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PRONAC 236622Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Codinome Daniel

JOSE HENRIQUE RODRIGUES DE PAULA
Solicitado
R$ 364,0 mil
Aprovado
R$ 364,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-01-08
Término
2026-11-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto refere-se à realização de temporada do espetáculo teatral CODINOME DANIEL, musical original de Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia, dirigido por Zé Henrique de Paula.

Sinopse

Em setembro de 1971, Herbert Daniel já tinha visto ao menos uma dúzia de seus amigos mais íntimos serem presos, interrogados e, por vezes, assassinados pela ditadura militar em vigor desde março de 64. Até mesmo Lamarca, com quem tinha feito treinamento de guerrilha no meio da selva, havia sido morto recentemente numa emboscada na Bahia. Isolado e sem ter mais com quem contar, era um dos guerrilheiros mais procurados pelo regime. Nesse momento crítico, acaba sendo salvo por Leonardo Valentini, ativista de esquerda que lhe estende a mão, num ato de pura misericórdia – Léo, como era conhecido, tinha um apartamento vazio em Niterói e termina por levar Herbert Daniel para esse esconderijo, com a condição de que ele não despertasse, jamais, qualquer suspeita de que o apartamento estava ocupado. Codinome Daniel acompanha Herbert durante seu “exílio” no apartamento de Niterói, onde não podia acender as luzes, fazer qualquer tipo de som, nem mesmo o de uma descarga. Ou usar fogão, nem geladeira. As janelas todas cobertas com cobertores deixam entrar pequenas frestas de luz, apenas. Segundo o próprio Herbert, sua única companhia, além de si próprio, eram os livros deixados no apartamento vazio. Nesse esconderijo, Herbert Daniel chegou a achar que estaria perdendo a sanidade, numa quarentena forçada que acabaria por durar meses. O musical pretende ser um retrato dessa experiência, na qual Daniel está absolutamente isolado do mundo exterior, mas plenamente habitado (ou assombrado) pelos personagens da sua vida pregressa: sua família, seus amigos, seus amores inconfessos, seus ídolos e seus algozes. Todos saídos de dentro de suas memórias, sonhos e pesadelos.

Objetivos

Objetivo Geral: O projeto visa realizar a temporada do espetáculo CODINOME DANIEL, com texto, letras e direção de Zé Henrique de Paula, músicas de Fernanda Maia. Temas importantes são apresentadas no texto e na montagem, como a identidade de gênero, desconstrução de padrões e preconceitos em relação à população LGBTQIAPN+, o esclarecimento em relação aos estigmas relacionados ao HIV e à AIDS e um resgate histórico do período da ditadura militar. Objetivos Específicos: A) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: - realizar temporada de 20 (vinte) apresentações em São Paulo, em teatro de médio porte a ser definido (aproximadamente 300 lugares). B) Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: - realizar Workshop de Interpretação, com 6h (seis horas) de duração, a ser realizado no teatro em que a peça estiver em cartaz, tendo como público-alvo preferencialmente atores/atrizes da comunidade LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade social.

Justificativa

O Núcleo Experimental vem desenvolvendo, em seus 15 anos de existência, em meio à multiplicidade de temáticas, atividades e ações, uma pesquisa continuada a respeito da utilização da música e sua relação com o teatro, sobretudo em relação ao modo brasileiro de se fazer Teatro Musical. Como resultado desse trabalho de investigação, entendemos a necessidade cada vez maior de nos aprofundarmos na concepção e criação de dramaturgia e musicais originais brasileiros, promovidos por um anseio em dar voz a grupos minoritários ou a temas urgentes no contexto sociopolítico atual. Através deste musical original, pretendemos levar ao público a vida e a obra, ainda muito desconhecida, do jornalista e escritor Herbert Eustáquio de Carvalho, um revolucionário gay que desafiou tanto a ditadura de direita quanto os setores da esquerda que reproduziam a homofobia e a heteronormatividade. Um dos elementos de frente da luta armada, exilou-se em Portugal e na França, onde contraiu HIV, foi o último dos anistiados e uma vez de volta ao Brasil, tornou-se um ativista fundamental na luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV/AIDS. Sua importância também se deve ao fato de ter sido o fundador do grupo de apoio Pela Vidda e um dos fundadores do Partido Verde. Atuou pelos direitos da população LGBTQIAPN+, das mulheres, dos negros, além de ativista ambiental. Herbert morreu em 1992 devido a complicações causadas pela AIDS. Acreditamos que o teatro - uma das primeiras paixões de Herbert Daniel em sua juventude (ele foi também dramaturgo) - pode ser uma ferramenta poderosa no sentido de reacender uma luz sobre essa figura menosprezada da história do movimento LGBTQIAPN+ no Brasil recente. Afinal, sendo a memória uma construção social, a peça viria a colaborar para que minorias possam entrar em contato com o inventário da luta pela democracia, diversidade e justiça social.

Especificação técnica

O musical tem duração de 2h, com intervalo de 20 minutos entre o primeiro e o segundo atos. A classificação indicativa é de 16 anos.

Acessibilidade

O Teatro a ser escolhido deverá apresentar condições ideais e infraestrutura para acomodar pessoas com deficiência física (como rampas e/ou elevadores com largura adequada, portas e salas com largura e espaço adequados, assentos adequados para deficientes e assentos diferenciados para pessoas obesas, bem como banheiros adaptados). Além disso, serão contempladas as seguintes medidas: ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição em todas as sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras em todas as sessões. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: monitores treinados para auxiliar esse público em todas as sessões.

Democratização do acesso

Atendendo ao Artigo 28 da IN nº 01/2023, adotaremos as seguintes medidas: • disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Além disso, três vagas de estágio serão disponibilizadas nas áreas de cenário/figurino, luz e técnica de palco, conforme art. 56 da IN nº 03/2017. Em respeito ao artigo 57 da IN nº 01/2017, como ação de formação de plateia, realizaremos ao final de 4 (quatro) sessões, um bate papo com elenco e direção.

Ficha técnica

Dramaturgia e direção: Zé Henrique de Paula (proponente realizará essas duas funções)Direção musical, música original e preparação vocal: Fernanda MaiaElenco: Luciana Ramanzini, Davi Tápias, Lola Fanucchi, Fabiano Augusto, Cleomácio Inácio, Paulo Viel, André LoddiOrquestra: Fernanda Maia (piano), Clara Bastos (contrabaixo), Abner Paul (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão)Preparação de atores: Inês AranhaCoreografia: Gabriel MaloAssistente de direção: Fabiana TolentinoAssistente de direção musical: Guilherme GilaIluminação: Fran BarrosCenografia: Cesar CostaVisagismo (cabelos e maquiagem): Diego D’ursoCoordenação de produção: Zé Henrique de Paula (proponente realizará essa função)Assistente de produção: Laura SciulliAssessoria de Imprensa: Pombo Correio Zé Henrique de Paula é diretor teatral, dramaturgo, ator, cenógrafo e figurinista, além de diretor artístico do Núcleo Experimental. Vencedor dos prêmios Shell, APCA, Reverência, Bibi Ferreira, Arte Qualidade Brasil e Aplauso Brasil, dirigiu recentemente os espetáculos "Um panorama visto da ponte", "Dogville", "1984", "Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812", "Pacto, a história de Leopold e Loeb", "Lembro todo dia de você", "Urinal, o musical", "Brenda Lee e o Palácio das Princesas"e "Cabaret dos bichos", entre outros. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, com pós-graduação em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, recebeu o título de Mestre em Direção Teatral pela University of Essex e cursou Figurino na University of the Arts, ambas em Londres. Também estudou interpretação e direção teatral na GITIS - Universidade Russa de Artes Teatrais. Fernanda Maia é diretora musical, arranjadora musical, dramaturga, preparadora vocal e atriz. Bacharel em Música pela Universidade Federal da Paraíba (UFPb). Licenciada em Letras pela Universidade de Sorocaba e especialista em Literatura Inglesa pela UFPb. Como atriz atuou nos espetáculos Macbeth, A Comédia dos Erros, O Panaca, Anticorpos, É 20! As Folias do Século, As Rainhas Magas, Rádio a 2, De que são feitos os dias e Cândida. Diretora musical nos espetáculos É 20! As Folias do Século, Noite de Reis, Naked Boys Singing, Rádio a 2, Lamartine Babo, O Tambor e o Anjo, O Jovem Príncipe e a Verdade e L’illustre Molière. Foi premiada no Festival Nacional Isnard Azevedo em Florianópolis como melhor atriz pelo espetáculo A Comédia dos Erros e Melhor Atriz Coadjuvante no Festival Nacional da Cidade do Rio de Janeiro por É 20! As Folias do Século. Participou do projeto O Baú de Aretuzza com o grupo Os Fofos Encenam e ministra oficinas de preparação vocal para a Cia. do Tijolo e para o Núcleo Experimental. Como diretora musical e preparadora vocal do Núcleo Experimental participou das montagens R&J, Mojo, Senhora dos Afogados, Cândida, As Troianas - Vozes da Guerra, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, No Coração do Mundo, O Contrato, Bichado, Mormaço, Cabaret e o tal do mundo não se acabou, Universos, Nossa Classe, Ou Você Poderia Me Beijar, Preto no Branco, Urinal - O Musical, Ao Pé do Ouvido, Senhor das Moscas, Lembro Todo Dia de Você e 1984. Inês Aranha é formada pela Civica Scuola D'Arte Drammatica Paolo Grassi, em Milão, acompanhou montagens dirigidas por Tadeusz Kantor, Giorgio Strehler e Heiner Muller. Após dez anos de estudos e trabalhos na Itália, voltou ao Brasil para trabalhar no Grupo Tapa e no CPT. A partir de 1997, começou a lecionar Interpretação no INDAC, onde sua metodologia de técnicas de interpretação se consolida. Alguns de seus principais trabalhos como atriz são: Nova Velha Estória, Nas trilhas da Transilvânia, Morte e Vida Severina, Ivanov, Moço em Estado de Sítio, Orgia, A noite em que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma e Josefina Canta. Dirigiu as montagens Oceano Mar, Minha Mãe, Desatino e O Anjo de Pedra. No Teatro do Bardo foi preparadora de atores em Judas em Sábado de Aleluia e Menino Lua. Junto ao Teatro do Núcleo Experimental, atuou como atriz nos espetáculos As Troianas - Vozes da Guerra e Hotel Mariana. Como preparadora de atores em R&J, Mojo, Senhora dos Afogados, Cândida, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, O Contrato, Mormaço, Bichado, No Coração do Mundo, Universos, Ou Você Poderia Me Beijar e Preto no Branco. Ministra oficinas e workshops na sede do grupo desde a sua fundação e em 2015, atuou como preparadora de atores e coreógrafa em Urinal - O Musical e preparadora de atores em Ao Pé do Ouvido. Fran Barros é designer de luz, técnico em Eletrônica e Eletricidade, desenhista em Arquitetura, formado em Economia pela PUC-SP e em Música pela Fundação das Artes de São Caetano. Trabalha como designer de luz profissionalmente desde 1992 em teatro, música, dança, exposições e eventos. Foi indicado ao Prêmio Coca-Cola, Shell e Apetesp pela iluminação dos espetáculos A Ver Estrelas e O Circo do Pica Pau Amarelo. Criou e montou a iluminação dos seguintes projetos Prêmio Claro Curtas - Museu da Imagem e do Som; 5 Sentidos (Sesc Vila Mariana); Virada Cultural; Irmãos Vilas Boas (Sesc Pompéia); Exposição IBOPE (Catavento SP). Nos espetáculos teatrais Side Man, Um dia na vida de Teresa; O Terraço; Fogo Azul de um Minuto, Vestido de Noiva (vencedor do Prêmio Shell 2013, na categoria Melhor Iluminação), Sit Down Drama e Consertando Frank. Junto ao Teatro do Bardo assinou os espetáculos: Canção de Amor em Rosa, Judas em Sábado de Aleluia, Menino Lua e Chovendo na Roseira, como designer de luz. Colaborador e designer de luz do Teatro Núcleo Experimental desde 2007, participou das montagens Senhora dos Afogados, As Troianas - Vozes da Guerra, Cândida, O Livro dos Monstros Guardados, Casa/Cabul, O Contrato, Mormaço, Bichado, No Coração do Mundo, Cabaret e o tal do mundo não se acabou, Universos (indicado ao Prêmio Shell 2013, na categoria melhor iluminação), Nossa Classe, Ou Você Poderia Me Beijar, Preto no Branco, Urinal - O Musical (indicado ao Prêmio Aplauso Brasil, na categoria melhor iluminação), Ao Pé do Ouvido.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.