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A Germinadora é um núcleo de formação e produção para artistas periféricos e/ou popular que tem como objetivo o desenvolvimento de projetos de criação artística e desenvolvimento econômico e em rede. O projeto piloto prevê a atuação com artistas, técnicos e produtores culturais moradores da Pedreira Prado Lopes (PPL) e região. Por meio da manutenção deste projeto, acreditamos que a paisagem da PPL passa a refletir outra dinâmica do espaço, o espaço físico por sua vez, possibilita coesionar a juventude por meio do estímulo à arte. Além disso, alcança o processo de envolvimento desses jovens como peça fundamental para estreitar a articulação territorial interna, no intuito de gerar um ciclo orgânico do fazer artístico no espaço habitado.
1.Produto- cursos/oficinas; jovens e adultos 1.1Residência artística: espaço de criação e troca de saberes e tutorias entre artistas, com previsão de dois encontros semanais de 3 horas de duração. As residências são espaços colaborativos, e artistas participantes serão selecionados via editais. As residências serão voltadas à artistas populares de diferentes áreas artísticas, e serão convidados 16 artistas selecionados à partir de demandas detectadas após diagnóstico; 1.2.Ciclos de debate- Serão 6 encontros abertos aos artistas e fazedores populares. As temáticas serão específicas e transversais, e trataremos de temas como produção de projetos, comunicação e cultura e divulgação de trabalhos, curadorias, etc; 1.3 Mostras: Serão realizadas duas mostras com artistas residentes. As mostras serão apresentações dos trabalhos desenvolvidos e ações educativas com visitantes; Acesso livre e monitoria na Germinadora- O espaço da germinadora estará aberto em alguns turnos, para uso e acesso de artistas e grupos locais. O núcleo contará com computador para trabalhos multimídia e câmera digital.
Objetivo Geral A Germinadora tem como objetivo implantar um núcleo de criação e desenvolvimento voltado para artistas populares, sistematizando metodologias de gestão de processos criativos voltado a esse público. Nesse projeto, propomos um piloto a ser desenvolvido junto aos moradores da Pedreira Prado Lopes e região, a fim de potencializar, fortalecer, fomentar e apoiar a rede de criação artístico-cultural na região. Objetivos específicos: Ofertar para 10 artistas ou grupos da região espaço de residência para desenvolvimento de projetos durante 6 meses. Odeferecer 10 bolsas residência no valor de R$ 1600 reais mensais custeará os estudos e o desenvolvimento desses projetos desses artistas, garantindo mínimo de dedicação necessária ao aperfeiçoamento técnico e estético dessas produções. Cada artista participará de média de 6 horas de atividades semanais na germinadora.( tutorias, pesquisas orientadas, acesso a equipamentos, os artistas ou grupos participarão de atividades culturais e de formação transversais); Promover 2 exposições e 6 ciclos de debate abertos ao público da cidade . O ciclo receberá até 45 participantes; Os ciclos serão gravados e disponibilizados na internet;As atividades visam contribuir para a valorização da região da Pedreira Padro Lopes e reconhecer o valor histórico das artes e das culturas locais, bem como a rede de trabalhadores formais e informais envolvidos em processos de produção cultural; Ofertar apoio de monitoria para produtores culturais locais para assuntos relativos à gestão de projetos artísticos e culturais. Diagnosticar demandas de formação local através de diagnóstico participativo e colaborativo, e promover cursos de interesse local de capacitação cultural e artística abertos à comunidade local. Estimular a participação da comunidade local e articulação de artistas e grupos da região através de atividades de consulta e mapeamento local;Criar estratégias para imersão em residências artísticas e circulação de artistas e trabalhos culturais, oferecendo apoio de gestão, suporte técnico e produção para artistas locais interessados; Sistematizar e publicar em meios digitais e audiovisual reflexões sobre a metodologia desenvolvida colaborativamente com a comunidade e artistas locais.
Historicamente, trabalhadores da arte e cultura populares e periféricos encontram inúmeras dificuldades para execução, circulação e visibilidade de seus trabalhos, sejam eles em quaisquer linguagens ou meios expressivos. Sem incentivos públicos ou de associações locais, artistas periféricos raramente conseguem manter suas pesquisas, estudos e aperfeiçoamento de seus trabalhos, e fazer a gestão de seus processos de criação e circulação de seus produtos e serviços. Da arte nas ruas ( a dança afro, o rap, o samba, o funk) aos meios digitais, são dezenas de artistas apagados ou impedidos por razões socioeconômicas de realizarem seus trabalhos e de gerarem formas de sustentação de seus fazeres artísticos-culturais. Com características próprias, a arte popular, periférica, normalmente relacionada a outras atividades sociais, é constantemente apropriada, desvirtuada, desvalorizada, e seus criadores, os mestres desses ofícios invisibilizados. Desenvolver um núcleo de fomento a projetos,um centro de criação, de pesquisas e formação técnicas voltado para as artes populares é meio de proteger, estimular, projetar e gerar recursos de sustentação e preservação dessas práticas artísticas A região denominada Lagoinha, situada na regional noroeste de Belo Horizonte, abrange a microrregião da Pedreira Prado Lopes (PPL). Anterior à construção de Belo Horizonte, centro histórico de BH (QUEIROGA 2021), essa região é contraditoriamente uma das mais marcadas pelo processo de favelização. O lugar que já foi berço da boemia da capital mineira, carrega na história a potência geográfica-patrimonial histórica-cultural, foi e ainda é responsável pela formação de grandes nomes do samba, das artes plásticas, do hip-hop, e abriga, ainda hoje, um povo que herda e produz por meio das diversas expressões artísticas, e manifestações da cultura popular, bem como dos saberes tradicionais. Por essa razão, cremos que o desenvolvimento metodológico e a implantação do projeto em tal região será de grande valia para desenvolvimento de tecnologias sociais replicáveis, propósito secundário nessa proposta. Nesse aspecto, partimos não só de uma demanda formativa, mas também de um lugar que seja ponto de trabalho para artistas, de encontros, e que possa estimular trocas e sistematização dos fazeres culturais e artísticos, além de dar espaço para as diversas manifestações possíveis da arte. Acreditamos que uma metodologia dialógica, circular, por projetos territorializada, mas integrada à cidade, possa possiblitar desenvolvimento local e facilitar mediações com diferentes espaços e instituições de arte; As diretrizes serão trabalhadas dentro do Planejamento Político artístico-pedagógico com participação de grupos da região, e possibilitará uma melhor processo de acompanhamento inicial dos Artistas Residentes. A germinadora cultural fará mapeamento colaborativo de artistas moradores da PPL, fomento a criação de obras para artistas da região, articulação de um grupo local e de redes para criação e formação técnica, estimulando a autonomia e emancipação intelectual e operacional, maior capacidade de gestão e consequente sustentabilidade de processos e práticas de produção artística e cultural na região; Considerando as especificidades contextuais, históricas, culturais, é central o desenvolvimento de metodologias de desenvolvimento de projetos, em redes, e a sistematização de saberes técnicos no campo das artes e educação populares e periféricas, nas suas diversas linguagens, meios e modos de expressão
O ponto inicial da virada da atuação da produtora foi o desenvolvimento final da série "Muito Além do Play”, cujo público-alvo são as juventudes periféricas e cuja temática explora questões de gênero, raça, origem social, orientação sexual e preconceito. A imersão nesse universo foi profunda, marca indelével nossa trajetória - atualmente, contratamos dois garotos iniciantes e quatro mulheres pretas - e desenvolvemos projetos com outra dezena de expoentes da cena cultural periférica de BH. A Arte Audiovisual está focada em consolidar sua rede de conexões no Brasil, e nesse projeto, em especial, com a Pedreira Prado Lopes, comunidade onde rodamos parte da série. No princípio, uma busca por identidade, de conteúdo, e maior proximidade com juventudes periféricas. No entanto, encontramos uma potente rede criativa de artistas populares, nosso público e também nossos colaboradores. Criamos pontes transmidiáticas para experiências de educação, produção musical, audiovisual e arte e memória popular com iniciativas inovadoras em uma construção conjunta Buscamos ampliar e democratizar o acesso popular às experiências de fruição, qualificação técnica e sustentabilidade das produções. O principal objetivo da produtora é criar redes, gerar oportunidades, desenvolver tecnologias de produção cultural e artística em diversas linguagens, e ampliar nosso portfólio de produções audiovisuais. Buscamos trocar conhecimentos com diferentes profissionais e empresas da economia criativa, com foco em inovação de processos e inclusão de novos atores para fomentar trabalho, renda aos artistas e fazedores de cultura popular; Temos larga experiência e acesso aos mecanismos municipais (BH), estaduais (MG), nacionais e internacionais de financiamento. Atualmente, exploramos oportunidades de monetizar pelas redes sociais os nossos produtos audiovisuais e culturais. Dentre as nossas especialidades, destacam-se o respeito à propriedade intelectual e a expertise desenvolvida para tornar os nosso projetos, obras e produtos em ativos de cauda longa com uma visão sustentável, duradoura e geradora de trabalho e renda de forma continuada. A produtora Arte Audiovisual está focada na convergência entre o digital, novos formatos, redes sociais e o conteúdo de qualidade - a indústria audiovisual 4.0. Otimizar a produção e maximizar a rentabilidade são preceitos que aumentam a eficiência do negócio e diminuem os impactos ambientais das nossas atividades.
1 diagnóstico colaborativo de artistas e demandas de formação e produção local Bolsa Residência para10 artistas 6 meses de residência artística- dois encontros semanais de 3 horas cada com tutorias e diferentes profissionais- Serão garvadas entrevistas com professores e técnicos participantes 2 exposições com 10 artistas expositores 6 ciclos de debate com transmissão na web- temáticas relacionadas as diferentes áreas de conhecimentos culturais e linguagens artísticas Seleção dos artistas será feita via edital respeitando as seguintes cotas: 3 vagas livre concorrência3 vagas mulheres2 vagas pessoas pretas2 vagas LGBTQIA+Em todas as categorias o desempate se dará na seguinte ordem de desempate: pessoas trans, pretas, mulheres
Este projeto prevê, em todas as etapas, a integração de pessoas com deficiência. Na escolha dos profissionais técnicos e artistas envolvidos, não haverá restrições a profissionais com deficiência. Os locais das atividades serão acessíveis para pessoas como deficiência de mobilidade; Também serão utilizadas legendas acessíveis em todo o material distribuído nas redes sociais, utilizando as hashtags #PraCegoVer e #LegendaAcessível, descrevendo as imagens, como função educativa e inclusiva, beneficiando não apenas pessoas cegas, mas também as pessoas com baixa visão, com dislexia, deficiência intelectual ou déficit de atenção. Artistas com qualquer deficiência terão prioridade na seleção para participação em residências. Garantia de contas para incentivo à participação desse público. Contrataremos consutoria para assessibilidade, formando equipe e promovendo debates durante a formação.
Todas as atividades serão gratuitas 6 ciclos de debate serão disponibilizados em redes sociais 6 ciclos de debate serão abertos ao público local 2 exposições dos artistas abertas serão abertas ao público Oferta de apoio com monitoria para produtores locais e períodos semanais na Germinadora
Produtor (Representante Legal - Dirigente da Proponente)*Cristiano Abud Dedica-se à criação, produção e direção de projetos audiovisuais e culturais há mais de 25 anos. Executou projetos relevantes com importantes instituições nacionais e internacionais, como Globo Filmes, Ancine, FSA, MinC, CNCA (Chile), Globosat, TV Cultura, EBC TV Brasil, Canal Brasil, Rede Minas, Ibermedia, Rumos Itaú Cultural e Produire au Sud. Agora, agrega novos caminhos profissionais, amplia a atuação na economia criativa e cria conexões com a juventude periférica, em iniciativas inovadoras de construção conjunta para democratizar acesso, fruição, empoderamento, mercado, trabalho e renda. Coordenadora Geral * Ana Tereza Melo BrandãoGraduada em Comunicação Social (1999), Mestre em Educação pela Faculdade de Educação (2016) pela Universidade Federal de Minas, pesquisa desde 1998 as relações entre comunicação, arte, tecnologias, conhecimento e educação. Sócia fundadora, participou da direção da ONG Associação Imagem Comunitária (AIC), e desenvolveu dezenas de projetos de mídia, educação e cidadania. Atua principalmente nos seguintes segmentos: mobilização social; cultura e comunicação; comunicação digital; educomunicação; arte e tecnologia.Produtora Local* Camila de Oliveira Camila Oliveira é natural de Belo Horizonte, com raízes fincadas no Norte de Minas, percorreu o Rio São Francisco e desaguou na capital mineira. Graduada em Geografia, criou pontes com o meio artístico, em 2022 cursou Produção Cultural e Patrimônio pela Arena de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, atualmente é mestranda em Artes na linha de Formação, Mediação e Recepção com a pesquisa intitulada "Emancipação e identidade: o patrimônio cultural da Pedreira Prado Lopes, na Universidade Estadual de minas Gerais. Atuou como pesquisadora no Departamento Intersindical de Dados e Estatísticas (DIEESE) e foi Orientadora Social no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS). No trânsito da vida produziu projetos em parceria com a Fiocruz e Movimento Sem Terra. *Currículos em anexo.
PROJETO ARQUIVADO.