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Este projeto propõe a itinerância da exposição imersiva Auto _ Acusação da multi artista Bárbara Paz por galerias, museus e espaços culturais nas cidades propostas: Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.Além da exposição propomos a realização de uma performance com a artista na abertura da exposição em cada cidade.Os trabalhos que serão expostos não buscam certificar argumentos, ou mesmo validar e defender uma produção. Eles servem para nos colocar em reflexão, nos fazer sentir e atribuir sentido, estreitar caminhos e permear espaços, criar relações de pertencimento com as narrativas criadas por Bárbara. Serão semeadas letra por letra, que ofereçam destinos para que possamos compreender e percorrer as características da poética confrontada por Bárbara, enquanto artista e mulher. Confrontações que se dão tanto pela presença complexa de seu corpo _ carregado por marcas emocionais e acidentais _ quanto por elementos que emergem da natureza própria de seu trabalho, seja na performance, fotografia ou vídeo.
Este projeto propõe a itinerância da exposição imersiva Auto – Acusação da multi artista Bárbara Paz pelas cidades propostas: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Além da exposição propomos a realização de uma performance com a artista na abertura da exposição em cada cidade. Usamos aqui parte de um texto do Nino Cais, artista plástico mentor da artista, para brevemente descrever a exposição: Os trabalhos que serão expostos não buscam certificar argumentos, ou mesmo validar e defender uma produção. Eles servem para nos colocar em reflexão, nos fazer sentir e atribuir sentido, estreitar caminhos e permear espaços, criar relações de pertencimento com as narrativas criadas por Bárbara. Serão semeadas letra por letra, que ofereçam destinos para que possamos compreender e percorrer as características da poética confrontada por Bárbara, enquanto artista e mulher. Confrontações que se dão tanto pela presença complexa de seu corpo – carregado por marcas emocionais e acidentais – quanto por elementos que emergem da natureza própria de seu trabalho, seja na performance, fotografia ou vídeo.
Objetivos Gerais: Ampliar e difundir no país o movimento em torno das Artes Visuais; Contribuir para o enriquecimento artístico de todas as pessoas envolvidas com o projeto seja presencialmente ou através do compartilhamento dos conteúdos audiovisuais gerados pelo projeto; , a Valorização das Artes Visuais no Brasil. Estimular as discussões acerca do fazer artístico para a mulher; Dar continuidade à pesquisa nesta área; Um campo contemporâneo, de inovações cênicas e enormemente estudado e difundido por artistas, psicólogos e educadores. Difundir esse projeto tem um compromisso direto com a difusão de uma linguagem nova e multidisciplinar; Objetivos específicos: Executar a itinerância da exposição nas cidades propostas; Oferecer a oficina de criação audiovisual; Proporcionar vivências com a Comunidade, (dizer em que cidades um de troca de experiências que será elaborado especificamente a partir das experiências e necessidades vivenciadas em cada local.); Produzir mini documentários de 5 min cada (um produzido em cada cidade), sendo 2 (dois) deles com as duas artistas visuais mulheres para o projeto e dois deles com as artistas envolvidas de conteúdo relacionado ao audiovisual; Compartilhar vídeos "stories" de Instagram e "posts" de fotografias ampliando a divulgação e repercussão do projeto.
Acreditamos que conseguiremos despertar sentimentos de pertencimento e incitar questionamentos com este projeto e isso o torna culturalmente relevante para a sociedade. Busco descrever a justificativa deste projeto através deste texto que ensaia transpassar a escrita formal, dando voz às aproximações entre os terrenos que a vida cava e nos coloca, tal como uma goteira no telhado a desenhar linhas. Bárbara, aqui, também se reconstrói e se acusa, permeia e escava possíveis lugares de uma descoberta que é atravessada pela vida. A artista investiga em sua própria teia as possíveis poéticas fantásticas que seu corpo entrega; dando vida à sua própria mitologia, figuras femininas que decorrem pelas perdas e pela dor, mitos que traçam sua história, que contam com signos e elementos simbólicos como o cabelo, a agulha, o vidro e suas cicatrizes marcadas como rastros na pele. Paz nos coloca diante de imagens que se debruçam sobre nós como um véu. Ali onde está o corpo da artista também está o da mulher. Estamos de frente para ela; ela não nos vê; nós a vemos como uma Vênus nua, que lhe falta partes que dão forma a uma escultura; uma forte luz estourada revela o corpo por silhuetas de sombras; sua poética nos impõe dilemas que atravessam nossas próprias narrativas, talhadas pelas vivências do tempo que nos foi emprestado. O que vemos aqui já não diz respeito a linguagens ou técnicas específicas _ do cinema ou artes visuais _, mas sim ao ato de decifrar o que nos cabe e nos veste. Bárbara se apresenta e se expõe como marca-d'água no papel em branco. Suas marcas se expandem para nos revelar que do mais fundo poço profundo que surgem às águas cristalinas, e é nesse ir e vir dos caminhos que ergue-se o monumento em pele viva. Acreditamos que a maior relevância e pertinência é o bem artístico-cultural que é oferecido à população e para exemplificar estes conceitos usamos aqui o texto Cassiana Der Haroutiounian: Bárbara e seu coletivo de indivíduos, rasgado, escancarado, do avesso. Quais as fronteiras demarcadas por cada indivíduo em seu ser-estar no mundo? Que acontecimentos nos atravessam, nos marcam, nos fazem sangrar até que essas fronteiras se desmanchem e tudo se torne um único território? Seu corpo, seu rosto e cada pedaço de seu ser mais absoluto como um território político: tudo acontece e é comunicado. Um corpo que imprime no fora o rasgar constante. Um corpo que imprime no dentro o rasgar profundo. É preciso desarmar os fragmentos de mundos entre si e em si mesmos para que a ebulição aconteça e permita esse diálogo entre corpo, terra e alma. É preciso chegar perto, olhar minunciosamente os poros e costurar com linhas invisíveis. É preciso cicatrizar _ ou não. Uma escolha sobreposta por outra em uma pluralidade potente e dilacerante. Algumas fecham por completo, outras insistem em abrir vez ou outra, nos lembrando ainda mais que existem. Uma ferida escancarada com uma casquinha que nunca sai. Têm as cicatrizes que rasgam, que expõem pedaços obscuros do que foi. Atravessam as múltiplas camadas de pele e nos deixam em carne-viva. Mesmo em forma de cicatriz continuam jorrando história. Continuam escancarando um passado. Uma cicatriz é sempre um passado e um presente. Mesmo que ainda pulse internamente, foi e é. Carregamos junto da gente. A paisagem carrega junto dela. Cada uma tem seu começo, meio e fim. Existe a diferença entre ser e ter sido. E se apropriar da própria história. E ela faz isso todos os dias, em todos os campos da arte em que transita. Não são "eus" desconectados que habitam a performance, a câmera, a voz, a imagem em movimento, a fotografia. O choro veio pelo eu atriz, a dor e as entranhas, pelo eu real. Um atravessar intermitente. Há a Bárbara em carne-viva aqui. Sem a fantasia da máscara e com a verdade de suas cicatrizes. Impressas em seu corpo. Impressas em seu acontecer. Em cada uma das obras - instalações, fotografias, vídeos e palavras - expostas em sua primeira individual "Auto-acusação", na Galeria Fonte, o medo de ser a Barbara é movente. Enquanto transmuta, suas memórias se ativam. De outros mundos, com outras criaturas. Enquanto sangra, suas memórias se prolongam. Enquanto rasga, escorre pó de vidro por sua corrente sanguínea. Um vestígio de pele na pro´pria pele. Narrativas sobre um corpo. Rasgos que se multiplicam, se transformam, se proliferam e voltam a rasgar. Choram, soluçam, pulsam. Memórias cravadas na pele. na casa. na paisagem. Morte. Fim. Luto. Nascer. Começo. Festa. Uma nova camada se forma. O começo é o singular. Nascemos e morremos no eu absoluto. Transitar pela terra em um mundo que não o reverbere, amedronta. Mas sim, habitar este eu na dor, no trauma e nas entranhas, exige coragem. Uma história pessoal contada através da imagem corre perigo. Aos 17 anos, seu rosto se partiu em dois. Uma fenda de pele atravessou seu eu. Sua cicatriz a fez mergulhar na imperfeição. 434 pontos na tentativa de se esconder do espelho e do outro. Durante anos evitou o mais bonito em sua pele. Durante anos, sua verdade se mascarou. "Me refiz conforme eu fiz; consegui me disfarçar, me esconder." disse a cicatriz. "Um fio segurou minhas metades. Um nervo manteve minhas partes. Decidi não tirar essa marca. Quem sou eu? Fiquei com medo de mim sem ela. Um vaso quebrado." Bárbara Paz
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Principais ações do projeto em relação à acessibilidade: 1. Espaço: Solicitação de uso, através deste edital, do espaço onde a exposição será realizada (considerando também os custos adicionais, como seguro e taxas de licenciamento) 2. Materiais de exibição: Isso inclui elementos como paredes divisórias, pedestais, vitrines, suportes para obras de arte, painéis de informação, placas e etiquetas descritivas, iluminação adequada e sistemas de controle de temperatura e umidade. 3. Transporte e seguro das obras de arte: Consideraramos os custos associados ao transporte das obras de arte até o local da exposição e o seguro para protegê-las durante o transporte e exibição. 4. Criação e impressão de materiais promocionais: Incluímos custos de design e impressão de convites, cartazes, folhetos e catálogos para divulgar a exposição. Considerar também a criação de banners digitais para uso online. 5. Marketing e publicidade: Será reservada uma parte do orçamento para a promoção da exposição, como publicidade em mídias impressas e digitais, anúncios em redes sociais, e-mail marketing e promoção paga em sites relevantes. 6. Equipe: Será considerado os custos de contratação de uma equipe para auxiliar na montagem da exposição, supervisão durante o evento e desmontagem posterior. Isso pode incluir curadores, técnicos de montagem, atendentes de galeria e equipe de segurança. 7. Eventos especiais e programas educacionais: workshops e visitas guiadas (previsão de custos de honorários dos palestrantes, materiais e divulgação); 8. Catering e hospitalidade; 9. Documentação e fotografia: contratação de um fotógrafo profissional para documentar a exposição, capturando imagens das obras de arte e do evento. Isso pode ser útil para fins de arquivo, promoção futura e criação de catálogos; 10. Contingências: Há uma reserva de uma parte do orçamento para despesas imprevistas ou emergências que possam surgir durante o planejamento e execução da exposição.
Pensamos que uma contrapartida social para um projeto cultural com inclusão de mulheres pode ser a criação de oportunidades de capacitação e empoderamento para as participantes. Propomos aqui uma contrapartida social efetiva: Ofereceremos um workshop de criação audiovisual com a artista Bárbara Paz, ganhadora de diversos prêmios no Cinema, entre eles: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e Venezia Classici Award Best Documentary on Cinema - Leão de Ouro. Cuidaremos para que este workshop seja acessível e inclusivo, oferecendo vagas para mulheres de diferentes origens e níveis de experiência. Mulheres em posições de destaque na indústria artística ou cultural podem oferecer orientações valiosas, compartilhar suas experiências e fornecer apoio para as participantes do projeto. Além disso, pensamos na criação de redes e conexões que facilitem as trocas das mulheres participantes do projeto e outros profissionais da área cultural. Isso será feito através de um encontro, na abertura da exposição. A conexão com outras mulheres em situações semelhantes pode fortalecer a comunidade e gerar oportunidades de colaboração futura. Campanhas de conscientização e empoderamento: esta ação promoverá uma conscientização sobre questões relacionadas à igualdade de gênero e empoderamento feminino. Isso pode incluir a divulgação de histórias de sucesso de mulheres na cultura, a sensibilização para desafios enfrentados pelas mulheres na indústria e a educação sobre a importância da representatividade feminina nas artes. Acesso a recursos e infraestrutura: Abordaremos temas que despertem caminhos para que as mulheres participantes tenham meios de acesso a recursos e infraestrutura necessários para desenvolver seus projetos com disponibilização de materiais, espaços de trabalho adequados e equipamentos ou ferramentas específicas.
Barbara Paz – idealizadora e atriz: Bárbara Paz é atriz, diretora e produtora. Brasileira, No teatro, trabalhou em mais de 25 peças, protagonizando espetáculos de Oscar Wilde a Tennessee Williams. Em 2013, pela sua trajetória como atriz, recebeu do Ministério da Cultura a Medalha Cavaleiro 2013, Honra ao Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Na Tv Bárbara já participou de varias séries e novelas .E apresentou por 4 anos A Arte do Encontro, no Canal Brasil, onde conversava com grandes nomes do cenário artístico .brasileiro. No cinema, como atriz participou de vários longas e curtas-metragens incluindo Meu amigo Hindu, último filme de Hector Babenco ao lado de Willem Dafoe, Como diretora adentrou o universo dos curtas-metragens, produzindo e dirigindo programas e filmes. O Documentário “Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou”seu primeiro longa-metragem que teve sua estreia no grande Festival Internacional de Veneza . Ganhando o prêmio de Melhor Documentário Venice Classics 2019. . Apartir da sua estreia o filme viajou o mundo por vários Festivais recebendo inúmeros premios , Na China, India. Chile .. E ganhou 4 prêmios no Grande Premio do Cinema Brasileiro 2021. Incluindo Melhor fDocumentário e Melhor primeira direção para Bárbara ,.O filme foi o indicado para representar o Brasil como melhor filme Internacional no Oscar (93rd Academy Awards). Publicou também um livro em 2018 . Mr.Babenco Solilóquio a dois sem um ( memórias e poemas de Hector Babenco) Durante os 2 anos de e isolamento social Bárbara criou um diário visual da sua solidão ,. Com Fotos e Video-arte .Dirigiu um curta-metragem ATO sobre a solidão (filmado em Ouro Preto durante a pandemia ) o filme teve estreia no ano seguinte 2021 . Novamente no Festival Internacional de Veneza . Lara Tausz – produtora executiva Erika Horn – coordenadora de produção: formada em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes – SP em 2008 e Pós-Graduação em Fundamentos da Cultura e das Artes pela UNESP – IA SP em 2014. Atualmente presta serviços de curadoria e programação artística para espaços culturais, administração, produção executiva, consultoria e gestão de projetos para os grupos: Parlapatões, Cia Sabre de Luz, Teatro da Curva, Cia Va da Bordo, Cia Trilhas da Arte, Banda DelvinDelux,CASA5 Produções e Teatro Itália Bandeirantes. Teve experiências com produções internacionais em turnês com espetáculos e oficinas pela Europa, América Latina e todas as regiões do Brasil. Alguns diretores artísticos, produtoras culturais e Instituições com quem já trabalhou: Hugo Possolo,Nelson Baskerville, Alexandre Reinecke, Pedro Granato, Bárbara Paz, Teatro Renault, Teatro Porto Seguro, Secretarias de Cultura Municipais, SESC, SESI, CCBB, Caixa Cultural, Itaú Cultural entre outros. Últimos trabalhos: - 2019: Produção executiva da programação do Theatro Municipal de SP na Virada Cultural e abertura da Praça das Artes; - 2020 e 2021: Produção da exposição de fotografias da fotógrafa Lenise Pinheiro no Museu Oscar Niemeyer no Festival Internacional de Teatro de Curitiba; - 2022: Administração e produção do espetáculo Consentimento e seleção através da Creative SP para rodadas de negócios e workshops no Fringe – Edimburgo. 2023: Produção da Exposição de Artes Visuais Auto – Acusação da artista Bárbara Paz em junho na Galeria Fonte, Pinheiros SP, produção da Exposição do Arquiteto e Designer carioca Bernardo Figueiredo na ECED, no Circuito Cultural Liberdade em Belho Horizonte e Direção de Produção do espetáculo O Deus de Spinoza em cartaz no Teatro Itália. Ana Higino – cantora lírica
PROJETO ARQUIVADO.