cultura, nesse aspecto, são caminhos possíveis para o enfrentamento de tais situações, ampliando as possibilidades de protagonismo e empoderamento, consolidando espaços de voz e atitude dos adolescentes e jovens. Mogi Mirim, município onde o ICA (organização proponente) está localizado, possui um IDH de 0,78, marcado por territórios de alta vulnerabilidade social, caracterizado principalmente pela baixa renda, criminalidade, violência, além da alta vulnerabilidade de jovens e mulheres, especialmente negros. Ao longo dos últimos anos, o ICA vem multiplicando sua tecnologia social em diversas localidades de Mogi Mirim e região, em uma proposta de descentralização de seus atendimentos. Tendo como um de seus objetivos institucionais atuar no desenvolvimento de comunidades vulneráveis a partir de sua expertise em arte-educação, educação social e pedagogia de projetos, tem-se o adolescente e o jovem como foco principal desse processo, contribuindo não apenas com o seu desenvolvimento pessoal, mas com o desenvolvimento das comunidades em que estão inseridos, favorecendo a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas socialmente, com valores de solidariedade e respeito mais incorporados, gerando uma efetiva transformação social. A partir dessa expansão de atendimento no território, observamos a necessidade de ampliar o número de profissionais capacitados para atuar com arte-educação, que possam atender a demanda do ICA e de outras instituições do terceiro setor que buscam educadores sociais ou de vertentes artísticas. Com base nisso e por crer que o futuro do país está em garantir oportunidades de desenvolvimento humano, social e cultural de jovens, propomos a realização do curso Educador Encena, reunindo ações voltadas à formação humana através da arte, com vistas à preparação e aprimoramento de futuros profissionais para o mercado cultural local e regional.
O ICA foi fundado em 1997, no município de Mogi Mirim, por Sofia Idalina Mantovani Mazon e sua filha Tarcísia Mônica Mazon Granucci, bem como por inúmeras pessoas da comunidade, que envidaram esforços em conjunto para a concretização desse projeto. Inicialmente adotando ações amplas e com foco principal no fortalecimento de vínculos, o ICA teve sua história modificada no ano de 2002, quando estabeleceu seu primeiro Projeto Político Pedagógico, consolidando a arte-educação como principal ferramenta de inovação, especialmente na vertente do circo, que se configurou desde então como o centro de uma grande lona, integrada à outras vertentes como música, dança, teatro e leitura. Desde sua fundação, o ICA teve como propósito qualificar seu modo de atuar, a fim de aprimorá-lo e promover seu crescimento contínuo. Em 2000, três anos após sua fundação, o ICA recebeu sua primeira premiação nacional, ficando entre as 20 organizações selecionadas no Prêmio Criança, da Fundação Abrinq, um reconhecimento nacional do trabalho, ainda embrionário, mas já realizado com muito compromisso e seriedade. Apesar de inédito na comunidade e na região, esse trabalho obteve todo o apoio da comunidade, em especial das 132 crianças e adolescentes e seus familiares que foram atendidos naquele ano. De 2002 a 2004 a história foi marcada por ações que evidenciaram uma melhor sistematização na atuação com arte educação. Essa foi a fase de consolidar o programa de atendimento e compreendeu o início da área de produção artística. A partir de 2009, o ICA obteve o reconhecimento como Ponto de Cultura, entrando para a Mapa Cultura Nacional. Nesse momento, um novo movimento surge na história do ICA: a atuação de forma descentralizada, fortalecendo a influência na construção de políticas públicas municipais nas áreas da educação integral e da cultura, impulsionando um crescimento significativo nos atendimentos, chegando a 318 em 2009. A realização do 1º Fórum de Arte Educação e a formulação das ações de formação jovem para o mundo do trabalho também foram destaques importantes nas ações de estruturação da formação de jovens nesse mesmo ano. O período de 2009 a 2011 caracterizou-se pela consolidação das atividades externas, como as oficinas oferecidas nas unidades do CRAS, na lona itinerante em escolas e organizações parceiras como “Casa da Criança” e “Educandário Nossa Senhora do Carmo”. Nesses anos, ocorreram outras duas edições do Fórum de Arte-Educação, marcando no cenário municipal um espaço de debates e reflexões acerca da educação, da arte e do desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, findando em 2011 com a premiação do Itaú Unicef, qualificando o ICA como grande vencedor brasileiro na categoria grande porte. Ainda nesse período, o ICA recebeu a doação de uma área central em Mogi Mirim, e deu início oficialmente ao projeto de construção de sua nova sede (2010), a partir da realização de um concurso nacional de arquitetura para seleção do projeto da nova sede. Em 2012, o ICA celebrou o 1º termo de parceria junto ao poder público para prestação de serviços contínuos através da Assistência e da Educação, iniciando um movimento de articulação em rede e desenvolvimento territorial, que se estende até os dias de hoje em Mogi Mirim. Em 2013, a nova sede do ICA teve a obra finalizada e em 2014 ocorreu sua inauguração. A nova sede se consolidou como um espaço de referência para Mogi Mirim e região, possibilitando, a partir da estrutura física, fortalecer não somente o trabalho cotidiano junto às crianças, adolescentes e jovens como também com a comunidade, atuando como um corredor cultural municipal. Nesse período, o ICA passou também a ofertar ações formativas em caráter contínuo para a comunidade, em formatos de palestras, workshops e rodas de conversas, tornando-se uma das principais referências não só de Mogi Mirim, mas da região na formação complementar de profissionais, alcançando cerca de 25 municípios nas diversas ações. No ano de 2015, em um movimento de reestruturação da Rede Circo do Mundo Brasil, rede da qual tornou-se membro em 2003, o ICA passou a ser referência da região sudeste para formação de educadores sociais a partir da metodologia do circo social. Desde então, diversos profissionais desta região foram formados pelo ICA, impulsionando o circo em toda sua capacidade humana e de desenvolvimento popular. Nesse mesmo ano, a escola estadual Valério Strang motivada pelos altos índices de violência, gravidez precoce e depredação ao patrimônio que ocorriam na escola solicitou ao ICA apoio em ações no contraturno, com vistas ao protagonismo jovem. Essa nova frente de atuação, somada às frentes já realizadas pelo ICA, alcançou em 2015 um total de 578 vagas, sendo premiada em 2017 pelo Itaú Unicef, no tema “Parcerias que transformam”. Em 2018, em contínuo movimento de expansão, o ICA iniciou o desenvolvimento do projeto Alecrim, com financiamento do Instituto Mahle, para o período de 3 anos, em uma ação piloto, envolvendo no contraturno escolar, ações inspiradas na pedagogia Waldorf. O ICA também passou a influenciar diretamente a educação municipal, através da parceria com a EMEB “Dona Sinhazinha”, em práticas ligadas a essa pedagogia. Também nesse ano, o ICA recebeu uma carta-convite da Fundação Itaú Social para participar de um programa de investimento estratégico de 5 anos (Programa Missão em Foco), consolidando um movimento de renovação de suas práticas de gestão, reordenamento de suas estratégias e estruturação de sua metodologia, com vistas ao fortalecimento de sua sustentabilidade institucional e financeira. Um dos resultados desta fase se dá pelo reconhecimento do Instituto Doar e Revista Época, premiando o ICA como uma das 100 melhores OSCs do Brasil, no ano de 2019, além da premiação de melhor prática de RH pelo Programa Voa AMBEV e da certificação de gestão e transparência obtida pelo programa no mesmo ano. Já em 2020, resistindo aos impactos da pandemia o ICA foi eleito a melhor ONG Brasileira na Causa da Criança e Adolescente pelo prêmio Melhores ONGs. Após resistir ao período da pandemia, estreitando o relacionamento e suportando as demandas das famílias atendidas de forma remota, o ICA retomou as atividades presenciais antes mesmo das escolas e reafirmou seu trabalho em defesa dos direitos da criança e adolescente. Depois de despertar o interesse em diversas instituições e órgãos da região, o ICA formalizou sua primeira colaboração fora de Mogi Mirim, ao abrir 200 vagas em Mogi Guaçu, em parceria com a Secretaria da Educação e foco no ensino do circo para crianças de 4 a 10 anos. Ainda, iniciou a construção de sua segunda unidade própria, dessa vez na zona sul de Mogi Mirim, para expansão de suas ações nas comunidades do Jardim Planalto e Residencial Floresta a partir de 2024. Para os próximos anos, seu foco está em expandir sua tecnologia social, impulsionando a qualificação das ações voltadas a garantia de direitos para crianças e adolescentes brasileiras.
Módulo 1 – Módulo Introdutório Conteúdos: O módulo introdutório da formação promove uma série de encontros teórico-práticos em educação social, circo, teatro, dança e música. O intuito está em ampliar a visão dos participantes sobre o mercado de trabalho nos campos da educação e da arte, contemplando reflexões, aprendizados e habilidades iniciais para o exercício de estar em cena, seja como artista, como produtor/criador cultural ou formador/ mediador. Realização: de segunda a quinta, 4 horas por dia Faixa Etária: de 15 a 16 anos. Bolsas Auxílio: este módulo garante ao participante uma bolsa no valor de R$100,00 mensais, em apoio aos seus estudos. Vagas: até 20 jovens (fev à junho / agos à dez) Observação: As vagas poderão sofrer ajustes, de modo proporcional aos valores efetivamente captados. Módulo 2 – Módulo Experimental Conteúdos: O módulo experimental da formação aprofunda os conhecimentos vivenciados no módulo introdutório nos campos da educação social, circo, teatro, dança e música, adicionando ainda experiências práticas de ação social nas perspectivas do voluntariado e do protagonismo jovem. Pra tornar viável essa experimentação, o ICA apresentará as possibilidades de atuação em campo dando aos participantes a possibilidade de escolha e inscrição. Realização: de segunda a quinta-feira, 4 horas por dia Faixa Etária: de 15,5 a 17 anos Bolsas Auxílio: este módulo garante ao participante uma bolsa no valor de R$200,00 mensais, em apoio aos seus estudos. Vagas: até 15 jovens (fev à junho / agos à dez) Observação: As vagas poderão sofrer ajustes, de modo proporcional aos valores efetivamente captados. Módulo 3 – Módulo Mentoria Conteúdos: O módulo mentoria é o último estágio do processo formativo e busca orientar vocacionalmente os participantes, possibilitando o exercício reflexivo sobre sua própria prática e projeto de futuro, além da aplicação prática dos aprendizados. Neste módulo os participantes terão atividades 100% práticas, podendo atuar tanto no campo da educação como no campo da produção/criação cultural a partir dos projetos desenvolvidos pelo ICA em sua sede. Pra tornar viável essa experimentação, o ICA apresentará as opções de mentoria, dando aos participantes a possibilidade de escolha e inscrição. Como exemplo, temos a produção de eventos culturais regulares na sede da organização proponente, onde uma vez inscrito, o participante poderá acompanhar diariamente todas as etapas de produção de um evento, vivenciando na prática como é produzir um evento. Realização: de segunda a quinta-feira, 4 horas por dia Faixa Etária: de 16,5 a 19 anos Bolsas Auxílio: este módulo garante ao participante uma bolsa no valor de R$400,00 mensais, em apoio aos seus estudos. Vagas: até 15 jovens (fev à junho / agos à dez) Observação: As vagas poderão sofrer ajustes, de modo proporcional aos valores efetivamente captados. Ações de Fortalecimento: Os jovens do curso Formador Encena produzirão números artísticos para serem apresentados em eventos culturais da cidade e eventos da própria Instituição proponente, como parte do processo de aprendizagem. Os participantes se apresentarão em 4 momentos ao longo do ano, com a expectativa de alcançar público de 3.000 pessoas. A cada trimestre, será realizada uma oficina imersiva em conteúdo cultural, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos participantes. As oficinas serão definidas ao longo da formação, a partir do diálogo com os participantes. Serão ofertadas no total 160 vagas (40 vagas por oficina). Além disso, serão realizados 2 passeios culturais, com a proposta de expandir o conhecimento cultural, impactando 40 pessoas em cada ação complementar realizada, em um total de 80 pessoas. Por fim, será realizada programação formativa de férias aberta ao público jovem (15 a 21 anos), com o oferecimento de cursos livres durante as férias escolares. Os cursos terão duração de 8 horas, com certificação aos concluintes. Serão realizados até 5 cursos livres. Os temas serão definidos durante a execução do projeto, nos primeiros 2 meses. Esta ação terá como meta alcançar 50 pessoas.
O projeto será realizado na sede do proponente, contemplando acessibilidade física em todas as dependências. Enquanto processo formativo, caso exista algum participante com necessidade de audiodescrição ou interpretação em libras, será contratado profissional para acompanhamento. Durante as oficinas, haverá, além do oficineiro artístico, um educador social, tendo como foco garantir a inclusão de todo e qualquer participante, independente de suas limitações.
Para ampliação de acesso, serão adotadas no projeto as seguintes ações, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023: VI - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Será realizada uma mostra cultural com apresentação de números artísticos das turmas do projeto, aberto á toda a comunidade institucional. Esta iniciativa terá como propósito inspirar crianças e adolescentes, construindo um ciclo positivo de entradas futuras no curso Formador Encena. A mostra cultural ocorrerá no mês de junho de 2024, a tem como meta alcançar público de 200 pessoas.
Maristela Mason Albejante - Diretora Geral Formada em letras pela PucCamp, trabalhou como gerente de RH no setor privado, atuando de forma engajada em projetos sociais. Há 22 anos é voluntária no ICA, ocupando nos últimos anos cargos na diretoria da organização. Atualmente é diretora geral do ICA, e para este projeto, desempenhará suas atribuições de maneira voluntária, sendo responsável pelo acompanhamento da execução de todas as etapas junto à equipe executiva, monitorando os resultados alcançados, atuando em todos os processos decisórios e respondendo legalmente por todas as ações realizadas. Melissa Mesquita Pinto - Coordenação Geral Profissional da área Engenharia de produção, com 25 anos de experiência. Graduada Engenharia de produção pela faculdade UFSCar e Mestre em Engenharia de produção na área e qualidade. Possui também pós-graduação em psicologia Transpessoal, urso de Mapeamento de processos, formação em líder melhoria contínua, formação para aplicação de indicadores Ethos de responsabilidade social. É escritora, tendo seu primeiro livro publicado em 2023 (livro 99 mulheres). Ocupa a gerência geral do ICA atualmente, liderando ações e equipes no desenvolvimento de projetos culturais e arte-educacionais. Denizia Abreu da Silva - Coordenadora Educacional Formada em pedagogiga, serviço social e pós graduada em arteterapia e Arte Educação, Denízia é egressa da Instituição. Além de sua formação acadêmica, é dançarina e entusiasta da arte. Atua como formadora de Educadores de Circo Social pela Rede Circo do Mundo/Brasil desde de 2015. Atuou como educadora de referencia e educadora social entre 2011 e 2012, além de ter sido orientadora do núclo de formação de jovens por mais de 5 anos. Atualmente é coordenadora socioeducacional, atuando com as equipe no atendimento do publico direto beneficiário do ICA.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.