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O projeto "Nucleo de Aperfeiçoamento Musical" realizará formação musical gratuita para crianças, jovens e adultos por meio de aulas semanais de instrumentos de Sopros (Flauta, Clarinete Saxofone, Trompete e Trombone), Teclado, Bateria e Percussão, além de Prática de Conjunto e formação de Banda. A iniciativa incluirá a criação de grupos musicais, produção de materiais pedagógicos e oferta de atividades acessíveis. O projeto culminará em 02 (quatro) apresentações públicas gratuitas e 02 aulas abertas (didáticas), promovendo inclusão cultural e circulação artística na comunidade do Condomínio Reserva Raposo. Todas as suas atividades (aulas, ensaios, apresentações) são gratuitas e acessíveis aos mais diversos públicos, garantindo à população a democratização do acesso à cultura.
O ensaio aberto consiste em uma atividade didática e interativa na qual os participantes apresentam ao público o processo de construção musical desenvolvido ao longo das aulas. O concerto reúne instrumentos de sopros, teclados e percussão, demonstrando técnicas, repertórios e a integração entre os diferentes grupos instrumentais. Durante a apresentação, professores e alunos comentam elementos musicais, explicam características dos instrumentos e mostram etapas do aprendizado, possibilitando ao público compreender de forma acessível e acolhedora como a prática musical coletiva é construída.
Objetivo Geral:Promover a formação musical gratuita de crianças, jovens e adultos do Condomínio Reserva Raposo por meio de atividades contínuas de ensino, prática de conjunto e apresentações públicas, com o propósito de democratizar o acesso à cultura, desenvolver competências musicais e fortalecer a participação e o protagonismo cultural da comunidade.Objetivos Específicos:1) Oferecer 2 aulas semanais de formação musical durante 06 meses para até 130 participantes nas áreas de Sopros (Flauta, Clarinete, Saxofone, Trompete e Trombone), Teclados, Bateria/Percussão e Coral.2) Formar grupos e conjuntos musicais (mínimo de 2 formações coletivas), estimulando participação colaborativa e performance conjunta (Banda, Grupo de Percussão e Coral).3) Realizar 2 ensaios abertos (Concerto Didáticos) como ação de divulgação para a comunidade para ampliar o acesso, garantindo ampla participação dos moradores do território.4) Realizar no mínimo 2 apresentações públicas gratuitas (Banda), abertas à comunidade, para difusão dos resultados e fortalecimento da circulação cultural local.5) Disponibilizar materiais pedagógicos aos alunos (apostilas, exercícios, repertórios) garantindo continuidade do processo de aprendizagem.6) Garantir acessibilidade plena nas apresentações, incluindo intérprete de Libras, comunicação acessível e estrutura física adequada.7) Produzir registro audiovisual das atividades e apresentações, assegurando transparência, documentação e memória cultural do projeto.8) Atingir 1000 beneficiarias indiretos com o projeto contribuindo para a formação de público.9) Estimular o empreendedorismo e a formação profissional aplicando conceitos sobre: valores, ética e cidadania; promoção e produção Cultural; marketing cultural; cultura e patrimônio.10) Permitir e facilitar o acesso integral a todas as suas atividades (apresentações, aulas e ensaios) gratuitamente.
LO projeto "Nucleo de Aperfeiçoamento Musical" justifica-se pela necessidade de democratizar o acesso a processos qualificados de formação musical em um território recentemente urbanizado, caracterizado por vulnerabilidades sociais significativas e pela ausência de políticas culturais estruturadas. O Condomínio Reserva Raposo, que abrigará cerca de 80.000 moradores de baixa renda, compõe um cenário em que a oferta de bens culturais, equipamentos públicos e ações formativas é praticamente inexistente. A carência de iniciativas de educação artística contínua limita profundamente as possibilidades de desenvolvimento estético, intelectual e emocional da população local, agravando desigualdades e reduzindo o acesso ao direito constitucional à cultura.Nesse contexto, o projeto surge como resposta concreta a um vazio cultural historicamente presente em regiões periféricas de grandes centros urbanos. A música, reconhecida como linguagem universal e ferramenta de transformação individual e coletiva, desempenha papel fundamental na formação de crianças, jovens e adultos, promovendo sensibilidade, disciplina, convivência comunitária, autoconceito, coordenação motora, raciocínio lógico e desenvolvimento socioemocional. A formação musical em Sopros (Flauta, Clarinete, Saxofone, Trompete e Trombone), Teclado, Bateria e Percussão amplia o repertório cultural dos participantes e permite contato com diferentes tradições musicais brasileiras e internacionais, fortalecendo vínculos identitários e estimulando percepção estética.A oferta gratuita dessas atividades é essencial, pois a população beneficiada não dispõe de condições financeiras para arcar com custos envolvidos em aulas, instrumentos, materiais técnicos, manutenção, ensaios e apresentações. Essa realidade socioeconômica evidencia que a execução do projeto depende diretamente do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, uma vez que a iniciativa privada local e a comunidade não possuem capacidade de investimento em projetos de formação musical de médio e longo prazo. O modelo de incentivo fiscal previsto pela Lei 8.313/91 se torna, portanto, o único mecanismo viável para viabilizar um projeto de alta qualidade técnica, pedagógica e artística em um território de grande vulnerabilidade cultural.Do ponto de vista legal, o projeto se enquadra plenamente nos dispositivos que estruturam a Lei Rouanet. Em conformidade com o Art. 1º da Lei 8.313/91, a proposta atende aos seguintes incisos:• Inciso I _ elaboração, produção e realização de atividades culturais;• Inciso II _ formação artística e preservação de bens e referências culturais;• Inciso III _ estímulo à produção, difusão e circulação de bens culturais.Além disso, o projeto contribui diretamente para o alcance dos objetivos fundamentais estabelecidos no Art. 3º da mesma lei, com ênfase nos seguintes:• I _ promover e estimular a produção, difusão e circulação dos bens culturais,• II _ apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais,• III _ proteger os modos de criar, fazer e viver, assegurando o direito à fruição dos bens culturais,• IV _ difundir a criação cultural regional e estimular a participação da comunidade,• V _ democratizar o acesso à cultura,• VII _ estimular a formação artística e profissional na área cultural.Ao oferecer aulas, oficinas e práticas de conjunto de forma totalmente gratuita, o projeto atua diretamente na inclusão cultural, ampliando oportunidades para crianças, jovens e adultos que historicamente permanecem à margem das políticas culturais do Estado. "distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos";A formação de grupos musicais e a realização de apresentações públicas abertas à comunidade permitem fortalecer pertencimento, criar referências culturais locais, estimular o protagonismo dos moradores e promover circulação cultural dentro e fora do território.A realização das apresentações públicas amplia o impacto social da iniciativa ao transformar o espaço comunitário em local de encontro, expressão e fruição cultural. As apresentações contribuem para a construção de uma identidade cultural coletiva, estimulam participação cidadã e incentivam novas redes de colaboração entre moradores, escolas, organizações sociais e atores culturais da região.O financiamento via Lei de Incentivo à Cultura é imprescindível para garantir padrão de excelência artística e pedagógica. Os custos envolvidos — contratação de equipe especializada, aquisição e manutenção de instrumentos musicais, compra de materiais pedagógicos, serviços de acessibilidade, estrutura técnica para apresentações, produção audiovisual e gestão administrativa — são altos e impossíveis de serem assumidos pelos beneficiários. Assim, o mecanismo de incentivo fiscal permite assegurar gratuidade integral, continuidade da formação e qualidade técnica das ações, transformando o projeto em um bem cultural público e acessível.Dessa forma, o "Nucleo de Aperfeiçoamento Musical" cumpre integralmente os princípios e finalidades da Lei Rouanet, especialmente no âmbito do Artigo 18, ao priorizar formação artística, democratização do acesso, difusão cultural e impacto social relevante em território de alta vulnerabilidade. Trata-se de iniciativa transformadora e indispensável, cuja execução somente se torna viável mediante o apoio proporcionado pelo Mecanismo de Incentivo à Cultura.
O Projeto Pedagógico completo encontra‑se anexado na aba ‘Anexar Documentos’ da proposta.O projeto atenderá, de forma contínua, aproximadamente 130 alunos, contemplando as áreas de sopros, percussão, teclado e coral. Após a formação do repertório inicial, serão realizadas 02 apresentações em formato de concerto didático de grupos a serem definidos de acordo com o rendimento técnico de cada um e 02 apresentações oficiais, todas gratuitas e abertas ao público em geral.Caso haja necessidade de medidas adicionais relacionadas à acessibilidade, os custos serão absorvidos entre o prestador de serviços de produção dos eventos e a entidade proponente.O período de execução de 6 meses (de prática musical desconsiderando períodos preparatórios) é essencial para garantir o desenvolvimento pedagógico adequado dos participantes, permitindo que alunos iniciantes adquiram base técnica e musical suficiente para prosseguir de forma autônoma em seus estudos ou desenvolver atividades artísticas e educativas decorrentes do aprendizado.”
PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO SIMPLIFICADO PRINCÍPIOS TEÓRICO-PRÁTICOS E ORGANIZACIONAIS 1. Introdução 1.1. A Associação Cultural Promoart iniciou suas atividades em 2006. Fundada a partir de uma iniciativa que envolveu diversos agentes culturais e educadores com ampla experiência e intensivo trabalho no segmento sociocultural no Estado de São Paulo, sua proposta tem sido levantar questões ligadas ao acesso, democratização e profissionalização deste segmento, repensadas sempre com o intuito primordial de se aperfeiçoar o resultado do esforço de todas as instâncias envolvidas A estrutura curricular de cada projeto será então formatada salientando os pontos em que os resultados são satisfatórios e aperfeiçoando aqueles nos quais encontramos algumas deficiências ou, pelo menos, traçaremos estratégias para seu aperfeiçoamento caso não haja possibilidade imediata. Para se adequar “necessidades às realidades” serão objetivadas as características estruturais do projeto adotando sempre o critério de aproveitamento máximo do potencial estrutural já adquirido e posteriormente se necessário implantando estruturas adicionais 2. Fundamentos educativo-artísticos 2.1. Aspectos 2.1.1. Sociais A Associação Cultural Promoart pretende proporcionar uma transformação social na medida em que procura complementar a formação do ser humano, para que se formem cidadãos mais plenos, conscientes de seus deveres e direitos, colaborativos, participativos e comunicativos. Procura proporcionar, também, um espaço de aprendizado não somente das artes, mas de habilidades sociais de convivência e participação, valorizando o bom desempenho de cada indivíduo dentro do grupo e fazendo-o notar o seu valor, sua importância e sua função dentro deste. Acreditamos que somente o bom desempenho individual não é suficiente para criar um bom conjunto. Disso dependem a capacidade de liderança, adaptação, obediência, aceitação, superação, entre outras. 2.1.2. Artísticos Espera-se que os indivíduos beneficiados pela Associação Cultural Promoart aprendam as linguagens da musica, teatro, dança e demais áreas artísticas de sua preferência e que possa vir a se apresentar em público e/ou apresentar seus trabalhos na medida de suas possibilidades. Sendo este o principal interesse dos indivíduos que participam de suas atividades, e o nosso principal meio para a realização da transformação social, é indispensável que seja atingida a excelência seja ela manifestada pela técnica, pela riqueza interpretativa do aluno, pela diversidade dos gêneros e estilos desenvolvidos ou pela produção e divulgação desse trabalho diante da comunidade. 2.1.3. Pedagógicos A Associação Cultural Promoart espera que a formação que fornece aos indivíduos complemente sua formação educacional, já que o acesso à prática artística favorece o desenvolvimento intelectual, a atenção, a sensibilidade estética, além de aumentar o repertório cultural do aluno. A organização acredita para a arte, assim como Koellreuter diz para a música, em um “tipo de educação musical não orientado para a profissionalização de musicistas, mas aceitando a educação musical como meio que tem a função de desenvolver a personalidade do jovem como um todo, de despertar e desenvolver faculdades indispensáveis ao profissional de qualquer área de atividade, ou seja, a subordinação dos interesses pessoais aos do grupo, as faculdades de discernimento, análise e síntese, desembaraço e autoconfiança, a redução do medo e da inibição causados por preconceitos, o desenvolvimento da criatividade, senso crítico, do senso de responsabilidade, da sensibilidade de valores qualitativos e da memória, principalmente, o desenvolvimento do processo de conscientização do todo, base essencial do raciocínio e da reflexão”(KOELLREUTTER, 1977). 2.2. Turmas A estruturação em turma de acordo com o grau de aproximação do conteúdo e de tempo de prática do curso escolhido é fundamental em todos as suas atividades. Em geral, cada curso é dividido em três turmas, como podemos observar a seguir 2.2.1. Turma A Turma na qual o aluno ingressa no curso. Os grupos são constituídos de forma bastante heterogênea, tanto quanto à faixa etária quanto aos conhecimentos prévios. Essa característica pretende enriquecer as possibilidades de aprendizado, dando possibilidades de interação entre os estudantes. 2.2.2. Turma B A segunda turma é formada por alunos que já tiveram a iniciação na primeira turma e que foram escolhidos pelos instrutores para complementar seu aprendizado na segunda turma. Esta turma estuda mais detidamente e com mais profundidade o seu curso assim como a teoria necessária para apoiar o conteúdo programado. 2.2.3. Turma C No mesmo molde da segunda turma, as vagas são preenchidas por alunos que já passaram pelas duas turmas anteriores. Os critérios de seleção para o preenchimento das vagas abertas na terceira turma permanecem os mesmos, cabendo ao instrutor o papel de avaliar e convidar o aluno a avançar para a próxima turma. Os estudos passam a ser mais aprofundado tendo como maior ferramenta didática a participação ativa em um grupo que desenvolva seus trabalhos para o seu público-alvo. 2.2.4. Prática pré-profissional A prática pré-profissional é formada pelos alunos que estão na turma C. Faz apresentações, exposições e demais práticas regulares, o que exige dos seus participantes uma dedicação e um aprendizado diferentes dos que já tiveram até então. Para isso existem simulações e participações em eventos públicos. As práticas facilitam o entrosamento da equipe, a percepção das diferentes dificuldades e necessidades de aperfeiçoamento, a concentração e o trabalho em grupo. 2.3. .Procedimentos pedagógicos 2.3.1. Aulas coletivas As aulas desenvolvidas são realizadas em grupos. O número de alunos em cada sala depende do curso lecionado, tendo em vista o número de instrumentos e / ou equipamentos por curso. Acreditamos que o aprendizado organizado em grupo pode estimular o aluno tanto na parte cognitiva quanto psicológica. A cognição é mais desafiada à medida que o aluno está exposto à interação com os demais colegas, observando-os, imitando-os, ajudando-os e trocando experiências. As turmas, que sempre se caracterizam por sua heterogeneidade, configuram um ambiente de constantes mudanças que privilegiam este tipo de situação. 2.3.2. Aulas Individuais ou em dupla Esta modalidade beneficia os alunos já completaram as apostilas de estudos (iniciante, intermediário e avançado) ou passaram por teste de aptidão que demonstrou estar qualificado a uma atividade superior às oferecidas nas aulas coletiva. Embora as atividades sejam predominantemente coletivas, alguns alunos são encaminhados para um estudo personalizado e/ou complementar que atenda a sua necessidade de desenvolvimento. 2.3.2.1. Imitação Usada num primeiro momento, a imitação é forma mais imediata de fazer com que o aluno consiga produzir algum resultado artístico. A observação atenta leva a uma reprodução dos movimentos com intenção de produzir exatamente o mesmo efeito observado. Se empregado de forma inteligente, a imitação pode: Diminuir no aluno o medo do contato com a ação; Possibilitar ao instrutor uma análise mais precisa sobre o perfil técnico do aluno; Aumentar a satisfação do aluno com as aulas; Proporcionar um importante ponto de partida para uma vivência prática dentro da turma. Oferecer conteúdos para os alunos acelerando o desenvolvimento das habilidades perceptivas que, de outra forma, exigiria recursos técnicos escassos para a realidade do projeto, tais como aparelhos de reprodução de áudio e vídeo, etc. Note-se, porém, que não se trata de criar uma dependência dos alunos com relação aos instrutores. Dessa forma, corre-se o risco de se ter uma turma de alunos “adestrada” que só consegue atuar mediante a imitação, não desenvolvendo autonomia de estudo e linguagem se a estratégia didática da imitação for usada de forma inadequada. Trata-se de uma estratégia pedagógica de primeira aproximação a um conteúdo novo, sendo que o professor deve estimular a autonomia e a apropriação da linguagem desenvolvida. 2.3.2.2. Dedução Após uma série de exercícios realizados por imitação os alunos se tornam mais preparados para treinar sua capacidade de dedução. Nestas atividades coloca-se à prova o raciocínio do aluno, sua adaptação ao código técnico e sua intuição, tanto física quanto mental. A dedução obriga o aluno a criar hipóteses de resolução dos problemas que lhe são colocados. 2.3.2.3. Explanação Durante a explanação coloca novos conceitos em contato com os alunos, enriquecendo seu repertório teórico. É um recurso também utilizado para reafirmar e confirmar conceitos aos quais os alunos já acederam através da dedução. Esta atividade exige do aprendiz capacidades de abstração, concentração e raciocínio, além de ativar faculdades mentais como a memória e a imaginação. 2.3.2.4. Criação e Improvisação Uma estratégia muito válida para se desenvolver os elementos técnicos dos alunos é a criação coletiva e momentos que se estimula a improvisação. Muitas vezes o aprendiz empiricamente demonstra determinada capacidade mesmo que não tenha sido adquirida formalmente. Esse processo não só possibilita maior enriquecimento educacional em menos tempo como também se torna uma excelente ferramenta para se estimular a criatividade e a capacidade de comunicação, uma vez que, ao criar o seu próprio improviso, o aluno exercita a linguagem seja ela verbal ou não verbal. 2.3.2.5. Unindo as abordagens Nesta proposta usamos as abordagens anteriores de forma bastante homogênea preferindo introduzir um assunto novo sempre com a imitação produzindo material prático para logo em seguida exercitarmos a dedução dos alunos. Este material prático pode ser amplamente enriquecido com exercícios de criação e improvisação. Finalmente, todo o conhecimento é elaborado e reafirmado através de uma explanação clara dos conceitos. Essa aplicação é feita de forma cíclica, sendo retomada a cada novo conceito, independente do nível da turma. Dessa forma, são constantemente exercitadas as capacidades perceptivas, intuitivas e cognitivas dos jovens. 2.3.3. Atividade predominantemente prática. A participação em eventos representa para o projeto não só um dos maiores indicadores da qualidade do trabalho técnico desenvolvido com os alunos, mas também o foco principal para se direcionar o trabalho social. Em vista disso, parece-nos muito claro que a atividade no ambiente de aprendizagem se estruture como tal, ou seja, como ação prática constante. Não seria conveniente que a postura do aluno diante do aprendizado permanecesse passiva, assim como se observam em aulas de caráter mais teórico, logo, o contato com a teoria aparece de forma aplicada ao conteúdo técnico que é absorvido pelo aluno no seu momento apropriado. Sendo sujeito ativo de sua própria aprendizagem, o aluno mobiliza esquemas de conhecimento, construindo novas formas de entender o mundo através de experiências práticas, mas também subsidiadas pela teoria, que dessa forma, serve como ferramenta para o entendimento prático das diversas situações de aprendizagem. 2.3.4. Constante remanejamento As turmas mais avançadas devem sempre ter seu número máximo de alunos, visto que em caso de desistência, abre-se uma vaga que deve ser preenchida por um aluno da turma imediatamente anterior. Esse remanejamento pode ocorrer a qualquer momento, mediante análise periódica da equipe técnica que aplicará, entre outros, critérios como aplicação e assiduidade em sala de aula. 2.3.5. Eventos Os eventos envolvem e motivam os alunos, que vêem um resultado concreto de seus estudos e alimentam o interesse pelo aprimoramento técnico individual e do grupo. Desse modo, a dedicação, o espírito de equipe, a subordinação dos interesses próprios aos interesses do grupo, a um grande aprendizado de ordem humana e comunitária. Além disso, as apresentações são um momento rico de aprendizado psicológico de concentração e disciplina em momentos de pressão, já que a ansiedade e/ou o nervosismo costumam ser a tônica em momentos como esse. 3. Missão, meta, objetivos específicos 3.1. Missão: Propiciar atividades de transformação social através das artes a todos os públicos (inclusive pessoas com deficiência), respeitando-se a faixa etária de atendimento estabelecida para cada núcleo de atendimento. Contribuir para que tenhamos indivíduos com mais perspectivas de futuro e que, pela educação e cultura, desenvolvam cotidianamente diversas capacidades necessárias a um cidadão responsável. A Associação Cultural Promoart acredita que para o desenvolvimento e equilíbrio da sociedade é necessário que seus membros sejam conscientes de seu papel e de sua importância dentro dos grupos sociais do qual fazem parte. Acredita da mesma forma, que a educação e a prática artística têm a capacidade submeter os aprendizes a situações análogas à vida em comunidade, oportunizando o aprendizado de tais qualidades. 3.2. Metas 3.2.1. Satisfação Espera-se que o trabalho gere resultados satisfatórios perseguindo constantemente os interesses e as necessidades dos indivíduos e atendendo as expectativas dos profissionais e parceiros envolvidos (agentes educacionais, autoridades, etc.) e da comunidade que o recebe (alunos, responsáveis, comunidade, público nas apresentações, sociedade civil, etc.). 3.2.2. Vagas Atendimento a um número satisfatório de alunos. É muito importante que todas as vagas existentes estejam preenchidas, uma vez que este se torna um dos maiores indicadores da qualidade do projeto. A perspectiva do aumento das vagas dependerá da demanda e da capacidade do projeto de crescer mantendo-se a mesma qualidade de atendimento. Damos uma importância significativa a esse ponto, pois, sendo os indivíduos o foco principal do projeto, na ausência deles o projeto perderia seu propósito. 3.2.3. Participação em eventos Estas participações também são um forte indicador da qualidade educacional, trazendo satisfação ao público e principalmente ao aluno, que se depara com um resultado concreto do seu empenho no estudo. São parte importante do aprendizado, que vivenciará situações similares em sua trajetória de vida, e de outros profissionais que, da mesma forma, freqüentemente se vêem frente a situações de exposição semelhantes às vividas nos eventos. É necessário, portanto, criar nos alunos certa familiaridade com situações desse tipo. 3.2.4. Constante aprimoramento técnico Todo indivíduo deve ser atendido da melhor forma possível, independentemente de sua raça, credo, classe social, condição física ou qualquer outra característica que possa discriminá-lo de outras pessoas. Para tanto, aprimora-se a bagagem de conhecimento pedagógico por parte dos agentes educadores e oferece-se a estrutura física necessária para um atendimento satisfatório. 3.2.5. Parcerias com outras entidades Através de um trabalho sociocultural, estabelecer parcerias com outras instituições, a fim de oferecer os subsídios necessários para que os alunos moradores de áreas de vulnerabilidade social obtenham orientação e assistência quanto aos casos que mais atingem esta camada da sociedade, como o acesso a educação, orientação sexual, higiene corporal, educação sócio ambiental, entre outros. Tais parcerias ainda favorecem a multiplicação dos conceitos aplicados por esta instituição, expansão geográfica da proposta e intercâmbio profissional. 3.3. Objetivos específicos 3.3.1. Formação de grupos artísticos Espera-se que o aluno, participando de grupos artísticos e de ações culturais possa crescer pessoalmente, ajudando a realizar a transformação social a que a organização se destina. São resultantes desse crescimento pessoal: • Fortalecimento das noções de cidadania e trabalho em equipe; • Maior perspectiva de futuro, tendo a ação cultural como uma possibilidade profissional; • Preparação para o trabalho profissional, criando as noções de participação e responsabilidade. • Aprimoramento do senso estético; • Satisfação própria e com o trabalho da organização; 3.3.2. Aperfeiçoamento da habilidade intelectual, desenvolvendo maior facilidade ao estudo. Juntamente com o aprendizado artístico, está o aprendizado sobre o próprio estudo, que alguns autores denominam de “aprender a aprender”. Sem dúvida, as artes desenvolvem diversas habilidades cognitivas, ativando funções do cérebro que podem servir para outros tipos de estudo. Além disso, o estudo das artes exige não somente o trabalho intelectual, mas também uma postura de aprendizado diferenciada, atenta e persistente. 4. Avaliação 4.1. Concepções, critérios e procedimentos da avaliação do público beneficiado. A organização utiliza avaliações constantes, sendo contínua e atendendo a critérios não somente técnico, como também compromisso com o projeto, assiduidade, trabalho em grupo, capacidade de adaptação, senso de responsabilidade. Conhecendo esses elementos o instrutor é capaz de decidir que aluno deve avançar para uma nova turma, sempre considerando se esse remanejamento será bom para o crescimento e maturidade do aluno, já que o novo grupo exigirá ainda mais qualidade e portanto, dedicação do aluno. Dessa forma, valoriza-se o sujeito na sua integridade, já que respeita o ritmo de aprendizagem, não utilizando mecanismos de exclusão. Segundo estudos realizados na década de 90 em algumas escolas das regiões mais pobres da França e descritos recentemente por Angelina Peralva da Faculdade de Educação da USP, a violência na escola é muitas vezes fruto da ameaça à autonomia do aluno, “ameaça vivida como risco potencial de desintegração da personalidade”. A autodeterminação torna-se fator fundamental para o progresso do aluno dentro dos diferentes grupos, cabendo a ele, sempre com ajuda do seu instrutor, respeitar seu ritmo de aprendizado. A valorização da autonomia incentiva à cultura da não-violência, além de ser fator fundamental para o desenvolvimento ético e psicológico saudável. 4.2. Avaliação do projeto A organização procura realizar uma avaliação constante de seu trabalho com o objetivo de re-posicionar-se diante das suas metas e gerar cada vez mais resultados positivos. Os resultados são sempre mensurados dentro de duas vertentes: a qualitativa e a quantitativa. A avaliação qualitativa é a que busca considerar a opinião dos envolvidos no projeto, em especial, os alunos, já que a satisfação destes é o que há de mais importante para conferir real valor ao trabalho do projeto. Para isso são feitos questionários periodicamente para os alunos com perguntas que tematizam os problemas do projeto, os benefícios, as mudanças que o projeto provocou nele como pessoa e como aprendiz. A avaliação quantitativa busca mensurar numericamente o crescimento do projeto e a sua capacidade. Esse crescimento sempre se dá de acordo com a infra-estrutura necessária para que seja mantida a qualidade do projeto. Nesse sentido é interessante sempre cruzar as informações entre a vertente qualitativa e a quantitativa, para que o panorama seja o mais realista possível. 5.3 Resultados das avaliações As constatações trazidas através da avaliação devem servir como material de reflexão e mudança, não apenas de registro histórico ou estatístico. Para isso, a avaliação deve ser entendida no seu sentido mais amplo. Toda avaliação exige capacidade de adaptação a situações novas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. Conteúdo comum a todas as oficinas desenvolvidas no núcleo central A teoria musical é aplicada de acordo com a prática (instrumental ou vocal), o que não significa que alunos de um curso específico têm maior conhecimento que outros. De fato, dependendo do curso, o aluno apresenta mais facilidade a determinado elemento teórico que outros. Por isso o conteúdo teórico está disposto junto ao conteúdo técnico e atividades práticas. Alguns assuntos, no entanto, são abordados em todas as turmas independentemente do curso que é lecionado. São eles: 1.1. Organização da aula Acreditamos que um ambiente sadio de aprendizado começa estabelecendo-se acordos mútuos entre instrutor e aluno. Os primeiros instantes que o jovem passa no projeto são fundamentais para facilitar essa interação. Dentre as características que percebemos ser mais marcantes para o aluno no momento que ingressa no projeto, podemos citar: • Organização e conservação do espaço de trabalho antes, durante e depois de qualquer atividade; • Acordos prévios entre alunos mais antigos e instrutores e demais profissionais que participem do projeto (coordenadores, assistentes, monitores, etc.); • Ambiente acolhedor e profissionais preparados para recebê-lo, seja qual for sua característica física, socioeconômica e cultural. Faz parte, portanto, do conteúdo programático do instrutor explicitar essas condições com o aluno e permiti-lo demonstrar sua opinião e/ou consentimento. 1.2. Cuidados com os materiais disponibilizados para o aprendizado Saber como manejar adequadamente seu material e zelar pela sua conservação e integridade física é muito importante, não só no aspecto de eficiência do projeto, mas também para a formação do jovem enquanto cidadão ciente de seus direitos e deveres. A equipe é incentivada a despender algum tempo de suas atividades para trazer essa preocupação ao aluno e ensiná-lo como proceder e se comportar. 1.3. Cuidados com o corpo Tão importante quanto zelar pela integridade do material, é o cuidado com o próprio corpo. Os cuidados com a postura e com a própria saúde devem ser constantemente reforçados pela equipe e mais ainda nos primeiros momentos do aluno no pólo. 1.4. Postura e posicionamento do instrumento Para as atividades musicais, a postura do aprendiz com o instrumento pode ser construída de forma gradativa, adicionando elementos de acordo com a sua evolução. O instrutor deve dar atenção especial a este assunto, para não comprometer o que foi trabalhado nos itens anteriores. Este item praticamente reúne e sintetiza os dois anteriores, porém não é menos importante uma vez que é clara a dificuldade inicial do aprendiz com o instrumento, o que pode provocar problemas de postura ou acidentes que comprometam a saúde do aluno ou a integridade física do instrumento. 2. Conteúdo técnico-musical por curso de música De acordo com o Projeto Político Pedagógico desta instituição (PPP), o conteúdo programático pode variar de projeto para projeto e de turma para turma. Características relevantes para instrutor o observar no momento de aplicar o conteúdo: • O conteúdo da aula é ajustado pela Coordenação Pedagógica, instrutores e pelos alunos, tendo esses últimos um papel significativo, pois a singularidade de cada um deve ser respeitada e aproveitada, mesmo que esses muitas vezes não tenham, num primeiro momento, plena consciência desse processo. • O aluno é avaliado constantemente segundo critérios técnicos e não técnicos, podendo ser transferido entre turmas, de acordo com sua evolução no processo e de acordo com o surgimento de vaga. • O conteúdo, portanto, é aplicado para cada aluno de forma bastante particular observando-se sempre suas capacidades e necessidades. 2.1. Geral A seguir, uma descrição aproximada do conteúdo dividido por turmas e por assunto (disciplina). Primeira Turma o Musicalização e percepção Contagem de tempo e andamento (pulsação) Intensidade sonora Sons de altura definida Interpretação (Dinâmicas) Leitura musical informal o Teoria e simbologia musical Duração do som (sons de 1, 2, 3 e 4 pulsos) Terminologias de dinâmica: piano, forte, mezzo piano e mezzo forte. Figuras rítmicas (semibreves, mínimas, semínimas e colcheias) Padrões rítmicos simples Barras de compasso, de finalização e de repetição Pentagrama, claves e fórmula de compasso (abordagem inicial) Fórmulas de compasso 2/4, 3/4 e 4/4 Fermata o Prática em conjunto Organização e posicionamento da orquestra Sincronismo do grupo ao comando oral Compreensão dos gestos elementares de regência Sincronismo do grupo ao comando gestual Entradas e cortes (começo e fim das notas) o Cultura musical (história, apreciação, conhecimentos e curiosidades) História do instrumento Compositores significativos Temas sinfônicos conhecidos Temas folclóricos Segunda Turma o Musicalização e percepção Ditados rítmicos e melódicos Percepção intervalar Interpretação (Articulações) o Teoria e simbologia musical Subdivisão do tempo Dinâmicas: pianissimo e fortissimo. Figuras rítmicas (semi-colcheias, semínima pontuada, mínima pontuada) Padrões rítmicos intermediários (ligaduras de tempo e sincopas) Símbolos de articulação: acento, tenuto, staccato, Pentagrama, claves e fórmula de compasso (abordagem teórica) Escala dórica e menor antiga Notas enarmônicas e homônimas o Prática em conjunto Polifonia Equilíbrio sonoro do naipe Técnicas de interpretação sem regência Visão periférica (leitura e observação dos comandos gestuais simultâneos) o Cultura musical (história, apreciação, conhecimentos e curiosidades) Compositores eruditos e populares Temas sinfônicos e populares Períodos: Renascença, Barroco e Clássico Terceira Turma o Musicalização e percepção Percepção de acordes Reconhecimento rítmico e melódico Intuição rítmica, melódica e harmônica Reconhecimento de escalas maiores e menores Identificação de estilos Criatividade musical Melodias téticas, anacrúsicas e acéfalas Interpretação (Fraseado) Conceito da tonalidade; o Teoria e simbologia musical Unidades de tempo e unidades de compasso Compasso composto Dinâmicas: piu pianissimo e piu fortissimo. Figuras rítmicas (fusa e semifusa) Símbolos de articulação: appogiaturas, trinados. Padrões rítmicos complexos (contratempos, quiálteras) Escala e menor harmônica e melódica o Prática em conjunto Hierarquia da orquestra Naipes da orquestra Dinâmica de palco e apresentações Equilíbrio sonoro da orquestra completa Estilos e interpretação orquestrais Afinação da orquestra o Cultura musical (história, apreciação, conhecimentos e curiosidades) História da orquestra Estilística Períodos: Romântico, Moderno e Contemporâneo Compositores sinfônicos brasileiros 2.2. Cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) Primeira Turma o Técnica instrumental Partes e acessórios do instrumento Posicionamento e orientação das cordas Pizzicato Empunhadura do instrumento Empunhadura do arco Fortalecimento da musculatura do braço Detaché Ponto de contato arco/corda Posicionamento da mão esquerda Forma de mão esquerda tetracorde maior Mudança de corda – posicionamento do cotovelo Ligaduras de mesma corda Escalas de ré e sol maiores o Teoria e simbologia musical Noção básica de acidentes fixos (#/b) Nomenclatura das notas Escala maior o Repertório Pequenas canções folclóricas nacionais e estrangeiras Exercícios melódicos Segunda Turma o Técnica instrumental Divisão de arco Peso e relaxamento do braço Ligaduras com mudança de corda Staccato Martelé Forma de mão esquerda tetracorde menor Independência dos dedos da mão esquerda Escalas de dó e fá maiores, mi menor antiga e ré dórica. o Musicalização e percepção Afinação Identificação auditiva das cordas Reconhecimento da escala maior o Repertório Welsh folk song – All through the night Mozart, W. A. – Little song German folk song – Augustine Haydn, J. - Surprise Symphony-theme Terceira Turma o Técnica instrumental Forma de mão esquerda tetracordes diminuto e aumentado Cordas duplas Arpejos maiores e menores Vibrato Lourré Trêmolo Escalas de si bemol, lá e mi maiores, ré, lá e mi menores. Iniciação aos ornamentos: trinado, mordente e apogiaturas Iniciação à mudança de posição Iniciação aos golpes de arco: staccato volante, soutillé e ricochet o Repertório Sibelius ensemble – Finlandia theme Thanksgiving song – Over the river Round-duet – Row, row, row your boat Beethoven, L. – Tema da Sinfonia nº. 5. Bizet, G. – Farandole Bizet, G. - Habanera 2.3. Musicalização com canto coral Primeira Turma o Técnica Exercícios de alongamento e relaxamento para consciência corporal e facial Exercícios de respiração para controle do diafragma (inspiração nasal e expiração bucal, a fim de manter a musculatura abdominal e intercostal preparadas para o apoio vocal). Exercícios de dicção com fonemas e consoantes (exploração dos Articuladores no registro médio comum a todas as vozes) Exercícios de vocalize com vogais e fonemas em grau conjunto até 10° (partindo de Si 2 até Ré 4) para todas as vozes Exercícios de vocalize em tríades, intercalados com graus conjuntos para percepção de saltos. Postura corporal em pé e sentado Classificação vocal direcionada para aplicação de vocalize e combinação timbrística Tessitura média, concentrada no registro de Dó 3 a Dó 4, com notas de passagem nos extremos Sincronismo na respiração o Teoria e simbologia musical Apresentação da clave de sol e distribuição de pequenos grupos de notas em grau conjunto no pentagrama Avaliação do perfil melódico (ascendente, descendente e relação com o emissão vocal) Ligaduras de frases e sinais de respiração Saúde Vocal o Repertório Gonzaga, Luiz - Asa Branca; Buarque, Chico - Minha Canção Chan, Thelma - Hum! Folclore caribenho - Jennie Mamma Mozart, W.A. - Aleluia Folclore - Mulher Rendeira (arr. Edno Krieger) Canção popular - Baião de Ninar/ Cânone Nordestino (Edno Krieger) França, Patrícia - Floresta Segunda Turma o Técnica Exercícios de alongamento e relaxamento para aproveitamento da seqüência de respiração e aquecimento vocal Familiaridade com o funcionamento da coluna de ar para apoio das notas, resistência nas frases e boa afinação nos uníssonos. Exercícios de vocalizes (aproximadamente Lá 2 a Fá 4), de acordo com divisão de vozes Classificação vocal direcionada para divisão de naipes (voz 1, voz 2) Exploração das cavidades de ressonância através da boa utilização da coluna de ar. Uníssono com afinação homogênea, cânones, melodias a duas vozes com base em contracantos simples em registro médio a agudo para cada naipe Dinâmicas piano, mezzoforte e nuances de diminuendo e crescendo o Teoria e simbologia musical Saúde vocal o Repertório Toquinho - Aquarela Macaro, Sestino - Um cavallo verde; Folclore Israelita Zum Galli Galli Tradicional Hebraica - Zemer Atik Ramil - Estrela, Estrela Folclore alemão - Dona Nobis Pacem; Rodgers, A.; Hammerstein - Pra todas as crianças (Arr. Maria Meron) Terceira Turma o Técnica Exercícios intensificados de alongamento e relaxamento para fortalecimento e resistência do apoio e aquecimento vocal Maior controle da coluna de ar para apoio das notas, resistência nas frases, boa afinação e dinâmica Exercícios de vocalizes variados de acordo com a divisão de vozes (aproximadamente Sol 2 a Lá 4) Maior equilíbrio e aproveitamento dos articuladores e cavidades de ressonância nos extremos da tessitura Divisão de naipes a duas ou mais vozes Melodias a duas ou mais vozes com aproveitamento de todo o registro de cada naipe Domínio das dinâmicas piano, mezzoforte, forte e variações diminuendo e crescendo o Teoria e simbologia musical Solfejo melódico simples (graus conjuntos e saltos consonantes) Leitura em Clave de Sol o Repertório São Paulo, São Paulo Powell, B - Berimbau O Happy Day Lobo, Edu; Capinam - Ponteio Sedícias, Dimas - Banzo Maracatu Canções populares – Ô Sali, Saliçá, A maré encheu, Marinheiro encosta a barca e Marinheiro só. (arr. Maria Meron) Bandel, Tasso (arr.) – Fantasia Brasileira PROJETO PEDAGÓGICO SIMPLIFICADO PRINCÍPIOS TEÓRICO-PRÁTICOS E ORGANIZACIONAIS 1. Introdução 1.1. A Associação Cultural Promoart iniciou suas atividades em 2006. Fundada a partir de uma iniciativa que envolveu diversos agentes culturais e educadores com ampla experiência e intensivo trabalho no segmento sociocultural no Estado de São Paulo, sua proposta tem sido levantar questões ligadas ao acesso, democratização e profissionalização deste segmento, repensadas sempre com o intuito primordial de se aperfeiçoar o resultado do esforço de todas as instâncias envolvidas A estrutura curricular de cada projeto será então formatada salientando os pontos em que os resultados são satisfatórios e aperfeiçoando aqueles nos quais encontramos algumas deficiências ou, pelo menos, traçaremos estratégias para seu aperfeiçoamento caso não haja possibilidade imediata. Para se adequar “necessidades às realidades” serão objetivadas as características estruturais do projeto adotando sempre o critério de aproveitamento máximo do potencial estrutural já adquirido e posteriormente se necessário implantando estruturas adicionais 2. Fundamentos educativo-artísticos 2.1. Aspectos 2.1.1. Sociais A Associação Cultural Promoart pretende proporcionar uma transformação social na medida em que procura complementar a formação do ser humano, para que se formem cidadãos mais plenos, conscientes de seus deveres e direitos, colaborativos, participativos e comunicativos. Procura proporcionar, também, um espaço de aprendizado não somente das artes, mas de habilidades sociais de convivência e participação, valorizando o bom desempenho de cada indivíduo dentro do grupo e fazendo-o notar o seu valor, sua importância e sua função dentro deste. Acreditamos que somente o bom desempenho individual não é suficiente para criar um bom conjunto. Disso dependem a capacidade de liderança, adaptação, obediência, aceitação, superação, entre outras. 2.1.2. Artísticos Espera-se que os indivíduos beneficiados pela Associação Cultural Promoart aprendam as linguagens da musica, teatro, dança e demais áreas artísticas de sua preferência e que possa vir a se apresentar em público e/ou apresentar seus trabalhos na medida de suas possibilidades. Sendo este o principal interesse dos indivíduos que participam de suas atividades, e o nosso principal meio para a realização da transformação social, é indispensável que seja atingida a excelência seja ela manifestada pela técnica, pela riqueza interpretativa do aluno, pela diversidade dos gêneros e estilos desenvolvidos ou pela produção e divulgação desse trabalho diante da comunidade. 2.1.3. Pedagógicos A Associação Cultural Promoart espera que a formação que fornece aos indivíduos complemente sua formação educacional, já que o acesso à prática artística favorece o desenvolvimento intelectual, a atenção, a sensibilidade estética, além de aumentar o repertório cultural do aluno. A organização acredita para a arte, assim como Koellreuter diz para a música, em um “tipo de educação musical não orientado para a profissionalização de musicistas, mas aceitando a educação musical como meio que tem a função de desenvolver a personalidade do jovem como um todo, de despertar e desenvolver faculdades indispensáveis ao profissional de qualquer área de atividade, ou seja, a subordinação dos interesses pessoais aos do grupo, as faculdades de discernimento, análise e síntese, desembaraço e autoconfiança, a redução do medo e da inibição causados por preconceitos, o desenvolvimento da criatividade, senso crítico, do senso de responsabilidade, da sensibilidade de valores qualitativos e da memória, principalmente, o desenvolvimento do processo de conscientização do todo, base essencial do raciocínio e da reflexão”(KOELLREUTTER, 1977). 2.2. Turmas A estruturação em turma de acordo com o grau de aproximação do conteúdo e de tempo de prática do curso escolhido é fundamental em todos as suas atividades. Em geral, cada curso é dividido em três turmas, como podemos observar a seguir 2.2.1. Turma A Turma na qual o aluno ingressa no curso. Os grupos são constituídos de forma bastante heterogênea, tanto quanto à faixa etária quanto aos conhecimentos prévios. Essa característica pretende enriquecer as possibilidades de aprendizado, dando possibilidades de interação entre os estudantes. 2.2.2. Turma B A segunda turma é formada por alunos que já tiveram a iniciação na primeira turma e que foram escolhidos pelos instrutores para complementar seu aprendizado na segunda turma. Esta turma estuda mais detidamente e com mais profundidade o seu curso assim como a teoria necessária para apoiar o conteúdo programado. 2.2.3. Turma C No mesmo molde da segunda turma, as vagas são preenchidas por alunos que já passaram pelas duas turmas anteriores. Os critérios de seleção para o preenchimento das vagas abertas na terceira turma permanecem os mesmos, cabendo ao instrutor o papel de avaliar e convidar o aluno a avançar para a próxima turma. Os estudos passam a ser mais aprofundado tendo como maior ferramenta didática a participação ativa em um grupo que desenvolva seus trabalhos para o seu público-alvo. 2.2.4. Prática pré-profissional A prática pré-profissional é formada pelos alunos que estão na turma C. Faz apresentações, exposições e demais práticas regulares, o que exige dos seus participantes uma dedicação e um aprendizado diferentes dos que já tiveram até então. Para isso existem simulações e participações em eventos públicos. As práticas facilitam o entrosamento da equipe, a percepção das diferentes dificuldades e necessidades de aperfeiçoamento, a concentração e o trabalho em grupo. 2.3. .Procedimentos pedagógicos 2.3.1. Aulas coletivas As aulas desenvolvidas são realizadas em grupos. O número de alunos em cada sala depende do curso lecionado, tendo em vista o número de instrumentos e / ou equipamentos por curso. Acreditamos que o aprendizado organizado em grupo pode estimular o aluno tanto na parte cognitiva quanto psicológica. A cognição é mais desafiada à medida que o aluno está exposto à interação com os demais colegas, observando-os, imitando-os, ajudando-os e trocando experiências. As turmas, que sempre se caracterizam por sua heterogeneidade, configuram um ambiente de constantes mudanças que privilegiam este tipo de situação. 2.3.2. Aulas Individuais ou em dupla Esta modalidade beneficia os alunos já completaram as apostilas de estudos (iniciante, intermediário e avançado) ou passaram por teste de aptidão que demonstrou estar qualificado a uma atividade superior às oferecidas nas aulas coletiva. Embora as atividades sejam predominantemente coletivas, alguns alunos são encaminhados para um estudo personalizado e/ou complementar que atenda a sua necessidade de desenvolvimento. 2.3.2.1. Imitação Usada num primeiro momento, a imitação é forma mais imediata de fazer com que o aluno consiga produzir algum resultado artístico. A observação atenta leva a uma reprodução dos movimentos com intenção de produzir exatamente o mesmo efeito observado. Se empregado de forma inteligente, a imitação pode: Diminuir no aluno o medo do contato com a ação; Possibilitar ao instrutor uma análise mais precisa sobre o perfil técnico do aluno; Aumentar a satisfação do aluno com as aulas; Proporcionar um importante ponto de partida para uma vivência prática dentro da turma. Oferecer conteúdos para os alunos acelerando o desenvolvimento das habilidades perceptivas que, de outra forma, exigiria recursos técnicos escassos para a realidade do projeto, tais como aparelhos de reprodução de áudio e vídeo, etc. Note-se, porém, que não se trata de criar uma dependência dos alunos com relação aos instrutores. Dessa forma, corre-se o risco de se ter uma turma de alunos “adestrada” que só consegue atuar mediante a imitação, não desenvolvendo autonomia de estudo e linguagem se a estratégia didática da imitação for usada de forma inadequada. Trata-se de uma estratégia pedagógica de primeira aproximação a um conteúdo novo, sendo que o professor deve estimular a autonomia e a apropriação da linguagem desenvolvida. 2.3.2.2. Dedução Após uma série de exercícios realizados por imitação os alunos se tornam mais preparados para treinar sua capacidade de dedução. Nestas atividades coloca-se à prova o raciocínio do aluno, sua adaptação ao código técnico e sua intuição, tanto física quanto mental. A dedução obriga o aluno a criar hipóteses de resolução dos problemas que lhe são colocados. 2.3.2.3. Explanação Durante a explanação coloca novos conceitos em contato com os alunos, enriquecendo seu repertório teórico. É um recurso também utilizado para reafirmar e confirmar conceitos aos quais os alunos já acederam através da dedução. Esta atividade exige do aprendiz capacidades de abstração, concentração e raciocínio, além de ativar faculdades mentais como a memória e a imaginação. 2.3.2.4. Criação e Improvisação Uma estratégia muito válida para se desenvolver os elementos técnicos dos alunos é a criação coletiva e momentos que se estimula a improvisação. Muitas vezes o aprendiz empiricamente demonstra determinada capacidade mesmo que não tenha sido adquirida formalmente. Esse processo não só possibilita maior enriquecimento educacional em menos tempo como também se torna uma excelente ferramenta para se estimular a criatividade e a capacidade de comunicação, uma vez que, ao criar o seu próprio improviso, o aluno exercita a linguagem seja ela verbal ou não verbal. 2.3.2.5. Unindo as abordagens Nesta proposta usamos as abordagens anteriores de forma bastante homogênea preferindo introduzir um assunto novo sempre com a imitação produzindo material prático para logo em seguida exercitarmos a dedução dos alunos. Este material prático pode ser amplamente enriquecido com exercícios de criação e improvisação. Finalmente, todo o conhecimento é elaborado e reafirmado através de uma explanação clara dos conceitos. Essa aplicação é feita de forma cíclica, sendo retomada a cada novo conceito, independente do nível da turma. Dessa forma, são constantemente exercitadas as capacidades perceptivas, intuitivas e cognitivas dos jovens. 2.3.3. Atividade predominantemente prática. A participação em eventos representa para o projeto não só um dos maiores indicadores da qualidade do trabalho técnico desenvolvido com os alunos, mas também o foco principal para se direcionar o trabalho social. Em vista disso, parece-nos muito claro que a atividade no ambiente de aprendizagem se estruture como tal, ou seja, como ação prática constante. Não seria conveniente que a postura do aluno diante do aprendizado permanecesse passiva, assim como se observam em aulas de caráter mais teórico, logo, o contato com a teoria aparece de forma aplicada ao conteúdo técnico que é absorvido pelo aluno no seu momento apropriado. Sendo sujeito ativo de sua própria aprendizagem, o aluno mobiliza esquemas de conhecimento, construindo novas formas de entender o mundo através de experiências práticas, mas também subsidiadas pela teoria, que dessa forma, serve como ferramenta para o entendimento prático das diversas situações de aprendizagem. 2.3.4. Constante remanejamento As turmas mais avançadas devem sempre ter seu número máximo de alunos, visto que em caso de desistência, abre-se uma vaga que deve ser preenchida por um aluno da turma imediatamente anterior. Esse remanejamento pode ocorrer a qualquer momento, mediante análise periódica da equipe técnica que aplicará, entre outros, critérios como aplicação e assiduidade em sala de aula. 2.3.5. Eventos Os eventos envolvem e motivam os alunos, que vêem um resultado concreto de seus estudos e alimentam o interesse pelo aprimoramento técnico individual e do grupo. Desse modo, a dedicação, o espírito de equipe, a subordinação dos interesses próprios aos interesses do grupo, a um grande aprendizado de ordem humana e comunitária. Além disso, as apresentações são um momento rico de aprendizado psicológico de concentração e disciplina em momentos de pressão, já que a ansiedade e/ou o nervosismo costumam ser a tônica em momentos como esse. 3. Missão, meta, objetivos específicos 3.1. Missão: Propiciar atividades de transformação social através das artes a todos os públicos (inclusive pessoas com deficiência), respeitando-se a faixa etária de atendimento estabelecida para cada núcleo de atendimento. Contribuir para que tenhamos indivíduos com mais perspectivas de futuro e que, pela educação e cultura, desenvolvam cotidianamente diversas capacidades necessárias a um cidadão responsável. A Associação Cultural Promoart acredita que para o desenvolvimento e equilíbrio da sociedade é necessário que seus membros sejam conscientes de seu papel e de sua importância dentro dos grupos sociais do qual fazem parte. Acredita da mesma forma, que a educação e a prática artística têm a capacidade submeter os aprendizes a situações análogas à vida em comunidade, oportunizando o aprendizado de tais qualidades. 3.2. Metas 3.2.1. Satisfação Espera-se que o trabalho gere resultados satisfatórios perseguindo constantemente os interesses e as necessidades dos indivíduos e atendendo as expectativas dos profissionais e parceiros envolvidos (agentes educacionais, autoridades, etc.) e da comunidade que o recebe (alunos, responsáveis, comunidade, público nas apresentações, sociedade civil, etc.). 3.2.2. Vagas Atendimento a um número satisfatório de alunos. É muito importante que todas as vagas existentes estejam preenchidas, uma vez que este se torna um dos maiores indicadores da qualidade do projeto. A perspectiva do aumento das vagas dependerá da demanda e da capacidade do projeto de crescer mantendo-se a mesma qualidade de atendimento. Damos uma importância significativa a esse ponto, pois, sendo os indivíduos o foco principal do projeto, na ausência deles o projeto perderia seu propósito. 3.2.3. Participação em eventos Estas participações também são um forte indicador da qualidade educacional, trazendo satisfação ao público e principalmente ao aluno, que se depara com um resultado concreto do seu empenho no estudo. São parte importante do aprendizado, que vivenciará situações similares em sua trajetória de vida, e de outros profissionais que, da mesma forma, freqüentemente se vêem frente a situações de exposição semelhantes às vividas nos eventos. É necessário, portanto, criar nos alunos certa familiaridade com situações desse tipo. 3.2.4. Constante aprimoramento técnico Todo indivíduo deve ser atendido da melhor forma possível, independentemente de sua raça, credo, classe social, condição física ou qualquer outra característica que possa discriminá-lo de outras pessoas. Para tanto, aprimora-se a bagagem de conhecimento pedagógico por parte dos agentes educadores e oferece-se a estrutura física necessária para um atendimento satisfatório. 3.2.5. Parcerias com outras entidades Através de um trabalho sociocultural, estabelecer parcerias com outras instituições, a fim de oferecer os subsídios necessários para que os alunos moradores de áreas de vulnerabilidade social obtenham orientação e assistência quanto aos casos que mais atingem esta camada da sociedade, como o acesso a educação, orientação sexual, higiene corporal, educação sócio ambiental, entre outros. Tais parcerias ainda favorecem a multiplicação dos conceitos aplicados por esta instituição, expansão geográfica da proposta e intercâmbio profissional. 3.3. Objetivos específicos 3.3.1. Formação de grupos artísticos Espera-se que o aluno, participando de grupos artísticos e de ações culturais possa crescer pessoalmente, ajudando a realizar a transformação social a que a organização se destina. São resultantes desse crescimento pessoal: • Fortalecimento das noções de cidadania e trabalho em equipe; • Maior perspectiva de futuro, tendo a ação cultural como uma possibilidade profissional; • Preparação para o trabalho profissional, criando as noções de participação e responsabilidade. • Aprimoramento do senso estético; • Satisfação própria e com o trabalho da organização; 3.3.2. Aperfeiçoamento da habilidade intelectual, desenvolvendo maior facilidade ao estudo. Juntamente com o aprendizado artístico, está o aprendizado sobre o próprio estudo, que alguns autores denominam de “aprender a aprender”. Sem dúvida, as artes desenvolvem diversas habilidades cognitivas, ativando funções do cérebro que podem servir para outros tipos de estudo. Além disso, o estudo das artes exige não somente o trabalho intelectual, mas também uma postura de aprendizado diferenciada, atenta e persistente. 4. Avaliação 4.1. Concepções, critérios e procedimentos da avaliação do público beneficiado. A organização utiliza avaliações constantes, sendo contínua e atendendo a critérios não somente técnico, como também compromisso com o projeto, assiduidade, trabalho em grupo, capacidade de adaptação, senso de responsabilidade. Conhecendo esses elementos o instrutor é capaz de decidir que aluno deve avançar para uma nova turma, sempre considerando se esse remanejamento será bom para o crescimento e maturidade do aluno, já que o novo grupo exigir&am
CURSOS/OFICINASA instituição responsável pelo Projeto “Núcleo de Aperfeiçoamento Musical” já possui experiência no atendimento a pessoas com deficiência em suas atividades formativas, assegurando o cumprimento da legislação vigente e mantendo atuação contínua em iniciativas e articulações voltadas aos direitos das PcDs.1. Acessibilidade FísicaOs espaços destinados às aulas e oficinas possuem condições adequadas de circulação, rampas de acesso e áreas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida. A instituição dispõe, adicionalmente, de equipamentos auxiliares para apoio ao deslocamento de usuários de cadeiras de rodas em áreas com desníveis. Essas adequações estruturais são de responsabilidade institucional e não geram custos ao projeto.2. Acessibilidade Pedagógica e ComunicacionalO projeto observará rigorosamente os princípios constitucionais da acessibilidade cultural e da igualdade de fruição, conforme o art. 215 da Constituição Federal, Lei nº 13.146/2015 (LBI), Decreto nº 10.098/2000, Decreto nº 10.755/2021 e Lei nº 8.313/1991.As aulas, oficinas e atividades formativas serão estruturadas para garantir participação plena de pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual, mobilidade reduzida ou transtornos do neurodesenvolvimento, mediante:• intérprete de Libras conforme demanda;• materiais em braile e/ou formatos ampliados;• instruções táteis ou simplificadas;• mediações pedagógicas individualizadas;• adequações metodológicas, comunicacionais e instrumentais necessárias.A equipe técnica é composta por instrutores e monitores capacitados para atendimento inclusivo.3. Acessibilidade nas Apresentações PúblicasOs concertos didáticos e apresentações oficiais adotarão medidas de acessibilidade física, sensorial e comunicacional, incluindo:• áreas reservadas para cadeirantes;• assentos adaptados para pessoas obesas;• rampas e sinalização acessível;• equipe treinada para recepção e orientação de PcDs;• audiodescrição inicial;• comunicação em Libras com informações sobre repertório, instrumentação, formação dos grupos e disposição cênica.4. Parcerias e Ações InstitucionaisO projeto manterá articulações com organizações públicas e da sociedade civil voltadas aos direitos das pessoas com deficiência, buscando ampliar o alcance das ações e assegurar fruição cultural plena. Tais medidas estão alinhadas às diretrizes de democratização do acesso e às normas federais de eliminação de barreiras discriminatórias.
(DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO)Alinhada à IN 01/2022) o projeto “Núcleo de Aperfeiçoamento Musical” assegura ampla democratização do acesso às suas atividades culturais, em conformidade com o Art. 24 da Instrução Normativa nº 01/2022, garantindo a gratuidade integral das aulas, oficinas, ensaios, concertos didáticos e apresentações oficiais.Distribuição gratuita de produtos culturais (Art. 24, inciso I)O projeto realizará a distribuição gratuita de 20% dos ingressos resultantes das apresentações oficiais a escolas públicas, equipamentos culturais de acesso livre, organizações comunitárias e públicos que historicamente possuem menor acesso à produção cultural.(I.N. 01/2022, Art. 24, incisos I). I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados.Distribuição prevista para 1.000 ingressos:• 200 ingressos – divulgação institucional e ações comunitárias;• 100 ingressos – cotas obrigatórias de contrapartida para patrocinadores;• 700 ingressos – distribuição gratuita à população, com prioridade a estudantes da rede pública, idosos e famílias de baixa renda.As atividades formativas (aulas e oficinas) serão gratuitas, com oferta de instrumentos e materiais de estudo, garantindo participação independente da condição socioeconômica do aluno.2. Difusão pública dos resultados (Art. 24, incisos II e III)Os registros audiovisuais das oficinas, processos formativos, ensaios abertos e apresentações públicas serão disponibilizados integralmente ao público em plataformas digitais gratuitas, tais como:• site institucional;• YouTube;• Facebook;• demais mídias abertas.I.N. 01/2022, Art. 24, incisos II e III). II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição;III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas;O projeto também autorizará a captação e divulgação das imagens de suas atividades por redes públicas de televisão e mídias gratuitas, ampliando seu alcance cultural.A divulgação das apresentações será intensificada em:• escolas públicas da região,• centros comunitários,• associação de moradores,• equipamentos públicos com grande fluxo populacional.A iniciativa busca atender um público diversificado, formado majoritariamente por moradores de áreas em situação de vulnerabilidade social, com foco especial em crianças, jovens e adultos que não dispõem de recursos para acesso contínuo a atividades culturais estruturadas.O projeto pretende alcançar até 1.000 pessoas como espectadores das atividades ao longo de sua execução, considerando:• participantes das atividades formativas,• público das apresentações oficiais e concertos didáticos,• visitantes das ações de difusão digital.Essa estratégia reforça o compromisso do projeto com a ampliação da fruição cultural, a formação de público e a democratização efetiva do acesso à música e às artes.
Equipe do Projeto: Estrutura e ResponsabilidadesA execução do projeto é totalmente supervisionada e dirigida diretamente pela Associação Cultural Promoart, através de seu corpo técnico discriminado a seguir, devidamente remunerado através da rubricas constantes na planilha orçamentária do projeto:ATRIBUIÇÕESDIRETOR GERAL:Funções:* Supervisionar todas as áreas do projeto (pedagógica, artística, administrativa, financeira, comunicação).* Representar o projeto junto a órgãos públicos, patrocinadores e parceiros estratégicos.* Liderar a equipe de coordenação, promovendo a sinergia e o bom desempenho.* Distribuir tarefas e monitorar resultados.* Relacionamento institucuinal, captação de recursos e imagem pública do projeto.Alailton Assumpção: maestro, diretor musical e arranjador com mais de 35 anos de experiência consolidada na gestão de projetos culturais e na área musical. Sua formação acadêmica, que inclui especialização em Educação Musical e bacharelados em Saxofone e em Composição e Regência, fundamenta uma carreira que equilibra com maestria a excelência artística, a liderança de equipes multidisciplinares e uma robusta capacidade de gestão administrativa e orçamentária. Sua trajetória profissional inclui posições de grande destaque, como maestro e diretor musical no SBT, onde foi responsável pela direção artística, arregimentação de músicos e gestão financeira de programas de alta audiência, como os de Hebe Camargo e Silvio Santos. No campo da educação e inclusão sociocultural, sua atuação foi igualmente impactante. No Projeto Guri, ocupou cargos de professor, supervisor, técnico musical e subgerente, gerenciando 56 unidades e coordenando uma equipe de aproximadamente 250 profissionais. Liderou a implantação e coordenação de importantes projetos de educação musical em equipamentos públicos, como o Liceu de Artes em Taboão da Serra, a Banda Jazz Sinfônica de Diadema e diversos CEUs, sempre com foco em planejamento estratégico, direção artística e controle orçamentário. Como gestor, destacou-se na coordenação geral do CEU José Saramago, onde implementou projetos culturais e educativos que atenderam mais de 2.400 alunos, estruturando um programa de apoio ao rendimento escolar que concilia impacto social e eficiência na gestão de recursos. Em 2024, assumiu a Direção Executiva da Associação Cultural PROMOART, liderando a gestão de equipamentos culturais e projetos de grande porte, reafirmando sua competência em conceber, financiar e operacionalizar iniciativas complexas. Sua carreira artística como instrumentista e arranjador é igualmente notável, com participações em grupos de referência e colaborações com grandes nomes da música. Com domínio de metodologias de ensino coletivo e ferramentas tecnológicas de gestão, Alailton reúne um perfil técnico, artístico e gerencial completo, que o qualifica plenamente para liderar a execução de projetos culturais com alto padrão de qualidade e impacto social.COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA:Funções:* Elaboração e supervisão de conteúdo programático alinhado às metodologias de ensino musical;* Acompanha o desenvolvimento técnico e artístico dos participantes (alunos);* Coordena a escolha e construção do repertório musical;* Planeja ensaios gerais, cronogramas e métodos de estudo;* Preparação para as apresentações públicas e Ensaios Abertos;* Supervisionar a áreas pedagógica do projeto mantendo relacionamento com a equipe e transmitindo as diretrizes tomadas pela Direção.Glaucia Pina de Carvalho: graduada em Música com especialização em Composição e Regência pela UNESP e possui uma carreira de mais de duas décadas dedicada à gestão de projetos que integram arte-educação e cultura digital. Sua busca constante por formação continuada a mantém na vanguarda das abordagens pedagógicas e culturais. Atuou, como Coordenadora Educacional do Bloco Esportivo e Cultural CEU José Saramago, unindo direção criativa e produção executiva, orquestrando o ciclo completo de espetáculos e eventos, desde a concepção até a gestão de recursos, em projetos que dialogam entre o tradicional e o digital, como "Os Saltimbancos" e o "Perifa Fashion Day". Sua capacidade de gestão em projetos de alto impacto foi consolidada durante onze anos na Associação Amigos do Projeto Guri, onde implantou mais de 40 núcleos de ensino musical, implementou processos de Gestão da Qualidade (ISO 9001) e elaborou planejamentos orçamentários anuais, garantindo a excelência e a sustentabilidade das ações. Sua experiência no terceiro setor inclui também a participação como sócio-fundadora e conselheira da Organização Social Promoart. Na Escola Villare, foi peça-chave no desenvolvimento de projetos de arte integrada, alinhando a prática musical ao currículo formal com foco na cultura brasileira. Como artista, atuou como regente e concertista. Glaucia consolida um perfil profissional que integra as áreas técnica, educacional e de gestão, capacitando-a para liderar projetos culturais complexos, desde o planejamento estratégico e orçamentário até a execução e prestação de contas, com competência para realizar experiências culturais híbridas e inovadoras.COORDENADOR DE PROJETOS:Responsável por planejar, organizar, executar e acompanhar todas as etapas do projeto, garantindo que o cronograma, o orçamento e as metas sejam cumpridosFunções:* Coordenar os processos de aquisição de bens e serviços, garantindo a transparência e as cotações necessárias.• Elaborar e acompanhar o plano de trabalho e o cronograma.• Gerenciar equipes, fornecedores e prestadores de serviço.• Controlar orçamento, contratos, documentos, despesas, pagamentos, recebimentos e relatórios.• Garantir que todas as ações estejam alinhadas aos objetivos do projeto.• Supervisionar a execução das atividades e resolver demandas operacionais.• Elaborar relatórios técnicos, financeiros acompanhamento e prestação de contas.Edson Picinin: formação em Licenciatura em Matemática e técnico em Contabilidade, complementada por especializações em Avaliação Econômica de Projetos Sociais e Administração de Pessoal. Sua carreira é marcada por uma vasta experiência em gestão administrativa, financeira e pedagógica, com destaque para sua atuação em projetos socioculturais. Desde 2012, integra a Associação Cultural Promoart, onde desempenhou funções de coordenador técnico, administrativo/financeiro e pedagógico em diversos projetos financiados por leis de incentivo, como Lei Rouanet e ProAC ICMS, incluindo iniciativas de grande relevância como Projeto Harmonia, Orquestra Jovem e Projeto Veredas, com forte atuação em Araraquara e Barueri. Sua trajetória inclui também a gestão administrativa e financeira na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, onde foi responsável pelo controle de notas de empenho, liquidação e ordens bancárias, demonstrando profundo conhecimento dos processos da administração pública. Antes de se dedicar integralmente à área cultural, construiu uma carreira de mais de 15 anos no Banco Bradesco S/A, atuando em supervisão de caixas e atividades contábeis, o que lhe conferiu uma expertise fundamental em organização financeira e administrativa. Essa bagagem é hoje aplicada com excelência na execução, controle e acompanhamento de projetos culturais, garantindo rigor e transparência na gestão de recursos. Sua experiência abrange ainda a participação em cooperativas de educação e cultura e uma longa colaboração em projetos de iniciação musical, como o Projeto Guri, consolidando um perfil profissional que une a precisão da gestão financeira com a sensibilidade da gestão de projetos de impacto social.COORDENADOR DE OFICINAS:Responsável por organizar, supervisionar e garantir o bom funcionamento de todas as atividades formativas do projeto. Funções:• Planejar e estruturar a grade de oficinas, horários e conteúdos.• Acompanhar o trabalho dos instrutores, orientando metodologias e padrões de qualidade.• Controlar frequência dos alunos, desenvolvimento das turmas e cumprimento das metas.• Garantir que os materiais, instrumentos e recursos estejam disponíveis para cada oficina.• Resolver demandas operacionais das aulas e apoiar instrutores no dia a dia.• Monitorar o progresso pedagógico e sugerir ajustes quando necessário.• Registrar atividades e fornecer informações para relatórios técnicos do projeto.• Articular integração entre oficinas, ensaios e ações formativas.Rodolfo Erik de Araújo: professor, regente e coordenador pedagógico com atuação consolidada em projetos socioculturais. Sua formação em música é enriquecida pelos estudos em Psicologia, que aprofundam sua compreensão sobre desenvolvimento humano e processos de aprendizagem, fortalecendo sua prática pedagógica. Profissionalmente, sua trajetória foi construída principalmente no CEU das Artes Camila da Silva Rossafa, onde atua desde 2016. Iniciou como educador de música, evoluindo para professor-regente e coordenador pedagógico, onde conduziu a Orquestra Acadêmica e ofereceu suporte à equipe de educadores, colaborando em decisões acadêmicas e administrativas, incluindo o controle financeiro. Atualmente, como coordenador do Núcleo de Música, lidera a equipe, gere a rotina interna, orienta pedagogicamente os educadores e organiza eventos, respondendo pela gestão completa do núcleo. Sua experiência em gestão cultural é ampliada pela fundação e direção musical da OROS – Orquestra Regional de Osasco, onde foi responsável por ensaios, repertório, recrutamento de músicos e gestão financeira. Além disso, sua vivência artística é complementada pelo trabalho como pianista correpetidor da artista Mariah Nala e como preparador vocal e diretor musical em grandes produções de teatro musical, como “A Noviça Rebelde” e “O Rei Leão”. Esse conjunto de experiências confere a Rodolfo um domínio abrangente tanto da prática musical quanto da gestão pedagógica e artística, com uma compreensão refinada das demandas educacionais e criativas em projetos de formação e difusão cultural.COORDENADOR ARTÍSTICO:Funções:* Define, junto à direção, as diretrizes artísticas do projeto (estética, repertório, estilo, objetivos).* Supervisiona a qualidade artística das apresentações públicas, garantindo coerência estética e unidade do projeto.* Define, em conjunto com a produção, a necessidade de equipamentos, instrumentos, cenários, iluminação e figurinos.* Faz a mediação entre visão artística e viabilidade técnica/financeira, ajustando escolhas ao planejamento.* Acompanha ensaios, oficinas, processos criativos e momentos de avaliação dos alunos ou artistas.* Garante que o resultado final reflita o conceito e a identidade artística propostos.* Planejar e executar a produção dos eventos (Apresentações Musicais e Ensaios Abertos).* Gerenciar a contratação e coordenação de fornecedores (palco, som, luz, segurança, limpeza, alimentação).* Cuidar da logística de montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos.Waldney Bitencourt: músico, educador e produtor musical com mais de três décadas de atuação nos cenários nacional e internacional. Sua formação, com pós-graduação em Arranjo e em Docência no Ensino Superior, oferece uma base acadêmica robusta para sua prática artística e pedagógica. Como guitarrista, seu álbum de estreia, "Simplesmente Alma", e premiações relevantes atestam sua excelência artística, reforçada pelo reconhecimento de marcas internacionais como Ibanez e Laney. Paralelamente à carreira de performer, Dney construiu uma trajetória sólida na educação musical, com foco em ensino coletivo e desenvolvimento de metodologias para contextos socioculturais diversos. Sua experiência é particularmente destacada na coordenação e implementação de projetos em equipamentos públicos, especialmente nos CEUs. Nos CEUs Bonança, José Saramago e, notavelmente, no CEU 1º de Maio, onde também exerceu a função de Diretor Geral, ele foi fundamental na concepção e gestão de programas de educação musical. Nesses espaços, articulou a formação de orquestras e bandas com objetivos de inclusão social e desenvolvimento de habilidades socioemocionais, desenhando e implementando metodologias que integram prática instrumental, arranjo e trabalho em grupo, adaptadas a diferentes públicos. Sua capacidade de articular excelência artística, visão pedagógica e gestão de iniciativas de grande impacto é evidente em sua carreira. Dney reúne um perfil que integra formação consistente, trajetória artística reconhecida e vasta experiência na coordenação e desenvolvimento de metodologias em equipamentos como os CEUs, qualificando-o para liderar projetos que demandam rigor artístico, consistência pedagógica e um profundo compromisso com o desenvolvimento sociocultural de comunidades.
Redução aprovada e publicada no Diário Oficial da União.