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Realizar um levantamento de fortuna crítica, revisão bibliográfica, pesquisa jornalística e entrevistas, para apresentar umestudo completo em torno da história do Carnaval belo-horizontino, de suas origens até os dias atuais, enfatizando asespecificidades e trajetórias de blocos e escolas de samba da capital mineira.
Belo Horizonte, pode-se dizer que se afastou do Carnaval nas décadas finais do século XX, realizando festas de menorrepercussão. Mantiveram-se os desfiles de escolas de Samba e blocos caricatos, mas poucos eram os blocos de rua, organizados com menor dimensão. Será a partir dos anos de 2013a 2016 que o Carnaval de BH toma dimensões extraordinárias, contrariando a voz popular que já dizia que o belorizontino nãotinha gosto ou vocação para as manifestações “momescas”, próprias do folião carnavalesco. O fenômeno suscita debate etorna-se matéria de grande interesse. Com manifestações populares baseadas na ocupação dos espaços públicos, Belo Horizonte viveu um momento profícuo no finalda primeira década deste século. O caldo político e cultural ajudou a resgatar a força do Carnaval da capital, que viveu a partirdali um crescimento vertiginoso. Quase familiares, de amigos, seguros, alegres, espontâneos, liberais, graciosos, surgiram ecresceram em breve tempo e chegaram a um extraordinário número, alguns com componentes próximos de 100 mil pessoas. Suas origens, aspectos do seu ressurgimento e abrangência, motivações, formas e modos de organização, característicasespecíficas de agremiações, vinculações geográficas, precisam ser estudadas. Trata-se de fenômeno novo, que muda condutas epersonalidades dos belorizontinos e que por sua dimensão, abrangência e repercussões na cidade, merece estudo elucidativoque permita amplo conhecimento da grande festa popular e todos os seus aspectos relevantes. Uma análise das últimas festas eespecialmente o Carnaval de 2023, dimensão, ocorrências, serviços públicos e impactos socioeconômicos, torna-se importantecomo instrumento de conhecimento e avaliação, identificação de questões a serem enfrentadas e preparação para ascomemorações futuras, que retornam a Belo Horizonte com ampla participação popular.
OBJETIVO GERAL Realizar uma pequisa completa sobre a história, características, composições, temáticas de agremiações carnavalescas, escolas de samba, blocos caricatos, blocos de rua, blocos afro de Belo Horizonte desde a sua fundação até os dias atuais; OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Produção de 20 (vinte) entrevistas e/ou 20 (vinte) podcasts em torno da temática do trabalho; - Produção de 20 (vinte) programas musicais especiais produzidos a partir da temática do trabalho; - Produção de 02 (dois) e-books ilustrados a partir dos relatórios finais.
O presente projeto se enquadra no Artigo 1º da Lei 8313/91, em seus seguintes incisos: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos econteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, culturae memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. E também se enquadra em seu Artigo 3º, nos incisos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ouestrangeiros residentes no Brasil; II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; A análise das manifestações carnavalescas de BH, ao longo do seu percurso histórico, relembrando os primeiros tempos da novacapital, assim como as ocorrências de festas populares com características carnavalescas, já no século XVIII, revelam a vocaçãoantiga dos mineiros para as festas cívico-religiosas. São muitos os indícios históricos, registrados na literatura setecentista, deque a sociedade barroca, no Ciclo do Ouro, combinava desfiles públicos com religiosidade, o gosto pelo ostentatório,sensualidade e multirracialidade, em uma crescente ordem lúdica que se expressa, monumentalmente, no famoso TriunfoEucarístico, de 1733, em Vila Rica, que comemorou a inauguração da Igreja do Pilar. Nesta festa pública, o barroquismo se manifesta como estilo de vida e de arte, com grande imensa e festiva participaçãopopular, com figurinos, música e manifestações coreográficas. A carnavalização de festas públicas e de cortejos religiosos semanifesta em toda a história mineira, propensa, em vários momentos, a cortejos monumentais, ao lúdico, à música, à dança,ao canto, ao ritual, coletivos e contraditórios, com crítica e ironias, próprias do barroquismo assinaladas por várioshistoriadores mineiros. As cidades históricas mineiras, herdeiras dessas festas populares, sempre tiveram bons carnavais. O Carnaval de Belo Horizonte está a merecer estudo que possa identificar traços herdados desses primeiros tempos, mastambém pelos primeiros anos da jovem capital, inaugurada em 1897. Existem relatos que revelam participações marcantes deitalianos e espanhóis, que vieram para a construção da nova cidade e que já se organizavam para o Carnaval, o "entrudo".Surgiram as primeiras agremiações, blocos e escolas, com destaque para os blocos caricatos, ainda hoje presentes, e aapresentação do "corso", desfile de carros alegóricos. Carnavalescos também marcaram época com "marchas" e sambas, àsvezes relembradas, assim como também são lembrados bairros, bares e clubes mais boêmios. Assim sendo, o projeto em referência tornar-se-á viável somente por meio do apoio de Lei de Incentivo à Cultura.
- 02 E-books ilustrados (produzidos a partir dos relatórios finais, tendo, cada obra, o número mínimo de 100 páginas).
Acessibilidade FÍSICA: não se aplica; Acessibilidade de CONTEÚDO: o resultado da pesquisa será disponibilizado no site https://ufmg.br/comunicacao/noticias, formatado para utilizaçãodo sistema DOS VOX, indicado para pessoas portadoras de deficiência visual.
O resultado da pesquisa, bem como seus parâmetros serão divulgados, gratuitamente, no site https://ufmg.br/comunicacao/noticias
Coordenação Técnica: Nísio Antônio Teixeira Ferreira, Professor associado vinculado ao Departamento de Comunicação Social daFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (DCS/Fafich/UFMG) desde agosto de 2010.Pesquisador Permanente do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM/UFMG) na linha de Textualidades Midiáticas.Coordenador do Colegiado e presidente do NDE do curso de graduação em Comunicação Social da UFMG entre junho de 2012 ejulho de 2016. Subcoordenador do mesmo curso a partir de fevereiro de 2021. Possui graduação em Comunicação Social pelaPontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1991) e mestrado pela Escola de Ciência da Informação da UniversidadeFederal de Minas Gerais (1999), onde também concluiu doutorado em 2008 com estudo sobre incubadoras culturais. Ex-professor do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG: 1997 a 1999) e do Centro Universitário de BeloHorizonte (UNI-BH: 1999-2009). Jornalista, com ênfase na área cultural, tem mais de 20 anos de experiência entre textos,políticas públicas e projetos de pesquisa científica voltados para essa área. Na Secretaria Municipal de Cultura de BeloHorizonte, gestões Berenice Menegale (1988-1991) e Antonieta Cunha (1992-1996) atuou na formatação do estudo inicial para acriação do Centro de Referência Audiovisual (Crav), hoje Museu da Imagem e do Som. Também ajudou na criação da bibliotecado centro cultural interregional do Parque da Lagoa do Nado (1992), bem como na formatação, acompanhamento e divulgaçãodo Primeiro Censo Cultural de Belo Horizonte (1995). Professor universitário na área de Comunicação, nível Graduação, desde1997, e, em nível Pós-Graduação, é co-autor de livros, autor de artigos acadêmicos, várias notícias, entrevistas, crônicas ereportagens em torno da literatura, da música e do cinema na capital mineira. Também atua no programa Batuque na Cozinha e do Conte uma Canção, ambos transmitidospela Rádio 104,5 UFMG Educativa e que integram o projeto de Extensão Aqui e Outrora, um dos quatro agraciados com o PrêmioDestaque na UFMG em 2013. É membro dos grupos de pesquisa Escutas (Sonoridades, Comunicação, Textualidades eSociabilidade) do departamento de Comunicação Social da UFMG e também do Mopri (Mídia, Opinião Pública nas RelaçõesInternacionais) de caráter interinstitucional e ainda AMIS-PIMI 2021-2015 (Brasil-França). Integra o U-40 World Forum parapromoção da Convenção da Diversidade Cultural http://u40net.org/. Pesquisa: Kerison Arnóbio Lopes dos Santos, Graduado em Comunicação Social, habilitação Jornalismo pelo Centro UniversitárioBelo Horizonte - UNI-BH. Atualmente, é presidente da Liga dos Blocos de Santa Tereza, diretor da Escola de Samba CidadeJardim e fundador dos blocos: Volta Belchior, Lindo Bloco do Amor, Românticos sâo Loucos, Filhas de Clara e Pescoção. Pesquisa: Marcos Valério Menezes de Azevedo Maia, Graduado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais.Pesquisador e produtor do documentário Roda (2011, 70 minutos) ,com a Velha Guarda do Samba de BH). Assessor e co-criadordo projeto Associação Velha Guarda da Faculdade do Samba. Criador e curador do acervo "Marcos Maia: história do samba e docarnaval de Belo Horizonte”. Curador da exposição "Narrativas do Samba e do Carnaval de Belo Horizonte" (2013, MuseuHistórico Abílio Barreto); Colaborador do caderno Pensar do jornal Estado de Minas - textos publicados: "Carnavais de Belo Horizonte: labirinto dememórias e esquecimento", "A História em Construção, resenha do livro O Corpo da Nova República: funerais presidenciais,representação histórica e imaginário político" de Douglas Attila Marcelino. FGV Editora. Rio de Janeiro, "Improviso, imagem eluxo - Tempo e espaço no carnaval de BH". Curador da mostra de filmes "Imagens e Sons do Carnaval e do Samba de BeloHorizonte" no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (fevereiro de 2017). Idealizador e organizador da homenagem daAssembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais ao sambistas de BH no evento 100 anos de samba (novembro de 2017).Curador da "Segunda Mostra Carnaval e Cinema" em janeiro de 2018 e da "3a Mostra de Cinema, Samba e Carnaval" em fevereirode 2019, ambas no MIS-BH. Comentarista da rádio Itatiaia de BH dos desfiles de Escolas de Samba e Blocos Caricatos dosCarnavais de 2019, 2020 e 2023. Idealizador, formatador e produtor do projeto "Álbum 40 anos de carreira de Nonato do Samba:mp3, vídeos e podcasts nas redes sociais”, através da Lei Aldir Blanc. Idealizador e coordenador "Coletivo de Sambistas MestreConga" e Coordenador Geral do Projeto “Registro do Samba como Patrimônio Cultural Imaterial de Belo Horizonte” em parceriacom a Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Pesquisa: Carlos Roberto da Silva (Carlinhos Visual), Sambista, Presidente da Velha Guarda da Faculdade do Samba de BeloHorizonte, produtor de discos, shows e apresentador do Programa Batuque na Cozinha, na Rádio UFMG Educativa, 104,5. Coordenador de produção: Raphael Simões, turismólogo. Desde 2009, é Produtor Executivo / Gestor do Museu das Reduções deOuro Preto, onde elaborou e coordenou a execução de Projetos Culturais nas Leis Estadual, MG (LEIC/MG) e Federal deincentivo à Cultura (LFIC), bem como por meio de patrocínio direto, desde a elaboração, execução, até a prestação de contasfinal, beneficiando cerca de 20 mil alunos de Escolas Públicas de toda a Região dos Inconfidentes e adjacências. Coordenou asatividades de transferência do acervo do Museu das Reduções, desde a remoção em Amarantina até a instalação e sua novaexpografia em Cachoeira do Campo; Desde 2012, é Coordenador de produção, projeto gráfico, diagramação e produção do siteda “Revista Memória CULT” (www.memoriacult.com.br); Desde 2016, é Diretor financeiro da Associação de Amigos do Museu daInconfidência de Ouro Preto; Coordenador Geral do projeto do livro “História e Formação de Minas Gerais em 300 anos daCapitania – origens e trajetória”, do jornalista Mauro Werkema (2021); Edição, projeto Gráfico, diagramação e revisão daTrilogia Edição da Trilogia do Desembargador Bruno Terra Dias sobre aspectos socioculturais na pandemia do COVID 19 (2020);Produziu o site aleijadinho.com, idealizado pelo artista plástico Elias Layon (2020); Apoio institucional e executivo no evento“Livro de Graça na Praça”, em Belo Horizonte (2019/2020); Coordenador de produção do projeto e diagramação do livro “OuroPreto na história: protagonismos, paradigmas, revisões”, do jornalista Mauro Werkema, LFIC (2018); Coordenador de Produçãodo projeto e diagramação do livro “História Geral de Minas”, dos autores: José Maria Rabêlo, João Antônio de Paula, FernandoCorreia Dias e Ricardo de Moura Faria, LFIC (2018); Coordenador geral do projeto do livro “Ouro Preto: Igrejas”, LFIC (2016);Coordenador geral do projeto e diagramação do livro “A história da Energia no Brasil”, LFIC (2016); Coordenador do projeto ediagramação do livro “Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais”, LFIC (2016); Assessor da Direção Geral daImprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. Participou ativamente do processo de revitalização da Autarquia, tanto físicaquanto cultural, promovendo diversas atividades, eventos e publicações (2012-2017); Coordenação geral dos eventos cívicos-culturais de outorga da Comenda Ambiental Estância Hidromineral de São Lourenço, MG e da Comenda da Liberdade eCidadania dos municípios de Ritápolis, São João del-Rei e Tiradentes, MG (2011-2017); Coordenador executivo do Sistema deMuseus de Ouro Preto (2011-2014); Coordenador geral da “Semana do Aleijadinho – celebração dos 200 anos de sua morte”, omaior evento em homenagem ao Patrono das Artes no Brasil, através da LEIC/MG e pela LFIC (2014); Organizador do livro “OuroPreto: Museus”, publicação em três idiomas (português – inglês – francês) (2014); Coordenação editorial do Livro Água eCultura: inventário das fontes de água de Ouro Preto e a coordenação geral dos eventos que decorreram da publicação,concurso de redações de alunos de Ouro Preto e Mariana e exposição fotográfica na FIEMG Ouro Preto, por meio de patrocíniodireto (2014); Administrador do Museu Aleijadinho em Ouro Preto. Participou intensamente do projeto de implantação de novamuseografia realizado pela Fundação Espírito Santo Cultura de Portugal, por meio da LFIC (2005-2008); Administrador do MuseuCasa dos Contos em Ouro Preto, vinculado à época ao Ministério da Fazenda. Realizou mais de 100 exposições temporárias eeventos comemorativos, como seminário, palestras, simpósios etc., além de administrar equipe de colaboradores que chegou a61 pessoas (2008-2012); Membro titular do Conselho Municipal de Turismo do Município de Ouro Preto (2009-2012);Diretor/fundador da Escola de Informática e Cidadania em Conselheiro Lafaiete, em parceria com o Comitê paraDemocratização da Informática, beneficiando diretamente centenas de moradores, crianças, jovens e adultos, em situação derisco, através de ações voltadas para o desenvolvimento do Turismo Local, associadas a informática (2005); dentre vários outrostrabalhos nos setores cultural, editorial e eventos. Portfólio completo em artsrealiza.com.br/quem-somos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.