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PRONAC 236707Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa (Circulação)

AGAPA CRIACAO E PRODUCAO CULTURAL LTDA
Solicitado
R$ 992,7 mil
Aprovado
R$ 992,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Teatro Musical
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Teatro musical
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-02-01
Término
2025-06-30
Locais de realização (3)
Salvador BahiaRecife PernambucoRio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto prevê remontagem e apresentações do espetáculo de teatro musical "A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa".

Sinopse

Por André Paes Leme: Encenar um romance é ter a oportunidade de explorar ao máximo a teatralidade. Personagens que se combinam numa mesma atriz, espaços que se multiplicam com uma simples marcação e tempos que convivem numa cena que pode se modificar com a rapidez de um gesto, ou com a suavidade de uma música, são alguns dos procedimentos responsáveis pela dinâmica de um espetáculo que dialoga com a prosa literária. “A hora da estrela” no palco é a hora da cena, do jogo, do corpo, da voz e do canto. Diante do público se materializa o olhar inquieto e sensível de uma escritora, que se mascara de um narrador e que, gradativamente, se transmuta na sua principal criatura: Macabéa. Em cena transcorre uma viagem poética que acontece dentro da mente de Clarice Lispector, dentro da imaginação do narrador Rodrigo S. M. e, finalmente, dentro da realidade asfixiante que envolve a inexistência da pobre mulher nordestina. O palco acolhe um mundo estranho que está literalmente em processo de criação e que aos poucos ganha contornos definitivos, ora de uma realidade melancólica, ora de um delírio libertador, mas sempre com um toque de humor. A vida se reveza entre a angústia de se criar e a angústia de se viver. Do escuro de uma caixa preta, do silêncio após o terceiro sinal, a literatura de Lispector se traduz em música, em diálogo, e, por fim, num movimento cênico que lança o público na delicada arte milenar do teatro, que pode fazer de uma narrativa literária uma experiência fascinante entre a vida e a morte.

Objetivos

Objetivo Geral Contribuir para o fomento da produção cultural e artística e difusão da cultura brasileira, através da remontagem e apresentações de um musical baseado na obra "A Hora da Estrela", uma das mais emblemáticas de Clarice Lispector, autora brasileira. Fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade. Utilização das artes cênicas como obra de discussão sobre questões sociais, políticas e culturais históricas. Olhar para o público como multiplicadores, pensadores de nossa sociedade atual. Fomento à economia criativa. Ampliação do acesso à cultura e às dinâmicas culturais. Objetivos Específicos - Remontar o espetáculo "A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa’’; - Realizar temporada no Rio de Janeiro com 16 apresentações; - Realizar circulação por 2 cidades: Recife (2 apresentações) e Salvador (2 apresentações).

Justificativa

Clarice Lispector é uma das maiores ficcionistas brasileiras e "A Hora da Estrela", sua última obra, é um marco da terceira geração do modernismo. Escrita em 1977, o texto questiona a condição humana em uma tríade filosófica, social e estética. A autora é responsável pela quebra de padrões estéticos, como a sua "prosa poética", que na construção da personagem Macabéa nos revela suas epifanias sobre a vida e a morte. Assim como em outros projetos realizados com a direção de criação de Andréa Alves, há uma percepção de que o texto tem partitura musical e Clarice Lispector indica isso tanto na abertura, como na sua "dedicatória do autor", onde cita Schumann, Beethoven, Bach, Chopin, Strauss, Debussy, Procofiev, Carl Orff, Shöenberg e os dodecafônicos. Dedica a estes e "aos gritos rascantes dos eletrônicos" a sua escrita. Esse olhar nos leva a crer que Lispector gostaria de ver seu romance musicado - o que foi feito magistralmente por Chico César, ao musicar os textos de Clarice - e que assim atinjam em todos nós "zonas assustadoramente inesperadas", numa exaltação sobre "o direito ao grito" ou "o lamento de um blue". E como a própria Clarice diz, a história de Macabéa "acontece em estado de emergência e calamidade pública". É um reencontro com Clarice Lispector e um convite urgente à reflexão sobre a condição humana, com humor, densidade, leveza, teatro e música. Sempre nos ocupamos de projetos com temáticas brasileiras onde possamos nos ver e reconhecer. A Lei de Incentivo é uma das poucas formas de se conseguir parceria na iniciativa privada para a realização de um projeto cultural, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura no País. A partir do Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes incisos: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. A partir do Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem como objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.

Especificação técnica

PRODUTO PRINCIPAL - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS 01 Temporada com 16 apresentações 01 Circulação por 02 cidades, com 02 apresentações por cidade DEMOCRATIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO - 01 palestra formativa após o ensaio aberto AÇÃO FORMATIVA DE CONTRAPARTIDA SOCIAL Conforme orienta o Art. 30. da IN 01/2023 será oferecido ao público: II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; - 01 ensaio aberto do espetáculo antes da estreia da temporada.

Acessibilidade

Corroborando com o art. 42 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015) apresentamos um plano de acessibilidade que visa garantir o acesso com autonomia e segurança aos espaços de apresentação do espetáculo por pessoas com diferentes tipos de deficiência, de forma a assegurar a participação desse público em igualdade de condições com as demais pessoas. Tomando como ponto de partida que o próximo ano ainda será de adaptação, inclusive, orçamentária, tendo em vista que ainda são tempos de retomada para o setor cultural, partimos do indicativo de que é necessário garantir que os profissionais da área tenham acesso aos conhecimentos de forma ampla, por isso, será assegurado dentro deste projeto um treinamento com especialista para sensibilização da equipe envolvida. Dessa forma, entendemos que cada vez mais as propostas para efetivação do direito das pessoas com deficiência às artes e cultura serão efetivadas. Conforme menciona o art. 26 da Instrução Normativa MINC Nº 1 de 2023, apresentamos medidas alternativas que possibilitam o acesso de pessoas com deficiência ao projeto que está sendo proposto e assegura a implementação efetiva de recursos em todos os projetos em um curto período de tempo, por meio de treinamento/sensibilização da equipe envolvida. Dessa forma, também será possível acompanhar a implementação das medidas de acessibilidade dentro dos equipamentos públicos, que é de suma importância para que projetos como esse sejam viabilizados. Abaixo, seguem as medidas alternativas propostas: PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Medida para formação em acessibilidade: - Será contratada especialista da área de acessibilidade em projetos culturais, que conduzirá o treinamento da equipe envolvida no projeto, tendo em vista a sensibilização e ampliação de conhecimentos. Acessibilidade Física - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; - Audiodescrição em uma sessão por cidade. Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras em uma sessão por cidade; Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Contratação de monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais em uma sessão por cidade. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos pelo espetáculo. PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: - Escolha prioritária de espaços que já atendam às normas de acessibilidade física. Caso não possuam, a equipe se responsabiliza por facilitar o acesso a pessoas com deficiência física ou com dificuldades de locomoção. Acessibilidade para deficientes visuais: - Descrição de imagens em postagens nas redes sociais do espetáculo, com o uso da hashtag #PraCegoVer, como forma de atender a deficientes visuais; Acessibilidade para deficientes auditivos: - Intérprete de libras na ação de contrapartida social. Acessibilidade para deficientes intelectuais: - Monitor para apoio de pessoas com deficiências intelectuais durante a ação de contrapartida social. Auxilia na mediação dos conteúdos transmitidos.

Democratização do acesso

O projeto respeitará o Art. 27º da IN Nº 1/2023, contendo em seu plano de distribuição: - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Conforme Art. 28º da IN Nº 1/2023, adotaremos a seguinte medida de ampliação de acesso: - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Será oferecido 01 palestra formativa após o ensaio aberto na cidade em que acontecerá a temporada.

Ficha técnica

Adaptação e direção: André Paes Leme Canções originais: Chico César Direção musical e arranjos: Marcelo Caldi Idealização e direção de criação: Andréa Alves Direção de projetos: Leila Maria Moreno Elenco: Laila Garin e dois atores convidados Coordenação geral e gestão financeira: Ágapa Criação e Produção Cultural André Paes Leme Doutor e mestre em Estudos Artísticos na especialidade de Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa, graduado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), onde leciona no Curso de Direção Teatral desde 1999. Já encenou dezenas de espetáculos, entre peças de teatro, musicais, óperas e concertos. Tem especial interesse na direção de atores e em pesquisas cênicas que abordam o texto narraIvo. Merecem destaque as seguintes encenações: Agosto, de Tracy Lettes; Hamelin, de Juan Mayorga; Pequenos trabalhos para velhos palhaços, de Matei Visniec; A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa; Engraçadinha, de Nelson Rodrigues; Candeia, de Eduardo Rieche. Recentemente, comemorando o centenário da autora Clarice Lispector, estreou o espetáculo A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa. Em janeiro de 2023 estreou o A hora do boi,de Daniela Pereira de Carvalho. Andrea Alves A carioca Andréa Alves fundou a Sarau Agência quando concluía seus estudos em jornalismo, nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, e produção cultural, na Universidade Cândido Mendes. O prazer pela música encostou no apreço pela escrita e pela história da cultura nacional. Junto a um lado bastante pragmático de organização e gestão, construiu uma trajetória sólida, alcançando reconhecimento no Brasil, com a idealização e realização dos espetáculos de maior sucesso de público e mais premiados nos últimos anos. Em 2018, o jornal Folha de São Paulo a procurou para fazer uma matéria sobre a originalidade e brasilidade de suas produções, que reinventaram o mercado de musicais no Brasil: http://bit.ly/AndreaFolhaSP_POR Leila Maria Moreno Leila Maria Moreno, produtora há 25 anos, formada em Artes Cênicas pela Universidade do Rio de Janeiro | Uni-Rio. Produtora experiente, trabalhou ao lado de grandes diretores, atores, criadores e importantes companhias cariocas. Produtora de dezenas de projetos culturais e algumas edições dos principais festivais de teatro do Rio de Janeiro. Além de temporadas no eixo Rio-São Paulo, coordenou produções que circularam por todo o país, participando da agenda dos grandes festivais nacionais e circulações internacionais. Coordenou projetos executados em palcos abertos, com gerenciamento de estrutura para grandes plateias. Ex-parecerista do Ministério da Cultura e muitas vezes analista de projetos em editais. Atualmente integra o corpo docente do MBA em Gestão e Produção Cultural da UniCarioca e é diretora de projetos da Sarau Cultura Brasileira. Laila Garin Formada pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Laila Garin inclui em sua formação estudos de canto lírico e popular e de Mímica Corporal Dramática, do francês Etienne Decroux. Recentemente esteve em cartaz como protagonista do espetáculo Elis, a Musical, de Nelson Motta, direção de Dennis Carvalho. Por este espetáculo, recebeu Prêmio Shell de Melhor Atriz, Prêmio Cesgranrio de Melhor Atriz de Musical, Prêmio Quem de Melhor atriz de Teatro 2013. Em 2014 ganhou os prêmios APCA e Bibi Ferreira de Melhor Atriz. Foi indicada ao Prêmios APTR em 2013. Chico César Chico César nasceu no município de Catolé do Rocha, Paraíba. Aos 16 anos muda-se para João Pessoa, onde seforma jornalista pela Universidade Federal da Paraíba. Fez parte do grupo Jaguaribe Carne, o qual fazia poesia de vanguarda. Pouco tempo depois de formado, aos 21 anos, muda-se para São Paulo. Na capital paulista trabalha como jornalista e revisor de textos da Editora Abril. Enquanto trabalhava na editora, aperfeiçoava-se em violão, multiplicou suas composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional, sobretudo pelo alto poder de encanto linguístico de suas canções. Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha. Já em 1995 lança seu primeiro disco “Aos Vivos” e seu primeiro livro “Cantáteis, cantos elegíacos de amizade” pela Editora Garamond. Em 2007 participou e fez a música tema do filme “Paraíba, Meu Amor”, do cineasta suíço Jean Robert-Charrue. Ao longo de sua carreira gravou os seguintes discos: “Aos Vivos”, “Cuscuz Clã”, “Beleza Mano”, “Mama Mundi”, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos”, “De uns tempos pra cá”, “Francisco, forró y frevo” e o mais recente “Estado de Poesia”. Marcelo Caldi O acordeonista, pianista, compositor, arranjador e cantor Marcelo Caldi é um dos músicos mais brilhantes de sua geração, tendo criado um estilo próprio, uma linguagem que sintetiza as mais variadas influências, advindas do piano clássico e da sanfona nordestina. Caldi lançou o livro e o disco “Tem sanfona no choro”, editado pelo Instituto Moreira Salles e Funarte (2012). Em 2015, compôs “Alma carioca”, uma peça sinfônica para Orquestra Petrobras, em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro. Realizou vários shows de lançamento do mais recente álbum “A sanfona é meu dom” (2017). Apresentou-se ao lado de Gilberto Gil, Elba Ramalho, Elza Soares, Chico César, Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, Geraldo Azevedo, Fabiana Cozza, entre muitos outros, e atuou como solista em concertos com as orquestras Petrobras Sinfônica, Sinfônica da Bahia, Sinfônica Cesgranrio, Sinfônica da UFF e Sinfônica do Recife.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.