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PRONAC 236937Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

EDIÇÃO E PUBLICAÇÃO DO LIVRO Suaçuí: suas raízes, sua gente.

MARIA AUXILIADORA MENDES DA SILVA E SOUZA
Solicitado
R$ 199,4 mil
Aprovado
R$ 199,4 mil
Captado
R$ 600,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
***598056**Maria de Fatima Melo Machado1900-01-01R$ 500,00
***826086**César Luiz Ferreira de Andrade Lima1900-01-01R$ 100,00

Eficiência de captação

0.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Brasília
Início
2024-01-01
Término

Resumo

O projeto visa a edição e publicação de um livro sobre a história do município de São Brás do Suaçuí, reconstituída no período compreendido entre 1713 e 1953 por meio das trajetórias de vida de seus habitantes.

Sinopse

O livro sobre a história do atual município de São Brás do Suaçuí reúne os acontecimentos que tiveram lugar no outrora distrito de Suaçuí, reconstituídos a partir das trajetórias de vida de seus habitantes no espaço temporal compreendido entre os anos de 1713 a 1953, período que engloba marcos que vão desde a doação da sesmaria ao paulista João Machado Castanho até a emancipação política ocorrida aos 12.12.1953. A dissertação descritiva fundamenta-se em um trabalho de investigação, realizado pela Proponente, às suas expensas, entre os anos de 2015 e 2023 e que incluiu 40 tipos de documentos ou fundos documentais civis, judiciais e eclesiásticos, custeados por 75 arquivos e bibliotecas públicos e privados, físicos e eletrônicos, sediados na Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Itália e Portugal. A utilização da Genealogia como disciplina auxiliar da História propiciou realizar o estudo de mais de 100 famílias ao nível do indivíduo, contemplando, sempre que a documentação preservada permitiu, suas origens, evolução, dispersão, atividades laborais e as ligações biológicas, afins e sociais entre diferentes pessoas e gerações de diversos grupos socioeconômicos. A concatenação desses dados e informações, feita por meio de técnicas do jornalismo investigativo, resultou em um acervo demográfico e genealógico. Esse acervo permitiu reconstituir a história do Distrito ao longo de 240 anos, utilizando prioritariamente substantivos próprios, por meio dos quais nomes e sobrenomes retiraram do esquecimento pessoas que, na maioria das vezes, tiveram suas passagens na localidade citadas, nas escassas e sucintas publicações históricas, apenas com o emprego de substantivos comuns. À medida que descrição segue a linha do tempo, os elementos identitários tangíveis e intangíveis de São Brás do Suaçuí vão se destacando e se adaptando aos jeitos de viver de cada Era. Com a sesmaria doada a Castanho forma-se no lugar um sistema administrativo e de defesa, surge uma vocação econômica predominantemente agrícola-escravocrata e nasce uma assistência religiosa centrada em uma capela devotada a São Brás. Em torno dessa capela, desenvolve-se também a vida civil de seus habitantes luso-afro-brasileiros. Inicialmente administrado por um paulista, o Distrito passa a maior parte do século XVIII sob o comando de portugueses; ganha prosperidade material e torna-se palco de conflitos e violências de toda a natureza. Esses atritos incluem, dentre outros, dilemas de consciência entre normas e práticas, lutas armadas entre senhores de terras e quilombolas e cobranças de impostos. Em meio a esse conjunto de desavenças, a sociedade cresce com a chegada de novas gerações, de migrantes e imigrantes e organiza-se à luz do catolicismo. Um novo templo religioso é construído sob as influências artísticas do rococó e em volta dele surge um arraial. Alguns filhos da Terra tornam-se padres e exercem o cargo de capelão do Curato de Suaçuí. As mulheres brancas, pardas e pretas, livres e escravizadas, seguem seus destinos de submissão de acordo com suas condições sociais. Há as que são alfabetizadas e que tomam a condução de suas vidas. A população africana e seus descendentes brasileiros, no regime de escravidão e liberdade, fundam a primeira irmandade religiosa do lugar, a de Nossa Senhora do Rosario dos Irmãos Pretos. O transporte de cargas e a criação de animais para este fim ganham força no Distrito e rompem as fronteiras geográficas entre o lugar e outras capitanias. Com uma população no ano de 1808 de 1.379 pessoas, formada por 49% de pardos, 21% de pretos e 20% de brancos, Suaçuí acompanha a chegada da Família Real ao Brasil por meio do tropeirismo que, além do intercâmbio de bens, promove o de ideias e a incorporação de novos hábitos e costumes. A sociedade suaçuiense multifacetada e sob o comando de pessoas naturais do lugar estrutura-se em atividades laborais capazes de suprir o Distrito com bens e serviços essenciais. Na década de 30 do século XIX, o ensino público chega a Suaçuí, mas beneficia apenas os meninos livres brancos e pardos. Por força da lei Mineira nº 13 e do Regulamento nº 3, de 1835, são excluídas da instrução pública as meninas e as crianças escravizadas residentes em distritos. Em 1850, o Curato é elevado à categoria de freguesia quando o nome do lugar é alterado de Suaçuí para São Brás do Suaçuí. Algumas inciativas industriais fazem-se presentes, embora a agricultura continue sendo sua base econômica. Sob o aspecto religioso, o catolicismo mantém-se como única religião declarada. O ensino público alcança as meninas, mas o índice de analfabetismo dos moradores do Distrito é elevado. Em 1890, ele chega ao patamar de 94%, percentual superior ao do município de Entre Rios, ao do estado de Minas Gerais e ao do Brasil. Face à necessidade de suprir mão-de-obra para a indústria, novas disciplinas voltadas para desenvolver habilidades manuais e a criatividade como o desenho, a ginástica e a música são incorporadas à grade curricular. Em São Brás do Suaçuí, as noções musicais extrapolam o espaço das carteiras escolares e surgem grupos compostos por instrumentistas e cantores, dedicados à musica sacra e profana, que atravessam o tempo e alcançam o século XXI. Às atividades laborais femininas, até então restritas aos ofícios de fiar, tecer, costurar, bordar e cozinhar é incorporado o exercício do magistério. A abolição da escravidão africana ocorrida com a assinatura da Lei Áurea aos 13.05.1888 combinada com o surto industrial em vigor no País e na Província de Minas Gerais, que faz nascer uma onda migratória em busca de melhores condições de vida, provoca uma drástica mudança no quadro laboral do distrito suaçuiense. A inexistência do trabalho escravo e a escassez de mão-de-obra para as atividades braçais, em especial na agricultura, leva ao manejo cotidiano das ferramentas agrícolas os filhos, netos e bisnetos de ex-proprietários de escravos. Com uma população decrescente, que passa de 6.829 pessoas em 1890 para 2.238 em 1950, São Brás do Suaçuí chega à metade do século XX mantendo sua vocação agrícola acrescida da atividade pecuária: 52% dos habitantes residem em área rural. Na sede do Distrito, o ensino ganha impulso sob liderança de normalistas naturais do lugar. Os dados econômicos e sociais do Distrito fazem nascer e crescer o desejo e a proposta de emancipação política junto à Câmara Municipal de João Ribeiro, atual município de Entre Rios de Minas. A proposta é apresentada pelo vereador suaçuiense e presidente da Câmara Severiano Antônio da Costa aos 31.08.1953, sendo aprovada por cinco votos a quatro. Inicia-se então um tenso processo político e administrativo que chega à esfera estadual e diante do qual Severiano, um descendente de famílias pioneiras que chegaram ao Distrito na década de 30 do século XVIII, mantém-se firme e determinado. Aos 12.12.1953, o Governador do Estado assina a Lei nº 1.039, promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, elevando o distrito de São Brás do Suaçuí à categoria de município. Com autonomia política, administrativa e financeira, o desenvolvimento do recém-criado Município mantem-se em ritmo crescente. Apenas sete anos depois, o progresso já é percebido em alguns indicadores. O índice de alfabetização vai ao patamar de 69%, 20 pontos percentuais a mais do que o do município de Entre Rios de Minas, ao qual ele esteve subordinado até o ano de1953; o abastecimento de água alcança 54% dos domicílios; e a energia elétrica encontra-se instalada em áreas públicas e em 25% das residências. E com a energia elétrica, chega o aparelho de rádio, o principal meio de comunicação de massa da época. Por meio de 111 aparelhos, os habitantes do Município conectam-se com o mundo além de suas fronteiras geográficas. E em seus 469 fogões à lenha e fornos de barro, os suaçuienses, de nascença e de coração, asseguram o inigualável sabor das receitas culinárias, passadas de geração em geração desde a segunda metade do século XIX, e produzem a farta e variada mesa de quitandas para deleite da família, dos amigos e dos visitantes, quer no espaço privado de seus lares, quer nos leilões realizados nas festas em honra ao padroeiro da cidade, São Brás.

Objetivos

Geral Tornar disponível aos moradores e visitantes do município de São Brás do Suaçuí e à população dos municípios limítrofes a história do lugar relativa ao período compreendido entre os anos de 1713 e 1953 e reconstituída por meio das trajetórias de vida de seus habitantes. Específicos Editar e publicar em forma de livro impresso a história do município de São Brás do Suaçui com tiragem de mil exemplares. Organizar na sacristia da Igreja Matriz de São Brás exposição permanente sacra civil de objetos representativos da formação identitária do referido Município e de documentos manuscritos, dispostos em uma linha do tempo, e que fundamentaram a pesquisa sobre a história do lugar

Justificativa

A reconstituição e publicação da história de São Brás do Suaçuí colocam-se como uma contribuição para que seus habitantes, visitantes e a população dos municípios limítrofes tenham a oportunidade de melhor conhecer as origens e o patrimônio tangível e intangível que caracteriza o Munícipio. E ao compreender como esse patrimônio surgiu, desenvolveu-se e, em alguns casos, permaneceu, os moradores de São Brás do Suaçuí possam dele se apropriarem para desenvolver práticas voltadas para a sua preservação, valorização e fortalecimento dos vínculos afetivos com a localidade. Para além disso, eles possam também construir o presente e planejar o futuro valendo-se dos ensinamentos legados pelo passado. O projeto se enquadra nos seguintes incisos: da Lei 8313/91 em seu art. 1° ........I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;art 3º - Inciso II - .... b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; Inciso V - ........... b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Estratégia de execução

não se aplica

Especificação técnica

Livro: 1.000 exemplares de Livro Colado Capa C/ OrelhaCapa: 48x23cm, 4x4 cores, Tinta Escala em Cartão Supremo Duo Design. 300g. Prep. Arquivo Aberto. Prova Digital Epson. Prova.Miolo: 288 pgs, 15,5x23cm, 1 cor, Tinta Preta em Couche Fosco. 90g. Prep. Arquivo Fechado(PDF). Prova. Prova.Lombada:13mm, Laminacao Fosca, Nº Lados: 1(Capa), Verniz UV localiz, numero de lados 1(Capa), Vinco(Capa), Dobrado(Capa),Dobrado(Miolo), Lombada Quadrada PUR(Miolo), Shrink Individual.

Acessibilidade

O projeto atenderá o estabelecido no art. 25, que prevê que as propostas culturais apresentadas ao mecanismo Incentivo a Projetos Culturais do Pronac deverão conter medidas de acessibilidade compatíveis com as características do objeto sempre que tecnicamente possível, nos termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, de modo a contemplar: II - no aspecto comunicacional, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto. Estará previsto no projeto as ações de acessibilidade devem estar previstos no orçamento analítico do projeto, mesmo que oriundos de recursos próprios. E o material de divulgação do projeto conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade.

Democratização do acesso

O projeto atenderá: Inciso II do § 2º do Artigo 30 da Seção III da IN 01/2023 II - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas Sete Rodas de Conversa com professores e alunos do ensino secundário da Escola Estadual Desembargador Aprigio Ribeiro de Oliveira, sediada no município de São Brás do Suaçuí. Participantes: 140 pessoas Quatro Rodas de Conversas com professores e alunos do ensino fundamental (6º ao 9º ano) da Escola Municipal Dona Amélia da Anunciação Pyramo sediada no município de São Brás do Suaçuí. Participantes: 100 pessoas Cinco Visitas Guiadas à Mostra Sacra Civil de professores e alunos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) da Escola Municipal Dona Amélia da Anunciação Pyramo sediada no município de São Brás do Suaçuí. Participantes: 100 pessoas Inciso VI Artigo 28 da Seção II da IN 01/2023 VI - oferecer ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas Duas Rodas de Conversa com o público assistido pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Unidade São Brás do Suaçuí. Participantes: 60 pessoas Cinco Rodas de Conversa com comunidades rurais do município de São Brás do Suaçuí. Participantes: 100 pessoas

Ficha técnica

1 -Maria Auxiliadora Mendes da Silva e Souza CPF: 495.936.096-87 e CI MG 3.040.385 PC Atribuições Redatora, administradora, captadora de recursos, apresentadora, palestrante e coordenadora das rodas de conversa. Qualificações Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo e inscrita no Ministério do Trabalho sob o nº 5.614, possui pós-graduação em Gestão e Comunicação pela Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais e em Marketing pela Fundação Dom Cabral. Detém 30 anos de experiência como funcionária do Banco do Brasil, com atuação nas áreas de Comunicação e Marketing, Auditoria e Tecnologia, onde exerceu cargos de assessoria e gerência. Nessas funções, foi redatora e conteúdista de veículos de comunicação interna e assessora de imprensa, elaborou e implementou projetos de comunicação corporativa; coordenou campanha publicitárias e eventos internos e externos como circuitos culturais regionais e feiras. Foi também educadora da Universidade Corporativa Banco do Brasil. Desenvolve há oito anos pesquisas sem vínculo institucional de natureza histórico-genealógica e já elaborou estudos genealógicos que fundamentaram com êxito processos de aquisição de segunda nacionalidade. É membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Congonhas, Minas Gerais. 2- Luciano Ferreira de Oliveira CPF 880.388.316-91 e CI: MG 6.436.818 PC Atribuições Curador da exposição e representante da paróquia de São Brás do município de São Brás do Suaçuí Qualificações Bacharel licenciado em Filosofia pela Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduado em Comunicação Social pela Pontíficia Universidade Católica de São Paulo e graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Una. É formado em Teologia pelo Seminário São José de Mariana. Exerce desde 2004 a profissão de padre da Igreja Católica Apostólica Romana, atuando e apoiando comunidades em relação à assistência espiritual e social. Já exerceu o ministério do sacerdócio nas seguintes paróquias mineiras: São José em Alto do Rio Doce, Nossa Senhora do Desterro em Desterro do Melo, Sagrada Família em Ouro Branco e São José em Ressaquinha. Atualmente, trabalha com pároco e padre da paróquia de São Brás, sediada no município de São Brás do Suaçuí.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-11-30
Locais de realização (1)
São Brás do Suaçuí Minas Gerais